História 2AM - Primeiro Livro Da Série SUNDERS - Capítulo 4


Escrita por: e Parkmina_imnida

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, EXO, HyunA, Pentagon (PTG), Super Junior
Personagens Choi Siwon, E'Dawn, G-Dragon, Heechul, Huang Zitao (Tao), HyunA, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Jong-in (Kai), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Lee Donghae, Min Yoongi (Suga), T.O.P
Tags Assassinato, Bangtan Boys (BTS), Esquizofrenia, Jin, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Namjin, Namjoon, Psicológico, Psicopatia, Seokjin, Serial Killer, Violencia
Visualizações 3
Palavras 3.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, LGBT, Policial, Romance e Novela, Seinen, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atrasada um dia porém é isso

Capítulo 4 - 03.


22.08.2025/ Coreia do Sul– Seul/ Residência de Kim Seokjin – Destrito de Jung-Gu. 11: 46 am.

Em sua cama, Seokjin acordara bem mais disposto do que imaginava. Devido os inúmeros acontecimentos deste final de semana concluído e a clara rejeição de Soyeon naquela noite de sábado e dia de domingo, o qual a loira fez questão de ignorá-lo por todos os cantos da casa. Sua sagacidade, apesar de presente, não chegava a lhe botar um sorriso no rosto mas era suficiente para fazê-lo levantar debaixo de seus edredons quentinhos.

Desceu as escadas sem encontrar a Jeon, provavelmente havia de estar em seu estágio de meio período na OhmyNews, uma agência de notícias muito conhecida não só na Coreia mas mundialmente. Seu trabalho era auxiliar os editores e repórteres a selecionar, editar e completar artigos enviados por amadores, era bem cansativo mas a garota dizia amar o que fazia e Seokjin não podia fazer nada melhor do que apoiá-la.

Preparou um pequeno café para si, não esquecendo de deixar sua marmita pronta para o almoço. Já com seus utensílios lavados e a cozinha arrumada se pôs a banhar-se, um banho não muito demorado mas que levou algumas de suas preocupações junto d'água. Em seu closet, escolheu uma calça jeans clara um pouco rasgada e com leves desgastes e uma blusa social branca, esta que seria encoberta por seu jaleco de mesma cor assim que chegasse ao seu destino no distrito vizinho.

Pegou a BMW X5 preta que tinha em sua garagem, presente de Seokhwan, seu irmão, em sua formatura escolar, na época em que ainda mantinham um laço maior já que nos dias de hoje um oi era dado com muito esforço. Acelerou em direção a Jongno e ao chegar no local se direcionou a sala onde geralmente descansava, guardando sua bolsa e pegando alguns documentos. Estava decidido em ir atrás de informações sobre o doutor Wang naquele dia e começaria isso logo cedo, antes de suas consultas. Com isso em mente foi ao único lugar onde suas procuras teriam mais chances de êxito: os arquivos da Sunders.

– Caramba Seokjin... – Reclamou consigo mesmo, mexer nos arquivos era estritamente proibido e mesmo sendo antiético era necessário. – É o certo. – Reconfortava-se repetindo essas palavras para amenizar o peso que a culpa causava em seus ombros.

Entrou no corredor de cor clara prestando atenção em cada som que ecoava pelo mesmo, pois sabia que quem o visse iria julgá-lo e até mesmo denunciá-lo ao superiores já que tendo boa intenção ou não, não deixaria de ser errado. Foi até uma das últimas portas, uma de madeira escura contendo a placa de ferro com a frase "Sala de Arquivos" acentuada. Girou a maçaneta, mas como era de se esperar esta se encontrava trancada. Uma lufada de ar lhe saiu pelos lábios, não pôde deixar de ficar bravo com aquilo, agora o único jeito era conseguir que o faxineiro do lugar o emprestasse sua chave mestra por alguns instantes, para isso teria de inventar alguma desculpa convincente.

Então pôs-se em busca do homem, o encontrando minutos depois a limpar um dos banheiros.

Como puxar assunto?

– An... Boa tarde senhor Xiah – Atraiu a atenção do velho a sua frente, este que com seu uniforme cinza chumbo e face enrugada, só olhou-o com desdém esperando que ditasse para o que tinha vindo lhe procurar, assim voltaria a trabalhar mais rápido. – Hum... Se não te incomodar, eu precisava da sua chave emprestada.

– Por quê?

– Eu – "Algo útil" Pensou. – Preciso pegar alguns dos meus arquivos. O diretor pediu que levassem achando serem antigos mas eles são atuais e eu preciso deles agora. Você sabe, para os relatórios.

