História 21 perguntas - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley
Tags Draco Malfoy, Dramione, Final Feliz, Fofo, Hermione Granger
Visualizações 44
Palavras 3.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amores esse meu fds tá sendo mega aperreado, por isso atrasei, me desculpem, mas aqui está mais um cap!!!

Capítulo 7 - Capítulo 06


Ele ainda não tinha corujado.

O relógio do meu escritório marca 18:32 e passei o dia todo ansiosa, esperando por algum sinal dele, mas nada.

É angustiante.

Me sinto particularmente irritada, digo, ele deveria pelo menos avisar que não poderia me encontrar hoje, é o mínimo, certo ?

Olho para minha mesa atualmente sobrecarregada de papéis importantes esperando minha aprovação mas pela primeira vez sinto preguiça de continuar.

Toda essa coisa tá afetando meu trabalho drásticamente e o pior é que nem ligo.

Além disso, do meu ponto de vista, já dediquei horas e horas extras no ministério que nem serão reembolsadas, então não acho que preciso me sentir culpada por não estar 100% focada.

É isso.

Pensando assim decido ir ao refeitório comer alguma coisa. De preferência doce e calórica, algo que meus pais não aprovariam mas que com certeza me fará sentir melhor.

Quando chego lá acabo pedindo não um, mas dois pedaços de torta de chocolate búlgaro e escolho algum lugar discreto para executar minha extravagância.

Ninguém precisa ver Hermione Granger chafurdando em miséria por que um cara não corujou quando disse que o faria.

Obviamente quando estou quase terminando a primeira torta já me sinto cheia e triste.

Por que ele ainda não corujou, afinal ?

Na noite passada ele parecia ansioso em passar tempo comigo, bem, até sair tão repentinamente.

Suspiro.

Me sinto tão ridícula.

- "Hmm, Mione ?"

Ergo os olhos e vejo Harry bem diante de mim.

- "Hey!" Respondo, um pouco alto demais.

Não falei com Harry desde o que aconteceu na sua casa. 

Inicialmente eu estava o evitando por estar zangada com tudo mas depois ... depois me senti envergonhada pela maneira que me comportei, e foi aí onde tudo parou.

- "Posso me sentar ?" Ele pergunta incerto.

- "Sim, claro!"

Ele senta -se, e eu o observo.

Harry sempre foi bastante confiante e seguro, mas agora, ele parece nervoso.

- "Tudo bem ?"

- "Hmm, sim." Ele responde. "Só gostaria de falar com você, pode ser ?"

- "Ok."

Harry limpa a garganta uma vez.

E de novo.

- "Escute, sei que deve ainda estar chateada mas ... preciso me desculpar com você." Começa. "Você é a minha melhor amiga. Eu, você e Ron crescermos juntos e passamos por muita coisas juntos. E enquanto Ron sempre me apoiou, você é quem cuidava de mim. Fez isso a ponto de colocar minha vida acima da sua, e isso é algo que nunca poderei pagar."

Não esperava por essa.

Lembro dos tempos de escola quando Harry e Ron adoravam sair correndo por aí atrás de perigo e me achavam chata por não concordar sempre com eles.

É bom ter algum reconhecimento.

Realmente.

Harry continua.

- "Então é por isso que quando descobri sobre você e Malfoy, mesmo desconfiado, acabei aceitando. Por que eu nunca tinha visto você tão ... era muito diferente. Ele te fazia feliz de um jeito que nunca entendi. Mas quando Bellatrix fez o que fez, Draco ficou desesperado, sabe? Louco mesmo. Não comia e nem dormia. Aqueles primeiros dias foram muito difíceis. Até que numa noite ele veio até a minha casa querendo falar com Gina e eu, e ... Ele falou sobre como nunca mereceu você e como tudo era culpa dele e nós sabiamos que não era assim, mas ele estava tão inconformado. Disse que só queria proteger você, não importava o custo."

- "Então ele convenceu vocês dois a manter a farsa." Completo.

Harry suspira.

