História 23 de dezembro - Capítulo 5


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Palavras 4.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLAR GALERINHA!!!
Sim eu milagrosamente voltei com essa fanfic. Como eu já expliquei, eu escrevo quando me dá na telha. Como muitas de vocês perguntaram e pediram por atualizações mais frequentes, eu decidi trazer a explicação para todas, daí todo mundo já fica sabendo.
1. Essa fanfic é um presente pra @_Heisenberg, então meio q ela só existe pq eu quis dar um presente pra ela. Como eu considero ela a "dona" da fanfic e ela não se importa nenhum pouquinho com prazos pq ela sabe como vida é, eu não tenho pressa pra atualizar
2. O Todoroki é o segundo personagem que eu mais odeio em Boku no Hero Academia. Pra vcs ver q realmente essa fanfic só existe pq ela é um presente pra alguém. Então pra eu escrever essa fanfic, é muito, muito, muuuuuuuuuuuuuito esforço que eu tenho q fazer pra escrever. Fora que por causa do ódio q eu tenho, a inspiração quase nunca vem (e essa fanfic depende 100% de inspiração pra ser escrita)
3. Por mais que eu esteja de férias, eu to indo pro meu último semestre da universidade. Ou seja, o TCC já bateu na minha porta. Fora q eu to fazendo um curso online de japonês e estou estudando empreendedorismo pq eu assumi duas diretorias da empresa júnior do meu curso. Fora q eu virei coordenadora do grupo de jovens da minha igreja. É bastante coisinha pra encher meu dia.
4. (o mais importante) Eu quero muito começar a lançar obras originais minhas (com as quais eu vou ganhar vários leitores diversos e, se Deus quiser, dinheiro), e pra isso eu preciso de muito tempo de dedicação pra criar meus originais. Eu estou trabalhando no momento em três, e eles são minha prioridade. Fora que, dentre as minhas fanfics, as duas únicas q eu estou realmente fazendo questão de atualizar é a "Rock the Baby" e “Charging Ranger” por ser do meu mangá favorito e do meu herói da Marvel favorito. Então 23 de dezembro fica bem no final da fila mesmo.
E além de voltar com esse capítulo (q eu jurei tinha ficado com 7k de palavras e na hora q eu fui olhar tinha dó 4.9k) eu trago algumas novidades :D Como eu já expliquei anteriormente, o fato de eu odiar o Todoroki me atrapalha bastante a escrever, então decidir expandir o plot da história e trazer outros personagens para os holofotes, como já vai ficar muito óbvio nesse capítulo. Por causa disso, eu tive que fazer algumas modificações. Com exceção da personagem principal, todos os outros personagens originais que aparecerem terão nomes estabelecidos por mim agora, pq senão vai virar uma bagunça de sigla e vai começar a incomodar. Inclusive muitas pessoas andaram dizendo que se sentem incomodadas com o modelo x Reader então eu ainda estou cogitando colocar um nome da personagem principal também. Em relação aos nomes que eu vou dar, quem acompanha meus trabalhos vai descobrir que muitos personagens usados na história já foram usados em outras histórias minhas então sim eu sou cruel e vou deixar muita coisa aparentemente "sem explicar", mas na verdade quem tiver lido as fics VAI ENTENDER A REFERÊNCIA :v (minhas fanfics viraram tipo o universo cinematográfico da Marvel, tá tudo interligado - quase tudo). Além disso, haverá o desenvolvimento de outros casais, alguns dos ships q aparentemente se tornarão cânon no mangá, e não, sorry, nenhum Yaoi.
Por fim, eu irei iniciar uma sessão de curiosidades nas notas finais sobre o Making off da fanfic :D eu gosto quando os autores compartilham suas técnicas de criação, seja de personagens, enredo ou ambientação, então vou começar a fazer isso também.
No mais, eu espero que vocês gostem muito desse capítulo em que o girl power começa a reinar ABSOLUTOOOOOO!!
Boa leitura e até as notas finais!!

Glossário:
Choonpa: sônico, algo que se move na velocidade do som
Hikari = [N/A]

Capítulo 5 - 30 de outubro


34 dias antes 

O quarto estava quase completamente tomado pela penumbra. A única região iluminada era a escrivaninha abarrotada de ferramentas. Sentada diante dela, uma garota encarava fixamente um apetrecho cilíndrico que se destacava na confusão de peças metálicas. Ela permaneceu imóvel por longos minutos, até que, por fim, suas mãos se levantaram, trêmulas. Estendeu-as para o cilindro e, delicadamente, ergueu-o até a altura dos olhos. 

– Está pronto – a garota começou a girá-lo devagar entre os dedos. 