Ele tentou soar cordial, colocou até um sorriso no final, mas pelo visto não havia abalado o senhor que continuava com a mesma carranca.

– E porquê você não pede para o próprio diretor? – Perguntou o óbvio. Claro que além do velho Xiah a única outra pessoa com acesso livre aos arquivos era quem comandava a Sunders, Kim Heechul era seu nome.

Mas como dizer "preciso de sua chave" sem conter um "vou roubar uns arquivos" junto?

– Ele iria usá-la hoje e me pediu para falar com o senhor. Vai ser rápido, eu juro. Pegar e sair.

Ao ouvir isso o senhor encarou-o desconfiado – Pegar e sair?

– Sim! Com certeza.

– Bom – Quanto menos tempo gasto melhor. – Então eu vou contigo.

O sorriso esboçado no rosto de Seokjin caiu por terra ao ouvir isto. – V-vai? – Como pegaria tudo de que precisava com a vigilância do faxineiro.

– Não que lhe deixaria com minha chave sozinho, achou? – Encarou-o com sua carranca mal humorada.

– Não. Não, por mim tudo bem... Vamos lá.

Agora a questão era reformular seu plano. A lista ficava assim:

Distrair o faxineiro.

Procurar os arquivos de Wang.

Tirar foto das informações.

Despistar o faxineiro.

Sucesso!

O plano de certo podia dar muito errado, mas ele arriscaria. Ao chegarem em frente a porta, novamente, o mais velho abriu-a dando passagem para que o outro entrasse.

– Prometo ser o mais rápido possível. – Gritou enquanto procurava entre as diversas prateleiras cheias de pastas daquele lugar mal iluminado. Levando em conta que ele não sabia ao menos onde ficava a ala do mesmo sua dificuldade estava grande, assim era mais fácil procurar pelo seu nome.

– Okay, Wang Cheung... – Folheava documentos freneticamente. Até que encontrou o que tanto procurava e não se segurou antes de soltar um grito satisfeito e alegre, o que chamou a atenção da outra pessoa ali presente.

– Está tudo bem?

– Sim, logo estou saindo. – Rapidamente pegou seu celular tirando as fotos, pondo a pasta em seu devido lugar novamente. Para disfarçar resolveu pegar uma que estava jogada ao lado.

– Acabei. – Disse assim que apareceu na visão alheia e andou rumo a saída.

– Que bom. – Decretou impaciente Xiah, fechando a sala e pondo a retirar-se.

O médico só agradeceu e imitou seu ato, saindo dali, indo para sua sala.

Ao que chegou jogou-se em sua poltrona de couro sintético bege e olhou para seu escritório.

– Foi por pouco. – Disse baixo. Mais tempo e o velho desconfiaria de algo.

Deixou que seu olhar caísse por ali. Era uma sala parcialmente aconchegante, suas paredes eram de um tom laranja pastel bem claro e ao seu lado direito havia uma grande prateleira de madeira escura, assim como sua mesa, com livros tanto de sua área como de assuntos diversos e que aos seus pés continha um vaso de samambaia-americana. O lado esquerdo, porém, dava lugar a alguns quadros na parede e um sofá-cama também bege, em sua frente posicionava-se uma mesa de centro de vidro com os pés de mesma cor das prateleiras e a sua frente haviam duas poltronas um pouco mais simples que a sua mas de mesma coloração.

Era um lugar bonito e agradável, concluiu em sua mente.

Seus olhos então caíram sobre seu celular junto da pasta roubada. alcançou o objeto com certa pressa e logo abriu na galeria, se pondo a analisar as fotos tiradas. Algumas estavam com a iluminação comprometida, mas não impedia-lhe de tentar ler. Ali dizia que Cheung estava na ala C por sua situação ainda ser recente e estar sob certa vigilância, mas que logo seria mandado para uma de menos periculosidade, a ala B. O número de seu quarto estava difícil de decifrar, pois a luz se perdia bem em cima de seu último número, mas, sabendo que aquela ala começava pelo algarismo 3 e que o qual lhe sucedia era o algarismo 8 ele não teria tantas tentativas falhas até finalmente acertar o quarto certo.

– Nove tentativas... – Replicou o que seus pensamentos concluíram.

Agora só lhe faltava falar com Siwon, vice-presidente e responsável pelo direcionamento de consultas e pacientes. O quê inventaria para que o senhor lhe permitisse uma visita ele não sabia, seria fácil? diríamos que não, mas tinha de acreditar no contrário.

E só de pensar que ainda teria que ver KNJ no fim da noite... Com certeza "fácil" não seria a palavra.

