História 30 Dias Na Alemanha - Capítulo 4


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Categorias Manuel Neuer, Thomas Müller
Personagens Manuel Neuer, Personagens Originais, Thomas Müller
Tags Thomas Muller
Visualizações 85
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Só passando para dizer que amo essa foto do Müller😍😍
Boa leitura, anjos!!!

Capítulo 4 - Novo Amigo?


Fanfic / Fanfiction 30 Dias Na Alemanha - Capítulo 4 - Novo Amigo?

 Eu só queria enterrar meu rosto no chão e ficar assim para sempre. Rosália afagava meu ombro esquerdo, perguntando-me repetidas vezes se eu havia me machucado, contudo o único pensamento que rondava a minha mente era que Thomas Müller assistiu a minha queda patética no aeroporto de Munique.

Vi seu rosto passar de sereno para surpreso. De surpreso para preocupado. E, finalmente, de preocupado para divertido. E ele riu.

Deus! Eu era patética.

-Mil desculpas, Luna. Eu não queria te derrubar. -Implorou Vincent pela centésima vez e eu apenas assenti, buscando algum resquício de dignidade em mim para enfrentar o jogador a poucos metros. 

-Está tudo bem, Vi. Mesmo, não se preocupe. -Finalmente consegui falar, acariciando de leve o seu rosto.

Não podia ficar parada aqui para sempre e notei que meus amigos apenas aguardavam que eu me movesse para irmos embora. Então, prendi meu cabelo em um coque bagunçado e ajeitei o suéter cinza que usava antes de voltar a caminhar. Senti os olhares hesitantes de meus amigos em mim, mas logo me acompanharam.

Quando me aproximei o bastante de Müller para ter 100% de sua atenção em mim, observei-o erguer as sobrancelhas brevemente enquanto me analisava. Seu rosto ainda exibia rastros de divertimento com o acontecimento de alguns instantes atrás. Ficamos nos encarando por um curto momento até que percebi que ele esperava que eu dissesse algo. Pigarreei, sentindo minhas bochechas esquentarem pela décima vez naquele dia, e decidi o cumprimentar com um fraco:

-Hallo

Triste pensar que aquilo era o máximo de conhecimento que tinha sobre a língua germânica. 

O jogador parecia estar bastante confuso mas não deixou de ser educado em nenhum momento quando respondeu:

-Hallo, geht es dir gut?

Não pude esconder a confusão em meu rosto quando Müller me respondeu na sua língua nativa. Por que diabos eu fui falar em alemão com ele?

-Ahn... desculpe. O que disse? -Perguntei dessa vez em inglês.

O jogador me encarou compreensivo e gentilmente falou:

-Eu perguntei se você está bem. Com a queda e tudo mais.

-Ah, sim, não se preocupe. Eu apenas tropecei. 

-Entendo. -Thomas assentiu, encarando, entretanto, Vincent com uma expressão séria e desconfiada. Ele tinha visto o que realmente aconteceu. Após um tempo, o jogador voltou sua atenção para mim novamente, exibindo um sorriso gentil. -Então... você é fã? Quer uma foto?

Deus! Ele não sabe quem é você, sua burra! Precisa se apresentar!

Bati minha mão na própria testa lamentando minha burrice, antes de estendê-la em sua direção dizendo:

-Meu nome é Luna Blanco, sou jornalista da Blanco's Magazine.

Uma expressão de compreensão dominou o seu rosto enquanto apertava minha mão e ele olhou para o restante grupo aguardando que eles se apresentassem também.

-Eu sou Rosália e esses são Juanes e Vincent, da equipe de fotografia da Blanco's Magazine.

O jogador apertou a mão de cada um, demorando-se mais em Vincent. O sorriso que estava em seu rosto tornou-se menos gentil e eu sabia que meu amigo estava desconfortável.

-Sabe, vocês deveriam ter cuidado. Algumas brincadeiras podem ter consequências ruins. -Disse lançando a Vincent um olhar sugestivo.

