1. Spirit Fanfics >
  2. 30 Dias >
  3. Nono Dia

História 30 Dias - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Não se assustem com a quantidade de palavras. Hoje o dia foi recheado para a nossa querida Alanna.
#BoaLeitura

Capítulo 9 - Nono Dia


“Amar dói, mas não conversar sobre os seus sentimentos, dói muito mais. Annabeth sabia disso e agora Jhonathan sabia também, da pior forma”

 

Alanna Queiroz

 

Acordei no sofá da minha sala, com o celular colado na cara. Olhei as horas e eram 5h40 da manhã. Espreguicei-me e decidi voltar a dormir, porém minha mente me deu um choque de realidade e rapidamente eu me levantei ansiosa com a minha entrevista de emprego, que seria realizada às 10h. Eu odiava ter ansiedade e sofrer por antecipação, se eu não fosse bem naquela entrevista, eu poderia conseguir outra coisa. Ou será que não? Esfreguei as mãos nos olhos por algum tempo. Tentando digerir tudo o que minha mente tentava me dizer.

 

- Droga, eu não escolhi minha roupa. – Pesquei essa informação, em meio a tantos pensamentos. Enquanto eu me levantava para ir ao quarto, minha mente continuava trabalhando em outras maneiras de me deixar mais instável.

 

Caminhei até o meu quarto e abri o guarda-roupa. Roupas coloridas e cheias de flores ou verdes demais para um escritório. Ok, eu não tinha uma roupa formal e monótona para usar.

 

- É só mais um motivo para eles não me aceitarem. Eles já não vão querer me aceitar por não saber organizar nem o meu próprio guarda roupa. Onde eu estava com a cabeça em querer organizar uma festa de 50 anos em uma empresa top de linha? -Comecei a rir.

 

6h. Analisei novamente meu guarda roupa. Bati com força o pé direito no chão e peguei a minha jaqueta de couro preta, a camiseta floral e minha calça jeans escura. Separei um par de salto quadrado, e os deixei em cima da cama.

6h30. Desci até a recepção, precisava conversar com Afonso. Ele saberia o que me dizer em relação a isso e me tranquilizar, aliás ele quem me recomendou aquela vaga. Quando cheguei, não havia ninguém lá, nem Andrew e nem Afonso. Era a primeira vez que eu via aquele lugar vazio. Tão vazio que me dava calafrios. Mesmo assim, eu fui até a bancada e comecei a andar de um lado para o outro, escutando as minhas inseguranças. Então ouvi uma voz familiar vindo das escadas e parei. Fingindo de conta de que estava buscando minhas correspondências.

 

- Roberto, eu já falei para você que eu odeio essa história de aceitar trabalhos sem nem conhecer o território antes. Isso é imaturo. – Era Jack, é ele estava falando ao telefone.

 

Quando ele viu que eu estava na recepção sorriu e se despediu rapidamente de Roberto.

 

- Seu amigo de faculdade, não é?

- Sim. Ele está me dando grandes dores de cabeça ultimamente. O que você está fazendo aqui?

- Vim pegar minhas correspondências e você?

- Passei a noite com Matt, eu precisava do meu amigo.

- Como ele está? Não tenho falado com ele ultimamente.

- Ele está muito melhor. Logo, logo andará por aí com aquele perfume caro e aquela barba bem feita dele. – Ele riu. – Como você está?

- Estou bem. – Sorri e coloquei um fio de cabelo atrás da orelha. –  E você?

- Estressado, olha eu tenho que ir agora. É urgente. Mas eu te encontro mais tarde? – Ele foi andando até a saída.

- Claro. – Sorri

- Ah, aliás, o Afonso só vem para a recepção às 8h30. E provavelmente Andrew se entupiu no vaso de novo. – Ele riu e saiu.

 

Matt Montez

Eu adorava quando Jack dormia em meu apartamento, eu me sentia menos sozinho. Eu ouvi que ele acordou cedo naquele dia, seu celular não parava de tocar. E todas as ligações eram de Roberto. Jack não tinha coragem de dizer para ele que o que ele estava fazendo era errado. Um engenheiro civil necessita observar o ambiente, entrar em contato com um arquiteto, planejar, fazer orçamentos e só depois fechar o negócio com seu cliente. Com o Roberto era diferente, ele fechava o acordo antes mesmo de preparar os ingredientes para fazer o bolo.

