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História 2AM - Primeiro Livro Da Série SUNDERS - Capítulo 9


Escrita por: e Parkmina_imnida


Notas do Autor


EAEEEEEE!!!! Eu falei que voltava, não falei????

Já avisando, esse capítulo aborda o assédio sexual, linguagem vulgar e pejorativa e a humilhação, então se você é sensível a isso NÃO LEIA! ⚠️ 🔞

Enfim, boa leitura a todos :)

Capítulo 9 - 08.


30.08.2025/ Coreia do Sul – Seul/ Localização desconhecida – Distrito desconhecido. 01:21 pm.

Já haviam se passado algumas horas que Seokjin estava ali, arriscaria dizer até um ou dois dias, sentia sua barriga doer em fome e a boca seca, tamanha sua necessidade de água que tentava beber da própria saliva para amenizá-la. Seus braços doíam assim como as pernas, exaustos de estar na mesma posição por tanto tempo. Mas então ouviu um barulho, seus ouvidos atentos e o corpo em alerta.

– Jinnie… – Chamou-lhe a voz, com o mesmo tom de escárnio usado sempre. – Como está meu garoto? – O homem parou em sua frente e embaçadamente viu-o se ajoelhar.

– Por favor… Me deixa ir… Por favor Namjoon… – Então um tapa reverberou no local, forte, acertando sua bochecha em cheio.

– Já disse que não quero que me chame assim. Seja gentil Seokjin, eu te perguntei como estava.

Respirou fundo, mantendo qualquer xingamento ou lamúria em seus pensamentos. – Oppa… – Disse relutante e se sentindo humilhado, a vontade de chorar vindo só pelo fato de se rebaixar aquele ponto. Continuou a falar mantendo o mesmo tom cansado. – Eu estou com fome, com sede e meu corpo dói, eu não estou bem…

– Entendo… – Oppa então se moveu até algum lugar mais distante e logo voltou, puxando a cabeça do médico para cima e abrindo sua boca de modo um tanto rude, despejando água ali em seguida e fazendo o médico se engasgar. Entre as tosses do outro ele voltou a sua frente. – Viu como é bem mais fácil dizer como está se sentindo? Eu teria te servido se tivesse me dito antes Jin. – Passou a mão por seu cabelo. – Não tenho nenhuma comida aqui, mas quando for resolver algumas coisas na cidade compro pra você, sobre seu corpo… Não posso te desamarrar, você já deve imaginar o por quê, é muito arriscado e você ainda não está pronto.

– Pronto?

– Sim! – Riu fraco, parecendo se divertir. – Não está no ponto que eu quero, mas vai, logo logo, não se preocupe pequeno. – Se levantou novamente e lhe deu um beijo na testa, sumindo outra vez em seguida

Jogando em um provável galpão vazio Seokjin sentia que poderia morrer a qualquer momento, sua pressão parecia despencar constantemente, o que o fazia transitar em se manter acordado ou não, além do fato de uma chata dor de cabeça ter começado a surgir e seu cansaço que parecia multiplicado. Isso perdurou até o que pode chamar de muitas horas se passarem, então os portões enferrujados se abriram novamente.

Como todas as vezes em que o homem havia ido ali, o suposto sequestrador andou até si a passos lentos. Com todos aqueles acontecimentos os sentidos de Seokjin ficaram mais apurados e ele conseguia medir precariamente o caminho longo da entrada até onde estava preso, podia até sentir quando uma respiração calma bateu em sua bochecha, tão próximo que a era possível determinar a temperatura.

– Jinnie…! – Começou, rindo fraco em seguida, o tom tremendo pelo modificador de voz. – Eu tenho uma ótima notícia pra você… – Sua mão se apoiou em seu ombro, começando a descer pelo peitoral. O médico então sentiu um calafrio descer pela espinha, o medo iminente outra vez. – Você não vai perguntar o que é?

Engoliu em seco. – O… o que é?

– A primeira, eu trouxe comida pra você, a segunda, nós vamos dormir juntos! – A voz saindo com uma falsa empolgação e o som de uma sacola farfalhando no ar puderam ser ouvidos, mas o Kim não prestava atenção a nada disso, sua boca escancarada numa surpresa absoluta.

