História 3 Days, 1 Cat - Capítulo 6


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Notas do Autor


Postando de madrugada pq fiquei o dia todo escrevendo e agora que terminei quis postar logo fds :D
Esse capítulo foi mais pra desenvolver as relações e os personagens, então K, não esperem muito, porém a história já está acabando então em 3 capítulos ou coisa assim ela já chega no fim.
Espero que você gostem eeee

Capítulo 6 - I Kinda Like You


Wooyoung acordou de bom humor na quinta-feira. Era o seu segundo dia possuindo um espírito como servo e tudo ia de bom a melhor, sem nenhuma preocupação. Seus trabalhos atrasados e cadernos incompletos já não eram um problema, assim como a desorganização de seu quarto ou a dificuldade em realizar qualquer tarefa do cotidiano. Agora tudo era resolvido em segundos pelo felino San, que a cada minuto se tornava mais interessante – e também agradável. Agora tudo que tinha em mente era ficar apresentável para ir à escola.

– Que droga de cabelo. – Resmungou o mais novo, tentando de qualquer forma ajeitar os fios desgrenhados. Suspirou, sem bons resultados.

Ao analisar todo seu estilo chegou à conclusão de que parecia um mendigo; Suas calças já estavam velhas e desbotadas, a camiseta tinha uma mancha que nunca deu sinal de sair e o casaco que ele usava para cobri-la era extremamente brega, um presente muito mal escolhido por sua mãe. “Até um velho de 80 anos se veste melhor, por Deus” pensou com expressão desgostosa, não era a toa que Yuri nem fazia questão de lembrar o seu nome.

Decidiu então, em poucos segundos – assim em como grande parte de suas decisões –, que precisava urgentemente dar uma repaginada em seu visual, ali mesmo, em seu quarto, antes de ir pra escola. Só de pensar no quanto insano aquilo soava, o Jung já abria um enorme sorriso, pois sabia que era a pessoa mais sortuda do mundo no momento. Girou seus calcanhares, fitando o garoto de cabelos brancos adormecido em sua cama com um sorriso presunçoso. San dormia tranquilamente, ronronando alto como um verdadeiro gato, enquanto abraça um dos travesseiros jogados sobre o colchão. Era uma cena bem adorável na verdade, Wooyoung sentiu até pena de interromper um sono tão profundo quanto aquele, mas precisava de serviços o quanto antes, então não tardou a cutucar o espírito deitado, o acordando calmamente.

– Bom dia mestre, precisa de algo? – Disse o maior assim que abriu os olhos.

– Na verdade, sim. – Confessou com um sorriso amarelo.

– Estou ao seu dispor, Wooyoug.

– Preciso que você me deixe bonito. – Foi direto ao ponto, meio hesitante com as próprias palavras.

O loiro o encarou, piscando algumas vezes com a mesma expressão inocente de sempre tinha. Ele sorriu, mesmo sem entender precisamente as palavras do mais novo.

– Eu não posso entendê-lo, mestre. Você já é perfeitamente bonito pra mim. – Comentou, analisando centímetro por centímetro de seu rosto.

E mais uma vez, o estudante corou. Era irritante a frequência com que o maior o elogiava ou fazia comentários vergonhosos, mesmo que eles se conhecem a dois dias. Tentava manter a compostura, jurando nunca se abalar pelos comentários, mas lá no fundo sentia vontade de dar um soco no rosto bonito do espírito ou se enfiar dentro de um buraco, tamanho o seu constrangimento. Limpou a garganta, retomando o que estava dizendo.

– Não seja exagerado, minhas roupas são todas velhas e meu cabelo está péssimo, eu preciso de um visual mais bacana se não quiser levar um fora. – Explicou, colocando ambas as mãos na cintura.

– Então você quer que eu melhore a sua aparência? – Perguntou curioso.

– Exatamente! – Bradou ansioso com a proposta.

San sorriu grande com a animação alheia, planejando o que faria para aprimorar a obra de arte que era o Jung. O gato não estava brincando quando disse que ele era perfeitamente bonito para si, de fato Wooyoung era um jovem atraente por natureza, apenas um pouco desleixado com sua aparência, que merecia muito mais de sua atenção. Por isso o servo estava feliz com aquele pedido, finalmente ele mostrava um pouco de vaidade, nem que fosse por medo de ser rejeitado por uma garota.

– O seu pedido é uma ordem, mestre. – Afirmou alguns segundos depois, para a felicidade do menor.

Não foi preciso de muito para realizar o pedido. Em questão de segundos o esbranquiçado já tinha a imagem perfeita de como o outro ficaria em sua mente, desenhando cada mínimo detalhe com seu olhar sobre o corpo esguio – atitude que não passou despercebida pelo dono deste, que voltou a sentir as bochechas queimarem. Sorriu ao finalizar sua análise, estralando os dedos para que a magia acontecesse.

O brilho que embalou a figura do moreno foi tão forte que o obrigou a fechar os olhos, encolhendo-se por reflexo quando sentiu puxões começarem por toda a extensão de seu corpo. Era como se alguém o vestisse sem o menor cuidado, fazendo novos tecidos pinicarem sua pele e apertarem lugares um pouco curiosos – se vocês bem me entendem. Ao fim de sua troca, ele abriu os olhos um por um, sentindo o olhar se San pesar sobre si.

– Isso soa bem irônico vindo de mim, mas você está um gato. – Ele comentou, dando uma piscadinha no final.

