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História 2323: Falha no Sistema - Capítulo 3


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Capítulo 3 - O Parque (Samantha)


QUANDO cheguei no parque, ele estava muito cheio, várias pessoas andando de lá para cá, com seus familiares ou animais. Eu não precisava disso, estava bem sozinha. 

Me sentei em um banco disponível e abri um pacote de biscoitos que estava no meu bolso, eles não estavam vencidos, o que era um bom sinal. 

E então eu observei pessoas.

As pessoas podem falar muito sobre elas apenas agindo normalmente, pelo menos é o que se descobre quando você não fala muito com pessoas. Você observa elas. E isso pode parecer estranho, mas não é tanto assim.

O Sr. Toni por exemplo, é alguém muito triste e sempre procura preencher o vazio de sua vida na bebida, pelo menos é o que minha tia acha. Após a sua esposa e filhas terem morrido naquela guerra, ele só bebe, e não faz a barba, ele tem uma barba muito grande, apesar de ser um pouco clichê. Ele fica sentado no mesmo banco todas as manhãs, bebendo e olhando para o nada, e isso é triste.

O Professor Santana praticava corrida todas as terças e quintas, as vezes até às quartas. Depois que ele se casou com o Doutor Samuel, ele passou a correr apenas as terças porque precisava ficar em casa para cuidar do bebê deles, que Doutor Samuel havia decidido ter porque sempre teve o sonho de ser pai, mesmo o Professor não tendo o mesmo sonho. Era possível ver o cansaço nos olhos do Professor e suas olheiras estavam visíveis a milhares de distância. Ele não aguentava mais, e isso também era triste.

Terminei o pacote e ao jogar fora, continuei observando pessoas passarem pelo parque, algumas paravam para apreciar a grande estátua de pássaro que se localizava no meio dele. Ela era muito grande. Sempre tive vontade de montar nela, minha tia falou que eu poderia ser presa, mas não acho justo não poder montar em algo gigante no meio de um parque público. Porque eu seria presa? Por assediar uma estátua? 

O Governo era muito rígido com suas regras, ele era bastante liberal quando foi implantado, mas os anos mudaram, e pessoas também. 

Quando eu estava observando mais um pouco, olhei o outro lado do parque e observei um homem me olhando, ele estava mesmo me encarando. Isso era assustador. 

Não sabia o que fazer, então apenas olhei para baixo, procurando fingir que não havia percebido, quando vi pela minha visão periférica, que ele estava se levantando e andando na minha direção.

Direto para mim

Eu congelei, e estava pronta pra me levantar quando ele se sentou ao meu lado. Se sentou olhando para mim.

— Adorei seu cabelo meio rosa, princesa — ele falou como se me conhecesse. — Tem namorado? 

— Não é da sua conta, agora me deixe em paz — eu disse, já me levantando.

— Você não vai a lugar nenhum — ele pegou no meu braço e ergueu a ponta da sua camisa, me mostrando uma tatuagem.

Uma tatuagem dos H.A.C.K.S

Eu estava em choque, como eles ainda estavam vivos? Eles não haviam sido presos? Ou Mortos?

Eu estava com medo, mas não iria deixar que ele fizesse nada contra mim.

— Me largue, seu babaca — eu falei, tirando meu braço com força de sua mão, ela ainda estava doendo pela batida, mas não era hora de choramingar. 

Ele se levantou, me desafiando.

— Você não sabe com quem está mexendo, garota — ele disse.

— Então me mostre se tiver coragem, mostre na frente de um monte de testemunhas — eu retruquei.

Ele me olhou, e com um sorriso irônico disse:

— Você é corajosa, garota, mas não ache que escapou — ele cuspiu no chão, e se virou indo embora.

Eu fiz o mesmo.


Quando cheguei em casa, subi correndo as escadas e tranquei a porta do meu quarto. Me joguei na cama e coloquei algumas músicas para me acalmarem.

O que havia acontecido?

Meus pensamentos foram interrompidos por uma ligação de Leo, que pelo visto, havia ligado mais de 14 vezes.

Eu atendi a chamada.

— Samantha? — disse Leo.

— Oi? O que houve? Desculpe.. — eu falei, mas antes de terminar, Leo me interrompeu.

— Venha para a casa do Alek, AGORA! — havia um tom preocupado mas ao mesmo tempo, severo em sua voz. 

— Okay — eu disse, perdendo a voz. 

O que havia acontecido? 

Desci pelas escadas a procura de meu pai e minha tia.

— Tia? Pai? — eu gritei, não obtive resposta.

— TIA? PAI? — gritei novamente, agora procurando por eles na casa.

Eles não estavam lá.

Não havia ninguém na casa. Não estavam na sala, nos quartos, nos banheiros, nem nos armários de limpeza, nenhuma mensagem ou bilhete. Eu estava sozinha. 

Mas que porra está acontecendo? 

Eu precisava ir para a casa de Alek, talvez eles estivessem lá, não é? Talvez Ale ou Leo saibam de algo.

Então eu me preparei e fui para a casa de Ale que ficava ao lado da minha.

Atravessei a rua, e ao chegar lá, toquei a campainha.

Nada.

Toquei novamente, agora mais vezes. 

Desta vez, a porta abriu. 





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