– Dormir… Juntos? – Disse pausadamente.

– Yeah! Eu percebi que não posso te deixar sozinho, entende? Vai ser bom passarmos um tempo juntos e eu vou cuidar de você!

Seokjin negou com a cabeça. – Não…

– Desculpa, o que disse?

O moreno tomou coragem e disse outra vez, mais alto do que um simples sussurro. – Não é uma boa ideia… Ve-veja bem, me prender aqui, do que isso te ajudaria? – Ditou meio trêmulo, estava determinado a tentar fazê-lo mudar de ideia. – Não vai haver resgate e eu não sou conhecido o suficiente para te trazer qualquer benefício, porque-

– Você realmente está tentando me induzir a algo? – Oppa disse sarcástico assim que cortou sua fala, sua mão enfim chegando até a cintura do outro e fazendo um carinho, mas Jin sorrateiramente se mexeu um pouco para o lado, evitando o toque.

– Porque nós não tentamos resolver a situação de uma forma pacífica? – Continuou tentando parecer mais incisivo. – Eu te fiz alguma coisa? Podemos conversar sobre isso e tentar nos resolver, mas me manter preso aqui não é uma boa opção, isso pode piorar o que quer que você tenha feito. Nam… – Sentiu um aperto forte em si, como um pequeno aviso. – Oppa, reconsidere, por favor.

– Você não entende não é? – Beijou seu pescoço antes de se afastar, indo até sua frente. – Eu não quero nada em troca… – Pousou as mãos em seus joelhos. – Nem dinheiro, nem fama, eu nem mesmo tenho algo contra alguém A única coisa que eu quero é você, total e irremediavelmente submisso à mim. Ficou claro agora?

Houve um respirar fundo, o Kim sentia seu sangue subir.

– E qual seria a função disso?

– Prazer? Apenas uma satisfação de saber que alguém tão cheio de si como você não é nada mais do que uma cadela. Sabe quem você me lembra Seokjin? A sua ex-namorada! – A empolgação estava presente novamente. – É! Ela era tão vadia quanto você, mas pelo menos ela não escondia isso, já o nosso Kim… Opa!

Seokjin havia se impulsionado para frente, o rosto vermelho em ódio.

– Escuta aqui seu merda! Eu não quero saber se você tem um fetiche escroto ou se você é sádico o suficiente para descontar a porra da sua loucura em outra pessoa. Mas eu não tenho nada a ver com isso! Então vai se fuder! Seu filho da puta fudido! O que você acha que sabe sobre mim?! Que porra você acha que sabe sobre mim?!! Vai se ferrar, seu maluco de merda!! – E teria falado mais se uma mão não tivesse tampado sua boca.

– “Maluco de merda”? – O homem replicou, na intenção de enfatizar. – “filho da puta… fudido?” Nossa Jin, você foi muito baixo agora. O que acha que vai ganhar com isso? Achou que eu iria ficar extremamente ofendido com uns xingamentos e te deixaria ir? – Seokjin sentia que ele estava perto, o ar quente que batia em si denunciava isso e na fúria em que estava ele tomou uma ação perigosa, cuspindo na direção em que o rosto estaria. Um momento de silêncio se seguiu, o que pareceu o suficiente para o outro se limpar e recompor suas falas. – Você está agindo como uma puta de rua Dr. Kim. – Um grito pode ser ouvido, oppa segurou seu cabelo, o puxando com força, o suficiente para doer um tanto considerável. – Ou melhor, está parecendo um cachorro. Eu sei que te chamei de cadela, mas não precisava incorporar o papel. Pois bem, já que que gosta de ser tão imundo vou te tratar a altura.

No instante seguinte um estrondo se fez presente, o cujo dito havia sido levado ao chão, arfando em dor pelo baque que seu braço e perna sofreram, o que acentuava ainda mais sua dor de cabeça. O homem que antes falava fingindo emoção havia derrubado a cadeira onde o médico estava amarrado, o que fez a velha madeira se partir, soltando um pouco de suas pernas, mesmo que seus braços ainda estivessem com um nó bem formado.

