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História 21 Days - Capítulo 47


Escrita por: e anaffranca


Capítulo 47 - Você aceita...?


Fanfic / Fanfiction 21 Days - Capítulo 47 - Você aceita...?

Eu não conseguia encará-lo por muito tempo. Não sem ter uma vontade dilacerante de correr e me atirar em seus braços. 

— Blair…

Ele vestia apenas uma cueca, afinal, tinha acabado de sair do banho. Os cabelos ainda estavam molhados e seus pés descalços. 

— Harry… — minha voz saiu como um sopro. 

Minhas pernas quiseram fraquejar, mas eu não poderia. Eu não deveria. 

— O que está fazendo aqui? 

Sua voz saiu mais firme e eu tentei me recompor em uma postura firme. Claramente algo inútil. 

— E-eu… eu vi a porta aberta e…  eu… — Suspirei. — Fiquei preocupada, você nunca deixa a porta aberta, pensei que algo pudesse ter acontecido e eu jamais me perdoaria se Louis encostasse um dedo que fosse em você e…

Harry deu alguns largos passos até mim e segurou meus braços. 

— Calma… Eu estou bem.

Suspirei e abracei-o, sem me importar com postura ou com o que poderia acontecer. Ao menos naquele instante. 

Sentir seus corpo junto ao meu era bom. Era muito bom. 

Me acalmava de uma maneira inigualável. 

Seus braços me circulavam de maneira carinhosa e ouvir seu coração tão perto do meu era algo impossível de explicar. Só sabia que era bom e era tudo o que eu precisava naquele instante. 

Os segundos que se passaram foram longos, mas não o suficiente. Em um dado momento eu tive que me afastar. Não queria, mas precisava. 

Seu corpo ainda estava úmido e molhou um pouco minha blusa. Olhei para aquilo e ri fraco. 

— Você fica linda sorrindo, deveria fazer mais isso, meu bem — sua frase ecoou na minha mente e me fez encará-lo com um vislumbre de felicidade. Uma felicidade que não me pertencia mais, que nunca me pertenceu, mas que era muito boa de sentir. 

— Eu te amo… — aquilo escapou dos meus lábios com tamanha naturalidade que me fez temer as consequências. 

E essas não demoraram a vir, pois rapidamente ele selou seus lábios com os meus. Era desesperado e necessitado. Era prazeroso e deliciosamente incrível. Era mar agitado ao mesmo tempo que era manhã tranquila e silenciosa. 

Suspirei e levei minhas mãos aos seus cabelos, os agarrando. 

Por um instante, aquele instante, nada me importava. Nada. Só estar ali, ao lado do homem por quem eu era perdidamente apaixonada. 

— Blair…? — a voz de Zayn adentrou o apartamento e eu rapidamente me afastei de Harry. 

Meu irmão estava no corredor. 

Ainda ofegante, eu simplesmente deixei o apartamento e fechei a porta, atrás de mim. Olhei para Zayn, que me encarava confuso. 

— Eu vou sair… — avisei apenas voltando para o apartamento para pegar minha bolsa e alguns pertences. 

No caminho liguei para o consultório da Dra. Lívia.

***

— Você me surpreendeu com a sua ligação hoje… — comentou a doutora — o que houve Blair?

A barra da minha blusa parecia bem mais interessante do que ter que contá-la as coisas. Não tinha certeza se seria bom contá-la tudo. 

— Blair?

Suspirei. 

— Talvez eu tenha beijado Harry novamente.

Um sorriso escapou de seus lábios. 

— E…? 

Encarei-a séria. 

— E nada.

Seu olhar mudou, ele me questionava se eu achava que ela era idiota, eu tenho certeza. 

— Eu o amo, amo muito… Não consigo mais negar isso — declarei sincera, me levantando do sofá e caminhando até a janela do escritório — mas é uma situação difícil, é perigoso. 

— Blair, se colocarmos na ponta do lápis, viver é perigoso — ela comentou, chamando a minha atenção — Até quando pretende se privar de viver por conta do medo? 

Eu odiava quando ela estava redondamente certa. 

— Nunca me perdoaria se mais alguém que amo se machucasse ou pior, morresse, por minha causa. 

Ela assentiu. Anotou algo em sua ficha e me encarou novamente. 

— Você nunca me contou tudo o que aconteceu com a sua amiga, por que não começamos por aí? 

