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História 24 Horas - Capítulo 17


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Notas do Autor


Falei que voltei, segura mais um capítulo ai!

Capítulo 17 - Walkover


“_ Preciso parar de ser tão ansiosa. –falou olhando seu reflexo na água.

 E após alguns minutos partiu de volta para casa pra se deitar um pouco e se viu perdida em pensamentos sobre dangos e suco de uvas.”

 

***

 

Chegar a vila da Névoa foi mais demorado do que Sakura esperava. Após dois dias e meio ela enfim pode relaxar os músculos em um banho quente e colocar roupas limpas. Ainda teria algumas horas antes da reunião com a mizukage Mei.

Se jogou na cama sentindo os osso doerem pelo frio que fazia naquela vila, se enrolou na coberta e começou a pensar em como se sentiu quando esteve frente a frente com Naruto.

Por mais que tentasse se controlar ainda sentia falta dele. Falta do calor de ser corpo, da intensidade dos seus beijos, sentia falta da paixão que via em seus olhos. Era insuportável estar na vila, vê-lo e saber que ele não a queria mais.

A viagem para a vila da Névoa foi muito mais para tentar reorganizar os pensamentos do que pra ajudar. Sabia que seria um longo caminho, mas ela iria se reerguer. E depois de se vestir pegou o jaleco, as pasta de documentos e caminhou rumo a sala da kage. Queria começar logo o trabalho, era hora de ser profissional.

_ Ohayo mizukage Mei. –falou fazendo uma leve reverência.

_ Ohayo seja bem vinda Haruno san. –falou sorrindo acolhedora. _ Que bom que chegou. Então onde estão os documentos de especificação do seu trabalho?

E estendo a pasta que tinha nas mãos, Sakura lhe entregou a autorização do hokage para a sua permanência na vila da névoa junto com os documentos sobre os detalhes de seu trabalho.

_ Está tudo certo, o hokage enviou toda a documentação. –falou olhando para a médica a sua frente. _ Então siga em frente e pode iniciar seu trabalho assim que desejar.

_ Obrigada kage Mei, com licença. –se curvou novamente e foi rumo ao corredor onde alguns ninjas já a esperavam.

_ Ohayo a todos, sou a Haruno san é um prazer enfim conhecer vocês. Vamos começar o treinamento?

 

***

 

_ Como eu sou desastrada. –falou limpando o chá que havia caído em sua roupa.

_ Calma nii-san, você tem andado tão nervosa. Estou até estanhando, geralmente você é tão calma que parece estar dormindo de olhos abertos. –falou realmente estanhando o comportamento da irmã.

_ Ah Hannabi! –fingiu ter ficado ofendida.

E depois das duas controlarem a crise de risos, ela acrescentou.

_ Tenho realmente estado muito nervosa. Não consigo explicar, hora estou bem, hora que matar alguém. O Sasu kun não ajuda, quero brigar ele sai pra treinar, quero dormir ele quer conversar. Tá difícil viu. –falou por fim exasperada.

_ Nossa conviver com o Uchiha é tão ruim assim nii-san? –Hannabi perguntou arregalando os olhos.

_ Não! É maravilhoso viver com ele. –falava tão chateada que a irmã caçula ficava cada vez mais confusa.

_ Hina, não estou entendendo nada. É bom ou é ruim? Você tá mais confusa que o normal nii-san.

_ Eu sei Hana, o Sasuke é um amor. Eu que estou insuportável. Só durmo, choro, e depois como, aí brigo de novo e choro, depois durmo e por aí vai. Sinceramente não sei como o Sasu ainda não me trouxe de volta para o clã. –falou desabando em lágrimas.

Hannabi que ouvia a tudo com um sorrisinho malicioso perguntou enfim o que estava passando por sua cabecinha.

_ Mana, você não está grávida?

E com um sorriso doce nos lábios Hinata a olhou com os olhos ainda molhados pelas lágrimas e respondeu:

_ Sinceramente eu adoraria que fosse. Quero dar muitos filhos ao Sasuke, acredito que ele será um pai maravilhoso. Mas minhas regras desceram hoje, então infelizmente não estou grávida imouto. E isso me deixa ainda mais confusa, amo tanto o meu marido Hana, não gosto de deixá-lo irritado. –falou deixando as lágrimas rolarem pelo rosto.

E antes dela desatar a chorar novamente a irmã a chamou.

