História 24 - 25 - Twenty Four - Twenty Five (Jeon Jungkook) - Capítulo 8


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Categorias Ashley Moore, Bangtan Boys (BTS), Loona, Red Velvet
Personagens Ashley Moore, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Lip, Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, ViVi, Yeri
Visualizações 247
Palavras 4.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Eu acho que tenho que te levar para casa


Quando Choa abriu os olhos, ela ainda estava sobre Jungkook na poltrona. Encarou aqueles olhos negros e sorriu preguiçosamente, recostando sua bochecha no ombro nu de seu cunhado.

Suas pernas tremiam, completamente fracas, e ela tinha a plena consciência de que se levantasse iria cair no mesmo instante, de tão fraca que ela se sentia. Seus braços estavam no mesmo estado deplorável, fracos e trêmulos. Seu clitóris de pouco em pouco vibrava após tantos orgasmos.

Ronronou manhosa quando sentiu Jungkook acariciá-la na nuca. Tudo naquela sala cheirava a sexo, madeira e canela. Suas fragrâncias se misturavam, e se completavam no ar. Choa não queria nunca mais esquecer daquele cheiro.

- Acho que tenho que te levar para casa - Jungkook falou mais para si próprio do que para a pequena mulher em seu colo.

Ele realmente não queria se afastar da pequena, ele sentia que qualquer passo que Choa desse sem ele seria crucial para sua doce existência, e que qualquer vento mais forte seria capaz de quebrar sua adorável ômega no meio.

- Não quero ir embora... - Choa murmurou e se conchegou mais em Jungkook.

- Junghyun deve estar preocupado.

Choa bufou ao ouvir o nome do noivo. Ela se sentiu horrível por da noite para o dia repugnar seu próprio noivo que ela jurava de pé junto ser atrativo a ela. Choa focou sua mente em tentar entender porque ela havia passado praticamente um ano ao lado daquele Beta fraco e insatisfatório.

E então ela ligou os pontos.

Junghyun era sangue do sangue de Jungkook. Ele também tinha o cheiro suave de madeira, mesmo que muito menos do que Jungkook. O cabelo dele, era da mesma cor que o de Jungkook. As sobrancelhas, o maxilar, o sorriso... Tudo nele lembrava, mesmo que quase imperceptivelmente, Jungkook.

Choa se apoiou com as mãos no abdômen de Jungkook, encarou os olhos jabuticaba e suspirou. Ela estava destinada aquele Alfa, desde o dia em que ela se auto fodeu dentro daquele carro anos atrás.

Ela se lembrou de tudo, de seu desespero, dos olhos de Jungkook escurecidos graças à sua pupila completamente dilatada, o maxilar trincado, o rosnado animalesco enquanto ele tentava invadir seu próprio carro.

Choa foi mais longe ainda, e lembrou-se quando Jungkook a carregou pelo corredor da escola, correndo com todas as suas forças para salvá-la. Eles selaram seus destinos ali. Eles uniram suas almas, mesmo que inconscientemente, ali.

- Você sabe o que isso significa, certo? - Choa perguntou.

Jungkook a fitou, ele entendeu o que sua pequena ômega queria dizer.

Diferente de Choa, Jungkook nunca quis apagar as memórias que tinha do dia do baile. Ele carregou os traços de Choa a sua vida toda, e no fundo de sua mente ele guardava o doce cheiro da ômega que havia conquistado seu coração.

Ele contentou-se em apenas acenar. Afirmando o quanto ele sabia que aquilo era mais do que as dois poderiam entender.

- Eu deveria te morder, e acabar com tudo isso logo. - Jungkook falou, afastando o cabelo de Choa que caia pelo ombro moreno da pequena. - Nós poderíamos pegar o primeiro vôo para a França e nunca mais pisar os pés aqui.

Choa sentiu se coração inchar com a proposta maluca de Jungkook. Mas logo veio em sua mente sua empresa. Aquilo realmente não seria um problema, mas aquele emprego era tudo o que tinha para si.

- Nós não podemos fazer isso. - Choa negou e saiu do colo de Jungkook. - Eu tenho uma vida em Cuba, eu tenho o emprego dos sonhos, a casa que eu sempre desejei e também sou muito feliz lá.

