História 2402: A Era Alfa - Capítulo 2


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Personagens Originais, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags 3racha, Abo!au, Bangchanglix, Chanchanglix, Changlix, Chanlix, Felixcentric, Hibrid!au, Hyunin, Hyunlix, Jeonglix!friendship, Jilix, Minlix, Minsung, Seungin, Sunglix
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Palavras 2.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Tenho alguns recadinhos para dar nas notas finais!


Boa leitura!

Capítulo 2 - Um


Costumam dizer que quando mudamos de cidade devemos começar uma nova vida. Contudo, sinto que minha família levou isso um pouco a sério demais ao mudar de país. Essa animação de recomeçar no país natal deles certamente não foi sentida por mim em nenhum momento, eu gosto da Austrália, do mar cheio de perigos na fauna marinha e ondas maravilhosas. Por isso, mudar para um centro urbano longe do litoral, como Seul, não era algo que me animava ou sequer estava nos meus planos.

As horas de viagem no avião só serviram para me deixar ainda mais frustrado com absolutamente tudo. Além do fato de eu ter sido obrigado a esconder minhas orelhas e minha cauda a pedido da companhia aérea — fato esse que se estendeu ao meu pai — afinal, híbridos sem donos são algo repulsivo.

A pior coisa, sem dúvidas, seria fazer amizades. Nunca fui bom com isso, sou muito na minha e meu pai ômega achou que facilitaria minha vida — amorosa inclusive — ao me colocar em um colégio só para garotos. Posteriormente eu descobri que foi um dos poucos colégios que não encrencou com o fato de eu ser um híbrido, e o que havia o melhor ensino entre o que me aceitaram como eu sou.

Então eu meio que me sentia indo para a selva, onde eu me tornava a presa não tão indefesa, afinal eu havia aprendido a lutar e bem, eu não era de apanhar quieto. E o lado bom de ser um felino, sem dúvida é a agilidade e a precisão nos ataques, apenas pare em algum momento para assistir vídeos de gatinhos batendo em algo e você vai perceber o que eu estou querendo dizer.

Ao menos, a casa nova já estava mobiliada, isso significa menos coisa para desempacotar e montar. O bairro parecia acolhedor, e com isso eu quero dizer, silencioso e não era longe da escola, talvez uns 20 minutos andando. A casa não era grande, apenas o suficiente para nós três. Não era uma questão de não ter dinheiro para algo luxuoso, é só que, levando em consideração que o meu pai ômega é médico e passa a maior parte no hospital, queríamos algo confortável e próximo ao hospital e ao colégio. E meu outro pai trabalha em casa como desenvolvedor de websites autônomo, não ganha muito, mas ele gosta do que faz e não é que como se o salário de médico fosse pouca coisa. Então sim, conforto era a prioridade dos meus pais, luxo nem sempre significa conforto. Queriam um lugar para eles chamarem de lar e não simplesmente uma casa de luxo, que provavelmente nos obrigaria a comprar um carro para chegarmos aos locais de trabalho e estudo.

Meu pai deixou o uniforme do meu novo colégio em cima da minha cama e eu só pude bufar frustrado. Não era feio, só era… sem graça. Uma calça social preta, digna de meu desgosto completo, uma camisa social branca e uma gravata, além do blazer azul petróleo com o símbolo da instituição. Totalmente sem graça. Ao menos eu poderia usar meus all-star livremente.

Desempacotei minhas roupas, em sua maioria camisas over sized extremamente confortáveis e algumas ainda de bandas, moletons, calças jeans com rasgos estilosos e correntes. Uma mistura de juventude com conforto e alguns toques de mendigos — me refiro aos meus pijamas principalmente. Organizei tudo por cor e estação, como um bom virginiano, dentro do meu armário e passei a ajeitar os meus sapatos — que não eram muitos, apenas um chinelo, um sapato social e uns três pares de tênis all-stars. A parte mais demorada, e que provavelmente levaria uma semana inteira, seria arrumar os meus objetos decorativos.

