História 25 Days - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Personagens Originais
Tags 25 Days, Drama, Justin Bieber, Revelaçoes, Romance
Visualizações 2.508
Palavras 3.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi meus amores! mais um capítulo novinho para vocês. agradecimentos e avisos nas notas finais. perdoem-me pelos erros, e tenham uma boa leitura.

➡ dedico o capítulo de hoje para uma das minhas amadas leitoras @Amelice que, também me deu uma ideia de indicar uma música para vocês colocarem na parte do beijo da Violet e do Justin.
➡ aqui vai minha indicação: So Cold - Ben Cocks (quase chorei escrevendo a parte dos dois ao som dela, juro. inclusive, a letra parece demais com os dois pombinhos e creio que vocês vão amar demais ler a parte deles ouvindo essa maravilha de música) <3

Capítulo 13 - Bata em mim. Mais uma vez.


Violet Grace

Depois de algumas horas demasiadamente demoradas, Justin finalmente saiu do hotel, deixando-me sozinha com Jack. Nós sentamos nas almofadas aconchegantes do sofá e Jack decidiu pedir uma pizza enquanto colocava o DVD para rolar. Mas minha mente encontrava-se em outro lugar. Deus, eu não sabia o que eu estava sentindo. Eu sabia que Lola estava no nosso apartamento, encaracolando seus cabelos loiros e aplicando uma generosa quantidade de maquiagem sobre o seu rosto, não se esquecendo de se perfumar delicadamente para... Justin.

Isso me fazia querer vomitar.

Eu tentava evitar pensar nos dois e imaginava qualquer coisa que não tivesse Lola e Justin no meio.

Depois de alguns minutos, a pizza havia chegado. Era fácil notar o quanto Jack queria puxar assunto comigo, mas, ao invés disso ele continuou calado. Talvez, não quisesse parecer inconveniente. E, eu sei que isso pode soar demasiadamente horrível, mas, eu sentia-me grata por não ter que ouvir tampouco responder as suas perguntas.

Foram mais de uma hora e meia de filme e ambos continuamos em silêncio. Assim que Jack desligou a televisão, ele lambeu os lábios ligeiramente, abrindo-os para pronunciar algo.

— Estou cansado. — ele murmurou. Levantando um braço para a parte de trás do sofá, ele balançou os dedos suavemente. — Deite-se aqui.

Eu hesitei por um momento, mas finalmente cheguei mais perto dele, deitando minha cabeça no seu pescoço, seu braço desceu para enrolar em torno de mim. Em alguns momentos, um ruído de ronco suave veio de sua garganta e seus lábios cor-de-rosa se separaram. Ele estava dormindo.

Jack era tão gentil, confiável e fácil de conversar; ele tinha uma figura quase fraterna. E, independentemente disso, não pude deixar de pensar nas diferenças evidentes entre ele e seu irmão. Seu corpo emitia um cheiro muito diferente, era mais suave, quase doce. Justin era ousado, áspero, selvagem e atraente. Era forte o suficiente para bagunçar minha cabeça.

Eu quase gemi em voz alta e quis me dar uma bofetada por continuar pensando no Justin e no cheiro do seu corpo. Especialmente porque Lola deveria estar conhecendo neste exato momento o seu devido aroma. O nódulo seco formou-se na minha garganta novamente e eu me aconcheguei mais perto de Jack querendo algum tipo de conforto, implorando-me para conseguir livrar-me desses pensamentos nojentos. Piscando suavemente, eu bocejei enquanto sentia o sono aproximar.

Depois de alguns minutos consegui felizmente cair no sono.

Acorde.

Eu gemi em voz baixa, deslizando minha cabeça na superfície dura debaixo de mim.

Acorde.

A superfície contra mim começou a mexer, soltando baixos gemidos quase idênticos aos meus. Ignorei novamente a voz.

— Se levante porra!