– Essa é a sua comida. – Aproximou uma tigela de seu rosto, a tampa aberta visto que o cheiro de carne e legumes frescos se exalavam. – Eu até iria te deixar comer com a mão, mas estamos atuando não é? Então venha comer sua ração. – Este segurou aa cordas que prendiam sua mão, o puxando de leve, porém Kim não fez um movimento, mordendo a parte interna de sua bochecha com os olhos ardendo em ódio. Então, vendo isso, oppa segurou seu pescoço com força, enfiando seu rosto na tigela morna. – Eu disse venha. Comer. Sua. Ração! Cadela nojenta! – Falou pausadamente, subindo e enterrando seu rosto na sopa com a mesma velocidade. O psiquiatra apenas conseguia se engasgar e tossir descontroladamente, sentindo o líquido ainda um pouco quente tocar sua pele. Quando oppa o largou metade da sopa tinha sido desperdiçada, transbordando da tigela.

– Termine sozinho agora, não esqueça do que caiu no chão. Eu te comprei comida então seja gentil e coma tudo. – E, forçadamente, assim Seokjin fez.




Um tempo se passou após o incidente da refeição, todos os dias oppa estava lá e todas as noites ele também acompanhava o médico. Seokjin passou a ter hora para comer, hora para tomar água e até para ir no banheiro, sempre sendo supervisionado, ele media nas refeições que tinha uma média temporal, nunca tomava café, apenas podia almoçar e jantar. Em todas as oportunidades que tinha Jin era caçoado, tocado ou xingado, medo e nojo passaram a andar igualmente junto ao ódio, enquanto isso ele sabia que seu carcereiro se divertia. O Kim lutava todo o tempo para não perder a linha de sanidade, respirando fundo e pensando em tudo que havia aprendido em seus anos de estudo, não podia ir contra seus princípios, nem mesmo numa situação como aquela.

Neste dia, em específico, o Kim que havia sido preso em uma nova cadeira, desta vez de ferro, estava começando a se sentir sonolento quando ouviu oppa se aproximar, arrastando algo metálico. Depois de mais alguns burburios ficou claro que o mais alto tinha se sentado também, logo em seguida o som baixo de zíper se abrindo fez-se presente.

– É você? – Perguntou Seokjin, sabendo que provavelmente não seria outra pessoa, mas mesmo assim esperando uma resposta, tentando enxergar pelo pano espesso.

O que recebeu de volta foi um grunhido em afirmação, seguida de um longo suspiro.

– Você sabe o que estou fazendo… não é? – A voz, pela primeira vez estava sem nenhum terceiro elemento, mas mesmo assim estava baixa e rouca o suficiente para que não lhe soasse clara. Fracamente Seokjin conseguia escutar sons melados, imediatamente ele entendeu a situação e seu rosto esquentou-se fortemente.

– Você vai fazer o que eu mandar… – Voltou a dizer, a respiração meio entrecortada. – Geme pra mim Seokjin. Faz igual a vadia que você comia e chama meu nome…

O outro se espantou, balançando a cabeça negativamente e encolhendo-se um pouco, se mantendo calado. Logo em seguida ele ouviu um click.

– Eu tô apontando pra sua cabeça nesse exato momento, então escolha logo. – Mesmo que a situação fosse arriscada, a voz do homem não estava ameaçadora, ao contrário, parecia que ele queria que o moreno cometesse algum erro. – Ou… você prefere fazer por mim?

Mais uma vez o Kim negou, sentindo um fervor subir por seu corpo, em pânico e raiva. – Como... Como eu vou fazer isso?

Ouviu-se uma risada soprada. – Quer que eu te deixe excitado antes Dr.? Eu preciso meter em você primeiro? – Seokjin pareceu ouvir movimentos, como se ele fosse levantar e logo gritou em negação.

– Eu faço, não precisa, eu faço! – Disse com medo de que o mais alto o tocasse, engolindo em seco. Timidamente ele começou chamando o “nome” do outro, a palavra oppa saia de sua boca quase sussurrada, tremendo assim como o psiquiatra, que sentia a vontade de chorar próxima, tendo a sensação de que havia sido violado.

