1. Spirit Fanfics >
  2. 30 days to save a love. (Newtmas) >
  3. 11 days to save a love.

História 30 days to save a love. (Newtmas) - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Como assim atualizei em menos de 5316732 dias???? Uau!!! ✌😍 11 dias pra acabar essa viagem??? 11????? Nossa história está quase na reta final??? Eu não estou pronta pra isso!!

Boa leitura! 🤓💛

Capítulo 17 - 11 days to save a love.


Fanfic / Fanfiction 30 days to save a love. (Newtmas) - Capítulo 17 - 11 days to save a love.

July, 02 2019


P. O. V. Thomas

Minho não parava de reclamar. De vez em quando acertava água e sabão propositalmente na minha cara, apenas para evidenciar o quanto estava frustrado por estar lavando o carro.

- Por que iríamos pagar um lava rápido, gastando litros de água, se com um único balde é possível higienizar todo o veículo? – eu havia argumentado.

- Porque vamos ajudar um pequeno empreendedor! – ele contrapôs.

- Mas então estamos discutindo sobre capitalismo ou preservação de recursos não renováveis?

- Eu to dizendo que, se a água já é desperdiçada por grandes empresas e ainda assim nós consumimos delas, então porque não gastar a mesma água ajudando uma microempresa?

- A questão é que a água é vida, e, portanto, é de responsabilidade de todos economizá-la, ainda que seja um pequeno negócio ou uma multinacional.

- Não to dizendo que a água não seja importante, to dizendo que financeiramente o micro empreendedor vai então sempre sair atrás.

- Não discordo de você, apenas estou ressaltando que o debate aqui é a preservação da água e a responsabilidade do uso desenfreado da mesma.

- Mas se a gente considerar que...

E assim se seguiu uma longa discussão sobre ecologia, política, economia, abuso de poder e movimento dos trabalhadores sem teto, até que Percy cansou-se e nos interrompeu dizendo quase como se aquilo encerrasse toda e qualquer discussão:

- Se nós estivéssemos em Arrakis, então essa discussão não faria o menor sentido. Desperdício de umidade...

Minho e eu nos calamos e ponderamos por alguns minutos, até sermos vencidos. Era a primeira vez que Percy não utilizava a Mitologia Grega para referenciar seu ponto de vista, e foi a primeira vez, portanto, que entendi algo do que ele dizia.

É que aqui somos todos fãs de Duna.

Desde então estamos lavando o carro com um balde de água e sabão que um senhorzinho gentilmente nos cedeu na porta de sua casa. Quando enfim terminamos, pagamos ao senhor uma quantia em dinheiro e então Minho recomeçou a discussão, dizendo que, já que havíamos pago, então nada daquilo fazia sentido, pois melhor seria se tivéssemos pago o pequeno empreendedor.

Ele seguiu assim por pelo menos duas horas depois de limparmos tudo.

-...E digo mais, Percy e Annabeth! – disse do nada, logo depois de falar incansavelmente sobre trabalhadores rurais, o que nos fez sobressaltar e enfim prestar atenção no que dizia – Vocês têm que parar de transar dentro do carro! O cheiro de sexo eu sinto é de longe!

Fez-se silêncio e todos os olhos presentes estavam arregalados. Minho abriu uma lata de energético e bebeu tranquilamente no banco do passageiro, logo ao meu lado, parecendo completamente aquém do que dissera. Para ele, as únicas pessoas possíveis de estarem copulando na Ranger eram Percy e Annabeth, que, obviamente sabendo que não eram eles, então sabiam que apenas poderia ser... Ora, mas é claro.

De olho na estrada, eu nada disse, mas pude sentir o burburinho desconfortável no banco de trás, que só não foi percebido por Minho porque ele mesmo aumentou o volume de Walk do Foo Fighters no rádio.

- Teremos mais cuidado, prometo! – exclamou Annie em tom casual depois de alguns minutos de cochichos lá atrás, e seguimos viagem como se nada tivesse acontecido.

Existe uma razão para escondermos do Minho o que vinha acontecendo entre Newt e eu. Você poderá achar plausível ou não, mas enquanto nem Annabeth souber dizer com total segurança, então melhor que as coisas permaneçam exatamente como estão.