O movimento se seguiu por alguns segundos como se ela estivesse tentando se convencer que realmente tinha aquele cilindro em suas mãos. Por fim, ela segurou-o apenas com uma mão e tornou a fixá-lo com os olhos. Um vinco de concentração surgiu entre suas sobrancelhas e, segundos depois, dois anéis se acenderam no cilindro, emanando uma cor laranja. A garota apertou-o de leve, quase de forma carinhosa. Num movimento gradual e simultâneo, ela fechou os olhos e aproximou o apetrecho até que este tocasse seus lábios. 

"Está pronto", ela repetiu, mas silenciosamente, em seus pensamentos. "E dessa vez vai funcionar... Eu prometo, mãe." 

De súbito, ela abriu os olhos. A esperança agora brilhava intensamente no fundo de suas pupilas, e a tonalidade laranja de suas írises parecia conferir, de fato, luz própria ao seu olhar. Ela tornou a segurar o cilindro com as duas mãos, e num tom quase solene, anunciou para si mesma:

– Vou enviar amanhã de manhã.

***

2 dias antes 

Todoroki fechou o zíper da mala e correu os olhos pelo quarto vazio. Um sorriso quente e orgulhoso curvou levemente seus lábios. Depois de anos de briga, finalmente vencera seu pai: conseguira a autorização para tirar sua mãe do hospital. Aquela era a última mala que precisava levar embora. Nunca mais precisariam colocar os pés naquele maldito hospital, e o alívio que aquele pensamento trazia era indescritível. Todoroki se dirigiu para a janela pela qual olhara por tantos anos, odiando aquele cenário bonito do jardim. Debruçou-se sobre o parapeito e permitiu-se mirá-lo uma última vez. 

O retrato que se via através da janela era uma paisagem salpicada dos mais diversos tons quentes que contrastavam com o vento frio e cortante. O tapete de folhas secas e as árvores já parcialmente despidas eram o prenúncio do outono. 

"Acho que, se eu fosse uma estação, eu seria o outono."

Todoroki deu um leve pulo onde estava. A voz soara tão clara que, por um instante, acreditou que alguém estivesse atrás dele. Entretanto, logo sua mente processou a frase e reconheceu a lembrança. Sua boca e suas sobrancelhas se franziram numa expressão de desconforto. 

"Por que estou lembrando disso agora?"

O garoto balançou a cabeça e soltou um suspiro. Tinha que se concentrar na sua tarefa atual: terminar de levar as coisas de sua mãe e resolver qualquer pendência com a administração do hospital. Girou nos calcanhares e dirigiu-se para fora do quarto, pegando a mala ao passar pela cama. Entretanto, ao abrir a porta, um chiado alto de vozes surpreendeu-o. Normalmente os corredores eram extremamente silenciosos, e em todos aqueles anos, jamais ouvira pessoas tagarelando daquela forma dentro do hospital. Curioso, Todoroki avançou pelo corredor a passos lentos enquanto espiava os quartos por onde passava. Havia uma atmosfera estranha, como se o ar vibrasse, e a sensação se intensificava pelo fato da maioria das portas estarem escancaradas com pessoas entrando e saindo ou simplesmente vigiando os corredores. Uma dupla de enfermeiras passou a passos rápidos por ele cochichando entre si com bastante animação. Mais adiante havia uma menininha com pijamas coberta de ataduras no colo do mãe que apontava para o final do corredor. 

– Vamos lá, mamãe! – Pediu ela, esperneando. 

– Já tem muita gente amontoada lá, filha! Você vai ver. Já, já os seguranças vêm e tiram todo mundo de lá. Vamos esperar. Depois eu te levo lá pra falar com seu amigo. 

– Vai ser a primeira vez, mamãe! – a menina parecia muito animada. – Eu ficava conversando com ele, mas ele nunca respondia. A enfermeira disse que é porque ele tava dormindo. 

– Você já explicou isso, filha – riu-se a mãe. – Sim, agora ele vai responder você. Vem, vamos para o quarto...

Todoroki aumentou o passo para disfarçar que estivera escutando a conversa, mas foi incapaz de não notar quando a garota, uma vez colocada no chão, correu diretamente na direção da parede. No último instante, seu corpo se iluminou e ela atravessou a parede. As duas peças de seu pijama ficaram para trás. A mãe começou imediatamente a gritar o nome da garota, visivelmente irritada. Todoroki ficou se perguntando porque as ataduras não tinham ficado para trás como o pijama da menina. 

Com a curiosidade aguçada pela conversa que entreouvira, o herói decidiu se aproximar da multidão irrequieta para ver se descobria mais alguma coisa. Entretanto, como a mãe da garotinha bem previra, os seguranças chegaram um pouco antes de Todoroki alcançar o grupo. Um pouco frustrado, deu meia-volta e tomou o caminho da recepção. Ao alcançar a vasta sala de espera do hospital salpicada de balcões de atendimento, o garoto viu um grupo de três repórteres interrogando uma das secretárias. 

– É verdade que Watanabe Akihiko saiu do coma? 

A atendente esboçava sua irritação sem nenhuma discrição. Sua boca e sua testa estavam franzidas e ela parecia estar a ponto de explodir. 