Eu pulei ligeiramente com o volume da voz, meus olhos piscaram cansativamente na sala escura. Olhei para o meu lado e encontrei Jack esfregando os olhos suavemente, seus lábios se separaram e pequenos gemidos escaparam de sua garganta. Ele estremeceu ligeiramente, inalando profundamente e deslocou seu corpo em uma posição quase sentado.

— Mas que merda é essa? — ele murmurou com palavras pesadas. — Qual é o seu problema, Justin?

Eu pisquei para cima e lentamente minha visão pegou a imagem alta e iminente de Justin Bieber. Ele estava de pé sobre o sofá, vestido com suores pretos e um capuz, com uma careta em seus traços. Seus olhos se encontraram com os meus, e pude senti-los arder em meu próprio ser, antes de mudar para Jack.

Enquanto Jack ainda gemia, seus olhos continuaram fechados, Justin soltou um grunhido em voz baixa e avançou, batendo a parte de trás da sua cabeça.

— Eu disse para levantar. — ele rebateu, cruzando os braços sobre o peito. Seus olhos encontraram os meus novamente, a expressão neles era ilegível. — Você pode sair de cima dele agora. — ele balbuciou, acenando com a cabeça para Jack, que tentava lentamente se levantar.

— Vai se ferrar, Justin. — murmurou Jack com uma voz grogue, carregada de sono, com os braços esticados levemente. — Estamos confortáveis.

Justin soltou um resmungo, com o cenho ainda irritado. Jack bocejou alto, batendo os lábios levemente.

— Antes que você me pergunte, eu não iria deixá-la ir para casa tão tarde, não sou um imbecil feito você.

— Eu realmente não me importo. — Justin cuspiu, olhando para Jack e depois para mim. — São quase nove horas, você deveria ir embora, Violet.

Eu olhei para ele, sentindo o ódio familiar fervendo dentro de mim. Ele estava falando sério? Por sorte, Jack interveio antes que eu pudesse abrir minha boca para atacá-lo.

— O que há de errado com você? Levou algum pé na bunda? — ele retrucou, rindo secamente. — Oh, falando nisso... Onde está a sua nova bonequinha? — ele olhou para a parte de trás do sofá em direção à porta de Justin. — Pode trazê-la até aqui.

Justin inclinou-se para frente, com um olhar ameaçador. — Jack...

— Eu prometo não julgá-la. — ele interrompeu com um sorriso malicioso. — Eu não a direi sobre os chupões que devem se encontrar em seus peitos.

— Vai se foder! — Justin soltou. — Ela não está aqui, seu idiota.

A sala ficou em silêncio. Jack e eu nos olhamos um para o outro, ambos surpresos com as palavras que simplesmente escaparam de Justin. Jack lentamente olhou para Justin, lambendo seus lábios cuidadosamente em contemplação.

— O que diabos você quer dizer com isso?

Justin inclinou-se, com seus olhos castanhos desafiando o de Jack. — Eu gaguejei? — ele sibilou. — Eu disse que ela não está aqui. É difícil de entender?

O rosto de Jack ainda estava pensativo. — Ela foi embora mais cedo?

Justin olhou para mim por um momento fugaz. Meu coração estava correndo dentro do meu peito. Eu rezei para que nenhum dos dois pudesse ouvi-lo.

— Não. — ele respondeu calmamente. — Ela nunca esteve aqui.

Minha boca ficou seca.

Lola não tinha vindo com ele?

Seus olhos não trancaram os meus, embora meu próprio olhar lhe implorasse isso. Olhei para o rosto dele, para o seu estúpido e lindo rosto esperando apenas que ele simplesmente me olhasse. Mas ele não fez isso. Então, levantei-me, ficando de pé, chamando a atenção de Jack e Justin. Limpando minha garganta, passei as mãos pelo meu cabelo e olhei para o chão para encontrar os meus sapatos perto do sofá.

— Eu já vou indo. — anunciei quietamente. Jack fez um pequeno sinal de protesto enquanto Justin continuava estoico. Eu sorri para Jack. — Obrigada por ontem.