Assim que Jack desligou o celular, eu abri a porta de meu quarto. Fingi demência sobre ter escutado qualquer coisa da conversa entre eles e fui até a cozinha. Ele já estava vestido com um dos ternos que lhe emprestei noite passada, estava com a escova de cabelos em mão, encarando a tela do celular. Tinha ódio em seus olhos.

 

- Meu celular ia despertar às 9h. Eu ia tomar o meu café da manhã, tomar tranquilamente o meu banho. Ligar o meu notebook, entrar em contato com a Sandra. Depois eu ia fazer um levantamento dos gastos que teríamos nessa maldita construção. – Ele suspirou fundo. – E o Roberto simplesmente me diz que já fechou o acordo ontem à noite com a nossa cliente. A nossa cliente. NOSSA CLIENTE! – Ele repetiu diversas vezes aquela informação, o que me fez ficar um pouco assustado. - Enquanto eu estava aqui, comendo e me divertindo com o meu amigo. Meu verdadeiro amigo, aquele bosta estava fazendo essa droga! – Ele estava surtando. – Cara, ontem era domingo. Como ele ousa fechar um acordo em PLENO DOMINGO?

 

Caminhei até ele e peguei o celular de sua mão. Ele estava com os olhos cheios de lágrimas. Era difícil tirar o Jack do sério, mas quando tiravam...

 

- Você vai tomar o seu café da manhã. Vai fazer aquele exercício de respiração e vai se encontrar com o Roberto. Depois você vai conversar com a cliente de vocês, dizer que há assuntos a serem discutidos e depois ligar para a minha irmã. – Ele assentia tudo com a cabeça, enquanto respirava lentamente.

 

- Eu Não vou falar com o Roberto. Quero ele longe de mim hoje.

- Você precisa. Este trabalho é de vocês dois.

- Seu pai deve me odiar. Jackson Rodrigues, o fracassado que não sabe colocar uma pessoa em seu devido lugar.

- Ele vai relevar, você é um bom engenheiro, ele sabe disso. Se estivéssemos falando de Matt Montez, talvez ele morreria de ódio sim. Mas você vai ficar bem.

- Cara.... – Ele me encarou. - Desculpa por mencionar o seu pai. – Então se levantou. – De verdade. Eu vou falar com o Roberto. Vamos resolver isso. Nem que a Sandra tenha que intervir nisso.

         - Acho que você não vai querer que a Sandra interferia.

         - É você tem razão...

 

O telefone de Jack começou a vibrar em minha mão, era o Roberto novamente.

 

- Parece que o meu café vai ser na rua hoje. – Ele colocou a escova na mesa de centro e pegou o celular da minha mão, atendendo logo em seguida. – O que foi Roberto?

 

Ele se despediu de mim acenando com a cabeça e sorrindo, enquanto discutia com Roberto no telefone e me deixava sozinho novamente naquela imensidão.

Se eu não fosse a vergonha da família e tivesse seguido a carreira da família, talvez Jack não passasse esse perrengue todo... Nós iríamos trabalhar juntos, em consenso e conexão. Meu pai teria orgulho de mim, minha mãe não teria ficado doente e Sandra talvez me considerasse seu irmão... As coisas poderiam ter sido diferentes. Poderiam, mas se eu me envolvesse nesse negócio, eu nunca seria quem eu realmente sou. Eu nasci para escrever, para estar imerso por livros e letras. E não obras, planejamentos, contas e dores de cabeça. Peguei meu celular no quarto e procurei novamente por uma chamada perdida de minha mãe. Que saudades eu tinha dela, que saudades eu tinha de Sandra... Que saudades da Phoebe...

 

- Phoebe. – Pensei jogando meu celular no sofá.

 

Meu tudo e meu nada. A mulher que eu tanto amava, mas que eu também tanto odiava.

 

Alanna Queiroz

Subi novamente para o meu apartamento, ouvi alguns gritos vindo do apartamento de Matt e dessa vez minha ansiedade sobressaiu a minha curiosidade. Eu tinha os meus próprios problemas agora e precisava lidar com eles, antes de poder ajudar alguém. Quando meu celular despertou novamente às 8h, eu percebi que havia pegado novamente no sono, sentada na cadeira da cozinha.  