Soltei o ar. Minha amiga… Ela era mesmo minha amiga? Ela havia ameaçado meu irmão e agora… Agora eu nem sabia se ela estava realmente morta. 

— Eu… Eu deixei que Louis a matasse… — e as lágrimas vieram — Eu estava com ódio e queria enganá-la, queria drogar ela e assustá-la. Claro que as coisas acabaram perdendo o controle, não sei o que ele deu a ela e nem a mim aquela noite, sei que eu fiquei muito eufórica e louca, e ela morreu. 

Passei as mãos pelos meus olhos. 

— Eu sou um monstro, eu definitivamente não mereço ser feliz. 

Ouvi a Dra. Livia fechando seu bloco de notas e levantando-se do seu sofá. 

— Blair, de tudo o que eu tenho ouvido de você, desde que veio aqui a primeira vez, posso te garantir, você não é um monstro, só tem problemas mal resolvidos. 

E as suas palavras magicamente acalmaram o meu coração enfermo, mesmo que ainda, no fundo, eu não acreditasse naquilo.

***

Depois de uma hora no consultório da psicóloga tudo o que eu queria era a minha cama, mas uma ligação me impediu disso. Liam havia ligado e eu sabia que ele queria me ver o quanto antes. Pelo seu tom, havia preocupação ali. Eu temia que Zayn pudesse ter ligado para ele ou algo do tipo, era típico do meu irmão querer me proteger. 

O carro estacionou na frente do escritório de Liam e eu desci apressada. Subi as escadas da frente e logo uma mulher me atendeu. 

— Você deve ser a Blair McGrawn… — Seus olhos castanhos me analisaram por um instante.

— Sim, eu sou.

— Sou, Wendy Bennet. — Claro, Payne, Kaldor & Bennet. Ela era uma das advogadas que mandavam por ali. — Sou a sócia gerente da firma, Liam me contou que vinha e eu fiz questão de saber quem era a mulher que estava tirando um dos meus melhores advogados dos negócios que fechamos e o levando a resolver situações criminais. 

O seu tom de ameaça era claro. Ela não gostava de Liam estar atento e ocupado com situações criminais ao invés de fechar acordos multimilionários. 

— Não se preocupe, eu estou pagando pelos serviços — mentira, mas agora faria questão de pagar cada hora de Liam com aquilo. 

— Essa não é a minha preocupação Srta. McGrawn… — Não entendi a sua colocação. — A sala dele é a última do corredor, tem o nome dele na frente. 

Passei por ela e caminhei pelo corredor até chegar em frente a porta de vidro com o nome Liam Payne ali. Ele estava ocupado lendo algo, por isso quando parei em frente a sua porta, ele levou alguns instantes para me notar ali. 

— Blair… que bom que veio. 

Sorri fraco, me esforçando e caminhando para cumprimentá-lo. 

— É, vim assim que pediu. 

— Ótimo… Você está bem?

Suspirei.

— Estaria mentindo se dissesse que sim. 

Ele assentiu e apontou para a cadeira a frente da sua mesa e eu me sentei. 

— Encontrei sua sócia na porta… Ela não está feliz com você trabalhando comigo. — comentei.

Ele riu. 

— Wendy só está preocupada com a má publicidade — o moreno comentou, pegando uma pasta entre uma pilha em sua mesa — talvez você possa ajudar a gente a fechar alguns negócios e ela já fica calminha — propôs bem humorado e eu sorri fraco. 

— Você já sabe…?

— Kayla não sabe manter a boca fechada, achei que já soubesse disso. 

Assenti. 

— Já deveria ter aprendido… — falando em Kayla, ainda tinha a sua proposta para que eu pensasse. 

— Bem, vamos ao que interessa — Liam tomou uma postura séria — prenderam um cara que estava lidando com tráfico de drogas ontem, e por um acaso, ele tinha um bilhete para você. Não era o Louis, era só um garoto de 15 anos, mas ele disse para a polícia que o recado seria dado caso você não ficasse quieta. 

Senti um arrepio cheio de medo em minhas espinhas. 

— Isso é uma ameaça.

— Sim, isso é uma ameaça. E é o que vem me preocupando mais é a sua segurança e das pessoas ao seu redor, Blair. 