Percebi Rosália e Juanes segurarem a risada ao meu lado e logo notei que eu fazia o mesmo. Thomas Müller estava dando um leve sermão no meu melhor amigo por ter me feito cair.

Vincent assentiu sem graça e Thomas, parecendo satisfeito, volta-se novamente para o resto de nós, comentando:

-Joseph viria buscar vocês mas as coisas acabaram se complicando nos estábulos e eu achei melhor vir logo. 

-Joseph? -Perguntei, erguendo uma das sobrancelhas.

-Ele me ajuda com os cavalos.

Assenti lembrando-me que Thomas e Lisa criavam cavalos. Tão fofos.

-Então, vamos? -Ele perguntou indicando o local onde deveríamos pegar nossas malas.

Já com as bagagens, seguimos até o lado de fora do aeroporto onde o carro de Müller estava estacionado. Juanes e ele conversavam animadamente sobre a copa de 2014, aparentemente meu amigo argentino era um grande fã, apesar de a seleção de Thomas ter eliminado a Argentina.

Sentei me entre Rosália e Vincent e me mantive quieta enquanto meus amigos trocavam alguns comentários com Thomas. Eles pareciam muito empolgados em estarem conversando com um campeão mundial. Já eu o estudava enquanto o mesmo dirigia. Ele era... diferente. Não sabia explicar. Mas era mais interessante do que achei que poderia ser.

Interrompi minha análise quando notei os seus olhos azuis focados em mim pelo retrovisor. Sorrimos uma para o outro e eu desviei minha atenção para janela do carro, que exibia a belíssima paisagem de Munique. Aquela cidade era encantadora. Não voltei a encarar Thomas, apesar de sentir o seu olhar arder em mim em alguns momentos. Ele devia estar tentando entender por que uma garota tão desastrada como eu fora escolhida para entrevistá-lo.

Suspirei aliviada quando ele parou o carro em frente a um portão de madeira escura. Apertando um botão, ele foi aberto, revelando uma casa bonita, grande e tradicional, porém nada exagerada. Havia um pátio grande a rodeando decorado por algumas plantas desconhecidas.

-Lisa chega em uma semana. Ela está participando de um evento de adestramento de cavalos. -Explicou enquanto adentrávamos na propriedade.

Notei que uma certa irritação passou por seus olhos quando tocou no assunto, mas logo sumiu.

A casa era bonita.

 Combinava tons pastéis com janelas de vidro grandes e iluminadas. Não podia dizer que era simples mas também não era luxuosa. O tipo de casa que te convidava a entrar e descansar um pouco.

Cutuquei Vincent e indiquei que mais tarde deveríamos fotografar aquele espaço. Uma casa dizia muito sobre o seu dono e o que aquela me dizia sobre Müller era que apesar de ser bastante brincalhão ele também tinha um lado maduro e sério.

-Bela casa. -Elogiei ainda analisando as paredes e os móveis.

-Obrigado. Admito que Lisa decorou a maior parte dela.

-Ela tem um ótimo gosto para decoração. É linda.

Fiquei me perguntando porque Thomas nos trouxe aqui antes de seguir para o nosso hotel. O roteiro dizia claramente que os jogadores se encarregariam da nossa recepção mas a hospedagem seria responsabilidade da revista. E, honestamente, eu estava cansada. Já eram quase dez da noite e sentia o cansaço pesar em meus ombros.

-Eu vou mostrar onde vocês vão ficar. Devem estar cansados e amanhã vamos acordar bem cedo. Eu não sei bem como funciona essa coisa de matéria mas suponho que queiram acompanhar minha rotina e…

-Espera. O que disse? -Perguntei, interrompendo sua tagarelice animada.

-Que vocês devem querer acompanhar minha rotina? -Sua voz soou confusa.

-Não, não, sobre a parte de mostrar onde vamos ficar.

-Ah, sim. Os quartos de vocês. Temos 2 quartos de hóspedes então vocês precisarão dividir o quarto. Espero que não seja um problema.

Vincent me lançou um olhar de reprovação, alertando que eu estava sendo mal educada. Parecia que estava reclamando da hospitalidade do jogador.