A questão é que Minho pode ser um homem tão previsível quanto imprevisível, tudo dependerá muito da ocasião; É previsível que ele busque um ar jocoso para expressar-se em determinadas situações que não falem a respeito direto de seus próprios sentimentos (os quais, já percebemos, ele vêm evitando enfrentar constantemente), substituindo a continuidade de um constrangimento por um alívio cômico. Desde adolescente, isso não mudou. Mas quando o acaso colide com seu emocional, então ele torna-se quase irreconhecível, podendo tanto cair no choro, quanto agir impulsivamente (e violentamente se estiver bêbado, como também bem sabemos). Como então saber julgar sua reação diante de certas situações? Como então saber qual dos extremos se sobressairá no momento do conflito? Pois é exatamente esta a sua imprevisibilidade. Nunca se sabe até que ponto Minho se sentirá pessoalmente ofendido pela conjuntura, e isso faz com que não saibamos ao certo como irá reagir ao saber sobre meu romance com Newt.

“Vejo duas possibilidades, sendo uma boa e uma péssima: a boa é que talvez ele simplesmente dê de ombros e nos surpreenda com um ‘oh, eu já esperava!’ e dê um tapinha nas costas dos dois desejando felicidades. Isso é o que eu imagino como sendo maravilhoso, na verdade. Mas também considero que talvez ele possa sentir-se pessoalmente atingido com a informação, como se tivesse sido traído pelos dois. E nem digo isso por terem guardado esse segredo longe dele durante tantos anos, mas sim pelo fato de que ele vai compreender que esta viagem nada teve a ver com a nossa amizade, mas somente com seu desejo de conquistar Newt. Isso vai doer muito nele, Thomas. Principalmente porque ele poderá se sentir sobrando durante todos esses dias e além. Não, não vai ser nada legal. Eu realmente espero que seja a primeira opção, mas considerando toda a sua inconstância das últimas semanas... É. Não acho que seja válido arriscar...”

Estas foram as palavras de Annie no dia que conversamos a respeito, poucas horas depois de ter lhe contado sobre minha primeira noite de amor com Newt. Desde então, ouço suas considerações martelando em minha cabeça sempre que Minho está por perto, sendo que pouco tenho ficado sozinho com ele, aproveitando os momentos de maior privacidade com o meu querido Newt.

Isso é egoísmo, sim eu sei que é. Sou maduro o suficiente para assumir meus lados mais sombrios, reconhecê-los. Mas, como Sirius Black disse uma vez: “Todos temos luz e trevas dentro de nós.” E nesse momento, nessa viagem, pelo menos nos dias que ainda nos restam, eu quero dar-me ao desagrado alheio de ser egoísta com meus sentimentos. Porque o que estou vivendo ao lado do homem que sempre amei, vem passando a frente de absolutamente tudo em minha vida. Não existem promessas de que tudo dará certo no final, não existem também evidências, porém de que dará errado. Ainda é incerto, como qualquer coisa na vida, eu acho. E considerando o quanto está sendo feliz minha união a ele, não posso dar-me ao luxo de ser generoso com o tempo que passamos aqui. As oportunidades que existirem de estar com Newt, eu aproveitarei. A amizade de Minho eu sempre terei. Mas a chance de fazer dar certo as insanidades desse intento amoroso é passageira. Preciso agarrar-me a ela com tudo o que tenho.