– Senhorita, eu já disse que não podemos fornecer informações sobre o quadro de nossos pacientes para qualquer um. 

– Mas nós não somos qualquer um! – protestou a jornalista que liderava o grupo. Ela jogou os braços para cima num gesto de irritação e depois estendeu seu crachá quase enfiando-o debaixo do nariz da atendente. Nós somos do Latest News! 

Ao ouvir o nome do jornal, Todoroki abaixou a cabeça e fez questão de esconder bem seu lado direito, que estava fora do campo de visão deles. Se vissem seu cabelo bicolor, estaria muito encrencado, já que o Lastest News era um dos jornais mais sensacionalistas e pé-no-saco do distrito. Seus jornalistas estavam sempre desesperados por um furo e perseguiam seus alvos feito hienas esfomeadas. Irritados como estavam com a óbvia perspectiva de que não conseguiriam nenhuma das informações que queriam, qualquer coisa interessante que aparecesse por ali serviria para cobrir o furo do dia. E Todoroki sempre fora um alvo bastante visado da mídia, principalmente a sensacionalista. 

Passou a passos rápidos por eles, encolhendo os ombros e enterrando metade do rosto no cachecol. Porém, antes puxasse a porta para sair do hospital, algumas perguntas da jornalista o alcançaram, o que o fez hesitar por um segundo. 

– Há quantas horas ele está acordado? O que mudou agora para que vocês pudessem tirá-lo de um coma de sete anos? A Mecha Master já foi informada? Ela está no hospital? 

Um coma de sete anos... Mecha Master... Algumas lembranças amorfas se agitaram no fundo de sua mente. Algo naqueles dois elementos lhe soava familiar... Mas o que era? 

***

Horário de almoço 

O Restaurante Universitário, mas conhecido como R.U., parecia mais abarrotado que o normal naquela quarta-feira. Felizmente Iida decidira vir muito cedo, e guardará lugar para Todoroki e Midoriya. Fazia cerca de dois dias apenas que Midoriya voltara de seu estágio no norte do Japão, e como Iida vivia atarefado com a rotina acadêmica mais suas tarefas na Idaten, era de fato um milagre que os três estivessem reunidos. Um tênue sorriso curvou os lábios de Todoroki ao pensar sobre isso, e ele soltou uma exclamação de concordância a tempo de não despertar suspeitas em Iida sobre o estado meio aéreo. O herói relatava entusiasticamente, a pedido de Midoriya, seus últimos trabalhos realizado pela Idaten. Como era de praxe, o herdeiro do One for All escutava a tudo com um entusiasmo puro e sincero. Era engraçado que, mesmo depois de terem crescido, ganhado uma coleção de cicatrizes (sendo a de Midoriya a maior) e vários traços de amadurecimento, ao olharem um pro outro, viam as mesmas expressões  que viam um nos outros no final de seu primeiro ano na UA High. Todoroki tornou a sorrir. Era realmente muito bom que algumas coisas nunca mudassem. 

Iida interrompeu seu relato e tornou a se concentrar em sua comida, enquanto Midoriya conferia alguma coisa em seu celular. De sobrancelhas franzidas, o garoto sardento mirou a tela por alguns segundos até que elas se arqueassem até quase sumir sob sua franja eternamente bagunçada. 

– Gente, olhem só! A Uraraka-san acabou de me mandar essa notícia! 

Todoroki pensou em soltar um "Francamente Midoriya! Depois de todos esses anos, você ainda usa o 'san' com a Uraraka?", mas a rota que esse pensamentos delinearam em sua mente não parecia muito segura. Então, contentou-se em ler a matéria. Ao ler as duas primeiras frases, seus olhos se arregalaram. 

– Não é demais? - exclamou Midoriya. - O Mecânico 46 saiu do coma! 

Seus dois amigos não responderam de imediato. Estavam compenetrados na matéria, cada um preso em um ponto do texto.

"Faz dois dias...", raciocinou Todoroki. "Então era isso que estava acontecendo no hospital..." 

– Nunca tinha ouvido sobre esse herói... – disse Iida, pensando alto. – Mas esse sobrenome... 

De súbito, a lembrança do corredor abarrotado preencheu a mente de Todoroki. No entanto, a imagem mudou um instante depois, mostrando o corredor quase vazio, a não ser um por um vulto baixo, parado diante da porta do quarto de Watanabe Akihiko. As peças se encaixaram no exato momento que Iida concluiu a frase: 

– ...não é o mesmo sobrenome da Hikari-san? 

Todoroki abriu a boca para compartilhar a informação que acabara de obter, mas um barulho alto explodiu nas caixas de som do restaurante. A música ambiente foi substituída pela chamada quase solene do plantão de notícias, e os avisos que passavam nos televisores foram substituídos pela imagem de uma jornalista que parecia bastante séria. 