 

- Que? Era tudo um sonho? – Perguntei para mim mesma, enquanto tentava me levantar.

 

Meu corpo doía, eu sabia que dormir fora da minha cama me fazia sentir dores horríveis, mas o meu corpo adorava me surpreender e adormecer em lugares completamente estranhos. Fui até o meu quarto e vi as roupas separadas.

 

- Ok, não foi um sonho.

 

Tomei um banho, coloquei minhas roupas. Passei o meu melhor perfume e passei uma maquiagem simples e natural. Amarrei o meu cabelo em uma trança embutida e sorri para o espelho, imaginando se o meu pai estivesse ali. Ele estaria orgulho, mesmo se aquilo não fosse o que eu realmente queria.

 

“Suba as escadas da vida devagar, pequena Lanna. Na vida, nada se ganha com a pressa.”

 

Respirei fundo, quando senti que as lágrimas dos meus olhos queriam escorrer pela minha maquiagem. Então, coloquei meus documentos e algumas maquiagens de retoque dentro da bolsa e sai. Agora, Afonso estava na recepção, juntamente com Matt.  Os dois estavam conservando euforicamente sobre algo que eu não consegui entender muito bem. Fiquei nervosa ao vê-lo, era como se eu estivesse novamente do lado de fora do meu apartamento com aquela droga de porta.

 

- Bom dia Alanna! – Disseram os dois em uníssono.

- Bom dia rapazes.  – Repondo, o que fez Afonso corar e Matt sorrir.

- Faz tanto tempo que eu não me sinto jovem... – Comentou Afonso rindo.

- Onde você vai assim? – Perguntou Matt. – Você está muito elegante e radiante.  

 

Aquilo aqueceu o meu coração, se para Matt eu estava elegante, então as minhas roupas não seriam um empecilho na minha entrevista.

 

- Entrevista de emprego. – Sorri

- Você vai se sair bem. – Disse Afonso, piscando para mim.

-Precisa de carona? Eu já consigo dirigir perfeitamente.

- Não Matt. Muito obrigada. – Nem se eu quisesse eu poderia aceitar, ele não podia saber dessa forma que eu poderia em breve começar a trabalhar na mesma empresa que ele. – Desculpe por ontem à noite, eu adormeci E...

- Não tem problema. – Ele me interrompeu. – Agora vá, não quero que você se atrase.

 

Ele sorriu, aquele sorriso era tão bonito. Tão atraente. Desviei o meu olhar e agradeço por todas as boas vibrações. Assim que sai, percebi que Matt tinha me seguido.

 

- Está tudo bem? – Perguntei parando na calçada.

- Você vai conseguir essa vaga. Eu tenho fé em você, ok? – Ele tocou o meu ombro. – Agora vai lá e arrebenta!

 

Aquelas palavras me encheram mais ainda de esperança, fui até o ponto de ônibus e coloquei o endereço da editora no GPS do meu celular. Quando o ônibus chegou, eu entrei e peguei a minha passagem dentro da bolsa. Porém ao pegá-lo, o cartão de Edgar estava colado a ele. O retirei e passei a catraca. Fui até o fundo do ônibus, onde percebi que ainda tinha alguns lugares. Sentei-me e analisei o cartão entre os meus dedos.

 

- Edgar... – Pensei, enquanto pegava o celular e fazia uma pequena busca no Google.

 

Diversas fotos dele apareceram e diversas notícias sobre casos solucionados também. Ele realmente era muito bom no que fazia. Decidi ir mais a fundo, ainda ia demorar meia hora até que eu chegasse na estação de ônibus em Giovanneti. Então continuei a me aprofundar nas pesquisas.