-Não é um problema. Na verdade, está tudo ótimo. Muito obrigada. Eu só não sabia que iríamos ficar aqui. Acho que a revista cometeu algum erro porque nos passaram a informação que nos hospedaríamos em um hotel próximo a sua casa.

Müller assentiu, compreendendo o que eu dizia e logo tratou de explicar:

-É que eu e um dos representantes da revista conversamos e notamos que, já que não tinha nenhum hotel próximo disponível, seria mais confortável para todos se vocês ficassem hospedados aqui. Para evitar todo o estresse com distância e trânsito. Achei que tivessem sido avisados.

-Ah, tudo bem. Eles deve ter me mandado algum e-mail que eu ainda não li.

Thomas nos indicou um corredor e mostrou os dois quartos que seriam nossos por um mês. Logo, uma pequena discussão se iniciou sobre quem dormiria com quem

 -Eu não durmo com o Vincent! Da última vez acordei achando que ele estava engasgado com um bode. Por que a Rosa não dorme com ele? 

Soltei uma gargalhada alta com o comentário de Juanes e percebi que Thomas me acompanhava ao meu lado. Ele parecia estar se divertindo com o nosso jeito italiano escandaloso.

-Porque isso não faz sentido! Um quarto para as mulheres e outro para os homens. E Luna é minha amiga. Tenho prioridades. -Retrucou Rosália com as mãos na cintura.

-Ah, mas aí é muito fácil para você, não é, Rosa? Dormir com a Luna, que todo mundo sabe que dorme feito uma pedra e não incomoda ninguém enquanto eu sou chutado a noite inteira por Juanes. -Dessa vez foi Vincent que protestou.

Revirei os olhos. Nós quatro já havíamos sido companheiros de quarto uma vez quando Vincent fez uma pequena festa do pijama no seu apartamento. No fim, espalhamos vários colchões pelo único quarto da casa e dormimos ali mesmo. Na manhã seguinte, acordei com o rosto completamente riscado e sujo de pasta de dente e desde então fiquei conhecida como a “sono de pedra” do grupo.

A discussão continuou por mais alguns minutos e eu e Müller apenas observamos tudo um pouco afastados. Estava tão distraída com meus amigos que mal notei quando Thomas apoiou as costas na parede ao meu lado e sorriu para mim de maneira cúmplice.

-Acho que deveríamos tentar acalmá-los.

Ah, Deus! Dai-me sabedoria para resistir àquele sorriso bobo.

-Provavelmente, mas… confesso que por mim deixaria os três discutir por mais tempo. Está tão engraçado. -Respondi animadamente enquanto observava Rosália alegar que Juanes era casado e que por isso não deveria dividir o quarto com outra mulher.

-É, também deixaria. Mas o dia foi longo e amanhã vamos acordar cedo para visitar os estábulos. Precisamos dormir.

Imediatamente, consertei minha postura relaxada e senti meu rosto queimar de vergonha. Ele era Thomas Müller e provavelmente estava se esforçando ao máximo para receber 4 jornalistas em sua casa, enquanto ainda precisava se preocupar com a copa chegando e a Bundesliga, a qual já acontecia. E nós ainda ficávamos abusando da hospitalidade com uma briguinha boba tarde da noite.

-Hum, tem razão. Sinto muito. Você deve estar bem cansado e nós ainda estamos te incomodando com isso. Não se preocupe, vou falar com eles. -Disse já me afastando da parede para ir em direção a minha equipe quando senti sua mão segurar o meu braço levemente

-Não, acredite, não é isso. Se o dia não tivesse sido tão… frustrante hoje provavelmente estaria ajudando-os a continuar discutindo.

Ri um pouco do seu comentário e analisei o seu rosto. Apesar de exibir uma expressão brincalhona podia notar que algo o estava chateando. Um pouco hesitante, voltei para o seu lado murmurando baixo:

-Olha, se você quiser podemos procurar um hotel, mesmo que seja um pouco mais distante, mas prometo que ninguém vai se irritar ou algo do tipo. Notei que está um pouco chateado e sei mais do que ninguém que é horrível quando não nos sentimos confortáveis dentro de nossa própria casa.

