História 30 dias de paixão - Capítulo 28


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 197
Palavras 1.448
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Fluffy, LGBT, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha, se eu não tenho as leitoras mais compreensivas e amáveis do mundo eu nem sei o que tenho <3
Obrigada sobre as respostas do capítulo anterior!
Avisos sobre esse capítulo: Menção a assédio (nada gráfico), e conversa sobre consentimento
Aproveitem e mais uma vez, obrigada pelo apoio!

Capítulo 28 - Querer é poder


“É a última vez que eu me presto pra ajudar a minha mãe, em qualquer coisa...” – Emma reclamou pelo que parecia ser a décima vez.

David riu na cara dela.

“Emma, vamos, não é pra tanto!”

“Não é pra tanto? Não é pra tanto!” – Emma semicerrou os olhos antes de colocar a cabeça de volta no lugar. Claro, a cabeça que complementava sua fantasia de cachorro de pelúcia. Uma fantasia enorme. Enorme e quente. Enorme, quente e fedida. Quem tinha usado aquilo antes? Essa pessoa não tomava banho?

David estava numa boa, com sua roupa de serviço, pronto para patrulhar as redondezas, e só por isso ele estava livre de ajudar a esposa em mais uma das suas empreitadas.

“Eu só não sei como ela conseguiu colocar a Regina nisso...” – Emma reclamou de novo, e Ruby chegou, carregando dois filhotes de cachorro.

“Emma, é pra caridade! O abrigo está cheio, nós precisamos conseguir famílias pra esses filhotes!”

“Eu só não entendo o porquê dessa maldita fantasia!” – Emma disse, tirando a cabeça de espuma mais uma vez e cuspindo cabelo pra tudo o que era lado – ela definitivamente devia ter aceitado o conselho de sua mãe e feito um coque.

“Fantasias fofas atraem crianças, que veem cachorrinhos, que pedem pros pais, e pronto!” – Rubi disse sorrindo, enquanto um filhote de pug lambia seu rosto, todo satisfeito – “Agora deixa eu voltar lá pra dentro, sua mãe não consegue controlar os bichinhos sem mim!”

Emma sacudiu a cabeça negativamente e voltou para o seu posto, com fantasia e tudo.

‘E onde tá a Regina? Aposto que ela arrumou um jeito de se livrar dessa!’ – Emma pensou enquanto desamarrava do suporte os balões coloridos que seriam distribuídos para as crianças.

 

  Mais de vinte minutos tinham se passado, e ao que parece, Ruby tinha razão; Emma havia atraído uma multidão com sua fantasia levemente ridícula, e sua mãe insistiu que ela fizesse gracinhas, o que acabou atiçando mais as crianças; no fim das contas, no curtíssimo período de tempo, 3 cães e 1 gatinho já haviam sido adotados.

E por falar em gatinho...

“Uau!” – Um rapaz de cerca de 18 anos, que estava com uns amigos que estavam rindo muito – achando o máximo ver a xerife naquela situação ridícula – cutucou um de seus amigos.

“Ooohh, uma gata dessa sim eu levo pra casa!” – Ele disse, mirando o outro lado da rua, e quando Emma fixou bem os olhos, ela pôde ver uma mulher com um macacão imitando pele de gato, e ela estava de orelhinhas também; quando a mulher se virou, Emma riu ao notar que naquela fantasia tinha uma cauda, típica de felinos, que parecia estar grudada na bunda da mulher, que por sinal era uma bela bunda.

Espera, aquela bunda...

“Regina!” – Emma gritou, mas o som não saía direito por conta da cabeça da fantasia.

Emma começou a gritar insultos contra as os meninos que claramente estavam pensando obscenidades sobre sua namorada, mas por conta da cabeça de espuma, ela estava começando a parecer um cachorro louco.

“Ma! Ma!” – Henry chegou rindo por trás dela e a tocou no ombro, e Emma tomou um susto.

Ela olhou para Henry, ainda sem tirar a fantasia.

“Tira isso, você tá parecendo doida!” – Ele riu, e Emma tirou a cabeça a ponto de ouvir um dos garotos comentando.

“Será que a gata gosta de um leitinho?”

Emma ia abrir a boca pra responder, mas Henry a surpreendeu, dando um passo à frente; ela achou que ele fosse dizer que Regina poderia transformá-los em sapo ou algo assim; ela não esperava o que ouviria a seguir.

“Ei, ô babacas! Vocês pensam que tão fazendo o quê? Isso não é jeito de falar de uma mulher, e mais ainda de uma mulher de respeito que nem a minha mãe! Se eu ouvir mais um pio, eu desço a porrada nos dois."

O mais alto dos meninos (sendo os dois bem mais altos e fortes que Henry), deu um passo adiante, rindo.

“Acha que eu tô brincando? Fala mais uma gracinha pra você ver” – Henry engrossou a voz, e sua expressão era idêntica a de Regina quando alguém ameaçava alguém que fosse importante pra ela.

Isso foi o suficiente pra fazer com que os dois rapazes saíssem andando.