Um pouco mais longe daquele escritório Xiah Jungso se posicionava em frente a porta do mesmo homem já citado.

– Entre. – Ouviu-se falar por detrás da porta. Assim ele fez.

– Boa tarde senhor Choi. – Saudou ao entrar.

O outro espantou-se pela repentina visita. – A que devo as honras? – Porém indagou simpático.

– Aquele médico novo.

Devido a resposta evasiva perguntou: – Qual?

– Aquele garoto de cabelos castanhos, bem... estranho – Concluiu com uma careta.

– An... Não estaria se referindo ao Jinyoung-Shi ou ao Changhyo-Shi? – Sua cara de dúvida era evidente. Quantos garotos com essa descrição poderiam existir naquela imensidão de hospital?

Xiah por sua vez só balançou sua cabeça negativamente.

– Então... o Seokjin-Shi? – Arriscou de novo.

– Sim, sim, este mesmo!

– Tudo bem. Então sente-se – Declarou e assim foi feito. – O que aconteceu com ele?

– Eu estava limpando os banheiros, certo? – Foi retórico mas Siwon acenou – Então ele chegou e me disse que precisava ir nos arquivos, disse que tinham os documentos dele e que o diretor Kim pediu para usar minha chave, então eu o levei até lá e fiquei observando ele. Parecia que estava mexendo em todos os arquivos, procurando algo e tirava algumas fotos também. Esse garoto saiu de lá com uma pasta, mas duvido que seja dele.

O vice ouviu tudo calado, associando todas as informações. O diretor realmente não pediu nada desse tipo, disso ele tinha certeza, Seokjin estava aprontando algo.

– Hum... Okay. Eu vou analisar as imagens de segurança e ver se dão falta de algum arquivo. Obrigado por seu relato Jungso-Shi, sua sinceridade é realmente muito boa para nós. – Entrelaçou os dedos sobre a mesa e sorriu ladino.

O homem levantou da cadeira e antes de se afastar deu seu último recado: – Estou avisando, esse menino está aprontando alguma coisa.

– Sim, eu vou ficar de olho, não se preocupe. Agora, se me der licença, eu tenho que fazer uma ligação.

– Oh, claro! Até mais senhor.

– Até mais! – Acenou até que o outro saísse da sala. Já sozinho, bufou se recostando mais na poltrona. – Ai, ai Seokjin... O que está fazendo?

Foi até as exibições das câmeras de segurança, rebobinando até o exato momento em que o menino entra na sala, observou-o vasculhar por ali e tirar fotos de um determinado documento. Pausou a filmagem e deu zoom suficiente para que as letras "ang" fossem vistas atrapalhadas por pixels. Só havia uma pessoa com essa sílaba por quem Kim se interessaria e se essa "pesquisa" chegasse aos ouvidos dele talvez houvessem problemas.

– Alô? – Saldou assim que sua ligação foi atendida. Tinha de contatá-lo o quanto antes.

Fale rápido – Disse um pouco grosseirão – É algo importante?

– Sim! Prometo ser rápido, não se preocupe.

Já está perdendo o seu tempo...

– É, me desculpe – Deu para se ouvir um resmungo impaciente doutro lado. – Enfim, Seokjin, ele está investigando sobre Cheung Wang, sabe onde ele está agora.

E?...

– E? Isso não vai ser perigoso para nós? Pra você? Se ele descobrir algo...

Wow, wow, wow! Se acalme Choi – Interrompeu qualquer divagação do outro. – Deixe que procure.

Mas.

E foi calado novamente: – Não há nada a se encontrar em Wang que seja ao meu respeito. Deixe ele se divertir.

Siwon em sua poltrona bufou. – ... Okay então – Meneou sua mão em desleixo e fez uma feição imparcial – Não vou interferir, por hora, mas se algo mais sério acontecer... As coisas mudam.

Faça o que achar necessário, mas não toque nele. – Pela primeira vez naquele curta conversa seu tom de voz foi sério, alto e claro. – Agora eu tenho que ir.

– Eu sigo a lei, diferente de você. – Deixou que o amargor e a repulsa tomassem conta de sua voz.

Você se meteu comigo, não é tão certinho assim. – Zombou. E um bip foi emitido. Havia desligado na sua cara.

Com toda sua fúria contida afundou o telefone em seu suporte. Bufando logo em seguida.

– Maldito. Maldito. Maldito! – Tacou sua caneca de porcelana na parede em sua frente, derramando o líquido que ali continha. – Aonde fui me meter... – Massageou as têmporas.

É, realmente ele não estava em posição de reclamar ou revogar algo a ele. Estava numa dívida aonde não se previa prazo a pagar.

