História 2435 - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Alice, Aventura, Chapeleiro Louco, Futuro, Harry Potter, O Mágico De Oz, Viagem No Tempo
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Palavras 3.749
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Magia, Sci-Fi
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


ATENÇÃO: Nem todos os personagens e lugares desta fic são de minha autoria, por exemplo: Harry Potter, Hagrid, Hogwarts.

Capítulo 1 - Relato n 3 - Capítulo Único


Audio-diário de Mariana - relato n° 3:

Ano: 2435

Já fazia mais de cinco horas que eu tinha desembarcado da máquina do tempo e Lucas estava me acompanhando.

Lucas: melhor irmos rápido, senão não dá tempo!

Ele chama um carro. Um carro flutuante sem rodas aparece e entramos nele.

Mariana: que maneiro! Um carro voador!

Lucas: é, na verdade não é bem um carro voador, é um carro flutuante movido à energia solar. Sistema, destino: Alameda Torres 4445522

Carro: destino: Alameda Torres 4445522. Não esqueçam de colocar os cintos de segurança.

Após colocarmos os cintos de segurança, o carro começa a andar.

Mariana: Espera aí, deixa eu ver se eu entendi: quer dizer então que ninguém tirará carta de motorista em 2435?

Lucas: não, você apenas chama um carro, escolhe o destino e já era.

Mariana: mas sei lá, não tem perigo de dar alguma falha ou algo assim?

Lucas: depois que ouve a guerra dos robôs, as empresas de tecnologia começaram a atulizar cada vez mais a IA. Hoje em dia, é muito raro você ver um robô espancando ou matando alguém.

Mariana: como assim?

Lucas: quando começaram a vender robôs humanóides super realistas, a ideia inicial era a de que eles servissem os seres humanos. Algum tempo depois, ainda na época do governo, vieram com uma lei em que dizia que os robôs não deveriam somente servir os seres humanos, como também deveriam ter os mesmos direitos dos seres humanos e adivinha o que aconteceu?

Marina: ...

Lucas: abuso de poder e liberdade por parte dos robôs. Os robôs começaram a matar, torturar e maltratar os seres humanos. Não sabiam diferenciar o certo do errado. Então houve a guerra nacional dos robôs. O exército foi acionado para conter toda a ameaça de robôs. Conclusão: os seres humanos ganharam a guerra e as empresas de tecnologia começaram a aperfeiçoar a IA. Hoje, temos robôs tão humanos, que você já não consegue mais diferenciar um robô e um humano normal. Ainda na época do governo, após a guerra dos robôs, surgiu uma lei em que dizia que as empresas de tecnologia deveriam fabricar robôs com a mesma força que os humanos, pois antes, eles eram mais fortes. Os humanos quase perderam a guerra por eles serem mais velozes, mais indestrutíveis e mais fortes. Mas hoje, temos robôs que estudam, trabalham e convivem pacificamente lado a lado com nós humanos.

Mariana: você diz "na época do governo". O que isso quer dizer?

Lucas: não existe mais governo. O último tipo de governo que nós tivemos foi uma monarquia parlamentarista. Um sistema que quase deu certo. Mas depois de um tempo, abolimos o governo.

Mariana: mas... como vocês vivem então? Como que o país irá desenvolver sem um governo?

Lucas: cada um se vira por si mesmo. Cada pessoa inventa aquilo que pode facilitar a sua vida e a dos outros de alguma maneira. Inclusive, existe aqui na cidade uma feira de invenções, onde são selecionadas as melhores invenções. Na última edição do evento, o ganhador foi um cara que inventou o computer-clock. Uma mistura de computador com relógio de pulso. Ele ganhou 100.000 reais em dogecoins.

Mariana: dogecoins?

Lucas: sim, nós não utilizamos mais papel como moeda.

Mariana: dinheiro físico já era?

Lucas: uhum, exatamente. Ah chegamos.

Carro: obrigado por viajar com a gente. A Tech-Car agradece o seu passeio.

Mariana: O que é Tech-Car?

Lucas: a empresa que fabrica esses carros. Vamos?

Portão da casa: por favor, reconhecimento de voz

Lucas: Lucas

O portão da casa se abre e entramos na casa dele.