- Você vai se casar com ele? - Jungkook levantou-se da poltrona e apanhou sua cueca do chão, a vestindo rapidamente.

- Eu não sei o que eu quero com Junghyun, mas com certeza não é um casamento. - Ela afirmou vestindo novamente o sweater e a cueca jogados no chão em frente ao balcão.

Jungkook suspirou aliviado. Ele não deixaria Choa escapar por entre seus dedos tão facilmente.

- Eu estava falando sério sobre fugirmos de tudo, você sabe não é? - Ele insistiu quando abraçou a cintura delicada da ômega.

Choa viu-se perdida nos olhos negros e afoitos de Jungkook.

Ela era uma mulher racional, e não queria se entregar após uma noite e manhã de sexo, mesmo que tenha sido o melhor sexo de sua vida.

- Honestamente, Jungkook. Eu não sinto firmeza no que você diz. - Jungkook franziu o cenho com as palavras da menor. - Entenda que eu te conheço faz tão pouco tempo, e noventa e cinco por cento desse pouco tempo, nós apenas fodemos.

Jungkook sentiu seu ego afetado. Abaixou o olhar e afrouxou o aperto na cintura de Choa.

- Não fique assim... - Choa murmurou e segurou o rosto do Alfa. - Foi o melhor sexo da minha vida. - Ela completou tímida, fazendo Jungkook sorrir. - Nós somos compatíveis na cama... ok, mas eu mal sei qual é sua banda preferida, ou qual a sua cor preferida. Você não faz ideia de qual seja a minha marca de calcinhas preferida, ou até mesmo qual o meu musical preferido.

- Nós fodemos bem, mas não nos conhecemos bem... - Jungkook repetiu, tentando entender a palavras da pequena.

- Exatamente isso! - Choa sorriu e bicou os lábios do maior. - Eu quero saber qual seu livro preferido, e qual é a música que te faz chorar ou sorrir. Quero saber tudo sobre você antes de me entregar assim de cabeça a uma coisa louca e que pode bagunçar completamente minha vida organizada e estruturada.

Jungkook aos poucos entendia aonde a morena queria chegar.

- Você está me dando um pé na bunda? - Ele perguntou fazendo uma careta adorável.

Choa riu de um jeito gostoso e ficou na ponta dos pés para poder morder com carinho a pontinha do nariz de Jungkook.

- Isso é um: Conquiste-me. - A morena finalizou olhando no fundo dos olhos negros.

- Você é uma mulher irredutível, Park Choa. - Jungkook suspirou e puxou a pequena contra seu peito nu.

- Eu sei. - Ela dá de ombros e se aconchega no Alfa. - É um dom.

●❄●



Jungkook estacionou seu carro ao lado do jardim da casa Jeon. Ele estava tenso, ele apenas queria prender Choa naquele banco e dirigir o mais longe possível dali. Ele sabia que estava escondendo algumas coisas de sua pequena.

E o fato de saber que Jungkook deixou sua noiva em seu apartamento de propósito, apenas para preparar um pedido de noivado, o fez ficar três vezes mais tenso. Ele sabia também que assim que Choa colocasse os pés dentro daquela casa, ela encontraria toda a família Jeon reunida em peso esperando o sim dela para o noivado.

Ele suspirou pesadamente e fitou Choa enquanto a mesma retocava o gloss em seus lábios carnudos.

- Estou com cara de quem fodeu por horas? - Ela perguntou e encarou Jungkook.

O Alfa riu, descrente das palavras da pequena.

- Sim. Está. - Ele respondeu com um sorriso torto em seus lábios.

- Droga... - Choa voltou a encarar o pequeno espelho em sua mão. - Não quero que Junghyun saiba assim.

- Ele é um banana, ele poderia nos pegar trepando no meio da sala que jamais acreditaria que estávamos realmente trepando. - Deu de ombros e riu. - Sem contar que você fica linda com essa carinha de pós foda.

- Jungkook! - Choa a repreendeu, no fundo querendo rir. - Acho melhor entrarmos.

Jungkook assentiu. Observou Choa sair do carro, e logo em seguida saiu atrás dela. Correu para alcançá-la antes de que ela tocasse a campainha.