 

“Fotos de Edgar Fernandes – Eventos de Exposições – Acompanhantes”

 

Puff, lá estava ela. Kyara Petterson, eu sabia que conhecia aquele sobrenome de algum lugar. Essas fotos eram bem mais recentes que aquelas das revistas de Matt. E Eu realmente não posso negar de que ela é maravilhosamente bela. Da cabeça aos pés. Uma loira alta, dos olhos azuis, pele clara que mesmo em foto, era possível ver pequenas sardas em seu nariz. Uma cintura extremamente definida, juntamente com seios enormes e uma boca consideravelmente grande (eu tinha quase certeza de que tudo aquilo era silicone e botox, mesmo assim, ela não deixava de ser muito linda). Ela parecia usar sempre um batom vermelho cor de sangue, em todas as fotos que saia. Não era atoa que ela era modelo, com esse corpo e esse rosto, quem não ia querer ser?  Edgar aparecia em todas as fotos com o braço envolto em sua cintura, como se os dois fossem muito mais íntimos, do que somente amigos. Por alguns minutos eu fiquei incrédula em pensar que Matt usava a aparência dela, como modelo para sua personagem. Porque não usar uma pessoa comum, que tem problemas reais na vida. Essa mulher com certeza tem tudo e todos que quer e Annabeth estava bem longe de ter aqueles traços...

Meu GPS alertou que eu deveria descer no próximo ponto, então me levantei um pouco atordoada, guardando o cartão novamente na bolsa. Edgar não ia receber a minha mensagem antes, piorou agora.

Analisei os prédios ao redor com calma, procurando o certo. Eram 9h30, eu precisava urgentemente fazer o meu check-in. Andei um pouco e o encontrei, ele era todo preto, com uns 10 andares. Olhar ele assim de fora, me deu certa tontura. Do lado de fora tinha um cartaz enorme com a foto de Matt e Patrick juntos e algumas resenhas do que as grandes editoras achavam de suas postagens. Passei pela porta giratória, colocando minha bolsa dentro de um vidro. Quando eu entrei, me maravilhei ainda mais. A recepção era enorme, com diversos sofás e poltronas pretas dispostas de forma organizada. Havia muitos vasos de flores e uma pequena fonte de água próximo aos elevadores. Respirei fundo me aproximando do balcão, onde uma mulher negra conversava ao telefone. Ao me aproximar ela levantou a mão direita, pedindo que eu esperasse.

- Tinha muitas pessoas ali, será que elas também estavam ali pela vaga de emprego? – Pensei, enquanto ela continuava conversando e anotando algumas coisas em seu computador.

- Senhor, eu já te disse que o Matt Montez está de licença médica. Ele não pode atendê-lo no momento. Senhor. – Ela continuou digitando no computador. – Senhor, irei transferi-lo para a secretária dele, tudo bem para você? Ok, tenha um ótimo dia. – Ela respirou fundo, enquanto colocava o telefone no gancho.

- Bom dia. – Sorri para ela.

- Bom dia, senhorita. Em que posso ajudá-la?

- Estou aqui para fazer uma entrevista de emprego.

- Ok. Eu preciso de um documento com foto. – Entreguei a ela meu RG.

 

Ela começou a digitar novamente em seu computador.

 

- Senhorita Queiroz, por favor se posicionei em frente à webcam. – Me posicionei e ela tirou uma foto de mim. – Ok. Você está aqui para a entrevista das 10h, certo?

- Sim.

 

Ela digitou mais algumas coisas no computador, então pegou um crachá e o validou. O colocou em cima do balcão, junto com o meu RG.

 

- Suba de elevador, até 10º andar. Sua entrevista será feita com a senhorita Vasconcelos. Tenha um ótimo dia.

- Muito obrigada, você também. – Peguei o meu RG e o crachá.

 

Me aproximei dos elevadores e percebi que era necessário o uso do crachá para que ele abrisse. O aproximei e apertei o botão de parada. Aguardei por alguns segundos e então ele chegou, entrei sozinha e apertei o botão do 10º andar. Meu coração começou a acelerar. Assim que ele chegou ao meu destino, eu saí um pouco atordoada. Digamos que eu não gostava tanto assim de altura. O ambiente ali era ainda mais belo do que o da recepção, olhando em volta, percebi que se tratava de uma sala de espera. Porém tinha várias janelas de vidros altos por todo a parte, o que permitia aos visitantes uma visão 24h do céu e de toda a cidade. Entretanto eu olhei ao redor com mais atenção e percebi que naquele andar existiam somente 5 salas.

- Estou na área dos chefões... Com certeza. – Pensei, enquanto me dirigia a um dos sofás.

