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História 310 - Kim Taehyung - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction 310 - Kim Taehyung - Capítulo 6 - Capítulo 6

Barulho acordou S/N. Ela percebeu que, ou desmaiou ou caiu no sono. Taehyung ainda a carregava. Ela inalou o seu cheiro maravilhoso e o seu calor a circulava tão firmemente quanto os seus braços. Ele rugiu baixinho.

— Humanos estão à nossa espera. Vamos sair logo da floresta, mas vou te avisar agora, eu vou aonde você for. Eles vão querer que seja examinada por médicos e eu insisto nisso, S/N. Só diga a eles que me deixem ficar ao seu lado. Lutarei com qualquer um que tentar tirá-la de mim.

— Só não fique rugindo nem urrando para ninguém, por favor. — Ela levantou a cabeça. — Você já é muito assustador sem fazer isso.

Ele parou de andar por um momento. Ela mal conseguia ver o seu rosto na fraca luz da lua, mas ele assentiu.

— Só não pense que irei deixar que vá embora. Fiz isso antes e olhe o que aconteceu. Você poderia ter morrido hoje. Aqueles homens não seriam capazes de leva-la se tivesse ficado comigo. Ninguém teria chegado assim tão perto de você sem morrer primeiro.

Culpa a consumia.

— Sobre aquele abajur…

O rosto dele virou abruptamente em sua direção e ele urrou baixo, seu peito vibrando enquanto sorvia o ar.

— Não quero falar disso.

— Eu não queria que se machucasse. — Disse as palavras às pressas.

Ele virou a cabeça, farejou o ar e continuou andando.

— Conversaremos depois. Está mais segura comigo. Eu a protegerei e não tente fugir de mim outra vez. Seria tolice.

Ela não conseguia discutir as suas declarações. Não queria admitir isso, mas também não queria que Taehyung fosse para longe dela. Tinha passado as últimas cinco semanas sentindo saudades e pensando nele. Podia ser o trauma que havia vivenciado e o fato dele ter salvado a sua vida, ou por ter vindo atrás dela mesmo estando zangado com a história do ataque com o abajur, mas estar em seus braços parecia ser o certo.

— Desculpe.

Taehyung fitou os seus lindos olhos. No dia que fugiu de sua casa o surpreendeu, vindo pelas suas costas, e ele sequer pressentiu a sua aproximação.

Tinha subestimado S/N e isso foi um erro que lhe custou muito por ter permitido que escapasse dele. Arrependimento era uma emoção fácil de ler no rosto dela e ele gostava do fato de poder identificar as suas emoções.

— Fiquei distraído com os machos que vieram te buscar.

— Eu sei. Usei isso em minha vantagem. Machuquei você?

O ferimento em sua cabeça tinha curado rapidamente, mas o de dentro não. Queria ficar com ela, mas ela o abandonou. Lembrou-se das raras vezes em que fêmeas foram levadas à sua cela quando era um prisioneiro. Uma vida inteira de rejeição filtrou-se por suas lembranças.

A maioria das fêmeas Espécies tinham sentido medo demais dele para permitir que as tocassem. Uma fêmea primata gritou e chorou até que um dos técnicos apareceu para leva-la embora. Ele sabia que nenhuma delas queria cruzar com ele, mas algumas tinham se apiedado do macho solitário que era.

Ver a sua própria gente era raro e fazer sexo com elas era ainda mais. S/N o rejeitou a princípio, mas depois respondeu ao seu toque como nenhuma outra fêmea fez. Não tinha as habilidades de procriação que a maioria dos outros machos aprendeu, mas não se sentiu inadequado com S/N em seus braços e em sua cama. Foi motivado a usar todos os conselhos sexuais que as fêmeas lhe deram durante aquelas raras vezes em que permitiram que montasse nelas.

S/N importava para ele e morria em pensar que quisesse deixá-lo novamente. Conhecia o confinamento e não queria submetê-la a isso. Fazer dela uma prisioneira dentro da sua casa poderia fazer com que o odiasse. Ameaçar era uma coisa, mas na realidade ele nunca quis magoá-la de nenhuma forma. Teria que convencê-la a ficar por escolha.