- Me dê uma chance para te conquistar! Por favor, não... - Ele não pode terminar de falar, pois a porta foi escancarada, e uma Somin sorridente puxou Choa para dentro.

Jungkook arfava com o susto, demorou alguns segundos antes de se recuperar e poder entrar na casa sem parecer que acabou de ver o próprio Diabo saindo do inferno.

Choa estava rodeada por vários Jeon's que ela nunca, jamais, pensaria que iria encontrar em sua vida. Eram primos, tios, primos de segundo graus, avós, bisavós, mais primos distantes... A casa estava uma loucura de gente. Ela apenas gostaria de trombar com Junghyun pela casa e poder intimá-lo a dizer que porra estava acontecendo ali.

●❄●



Jungkook mantinha seu estado de tensão enquanto bebericava sua cerveja. Mantinha uma conversa animada com seu primo, mas mal dava bola para o que rapaz dizia, ele apenas mantinha a todo custo seus olhos em Choa, protegendo-a e a velando de longe. Pronta para avançar em qualquer perigo que se aproximasse de sua ômega.

Choa era o alvo da atenção de todas as Jeon's. Somin ressaltava toda e qualquer qualidade que sua nora tinha. Às vezes até exagerando nos fatos. Choa apenas sorria e se mantinha irredutível a todo aquele blá blá blá. Ela apenas gostaria de se esgueira por aquelas pessoas todas e se aninhar em Jungkook como seu ponto seguro de paz.

Ela já se sentia cansada quando Junghyun enfim apareceu. Ele estava muito bem arrumado, com camiseta, calça jeans e sapato. Choa já não se sentia tão atraída por ele, na verdade, ela não via nada de mais naquele rapaz.

- Família, por favor, atenção! - Ele falou, e então todos os Jeon's se silenciaram aos poucos. - É um prazer tê-los aqui essa tarde... - Ele começou então um discurso que Choa pouco prestou atenção.

Ela sutilmente olhou para trás, e no mesmo instante encontrou os olhos negros mais intensos daquela casa. Jungkook a encarava de longe, ele tinha uma aparência magnífica e esplendorosa. Apoiada com o ombro na parede, segurando uma garrafa cerveja com uma mão e com a outra enfiada no bolso de sua jaqueta de couro.

- Não é mesmo, Choa? - Ela se virou no mesmo instante, vendo Junghyun fitando-a com carinho. - Nós fomos feitos um para o outro, certo? - Ele reformulou sua pergunta, sorrindo gentil para a mulher que amava.

- O cordeiro é feito para leão? - Ela rebateu a pergunta e se amaldiçoou internamente, levou a taça de vinho aos lábios e tomou longas goladas.

- Eu como um leão prometo protegê-la, meu cordeiro. - Ele completou, quase fazendo Choa regurgitar todo o vinho para fora.

Aquilo havia sido repugnante, mas aparentemente todos na sala haviam achado a interação "noivo e noiva" engraçado.

Jungkook logo atrás de todos, remoeu-se de ciúme. Apertou com tanta força a garrafa em suas mãos que acabou partindo o vidro em sua pele. Ele deu um rosnado minimamente baixo, mas foi o suficiente para chamar a atenção de Choa, que olhou para trás instintivamente.

Ninguém na sala havia sequer notado o sangue que pingava no punho cerrado de Jungkook, mas Choa podia sentir muito bem o cheiro do sangue de seu Alfa. Seu extinto gritou dentro de si. Ela atravessou a sala como um raio e capturou a mão de Jungkook nas suas.

Jungkook ainda apertava com força os cacos em sua mão. Seus olhos estavam avermelhados. Choa sentiu a necessidade de cuidar dos ferimentos de seu Alfa.

●❄●



Choa havia afastado sutilmente todos de perto de seu Alfa. Ela sentia que só ela poderia cuidar do que era seu. Ela se sentou na escada da varanda e abriu a palma de Jungkook. Arfou quando viu uma série de cacos verdes enterrados na carne suave das mãos de seu Jungkook.

- Como você fez isso? - Ela murmurou preocupada quando despejou boa quantidade de conhaque na mão de Jungkook.

Jungkook rosnou e tentou puxar sua mão para longe do líquido ardente, mas Choa segurou com firmeza a mão no lugar. Deu um único olhar severo para Jungkook, e foi o suficiente para que seu Alfa se mantesse quieto.