Almoçamos em um restaurantezinho charmoso à beira da estrada. Há tempos não comíamos comida fresca, e a culinária do lugar era bem caseira, o que nos fez sofrer um momento nostálgico, estranhando a sensação de estarmos longe de casa há dias, parecendo que estávamos há anos. Jogamos conversa fora à mesa, relembramos algumas histórias do passado, tudo muito amistoso e confortável. Newt não falou muito e eu entendo. Pensar no passado era algo doloroso para ele, muito mais do que para qualquer um ali. Sendo o único que conhecia seus fantasmas, ajudei a focar a conversa nos bons tempos de escola, sem nos estendermos muito para a época da faculdade e afins, seus momentos mais obscuros. Annie e Percy não sabiam tudo sobre Newt, mas seu conhecimento era suficiente para que entendessem o que eu fazia, e me ajudaram a manter o tom descontraído e harmonioso. Minho, não sabendo de nada e nem mesmo percebendo o quanto tentávamos sempre voltar às boas lembranças, de vez em quando soltava um comentário ou outro sobre o primeiro baseado que fumou e seu primeiro porre com os calouros de medicina. Drogas eram gatilhos para Newt, e ele calou-se por diversas vezes, apenas ciscando seu prato com o garfo em total imersão contemplativa. Doía-me na alma. Eu queria abraçá-lo, protegê-lo, dizer a ele que era forte, um sobrevivente de guerra por ter superado tudo aquilo e vir tentando recomeçar todos os dias. Mas fazer isso na frente de todos apenas causaria constrangimento e exposição, e então decidi que era conversa para uma outra hora. Contive-me com carícias de pés debaixo da mesa e ele correspondeu, lançando-me um olhar discreto, mas cúmplice de nossas confidências, o que julguei um consolo tanto para ele quanto para mim.

Passei o volante para Annabeth e me acomodei no banco de trás entre Minho e Newt. Antes, porém, me muni do violão e toquei acordes para que cantássemos juntos, sabendo que seria talvez uma boa maneira de trazer Newt devolta ao presente, depois de seus prováveis devaneios desagradáveis no restaurante. Foi um bom plano. Não demorou para que estivéssemos animados cantarolando na estrada ladeada de árvores alaranjadas.


“93 million miles from the sun

People get ready, get ready

'Cause here it comes, it's a light

A beautiful light, over the horizon into our eyes

Oh, my, my how beautiful

Oh, my beautiful mother

She told me, son in life you're gonna go far

If you do it right you'll love where you are

Just know

Wherever you go

You can always come home…”


Fiquei repetindo aquele refrão junto dos meus amigos e percebi o quanto ele fazia sentido. Eu não acredito que o lar seja necessariamente a sua casa junto da sua família. Lar, na minha concepção, é o lugar onde você sente em paz com as pessoas que você ama. É a calmaria depois da tempestade, o suspiro aliviado que se dá depois das lágrimas derramadas. Se as pessoas que você ama neste lugar de paz são a sua família, que grande dádiva! Mas se forem então seus amigos, o quão lindo isso também deve ser. E eu penso em Newt, na sua história, e percebo que talvez ele tenha perdido seu lar. Tento dizer a ele, olhando fundo em seus olhos enquanto cantamos juntos essa canção, que se seu lar for ao nosso lado, então as portas desta casa estarão sempre abertas para quando ele quiser voltar.

Ou nunca partir.


“Just know

You're never alone

You can always come back home

Home, home

You can always come back…”


Acho que ele entendeu o recado e sentiu-se grato. Abriu um largo sorriso para mim cantando, seus olhos amendoados encheram-se de lágrimas e percebi que era a primeira vez que o via chorar de felicidade e não de tristeza. Ele estava chorando de felicidade, certo? Certo. E enxugou suas lágrimas mais rápido do que as deixou formarem-se em seus olhos, impedindo que qualquer outra pessoa ali o vissem marejados. Foi um ato desesperado, ainda que ele tenha permanecido cantando em harmonia conosco, mas o quanto o choro deve significar um sinal de fraqueza para alguém que tanto sofreu em sua vida, eu não posso imaginar. Talvez seja por isso que as pessoas sofridas criem uma resistência tão grande às lagrimas, como se recusassem a demonstrar suas fragilidades depois de tanto serem vítimas delas. É algo que nunca serei capaz de julgar, eu espero.

Deixei que ele ficasse a vontade para recompor-se e não forcei seu olhar. Permaneci na minha, curtindo com os outros e ele pareceu ser grato por isso, não tendo se abalado por aquelas lágrimas repentinas. Pediu para que eu tocasse Queen, e é óbvio que eu sabia qual ele queria.


“Tonight, I'm gonna have myself a real good time

I feel alive and the world I'll turn it inside out, yeah

And floating around in ecstasy

So don't stop me now, don't stop me

'Cause I'm having a good time, having a good time!”