Não tinha certeza de como fazer isso e precisava descobrir rapidamente. Os humanos iriam querer afastá-la dele. Muitos deles temiam Espécies, acreditavam que fariam mal a humanos, e ele sabia que a sua aparência não ajudava. Ele parecia menos humano do que os outros machos de seu povo. Não que eles se camuflariam em um grupo de humanos, mas eram bem menos intimidantes. Não havia nada que pudesse fazer a respeito da sua aparência, mas podia tentar com todas as forças agir de forma mais civilizada.

Conteve um rugido. Comportar-se bem com os humanos e agir docilmente não era algo que achou que faria por alguém. Porém, olhar nos olhos de S/N mudou tudo isso. Era tudo uma questão do que queria preservar mais. Ela ou o seu orgulho. Era difícil de engolir, mas ele tomou uma decisão.

— Tentarei ser agradável com os humanos por você, S/N. Desejo parar essa conversa. Não é uma boa hora para discussão.

Opinião formada e expressa. Taehyung não queria conversar sobre o dia que ela escapou de sua casa.

— Apenas deixe que eu fale ok?

Encolheu os ombros.

— Certo, mas lembre-se, eu vou aonde você for. Vou ficar bem assustador se alguém tentar te tirar de mim, delícia.

— Feito. — Ela relaxou em seus braços.

Sentiu-se quente quando ele a chamou de delícia.

E, certo. Precisava de um banho dos mais longos. Foi presa no chão e não tinha que tocar o cabelo para saber que ele virou um ninho de rato cheio de terra e só Deus sabia o que mais. Tinha chorado, seu corpo estava machucado, e sabia que tinha sangue seco na bochecha. Era o oposto de algo delicioso, se é que já foi algum dia, mas era doce da parte dele mentir tão descaradamente para fazê-la se sentir bem.

Carros estavam estacionados dos dois lados da estrada quando saíram da floresta. O do xerife, carros de oficiais e uma ambulância estavam entre eles. Mais carros estavam estacionados na grama perto da pista, incluindo uma van branca enorme com letras na lateral. As vozes de repente se calaram na área iluminada pelos faróis.

S/N sabia que tinham sido vistos quando um silêncio se formou.

O xerife Cooper correu na direção deles com um dos seus oficiais, Carl Bell, no seu encalço.

— S/N!

Ela forçou um sorriso valente.

— Eu estou bem. Taehyung e os seus amigos me salvaram.

O xerife hesitou a alguns passos do Nova Espécie muito mais alto e grandão que a tinha nos braços. Ele olhou com nervosismo entre S/N e Taehyung.

— Pode me passar ela, filho. — Greg Cooper estendeu os braços. Taehyung sacudiu a cabeça. — Eu a levarei para a ambulância. Ela está ferida.

— Onde estão os homens que a levaram? — O olhar do xerife procurou na floresta escura atrás deles.

Taehyung deu de ombros.

— Isso não é problema meu. A única coisa que me importa é S/N. Tenho certeza que o meu povo irá trazer os agressores até você se tiver sobrado alguma coisa deles. — Ele deu a volta nos dois homens perplexos para levar S/N até a assistência médica.

S/N sentiu vontade de fazer uma careta quando olhou por cima do ombro de Taehyung enquanto ele se afastava da dupla. O Xerife Cooper fitou a floresta por alguns segundos a mais antes de se virar. Ela não perdeu o olhar curioso que se passou entre ele e o seu oficial, que encolheu os ombros. Os dois rapidamente correram para alcançá-los.

S/N conhecia as duas pessoas esperando na ambulância. Frequentou o ensino médio com Bart Homer e o observou com a cara fechada quando Taehyung a depositou com gentileza em uma maca que ele puxou quando se aproximaram. Debra Molmes, a outra paramédica, era uma mulher alguns anos mais nova que S/N, mas ela foi colega de sala no colégio do seu irmão velho.

— Merda. — Debra ficou de boca aberta olhando Taehyung e engoliu em eco, uma expressão de cautela atravessando as suas feições. Ela arrancou o olhar dele e examinou S/N visualmente. Debra estremeceu. — Jesus. Você está terrível, S/N.

— Foi uma noite difícil para mim e eu tenho certeza que não estou no meu melhor.

— É, com licença, senhor. — Bart disse baixo para Taehyung. — Eu, é, preciso entrar para ajudar a examinar a S/A.

