História 24h pharmacy - Capítulo 3


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Jihyo, Mina, Momo, Sana
Tags Ballet, Chaeyoung, Jihyo, Lgbt, Michaeng, Mina, Momo, Sana, Twice, Yuri
Visualizações 77
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Insegura.


Eram apenas cinco da manhã.

Naquele dia, Son Chaeyoung tinha pedido à seus pais que, quando acordarem para ir ao aeroporto, chamasse a garota para acompanhá-los. 

E  agora ali estava Chaeyoung, bocejando e com olheiras gigantes embaixo de seus pequenos olhos, causados por insônia na noite passada. 

Causada por excesso de pensamentos.

Chaeyoung não podia negar, ela estava apavorada com os meses que estaria sob controle da empresa, pensava em tantas, tantas, tantas coisas ruins que a menina poderia causar naqueles, talvez, sessenta dias. 

Sim, Son tinha sido educada para assumir uma empresa. Seus brinquedos da infância eram papéis e ensinamentos que seus pais fazim questão de dar à garota. O sonho dos senhores Son era que sua filha dasse um futuro deslumbrante a empresa que possuia tanta dedicação dos dois. 

Mas agora era diferente, não estava sob supervisão de seus pais e que seus erros eram apenas repreendidos e ensinados para fazê-los corretamente. Agora seu pai não estava observando cada palavra que Chae escrevia ou que ordens davam aos funcionários. Agora ela não podia dar-se ao luxo de errar, erros cometidos poderiam trazer péssimas consequências a empresa.

Na despedida, seu pai tinha assegurado que tudo ficaria bem, que tanta preocupacão era desnecessário e que acreditava que sua filha se sairia perfeitamente bem. 

Ela sabia que estavam mentindo. 

Depois que se embarcaram, Chaeyoung pediu que seu motorista a levasse para a empresa, queria estar antes de todos para que pudesse organizar-se e pensar com calma em tudo que faria. 

Seu sossego de uma empresa completamente silenciosa acabou quando Kim Jongin chegara, antes do esperado, vestido com um terno bem passado e um sorriso travesso entre seus lábios.

Kim Jongin era um inferno. 

- Bom dia, minha querida. — Jongin disse, aproximando-se e ajoelhando-se para ficar na mesma altura que a menina sentada possuia, buscou por sua mão, que recebeu em resposta apenas um olhar fuzilante da mesma quando o outro ousara em tocar em sua pele. 

- Não encoste em mim.  Disse firme, olhando fixamente nos olhos castanho-escuros do amorenado, que levantou-se, deixando escapar uma risada curta, apenas para manter sua pose de machão. — E seu horário é a tarde, então por obséquio, retire-se da minha empresa e volte apenas no seu horário. 

Enquanto dizia, caminhava até a porta do escritório, produzindo um som elegante com seus saltos — mesmo que estivessem castigando seus dedos do pé — e gesticulando com sua mão, para que desse licença, quando puxou a porta para abri-la.

- Devo estar aqui para ajudar-te, senhorita Son. — Caminhou até Chaeyoung, parando poucos centímetros de distância, olhando-a da cabeça aos pés.

- Não preciso de ajuda vinda de um inútil como você. — Fez uma pausa para revirar seus olhos, e Jongin apenas sorriu, outra vez. — Peço outra vez, saía antes que eu tenha que eu tenha que tirar-te a força, a não ser que você queira que eu ligue para meus pais agora e mande-os que proibam sua entrada na minha empresa.

- Não precisa disso. — Sorriu nervoso, e agora a mais baixa que sorriu, satisfeita. — Já estou de saída, senhorita, se precisar de algo, chame-me. — Piscou, saindo em passos rápidos para o corredor. 

- Posso garantir que não precisarei.  — Disse fechando a porta e correndo para a cadeira, não teria sossego, já sabia disso.


Mina realmente era muito mais feliz sem sua obrigação de ir à escola de manhã cedo. Mesmo que agora, depois de formada,  ela tinha duas horas a mais no serviço, era um prazer enorme poder dormir a manhã toda. 

Mas não era o que estava acontecendo há umas duas semanas. 

Chegou do trabalho às sete da manhã, como de costume, e pode dormir até às nove. Quando seu despertador a acordou, queria pegar aquela peça inútil e quebrá-la até que virasse apenas pó. Estava cansada, suas olheiras podiam ser vistas do outro lado da cidade e um mal humor maldito que atrapalhava seu dia-a-dia desde que a busca por seu apartamento começou.