Vou listar outro ponto positivo da mudança, agora eu tinha uma cama de casal apenas para mim. Na Austrália eu dormia em uma cama de solteiro que já estava começando a ficar pequena para o tanto que eu gosto de rolar na cama enquanto durmo.

Depois de colar uns dois pôsteres de girl groups na parede, pude me dar por satisfeito e descer para me alimentar. Outro ponto super positivo da mudança: meu quarto é uma suíte. De acordo com o meu pai, é apenas para evitar que eu fique espalhando meus feromônios pela casa nos meus períodos férteis. Achei bem justo, na verdade, apesar de acreditar que eles estavam buscando mais coisas para fazer com que eu aceitasse melhor a mudança.

Um ponto negativo super importante: Eu não entendo quase nada de coreano, então provavelmente eu iria parecer um retardado na escola. Porém é aquele esquema, tem que passar vergonha nessa vida.

Devo ressaltar que meu pai ômega e meu pai híbrido dividem muito bem as tarefas da cozinha e que os dois tem mãos maravilhosas para cozinhar. Provavelmente, se eu não tivesse um metabolismo acelerado, eu seria um gordinho bem feliz pelo tanto que eu como. Novamente, aquela sensação de que meus pais estão tentando me agradar para eu não surtar com o novo ambiente. 

Primeiro dia no novo país: tranquilo e calmo.

 

No dia seguinte, eu já tive que me dirigir ao inferno — ops, eu quis dizer escola. Okay, Felix, tente encontrar coisas positivas no local. 

Pontos positivos: é perto de casa, tem uma cafeteria starbucks na frente — será que se eu fizer um coque e for tomar um café lá, eu encontro o amor da minha vida? Deu para sentir a ironia? — e tem alunos bonitos.

Sim, isso foi tudo o que eu notei assim que cheguei no local. Dois prédios, sendo um a parte administrativa e o outro as salas de aula e ginásio de natação. Segunda coisa que rapidamente notei sobre o colégio: eu estava fodido por conta das panelinhas infinitas e claro, todo colégio tem aquela panelinha especial. O grupinho que está no topo da hierarquia colegial, os populares.

Apesar do atual centro de atenções ser a minha pessoa com as orelhas felinas expostas, porque a cauda eu fui obrigado a prender dentro da calça — sendo extremamente incômodo, qual o problema dessas pessoas? Ah é, minha raça é o problema deles —, não era difícil notar qual era o grupinho de estudantes populares.

Em um canto, perto do prédio das salas de aula, o qual eu me dirigi após pegar meu horário e o número da minha sala no primeiro prédio, tinha um grupinho de oito alunos. Esse grupinho é dos populares, e sei disso pela maneira como os outros grupos olham para eles: ou querem derrubá-los, ou querem fazer parte dele. E eu? Eu só queria passar despercebido mesmo, mas falhei miseravelmente.

O grupinho era basicamente formado por alfas, tendo dois ou três ômegas — o cheiro dos alfas dificultava a minha percepção, o que me fez compreender que pelo menos um deles é um puro. Betas com gene ômega tem seus feromônios, mas são bem mais discretos normalmente e acabam passando despercebidos no meio de alfas e ômegas. Os betas humanos têm cheiros e alguns deles são bastante irritantes ao meu nariz, mas eles chamam de perfume.

Pude notar a repulsa no olhar de um deles e um misto de curiosidade com algo que não pude identificar, mas é parecido com pena, no olhar dos outros. O olhar de um deles, um loiro — que também não parecia ser coreano —, não trazia pena, nem repulsa, nem indiferença — como o do moreno ao seu lado —, trazia proteção. Não abaixei a cabeça para eles, nem para ninguém, o que causou bastante revolta no olhar da maioria, apenas segui para dentro do prédio em busca da minha sala.

Assim que encontrei a bendita, procurei por uma carteira ao fundo, onde eu passasse despercebido e me acomodei ali. Não demorou muito para que os outros alunos começassem a entrar já que o sinal do início das aulas logo tocaria, e quatro alunos do grupinho popular adentraram a sala.