Taehyung hesitou um segundo antes de sair do caminho. Um Taehyung enorme, de peito nu e musculoso era algo digno de se contemplar. Ele parecia tão masculino de um jeito tão sexy quando não estava rugindo nem mostrando os dentes afiados em um rosnado silencioso. S/N encontrou seu olhar com um sorriso forçado. Ele cruzou os braços, o que apenas ressaltava os seus músculos. Devolveu o olhar com uma expressão séria. S/N virou a cabeça e pegou Debra quase babando. Ela parecia ter superado a sua incerteza inicial sobre como reagir a ele.

— S/N? — O Xerife Cooper se aproximou. — Precisa nos dizer exatamente o que aconteceu. Conhecia esses homens? Eles contaram por que a sequestraram?

S/N tentou não estremecer quando Bart e Debra checavam o seu corpo e limpavam os ferimentos. Seu rosto doeu quando eles lavaram o sangue e trataram a área próxima à sua orelha onde a bochecha tinha batido no retrovisor da caminhonete. Seus pulsos não doíam muito depois que Taehyung cuidou deles.

Enquanto os paramédicos trabalhavam, ela contou devagar ao xerife o que tinha acontecido quando deixou o bar e como os homens a levaram. Mas pulou algumas partes. Escolheu não mencionar nada relacionado com as Novas Espécies, com exceção de dizer que eles fizeram comentários que deixaram claro que os odiavam. Mentiu na maior cara de pau.

— Eles disseram que sabiam que fui para a Reserva das Novas Espécies. — Tentou se prender a uma parcela da verdade para manter a história convincente. — Eles me levaram porque trabalhei lá e me acusaram de ser uma traidora da humanidade por gostar dos Novas Espécies.

O Xerife Copper cuspia de raiva.

— Aqueles imbecis a levaram por que trabalhou na Reserva? Maldição. A cidade inteira vai ser alvo desses imbecis então se isso é tudo o que é preciso para atiçá-los. Onde diabos está a sua calça e por que está usando esse suéter?

— Eles… — Ela baixou o olhar, incapaz de olhar para o xerife enquanto falava, com medo de explodir em lágrimas se o fizesse. — Eles tiraram a minha roupa, me prenderam ao chão e me torturaram. — conseguiu dizer. Não conseguia olhar para o homem que conhecia desde que era menina quando o calor incendiou suas bochechas. — É por isso que estou usando o suéter de Taehyung. Ele e os outros Novas Espécies chegaram antes que eles me machucassem mais seriamente, mas já tinham me deixado só de calcinha.

— Filhos da puta. — praguejou o Xerife Cooper. — Eles estupraram você, S/N?

Ela sacudiu a cabeça.

— Não. Um deles quis, mas os outros ficaram felizes em somente me machucar. Eles queriam que eu fizesse um vídeo declarando que também odiava os Novas Espécies. Eles eram pirados.

Xerife Cooper se voltou para Taehyung e ofereceu a mão.

— Obrigado, Sr. Taehyung. A cidade inteira tem uma grande dívida de gratidão com você e com os seus amigos por impedirem aqueles bastardos de matá-la.

Taehyung franziu o cenho, mas aceitou a mão do Xerife.

— Não me agradeça. Ele é minha e sempre irei protegê-la.

S/N fez uma careta quando disparou um olhar de advertência para Taehyung e sacudiu a cabeça para ele.

— Lembra que concordamos que seria eu quem falaria?

Ele soltou a mão do xerife e encolheu os ombros.

— É verdade.

O Xerife Cooper parecia confuso quando se virou para encarar S/N.

— O que isso quer dizer? Você é dele?

Ela hesitou.

— Nós estamos envolvidos. — Deixou assim.

— Oh! — Os olhos do Xerife arregalaram quando ele voltou a atenção para Taehyung e depois para S/N, seu olhar indo de um ao outro como se assistisse a uma partida de tênis.

— Nunca teria adivinhado que vocês dois namoravam. Não mesmo.

— Senhorita Shasta! — gritou uma mulher. — Pode dar uma entrevista?

Petrificada, S/N virou a cabeça para olhar uma mulher e um cameraman tentarem empurrar um oficial para chegarem à traseira da ambulância.

O Xerife Cooper se distanciou alguns passos para gritar para os seus homens.

— Empurrem esses repórteres para longe. Sem comentários, seus caçadores de ambulância. Byron e Vince os afastem. Estou falando sério.

— Por que há repórteres aqui? — S/N não estava nem um pouco feliz com a situação.

O xerife disse outro palavrão baixinho.