Desde que completou seus dezoito anos, estava a procura de um imóvel, queria um apartamento pequeno e barato, não queria luxos, e nem poderia ter, já que recebia muito pouco. 

Mas era difícil demais achar um apartamento com um preço acessível. 

Mina jurava que acabaria morando embaixo de uma ponte senão encontrasse um apartamento logo. 

Já estava desanimando, para falar a verdade. Já havia procurado por todos os cantos da cidade, e quando o preço era absurdo, o local estava em péssimas condições. 

Mesmo que estivesse perdendo suas poucas esperanças, buscou dar uma boa impressão aos donos do imóvel. Vestiu suas melhores roupas e seu melhor calçado, sem esquecer-se de uma boa maquiagem para esconder suas grandes olheiras e melhorar um pouco sua cara de morta. 

A casa estava felizmente vazia, já que todos seus primos insuportáveis estudavam naquele período e seus tios trabalhavam, isso a livrava de distribuir "bom dia" a todos, como se realmente seus dias dependessem daquela frase para serem bons. 

Quando olhou para seu relógio, estava quase atrasada. Teria vinte minutos para chegar ao outro lado da cidade, de transporte público. 

Felizmente, o ônibus não atrasou-se aquele dia, como de costume. Depois de precisar lidar com o face desanimada e descontente da maioria dos passageiros — Myoui nem os julgava, já que sua expressão era era semelhante — chegou finalmente ao prédio onde possuia placas escritas "Aluga-se" nas janelas de vidro. 

- Bom dia, és a senhorita Myoui? — Um homem de terno bem passado e aparência gentil perguntou, surgindo de perto da portaria. 

- Sim, sou eu. Bom dia, senhor. — Apertou a mão do outro, dando um sorriso simpático, precisava dar uma boa impressão.

- Bom, vamos conhecer os apartamentos? — Sorriu para a outra também, pedindo, com um aceno com a cabeça, para segui-lo.

Tinham cinco apartamentos para alugar, mas o mais acessível a garota era o do primeiro andar, 135. Era pequeno, mas mobiliado, e era tudo que Mina realmente precisava, não tinha como comprar móveis recebendo tão pouco em seu trabalho. E ainda por cima era bem fácil de limpar, já que era pequeno. 

Depois de alguns minutos olhando cada cômodo, a japonesa teve certeza que sim, aquele era o apartamento que gostaria. E sorriu imensamente enquanto tratava sobre o assunto de alugar o imóvel, mesmo que devesse parecer seria naquela ocasião. Em alguns momentos, enquanto o velho senhor procurava por papéis, Mina olhava para seu futuro primeiro e novo imóvel e sentia-se realizada.

Voltou para casa dentro daquele ônibus com um sorriso gigante, que algumas pessoas até olhavam feio para ela, estranhando aquele comportamento em pleno dia de semana, com o ônibus lotado e odor que acertava em cheio a narina dos passageiros, e de Mina também. Mas a felicidade, naquele momento, tomava conta de cada pedacinho de si, não a deixaria morrer por isso.

Quando chegou em casa, deparou-se com Jihyo preparando o almoço para seus filhos que chegariam da escola a poucos minutos, estranhou o comportamento tão feliz da garota e, por uns momentos pensando no que poderia ser — pensou até que poderia ter sido pedida em namoro, mas dispensou a ideia logo depois de refletir sobre, tendo a certeza que Mina era antissocial demais para sequer falar com pessoas do sexo oposto.

- Por que sorri tanto, querida? — Jihyo disse, por fim, para cessar suas dúvidas. Deixou um pequeno sorriso escapar de seus lábios ao receber a atenção dos olhos brilhantes da mais nova em resposta, que ainda mantinha o sorriso gigantesco em seu rosto, mostrando seus dentinhos pequenos e sua gengiva.

- Eu encontrei um apartamento, no centro da cidade, tia! — Disse tão feliz que não pode deixar o sorriso de Park desaparecer por muitos segundos, mesmo que os olhos da tia da mais nova mostrasse com clareza que havia um pingo de tristeza em si, não queria ver a garota que criou por seis anos ir embora, para longe de seu cuidado.

- Você não tem certeza que não queres passar mais um ano aqui? Apenas mais um tempo, és tão nova ainda, pode ficar aqui por mais um tempo, por quanto tempo quiseres, amor. — Disse com tanta doçura em sua voz que deixaria qualquer um com lágrimas nos olhos, Park Jihyo tinha medo de deixara ir morar sozinha, o mundo era crúel demais para uma garota tão ingênua assim, pelo menos essa era a opinião da mais velha.

