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História 30 dias na Califórnia - Capítulo 18


Escrita por: withdevil

Notas do Autor


duas atualizações no mesmo mês? Quem dera eu conseguisse fazer isso sempre!
sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 18 - Décimo Sétimo Dia


Fanfic / Fanfiction 30 dias na Califórnia - Capítulo 18 - Décimo Sétimo Dia

#30days


— Finalmente, solo coreano! — exclamou Jin, rindo dos amigos que estavam desanimados devido ao cansaço da longa viagem. — Vamos descansar, meninos, porque amanhã é mais uma longa viagem.


Os meninos gemeram em contradição, arrancando mais uma risada do mais velho. Pegaram suas bagagens e seguiram o loiro. Já havia um luxuoso carro esperando na entrada, o motorista pegou as malas após abrir a porta e foi guardar no porta malas. Durante o percurso até o hotel, Jungkook permanecia com sua cabeça apoiada no ombro de Jimin, enquanto o garoto estava com a cabeça apoiada na janela, admirando como Seul havia mudado durante os anos que passou fora.


Chegaram no hotel e, após fazerem o check-in, deitaram na enorme e confortável cama, onde dormiram por horas. E iriam dormir mais, se Jin não tivesse invadido o quarto, batendo palma e balançando seus corpos.


— Acordem, acordem! Seus vagabundos! 


(…)


Estavam irritados e com sono, como duas crianças birrentas. Jin, por outro lado, estava muito animado, observando a paisagem através do vidro do carro. 


— Esse lugar é tão lindo! Vocês não têm vontade de voltar? 


— Não — responderam uníssono, fazendo a expressão animada de Seokjin murchar. O loiro coçou a garganta e respirou fundo, voltando à animação de anteriormente. — Nossa tarde está toda programada, baseada nos gostos de vocês. Jungkook, sua parada é aqui. Compre tudo o que quiser no meu cartão e não ouse ir embora enquanto eu não chegar, eu e Jimin temos outros planos.


— Que outros planos? — perguntou o moreno. 


— Não te interessa — respondeu o mais velho, chutando Jeon do carro, deixando o garoto indignado para trás e Jimin confuso. 


— Por que você fez isso? — Park perguntou assustado. 


— Para podermos ir ao estúdio discutir sobre sua música, oras! Não seja burro. 


— Está dizendo que vamos gravar a minha música agora? 


— Não, eu estou dizendo que vamos ter uma reunião sobre a gravação da sua música agora. — Jin pegou uma sacola e entregou para Jimin. — Vista isso quando chegarmos ao prédio. 



Jimin abriu a sacola e deparou-se com um conjunto de roupa social, franziu a testa e encarou Seokjin. 


— O que foi? Só porque você é pobre, não precisa se vestir como um. — Revirou os olhos. 


Park riu incrédulo, negando com a cabeça, Jin era inacreditável. 


— Ji… — chamou Seokjin, chamando atenção do garoto de cabelo colorido. — Como você está? 


— Bem — respondeu, suspirando pesadamente em seguida. — Cada dia pior, na verdade. Minhas tosses, falta de ar, cansaço… Eu sinto que estou morrendo lentamente e é tão, tão horrível! 


— Chim, quanto mais o tempo passa, pior fica. Por que esconder isso de todos? Nós somos seus amigos e vamos te apoiar sempre, e eu posso pagar seu tratamento — Seokjin não terminou de falar, porque Jimin interrompeu com uma gargalhada seca e melancólica.


— Meu tratamento para prolongar a merda da minha vida? Olha, eu entendo sua boa intenção, mas não adianta, Jin. E tem mais, eu vou morrer daqui a poucos dias, eu sei que vou. E não tem o porquê deixar todo mundo preocupado e com pena de mim, vai ser um inferno, eu sei que vai. — Respirou fundo, bagunçando seu cabelo, de maneira frustrada. — Vocês são amigos tão incríveis. Tão companheiros, leais e gentis, eu sei que não está sendo fácil para você e para Yoongi lidar com toda essa situação calados. Principalmente, sei que você está fazendo tudo isso por pena, Jin. Eu agradeço de verdade por sua ajuda para eu cumprir minha lista, mas confesso que, por outro lado, sinto-me mal por aceitar. Porra, eu só quero curtir meus últimos momentos vivos com os meus amigos e os homens que eu amo em paz, é pedir muito? 