– Retornamos com mais notícias sobre o tsunami que assolou a Indonésia na última madrugada, agora com informações diretas da fonte. Depois de encontrar dificuldades para alcançar o local devido a fortes tempestades no mar, nossa equipe de repórteres já está sobrevoando a costa sul de Lombok. 

A maioria dos estudantes se agitaram, soltando exclamações de horror e comentários fáticos como "eu vi sobre isso de manhã", "eu não fazia a menor ideia!". Iida, Midoriya e Todoroki pregaram os olhos na televisão, completamente atentos ao discurso da jornalista. 

– Três esquadrões da World Hero Army estão cobrindo o desastre há mais de 10 horas...

O desconforto no estômago e sua intuição apitando sobre algo dar errado vieram antes da informação. Todoroki se levantou levemente da cadeira da cadeira e aguardou aquilo que, mesmo não sabendo como, sabia que iria ouvir: 

– ...com destaque para o Esquadrão de frente liderado pelo herói Aquaman e sua vice-capitã e estagiária Thysa. Até agora, o herói profissional...

Todoroki saltou de pé e prendeu a respiração enquanto a câmera dos repórteres focava uma plataforma escura que flutuava sobre a água sustentando um vulto de pé, dois agachados e cerca de outros dez deitados. Ele sequer precisou que a imagem entrasse em foco para saber para quem estava olhando. O nome de heroína e os cabelos [cor] encharcados já eram informação suficiente. 

– [Nome]! – exclamou Todoroki sem perceber que dissera em voz alta. Midoriya e Iida saltaram de pé, prostrando-se ao lado do amigo. 

– É a [Nome]-san!? – exclamou Iida visivelmente preocupado.

Midoriya permaneceu em silêncio mirando a tela com uma expressão sombria. A imagem mostrava [Nome] de pé sobre a plataforma flutuante com a ponta de todos os dedos unidos uns nos outros. Ela tremia bastante e tinha vários focos de sangue coagulado. Entretanto, mesmo trêmula sua expressão era bastante concentrada, e ela parecia estar fazendo uma força sobre-humana. No instante em que a câmera mudava de ângulo lentamente mostrando a garota, dois casulos de água saltaram para fora do fluxo ainda forte do mar e se desmancharam sobre a plataforma. Um dos vultos agachados correu para acudir as duas pessoas que surgiram de dentro deles. Ela conferiu os dois e gritou alguma coisa para [Nome]. Seu rosto vincado pelo esforço contorceu-se ainda mais, mas num meio sorriso permeado de confiança. 

– E esses foram o 587º e o 588º resgates da heroína Thysa – a voz da jornalista tornou a chamar a atenção de Todoroki.  – O desempenho da estagiária japonesa da W.H.A. já ultrapassou limites profissionais. Desde o início das operações de resgates subaquáticos, ela resgatou cerca de 496 pessoas vivas. Sua Peculiaridade combinada à do sub-líder O2, do esquadrão posicionado à esquerda do de Thysa foram a chave para estender a vida das vítimas debaixo d'água o suficiente para que fossem resgatadas vivas mesmo depois de horas...

– Incrível...! – murmurou Midoriya ainda compenetrado nas imagens que passavam na televisão mais próxima. 

Todoroki desviou os olhos na direção do amigo por um instante, mas foi o suficiente para ver a expressão de admiração com a qual ele mirava [Nome], ainda aparecendo na tela. Aquela... Era a mesma expressão que ele exibia todas as vezes que encontrava um herói profissional admirado pelas pessoas. Um olhar que misturava encantamento e respeito. 

E foi nesse instante que ele se lembrou. O primeiro ano da UA High... O festival de outono... Naquela época, [Nome] tinha seríssimos problemas com sua Peculiaridade, e era tratada com a lanterninha da turma. Todoroki mal notara a presença dela até então. Entretanto, dentre os alunos da 1-A, um fazia questão de insistir abertamente que ela tinha um enorme potencial. E fora este o elemento inicial que chamara a atenção dele para [Nome]. Como uma garota que mal controlava seus poderes conquistara a admiração (precoce) do que mais evoluíra durante aquele ano? Mal sabia ele que a teoria de Midoriya se provaria cedo demais...

 

Todoroki encarava a arena com sua típica expressão neutra. O Festival de Outono iniciara sua fase final de lutas, mas os resultados haviam-no deixado extremamente decepcionado. Pouca coisa mudara desde o festival de verão, com apenas algumas trocas dos menos destacados que haviam conseguido avançar para a final. As três lutas até então seguiram rumos óbvios. Em sua luta, ele vencera tranquilamente Shoji, e agora aguardava para assistir à luta de Bakugou. O garoto desbocado já estava dentro da arena com sua adversária, [Sobrenome] [Nome], que carregava uma expressão bastante frustrada. Todoroki imaginou que fosse pelo fato de ter tirado Bakugou logo da primeira rodada. Não a culpou. Se fosse como ela, também estaria frustrado. 