— Algum idiota vazou que uma mulher foi sequestrada e que nós contatamos a Reserva dos Novas Espécies para pedir ajuda. Esses vermes apareceram aos montes e os nossos telefones na estação foram bombardeados com ligações da imprensa do mundo inteiro.

— Precisam tirá-la daí. — Jin informou ao xerife, vindo da frente da ambulância. — Isso aqui vai virar um circo em pouco tempo se não a levarem. Também precisamos sair imediatamente.

— Capturaram aqueles homens? — o Xerife Cooper encarou Jin.

Jin hesitou.

— Capturamos três deles e os transportamos via helicóptero para a Reserva. Não ouviu? O quarto está morto, mas isso não pôde ser evitado. — Seu lindo olhar de gato encontrou o de Taehyung por alguns segundos antes de voltar a se concentrar no xerife. — Eles tinham armas e se recusaram a se render. Um dos meus homens foi atingido, mas vai sobreviver. Foi só um ferimento superficial. Vamos colocar o morto no gelo até que providenciem para que seja recolhido no nosso posto médico. Eu dei a um dos seus oficiais uma descrição detalhada de onde eles acamparam e mantiveram a Senhorita Shasta refém. Deve ser fácil para vocês encontrarem a cena do crime.

— Tinha um helicóptero aqui? — O xerife parecia surpreso. — Onde estão os meus detentos?

— Iremos transportá-los para a sua estação quando forem liberados pelos nossos médicos, que estão tratando deles no momento. — Jin estudou S/N antes de voltar a atenção para o xerife. — Eles estão recebendo atenção médica na nossa unidade, mas você pode mandar alguns oficiais pegá-los se desejar proceder com a transferência dessa forma. Um dos prisioneiros está em condição crítica e, como eu disse, um dos meus homens foi baleado. O transporte via helicóptero era mais rápido do que carregá-los da floresta para cá. Sempre mantemos um de prontidão na Reserva. — Jin olhou para S/N outra vez. — Temos instalações médicas excelentes se me permitir chamar o helicóptero de volta para transportar a Srta. Shasta para que os nossos médicos cuidem dela.

— Eles precisam de um hospital de verdade. — respondeu o Xerife Cooper.

— Tudo bem. — Bart, o paramédico, interrompeu em voz baixa. — Eles têm instalações top de linha. Na verdade nós já as usamos duas vezes em situações de trauma severo. Eles têm equipamentos melhores e traumatologistas excelentes, coisas que o nosso hospital local não ostenta. Simplesmente não temos aqueles tipos de máquinas. Os prisioneiros estão bem melhor se foram enviados para lá. — Bart olhou para Jin de boca aberta, parecendo intimidado. — Podemos tratar das necessidades médicas de S/N, mas obrigado, senhor.

Jin assentiu e se dirigiu ao xerife.

— Quer ir recolher os prisioneiros quando os médicos tiverem acabado ou quer que os levemos até você? Faremos relatórios completos e lhe daremos informações detalhadas de tudo que ocorreu quando chegamos ao acampamento deles. Meus homens e eu estaremos inteiramente à sua disposição para responder qualquer pergunta que tenha.

— Eu irei até lá. — decidiu o Xerife Cooper. — Muito obrigado por tudo o que vocês fizeram esta noite e eu aprecio que tenham vindo assim que liguei.

Jin apertou sua mão.

— Somos vizinhos e é isso o que vizinhos fazem. Nós na Reserva dos Novas Espécies estendemos a nossa ajuda sempre que precisar, Xerife Cooper. Estamos muito felizes por termos localizado a Senhorita Shasta antes que eles a machucassem seriamente ou acabassem por matá-la. — Soltou a mão do homem e encarou Taehyung. — Vamos indo. Rider foi baleado, mas não é nada grave e Yoongi está nos esperando para informa-lo por telefone o que aconteceu assim que retornarmos.

A expressão de Taehyung ficou assustadora e sua voz saiu como um rugido grosso.

— Eu não voltarei a não ser que S/N venha comigo.

Uma expressão de irritação cruzou as feições de Jin.

— Não pode ir com ela. Os homens que a atacaram eram membros de um grupo organizado de Ódio. Pode apostar que mais deles logo aparecerão se há quatro nas proximidades. Mais homens do grupo deles já podem estar aqui. Não posso deixá-lo vagando por esta cidadezinha. Você é um alvo e se estiver sozinho isso o tornará uma presa fácil para eles. Há o fato dos inocentes também, Taehyung. Eles poderiam ferir qualquer um perto de você se tentarem matá-lo e isso inclui a Srta. Shasta. Estamos sob ordens de Yoongi para que voltemos agora para casa.