Sem muito o que fazer pegou o aparelho de comunicação de volta. – Kihae, traga um faxineiro.




O dia beirava às seis da tarde, provavelmente num horário próximo as sete e Seokjin havia acabado de sair de sua quarta consulta, cansado porém satisfeito com seu desempenho para com os pacientes, afinal só tinha um que lhe dava dores de cabeça constantes e frustrações sem medidas e esta pessoa ele nunca poderia conter e, pelo visto, nem ajudar.

Jogou-se em sua poltrona e começou a organizar as pequenas anotações que fez em suas consultas, não tendo muito tempo antes de batidas na porta cortarem suas linhas de pensamento. Um pedido para que quem quer que seja entrasse então foi feito.

– Jin! – Jinyoug entrou a toda parecendo animadíssimo, com suas roupas de grife em tons claros e os mocassins que cismava em usar pois achava fashion, palavras do mesmo. – Desmarque seus compromissos hoje a noite.

O psiquiatra só olhou-o displicente e voltou a analisar seus documentos. – Estou muito ocupado e mesmo que quisesse tenho um jantar com a So hoje.

– Ah não Kim! Você nunca sai com seus colegas de trabalho, nem para nenhum lugar, essa… garotinha fica te prendendo em casa, só pode! – Se exaltou um pouco ao falar de sua noiva, os dois brigaram inúmeras vezes por causa da Jeon. Jinyoug não gostava da loira e não se esforçava nem um pouco para omitir isso, além de ainda jogar fatos de aquele não era um relacionamento saudável na cara de Seokjin.

– Não fale assim dela, eu já disse… – Apoiou a mão no queixo virando um pouco o rosto para poder vê-lo, a pose desleixada em contrapartida ao olhar duro. – Você pode não gostar da Soyoen, mas ainda é mi… – O som que indicava uma chamada foi ouvido, interrompendo sua fala. – Só um minuto. – Pediu antes de atender.

Jin? – Ouviu o murmúrio da cuja dita.

– Oi amor! Tudo bem? – Saudou ao que o Park fingia uma cena de vômito, mas simplesmente resolveu ignorar.

Sim! Eu queria te falar que teremos que cancelar nosso jantar hoje.

– O quê?! Mas por quê?

Hm… Uma amiga minha teve alguns problemas e me pediu para dormir na casa dela, mas é só essa noite, amanhã fazemos!

Foi incontrolável o murchar de seus ombros.

– A Chyia?

Sim, esta mesma!

– Okay… Me mande uma mensagem para dizer se está tudo bem, tá bom? – Depois de um murmúrio de confirmação pôs-se a falar novamente; – Eu te amo.

Seokjin esperou e esperou, os segundos mais longos de sua vida, e no final mais um murmúrio foi ouvido. – Até mais – Disse a menina. O médico colocou o aparelho devagar na mesa, encarando a madeira escura.

– Ela desmarcou de novo, não é? – Ouviu o outro murmurar baixinho, compadecido com a situação. – Eu já te di-

– A So não é a pessoa que você acha, okay? Houve uma emergência, mas está tudo bem.

– Okay, não está mais aqui quem falou. – Levantou os braços em rendição. Kim viu, vagarosamente, um sorriso sapeca crescer em si. – Mas então… Agora que você não tem mais nenhum compromisso nós podemos sair né? Por favor! – Prolongou a última vogal. – Por mim, seu melhor e único amigo, aliás, vai ser no bar aqui por perto mesmo, aquele em que todo mundo sempre vai.

O moreno ponderou recusar, mas toda vez que Soyeon saía algo em seu peito apertava, não queria ficar todo apreensivo e paranóico em casa.

Bufou. – Quem vai?

– Alguns colegas que cuidam da Ala D e C. Jung Yunho e Ahn Chilhyun, você não conhece eles, mas vai conhecer!

Sem muito o que fazer Seikjin assentira, somente, e levantou-se de seu lugar, pegando sua bolsa carteiro. Não chamou pelo outro mas sabia que estava em seu encalço.

– Ah, e você não é meu único amigo. – Decretou assim que abriu a porta.

– Sei!

Não demorou muito para que os dois chegassem ao tal bar e encontrassem seus colegas, o Kim foi apresentado aos homens e se juntou dele na mesa, começaram com pequenas doses e petiscos, mas quando viram a mesa estava cheia de copos vazios e outros drinks eram pedidos, deve-se ressaltar que boa parte era para o mais embriagado de todos, vulgasse Park Jinyoung.

