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História 2402: A Era Alfa - Capítulo 54


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!
Finalmente eu voltei!
Eu tenho um recadinho importante para dar sobre as atualizações de A Era Alfa. Bem, tava conversando com o pessoal do grupo e eu decidi, em conjunto, que as atualizações dessa fic vão ser quinzenais, para que eu possa dar atenção a outras histórias como Don't Leave, projetos e outros plots que tenho guardado (pretendo tirá-los do porão de plots).
Bom, sobre esse capítulo, espero segurem as emoções, pois o final do segundo arco está se aproximando e com isso, a dinâmica vai mudando de novo. Eu juro que o sofrimento acaba hahahaha

Boa leitura!

Capítulo 54 - Quarenta e Um


Okay, respira, inspira e não pira.

Chan ainda está estranho comigo e eu não faço a menor ideia de que merda eu fiz dessa vez. Estou jogado nos braços do Binnie na minha cama, vendo um desenho qualquer na netflix, e está difícil manter a concentração em meus pensamentos com o mais velho me fazendo cafuné. Ronronava baixinho conforme os dedos massageavam meu couro cabeludo. Droga, eles sabem como me desmontar todinho.

Faziam três dias que eu tinha conversado com o Jisung sobre a nossa situação e eu ainda não tomei vergonha na minha cara de ir falar com o Minho hyung. E sim, eu tenho consciência de que quanto mais eu enrolo, pior fica, mas eu… é complicado.

Nossa relação sempre foi tão intensa e límpida, por isso acabei ficando mais magoado com ele quando tudo aconteceu. Ele me escondia coisas e não dava nem sinal de que iria contar, mesmo que agora eu entenda que ele não tinha a menor direito de me dizer nada. Ainda dói um pouco lembrar disso.

— Está pensando demais, bebê. Daqui a pouco você frita seus últimos neurônios. — o alfa brincou e eu ri baixinho, deixando um tapa leve em sua barriga.

— Palhaço.

— No que está pensando? — o tom em sua voz era leve, demonstrando que estava apenas curioso.

— Qual a probabilidade do Minho hyung me deitar na porrada caso eu tente conversar com ele? — questionei inseguro, me encolhendo um pouco.

O Seo riu baixinho, parecendo um pouco incrédulo com a minha pergunta.

— Te dou cem por cento de chances dele fazer isso, porque claramente é a cara dele sair no soco com alguém. Ainda mais com você. — ele deixou um beijinho no topo da minha cabeça depois de usar o tom debochado. — Se fosse comigo ou com o Seungminie, eu até entendia, mas com você, bebê? Mais fácil ele bater no Jeongin.

— Ele jamais bateria no Innie. — rebati e ele sorriu largo.

— Então você tem sua resposta.

Me senti mais calmo com isso, afinal, nunca havia visto Minho perder as estribeiras a ponto de sair no soco com alguém. Suspirei audivelmente, fechando os olhos.

— Não pense muito nisso. Amanhã, se quiser, eu posso te levar até a casa dele e então deixar vocês dois conversando. — o alfa sugeriu e eu sorri, sabendo que iria passar a manhã toda agitado e ansioso para esse momento. — Aproveito e levo o Jisung comigo para casa de um certo alfa.

Meu sorriso morreu e eu suspirei novamente.

— Ainda tem isso. Channie está me evitando e eu não faço ideia do motivo. — resmunguei, num misto de irritação e preocupação. Eu havia feito algo que o afastou?

 

Assim como eu tinha previsto, trabalhar naquele sábado havia sido um saco. As horas pareciam não passar e eu estava a ponto de começar a roer minhas  unhas enquanto atendia os clientes. Jaebum hyung havia me pedido para ficar um pouco mais hoje, pois iria começar a me ensinar a preparar os cafés e eu fiquei muito honrado e animado, já que o mais velho preferia fazer tudo sozinho na cozinha, algo como ser parte de seu ritual, então para ele estar começando a compartilhar comigo, tem um grande significado. O Im é bastante calmo e tem muita paciência, além de ter essa aura meio paizão quando está lidando comigo, me passando segurança.

E quando eu achava nada podia me deixar nervoso novamente, o sininho da porta tocou, indicando que alguém havia chego fora de horário e Jaebum indicou que eu fosse atender, pois devia ser um dos meninos. E bem, eu não achava que eu iria me acostumar com aquele cliente em específico, já que ele não vinha com frequência. O ômega agora estava com os fios vermelhos, e sorria animado.

— Ei Felix! Vai encontrar o Chan depois, certo? — eu abri a boca para responder, bem a contra gosto, mas ele nem ao menos me deixou responder. — Pode entregar uma coisa por mim?

Então ele estendeu um envelope e eu segurei incerto se deveria realmente fazer o que foi pedido.

— E eu vou querer que entregue junto um pedacinho dessa torta. — ele apontou para o penúltimo pedaço da torta de morango. — Eu sei que ele não tem o hábito de se alimentar direito quando está ansioso e logo começam as provas para as bolsas da faculdade.

— Mais alguma coisa, senhor? — perguntei mecanicamente, notando Jaebum encostar na porta da cozinha e ficar nos olhando.

— Só isso, obrigado! — segurei a vontade de suspirar ou demonstrar ciúmes, apenas informando o quanto o mais velho deveria pagar. — Aliás, Beom hyung, vou passar na sua casa mais tarde para perturbar o Mark hyung.