Kim conseguia ver nos olhos de Park o sofrimento, a dor, conseguia ver seu coração sangrando a cada palavra proferida pelos lábios carnudos. Conseguia sentir sua garganta fechar e o estômago revirar, jurou que iria vomitar. Era difícil para si, mas principalmente para Jimin.


—  A vida é tão injusta — comentou o loiro, com os olhos cheios de lágrimas, sendo acolhido pelos braços do mais novo. 


— Ei, Jin, está tudo bem… Olha, é exatamente essa reação que eu não quero, entendeu? Não quero meus amigos sofrendo por mim. 


§ § § 


— A pizza chegou — avisou Hoseok, entrando no apartamento, com seu sorriso brilhante. 


— Finalmente! Estava morrendo de fome — Taehyung pulou do sofá, animado. 


Hoseok deixou a caixa sobre a mesa e foi até a cozinha, onde pegou os talheres e pratos. 


— Tae, hoje eu recebi uma ligação — começou a falar, enquanto cortava o primeiro pedaço de pizza. — Era seu terapeuta. 


Kim nada respondeu, estático no lugar, fechou seus punhos com força. 


— Você não está mais indo para terapia e isso me preocupa. 


— Ainda nesse assunto? Já disse que não gosto da terapia — respondeu o moreno, arrancando um suspiro pesado de Hoseok. 


— Se quiser continuar morando comigo, terá que ir às terapias. 


— O quê? — Taehyung gritou incrédulo, deixando o prato cair. Jung, apesar de assustado, permaneceu firme, não se deixando abalar. 


— É isso que você ouviu, Taehyung. Se quiser ainda morar comigo, deverá voltar a ter sessões com o doutor Ramazzotti! 


Lidar com Kim não era fácil, nunca foi. Hoseok sempre conseguiu arranjar meios de não ter uma relação tão complexa com o menino. Mas, diante dos últimos acontecimentos… Hoseok não saberia se morreria por estresse, ou pelas mãos do amado. Taehyung não tinha mais limites, isso se algum dia teve. 


Quando Taehyung ainda frequentava a terapia, ele ainda estava melhorando, Hoseok via isso! Mas ele parou há tanto tempo, antes mesmo de Jimin e Jungkook chegarem. 


— Vou pensar sobre.


— Você não vai pensar nada — gritou o de fios avermelhados, batendo seu punho na mesa, irritado. — Você vai para psicoterapia, ou não mora mais aqui! 


— É o Yoongi, não é? É esse maldito que está deixando você contra mim, não é?  Você anda se encontrando com aquele merda, Hoseok? 


— Yoongi não tem nada a ver com isso! 


— Então é aquela desgraçada da Catarina? Oh, perdão, “Katherine”. 


— Não! Não, Taehyung! Ninguém tem culpa, além de você! Você não percebe o quão doente está? 


— DOENTE? 


— Sim, doente! Você é doente, Taehyung, doente! 


Hoseok gritava e Taehyung gargalhava, como se a situação fosse a mais cômica do mundo. Jung sequer se deu conta em que momento estava aos prantos nos braços de Kim, chorava de raiva e revolta, de dor. Taehyung apertava o homem em seus braços, não ria mais, sua expressão estava… Fria, seu olhar morto e enigmático, como se não sentisse emoção alguma. 


— Você é doente, doente, doente, doente… — Hoseok murmurava repetidamente, e por mais que quisesse tomar as rédias da situação, no fundo, sentia-se completamente impotente para ir contra Taehyung. No final, se ele não quisesse ir à terapia, ele não iria. 


— Shh… Está tudo bem, meu amor. Estão fazendo sua cabeça contra mim, mas eu vou resolver isso. 


— Você que precisa cuidar da sua cabeça… 


§ § §


— Bom, então está tudo decidido! Amanhã você vem aqui, a gente grava. O estúdio é todo seu. 


— Poxa, senhor Han, muito obrigado! — agradece Jimin, sorrindo de orelha a orelha. 


— Não há de quê, senhor Kim falou tão bem da sua voz, será uma honra tê-lo gravando em nosso estúdio. Quem sabe, futuramente, fechar contrato com nossa empresa? 


— Bom, quem sabe? — Jimin riu divertido e levantou-se da cadeira, sendo acompanhado pelo mais velho, que o guiou até a porta.


— Então, até amanhã, Park Jimin! 