_ Hina, tenho certeza que por mais difícil que esteja o Sasuke não vai deixar você partir. Ele te ama irmã. Agora para com essa choradeira e vamos a cidade fazer umas compras.

Minutos depois as irmãs saíram do distrito Hyuuga já pensando no que comeriam de lanche depois das compras. Conversaram durante todo o percurso, mas Hannabi percebeu, sua irmã não estava normal.

_ Hina, o que você tanto procura? Você já ativou o byakugan diversas vezes. –a olhava intrigada, Hinata nunca fora tão preocupada antes.

_ Nada Hana, não é nada. Não estou te falando que estou descontrolada. Ativo o byakugan sem ao menos perceber. Vamos logo antes que as lojas fechem.

Falou tentando desviar a atenção da irmã mais nova, mas ela sabia, desde que saíra do clã Uchiha estava sendo seguida. Quem quer que fosse esperou que ela saísse do distrito Hyuuga e a perseguição recomeçou. Aquilo já havia ido longe demais, ela teria que dar um basta naquela situação. Ainda não sabia como, mas precisava descobrir.

 

***

 

_ Perfeito Yamato. Vou reunir um pequeno esquadrão e pedir para ir verificar o entorno da vila onde tem sumido gado. Deve ser um ladrão especializado em comércio no mercado negro. Só preciso pegar a autorização do hokage e te dou uma posição.

Caminhou pelo longo corredor indo em direção à sala principal do prédio do hokage, ele havia encontrado Yamato no caminho do trabalho e ele lhe alertou sobre o caso do roubo de gado que estava acontecendo na redondeza da vila. Precisavam verificar, com o crescimento do comércio na vila o interesse de renegados em ir para lá também aumentou.

Ele pensava em reunir um time com umas quatro pessoas para verificar a situação, mas antes precisava conversar com Naruto sobre isso. Quando estava virando a esquina ele avistou Naruto entrar no prédio o que era bastante incomum, já que ele normalmente usava seu jutsu de teleporte para ir direto de casa para o trabalho.

O dia já havia começado cheio e ele havia decido que não se preocuparia atoa. Deixaria o dia transcorrer o mais tranquilo possível já que chegando em casa teria que enfrentar a problemática da Temari que agora havia cismado que era hora de ser mãe. Aquela mulher não sabe mesmo a hora de parar e pensando nela com um sorriso malicioso nos lábios ele abriu a porta sem se lembrar de bater.

_ Ohayo Narut... ué. Onde aquele baka está?

 

***

 

_ Caralho!

Cara quando eu penso que minha vida enfim vai entrar nos trilhos e vou enfim viver em paz, minha pequena é possuída pelo espírito do Zabuza o demônio da névoa oculta e começa a fazer da minha vida um inferno.

Mas isso já era de se esperar né, como eu Sasuke Uchiha poderia esquecer. Minha vida é um completo puta que pariu e eu já estou chegando no limite do desespero. A mais de um mês a Hinata está estranha. Hora me ama, hora me odeia. Briga por tudo, chora por nada. Me quer sempre por perto, mas me afasta quando me aproximo. Será esse o meu karma. Terei sempre uma pessoa doida do meu lado?

O pior é saber que minha pequena não é assim. Tem alguma coisa errada e ela não me fala. Minha cabeça volta a latejar e como não tenho vocação pra masoquista vou tomar o terceiro comprimido em menos de quatro horas.

Melhor eu ir tomar um banho, um ANBU acabou de sair daqui, minha última missão de infiltração é daqui a dois dias e o hokage quer me passar alguns dados novos. Ainda é estranho ver a forma ressentida que o Naruto me olha já que foi ele quem fez a merda toda. Não que eu me importe, mas eu jurava que com o passar dos anos ele iria crescer.

Pelo visto me enganei, ele me olha como se eu fosse o culpado da ruína dela. Maluco da porra. Pouco me importa, desde que ele não cruze meu caminho ou pior o caminho da minha pequena, tá tudo certo. Ele pode pensar o que quiser, só não tem o direito de interferir na nossa vida. Ela está possuída, mas é minha.

 

***

 

_ Uzumaki! Mandou me chamar, algum fato relevante que eu deva saber? –falei o fitando desinteressado.

Naruto me observou por longos segundos e respondeu grosseiro como ultimamente vinha sendo.

_ É o que parece não é Uchiha!

Ignorei sua ironia e olhando para o seu conselheiro pedi detalhes da operação.

_ Nara.