Lucas: fique à vontade.

Olho para todos os cantos.

Mariana: Mas que casa curiosa...

Lucas: é uma casa inteligente... sabe como ela foi fabricada?

Mariana: fabricada?

Lucas: com impressora 3D

Mariana: Uau! Isso é incrível! Mas isso não tira o emprego dos pedreiros?

Lucas: pedreiro é uma profissão que existiu até o início do século XXII. Após as construtoras aderirem à impressora 3D como meio de construir casas, os pedreiros deixaram de existir. É claro que ouve protestos, manifestações e etc. Mas de nada adiantou. Mas ainda assim, tem o cara que manuseia a impressora. O impressor de imóveis.

Mariana: que nome engraçado para uma profissão.

Lucas: computador...

Uma tela aparece no ar acima de uma mesinha da sala. Como se fosse um holograma.

Lucas: últimas notícias sobre máquina do tempo.

Computador: procurando últimas notícias sobre máquina do tempo... calculando notícias das últimas 24 horas...

Mariana: não existe mais computador físico?

Lucas: não existe mais nenhuma tela física. Tudo o que fazemos são através de telas de hologramas.

Mariana: maneiro!

Computador: 244 resultados sobre máquina do tempo nas últimas 24 horas

Lucas mexe na tela do computador tentando procurar alguma notícia em específico

Mariana: não tem TV na sua casa?

Lucas: pararam de fabricar TVs há 80 anos atrás

Mariana: quer dizer que ninguém mais usa TV?

Lucas: quem precisa de TV quando se tem internet?

Mariana: você tem carro?

Lucas: ninguém tem carro. O único transporte que utilizamos são os carros flutuantes movidos a energia solar.

Mariana: caraca!

Lucas: aqui, essa notícia que encontrei está dizendo que a máquina do tempo está no laboratório científico da cidade. Bem, então já sabemos onde ela está. Mas antes de irmos para lá, eu quero que você conheça um pouco da cidade

Alguns minutos depois, estávamos caminhando pelo centro da cidade.

Mariana: por que a maioria das pessoas andam fantasiadas? E por que tem homens usando vestidos?

Lucas: Nos anos 10 do século XXI, começou uma forte influência do movimento LGBT no mundo. Os LGBT's, mulheres, negros e várias outras minorias conseguiram conquistar seu espaço na sociedade. Depois de um tempo, houve uma certa busca do "seja você mesmo". As pessoas começaram a se questionar sobre os padrões de beleza, de sistemas, de comportamentos, de gêneros, etc. Houve muitos questionamentos sobre a loucura e a normalidade. Quem é normal neste mundo? O que é normal neste mundo? O que é a anormalidade e a normalidade? Compreende?

Mariana: sim.

Lucas: as pessoas começaram a pensar: "bem, eu posso ser o que eu quiser ser, desde que eu não prejudique os outros". Essa foi a conclusão que todos chegaram. Não importa se está ridículo ou não. Se está feio ou bonito. Você precisa se sentir bem sendo aquilo que você quiser ser. Com grande influência dos movimentos transexuais, drag queens e crossdressers, houve uma outra questão: Um homem pode se tornar mulher e uma mulher pode se tornar homem. Uma pessoa pode trocar de nacionalidade e conseguir cidadania em outro país. Então por que eu não posso ser, por exemplo, uma outra pessoa? Um personagem? É por isso que você vê por aí tantas pessoas fantasiadas. Por um tempo, a psicologia tratou isso como se fosse um diagnóstico. Mas isso, nada mais é, do que as pessoas sendo elas mesmas.

Mariana: eu não entendo. Como elas podem ser elas mesmas, se transformando em outros personagens?

Lucas: as pessoas são mais elas mesmas sendo aquilo que elas querem ser. É assim que eu penso. Mas isso não pode chegar ao ponto de prejudicar o seu próximo. Essa foi a conclusão a que todos chegaram. Tudo isso não foi somente influência dos movimentos trans, mas também, os cosplayers foram de grande influência.

Um homem fantasiado de Chapeleiro Louco anda do outro lado da rua e chama Lucas.

