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História 300 km; Interativa - Capítulo 1


Escrita por: e _Miranha_


Notas do Autor


— Pessoal, qualquer dúvida, podem me perguntar no comentário fixado. Espero que curtam! Tô com esse perfil novo, mas espero que gostem da ideia nova :)

Link nas notas finais!

Capítulo 1 - Pilot


Jacob McNamara estava sentado em sua cadeira acolchoda em um tecido abaixo do couro, enquanto observada o dia chuvoso que se instalava no primeiro dia de inverno. Os papéis em sua mesa se bagunçam com o pouco de vento que transpassava pelas frestas da grande vidraçaria. A cidade esvairava luzes por onde quer que fosse; onde os carros rodavam e os magnatas mais bem vistos apostavam em cassinos de todos os tipos. Apesar do grande prédio onde morava, a observação de cada um desses detalhes era possível. Ele não se importava no quão vasta era sua vida, afinal, sabia que jamais poderia sorrir genuinamente, então, entendia cada uma daquelas pessoas fúteis, que apenas saem numa noite de sábado por não terem absolutamente nada de melhor a se fazer. O dinheiro lhe rondava, mas a felicidade, por outro lado, não. 


O vinho na taça ao lado de seu computador tremeu ao sentir as ondas sonoras de uma nova mensagem sendo recebida, a qual o homem ignorou por completo. A única coisa que açoitava seus devaneios, naquele momento, era o medo lutando de forma sanguinária com sua ganância, que crescia cada vez mais. As gotas de chuva o lembravam da época de criança; a única e última vez que sentiu o suor escorrer por seu rosto e o gelo da água bater em seus braços. Ele entendia que desde que virou quem é, jamais aproveitou de forma significativa vida e jamais poderia aproveitar. Voltar para Minnesota seria ignorar todos os anos de luta e deixar para trás o tanto de bens que havia começado a fazer girar. O lançamento do Caliban estava mais próximo que podia imaginar, então, aquele não era o momento para crises sentimentais e amores que foram ceifados ainda quando jovem. Ou ele aceitava continuar a vida mesquinha que levava, ou simplesmente a jogava fora, com tudo o que tem.


— S-Senhor Namara? — um de seus empregados bateu à porta, adentrando com cautela e medo, ainda limpando as mãos no uniforme preto. — Abraham não para de ligar. Está desesperado — ele suspirou nervoso. 


Jacob ajeitou a barba, olhou ao norte e voltou de suas viagens. Ele odiava ter de dar tantas satisfações assim, ainda mais a um homem que apenas iria ceder alguns materiais para a realização do torneio. Desde que decidiu implantar Abraham Keith em tudo o que planejou, se arrependeu e tentou voltar atrás, mas a persuasão do outro abrange qualquer barreira. Definitivamente já estava de saco cheio, porém, não era tão fácil assim despachar um investidor como tal. Então, o único a se fazer era aceitar e explicar ao outro tudo o que estava acontecendo. A mensagem que havia recebido era o desespero do sócio em pensar ter perdido dinheiro. Ele não via a hora de tudo acabar.


— Mande que venha aqui amanhã cedo — McNamara girou a cadeira, tomando posse da antiga taça de vinho que já havia esquentado. — Eu não estou com cabeça para explicar tudo de novo a ele! 


— Senhor — o uniformizado riu. — Ele disse que irá aparecer aqui em menos de dez minutos… Mas acho que o porteiro consegue o mandar embora! 


— Não — ele bufou. — Então mande que venha… Não vai me deixar em paz enquanto não conseguir dar a ele o que quer! 








                      M u d a n ç a   d e   C e n á r i o





A noite chuvosa marcava aquele início de inverno na cidade do pecado. Owen caminhava do banheiro para a sala, onde a televisão focava nas mensagens do jornal nacional e internacional. Ele se jogava no sofá bagunçado, com almofadas fora do lugar e um pequeno cobertor fino à esquerda. Aquele não havia sido um dia tão bom, afinal, fora o primeiro de muitos que não conseguiu fazer nada do que considera ser tão produtivo. Ele sentia o vento passando pela janela, fazendo voar a cortina, onde levava, junto a si, os pensamentos e lembranças de quando não tinha de se preocupar por muita coisa, senão seu dinheiro. Não que lhe faltasse atualmente, mas a abundância já estava escassa. O jornal, por sua vez, anunciava coisas como esportes e novas olimpíadas. Não havia nada mais entediante. Wright revirou os olhos e goleou da cerveja que segurava nas mãos, ainda gelada, pensando no que se tornou e como sair daquela monotonia eterna. Os trovões sequer o assustavam. Sua única vontade era tomar seu carro em mãos e correr até que sua raiva passasse; raiva de si e de suas atitudes. Apesar de tudo isso, podia contar com o que sempre fazia tudo piorar: a lembrança do amigo e o devaneio da última vez que ouviu sua voz, a qual gritava por seu nome e para que lhe ajudasse. 


" — Owen! Owen, por favor, não solte a minha mão — as lágrimas corriam por seu rosto, enquanto o desespero saltava por seus olhos. — Eu não posso morrer agora, cara! 


— Você não vai morrer, Kurt — Wright bufava em desespero. — Você não pode morrer!..."


— Senhor Wright? — uma voz abafada, atrás da porta de entrada, puxou-o de seus próprios pensamentos, enquanto continuava jogado no sofá, olhando, perdido, para um ponto fixo. — Deixaram um recado para o senhor na portaria… E-eu iria deixar para amanhã, mas parece um pouco urgente! Pode abrir? 





Notas Finais




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