— Isso, estraga a minha transa de fim de semana! — o mais velho resmungou em um tom divertido e Bambam riu alto, se despedindo de nós assim que eu lhe entreguei o troco. Assim que a porta foi fechada e ele saiu da cafeteria, me permiti suspirar. — Problemas no paraíso?

— Alguns… Mas eu supero.

— Qualquer coisa, eu tenho certeza que meus maridos não vão se incomodar de lhe dar um abrigo e bastante carinho. — ele bagunçou meu cabelo e eu sorri com o carinho.

— Mark hyung parece apegado.

— Ele praticamente te adotou, você não tem ideia do ciúmes que ele tem de saber que você passa mais tempo comigo do que com ele. — o Im comentou num tom misto entre indignado e brincalhão. — É sério, Lix, pode nos chamar se precisar de ajuda.

— Obrigado hyung!

Mark sempre vinha buscar o marido no trabalho e com isso acabamos passando algum tempo juntos, jogando conversa fora enquanto eu espero um dos meninos vir me buscar e quando nenhum deles podia, eles me levavam para casa. E apesar de ainda não serem casados, eles criaram o hábito de se referirem uns aos outros como maridos, já que é uma realidade bem próxima. Eu gosto deles, da maneira como eles interagem. Me pergunto se eu e os meninos vamos ser assim no futuro.

Não demorou muito para que Changbin aparecesse, sorrindo largo ao me ver e Jaebum deixou um beijinho em minha testa, antes de me liberar.

— Boa sorte com os namoradinhos! E sobre o Bambam… não leva a sério, okay? Ele não faz na maldade, tenha certeza. — assenti, retirando meu avental e entrelaçando meus dedos com os do Seo. A sacola com o pedaço da torta e a carta pareciam pesar uma tonelada em minha outra mão.

Não falamos nada o caminho todo, mesmo que Changbin fizesse carinho em minha mão, eu me sentia nervoso a cada passo em direção a casa dos Minsung. Foi Jisung quem abriu a porta, sorrindo largo para nós e me abraçando, alegando que o alfa já havia passado muito tempo comigo e que era a vez dele.

Olhei para o Binnie e suspirei, estendendo a sacola para si, notando seu olhar confuso ao pegar. Me sentei no sofá, ao lado do Han e me aconcheguei em seus braços.

— Bambam pediu para entregar para o Channie… — fui interrompido pelo som de algo caindo na cozinha, olhamos na direção do som e Minho estava abaixando, recolhendo o pacote de biscoitos que havia derrubado, parecia atordoado. Ele se aproximou assim que levantou e deixou o pacote em cima de mesa de centro.

— Merda! — ele passou a mão pelo cabelo, um tanto nervoso e pegou o celular, digitando nervoso. — Vocês não vão ficar lá sozinhos com o Chan e isso ai. Yugy vai encontrar vocês lá e eu vou depois.

— Hyung… — Changbin chamou preocupado e Minho o olhou.

— Eu não posso contar. É algo dele e essa decisão tem que partir dele…

— Talvez seja algo que ele precise. — eu me meti na conversa, sentindo o carinho de Jisung me dar coragem. — Para conseguir deixar o passado para trás, sabe? Talvez os dois estejam precisando disso.

— Engraçado isso vir de você. — a voz do meio alfa soou debochada, ácido. Ele não me olhou nos olhos e estava, claramente, evitando o fazer.

— Minho! — Jisung e Changbin disseram em uníssono, chamando a atenção dele e eu suspirei. Eu mereci, afinal. O clima ficou pesado e eu olhei para Jisung, deixando um selinho em seus lábios, que entendeu o meu pedido silêncioso.

— Nós estamos indo então! Por favor, sejam bonzinhos e se entendam! — o ômega de cabelos azuis se levantou, deixando um selinho nos lábios do namorado e se jogou em Changbin. — Vamos lá dar uma força para o hyung, mesmo que a gente não sabia bem o que ta rolando. Qualquer coisa, Felix, me liga e eu venho puxar a orelha do Lino hyung.

— Ei, você é meu namorado! — Minho protestou num tom mais calmo e Jisung mostrou a língua para ele, que respondeu com um revirar de olhos. — Vou me lembrar disso mais tarde, quando vier me abraçando querendo dormir de conchinha, senhor Han!

O alfa moreno fez com que Jisung o soltasse e então veio até mim, apenas para deixar um selinho em meus lábios antes de ser puxado pelo ômega para irem logo.

— Não façam nada que eu não faria! — O Seo gritou antes da porta ser fechada, deixando-me sozinho com Minho e nossos problemas.

Tinha a leve sensação de que seria uma longa e cansativa conversa, sem saber se realmente daria certo no final, por conta do clima extremamente tenso que se estabeleceu. Nós dois sentados no sofá, um de frente para o outro e o olhar dele me deixando nervoso por conta da mágoa presente, além do sorriso falso e debochado.

 

Nota mental: Por favor, não me odeie ainda… eu preciso dizer que te amo e que me arrependo.


Notas Finais


E ai, esperam isso do Minho? O que tem na cartinha do Bambam? Será que vai dar tudo certo nessa conversa?
Comentem, deixem estrelinhas, compartilhem com os amiguinhos.
Link do chat: https://chat.whatsapp.com/Etsjh3NGguFAiiAPPsRjEw ou https://discord.gg/qpEHbw
Até mais, lavem as mãos, bebam água e...

Sintam o meu carinho por vocês em seus corações!
Titia Bunny


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