Chapeleiro Louco: Ae Lucão! Belesma?! Vem pra nossa festa do chá hoje?

Lucas: ah sim, eu adoraria! Mas hoje ando meio ocupado.

Chapeleiro Louco: Pô mas justo hoje que é o seu desaniversário?! Tira uma folga vai.

Lucas: hoje é mesmo, mas infelizmente tenho que trabalhar

Chapeleiro Louco: beleza então, se mudar de ideia é só dar um toque ok?

Lucas: beleza...

Chapeleiro: falou Lucão!

Lucas: falou!

Mariana: hahahaha que daora!

Lucas: sim. Todas essas coisas se devem também por causa da tentativa do ser humano, principalmente das gerações do final do século XX pra frente, tentarem trazer a fantasia para o mundo real. Veja por exemplo, os cosplayers, ou algumas invenções bem antigas, como o óculos rift, o cinema 3D e 4D, os videogames, a criação de artistas animados como Hatsune Miku e Gorillaz. Tudo isso é uma tentativa de trazer o irreal para o real. Eu não fui dessa época, porém já ouvi falar de um jogo que deve ser do seu tempo. O Pokémon Go.

Mariana: ah sim! Lá em 2018 tem algumas pessoas que ainda jogam.

Lucas: sim. Pokémon Go é um exemplo da tentativa de o ser humano misturar a fantasia com a realidade. Na época, chamavam de realidade aumentada

Mariana: sim, chamamos.

Lucas: então. Eu acho que agora em 2435, estamos mais próximos disso. Olhe para todas essas pessoas fantasiadas. Parecem que os personagens de games, livros e filmes pularam para fora de seus mundos para viverem aqui, no meu mundo, no seu mundo, no nosso mundo. Isso é muito legal! Quer ver uma coisa mais legal ainda? Olhe lá!

Lucas aponta para atrás de mim. Eu me viro e vejo o Coiote correndo atrás do Papa-Léguas.

Mariana: como isso é possível?!

Lucas: desenhos animados na vida real. Hologramas. Quer ver outra coisa? Carro!

Um carro chega e entramos nele.

Lucas: destino: campos da fantasia

Carro: destino: campos da fantasia. Não esqueçam de colocar os cintos de segurança.

Colocamos o cintos de segurança e o carro começa a andar

Mariana: Campos da fantasia?

Lucas: você vai ver.

Mariana: se não existe governo, vocês não pagam impostos?

Lucas: não

Mariana: mas sem governo a violência não aumenta?

Lucas: Há várias coisas que se tornaram primitivas e irracionais. Por exemplo, matar, roubar, torturar e pagar impostos.

Mariana: não existe mais violência?

Lucas: depois de tanto tempo na primitividade, após a abolição do governo, houve um grande avanço na nossa educação. As escolas passaram a ter mais matérias: ética e moral, empreendedorismo, música, programação e informática. Os professores já não ensinam mais. Eles apenas mostram o caminho, orientam o aluno. Digamos que a função do professor hoje é fazer com que o aluno tenha vontade de aprender e de buscar conhecimento por si mesmo. Há várias coisas que influenciaram na melhora do comportamento das pessoas. Uma delas foi a entrada da matéria de ética e moral nas escolas. Outra coisa, foi a mudança da frequência padrão das músicas.

Mariana: como assim?

Lucas: até 2190, o padrão musical era de 440 Hz. Pesquisadores e cientistas descobriram que a frequência 432 Hz causava uma mudança de comportamento nas pessoas. Deixavam elas menos agressivas. Inclusive, a depressão não existe mais devido a esta nova frequencia. Os chineses já sabiam a influência das frequências musicais na sociedade há milhares de anos atrás.

Mariana: hm... interessante. E vocês já conseguiram trazer alguma espécie extinta de volta a vida?

Lucas: há muito tempo atrás tentaram fazer isso, mas cientistas e políticos da época decidiram que era melhor não. Dinossauros hoje em dia seriam um problema.

Mariana: não precisa ser necessariamente dinossauros

Lucas: falando em dinossauro, olha aí...

Um T-Rex vem correndo na nossa direção, pula por cima do nosso carro e continua correndo

Mariana: Uau!