Midnight fez um sinal para que a luta se iniciasse, e Bakugou não perdeu tempo: voou na direção de [Nome] determinado a atirá-la para fora da arena em tempo recorde no torneio. Quando Todoroki jurou que ela seria jogada para fora, uma exclamação de alegria de Midoriya, que estava sentado logo atrás, indicou que ela conseguirá escapar do ataque frontal. De fato, ela agora corria ao redor da arena mantendo o cenho franzido e carregado. 

"O que ela acha que vai conseguir fazer?", perguntou-se Todoroki. "Não tem água em lugar nenhum aqui."

A luta se seguiu com vários ataques brutos por parte de Bakugou e manobras de esquiva até surpreendentes por parte de [Nome]. Alguns dos espectadores começaram a vaiar, uns berrando para que Bakugou acabasse logo a luta e outros acusando-o de ser cruel com uma mulher. Depois de alguns minutos, Todoroki começou a cogitar ir ao banheiro, mas assim que começou a se levantar, sentiu alguma coisa estranha no ar. O garoto olhou para o lado e viu três de seus colegas estalando os lábios e as línguas, e ao observá-lo, imitou-os inconscientemente. 

"O ar... Ficou seco de repente."

De súbito, Jirou fez um gesto brusco na cadeira e perguntou: 

– Vocês ouviram? 

– O quê? – devolveram Ashido, Kirishima, Mineta e Kaminari ao mesmo tempo. 

Os fones de Jirou se esticaram até o concreto da arquibancada e se fincaram ali por um instante. Seus olhos se arregalaram e ela saltou de pé. 

– Tem alguma coisa debaixo da arena! 

Como se para confirmar a afirmação de Jirou, vários tremores começaram a sacudir as arquibancadas. Gritos de pânico correram a multidão de espectadores e Todoroki correu os olhos procurando algum movimento dos professores. Entretanto, para seu espanto, Midnight continuava parada em seu posto observando a luta com gosto. Nenhum aviso imediato veio dos alto-falantes. O que estava acontecendo? 

Bakugou também havia sentido os tremores, e agora parara de atacar a esmo e encarava [Nome] desconfiado. A garota estendeu um braço para frente com muito esforço, a palma da mão voltada para cima. Seu rosto, antes frustrado, se contorceu numa expressão de dor a medida que ela tentava levantar o braço. De súbito, um tremor mais forte que os anteriores sacudiu o ginásio, e uma enorme rachadura se abriu no gramado que rodeava o tatame de pedra, esguichando um poderoso jato de água. O público mal teve tempo de registrar o surgimento da rachadura, pois mais quatro se abriram, uma rachando um dos cantos da arena. 

Todoroki olhou chocado para a garota parada muito próxima a uma das rachaduras. 

"Ela conseguiu usar a água do subsolo!? Como ela conseguiu rachar centenas de metros de terra compactada!?" 

– É isso aí, [Nome]-saaaaan! – exclamaram Ochako e Midoriya em algum ponto atrás de Todoroki. 

[Nome] se curvara agora, os cinco dedos de cada mão unidos uns aos outros, espaçando-se entre si. Chovia sobre a arena, e agora Bakugou tinha que fazer cada vez mais força para gerar explosões. Ele gritou uma série de palavrões e avançou na direção de sua adversária. Dois enormes braços de água avançaram na direção do desbocado, que se desviou com duas explosões precisas, mas já bastante enfraquecidas. Com movimentos calculados, Bakugou avançou, colocando-se a menos de dois metros de [Nome]. 

Morra, sua vadia! – berrou ele esticando o braço já coberto de explosões. 

Todoroki saltou de pé inconscientemente, os olhos cravados nos dois colegas de classe. Tudo aconteceu tão rápido que demorou alguns longos segundos para que a plateia absorvesse. No instante em que Bakugou ia tocar em [Nome], o chão rachou sob ele, e uma sexta coluna de água jorrou para cima, arremessando-o para o alto. Entretanto, antes que Bakugou sequer tivesse chance de processar o que o havia acertado, um dos braços de água de [Nome] se materializou ao lado de sua cabeça e acertou-o com força, atirando-o contra a murada da arquibancada... Bem longe dos limites do tatame de pedra. 

A expressão de espanto de Todoroki aos poucos franziu-se numa de concentração. [Nome] estivera à frente de Bakugou no combate, coisa que apenas Midoriya conseguira até hoje. Além disso, ela provara finalmente as dimensões de sua Peculiaridade. Um poder monstruoso que ela ainda não controlava, mas que ainda assim faria vacilar todos as pessoas que a confrontassem daqui para frente. Um poder grandioso... mas ainda latente. A cabeça de Todoroki virou-se lentamente na direção onde Midoriya conversava animadamente com Uraraka e Iida. Então fora por isso. [Nome] se encontrava numa situação muito parecida a do favorito do All Might... E ele enxergara isso nela. Numa perspectiva em que Todoroki enxergava apenas Midoriya, Iida e Bakugou à sua frente para superar, ele foi incapaz de perceber que haviam pessoas logo atrás dele. Pessoas que, por um descuido ou por um simples momento de arrogância por parte dele, poderiam ultrapassá-lo num piscar de olhos...