- Ele é um idiota! - Esbravejou entre dentes. - "Minha cordeira" - Imitou a voz do irmão, Choa ao mesmo tempo capturou um dos cacos com a pinça e puxou para fora da carne de Jungkook. - Ai! Ai, Choa! Isso dói! Porra! - Ele tentou se remexia inquieto na escada, mas não ousava afastar sua mão e receber outro olhar daquele de Choa.

- Você não deveria se importar com ele, eu não sinto nada por ele. - Ela falou calmamente, enquanto deslizava um algodão embebido em conhaque pela pequena ferida que se formou quando o caco despendeu da mão. - Pelo menos não mais. - Ela sorriu docemente e encarou Jungkook, deixando o Alfa toda abobalhado, aproveitando essa distração da maior para aproveitar e retirar outro caco de sua pele.

- Choa! Droga! - Jungkook choramingou e pegou a garrafa de conhaque, bebendo longas goladas tentando anestesiar seu corpo da dor alucinante que sentia em sua mão.

A pequena sorriu enquanto passava com carinho o algodão pela palma de Jungkook.

- Eu sou o leão. - Ela disse quando já havia terminado de retirar os tantos cacos de vidro da mão de Jungkook. - Ele é o cordeiro. Eu e ele não fomos feitos um para o outro. Betas não podem se unir a ômegas. É completamente incoerente e doloroso. - Choa negou enquanto atravessava a linha pelo buraco da agulha, dando um nó logo em seguida.

A mão de Jungkook repousava sobre a coxa de Choa. Jungkook já se sentia um pouco alterado por causa do conhaque, mas não o suficiente para conseguir desviar sua atenção da ômega a sua frente.

- Você é linda - Jungkook falou como se tivesse acabado de descobrir algo realmente novo, ele arregalou seus olhos e entre abriu seus lábios para suspirar enquanto observava Choa costurar os cortes mais feios em sua mão. - Você é tão bonita quanto um anjo! - Ele sorriu abobalhado e bêbado. - Você é um anjo!

Choa riu de idiotice de Jungkook, mas seu coração encheu de carinho ao ver o quão fofo o Alfa conseguia ser. Ela voltou a se concentrar em costurar a mão de Jungkook enquanto o Alfa despejava palavras de carinho para Choa.

- Pronto, novinho em folha! - Choa sorriu orgulhosa de seu trabalho e beijou cada uma das cicatrizes na mão de Jungkook.

Jungkook sorriu e imitou o ato da pequena, jogando beijinhos no ar.

- Vous êtes belle! Vous êtes la plus belle femme du monde! - Jungkook exclamou assustando a pequena.

Choa se levantou e voltou para dentro da casa, encontrando a maioria dos Jeon's sentados e quietos. Junghyun foi o primeiro a percebê-la ali.

- Junghyun, será que você poderia me ajudar a levar Jungkook para o quarto? - ela perguntou baixinho.

Junghyun prontamente se levantou e saiu jardim a fora com Choa.

Jungkook estava com a garrafa de conhaque em uma mão, enquanto a outra estava enfaixada com gaze. Ele sorriu ao ver o irmão mais novo.

- Junghyun! Mon petit frère! - Junghyun não entendia uma palavra sequer de francês. Ele se abaixou e ajudou o irmão mais velha e se levantar. - Eu estraguei seu pedido. - Ele falou, estranhamente sóbrio, mas logo em seguida tropeçou no próprio pé e começou a rir como se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo.

- Você ia fazer o pedido? - Choa perguntou no meio do jardim.

Junghyun virou-se para ela e sorriu.

- Porque acha que eu fiz essa viagem até aqui? - Ele perguntou óbvio.

Choa engoliu em seco enquanto observava Jungkook jogada na grama do jardim. Ela teve que se segurar para não suspirar com a beleza da pele alva de seu Alfa sobre a luz forte do sol de Busan.

- J'ai mangé as femme. - Jungkook murmurou olhando diretamente para Junghyun. - Je l'ai baisée. Et elle a crié mon nom, elle a crié conbien de meilleur je suis à vous. (Eu a fodi. E ela gritou meu nome. Ela gritou o quão melhor eu sou do que você). - O alfa dizia as palavras com seu sotaque perfeito.