Lucas: holograma

Mariana: vocês já descobriram a cura para o câncer?

Lucas: na verdade, um monte de gente já descobriu na sua época mesmo. Mas ainda não era algo comum. Só em 2312, durante o início do governo monárquico é que realmente a cura do câncer foi distribuída ao público de forma geral.

Mariana: Então vocês tem a cura do câncer?

Lucas: sim

Mariana: ouve contato com extraterrestres?

Lucas: sim, tivemos contatos diretos várias vezes com pleiadianos. Recentemente tivemos contatos com grays também.

Mariana: mas eles não são maus?

Lucas: existem raças boas e ruins. Os pleiadianos aparentam ser bons. Alguns grays são bons também, mas eles vem sempre à Terra para fazerem pesquisas e essas coisas.

Mariana: entendi

Carro: obrigado por viajar com a gente. A Tech-Car agradece o seu passeio.

Lucas: vamos?

Descemos do carro e entramos num lugar bem arborizado

Lucas: Temos 10 metros de trilha até chegarmos nos campos abertos

Mariana: 10 metros de trilha? Minha perna não vai aguentar...

Lucas: não se preocupe, chegaremos rapidinho.

Mariana: por que alguns homens usam vestido? Também vi homens usando baby-looks. Por quê?

Lucas: ora e por que não usar? Esse pensamento de que homem deve usar roupa de homem e mulher deve usar roupa de mulher é um pensamento arcaico e primitivo de pessoas da sua época.

Mariana: se existem várias pessoas que se tornaram personagens de universos fictícios, então significa que super heróis passaram a existir?

Lucas: sim, mas como o mundo foi ficando cada vez menos violento, eles não atuam muito. O que vemos hoje em dia, são mais encenações de crimes do que crimes de verdade.

Mariana: como assim?

Lucas: se existem pessoas que viraram super heróis, também existem aquelas que viraram super vilões. Os super vilões encenam que cometem crimes, seus capangas encenam que roubam bancos e os super heróis encenam que combatem o crime.

Mariana: pra que isso?

Lucas: as pessoas fazem isso mais por diversão mesmo. Como um passatempo ou hobbie.

Mariana: legal, bacana. Mas como eles podem ser super? Digo, tem alguns que tem poderes?

Lucas: graças a tecnologia que temos hoje, é possível existir os super. Tem um cara na cidade que se tornou o Homem-Aranha sabia? Ele inventou um fluído de teia e saiu se pendurando por aí. É claro que não é teia de verdade, mas é um material bem resistente.

Mariana: que massa!

Lucas: massa?

Mariana: é uma gíria de 2018

Lucas: ah sim.

Mariana: significa: legal, maneiro, bacana. Tipo isso.

Lucas: aqui falamos bolsada

Mariana: bolsada?

Lucas: sim, significa a mesma coisa. Quando achamos algo muito legal, falamos: puta bolsada!

Mariana: hahahahaha, em 2018 isso significa alguém que levou uma bolsada na cabeça.

Lucas: hahahahaha, entendo

Mariana: Tem algum super herói que voa?

Lucas: sim, muitos deles usam mochila a jato.

Mariana: sério?

Lucas: sim

Mariana: mas mochilas a jato existem em 2018. Eu achei que fosse uma tecnologia mais avançada.

Lucas: e em 2018 as mochilas a jato são vendidas na maioria das lojas?

Mariana: não

Lucas: então...

Mariana: eu queria viver aqui... parece ser uma época perfeita.

Lucas: nem tudo é perfeito...

Mariana: não?

Lucas: não

Mariana: tipo, o que não é perfeito?

Lucas: ainda não encontrei minha alma gêmea.

Mariana: ah, mas um dia você encontra, não se preocupe

Depois de andarmos por mais alguns minutos, finalmente chegamos a um enorme campo aberto cercado de floresta ao seu redor

Lucas: é aqui. Muitas pessoas vem a este lugar para viverem as experiências mais fantásticas de suas vidas.

Mariana: Como?