 

Todoroki apertou os lábios enquanto assistia um helicóptero aproximar-se da plataforma de [Nome] e liberar dois heróis que correram para socorrer as vítimas. Um deles começou a tocar um por um criando casulos de energia azul ao redor deles, que flutuaram. O outro envolveu-os com uma espécie de corda saída de suas mãos, e posicionou-os para que fossem içados para o helicóptero. [Nome] permanecia na mesma posição, ainda trêmula e a expressão muito concentrada. 

Uma lembrança insistente voltou a soar nos ouvidos de Todoroki. 

"Se eu fosse uma estação, eu seria o outono". 

"Por quê?", perguntara Todoroki, sem entender, 

"Por que o outono sempre anuncia a chegada do inverno. Quando nos tornarmos profissionais, quero trabalhar com você e, quando eu chegar no campo de batalha, todos vão saber que você estará a caminho! " 

Todoroki baixou os olhos, tristonho. De fato, naquele momento, ele concordava com [Nome]. Se ela fosse uma estação, ela seria o outono. Mas não por aquele motivo. O outono não anuncia a chegada do inverno. Ele é por si mesmo uma estação, com suas características únicas de colorir a paisagem em tons incríveis e inimagináveis. Ele torna as pessoas mais bonitas e confiantes graças aos casacos elegantes que ele os obriga a usar. Ele permite que crianças brinquem confortavelmente entre as folhas caídas sem queimar suas mãos de frio. E acima de tudo...

O outono vem antes do inverno. 

O outono está à frente do inverno. 

E era onde [Nome] estava. Na verdade, sempre estivera. Ela nunca estivera fadada a permanecer na sombra de Todoroki. Muito pelo contrário. 

Ela já o superara... há muito tempo. 

*

Todos continuavam acompanhando o plantão de notícias de olhos vidrados. Uma frustração crescente apertava o coração de Todoroki. Sabia que era idiota por sentir aquilo, mas uma necessidade tremenda de ajudar [Nome] tomava conta de cada centímetro do seu corpo. Queria garantir que nada de ruim lhe acontecesse... Mas aquilo estava completamente fora do seu alcance. 

– O fluxo da maré estranhamente continua a adentrar o continente – prosseguiu a jornalista – mas é necessário garantir que tenha se salvado todas as pessoas possíveis antes de começar uma operação para reverter o avanço do mar. Já são mais de vinte quilômetros alagados, salvo apenas as áreas mais altas que se encontram nesse perímetro. Espera-se que os reforços cheguem em breve, pois ainda há a ameaça iminente de uma nova onda. Estranhamente, apenas uma assolou a costa até agora, e mesmo sendo forte o suficiente para causar tamanho estrago, não houve recuo significativo do mar. Especialistas ainda investigam o desastre, mas a informação oficial até agora é que não houve... 

A voz da jornalista minguou enquanto ela parecia ouvir alguma coisa em seu fone de ouvido. Ela ergueu uma mão e pressionou-o ainda mais contra sua orelha, a expressão bastante séria. De súbito, seu rosto se iluminou com um sorriso. 

– Acabamos de receber a informação que cinco esquadrões da W.H.A. estão quase chegando a Lombok. Dentre eles, há um esquadrão anexo a W.H.A., da Universidade Técnica de Munique, da Alemanha. Os heróis desse esquadrão são engenheiros especializados em veículos adaptados para cenas de desastre...

Ela parou mais uma vez para escutar outra informação, e agora sua expressão contorceu-se indecisa entre o choque e a alegria. 

– O esquadrão da Universidade de Munique recebeu um reforço completamente inesperado! Os três mega-jatos Choonpa da heroína profissional japonesa Mecha Master estão guiando as outras aeronaves para o local!

Uma onda de gritos de espanto e alegria correu a multidão de alunos. Midoriya agora soltava estrelinhas e parecia envolto numa aura brilhante de entusiasmo. 

– Meu Deus! Vai ser a primeira vez que vamos ver os Choonpa!! Eles nunca eram filmados ao serem usados em missão: a gente só sabia que eles foram utilizados quando saía nas notícias! Na verdade, dizem que a Mecha Master possui mais um esquadrão de Mechas além dos Choonpa e do Police Mecha Squad, mas até hoje, apenas alguns dos Police Mecha apareceram em público com direito a fotos e filmagens! Me pergunto o motivo de ela ter decidido voltar agora e ainda colocando os Choonpa num lugar que eles pudessem ser...

– Midoriya! – exclamou Todoroki, despertando o amigo de sua sequência sem fim de pensamento alto. Ele não precisou completar a frase para que o garoto sardento entendesse. 