Junghyun não sabia bem porque, mas as palavras do irmão o estavam afetando.

- Você entende francês? - Ele perguntou a Choa.

Choa negou. Ela também se remoia em curiosidade para saber o que o Alfa tanto dizia jogado na grama.

- Elle n'est jamais satisfaite avec vous! - Jungkook riu de suas próprias palavras. - Entendeu, irmãozinho?

Junghyun bufou e abaixou-se para puxar Jungkook pela mão boa. Quando conseguiu fazê-lo com que se firmasse em suas pernas, ele o apoiou em seu ombro e caminhou pelo jardim com Choa logo atrás.

- A Choa entende, não é, Choa? - Jungkook perguntou e riu amargo, olhando para a ômega atrás de si.

- Não sei do que você está falando, Jungkook. - Ela disse firme.

- Eu estou falando do céu, meu anjo. Das estrelas, e dos astros. Para onde eles vão, hein? - Jungkook perguntou com a voz bêbado, andando de costas com Junghyun segurando-o pela cintura. - Vejamos... Você acredita em amor, Choa? - Ele perguntou e forçou o ombro do irmão para trás, quase o derrubando graças a sua força sobre humana de alfa. - Reponde. - Ele jogou extremamente baixo e usou sua voz de Alfa, fazendo todo o interior de Choa se revirar.

- Acredito! - ela gritou afoita, e Junghyun a encarou assustado. - Quero dizer... Eu acredito sim em amor, Jungkook.

Jungkook sorriu, satisfeito com a resposta e bebeu mais um longo gole do conhaque na garrafa.

- E você irmão? Croire en l'amour? - Perguntou fazendo gestão com os braços, quase caindo para trás, mas se reafirmando sob suas pernas.

- É claro que eu acredito em amor, Jungkook! Eu amo Choa, e isso é mais do que você pode sentir por uma mulher em sua vida fútil. - Junghyun já estava nervoso com toda aquela cena que seu irmão estava causando no meio do jardim e ainda mais na frente de sua futura esposa.

- Então deixa eu te falar uma coisa, irmão. - Jungkook usou toda sua ironia ao chamar Junghyun de irmão. - Não existe essa besteira de amor - ele fez uma careta e cuspiu as palavras com a voz embargada. - Mas tem uma coisa sim que existe. - Ele apontou seu dedo na cara de Jungkook, com a mesma mão em que segurava a garrafa. - Status, meu querido irmão. Status. Isso sim existe, e é algo que você nunca em sua vida miserável de Beta poderá provar.

Junghyun ofegou e sentiu a ira subir em seus olhos. Choa se mantinha chocada com as palavras rudes de Jungkook para o irmão caçula.

- Você sempre me invejou, Jungkook. Sempre quis ser eu e por isso fugiu correndo com o rabinho entre as pernas para a França quando viu que eu estava crescendo na vida mais do que você, o Alfa da família! - Junghyun esbravejou fuzilando o irmão. 

- Inveja? De você? - Jungkook gargalhou verdadeiramente e então largou a garrafa no chão quando voltou a encarar o irmão. - Você nunca terá uma boa mulher, porque você não passa de um Beta, nunca terá um bom emprego porque só consegue o que quer seduzindo a dona da empresa, não é mesmo, irmão?

Junghyun paralisou e ficou calado.

O queixo de Choa despencou alguns centímetros quando ela enfim sacou o que acontecia ali. Ela olhou para Jungkook e viu que ele não era o louco ali. Ela olhou para Junghyun e desejou que ele rebatesse o irmão, mas ele não proferiu sequer um A.

- Status é apenas a evolução do amor, queridos. - Jungkook abriu os braços e sorriu amargo. - Alfas se tornaram Alfas para completarem seus ômegas, e os ômegas se tornaram ômegas para completarem seus Alfas! - Ele gritou raivoso.

- Você está louco. - Junghyun murmurou, ainda afetado.

- Eu só quero abrir alguns olhos aqui, estou apenas colocando algumas cartas na mesa, mas é uma pena que eu apenas tenha coragem de dizer as merdas que você faz estando bêbado.