Será que na vida passada eu mijei na cara de alguém para receber essa má sorte toda? Veja bem, dos quatro caras que entraram, um deles era o que estava me olhando com repulsa, o que me faz pensar que o mínimo que vou arranjar é encrenca, afinal se ele quiser vir de palhaçada e tentar me humilhar, a bosta será feita.

Ignorando totalmente o garoto ridículo que ao me notar na sala voltou a me olhar com nojinho, peguei meu celular e fiquei jogando sudoku. O que? É um ótimo jogo para quem está sem internet. Ao lado do ridículo, havia um garoto mais alto, também de cabelos castanhos e um sorriso bastante simpático. Um alfa, certeza. O tal alfa se sentou na carteira atrás de mim e eu tive que fazer um esforcinho para não caçar briga assim que escutei ele falando com um outro garoto, menor e de aparelho, sobre minhas orelhas. Meu coreano era ruim, porém o principal eu entendia.

— Acho que ele está incomodado, hyung. — O garoto falou. — Olha como a orelha dele está mexendo, tão fofinha.

Fofinha? Quê? 

— No mínimo, ele está prestando atenção na gente. Quer apostar quanto que Chris hyung vai querer adotar ele? — O alfa falou e eu revirei os olhos.

— Isso se Minho hyung não o fizer primeiro. — O quarto garoto, que havia se sentado na carteira ao lado da minha, murmurou. — Sabe como ele adora gatos.

Não sei quem são os caras, mas já digo que se vierem de graça para cima de mim eu vou descer o pé na cara deles. Fui tirado dos meus pensamentos de agressão pelo garoto ao meu lado.

— Oi, meu nome é Jisung. — Ele falou em coreano e primeiramente eu só entendi o Jisung. O olhei confuso e então ele deu uma risadinha e falou de novo, só que em inglês e devo dizer que fiquei muito agradecido.

— Oi. Sou Felix, obrigado por traduzir. — Fui bem educado mesmo, ou meu pai iria arrancar minhas orelhas depois.

— De onde você é? — O garoto do aparelho perguntou em coreano e Jisung traduziu para mim. — Seu sotaque é parecido com o do Chris hyung.

— Sou da Austrália. Sidney, para ser mais específico. — Respondi. Poxa o garotinho é fofo! Vou ter que me controlar para não morder ele.

— Felix, esses são Hyunjin, Jeongin e Seungmin. — Jisung apontou para o alfa, para o garoto do aparelho e para o ridículo, respectivamente. — Se precisar de ajuda com as matérias, peça ajuda para mim, porque eles não falam quase nada em inglês.

Ele riu dos amigos e eu o agradeci. Poxa, não é todo dia que as pessoas resolvem ser não escrotas com a minha raça, devo desconfiar?

As aulas se seguiram como uma completa incógnita para mim e se não fosse por Jisung, o ômega ao meu lado, eu teria ficado sem entender quase nada. Por alguma glória do destino, os professores não fizeram eu me apresentar na frente da turma, simplesmente ignoraram a minha presença e a minha dificuldade. Devo dizer “Amém, Han Jisung”? Amém, Han Jisung, o salvador da minha pátria.

O sinal para o intervalo tocou e os meninos me arrastaram para o refeitório com eles, o que obviamente chamou mais atenção do que eu gostaria. E quando me dei conta, eu estava sentado na mesa dos populares, com as bochechas quentes pela vergonha de ter alguém que tenha que ficar traduzindo boa parte da conversa para mim. Os outros quatro garotos do grupinho eram de outra turma, o chamado quarto ano.

Uma rápida explicação sobre isso: o ensino médio, ou colegial, havia se ganhado mais um ano por conta do desenvolvimento da ciência e como era muita coisa para as pessoas aprenderem em três anos, os governos resolveram redistribuir em quatro anos. Ou seja, um ano a mais de presídio tendo que estudar coisas que provavelmente você não gosta e não tem a menor vontade de aprender, porque sabe que não vai usar na sua vida.