– Ah, desculpe! 

Os dois voltaram sua atenção para a televisão. 

– ... eles nunca tinham aparecido. Será que depois de todos esses anos na sombra, a Mecha Master finalmente voltará à ativa? 

Ela parou pela terceira vez, escutando novas informações. Suas sobrancelhas se arquearam numa expressão de surpresa. Ela escutou por mais alguns segundos e voltou os olhos para a câmera.

– Acabamos de receber a informação que a Mecha Master não está presente em nenhum dos três Choonpa. A responsável pelo trio de jatos é a heroína japonesa Charging Ranger. Ela está atualmente estagiando em Munique no Instituto de Engenharia C.E.M.M.S., e já foi vista em ação no Japão pilotando sua própria unidade mecha, o DS-4. 

– É a Hikari-san! – exclamou Iida precipitando-se dois passos para frente. A preocupação permeou nitidamente a voz do herói da Idaten. 

A televisão foi preenchida pela imagem do horizonte do desastre, mostrando uma linha que deveria ser delineada por morros e não água. No céu, era possível ver vários pontos escuros movendo-se em formação que ficavam cada vez maiores. Os três do centro eram bem maiores que os demais, deixando claro que deveriam se tratar dos mega-jatos Choonpa. Menos de um minuto depois as aeronaves cobriram a costa tomada pelo mar e se distribuíram para apoiar os esquadrões já presentes. Entretanto, a câmera estava fixada no ponto em que os três Choonpa haviam parado, flutuando um ao lado do outro. De repente, várias silhuetas saltaram para fora das aeronaves, dirigindo-se as plataformas. Um em específico foi reconhecido imediatamente pelo trio de amigos: o colant prateado reforçado com placas de metal e adornado com vários detalhes em laranja, incluindo o cristal hexagonal em seu peito, era inconfundível. Ela trazia uma mochila estranha em suas costas e usava seu capacete da mesma cor que o traje, com visor preto. 

A Charging Ranger saltou para a plataforma de [Nome] e parou derrapando diante da amiga, que não mexera um músculo. Um outro herói jogou uma caixa para Hikari, que se abaixou de imediato e tirou uma garrafa para dar para [Nome] beber. A heroína esvaziou cinco até balançar a cabeça indicando que estava satisfeita. Hikari colocou algumas coisas na boca de [Nome], que Todoroki imaginou que fossem pílulas de nutrientes. Depois disso, as duas começaram a discutir avidamente, com gestos cada vez mais nervosos por parte de Hikari. Por fim, ela colocou as duas mãos nos ombros da amiga e balançou a cabeça para baixo uma vez. [Nome] espelhou o gesto.  Hikari abaixou a cabeça por um instante, mas logo em seguida começou a se mexer. Ergueu a mãos até o capacete, como se estivesse acionando o comunicador e ficou parada por alguns segundos com o rosto coberto voltado para Choonpa do qual descera. De súbito, um barulho muito alto de engrenagens funcionando ecoou pela paisagem arrasada. O Choonpa que estava à esquerda do de Hikari inclinou-se até ficar na vertical e começou a estalar e mudar de forma. Uma onda de uivos de espanto correu todo o restaurante quando um enorme minotauro robótico fincou seus cascos no mar, emergindo sua perna até metade da canela. 

– O M-1 Taurus!! – exclamou Midoriya que parecia prestes a infartar de tanta empolgação. – Esse foi o único Choonpa que teve informações divulgadas por causa daquele incidente de Funabashi!

A câmera estava completamente focada no enorme mecha, mas no canto da tela, Todoroki pode ver Hikari passando sua mochila prateada estranha para [Nome]. Ela fez alguns gestos explicando alguma coisa e apontando para a mochila. A outra assentiu várias vezes e por fim, Hikari avançou para abraçá-la. Rápido demais ela soltou a amiga e saltou para agarrar uma escada de cordas que a içou para dentro do jato. Segundos depois, uma movimentação quase frenética dos helicópteros da W.H.A. prendeu a atenção das câmeras. Rápidos e precisos, eles sobrevoaram toda a área coberta pelos esquadrões e começaram a recolher vítimas e heróis. Os que estavam na plataforma de [Nome] subiram para o Choonpa... Menos ela. 

Todoroki sentiu seu coração acelerando. Por que... Ela não tinha ido com os outros? 

De súbito, a voz de um dos jornalistas que estavam na cena do desastre vibrou nos alto-falantes, enquanto a câmera se agitava de qualquer jeito mostrando um borrão escuro que provavelmente era o teto do helicóptero em que estavam:

Recebemos uma ordem de evacuação imediata! Uma nova onda está se aproximando muito rápido! O esquadrão do Aquaman ficou na zona de desastre juntamente com os tripulantes de dois dos Choonpa para tentar anular a onda ou minimiza-la. Pela informação que recebemos, a ideia veio da heroína Thysa, vice-capitã do esquadrão, e da líder da frota de Choonpa, a Charg...