Jack piscou em confusão. — Você já vai?

Eu tossi na parte de trás da garganta. — Eu tenho alguns trabalhos para fazer.

Ele sorriu suavemente para mim, encolhendo os ombros. — Está bem. — ele mudou, com seu corpo fazendo movimentos com esforço para se levantar. — Eu vou levá-la até a porta.

Justin soltou uma risada áspera e sem humor. — Que precioso. — ele zombou. — Eu deveria deixá-los a sós?

Jack empurrou Justin com dureza, lançando um sorriso malicioso sobre o ombro diante a forma mal-humorada de Justin antes de sorrir suavemente para mim. — Ignore-o.

Foi a vez de Justin empurrar-me. Ele fez uma pausa, no entanto, depois que seu ombro fez contato com o meu. Inclinando a cabeça sobre o ombro dele, ele olhou para mim, uma tempestade havia aberto nos seus olhos castanhos. Eu não consegui respirar. Seu olhar permaneceu por um longo momento antes de ele continuar indo em direção á porta de seu quarto, puxando-a para abri-la e fechando-a sem mais palavras.

Jack suspirou enquanto caminhávamos sombriamente para a porta da frente. — Ele está exasperante. — ele murmurou, esfregando as têmporas com um bocejo. — Você tem certeza que não quer ficar para o café da manhã?

— Sim. — ri de leve, levantando uma mão. — Eu gostaria muito poder ficar, mas, como eu disse... Eu realmente preciso ir.

Ele sorriu. — Tudo bem. — inclinando-se, ele me envolveu em um abraço amigável, apertando-me por um momento antes de deixar-me ir. — Eu te vejo em breve?

Eu sorri para ele quando abri a porta. — Claro.

Lola estava em seu quarto quando cheguei ao nosso apartamento. Fiquei confusa quando entrei na sala e o ambiente estava quieto e vazio, mas os silenciosos ruídos que estavam abafados atrás de sua porta eram indicativos de que ela estava lá dentro. Parando na porta, suspirei, revirei os olhos e bati levemente. Ela fez uma espécie de ruído estridente que soava como um “entra” depois que eu bati, então abri lentamente a porta para encontrá-la esticada de costas na cama. Ela parecia uma bagunça.

— Lola? — falei calmamente, com minhas sobrancelhas franzidas enquanto eu olhava sua aparência. Ela ainda estava com seu vestido vermelho mais do que provocativo. Suas pernas estavam penduradas sobre a borda da cama, com seus braços acima de sua cabeça. Seu cabelo loiro estava selvagem, emaranhado e desgrenhado em torno de sua cabeça. E então havia seu rosto. Sua maquiagem estava manchada por suas bochechas, enquanto as calorosas lágrimas corriam sobre elas, com o seu batom quase obscenamente manchado em torno de sua boca.

Ela soltou alguns soluços e depois me lançou uma olhada. — Se você estiver se perguntando por que meus lábios estão assim saiba que não é por conta de beijos. — ela sibilou entre alguns soluços instáveis. — Eu esfreguei essa porcaria depois que eu percebi o que havia acontecido. 

Eu soltei outro suspiro pesado, alívio pareceu inundar todo o meu peito em uma onda incrível. Não tinha sido bom. O encontro de Justin com Lola não tinha sido bom. Eu ainda estava curiosa, no entanto, e sentei-me em uma poltrona perto de sua cama. — O que aconteceu?

Ela inalou com alguns tremores violentos. — Ele... Ele me levou para jantar. — ela fungou. — Foi... Foi ótimo, mas... — ela apertou os olhos, fazendo uma nova rodada de lágrimas derramarem em suas bochechas coradas. — Ele... Ele parecia distraído.

Eu fiz uma careta. — Distraído?

— Sim! — ela latiu com raiva, sua mão virou-se para pressionar contra seu rosto. — Eu não sei, ele só... Ele nem sequer me olhou!