Wooyoung arqueou uma das sobrancelhas, agora curioso sobre o novo visual. Deu meia volta para encarar o espelho e assim que pode apreciar sua nova aparência, sentiu vontade de sair berrando pela casa. Nunca imaginou vestir peças tão ousadas – e ao mesmo tempo tão caras – quanto aquelas. Não possuíam marca alguma, pois eram fruto da imaginação do felino, mas o garoto tinha certeza que roupas parecidas com aquelas só encontraria em lojas famosas pelo mundo. Seu queixo caiu, estava muito bonito com aquele look.

Mas a gota d’água mesmo foi o seu cabelo. Estava penteado para trás, em um penteado que ele não fazia ideia de como imitar, mas que ficava muito bonito nele. Só que o mais impressionante era, com certeza, a nova cor dos fios. Seu cabelo estava completamente platinado, em uma coloração meio champagne, que parecia saída de um desenho animado, ou um filme de fantasia. Nunca tinha sequer pensado em pintar o cabelo, mas aquilo estava muito melhor que o esperado.

– Uau… – Exclamou após um bom tempo se analisando no espelho. – Eu estou irreconhecível.

– E isso é algo bom? – Perguntou o outro.

– Isso é incrível! Estou me sentindo um modelo de revista! – Comemorou ainda se admirando no espelho. – Muito obrigado, San.

– O mínimo que eu posso fazer por você, meu mestre. – Repetiu com serenidade, abaixando a cabeça em respeito.

O Jung sorriu com a atitude. Não que ele se sentisse confortável em ser tratado de forma tão respeitosa – era bem estranho, na verdade, não havia necessidade alguma – mas não podia negar que achava adorável o comportamento do espírito de cabelos brancos. Ele podia o irritar as vezes, mas estava sempre sendo doce e lidando calmamente com os diálogos, algo que encantava um pouco o jovem.

Wooyoung se distraiu com tais pensamentos, mas logo encarou seu relógio, concluindo que precisava sair de casa o quanto antes para não se atrasar. A questão ali era: como passaria por seus pais sem que eles achassem que o filho tinha sido abduzido, ou no mínimo, roubado um banco? Para o desespero do garoto, era quase impossível sair de casa sem que sua mãe percebesse ao menos seus cabelos chamativos, já que a mulher tinha um olhar de águia e desconfiava de qualquer atitude do filho. O menino apoiou uma das mãos em sua testa, andando de um lado pro outro dentro do quarto.

– Como é que eu vou passar pelos meus pais assim? – Questionou em voz alta, encarando o maior na esperança de uma solução.

Ele, contudo, nada respondeu, apenas devolveu-lhe um sorriso amigável que, por mais fofo que fosse, não ajudava em nada no momento. Choramingou mais um pouco, dando voltas e mais voltas dentro do quarto, até ter uma ideia súbita, mas promissora. Caso o vissem, seus pais enlouqueceriam, mas e se eles não pudessem o ver?

– San! – Chamou pensando na ideia mirabolante que tinha acabado de ter. – Você pode me deixar invisível?

[…]

O som dos coturnos de Wooyoung se chocando contra o chão ecoavam pela escola, assim como em uma cena de filme Hollywoodiano. Os olhares dos alunos eram todos direcionados para a figura chique que desfilava no corredor, com direito a risinho de lado e tudo, o Jung estava se sentindo um protagonista de sessão da tarde. Quando parou em seu armário, Yunho o olhou de cabo a rabo, desacreditado dos próprios olhos.

– Quem é você e o que fez com o meu Woo? – Ele perguntou, apesar de estar com um enorme sorriso.

– Sabe como é né, as vezes a gente tem que dar um tapa no visual. – Comentou repleto de sarcasmo, guardando alguns cadernos.

– Isso é coisa do San, certo? – Perguntou, mesmo tendo certeza da resposta.

– E tinha como não ser? Sabe que não tenho senso pra moda. – Retrucou, fazendo o melhor amigo gargalhar.

Eles ainda riam e conversavam quando uma garota se aproximou da dupla. Era baixa e muito bonita, com curvas acentuadas e cabelos longos, juntamente com um par de olhos hipnotizantes. Ela sorriu para o platinado cheia de segundas intenções.

– Olá, você é novo por aqui? – Disse com a voz carregada de malícia.

– Na verdade, não. – Respondeu meio sem jeito, desacostumado a flertes. – Mas acho que é a primeira vez que te vejo por aqui.

– Bom, se quiser me ver mais vezes, pode me ligar, gatinho. – Falou, colocando um papel dobrado no bolso só mais velho, mordendo o lábio inferior. – Até outra hora se você quiser.

E saiu, andando até um grupo de amigas que soltava risadinhas esperando-a voltar. O Jung fitou o próprio bolso e logo depois o melhor amigo, tentando processar o que havia acabado de acontecer.

– Ok, essa foi a pior conversa hétero que eu já ouvi em toda a minha vida. – O Choi disse fazendo uma careta de desgosto. – A cada dia tenho mais certeza que fiz certo em nascer gay, valeu Deus.

– Nem eu gostei disso pra falar a verdade. – Falou meio desconcertado, com um sorriso torto.

– Deve ser porque você tem olhos pra Yuri agora, normal. – Deu de ombros. – Agora eu preciso te contar o que o Jongho fez ontem…

O que Wooyoung não sabia era que não muito longe dele e do azulado estava a própria Moon, quieta como sempre, o observando em silêncio. Após a cena ela sorriu contida, cruzando os braços em frente ao busto, analisando bem a figura do mais novo. “Talvez eu tenha feito uma boa escolha” pensou ela, dando meia volta para abandonar o local.


Notas Finais


Irra até o próximo capítulo


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