Lucas: Bem, hoje está vazio, mas normalmente este lugar enche de gente

Lucas tira do bolso um pequeno aparelho que parece um controle remoto cheio de botões. Ele digita algo no controle e de repente, todo o lugar se transforma em Oz. Estamos na trilha de tijolos amarelos e ao longe, dá para ver a Cidade das Esmeraldas. Olho para todos os lados, surpresa com tudo o que vejo.

Mariana: Isso é maravilhoso!

Me viro para a direção da Cidade das Esmeraldas e começo a correr até ela.

Lucas: Ei Mari, espere!

Ignoro Lucas e continuo a correr

Lucas: Mari! Mariana! Vá com calma! Droga...

Lucas começa a correr atrás de mim. Quando estou quase me aproximando da Cidade das Esmeraldas, eu bato a cabeça numa parede invisível no meio do caminho e caio desmaiada. Lucas se aproxima de mim e tenta falar comigo, porém, não escuto sua voz direito

Lucas: Mariana! Mariana! Você está bem?

Eu acordo minutos depois e percebo que estou sentada encostada numa árvore. Olho para o lado e levo um susto ao ver Lucas

Lucas: ei, calma, calma. Sou eu.

Olho em volta e percebo que estamos no mesmo campo aberto de antes.

Mariana: o que aconteceu com Oz?

Lucas: você bateu a cabeça numa árvore e acabou desmaiando

Mariana: como? Eu estava andando pela estrada de tijolos amarelos e não tinha nenhuma árvore na minha frente.

Lucas: é um tipo de holograma que disfarça todo o ambiente em que você está. Você escolhe para onde você quer ir e este aparelhinho te leva até lá.

Ele me mostra o aparelhinho que parece um pequeno controle remoto com uma telinha.

Mariana: o que é isso?

Lucas: se chama Fantastic 4.

Mariana: em 2018, isso é nome de uma equipe de super heróis.

Lucas: sim eu sei. Mas é que já lançaram o Fantastic 1, 2, 3 e no ano passado lançaram o 4.

Mariana: entendi

Lucas: então, digamos que ele te leve para outro lugar, seja um mundo fictício ou não. Na versão 1 tinha mais de 200 lugares para você ir. No 2 tinha 500, no 3 tinha 800 e agora no 4 tem mais de 1000 lugares e ainda tem a opção de qualquer um poder fazer o seu próprio lugar.

Mariana: que maneiro! Mas ainda não entendi, como eu bati a cabeça numa árvore se não tinha nada na minha frente?

Lucas: então, o fantastic 4 funciona assim: você escolhe o lugar para onde você quer ir e o holograma projeta. Porém você não sai do espaço real da onde você está. É como se fosse uma ilusão. E é uma ilusão. Mas a intenção é parecer real. É por isso que muitas pessoas vem para cá. Pois este campo é gigantesco e espaçoso e se as pessoas fizessem isso no quarto delas, é bem provável que bateriam a cabeça na parede. As vezes tem até um fiscal aqui para regular o número de pessoas que vem para cá, para ninguém trombar um no outro e dar problema.

Mariana: legal! Muito bacana! Gostei!

Lucas: gostaria de experimentar de novo?

Mariana: Claro!

Lucas: para onde você quer ir?

Mariana: Tem como ir para Hogwarts?

Lucas: claro, é pra já!

Lucas digita Hogwarts no Fantastic 4 e aperta um botãozinho verde. De repente todo o ambiente se transforma em Hogwarts e vejo vários bruxos estudantes andando para todos os lados.

Mariana: isso... isso é incrível! Será que tem como falar com o Harry?

Lucas: sim, tem como invocar personagens

Lucas digita Harry Potter no Fantastic 4 e e Harry aparece na minha frente.

Harry: Olá, seja bem-vinda à Hogwarts!

Mariana: bem-vinda?

Lucas: ele reconheceu que você é menina.

Mariana: que daora! Tem como eu pegar coisas? Tatear coisas?

Lucas: sim, só precisamos de uma coisinha.

Lucas tira do bolso dois trequinhos pretos em formato de pipa e cola-os nas costas das minhas mãos.

Lucas: não se preocupe. É descolável. Imagine como...

Mariana: fita crepe?

Lucas: é... mais ou menos isso. Aqui em 2435 não utilizamos mais fita crepe, mas ok.