Ele me analisou por uns instantes parecendo tentar me entender e por fim sorriu cansado.

-Não estão me chateando.

-Tem certeza? Por que isso aqui que você está vendo hoje só tende a piorar, acredite. Eu, Vincent e Rosália somos italianos e o Juanes é espanhol, ou seja, muito sangue quente reunido. Às vezes, eles me fazem sentir em um hospício.

Consegui arrancar uma risada sua e ele apoiou sua cabeça na parede passando a encarar o teto. Nessa posição, seu pescoço ficava bem esticado e meus olhos encararam descaradamente o seu pomo de Adão, que se moveu quando ele engoliu em seco.

-Talvez isso seja bom, sabe? Um pouco de… como você disse, “sangue quente” para animar essa casa. -Ainda sorrindo, Thomas encarou-me. -Confie em mim, Luna. A presença de vocês não me incomoda. Na verdade, acredito que ela possa me distrair um pouco dos problemas.

Primeiro: ele me chamou de Luna! Sem formalidades ou sobrenomes. Apenas Luna. Isso é ótimo porque estava realmente em dúvida de como chamá-lo. As palavras “senhor Müller” parecem muito estranhas para mim.

Segundo: como alguém é capaz de causar problemas para Thomas Müller? Eu o conhecia há 1 hora e aquele olhar triste já me enchia de vontade de colocar um nariz vermelho e fazer palhaçadas até ele voltar a rir.

-Espero poder ajudar realmente. Se brigas te animam, pode se preparar para animação extrema com esse grupo.  -Suspirei, voltando minha atenção para o grupo e resolvi interromper a discussão com um assobio alto.

Logo, os três estavam calados me encarando surpresos.

-Não sei se notaram, mas já passam das dez e precisamos descansar para amanhã então… eu divido o quarto com Vincent já que tenho um sono pesado e quase nunca escuto seus roncos. Rosália dorme com Juanes.

A ruiva já ía protestar mas a intereompi com um rápido:

-Que bom que resolvemos isso. Juanes, durma com um travesseiro entres as pernas para não chutar Rosa, tudo bem? Ótimo. Agora, dêem boa noite para Thomas e sigam para os quartos.

Meus amigos pareciam estar chateados mas não me contestaram. Sabiam que quando eu falava daquele jeito é porque a discussão havia terminado. Vincent me dizia que herdara isso da minha mãe. Sabia dar ordens como ninguém.

Rapidamente cada um cumprimentou Thomas com um aperto de mãos ou um tapinha no ombro, no caso de Juanes, e trataram de levar as bagagens para os quartos que o jogador indicou.

Percebi que era a minha vez de dar boa noite e quando me voltei para ele, percebi que me analisava divertido.  

-Você parecia a mãe deles. -Comentou e eu dei de ombros sorrindo.

-Alguém precisa ser. Eles agem como se tivessem 10 anos. -Thomas assentiu ainda com uma expressão divertida no rosto. -Bom, acho que essa é minha deixa. Vou dormir. Obrigada por nos receber em sua casa. Isso vai me ajudar muito com a matéria. Espero que nós nos tornemos amigos nesses 30 dias, Thomas Müller.

Estendi minha mão em sua direção e ele demorou encarando-a. Parecia decidir se  a apertava ou não. Mas quando se decidiu por me cumprimentar de volta, senti uma sensação estranha envolver meu braço.

Era como se fosse uma energia que nos prendia naquele aperto de mãos e, logo, eu me perguntei porque encarava Thomas daquela maneira indiscreta. E por que ele devolvia o olhar? E por que o aperto de mãos pareceu ficar mais forte? E por que diabos sorríamos daquela maneira? Ainda pensava nessas perguntas, quando Thomas finalmente me respondeu:

-Algo me diz que seremos ótimos amigos, Luna Blanco.


Notas Finais


🤗


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