— Isso é... Estranho. — consegui responder com atenção. Meu coração estava apertando no meu peito. Isso poderia explicar o estranho comportamento de Justin esta manhã? Meus pensamentos foram interrompidos por um soluço alto de Lola esticada em sua cama, e quase saltei.

— E então... — ela soluçou em suas mãos. — E então você deve estar achanado que ele tentaria me beijar, certo? — ela exclamou, com suas mãos voando para o seu rosto. Movendo-se até seu corpo, seus olhos se endureceram. — Quero dizer, olhe para mim!

Eu tossi em voz baixa.

O que diabos eu deveria dizer?

Eu não fazia ideia do por que Justin não ter a beijado. Minha cabeça doía pelo ridículo turbilhão de pensamentos e emoções que ele provocara em mim.

— Eu decidi por fim fazer um maldito movimento. — ela chora, com suas mãos acenando no ar. — Eu me inclinei para beijá-lo e ele simplesmente me rejeitou!

Meus olhos se arregalaram. Que diabos?

— Você... Você sabe o que ele disse Violet? — ela pausou, tentando ficar firme. Senti-me congelada, incapaz de pensar ou compreender o que estava acontecendo. — Ele me disse que não poderia fazer isso.

Minha garganta estava tão seca que mal consegui engolir.

— Lola, eu...

— Não! — ela soltou irritada, balançando as pernas sobre a cama. Ela esfregou o nariz bruscamente. — Eu não quero ouvir nada no momento. — ela engoliu em seco, olhando para o colo e depois para os meus olhos. — Eu vou passar a noite com Tate.

— Você o quê? — engasguei. — Lola, eu pensei que você tivesse terminado com ele há meses.

— Eu terminei, mas pelo menos ele me quer. — ela retrucou, cruzando os braços sobre o peito. — Eu não vou deixar aquele idiota me derrubar.

— Lola... — comecei com cuidado. — Tate usou você. Ele te traiu.

— Isso não é da sua conta, Violet! — ela cuspiu, levantando-se e alcançando sua bolsa. — Pare de sempre querer se sentir tão alta e poderosa! Sua moral está envelhecendo e eu estou cansada de ouvir o que você tem a dizer sobre mim. — ela fungou mais uma vez antes de jogar a bolsa sobre o ombro.

Olhei-a incrédula. — Você vai assim?

Ela me lançou um olhar gelado. — Sim. — ela assobiou. — Pareço melhor do que você, de qualquer jeito.

Touché.

Ela virou-se rapidamente, nem me reconhecendo e despareceu do corredor. Ouvi a porta da frente bater momentos depois. Continuei sentada calmamente em sua poltrona, apesar de ter sido insultada eu estava calma. Estava confusa, principalmente, com o comportamento estranho e imprevisível de Justin, mas, no entanto, eu continuava relaxada.

Porém, meus pensamentos pacíficos foram quebrados pela tela do meu celular que vibrava. Eu fiz uma careta enquanto olhava para ela. Era Maxon.

Eu estava tonta. Estava incrivelmente tonta por que Maxon realmente tinha me ligado e me convidado para jantar. Ele chamou-me para ir a um restaurante perto da aldeia do leste, e decidi ir para esse encontro sem pensar duas vezes, iria ser algo mais do que benéfico para mim.

Tomei um banho quente e longo e em seguida, pela primeira vez em longo tempo, decidi me maquiar. Eu alinhei meus olhos, usando algumas sombras, e até coloquei batom em meus lábios. Sorrindo para mim no espelho, eu sabia que Jack ficaria orgulhoso.

Ainda de toalha, enquanto eu decidia se eu usava uma saia com uma linda blusa ou algum jeans com alguma blusa agradável ou até mesmo um vestido, o som de uma batida na porta do meu quarto quebrou meus pensamentos. Eu olhei para cima, perguntando-me porque diabos Lola voltaria tão cedo, mas suspirei e pedi que ela entrasse, independentemente. 

A porta se abriu e minha mandíbula relaxou. Eu não podia acreditar nisso.