- Você está arruinando minha vida! - Junghyun gritou e se aproximou do irmão, empurrando-o pelos ombros.

- Calma lá, porque ser sangue suga da fortuna de alguém não é ter uma vida! - Jungkook falou firme, fazendo inconscientemente Choa se encolher. - Você é um merdinha! E mamãe sempre te protegeu mesmo quando você foi o pior tipo de pessoa que poderia existir! - Jungkook desferia as palavras contra Junghyun, mas ao mesmo tempo afetava Choa. - Eu deveria ter te entregado para a polícia quando você veio com essa história de golpe do baú na ricaça, irmãozinho.

Choa sentiu suas pernas ficarem bambas. Ela caiu no chão de joelhos, e logo depois deslizou completamente contra a grama. Ofegando e sentindo seu corpo ferver febril. Jungkook havia a adoecido com as palavras rudes. Esse era o simples efeito que um Alfa exercia sobre seu ômega predestinado.

Seu extinto apitou quando ele ouviu os murmúrios febris de Choa. Seu próprio corpo bombeando o sangue com mais velocidade para afastar o álcool dos sentidos de Jungkook. Ele tinha que cuidar da sua ômega, e seu corpo mais do que ninguém sabia disso, então ele trabalhava para a manter sadia a fim de poder cuidar com perfeição de sua ômega.

- Você a mordeu! - Junghyun gritou enfurecido quando viu Jungkook correr até Choa e segurá-la em seus braços firmes, não mais moles. - Você mordeu a porra da minha noiva! Você selou essa sua alma nojenta na alma dela! - ele gritava querendo avançar sobre o irmão.

- Eu não a mordi! - Jungkook respondeu firme quando se levantou do chão. - Não ainda. - Ele afirmou e saiu pelos fundos do jardim, e caminhou até a frente da casa.

Choa murmurava incoerências, delirando em seu estado febril.

Junghyun os seguia de perto.

- Você é um traidor! Você arruinou meus planos! - Ele esbravejava, mas Jungkook não dava a mínima atenção, ele estava mais focado em sussurrar palavras doces para sua ômega.

Com apenas um braço ele manteve o pequeno corpo de Choa em seu peito, enquanto com a outra buscava a chave do carro no bolso da jaqueta.

- Tudo vai ficar bem, meu amor. Nós estamos indo para casa. - Ele sussurrava baixinho enquanto Junghyun continuava gritando.

Choa se agarrava na jaqueta de Jungkook, querendo ao máximo ficar segura.

Jungkook finalmente conseguiu abrir a porta do carro, depositou Choa com cuidado no banco do carona, e afivelou o cinto nela.

- Você não pode tirá-la de mim! - Junghyun gritou ofegante.

Jungkook deu um doce beijo nos lábios gelados de Choa antes de fechar a porta e encarar seu irmão frente a frente. Ele o pegou pela lapela e com facilidade ergueu seu corpo do chão.

- Escuta bem, Junghyun. Choa não é sua. - Ele disse tranquilo e firme. - Ela nunca foi. - Riu amargo. - E ela apenas aceitou ficar com você, por no mínimo você se parecer comigo, mas é uma pena que a replica não satisfaz como a original. - Finalizou jogando o irmão na grama.

Caminhou com pressa até o carro novamente e se sentou atrás do volante, dando partida poucos segundos depois. Não demorou muito para ela novamente parar o carro, porém na esquina mais distante da mansão Jeon.

Ele se debruçou sobre o banco e tocou o rosto pálido de Choa. Sentiu o quão alta estava a febre de sua ômega. Choramingou em tristeza e voltou a dirigir, indo diretamente para seu apartamento.

●❄●



Choa estava encolhida no sofá, parecendo tão pequena quanto ela já era. Ela adormecia por causa da febre, e Jungkook se amaldiçoava por ter feito aquilo com sua metade.

Todo o corpo do alfa estava em alerta. Ele não conseguia despregar os olhos de sua ômega, pois seu instinto protetor estava completamente alerta.

Ele passou o resto da tarde e boa parte da madrugada tentando abaixar a febre de Choa com um pano molhado em água fria. Já estava amanhecendo quando Choa começou a melhorar e voltar a sua coloração normal.