- "Inicialmente não aceitamos, tínhamos esperança que você se recuperasse de alguma forma e que tudo ficaria bem de novo mas... bem, não aconteceu. Conversamos com o mendibruxo que cuidava do seu caso e ele explicou sobre os danos a longo prazo e como sua memória nunca voltaria e então o que Malfoy sugeriu começou a fazer sentido. Quero dizer, parecia um recomeço sabe? E depois da guerra, era o que precisávamos. Era o que eu queria pra você. Por que você não merecia ter passado pelo o que passou e não merecia ter que viver com isso. Eu queria cuidar de você como sempre cuidou de mim. Me desculpe pelo o que fiz, nunca quis machucar você, e prometo nunca mais mentir para você."

Meu coração está apertado, dividido por saber que Harry tomou a decisão errada, mas sabendo que o fez por que queria me proteger.

- "Harry..." digo estendendo minha mão diante da mesa.

Ele pega e ficamos alí de mãos dadas.

- "O que você fez ... todas as mentiras pra encobrir a verdade ...me magoou muito. Mas estou cansada de me sentir chateada com isso. O que eu quero agora é entender tudo e descobrir como viver sabendo disso. E eu preciso do meu melhor amigo do meu lado."

Harry sorrir, parecendo mais ele mesmo.

- "Isso é bom por que James sente sua falta."

- "É mesmo? Como sabe disso?"

- "Por que o pai e a mãe dele sentem o mesmo. Agora você vai me oferecer um pedaço dessa torta ou não?"

E assim Harry me ajuda a terminar de comer o doce, mais animado e relaxado, discutindo coisas do trabalho e pedindo minha opinião e eu me sinto bem melhor também. Por que Harry é Harry e nossa amizade sempre persistirá. 

É quando estou voltando para meu escritório, decidindo se devo aparecer para jantar no Largo Grimmauld, quando o vejo.

Draco está andando e andando diante da minha porta como se estivesse esperando por mim.

- "Aí está você!" Diz assim que me vê. 

- "Fui comer alguma coisa e fiquei conversando com Harry, o que houve?" Falo como se não tivesse passado a manhã toda pensando nele.

- "O nosso encontro, lembra? Espera, você e Potter conversando? Está tudo bem entre vocês então?"

- "Sim, estamos bem agora." Digo quando me toco. "Você disse encontro ?"

E algo que nunca tinha visto antes acontece. 

Draco Malfoy cora.

Lindamente por sinal.

- "Bem, somos duas pessoas que vão se encontrar pra conversar. Então encontro, certo ?" E é adorável o jeito como ele fala.

Ele passa os dedos pelo cabeço sedoso em um tipo de gesto nervoso e tento controlar a vontade de sorrir.

Limpo  a garganta.

- "Eu pensei que não iríamos nos ver hoje. Não tive notícias suas..."

- "Tive que resolver algumas coisas na mansão e perdi a hora, mas nunca iria deixar você na mão."

Aceno, tentando ser displicente quanto a isso.

- "Tudo bem, o que você tem planejado ?Eu saio em 15 minutos."

Ele sorri.

- "Eu encontro você na átrio."

Então sai e me pergunto por que nunca gosto de vê-lo indo embora.

***

Em menos de 10 minutos estou indo até o átrio.

Quando o vejo, ele está conversando com alguém. Um homem que parece bastante exaltadando enquanto lhe fala algo que não consigo entender. 

Observo o rosto de Draco que está paralisado em um expressão neutra mas posso dizer por seus brilhantes olhos que não está tão calmo como aparenta.

Quando decido intervir, o homem já está indo embora mas pouco antes de eu alcançar Draco, o ouço murmurar  escória.

- "Oi, está pronta?" Draco pergunta já com uma expressão animada embora ainda pareça um pouco tenso.

- "Está tudo bem ?"

- "Claro, é só coisa de trabalho." Ele diz mas nos dois sabemos que está mentindo. 

Decido não tocar no assunto agora.

- "Então, pra onde vamos ?"

Draco sorrir parecendo mais ele mesmo.

Tira do bolso um pequeno broche com um lírio desenhado no centro. Magia irradia do objeto e só por isso sei que se trata de uma chave de portal.