 

Então uma moça ruiva e cheia de sardinhas, usando salto alto, roupas sociais e rabo de cavalo surgiu na sala de espera. Ela estava com um notebook em mãos e tinha uma expressão cansada.

 

- Senhorita Queiroz?

- Bom dia! Sou eu mesma.

- Olá, meu nome é Juliette Vasconcelos, irei realizar a sua entrevista hoje. Você poderia me acompanhar? – Ela deu de costas, caminhando por um extenso corredor.

 

Então está que era a Juliette, a secretária de Matt. A acompanhei, e vi que a minha teoria estava certa. Havia somente 5 salas naquele andar. E por outro lado, não tinha quase ninguém por ali, estava tudo calmo. Ela parou em frente a uma porta grande, a abriu e pediu que eu entrasse. Ao entrar eu percebi que se tratava de uma sala de reuniões. Havia uma mesa retangular disposta de 12 cadeiras, sendo duas delas nas pontas da mesa. Uma televisão enorme, provavelmente de 50 polegadas disposta em uma das paredes e um projetor no teto. Ali também tinha as janelas altas, porém estavam escondidas por uma cortina escura e grossa.

 

- Por favor, sente-se. – Ela fechou a porta e esperou que eu me sentasse.

 

Aquilo com certeza fazia parte da entrevista, talvez se eu me sentasse na cadeira da ponta ela achasse que eu estava confiante com a vaga, portanto me sentei na primeira das cinco cadeiras dispostas ao lado. A entrevistadora sorriu e se sentou na da ponta. Ela abriu o notebook em cima da mesa e então se ajeitou na cadeira.

 

- Alanna Queiroz. Aqui diz que você tem 27 anos, formada em ciências biológicas.

- Isso mesmo.

- Como você soube desta vaga de emprego?

- Vi a vaga no jornal daqui. O Diário do Povo.

- Você tem alguma experiência com organização de eventos, ou algo do tipo?

 

Minha perna começou a balançar, mentir ou não mentir?

 

- Não possuo experiência, porém sou uma ótima líder e sei lidar sobre pressão.

 

Ela me encarou por alguns segundos. Seus olhos verdes fixados em mim.

 

- Pensei nisso, no momento que vi o seu currículo. Ele é perfeito, você tem uma formação acadêmica muito boa, parabéns por isso. Mas nós estamos procurando alguém que já conheça o mundo dos eventos, saiba como lidar com buffet, floricultura, músicos etc. Você me entende?

- Sim senhorita Vasconcelos. Mas espera, você disse floricultura? Eu tenho experiência com isso, já trabalhei como florista.

 

Ela olhou novamente para o notebook com aqueles olhos verdes fixantes, provavelmente estava analisando o meu currículo.  

 

- Você poderia aguardar por um momento, por favor? – Ela se levantou com o notebook em mãos.

- Claro. – Sorri timidamente, tentando não transparecer o meu pavor.

 

Ela se retirou, ajeitando os botões da camiseta social. Aguardei por alguns minutos então ela voltou com um sorriso de lado.

 

- Senhorita Queiroz, a vaga é sua.

 

Meu coração quase saiu pela boca.

 

- A vaga é minha?

- Meu chefe analisou o seu currículo pessoalmente e disse que você está mais do que qualificada para a vaga de florista. – Ela segurou um sorriso, tentando se manter séria. – Ele ama flores e quer que tudo seja perfeito, porém você deverá trabalhar em conjunto com a nossa organizadora do evento.

- Mas e quanto à entrevista?

- Senhorita Queiroz, eu reconheço uma pessoa qualificada, quando vejo uma. Você será muito bem vinda aqui.

- Muito obrigada. De verdade, quando eu começo?

- Iremos enviar um e-mail para você, hoje a tarde com todas as informações e documentos necessários. Esteja atenta. Se você estiver de acordo com o salário e com os documentos certos, provavelmente começará a trabalhar na quarta ou quinta-feira.

 - Ok. – Levantei-me. – Vocês não irão se arrepender de me contratar.

- Tenho certeza que não.

 

Ela me acompanhou até o elevador e depois vi a secretária de Patrick a chamar. Mas espera, será que foi Matt que me deu a vaga?  

 

 

 


Notas Finais


Matt culpado ou não nessa história? Seja como for, nossa pequena agora poderá finalmente começar uma nova vida.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...