- Tia, você já fez demais por mim. — A abraçou quando a viu dando passos para manter mais proximidade da mais nova — Eu agradeço demais por tudo, tudo mesmo, a senhora foi a mãe que eu não tive desde meus doze anos. — Torcia que sua voz abafada pelas vestimentas de sua tia escondesse o tom choroso dele. 

Depois de longas frases de amor, abraços apertados e lágrimas, Mina e sua tia  foram arrumar suas malas para sua mudança, e mesmo relutante, Park Jihyo precisava deixar sua filha de coração bater asas.


As sete horas que Son Chaeyoung foram cansativas, não poderia negar, mas foram bem produtivas e, pelo seu jeito de chefe, conseguiu fazer com que todos os funcionários a respeitassem e obedecessem suas ordens. Quando chegou o horário que todos deveriam ter chegado para cumprir sua jornada de trabalho, convocou toda sua equipe de trabalho para conhecê-los e deixar bem claro, principalmente aos adolescentes que trabalhavam ali durante um período do dia, para que a respeitassem e seguissem suas regras, não as de Jongin. Sabia que as regras dele seria as coisas mais estúpidas e já tinha deixado que Son Eunwoo, seu tio que trabalhava ali durante uns bons tempos, cuidasse de Kim, para que não criasse intrigas e acabar com todo o sistema da empresa. 

Passou na empresa novamente antes de voltar para casa, depois de seu dia escolar. A empresa já fecharia em breve e, pelo o que soube através de seu tio, Jongin só pareceu dar o ar da graça com os funcionários, dizendo que era o novo chefe deles e que deveriam fazer tudo que mandassem. Nem os próprios funcionários deram corda para Kim, foi dito que muitos reviravam os olhos quando perdia o seu chefe de vista, Chaeyoung tinha pena de si mesma, que tinha dores de cabeça causadas pelo primo, mesmo que não tenha lidado diretamente com ele, e de seus pobres funcionários, que precisariam aguentar o blablabla do idiota durante todo o período vespertino. 

Garantiria de dar aumento à eles para pagar as despesas com rémedios para dores de cabeça, eles realmente mereciam.

Por fim, Kim Jongin não fez nada de muito útil que não seja responder emails, para ser sincera, diria que não fez nada para ajudar nem nada para trabalhar, felizmente. 

Arrumou seu escritório a qual Jongin tinha bagunçado completamente, deixando os materiais que havia trazido para ali todo espalhados pela mesa de vidro, juntamente a papéis e latas de refrigerante. Não faria os faxineiros limparem toda bagunça que Jongin fez, tinha a feito apenas para provocar a ira de Chaeyoung e ela podia dizer que tinha falhado, sentia-se aliviada o suficiente por ver que seu primo não tinha prejudicado a empresa pelo menos naquele dia, seu primeiro dia foi nada mau, poderia dizer.

Também não quis pedir que seu motorista viesse buscá-la, demoraria muito e tudo que Chae queria era preparar um banho morno e uns remédios para as dores insuportáveis que sentia. Pediu um táxi, e até pensou em passar na farmácia antes de ir para casa, para comprar alguns remédios, acabou que sentiu preguiça demais para isso. 

E vendo a placa, vira que fechava às 19:00, já eram 19:02, os donos deveriam estar loucos para ir para casa e descansarem, assim como ela estava, não estragaria a noite de pessoas cansadas tanto quanto ela. 

Deixou um aviso que sua cozinheira e faxineira poderia sair mais cedo aquele dia, e que não gostaria de nada para jantar. Quando chegou em sua casa, nunca a viu tão vazia, e sentia-se até vulnerável em um lugar tão grande, sentia-se insegura.

Son Chaeyoung se sentia insegura com sua aparência, com os seus colegas de aula, com seu peso, com os olhares que recebia, mas nunca se sentira insegura em sua própria casa, se não tivesse tão cansada, dormiria na casa de Sana naquela noite. 

Insegurança.

Isso rodeu-a durante toda sua noite, tanto que até seu banho tomou-o de porta aberta, não queria correr o risco de não ouvir barulhos caso fosse invadida.

Não entendia o por que de se sentir assim, sua casa era segura, não havia o que temer, mas se sentia. 

Aquele dia, demorou um tempo que parecia internável para adormecer, e sonhou várias vezes com coisas péssimas, e se sentia igualmente durante todos seus sonhos.

Insegura.







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