Taehyung mostrou os dentes afiados e S/N viu o problema fervendo instantaneamente. Sabia que Taehyung não deixaria o seu lado.

— Eu irei com ele. — ofereceu em voz alta. — Irei para a Reserva dos Novas Espécies. — Empurrou as mãos de Debra para impedi-la de fazer um curativo em seu pulso e tentou sair da maca.

— Agora espere um minuto. — cuspiu o Xerife Cooper. — Eu preciso pegar o seu depoimento.

— Pode fazer isso na Reserva. — S/N olhou para o xerife como que implorando. — Estou assustada e vou ficar com Taehyung. Por favor, não faça muito caso disso porque eu já passei pelo suficiente esta noite. Por favor? Pode me fazer as perguntas que quiser, mas me deixe ir com ele.

O xerife estudou Taehyung, seu olhar varrendo o enorme Nova Espécie antes de suspirar.

— Eu pensaria duas vezes antes de tentar me meter com eles. Entendo que se sentiria mais segura com ele. Já vi as instalações que têm por lá e você ficaria mais protegida detrás daquelas muralhas vigiadas do que aqui na cidade. Na verdade é uma boa ideia. Eu não tenho os homens necessários para te proteger de mais ameaças e nem mesmo desses malditos repórteres. Preciso de um depoimento logo se for para a Reserva.

Alívio a atingiu.

— Claro.

Taehyung se moveu antes que S/N pudesse se levantar e a ergueu no berço dos seus braços. Debra agarrou um dos lençóis e se adiantou para cobrir o colo e as pernas expostas de S/N, piscando para ela.

— Vadia sortuda. — sussurrou.

O queixo de S/N quase caiu, literalmente. Debra piscou outra vez antes de se virar, murmurando alguma coisa baixinho que S/N não conseguiu escutar enquanto subia na ambulância. Os braços de S/N envolveram o pescoço de Taehyung e ela notou o seu sorriso.

— O que ela disse? Você ouviu?

Seu olhar divertido se encontrou com o dela.

— Tenho uma audição excelente. — Ele moveu os lábios em sua orelha. — Ela disse que apreciaria os meus braços em volta do corpo e mencionou que também gostaria de colocar as pernas em volta de mim.

— Oh! — S/N corou antes que a raiva aparecesse como uma espécie de ataque de ciúmes. Ela o olhou com raiva, não gostando nem um pouco do seu divertimento tão óbvio com o que a paramédica tinha dito.

Uma alegria se acendeu em Taehyung quando viu a raiva brilhar nos olhos de S/N. Ela se importava se outra fêmea o considerasse atraente e estivesse interessada em procriar com ele. Sua boca estava fechada em uma linha firme e tensa. Mas ela se manteve em silêncio.

Ele resistiu para não sorrir, mas queria muito. S/N não queria que outras fêmeas oferecessem seus corpos para ele. Isso tinha que significar que ela se sentia possessiva com relação a ele. Consideraria isso um bom sinal de que pudesse ser capaz de convencê-la a ficar com ele. Tinha uma nova arma em seu arsenal se precisasse lutar para mantê-la ao seu lado. Nunca a usaria de verdade, ela era a única fêmea que desejava, mas estava tentado a permitir que pensasse que pudesse estar interessado em outra.

Porém, quando fitou os seus olhos não gostou da incerteza repentina que se mostrou lá. Medo de rejeição não era uma coisa boa ou gentil. Seria cruel com ela permitir que pensasse que não estava seriamente comprometido quando não havia sequer uma chance de que escolhesse outra fêmea que não fosse ela. Claro que isso não significava que não pudesse apreciar o calor que a sua raiva lhe fez sentir.

— Acha que a minha atração varia tão facilmente assim?

Ela hesitou.

— Eu não sei.

A sua honestidade não era muito bem-vinda no momento.

— Você me insulta. Eu deixei meu desejo por você muito claro. Não tenho interesse algum em outra fêmea.

— Não estou muito bem agora e me sinto mil vezes pior.

— Você passou por muita coisa e é muito corajosa.

— Certo. Claro. Não me senti assim. Estava apavorada.