- "Quer conhecer um lugar diferente?" Pergunta e então estende a mão que segura o broche para mim.

Quando chegamos ao local misterioso tudo o que vejo ao meu redor são flores.

De todos os tipos e cores elas preenchem cada espaço no que parece ser uma enorme estufa mas que como Hogwarts reflete o céu noturno. O ar é frio e agradável que completa a fantasia do lugar. 

Parece um sonho.

- "Onde estamos ?"Pergunto me sentindo maravilhada.

- "Há alguns quilômetros de Amsterdã. Estamos em um parque botânico que minha mãe patrocina. Ela adora flores, de todos os tipos."

- "Isso é incrível, é absolutamente lindo."

Draco sorri enquanto senta-se em um banco. Há alguma coisa melancólica nele e me lembro do cara no átrio.

Me aproximo até estar sentada ao seu lado. - "Acontece muito ?" Pergunto tentando ser casual.

Ele suspira. - "O que acontece muito ?"

- "As pessoas atacando você por não saberem a verdade. Isso acontece muito ?"

Ele fica quieto por alguns instantes. 

- "Aquele homem é Benedict Nebit, o filho morreu durante a batalha enquanto protegia o castelo. Ele só tinha 13 anos."

Meu coração dói pela criança e pelo pai que perdeu o filho, mas principalmente por Draco que visivelmente carrega o peso dessa morte.

- "Não foi sua culpa. Você não o matou."

- "Não, meu pai fez. E para Benedict todos os Malfoy's são escória que andam sobre a terra."

E me sinto de repente irritada com toda essa situação. As pessoas não tem direito de culpar outras pessoas pelos crimes de outro. É errado, especialmente quando afeta pessoas que não merecem todo esse julgamento.

- "Isso não é justo! Você e sua mãe não merecem isso. Você se sacrificou muito pela ordem e Nascisa salvou a vida de Harry. Fizeram mais que várias  pessoas por aí que só se encolheram de medo e não fizeram nada, Draco!"

Olho para Draco e percebo que está sorrindo.

- "O que foi ?"

- "Você me chamou de Draco."

Fico desconcertada.

Foi nisso que ele prestou atenção? Me pergunto se é importante para ele que eu o chame pelo primeiro nome.

Decido mudar de assunto.

Olho mais uma vez ao redor, querendo absorver toda aquela beleza para nunca mais esquecer que estive aqui. E com quem.

- "Então... você fechou um parque só por causa de três perguntas ?"

Ele dá de ombros.

- "Achei que fosse gostar já que parece que você e minha mãe estão se tornando grandes amigas."

Então ele sabe que Nascisa foi me ver.

- "Como descobriu?"

- "Ela me contou, você sabe que eu não pedi que ela fosse até lá,  certo?" Diz em uma voz  baixa.

- "Eu sei." Respondo no mesmo tom. "Ela só queria me contar sua própria versão do que aconteceu. Ela é uma mulher muito forte, Draco. Ficarei feliz se nos tornamos amigas."

Ele sorri docemente. - "Eu ficaria feliz também, minha mãe não tem mais tantas amizades."

Ficamos calados então, apenas olhando ao redor e juntos, e o silêncio entre nós é incrivelmente confortável, como se não pesasse nada.

- "Devo começar a falar de Pansy agora?"

Gemo. - "Não quero estragar essa noite incrível falando daquela rata nojenta."

Ele dá uma risada.

- "Você que pôs a pergunta na lista." Aponta.

Bufo.

Draco rir mais um pouco, até se erguer e estender a mão para mim.

- "Vem, vamos comer alguma coisa, enquanto decide o que quer saber."

E por que ele me trouxe até esse lugar incrível e por que ele não merece que as pessoas o tratem mal e por que ele é apenas ele, eu pego sua mão e o deixo me levar para seja lá onde for.

***

É um piquenique.

Fora da estufa e no meio da grama, há uma manta no chão com diversas comidas e bebidas. 

Tento não pensar em como isso tudo é romântico. 

Ele apenas está sendo gentil, é só isso.

Quando nos sentamos ele me serve um sanduíche de frango com cream cheese e uma taça com suco de maçã. Ele nem precisa perguntar se gosto.