Oh, meu amado Newt… Se ao menos você pudesse enxergar-se através dos meus olhos, viria o quanto está lindo assim, sendo você mesmo, deixando que os significados das cadências tomem conta de cada célula do seu corpo, te levando a um estado vibrante de sensações! Se ao menos conseguisse se ver agora, alegre e libertino, talvez jamais se deixasse cair no desespero de cruéis lembranças novamente, e decidiria tirar esse peso de suas costas de uma vez por todas.

Se ao menos pudesse amar-se como eu o amo, nunca pensaria em partir para longe novamente. Nunca.

- OLHA, OLHA! – Percy interrompeu a cantoria (e também meu estado de contemplação), apontando entusiasmado para a janela ao seu lado no passageiro – Um cinema drive-in! Vai passar Diário de Uma Paixão hoje a noite! Ah, podemos ir? Por favor, por favor, por favor, por favor!

Às vezes é estranho pensar que Perseu Jackson completará vinte e seis anos no mês que vem.


...


Como é de se esperar de uma cidadezinha pacata, qualquer evento simples torna-se O grande evento. Muitos carros, muitas famílias, muitos casais. Uma inesperada friagem desceu sobre nossas cabeças já no início da tarde e agora já estava fresco o suficiente para nos encolhermos um no outro assistindo a um filme bem debaixo do sereno. Minho e Annabeth foram buscar mais pipoca e refrigerante nas barraquinhas de conveniência, enquanto Percy tinha os olhos vidrados na tela, sem nem ao menos piscar. Não tenho certeza se era por ele gostar tanto assim do filme ou se já estava era viajando na maionese, como sempre. Mas a julgar pela forma que ele encolhia-se na carroceria da Ranger abraçando um travesseirinho, eu acho que ele realmente estava sensibilizado pelo casal da telona.

Newt estava em pé, fora da Ranger, encostado na carroceria tranquilamente assistindo e comendo seu saquinho de pipoca doce. Fiquei ali ciscando ao lado de Percy, apenas observando o loirinho de perfil, tão esguio e elegante era sua silhueta à luz de uma projeção. Ignoro até a doce juventude de Ryan Gosling na tela, apenas por Newt, somente por ele. Deixo a caixinha de lencinhos de papel com Percy, já que ele parecia precisar até mais do que eu, e levanto-me, saltando para fora da Ranger.

Me aproximo de Newt e retiro minha jaqueta, colocando-a em suas costas gentilmente. Ele olhou-me com o canto do olho e deu um sorrisinho tímido, parecendo gostar muito do cavalheirismo que eu lhe dispunha. Sem dizer nada, apenas me acomodo ao seu lado, os olhos voltados para o filme, mas a atenção seletiva bem ao meu lado.

- Não está com frio? – ele pergunta em tom casual sem me olhar, oferecendo-me o saquinho de pipoca.

- Não passo frio, esto...

-... “sempre coberto de razão!” – ele completou em deboche, mastigando a pipoca com melado – É, sei bem disso.

Sorri largo, ele também. Uma coisa apaixonante que vinha acontecendo dia após dia era a naturalidade das nossas relações voltando ao ar da graça, como se os dez anos de separação nunca tivessem existido. Gosto disso. Gosto muito disso. Espero que ele não apenas saiba o quanto essa naturalidade é do meu gosto, mas que perceba o quanto é do dele também.

- Eu acho... – reiniciei depois de um tempo em silêncio – Acho essa história belíssima... Você não acha? – completo, suspirando apaixonado enquanto admiro as cenas.

- Acho triste. – ele quase deu de ombros, saboreando sua pipoca.

- Sim, é. Isso ela é. Alzheimer é uma das doenças mais tristes que existem.

- Você fala da tristeza óbvia. Não é dela que eu to falando.

- Então, me explique. – cruzo os braços e fico aguardando seu discurso ainda sem olhá-lo, um sorriso ansioso no rosto – Adoro ouvir suas teorias e o quanto se perde nelas...

Sei que ele ainda olhava para a tela e sei que sua atenção estava na verdade bem longe dela. Os olhos voltados para o filme, os ouvidos e a atenção completamente interessados na conversa ao seu lado. Ele ajeitou minha jaqueta em suas costas e começou a afundar completamente a mão no saquinho de papel, agora que suas pipocas carameladas estavam para acabar.