O cumprimentei fazendo uma leve menção com a cabeça que ele prontamente respondeu entendendo o que eu queria. Certamente ele é tão inteligente quanto aparenta. Assim como eu detesta perder tempo com futilidades.

_ Uchiha. Bem, tivemos informações através de comerciantes que há uma operação de roubo de gado em andamento.

Ao ver minhas sobrancelhas arqueadas em expressão de confusão ele logo tratou de me explicar o que eu tenho a ver com roubo de vaca.

_ Mandamos um esquadrão ANBU para investigar, mas nenhum deles voltou com vida e o único corpo que foi encontrado tinha marcas de corte de espada. Mas um tipo muito bem talhado, o espadachim é realmente experiente. Ainda não sabemos o tipo de lamina usada, mas estamos pensando em...

_ Renegados. –completei.

_ Isso mesmo, e disso você entende bem não é Uchiha?

A voz do Uzumaki saiu tão debochada e esganiçada que o próprio Shikamaru se assustou. Logo se colocou de pé quando viu no rosto do amigo uma expressão medonha, teve medo que ele iniciasse uma luta dentro da sala.

Sasuke por outro lado estava inabalável. Nem sequer seus olhos apresentavam qualquer expressão. Ele olhou para o homem a sua frente que exalava ira e respondeu:

_ Sei sim. Aliás, eu fui o melhor deles! –riu de lado.

Agora Naruto e Shikamaru o olhavam com a mesma intensidade. O primeiro irado por não conseguir afetar ao ex amigo, o segundo perplexo em como o Uchiha podia ser tão bom em dar respostas debochadas nos piores momentos. O Nara já estava se dando por vencido esperando a briga que explodiria a qualquer momento, mas foi surpreendido por Naruto que se sentou e continuou:

_ Era só isso Uchiha, você parte dentro de dois dias, aqui está sua autorização e se houver algum novo detalhe peço a um ANBU pra te chamar até minha sala. Pode se retirar agora.

Falou com tanta naturalidade que o Nara viu passar nos olhos de Sasuke uma sombra de desconfiança. Mas como o bom ninja que é ele não deixou seu desconforto perceptível. Se o Shikamaru não estivesse olhando para ele quando Naruto falou com certeza não teria percebido como ele recebeu aquelas palavras.

Naruto voltou a ler a papelada que estava sobre a mesa e sem se despedir Sasuke abriu um portal de volta para sua cara. Sua cabeça agora pulsava em uma dor insuportável, tudo o que ele queria era deitar um pouco.

***

 

Quando o portal abriu na sala de nossa casa senti meu coração apertar. Vi minha pequena sorrindo para mim, ela está linda de short com minha camisa preta, os cabelos soltos e descalça, o cheiro do jantar está delicioso e pela primeira vez penso em como será não ver mais essa cena.

_ Tadaima! –a minha voz saiu embargada.

_ Okaerinasai! –minha pequena percebeu minha tristeza e veio correndo me abraçar.

_ O que aconteceu meu amor? Tem algo errado? Nunca te vi tão triste. –ela demonstrava estar tão preocupada que fez meu coração se quebrar ainda mais.

Eu a apertava tanto que por um momento pensei que fosse quebrar a pequena mulher que meu corpo abraçava tão possessivamente.Segurei seu corpo por um minuto, mas algo dentro de mim me dizia para não soltá-la nunca mais.

_ Só me prometa uma coisa pequena. –falei enfim tentando controlar as batidas do meu coração.

Ela me olhou com aqueles grandes olhos de lua os quais tanto amo e me respondeu de uma forma tão doce que não contive o sorriso.

_ Claro Sasu kun. O que você quiser. –notei que ela também não queira me soltar.

Segurei seu rosto entre minhas mãos e olhando fixamente em seus olhos pedi:

_ Prometa que vai me amar pra sempre!

 

***

 

Depois de passar o dia com a Hannabi percebi o quanto eu estava sendo infantil. Já havia mais de um mês que eu sentia que tinha alguém nos observando, era sempre a mesma história. Sempre que eu ficava sozinha sentia a presença de alguém, no começo pensei que fosse o Sasuke querendo me assustar como ele faz de manhã quando estou preparando o café.

Mas quanto mais o tempo passava, mais eu percebia que não era ele. Alguém se esgueirava pelo clã, sempre observando. No mesmo período eu comecei a ficar instável, sentia vontade de contar ao Sasuke, mas fui orgulhosa.