— Até amanhã! 


— E então, o que você achou do lugar? — perguntou Seokjin, assim que saíram do prédio e entraram no carro. 


— Eu achei incrível, não pensei que iria fazer uma gravação profissional!


— Não é exatamente profissional, porque você só vai cantar e tocar… Não vai ter lá muita produção. 


— Eu sei, mas eu vou ter uma sala com isolamento acústico e um microfone foda. A ideia inicial na verdade era gravar no celular, mesmo sabendo que a qualidade não iria ser grande coisa. — Kim riu da animação do mais novo, estava encantado de como era fácil agradar pobres. 


— Ainda bem que eu cheguei na sua vida. Ah! O Jungkook, ele comprou bastante, isso é bom.  


Não demorou muito, Jungkook também entrou no carro, após deixar as várias sacolas no porta malas, com ajuda do motorista de Seokjin. 


— Fez um banho de loja, hein? — comentou Kim, rindo. 


— Bom… Você disse para gastar, eu não sabia que era um problema… 


— E não é! Se eu disse para gastar, então é para gastar. 


— Se Seokjin falou para gastar, então é uma ordem — Park entrou no assunto. Não que fosse de sua índole se aproveitar dos amigos, ou ser interesseiro, mas deveria admitir que não iria negar gastar o dinheiro do amigo, se é isso que ele deseja. 


— Ótimo, planos para hoje à noite? Sim, temos. Então, descansem! 


— O que vamos fazer? — perguntou Jeon, curioso. 


— Você vai saber hoje à noite, oras! 


(...) 


Quando chegaram no hotel, Jimin foi tomar banho e Jungkook apenas deixou suas sacolas na entrada do quarto e capotou na cama macia. Park chorava encolhido na banheira, suas mãos sujas de sangue devido a tosse recente, sentia tantas dores e estava exausto, poderia-se ouvir de fundo Dark Paradise, da Lana Del Rey. 


Jimin não queria estar morto com seu amado, mas todas as vezes que fecha os olhos, é como um paraíso sombrio. 


Tantas perguntas… Como ele só descobriu sua doença agora? 


Não havia resposta para isso, então apenas permitiu-se chorar mais e mais. Precisava desse momento. Estava tudo tão confuso, tudo tão… Destruído. Seus planos, sonhos, desejos, relacionamento. Tudo iria acabar em pouco tempo. Deveria se manter forte, mas era tão difícil. Só queria que tudo acabasse. 



(...)


— Ainda não vai contar para nós onde vamos? — perguntou Jeon, ansioso. 


— Não, porque nós já chegamos! — avisou Jin, estacionando o carro. Os garotos desceram do veículo e Kim logo se aproximou de Jimin. — Ei, cara. Tudo bem? — Jimin apenas concordou brevemente com a cabeça. 


— Você está calado a viagem inteira… — comentou Jeon, preocupado. 


— Eu só não tinha o que falar, mas está tudo bem. — Jimin sorriu pequeno e entrou no estabelecimento. Era uma churrascaria, o cheiro era delicioso. 


— Jin, churrascarias são caras aqui na Coreia — avisou Jeon, mas Seokjin apenas deu de ombros. 


— Não vejo nada demais comemorar com meus amigos com uma deliciosa carne e sujo! 


Não foi fácil, mas no fim convenceram Seokjin que iriam dividir a conta. A noite então passou-se tranquila, Jeon conseguiu desviar os pensamentos sobre os ataques que sofreu, Jimin conseguiu se divertir com seus amigos e ignorar aquele sentimento que não sabe descrever, mas que deixa seu coração apertado, por saber que, bem, o fim está próximo. 


E Seokjin… Sente como se um peso estivesse saindo de suas costas aos poucos. 


Notas Finais


Quero agradecer minha querida @Korigami pela betagem, muito obrigado! ♡
bom, estamos chegando ao fim da história, é um momento muito tenso e delicado!
peço que entendam que taehyung dessa fanfic tem síndrome narcisista e não se trata, o que resulta seu comportamento absurdo. O que o Hoseok faz de sempre estar ao lado dele é ERRADO, ninguém consegue viver com uma pessoa narcisista, a não ser que a esteja tendo o tratamento adequado! O certo é se afastar porque a pessoa narcisista suga tudo que é de bom em você, destrói seu psicológico.

é isso, meus amores! Até breve~


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