- Doença é uma tristeza óbvia, eu acho. Às vezes parece que os filmes clichês usam isso pra fazer o público chorar, sem que tenha de verdade alguma... Não sei dizer, uma profundidade na história, sabe? É muito fácil tipo, “ah quero escrever um romance que faça todo mundo chorar, então um deles morre de câncer!” Fácil, não é? – ele virou o saquinho todo na boca e depois o amassou, guardando-o consigo já que não havia um lixo por perto. Oras! Além de lindo é consciente! – O que quero dizer é que... Sim, sei o quanto histórias tristes envolvendo doenças acontecem todos os dias na vida real, reconheço a fatalidade disso. Mas nesse filme, especificamente falando de Diário de Uma Paixão, eu acho que triste de verdade é a situação do Noah, que dedicou toda sua vida a uma pessoa e quando enfim parecia que seria feliz, passou o resto dela tentando fazer a própria esposa se lembrar dele...

Percebo então que Newt achava minha própria história de amor muito triste, ainda que não soubesse. Não sou casado com o meu amor, meu amor, felizmente, não sofre de Alzheimer e não fico eu relendo nossa história todos os dias para que ele lembre-se de nós dois. Mas não estou eu todos os dias tentando conquistá-lo? Não venho eu dedicando minha vida e meus sonhos em uma única pessoa? Não estou eu todos os dias tentando fazê-lo lembrar-se do quanto somos bons um para o outro? Não estou diariamente investindo meu tempo e energia nesse intento?

Assenti em silêncio, concentrando-me em suas palavras, das quais não as julgo equivocadas, embora ainda não me sinta pronto para lidar com elas.

- Eu compreendo, perfeitamente compreendo o que quer dizer. Mas diga-me então, Newt, o que Noah deveria ter feito, afinal?

- Seguido em frente. Eu acho.

- Abandonando Allie?

- Allie nem mesmo sabia que era Allie, Tommy. E isso nem era culpa dela, o que acho bem triste, na verdade. Mas sabe... – ele engoliu em seco e parece que suas palavras pesavam mais do que ele gostaria – O amor nem sempre tudo suporta.

Não tive tempo hábil para refletir sobre o que ele dissera. No mesmo instante em que sua expressão era reflexiva, logo tornou-se um sorriso amistoso. Fiz o mesmo, mas fui condicionado pela reação dele, como um reflexo no espelho. Sua conclusão final foi bastante ambígua (e de certa maneira até incompreensível), pois não consegui distinguir se falava com amargura ou serenidade. Ainda assim, deixei-me levar por aquele sorriso que parecia tão fácil, diferente do quão raro era há poucos dias, e o assunto acabou morrendo ali mesmo.

No caminho até uma pousada, o assunto no carro era o filme, claro. Annabeth dirigia atenta e apenas concordava com tudo o que Percy quase recitava a respeito; “Não, mas a fotografia do filme...” ele dizia deslumbrado e apaixonado, enquanto Newt quase caía de sono no meu ombro e Minho resmungava que seria melhor ter ido ver o filme do Pelé. Quando enfim encontramos uma bastante acessível, descemos do carro e Newt “despertou” para caminhar até a recepção, Percy matracando sem parar sobre o amor e coisas bonitas. Acho que ele estava possuído pelo meu espírito esta noite.

- Quer saber, Percy, você devia gravar tudo o que está dizendo para um dia mostrar aos seus filhos! – ponderei brincando, fazendo o check in. – Está todo bonitinho!

- Só ta falando besteirol, pra mim! – Minho, o ranzinza.

- Não, quer saber, é uma ótima ideia! – exclamou Newt, colocando uma mão no ombro de Percy, a expressão empolgada.

- Que ideia, Newt? – perguntou Annie.

- Gravar! Porque não começamos a documentar a nossa viagem?

- Eu acho incrível! – exclamou Percy animado.

Como não havíamos pensado nisso antes?

- E o que a gente vai falar nos vídeos, ué? – Minho ataca novamente.

Eu pensei um pouco a respeito, mas a resposta na verdade era bastante clara, afinal. Era o que nos movia, certo? Era aliás, o motivo dessa viagem toda ter começado:


 - Amor. Vamos falar sobre amor.


Notas Finais


Ouçam as músicas e imaginem a cena! 😍

Volto logo! Um beijo 💋💛


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...