Justin.

Ele sorriu levemente, assentindo. — A porta da frente estava aberta. — ele disse. — Deveria ter mais cuidado.

Eu zombei, rolando meus olhos e olhei de volta para minha cama. — Obrigada pela sua preocupação. — murmurei, olhando-o por um momento. — O que você está fazendo aqui?

Ele tirou uma grande bolsa de roupa atrás dele, balançando as sobrancelhas divertidamente e sorrindo para mim. — Serviço de lavanderia. — ele falou, dando um passo á frente para despejá-la perto do meu guarda-roupa. — Eu costumo separar... Espere, o que diabos?

Olhei para cima, pegando-o olhando para mim com a boca aberta. — O que?

Seus olhos se estreitaram para mim, com suas pernas dando mais um passo em minha direção. Eu dei um passo para trás. No entanto, ele continuou avançando sobre mim, com seus olhos se aproximando e voltando para mim, persistindo no meu rosto. — O que diabos você colocou no seu rosto?

— Oh — zombei, rolando meus olhos e enfiando um fio de cabelo atrás da minha orelha. — É maquiagem, gênio.

— É claro que é. — ele falou com seus olhos se arrastando dos meus olhos para baixo em minhas maçãs do rosto e depois em meus lábios. — Por que diabos você está se arrumando?

Eu suspirei, deixando cair a camisa que eu tinha na minha mão sobre o edredom abaixo. — Eu vou sair esta noite.

— Sair? — ele repetiu, com um olhar mal-humorado em seus lábios. — Sair para onde?

— Isso é da sua conta?

— Sim, é.

Eu ri com secura. — Não Justin, não é.

Sua mão disparou, agarrando meu braço firmemente. Eu soltei um suspiro de surpresa e olhei para vê-lo mais perto de mim. Eu podia sentir o cheiro do seu perfume em sua pele, mas optei por ignorá-lo, meus olhos estavam difíceis e determinados enquanto trancavam os dele. Seus dedos apertaram meu braço e seus lábios se separaram levemente. — Eu vou perguntar novamente. — ele murmurou, com sua respiração quente batendo contra minha bochecha. — Para onde você vai?

Mantive nosso contato visual e inalei bruscamente. — Eu vou á um encontro.

O quarto ficou frio durante um longo momento, seu olhar continuava duro, e por um momento pensei que talvez ele estivesse horrorizado. Um sorriso despreocupado apareceu em seu rosto lentamente. — Você não está falando sério. — ele finalmente disse, sua voz era muito mais fria do que antes.

— Eu estou! — gritei, tentando arrancar meu braço do seu aperto. — Agora, você poderia soltar meu braço? Eu não acho que ficaria bem se eu aparecesse com um hematoma, não é?

— Quem vai levar você á um encontro? — ele exigiu, ignorando meu pedido. Ele deu um passo à frente, com o material escuro de sua camiseta escovando contra a pele nua do meu antebraço. Fechei a boca com força, recusando-me a responder, e simplesmente olhei para a parede ao lado. Suas narinas se acederam. Oh, sim. Ele estava com raiva.

— Responda-me, Violet! — ele explodiu, balançando o meu braço bruscamente.

Eu revirei os olhos, tentando me manter fresca e composta. Engolindo pesadamente, deixei meu olhar cair, e escolhi traçar o contorno dos tênis de Justin com meus olhos. Finalmente, falei em voz baixa. — Maxon.

— Maxon? — ele sibilou. — Quem diabos é Maxon?

— Você não o conhece! — soltei, olhando novamente em seus olhos mais uma vez. — Por que diabos isso importa? Você me odeia, não é?

Ele abriu a boca para falar, no entanto, fechou-a rapidamente e depois assentiu. Um sorriso frio apareceu em seus lábios cheios e ele balançou a cabeça. — Sim, você está certa. — ele murmurou. — Eu odeio você. — ele rosnou apetando meu braço novamente. — Mas você tem a minha roupa para lavar.