Já o outro bufava rouco, gemendo baixo e aumentando os movimentos em seu membro, Seokjin sabia que provavelmente havia um sorriso convencido em seus lábios. Algumas vezes ele gemia fraco tomando um tom mais feminino, como oppa havia pedido.

– Você faz isso tão bem… Eu deveria te tratar como uma garota agora? – Disse com um ar pesado, rindo ao final e xingando baixo, aparentemente seu ápice não estava longe. O rosto do menor não podia estar mais quente e por algum motivo seu corpo também começava a ser afetado, o que estava o assustando.

– Namjoon-ah… – O nome escapou quase que necessitado de sua boca, como se fosse natural. Naquele momento Seokjin se atentou, ele havia ficado excitado com aquilo, não precisou de mais nada para que lágrimas começassem a transbordar de seus olhos. Ele tinha se excitado por um homem, o mesmo homem que lhe humilhava e estava o obrigando a passar por aquela situação e ainda que aquele não fosse Namjoon aquilo seria ainda pior, pois ele havia chamado seu nome, como se quisesse que fosse ele ali. Com isso uma grande carga de nojo o consumiu, de si mesmo, do que estava a sua frente, de seu corpo, de tudo, ele só teve a motivação de continuar pois sua vida estava em jogo. E no final ela sempre estava.

– Eu gostaria de dizer que estou com pena, mas porra… Ver você chorando é excitante demais... – Concluiu. E não demorou mais que alguns segundos para que ele grunhisse alto e Seokjin sentisse algo cair em suas roupas.

“Não pode ser”, pensou.

O homem havia ejaculado em cima de si, sujando suas roupas e sua dignidade.

– Ah… – Exclamou oppa parecendo ter notado algo. – Eu sujei suas roupas, perdão Jinnie. Pra sua sorte eu já preparei uma roupa nova, então vamos tomar banho, sim? – Sorriu soprado, passando sua mão melada pelo queixo do outro, inclusive por seu lábio, o que causou uma careta horrível em repulsa por parte de Seokjin. – Você pode lamber? – Se referiu ao líquido que estava entre os lábios do garoto. Jin, por sua vez, apenas negou outra vez, apertando seus lábios um no outro, uma lágrima caindo de sua bochecha. – Vamos lá... Ou será que prefere o seu próprio? Você parece bem preparado pra isso…. – O médico sentiu algo passar levemente por sua virilha, onde seu membro se encontrava semi-ereto, aquele “algo”, no entanto, não se parecia com uma mão, estava mais para um cano ou uma barra dura. Ele sabia o que era, não precisava de muito para adivinhar.

Ele colocou a ponta da língua para fora, lambendo um pouco do gozo e tendo que engoli-lo, sentindo ânsia ao fazê-lo.

– Bom garoto! – Oppa limpou sua mão na camiseta alheia, indo a algum lugar próximo e voltando para soltar suas pernas e braços, deixando apenas o nó em sua mão, ele segurou na corda e foi guiando o moreno pelo caminho. Assim que chegaram aonde queriam o mais alto posicionou em sua frente.

– Fique aqui. – Ditou, já com o modificador outra vez, soltando-o por completo, inclusive seus olhos, Seokjin estava com os olhos sensíveis por ter passado tanto tempo com a falta de luz, então demorou um pouco para se acostumar, até finalmente ter a visão de um box forrado por azulejos sujos, como se aquilo fosse um vestiário abandonado. – Pode se banhar, mas, se você virar um momento sequer, eu atiro na sua cabeça. Entendeu? – O moreno assentiu. – Perfeito.

Então o médico esperou algum tempo para que o outro se distanciasse ou até mesmo fosse para outro lugar, mas nada aconteceu, quando pretendia dizer algo no entanto foi cortado antes mesmo de começar.

– Eu não tenho o dia todo, tire as roupas ou eu faço isso por você.

Então ele o fez, vagarosa e humilhantemente, mas fez. Kim ligou o chuveiro sentindo a água gelada cair em seu corpo e o fazer tremelicar, passava a mão pelo cabelos e pelo tronco, vendo algumas escoriações roxas pelo aperto das cordas, principalmente em seus pulsos e peito. Resolveu não reparar muito nisso, focando-se em procurar o sabonete.