Entre os garotos do quarto ano que se juntaram a nós na mesa, estavam um que parecia um urso — que se apresentou como Woojin —, o moreno todo dark indiferente/eu sou as trevas — chamado Changbin —, um garoto loiro escuro que adora gatos, segundo Jisung, — o tal Minho que iria me adotar e que por um momento eu pensei se chamar Min vadia (hoe), por conta dos sotaques. E por último, mas não menos importante e arrepiador de pelos, o loiro com o olhar protetor, Christopher Bang, ou Bang Chan, ou o alfa puro, também australiano e por ironia do destino: de Sidney. Tantos anos morando na mesma cidade e onde fomos nos conhecer? Pois é, no mais improvável. 

— Ele não é fofinho, hyungs? — Jisung falou para os recém chegados à mesa. — Precisam ver quando ele começa a prestar atenção em outras coisas e as orelhinhas ficam se mexendo. Da vontade de morder.

— Vai assustar o garoto, Sungie. — O cara que parece um urso falou. — Mas eu imagino que seja fofinho mesmo.

— Ele ta todo envergonhadinho, Oh my God, que fofo! — O mais novo na mesa comentou, vindo apertar minha bochecha. Pude notar o alfa puro e o loiro apaixonado por gatos sorrirem com a atitude do mais novo.

— Fofo enquanto não abre a boca… — O nojentinho disse. Já peguei ranço desse guri.

— Ai ele vira sexy. — Jisung comentou, dramatizando e brincando. — Meus hormônios viraram uma loucura com a voz dele.

— Até eu me senti afetado. — O alfa da minha sala entrou na brincadeira. Pelo menos eu acho que eles estão brincando.

— Felix hyung é pura enganação, carinha de bebê e voz de locutor de rádio. — O mais novo falou, pude notar que esse trio de comentário criou uma certa curiosidade nos mais velhos, o que me fez revirar os olhos.

— Vocês são terríveis. — Murmurei, fazendo o trio rir, ainda mais com a cara de espanto dos mais velhos. — O que?

Os quatro mais velhos estavam de queixo caído e olhos arregalados, parecia cena de desenho e provavelmente foi a primeira expressão que vi do tal alfa das trevas. 

— Eu fui tapeado. — Minho murmurou. — Channie hyung, eu fui tapeado por uma criança felina fofa. Ele é um pornô ambulante com sotaque australiano, Channie! O que tem na água da Austrália?

— Eu não sei que água que ele bebeu lá, mas não foi a mesma que a minha. — O Bang disse, ainda em choque. — A minha voz não consegue ser profunda assim, então me recuso a pensar que foi algo na água. — Ele entrou na brincadeira do outro loiro.

— O nome disso é genética e hormônios. — Resmunguei, me sentindo envergonhado pela atenção, mesmo que fosse positiva de certa forma.

— Ei, Felix, não se assuste conosco, okay? Somos todos retardados, então brincamos bastante. — O mais velho, Woojin, disse em inglês, sorrindo de forma paterna.

— Isso, não fique acanhado e sinta-se em casa conosco. — O australiano mais velho disse, também sorrindo e juro, eu sentia vontade de socar a cara dele toda vez que via aquele sorriso. Pensa num sorriso que faz com que você se sinta seduzido e acolhido ao mesmo tempo. Christopher Bang é a própria armadilha em pessoa. Nota mental: Não cair nos encantos do alfa puro de sorriso bonito.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Esse era o último capítulo que eu ja tinha deixado escrito, então provavelmente as próximas atualizações vão demorar mais, portanto, não desistam de mim!
Eu demoro para atualizar e quem me conhece e está no grupo dos coelhinhos no whats sabe que minha saúde não é la essas coisas e por isso ocorre esses períodos de "silêncio" da minha pessoa. Espero que me perdoem pelos períodos longos sem postar nada e não desistam de mim!

Então era isso, até o próximo capítulo!


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