— Harry… Você está preocupado com o seu amigo e está certo em estar preocupado. — Liam suspirou. — Liam… Eu amo ele, nós… Nós nos vimos hoje e… — eu precisava de coragem para contá-lo, porque normalmente não era algo que afetaria a vida de ninguém, mas na atual situação, afetava todo mundo. — Nos beijamos Liam e… tudo o que eu penso é no quanto eu o machuco… Li uma carta no apartamento dele, aquilo era sofrimento demais. 

Ele recostou na sua cadeira de couro. 

Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Blair, queria ser capaz de fazer esse sofrimento acabar, mas isso está além de mim. — ele comentou tentando ser gentil. 

— Eu sei… — soprei — Liam, me faça um favor, tire Harry do apartamento dele, deixe ele em um lugar a salvo. 

Ele suspirou. 

— Harry é um homem adulto Blair, não é bem assim, você sabe disso.

— Por favor…  — meu tom já era de súplica.

Ele fechou seus olhos por um instante e passou seus dedos por sua têmpora. 

— Eu vou tentar.

— Obrigada. 

Eu me levantei e peguei a minha bolsa. 

— Queria que meu irmão pudesse ir embora também.

Ele assentiu. 

— Vou ver o que posso fazer sobre isso, mas Zayn está sob investigação ainda, não sei se a gente consegue isso fácil. 

Concordei, imaginando já que essa seria a sua resposta. Também não cabia a mim pedir a ele que operasse milagres a essa altura do campeonato.  

***

Subi as escadas do prédio sentindo todo o peso do cansaço. O dia havia sido longo demais. Não tinha como me exaurir mais. Peguei a chave dentro da bolsa e estava prestes a colocar no fecho quando a porta de Harry se abriu. 

— Blair… Preciso falar com você. 

Virei-me e o encarei.

— Harry… Eu não posso agor... 

— Mas precisa ser agora! — ele me interrompeu, o encarei confusa — Não aguento mais essa distância, e nem você… Eu sei, você só quer o meu bem, mas para. Pedir para o Liam me tirar daqui não resolve nada. 

Meus ombros murcharam. Liam não deveria ter ligado, deveria ter ido até lá e falar com ele pessoalmente. 

Harry aproximou-se. 

— Eu sei que você não pode me contar nada agora, mas há um jeito Blair. 

Meu coração rapidamente encheu-se de esperança, mesmo que eu não quisesse. Não havia esperanças naquela situação, ao menos não por ora. 

— Que jeito? — perguntei como uma tola. 

E as palavras que deixaram seus lábios me surpreenderam:

— A gente se casar. — Ele segurou minha mão. — Se a gente se casar você pode me contar tudo e eu, como seu marido, jamais poderei testemunhar contra você. — Suas palavras eram firmes e decididas, mas eu só me dei conta que aquilo era sério, quando ele se ajoelhou e tirou um anel no bolso. Um anel lindo. — Era da minha avó — ele comentou sobre o anel — Blair Emeraude McGrawn, você aceita se casar comigo?

Eu sabia que as minhas próximas palavras deveriam ser cuidadosas, porque eu o amava e eu queria muito me casar com ele, mas eu não poderia ser uma megera egoísta nesse nível. Me casar com ele seria colocá-lo em ainda mais perigo. 

— Harry… Eu… Eu te amo e é por isso, que eu não posso fazer isso agora. 

Soltei-me do seu toque e tentei abrir a porta rapidamente, o que não deu certo, sua mão me impediu. 

— Blair, pensa sobre isso. — Sua voz soprou atrás de mim. — É a melhor solução para gente. 

Virei-me e encarei-o perto demais. Seus olhos verdes estavam determinados e sentiam muita dor. Tudo o que eu queria era arrancar aquela dor dele, mas dizer sim não faria isso. 

— Eu vou pensar… — respondi e lhe dei as costas novamente, abrindo a porta do apartamento e a fechando em seguida. 

 


Notas Finais


Oi amores! Tudo bem com vocês? É a Ana aqui!

Era para essa atualização ter saído semana passada, mas tudo o que eu escrevia me deixava desgostosa, aí essa semana consegui terminar o capítulo e por isso corri para postar para vocês.Eu espero que vocês tenham gostado desse capítulo e de todos os acontecimentos, mas agora o que interessa é: será que a Blair vai aceitar a proposta do Harry?

Beijos, Ana & Nath


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