Um barulho muito alto de engrenagens estalando junto a um forte rugido do vento abafou as palavras do jornalista, que agora parecia bastante alarmado. Pela leitura de lábios, foi possível ver que ele dizia "já estamos nos afastando a toda velocidade!", o que terminou de confirmar todos os maus-pressentimentos de Todoroki. Um desconforto gigantesco o fez se curvar e agarrar a cadeira mais próxima, que congelou instantaneamente. 

Precisava ir pra lá agora! Precisava estar ao lado de [Nome] e impedir que qualquer coisa ruim acontecesse com ela! 

Mas ele sabia que era impossível. Ele não podia fazer nada por ela, pois ela com certeza saberia o que era o melhor a se fazer. Ele seria apenas mais um que ela deveria salvar. 

Ao constatar aquilo, Todoroki se sentiu pequeno e fraco. E pior do que isso. 

Percebeu o quanto [Nome] estava distante dele. 

Bem à sua frente.

Na vanguarda de sua geração. 

***

Hikari estava ajoelhada ao lado de uma cama, o tronco debruçado sobre a beirada. Seu corpo todo tremia, e um choro baixo quebrava o silêncio do quarto. À sua direita, um monitor apitava num ritmo regular, mas muito fraco. Depois de quase quatro minutos tremendo e chorando, a heroína ergueu os olhos para fitar o vulto deitado ali.  Inconscientemente ela estendeu o braço e pousou a mão onde imaginou que a de sua amiga estaria. Mas a única coisa que sentiu foi o tecido do lençol contra o colchão macio. O choro de Hikari se intensificou. 

 – [Nome]... Me perdoa. Por favor, me perdoa. Eu não consegui... A armadura não foi o suficiente...

 


Notas Finais


E aí pessoinhas??? Gostaram?? Tiveram uma dose suficiente de girl power ou querem mais???
Reiterando novamente que infelizmente não tem prazo certo para atualização :D então agradeço de coração a todas as pessoas que estão acompanhando essa fic mesmo com intervalos gigantescos entre as atualizações <3 vcs são sensacionaaaaaais!!
Lembrando que a proposta inicial da fic era trabalhar uma lembrança para cada uma das estações, então essa foi a última lembrança. As coisas vão começar a mudar bastante e tomar rumos q vcs neeeem imaginam, mas que eu garanto q vão misturar a dose certa de fluffy, University life e angst <3
Muito obrigada de coração a todos as pessoas que apoiam essa fic, principalmente às que deixam comentários maravilhosos que fazem valer meu dia, a semana e o mês e o esforço que eu tenho q fazer pra não matar o Todoroki a cada parágrafo dessa fic UHASUHASHUAHSHHSAUUHAS e espero que vocês curtam as curiosidades!!

Making off - Protagonista

Como vocês já estão cansadas de saber, essa fanfic é um presente para minha sis @_Heisenberg. Portanto, nada mais justo que pegar emprestado uma das ocs dela para fazer a fanfic. Entretanto essa OC dela passou por muitas modificações, então eu acabei optando por pegar a primeiríssima versão dela, a mesma que foi abordada na one-shot "Um rio", pelo menos em relação a peculiaridade. É claro que a primeira peculiaridade não ficou bem delineada, então eu tomei a liberdade de trabalhar de forma mais específica (isso será mostrado no decorrer da história).
A peculiaridade foi escolhida de forma proposital para ter um enorme potencial que rivalizasse com a peculiaridade do Todoroki e de muitos outros alunos destaque da UA.
Em relação ao nome de heroína, novamente quis fazer uma homenagem direta a todas as versões da OC dela ao mesmo tempo. O nome Thysa é o nome de um sirena . Sirenas são criaturas metade mulher, metade pássaro. Na última versão da OC, ela tem a peculiaridade de se transformar em uma ave de rapina gigantesca. Incrivelmente, com o passar dos anos, a lenda das sirenas foi sendo modificada a ponto de elas se tornarem mulheres meio peixe, o que remete à segunda versão da OC, que se transformava num tubarão. Em ambas as versões ela controlava milimetricamente a transformação, podendo transformar partes específicas do corpo.
Portanto, achei a lenda muito mais que adequada para representar a personagem principal. Existem diversas sirenas relatadas na literatura, e a que encontrei mais adequada para nomear a OC Foi Thysa, O Frenesi. Esse título foi adequado em referência tanto a Peculiaridade abordada nessa história (por ter grandes proporções, pode ter usos violentos e ser influenciada pelas emoções da protagonista).

Espero que tenham gostado desse primeiro Making off. Haverão outras informações explicando muitos aspectos da histórias, inclusive mais detalhes sobre a protagonista. (N dá pra entregar tudo de cara né?) USHASHHUSAHHASUHSAUHS Um beijão e até a próxima!!


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