Jungkook sorriu maravilhado com sua pequena tão majestosa. Acarinhou a nuca dela até que sua pequena acordasse.

●❄●



Choa abriu os olhos e suspirou ao ver o rosto de Jungkook tão perto do seu. Por um momento ela pensou que o Alfa estivesse acordado, mas logo repensou quando ouviu o ressonar suave do maior.

Jungkook estava sentado no chão ao lado do sofá, sua cabeça repousada na barriga de Choa, enquanto sua mão acariciava o rosto da garota.

A ômega suspirou com seu coração inchado de alegria. Ela poderia ficar ali para sempre, mas ela sentia frio, muito frio. Moveu-se apenas poucos milímetros para longe de Jungkook, mas foi o suficiente para o Alfa abrir seus olhos em alerta.

- Choa! - Ele arfou afoito.

- Shh, eu to bem... - Choa sussurrou e acariciou o rosto de aparência cansada de Jungkook. - Apenas estou com frio, e creio que você não está confortável aí no chão.

Jungkook fez uma careta em confusão. Percebeu que ainda vestia o jeans, a camiseta e os sapatos. Sua jaqueta cobria ralamente as pernas de sua ômega. Na hora do alerta ele não teve cabeça para pensar em cobertas ou qualquer outra coisa, ele apenas queria ver Choa bem novamente.

- Frio. - Jungkook repetiu consigo mesmo, quase que como um comendo para seu lado protetor que o comandava.

Ele se levantou e então abaixou-se sobre Choa, a pegou em seus braços e caminhou com pressa para o quarto. Choa apenas sorria com todo o cuidado que recebia. Foi depositada delicadamente por Jungkook na cama espaçosa.

Jungkook se afastou apenas para pegar uma manta grossa no armário. Ele deixou o tecido grosso se lado na cama, engatinhou sobre o corpo de Choa e começou a desabotoar o jeans que ela havia vestido na casa dos Jeon's.

Choa sorriu e mordeu o próprio lábio, já imaginando o que viria a seguir, mas seu sorriso se desmanchou quando Jungkook a livrou da calça e então se afastou, voltou logo depois com a manta e jogou por cima do corpo de Choa.

A ômega estava confusa com o modo que Jungkook agia. Ela observou quando Jungkook se ajoelhou ao lado de cama e a encarou. As pupilas de Jungkook estavam dilatadas, fazendo seus olhos ficarem mais negros.

- Frio? - Ele perguntou com uma voz sôfrega.

Choa não entendia muito bem o que estava rolando, e aquilo a assustava, mas toda aquela mudança em Jungkook, era seu lado protetor aflorando com sua ômega. Ele não pensava e raciocinava como Jungkooe, ela apenas pensava e agia como o alfa de Choa. Como um escravo pessoal, pronta para manter Choa sadia.

- Deita comigo. - Choa pediu.

Jungkook se levantou, retirou os sapatos, e enfiou-se por baixo da coberta, arrastando-se para cima, e então surgindo bem em frente ao rosto de Choa.

Choa se assustou mais ainda quando percebeu que Jungkook sequer piscava, e seguia qualquer movimento que ela fizesse.

O estômago de Choa embrulhou e praticamente gritou de fome. Jungkook ouviu perfeitamente o som, interpretando o corpo de sua ômega. Ele se levantou da cama e saiu correndo quarto a fora e gritou logo em seguida.

- Fome!

Choa riu com aquele Jungkook estranho.

Não demorou muito para Jungkook voltar com uma bandeja nas mãos. Ele havia servido canja de galinha em um prato fundo de porcelana, suco de laranja em um copo e um pedaço de torta ao lado em um pratinho.

Choa devorou tudo, praticamente virou o prato de sopa nos lábios, e capturou qualquer resquício de torta do pratinho com o dedo. Ela ronronou satisfeita e voltou a se enrolar na coberta.

O som do ronronar de Choa fez com que Jungkook sorrisse e a abraçasse.

Eles deixaram todas as preocupações momentaneamente de lado e se entregaram a um sono tranquilo.

Choa é uma mulher extremamente complicada de se entender, mas Jungkook estava disposto a desvendar todos os mistérios de sua ômega. Ele se sentia pronto para amar Choa incondicionalmente para o resto de sua vida.  



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