Mariana: Não? E vocês usam o que?

Lucas: digamos que é um tipo de gel para colar coisas.

Mariana: nossa. Mas isso é eficiente?

Lucas: bastante! Tem como colar coisas de até 500 toneladas. E o bom é que é descolável facilmente, caso você queira descolar.

Lucas aperta um botão laranja no Fantastic 4 e um tipo de tecido sai dos trequinhos pretos e vai cobrindo todo o meu corpo.

Mariana: o que é isso?

Lucas: é um tipo de uniforme do Fantastic 4.

Lucas tambem coloca os trequinhos em suas mãos e aperta um botão azul no Fantastic 4. O tecido vai se estendendo por todo o seu corpo.

Lucas: com este uniforme poderemos sentir, tatear ou pegar coisas nos mundos que o Fantastic 4 projeta.

Mariana: Cara! isso é muito louco!

Lucas: olha ali tem uma varinha. Por que não tenta pegá-la?

Vejo uma varinha em cima de uma banco. A varinha começa a flutuar e vem até mim.

Lucas: parece que ela escolheu você. Tente fazer alguma coisa.

Eu pego a varinha.

Mariana: Caramba! Eu consigo sentir a textura dela!

Lucas: sim. Se não tivessemos com essas roupas e você tentasse pegá-la, provavelmente sua mão a atravessaria, já que ela é apenas um holograma.

Aponto a varinha para uma enorme porta fechada.

Mariana: Alohomora!

A porta se abre.

Mariana: uau cara! Isso... cara... eu preciso ficar neste lugar!

Lucas: não, não, temos que ir até a máquina do tempo. Sua mãe deve estar preocupada mocinha.

Mariana: que nada. A essas horas ela nem deve estar em casa.

Lucas: temos que ir. Sabia que eu sou responsável por você? Se algo acontecer com você, a culpa vai ser minha!

Vejo Hagrid andando pelo corredor.

Mariana: ah não! me belisca! É ele! Eu não acredito!

Corro em direção a Hagrid e quando eu estou quase me aproximando, Lucas desliga o Fantastic 4 e voltamos ao campo aberto em que estávamos. Me viro para Lucas.

Mariana: por que fez isso?

Lucas: está na hora de voltar.

Mariana: mas eu não quero voltar. Me deixe em Hogwarts, por favor.

Lucas dá uma suspirada.

Lucas: escuta Mari, eu sei que você achou este lugar incrível e tals, mas chegou a hora de ir.

Me aproximo dele rapidamente.

Mariana: me dê este treco!

Lucas: o que? O Fantastic 4? Sabe que ele é perigoso nas mãos de criança né?

Mariana: eu não sou criança! Eu tenho 15 anos! Eu só tenho cara de 12!

Lucas: É adolescente? Piorou!

Mariana: me dá logo!

Lucas: não.

Tento pegar o Fantastic 4 da mão dele, mas ele desvia e passa o aparelho para a outra mão.

Lucas: wow!

Mariana: me dá esse treco logo! Droga!

Lucas tira um outro aparelhinho de seu bolso e rapidamente o encosta em meu pescoço. Eu vou ficando sonolenta, até pegar no sono.

Mariana: me dá! Me dá... esse... treco... ZzZzZzZ...

Depois de algum tempo, eu acordo. Percebo que estou de pijama na minha cama. Me sento na cama rapidamente e olho em volta. Estou de volta em casa. Pego meu celular que está na mesinha ao lado da cama e verifico a data. De volta a 2018. Teria sido tudo um sonho? Percebo um envelope em cima da minha cama. Pego ele, abro e leio o bilhete:

Querida Mari,

Me perdoe por ter feito isso. Eu sei que você não queria, mas eu tinha que fazer. Não se preocupe, eu deixei um Fantastic 4 com você. Tome muito cuidado, pois ele é o único que existe em 2018. Tente ser o mais discreta possível e só mostre-o para quem é de sua confiança. Use-o com sabedoria. Não sei se nos veremos novamente, então me despeço aqui. Muito obrigado por tudo! Você foi uma grande amiga!

Ass: Lucas

Vejo um Fantastic 4 em cima da minha cama e dou um pequeno sorriso.



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