É claro que ele já sabe.

Comemos em silêncio apreciando o belo ambiente e a comida saborosa e a companhia agradável. E é assim que a vida deveria ser, penso.

Nos lutamos e perdemos e lutamos de novo para termos a chance de viver e viver ao máximo, por que o tempo é curto e a vida tem que ser aproveitada. Nos últimos cinco anos tenho dedicado minha vida à causa de seres que não conseguem se defender, e embora isso dê sentindo à minha vida profissional, não pode suprir todo o resto. Não quero mais passar longos dias fechada em um escritório esperando por algo acontecer.

Vou viver minha vida da melhor forma possível a partir de agora, é o que decido.

- "O que está pensando?"

Olho para Draco que me observa.

Olho para seu rosto totalmente, notando como a luz da lua sobre seu rosto lhe dá um aspecto etéreo, e como faz seu marcantes olhos cinzentos brilharem mais do que nunca e como faz seus lábios parecerem suaves.

Eu já beijei essa boca, penso, já toquei meus lábios em seus lábios e engoli sua respiração.

Limpo a garganta. 

-  "Estou pensando que estou pronta pra ouvir sobre Pansy agora, não acho que vou vomitar mais."

Ele sorrir.

- "Certo, você quer saber se eu tive alguma coisa com ela."

- "Uhum." Digo com algumas uvas na boca.

- "A verdade é que eu e Pansy nunca fomos muito amigos, e eu posso ter a beijado algumas vezes quando achava que o mundo girava ao meu redor, mas depois que comecei a me interessar por você quase não falava mais com ela, só quando precisava manter as aparências. Depois da guerra nunca mais soube de Pansy, isso é tudo."

Penso naquilo por alguns instante, bastante aliviada.

- "Hmm, e sobre ... outras garotas? Cinco anos é muito tempo e você estava sozinho e na França..."

Espero até que ele se sinta confortável para falar, tentando domar minha curiosidade mas com muito medo de sua resposta.

- "Bem, eu conheci algumas mulheres, jantei algumas vezes com elas mas...nunca deu muito certo. Exceto...por Astória."

- "Quem é Astória?" Pergunto no mesmo instante.

Draco suspira. - "Ela é filha de uma grande amiga da minha mãe. Eles se mudaram para a França antes da guerra estourar. Astória é uma boa pessoa e ... bem, ela era alguém que eu gostava de estar perto."

Meu coração aperta.

- "O que aconteceu ?"

- "A coisa é que Astória é uma sangue puro e sendo assim, sua família desejava muito um casamento entre nossas famílias." 

Prendo minha respiração.

Casamento ?

Isso é pior do que imaginava, e de repente não quero mais saber sobre sua vida com outra mulher mas ele continua a contar.

- "Era importante para a família de Astória que o casamento acontecesse e ela também queria e para ser honesto, eu cheguei a considerar, digo, não parecia mais que eu voltaria a morar em Londres e eu construí uma vida na França e Astória seria uma boa esposa mas ... Eu nunca poderia me casar com ela. Não seria justo com ela e viver aquele tipo de vida não era pra mim. Então ao invés disso, nós terminamos. Alguns meses depois soube que estaria voltando para Londres."

Reflito por alguns instantes enquanto penso que no final das contas ele não se casou e está aqui agora mas a verdade é que ele gostou de alguém o suficiente para considerar casamento e ele teria uma boa vida e ... Draco merece isso, não importa como eu me sinta, eu não desejaria uma vida cheia de solidão para ele. 

- "Tudo bem?" Draco pergunta.

Desenho um sorriso no rosto esperando que seja suficiente. - "Vamos para a próxima pergunta. A marca negra, quero saber como a ganhou."

As sobrancelhas de Draco se franzem em uma expressão confusa, mas ele não diz nada.

Lentamente ele desabotoa a manga da camisa e enrola o tecido até que o torso de seu braço esteja exposto.

Não há nada ali além de pele pálida e macia. Então,  pegando sua varinha, Draco toca na pele e murmura um Finite incantatem, fazendo com que pouco a pouco a marca negra seja revelada.