“Henry, isso foi demais!” – Emma cumprimentou, e ele sorriu.

“Ninguém vai falar essas coisas da minha mãe e sair impune!”

Emma concordou, orgulhosa, mas olhar de novo para o outro lado da rua, ela viu que Regina também estava atraindo a atenção de muitas pessoas, mas não de crianças, como ela.

“Henry, segura aqui” – ela deu a cabeça pro menino, e foi até o outro lado, falar com Regina.

____________

Um homem, de cerca de 50 anos, estava conversando com Regina, aparentemente sobre adotar uma gatinha, mas ele não tirava os olhos do corpo da morena.

“Ei, por que você não dá uma passadinha no abrigo? Acho que as pessoas podem te dar mais informações lá!” – Emma disse, em um tom que desafiava o homem a discordar; sentindo a tensão no ar, ele simplesmente abaixou a cabeça, e saiu.

“Emma? Sobre o que foi isso?”

“Legal te ver ajudando!” – a loira tentou desconversar.

“Emma Swan...”

“Tá, tá bom... é que... é sua roupa, ok? Você tá meio que... chamando a atenção dos homens?”

Regina sorriu.

“Emma, você me viu nos tempos de Rainha Malvada. É uma coisa com a qual eu me acostumei. Não que eu goste” – Regina rolou os olhos – “mas eu acostumei...” – a morena deu de ombros.

Emma sentiu seu coração apertar – aquele tipo de coisa não deveria ser normal pra ninguém, sob nenhuma circunstância.

“Regina, olha... eu sei que você se acostumou, mas não é legal, sabe? E nem é por mim – quer dizer, é um pouco por mim sim, porque eu não gosto de ver outras pessoas olhando pra você daquele jeito, porque você é minha! Quer dizer, minha namorada, não minha tipo minha posse, ou propriedade, ou-”

“Emma, foco” – Regina brincou.

“Quer dizer, você não gosta desse tipo de atenção, e isso não é legal. Eles não deveriam fazer isso, eles estão errados, e você não precisa deixar.”

“Não?”

Regina parecia confusa de verdade, e isso partiu o coração de Emma; aparentemente, ela ainda não tinha se adaptado à algumas coisas da vida moderna.

“Amor, não!”

“Eu posso atirar bolas de fogo em quem estiver me olhando de forma inapropriada?” – Os olhos de Regina brilharam e ela levantou sua mão direita – algumas pessoas que se dirigiram à ela hoje realmente mereciam uma cara chamuscada.

“GINA, NÃO! Eu não quis dizer isso!” - Emma se apressou em fazer Regina baixar a mão.

“Oh”

“Mas olha, você pode se proteger dando uma olhada bem dura, ou dando um fora neles! Você tinha que ver o Henry, ele quase saiu na porrada com dois moleques enormes que estavam falando de você, e-”

Regina se virou completamente para Emma.

“O meu filho fez o quê?”

Antes que Regina pudesse responder, uma mulher bonita, de cerca de 40 anos se aproximou.

“Olá...” – Ela disse, olhando pra Regina, com um charme no olhar.

“E essa gata já foi adotada, Regina, vamos!” – Emma disse, puxando a morena pra longe.

“Mas, Emma!”

“Regina, vambora!” – Emma disse entre os dentes, e a terceira mulher sorriu, divertida.

 

     Quando elas entraram no abrigo, Snow estava pronta pra briga.

“Posso saber o que minhas colaboradoras estão fazendo aqui?”

“Mãe, a gente só veio tomar um suco, tá bom?”

“Ok, mas Emma, onde está sua cabeça?”

“Mãe...”

“Oh, eu vejo que a roupa que Ruby te emprestou serviu direitinho!” – Snow disse, se virando para Regina e ignorando a filha.

Emma cuspiu o suco de maracujá que tinha acabado de colocar na boca.

“RUBY EMPRESTOU O QUÊ? Filha de uma put-”

“Emma!” – Toda a raiva da loira se dissipou quando ela olhou na direção de Regina, abaixada, coçando a cabeça de um cocker spainel marrom de orelhas felpudas.

“Olha que linda! O que você acha de a gente levar essa coisinha, huh?”

Emma não sabia o que fez seu coração bater mais forte: a fofura que era Regina, ou o modo como ela falou em adotar a cachorrinha, juntas, como se elas já fossem uma família.

Emma se abaixou, deu um beijo na bochecha de Regina e olhou nos olhos amendoados da cachorrinha, que abanava o rabo de alegria.

“Você gosta da gente? Ãh?”

A cachorrinha abanou o rabo com mais força, o que fez Regina gargalhar, e o coração de Emma flutuar.

“Parece que sim” – Emma disse, e Regina concordou.

“Muito bem, querida. Você tem uma família agora” – Regina disse, olhando nos olhos de Emma, que parecia que ia desmaiar de emoção a ouvir a palavra “família”.

 

 

 


Notas Finais


Eu sei que eu mesma escrevi, mas eu preciso dizer isso: AAAWWW
Até amanhã! (Dá pra acreditar que só faltam dois capítulos?!?)
xoxoxo


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