– Não tem sabão? – Então uma embalagem foi jogada ao chão.

– É o que você usa, estou certo? – E realmente era a mesma marca de sabonete que Seokjin usava desde a adolescência e este obviamente se espantou, como tantas outras vezes naquela noite.

Ele desembalou o produto e passou a se esfregar, sua cabeça estando a mil. Ele estava sendo obrigado a ficar nu na frente do cara que o assediou na mesma noite. Naquele banho ele tentava lavar não só seu corpo, mas também sua mente, fazê-lo suportar, fazê-lo esquecer, fazer qualquer coisa menos continuar com aquilo que sentia. E não só estar pelado o incomodava, estar duro também era uma péssima coisa, o que lhe restava era respirar fundo se quisesse se manter vivo por mais tempo.

Mas mesmo com todos esses pensamentos conturbada e auto-destrutivos Seokjin estava curioso, se virasse pelo menos um pouco do rosto ele veria se era Namjoon ali, ou talvez não, talvez realmente não fosse ele, Seokjin não sabia mais… Será que KNJ seria tão agressivo assim? Aquele que sempre pareceu mais pacífico e manipulador, agir tão animalescamente? Ele não sabia mais se poderiam ser os mesmos. Mas ainda assim a dúvida o consumia, só bastante um olhar, apenas um discreto espio, e ele estava motivado a fazer aquilo. Vagarosamente o menor começou a virar seu rosto, tão devagar que mal podia ser notado em sua opinião, só houve um problema no caminho. Seu rosto nem mesmo havia completado o ato quanto o cano da pistola pousou em sua bochecha.

– Está curioso demais doutor… – Ditou em aviso e no mesmo instante Seokjin retrocedeu seus passos. Porém o maior não desencostou o objeto, apenas o deslizou até sua nuca, descendo levemente sobre sua espinha, o causando um calafrio em pavor. Assim que chegou na base se sua coluna ele concluiu: – Já que está querendo ver tudo por quê não vai vestir sua nova roupa? – Desvencilhou a arma, apenas apontando sobre seu ombro para as roupas que estavam em cima de um longo banco de madeira.

Seokjin foi até lá, pegando as peças com receio, as olhando bem.

– Eu não posso vestir isso!

– E por que não?

– Porque… são roupas femininas.

– Sim! Eu sabia que você iria se sair muito bem hoje, então adiantei o seu presente! Legal né?

– Hum… – Relutantemente ele assentiu, vendo a saia preta cheia de tules brancos para dar enchimento e um top também preto. Aquilo não parecia caber em si nem se ele quisesse e o pior era a calcinha de renda branca que acompanhava o conjunto.

– Não tenha vergonha, vai ficar ótimo em você! – A voz do homem pareceu até beirar o gentil. Seokjin engoliu em seco, vestindo primeiro o top, que por algum não chegou a ficar justo apesar de por não haver nenhuma toalha ainda grudar um pouco em seu peitoral, o tecido era até mesmo confortável, ele ficou olhando para a parte de baixo, desconfortável demais com aquilo. E aquela calcinha? Aquele micro pedaço de pano realmente lhe cobriria alguma coisa? Se recusou a colocar aquilo, a escondendo entre os vãos do banco, logo depois vestiu a saia, observando que esta tinha ficado na metade de suas coxas.

Céus… Isso é ridículo…

– Pronto?

– Hum… pronto. – Quase ia virando para o outro, mas lembrou que não poderia fazer aquilo, então esperou que ele mesmo viesse até si. E não demorou muito para isso acontecer, mãos passaram por sua nuca, envolvendo seus olhos com a venda novamente e a amarrando bem, oppa puxou sua mão e a prendeu novamente.

Sem dizer mais nada ele o levou novamente a se sentar na cadeira onde passava todo o tempo, desta o prendendo sem tanta força.