– Soubaenim's! – Falou embargado interrompendo a conversa dos demais. – Vocês são os melhores a-amigos… de todos… – Sua fala vagarosa interrompida por soluços. Se jogou em cima de Yunho, todo desleixado, tirando um riso do mais velho. – Menos o Jin… Ele é horrível comigo! – Fez bico ao que o outro só lhe encarou desinteressado.

Bebericou seu coquetel. – Fique quieto Jinyoug.

– Viram? Ele, ele não se importa comigo, só com aquela megera!

– Pare de falar asneiras.

– Aé? Pois é isso que ela é, uma puta megera!

O moreno não conseguia controlar a raiva, mesmo sabendo que o outro não tinha comando sobre suas falas elas ainda lhe irritavam um tanto.

– Você nem conhece ela! – Não conteu a indignação na voz.

– Conheço o suficiente para saber que ela não se importa com você, nem no dia do seu aniversário ela te deu parabéns! E hoje?! Hoje é o aniversário de noivado de vocês e ele sequer se lembrou! – Park, sentindo como se não estivesse com 60% do corpo movido a álcool, endireitou-se em sua cadeira e falou o mais firme possível. Mesmo neste estado suas palavras ainda foram sábias.

– Ela se lembrou tá legal?! E me diga, o que você tem haver com a nossa vida?! Se toca Jinyoung, não te devo nada, muito menos explicações!

– Ow! Vamos ter calma, é só para ser um confraternização entre amigos. – Ditou Chilhyun, vendo o clima tencionar.

– Não Ahn, deixa ele falar! Deixa o cachorrinho aqui ir correndo pra doninha dele! Porque é isso que você é pra ela, um bichinho de estimação, e sabe o que eu acho Seokjin, sabe mesmo o que eu acho?! Que enquanto você fica pagando de bobo apaixonado aquela puta tá transando com outro cara!

Mal a frase foi completada e um soco fez a mesa ranger num estrondo. – Eu não vou ficar aqui discutindo com um bêbado fudido! – Jogou algumas notas na mesa e puxou sua bolsa. Não pensou em olhar para trás ao que se afastava da mesa.

– Você é um merda!

Você que é um amigo de merda se não consegue nem mesmo me apoiar. Eu amo a Soyeon e nós vamos continuar juntos você queira ou não e se isso não te agrada é melhor que se afaste de mim. – No momento em que suas palavras saíram de sua boca Seokjin sentiu todo o peso de tê-las dito e mais, Jinyoung sentiu como se seu peito pulsasse em dor. Nada mais precisou ser feito para que o Kim saísse do local, andando sem pressa pelo anoitecer esperando chegar logo em seu carro.

– JIN! – Ouviu o chamado estridente, mas nada fez se não continuar a caminhar.

– Volte para o bar.

Sentiu uma mão fria lhe enlaçar o pulso. – Eu não quero voltar para o bar. Caralho! Será que você não entende que eu só quero o seu bem. Essa… garota, ela está acabando com você, está te matando aos poucos

– E se eu quiser “morrer” assim? O que você tem haver com isso? – Virou-se para encará-lo de igual para igual.

– Eu gosto de você Kim, gosto mesmo... Mas se escolher viver sua vida nessa mentira, me desculpe, mas eu não vou te apoiar.

– Ficar com ela é o meu desejo e até que ele mude você vai ter que aceitar. Se não pode fazer é melhor encerrarmos por aqui.

Park olhou bem nos olhos negros do mesmo pelo tempo suficiente para se achar longo. Seu toque perdeu a força e a pose vacilou – Que seja feito então.

– Adeus. – Seokjin largou-se completamente do aperto e voltou ao seu trajeto, os ombros se mantendo reto, impassível, contradizendo os olhos que ardiam em fúria e tristeza.

– Eu queria dizer para que, quando você quebrar a cara, não me procurar, mas eu sou otário demais Seokjin. Então… Venha quando precisar.

Não pôde negar, as últimas palavras do outro destruíram tudo o que ainda lhe restava, uma lágrima insistente lhe caiu e o moreno nem tentou enxugá-la, sabia que ainda estava sendo observado e não queria dar aquele gostinho ao outro. Quando entrou em seu carro a primeira coisa que fez foi bater no volante, com raiva, muita raiva, de si mesmo, de Jinyoung, da Jeon, de tudo que lhe estressava.

Nestes momentos só queria fugir para bem longe, sozinho e com toda paz que existia no mundo. Kim sabia que, ao perder seu amigo, ele voltaria a ser… sozinho.


Notas Finais


Eai, o que acharam? Espero que estejam gostando, a história parece estar indo rápida demais não é? Kakakka mas está tudo no seu tempo ;)


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