Me aproximo querendo ver mais de perto o símbolo que parece definir toda a sua vida. 

A marca é preta mas está desbotada e imagino que a falta do uso de magia negra tenha sido o motivo. A cobra e a caveira são medonhos, mas hoje em dia não tem poder mais algum. É só algo que somente será lembrado em livros velhos nas aulas de DCAT.

Com muito cuidado deslizo meu indicador sobre a pele de Draco, provando a mim mesma que não é nada além de tinta.

- "Foi antes das aulas." Ele começa em uma voz baixa. "A mansão estava lotada de comensais e criminosos e lobisomens e eu quase não saia do quarto por isso. Odiava ficar alí, respirando o mesmo ar que aqueles miseráveis, pela primeira vez estava ansioso pelas aulas mas pelo menos ninguém me incomodava quando estava no meu quarto. Até que meu pai veio me buscar para uma reunião com Voldemort. Eu não fazia ideia do que se tratava, minha mãe ficava pedindo a meu pai para não deixar que aquilo acontecesse mas meu pai apenas me disse que o futuro de nossa familia estava nas minhas mãos e que eu não podia decepcioná-lo. Quando entrei, Voldemort estava me esperando, depois de me fazer beijar a sua mão, começou a falar sobre honra e compromisso e sobre a minha parte na guerra. Eu não estava entendendo nada, mas sentia em minhas entranhas que nada de bom viria daquela conversa. Então ele começou a perguntar se eu entendia que tudo o que ele estava fazendo era necessário e se eu estava do lado dele e eu sabia que ele estava sondando meus pensamentos, podia sentir isso, procurando por algum ponto fraco, qualquer coisa para usar contra mim, mas Snape tinha me ensinado muito bem oclumência. Então como prova de minha devoção, me pediu para estender o braço e só então eu soube, Voldemort estava me prendendo a ele eternamente. A dor que senti quando eles desenharam isso na minha pele não foi nada comparado ao resto."

- "Isso não é verdade." Digo pegando sua mão. "Voldemort está morto e você está aqui! Comigo! Ele não tem mais controle algum sobre a sua vida."

Ele olha nos meus olhos e então para minha mão segurando a sua. 

Devagar, com muito cuidado, ele leva minha mão até sua boca e beija meus dedos. Seus olhos estão fechados e eu só queria poder ler seus pensamentos, pelo menos uma vez.

- "E quanto a última pergunta?" Ele fala, ainda prendendo minha mão perto do rosto.

Limpo a garganta. 

- "O que você planeja fazer daqui pra frente?"

Seus olhos se estreitam - "Não era essa a pergunta."

- "É agora, apenas responda."

Ele entrelaça nossos dedos como se fosse um movimento involuntário. - "Eu não pensei muito nisso. Sei que quero ficar aqui e ajudar minha mãe no que ela precisar. Ela quer reformar a mansão. Não sei se quero trabalhar para sempre no departamento de aurores. Eu gostava de poções, poderia ... bem, eu não sei direito. Há muita coisa em branco ainda, muita coisa que preciso ... esperar para ver."

E ele está olhando para mim e olhando fundo não meus olhos procurando por algo que não sei. - "E quanto a você?"

Olho para o céu e vou me inclinando até estar deitada e não ver nada além da lua e estrelas. - "Eu gosto da minha vida. Gosto de saber que estou ajudando criaturas mágicas. Gosto de jantar na casa de Harry e estar presente na vida dos meus pais. Eu não sei o que pode acontecer no futuro, mas não quero mudar muita coisa."

Sinto quando Draco também se deita ao meu lado, nossas mãos entrelaçadas entre nós. Leva algum tempo até que ele volte a falar.

- "Não há nada mais que você queira? Nada mesmo ?" ele pergunta baixinho.

Suspiro, me sentindo confortável e sonolenta. - "Mais noites como essa." E antes mesmo de terminar de dizer isso, já estou fechando os olhos.


Notas Finais


É isso amooooores, eu amo esse capítulo, muuuuito mesmo, espero que vcs tmb. Comentem !!!


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