Eu pisquei.

Ele estava falando sério?

— Perdão? — incrédula, meus lábios se enrubesceram. — Quem diabos você pensa que é?

— Eu sou Justin. — ele respondeu através dos seus dentes cerrados, inclinando-se ainda mais para mim. — E você não vai sair esta noite.

— Vá à merda! — explodi, tirando meu braço de seu controle com uma força surpreendente. — Eu não vou ficar em casa para lavar suas roupas.

— Você fará o que eu mandar. — ele resmungou. — Você está sob o meu controle, lembra?

Eu ri de descrença, empurrando-o para reavaliar as roupas colocadas na minha cama. Eu chutei sua bolsa de roupa no caminho enquanto sorria um pouco para mim enquanto pegava uma blusa preta. Eu olhei para ele. Suas mãos estavam fechadas em punhos. Ele de fato estava com raiva e eu amava isso. Sorri com doçura para ele. — Eu vou lavar as suas roupas amanhã, seu bebê.

Ele cruzou os braços sobre o peito, sua respiração saia de forma pesada e errática. Lambendo o lábio inferior, ele sorriu friamente para mim. — Então, é aquele mauricinho que estava com você no clube?

— Ele não é um mauricinho! — cuspi com irritação. — Mas sim, é ele. — parei para pegar uma modesta saia que escolhi e depois olhei para Justin. — E eu iria sentir-me grata se você parasse de referir-se a ele. Ele gosta de mim, você entende? E adivinhe Justin? Eu também gosto dele.

O maxilar de Justin estava apertado com tanta força que pensei que iria partir pela metade. Ele deu alguns passos na minha direção, balançando a cabeça e me agitando um dos seus dedos longos. — Não, não, não. — ele riu violentamente. — Você está enganada! Ele não gosta de você, pare de ser tão idiota. Ele quer te foder, sim, mas ele não gosta de você.

Eu joguei a saia para baixo, colocando as duas mãos nos meus quadris. Ele estava fazendo meu sangue ferver. Eu senti a raiva reprimida borbulhar dentro de mim e eu sabia, eu sabia que se ele continuasse, eu não iria me controlar. Não mais. — Você não sabe nada sobre ele ou sobre mim, então cale essa sua maldita boca, Justin.

Ele deu um passo mais perto de mim, sorrindo cruelmente. — Oh, mas eu sei de algo, Violet. Ele é um homem e todos os homens querem apenas uma coisa... — ele pausou para lamber seus lábios. — Ele vai querer fodê-la e deixá-la para trás. Eles são todos iguais.

Apertei os olhos e engoli com força.

— Espero que ele perceba onde está se metendo. — ele continuou, dando um passo mais perto.

Por favor, não diga nada, por favor, não diga nada, por favor...

Pude sentir sua respiração no meu rosto. — Quero dizer, ele não deve saber que está saindo com uma virgem...

E então, sem mais delongas, eu o bati.

O som ressoou através da sala e permaneceu por alguns momentos. As minhas pálpebras se abriram, e minha boca ficou boquiaberta, atordoada com o que acabei de fazer. Justin continuou de pé na minha frente, com o rosto de lado, a sua bochecha lentamente estava ficando em um tom rosado. Seus olhos estavam brilhando, ele estava com raiva, sua mandíbula ainda tinha um bloqueio assustadoramente apertado. Lentamente, sua cabeça virou-se para mim. Seus olhos castanhos, frios e inundados de fúria trancaram no meu. Seus lábios se separaram, com sua voz em um murmúrio baixo.

— Me bata de novo.

Eu pisquei rapidamente em confusão. — O-O quê?

Ele se aproximou de mim. — Bata em mim. Mais uma vez.

Olhei nos olhos dele, balançando a cabeça. — Você é louco.

— Faça isso. — ele grunhiu, com sua voz se tornando mais baixa. — Bata em mim!

— Não.