Naquela mesma noite, já bem mais tarde, Seokjin acabou acordando. Ele não sabia se era de madrugada, mas não parecia o costumeiro sentimento que tinha ao dia, seu corpo estava frio por causa das roupas finas e curtas e ele podia ouvir ao longe sons de água a cair no chão.

“Ele está tomando banho?”

Pensou. E não passou mais que minutos até o suposto chuveiro ser desligado e um silêncio se seguir, o médico não chegava a estar aflito, afinal o outro não sabia que ele tinha acordado, então se ele continuasse quieto nada sairia do comum, ele pensava em até mesmo tentar voltar a dormir mais rápido possível. Porém não demorou e passos já adentravam o cômodo, especificamente indo até si. O Kim instantaneamente se contraiu, tentando não fazer alarde enquanto seus músculos se mantinham rígidos, oppa segurou o encosto de sua cadeira e o arrastou para não muito dali, o virando em alguma direção, houve um farfalhar de colchão e um suspiro longo por parte do maior. Ele provavelmente tinha se sentado em sua cama.

– Jinnie… – Chamou calmo, passando a mão por sua bochecha. Seokjin queria rejeitar o toque e se afastar, mas não teve coragem de se mexer e ser descoberto. O homem a sua frente se aproximou ainda mais, trazendo o rosto até sua orelha. – Eu sei que você está acordado! – Soltou um riso nasal e pôs a mão em sua coxa. – Você não percebeu? Seu corpo está tremendo. – O psiquiatra não conteve a cara de espanto, há alguns segundos ele tinha certeza que estava normal, sabia que estava com frio, mas não era tanto, parecia que ele inconscientemente passou a temer tanto o toque do outro que seu sistema reagia na hora.

– Eu acordei sem querer. – Ditou, como se estivesse se desculpando ou justificando.

– Entendo… – A palma passou a se esfregar em sua pele. – Você se depilava antes? – Foi respondido com um grunhido em afirmação. – Você parece ser bem vaidoso! – Debochou um pouco, mas era a verdade, Seokjin gostava de cuidar da pele, depilando e a hidratando, ele era quase tão vaidoso quanto Soyeon.

Mas então aquela mão foi subindo, apertando sua pele fracamente algumas vezes, como se quisesse senti-la melhor. Ela se esgueirou até sua cintura, levantando um pouco da saia, o Kim já estava constrangido e com um pavor do que oppa poderia fazer dessa vez, este por sua vez apertou um pouco mais da carne leitosa, sorrindo soprado.

– Sem calcinha? – Comentou, o médico apenas virou o rosto para o lado, parecendo querer evitar um olhar. – Você está tentando facilitar para mim doutor? – Nada veio em resposta. Ele então segurou em sua outra perna e, com ambas as mãos, o puxou para perto, arrastando a cadeira junto de modo com que os joelhos de Jin esbarrassem nos seus. – Deveria parar de negar que quer ser tocado. Me diga, porquê não colocou?

O menor engoliu a seco. – Eu não achei ela, não estava lá.

– Ah não? Eu escolhi especialmente para você, tenho certeza de que estava.

Seokjin começou a negar freneticamente, apertando suas coxas uma na outra.

– Não estava, não estava! Eu não vi! Não…

– Está tudo bem, não fique nervoso. – Fez um carinho em seu joelhos. – Sabe… Eu já tinha imaginado noites como essa, em que eu dormiria tão próximo de você. Você também imaginou Jin-ah?

Suando frio, com a garganta parecendo fechada ele negou mais uma vez com a cabeça.

– Tudo bem, você vai se acostumar. Vai pedir por isso. Eu já te disse algo parecido não é? – Ouviu-se um tom mais descontraído.

“Você vai fazer tudo o que eu quiser por vontade própria. E sabe porquê? Porque você vai estar implorando por mim, tão sedento por um pouquinho da minha atenção que nada mais vai importar. E vou ser tudo pra você e você... Não vai ser nada para mim…”

Mais nada precisava ser dito.


Notas Finais


Espero que tenha recompensado a demora. Eu gostaria de dizer "não odeiem nosso vilão", mas uma força maior me proibiu de fazer isso akakakakakkakaka

Até o próximo (não vai demorar tanto, juro rsrs) ✌😗


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