Afinal eu sou uma kunoiche, não iria correr para os braços do meu marido por que sentia medo. Mas no final das contas eu já estava começando a entrar em pânico. Isso está afetando nosso relacionamento e o Sasu kun nem sabe o porque de eu estar sempre tão nervosa. Ele deve estar se sentindo perdido.

Cheguei em casa e depois de um longo banho desci para fazer o jantar. Queria contar tudo ao Sasuke, quero que a gente fique sempre juntos e isso significa resolver tudo juntos também. Eu sei que ele vai brigar comigo por não ter falado antes, mas esse é o preço a se pagar pela minha negligência.

Quando vi o portal se abrir percebi que tinha algo errado, o Sasu estava com uma expressão de dor e massageava a têmpora. Tenho visto ele fazer isso muitas vezes e sempre que pergunto sobre, ele desconversa. Mas no momento em que ele abre os olhos tudo fica ainda mais estranho.

Vejo seus olhos ficarem marejados e quando ele anunciou a sua chegada percebi sua voz embargada, definitivamente aconteceu alguma coisa. Perguntei o que era, a essa altura eu já não estava mais respirando direito, senti uma tristeza tão profunda que num impulso corri em direção a ele e o apertei tanto em meus braços que parecia que iríamos nos fundir.

Ficamos assim por um momento que eu desejei ardentemente que se eternizasse, eu não queria o largar. Ainda abraçada a ele ouvi sua voz sair rouca e ainda muito emocionada:

_ Só me prometa uma coisa pequena.

O coração dele estava tão acelerado que eu o ouvi perfeitamente, o olhei profundamente e meu coração se aqueceu no momento em que o vi sorrir pra mim. Nunca negaria nada a ele.

 _ Claro Sasu kun. O que você quiser. –falei ainda abraçada a ele.

Ele soltando minha cintura segurou o meu rosto entre suas mãos e olhando fixamente em meus olhos pediu:

_ Prometa que vai me amar pra sempre!

Meu coração se quebrou em milhares de pedaços.

Por que essa sensação de que ele está se despedindo de mim? Por que tanta tristeza nos olhos dele? Ou são os meus que estão tão tristes que veem tudo assim desmoronando?

Não consegui conter o bolo que se formou em minha garganta e as lágrimas caíram grossas de meus olhos deixando um rastro pelo meu rosto.

_ E como eu poderia deixar de te amar Sasuke? –perguntei já aflita com aquele pedido.

_ Só prometa pequena. –ele já não me olhava mais. Seus olhos estavam fechados e ele colou sua testa na minha.

Tirei as mãos de seu pescoço e segurando seu rosto falei entre lágrimas:

_ Sasuke olhe pra mim. –ele não o fez. _ Sasuke, por favor, olhe pra mim.

Quando ele abriu os olhos senti tanta melancolia que meu choro se intensificou, os ombros dele estava baixos e ele exalou o ar como se estivesse extremamente cansado, tive medo.

_ Eu prometo meu amor. Sasuke, eu nunca poderei deixar de amar você. Você é o amor da minha vida inteira esqueceu? Sorri ainda que não conseguisse conter minhas lágrimas.

Ele sorriu, um sorriso lindo. O sorriso mais lindo que eu já vi na minha vida, é assim que todos os sorrisos dele parecem aos meus olhos. A cada novo sorriso que ele direciona a mim eu o acho o mais lindo do mundo. Ele definitivamente é o amor da minha vida.

_ Pequena.

_ Oi meu amor. –respondi ainda segurando o seu rosto admirando seus belos olhos.

Ele me olhou com tanta profundidade que me vi submergindo novamente naqueles belos olhos ônix, no olhar que é tão escuro como a mais bela noite. Ele respirou fundo e depois de selar meus lábios com um beijo suave falou:

_ Hinata, você é o meu at last.

Como um rio.

Pra ele eu sou transparente como um rio.

Eu sou o seu rio.

Eu o vi pular, o vi mergulhar e agora tenho a certeza de que ele jamais ira emergir.

Eu encontrei o maior tesouro que eu poderia encontrar na vida. O Sasuke é o meu finalmente.

Eu o beijei com todo o meu amor e juntos fomos para o lugar mais profundo desse rio.

Então porque essa sensação de que nós estamos nadando em direções opostas?

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Existem regras que jamais devem ser quebradas ou o jogo pode ser cancelado.


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