Ele sorriu cruelmente. — Oh, vamos lá... — ele soou zombeteiro. — Não consegue fazer isso? A viagenzinha não consegue...

E então eu o bati. Ele tinha usado isso contra mim uma vez, mas duas era demais. Ele sabia que estava me machucando e ele não iria ter-me como um brinquedo. Minha mão fez contato com a sua mesma bochecha, deixando sua carne ainda mais quente do que a primeira vez. Seu rosto chicoteou para o lado com o contato. Sua respiração era difícil quando ele se virou para me encarar novamente, seus olhos estavam ilegíveis e, em alguns instantes meu corpo estava pressionado de forma grosseira contra a parede ao lado da minha cama. Seus dedos se enrolaram em torno de cada um dos meus braços, seu peito pressionou fortemente contra o meu, e eu abri a boca para exigir que ele me soltasse, mas não tive chance.

Seus lábios caíram sobre os meus antes que eu pudesse pronunciar uma palavra, ele se agarrou a mim áspero e desesperado, e eu não consegui respirar. Ele me beijou com urgência, seus lábios eram quentes e macios enquanto se moviam contra os meus, e eu demorei, cerca de três segundos, para meu cérebro gritar comigo para beijá-lo de volta. Então finalmente, movi meus lábios contra o dele, ele soltou um gemido baixo de sua garganta enquanto apertava seu corpo mais perto do meu. Uma de suas mãos soltou meu braço para subir ao meu pescoço, ele enrolou seus longos dedos no meu cabelo. Nossos lábios movimentavam-se desesperadamente uns contra os outros e minutos depois ele decidiu parar o beijo. Justin afastou-se rapidamente, sua respiração era pesada, e seus olhos estavam fechados. Seus lábios, que estavam vermelhos, se separaram.

— Merda. — ele sussurrou, soltando meus braços e afastando-se, balançando a cabeça. — Merda, merda, merda! — ele virou-se para mim e apertou as mãos sob a cabeça. Inalando profundamente, ele olhou para mim. Eu estava tremendo contra a parede enquanto olhava-o com os olhos arregalados. Nós continuamos olhando um para o outro com certa intensidade. Ele olhou para o chão antes de voltar para mim. — Aproveite seu encontro.

E então ele se foi, fechando minha porta atrás dele.

Fiquei parada ainda tremendo contra a parede, minha mente cambaleava.

O que diabos havia acontecido?

Olhei para a bolsa de roupas que Justin havia deixado e, em seguida, para a roupa que se encontrava espalhada pela minha cama, fechei meus olhos com força. Meus braços estavam queimando terrivelmente por conta dos dedos de Justin, estiquei-me para esfregá-los levemente com a ponta dos dedos. E engoli com dificuldade.

No entanto, meus lábios queimavam ainda mais.

 


Notas Finais


o que acharam?
me perdoem pela demora para atualizar mas acredito que todos saibam que imprevistos acontecem. infelizmente semana passada tive uma prova para fazer na faculdade e precisei estudar para tirar uma nota boa, espero que me entendam.
acho que não preciso nem dizer o quanto eu amei escrever esse capítulo, né? sei lá, acho que tá cada vez mais óbvio o que o Justin e a Violet sentem um pelo outro e isso me deixa muito ❤❤❤
meu Deus, só eu que amo o Justin com ciúmes? vontadezinha de morder, socorro!!!
e, sobre o encontro da Violet com o Maxon, alguém tem algum palpite do que vai rolar? me contem nos comentários, me digam o que acharam, deem sugestões, ideias, façam críticas e tudo mais. faço a fanfic pra vocês e quero muito saber se estão gostando, no que preciso melhorar e tal.
mais uma vez, muito obrigada mesmo por todos os comentários e favoritos, nunca pensei que tanta gente iria gostar de 25 Days e ver a fic crescendo cada vez mais me deixa muito boba.
bom, acho que é só isso que eu tinha pra falar. vou responder todos os comentários como sempre faço.
nos vemos no próximo capítulo, até lá :)


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