— Você parou de falar?

— Não. Você é a única pessoa que tem esse efeito em mim.

Um sorriso curvou os lábios dele.

— Acha isso engraçado?

— Um pouco. Afeto você de um jeito que ninguém mais afeta. Me agrada ouvir isso.

Ela rolou os olhos.

— Maravilha.

— S/N?

Ela encontrou o seu olhar e ele resistiu à vontade de beijá-la. A boca dela era uma tentação. Seria facílimo baixar a cabeça e capturar aqueles lábios. Não dava a mínima se os humanos que os cercavam ficariam olhando. Declararia a sua reivindicação dela com felicidade na frente de todos, Espécies ou humanos. Hesitou por tempo demais.

— O que foi?

Taehyung gostava quando ela sorria e esperava que um pouco de provocação surtisse efeito. Ele riu.

— Eu só quero as suas coxas em volta de mim, então não fique com raiva.

S/N desviou os olhos e se acalmou. Era bom ouvir Taehyung dizer aquilo. Não sabia se acreditava nele já que acreditava que a maioria dos homens não era monogâmico. Mas também, Taehyung não era parecido com nenhum homem que conheceu antes. E essa era a meia-verdade do ano.

Jin foi na frente e Taehyung o seguiu até um dos Jipes. Havia outros Novas Espécies com ele.

— Senhorita Shasta! — O repórter gritou para conseguir a sua atenção. — O que aconteceu? Para onde está indo com eles? Quem é o Nova Espécie levando a Senhorita?

Jin praguejou baixinho.

— Ignore-os.

Taehyung entrou no banco do passageiro, mantendo S/N firme no colo. Jin olhou para os dois e ligou o motor.

— Conhece as leis sobre o cinto de segurança, certo? Não estamos na Reserva.

Taehyung rugiu em resposta.

— Tudo bem. Não acho que vão nos parar nem nada, mas só achei que deveria mencionar isso.

— Já ouvi falar dessas leis sim e nós estamos ótimos onde estamos. — Taehyung a aninhou mais perto do corpo. S/N virou a cabeça para olhar Jin. Ela deu de ombros e apertou mais os braços em volta de Taehyung. Virou e descansou a bochecha em seu peito morno. Sentia-se segura. Jin liderou os cinco veículos enquanto se dirigiam para a Reserva dos Novas Espécies.

— Tem algo que vocês deveriam saber. — disse S/N alto para que os dois pudessem ouvi-la.

Taehyung baixou o olhar até seus olhos se encontrarem e se prenderem.

— O que foi?

— Consegue me ouvir, Jin?

— Consigo. Tenho uma boa audição.

— Eu não contei tudo ao xerife a respeito daqueles homens. Eles sabiam que Taehyung tinha me levado para dentro da sua casa no dia em que o conheci. Disseram que tinha um informante que ouviu uma conversa entre Min Yoongi e talvez você, Jin. Falaram sobre o chefe deles e como ele me queria por causa do que aconteceu.

Ela se concentrou em Taehyung e continuou.

— Eles sabiam que dormi com você. Nunca disseram o nome do homem para quem trabalhavam, mas se referiam a ele como o doutor. Também disseram que queriam que eu desse umas declarações filmadas dizendo coisas horríveis que fizessem as pessoas odiarem vocês. Disseram que o doutor, o chefe deles, queria fazer experimentos comigo em alguma unidade de testes. Um deles achou que eu fui infectada e que me transformaria em uma Nova Espécie, mas menti e disse que não havia acontecido nada entre Taehyung e eu. Eles mencionaram ter um informante várias vezes, alguém próximo a Yoongi.

— Puta que pariu. — rugiu Jin. — Tem certeza?

— Absoluta. — S/N hesitou. — Algo disso faz sentido para vocês? Não queria dizer ao Xerife Cooper nada porque ele também iria querer saber de tudo que se passou entre nós.

— Contou a alguém o que aconteceu na casa de Taehyung? — Jin soou alarmado.

— Não. — S/N virou a cabeça para olhá-lo. — Não contei a ninguém, e também pedi a Ted que não mencionasse nada sobre o assunto. Ele jurou que não contaria. Acreditou absolutamente em mim e acha que Taehyung e eu, bem, ele acha que o que contei é a mais pura verdade. Aqueles homens de hoje tinham certeza de que eu estive sexualmente com Taehyung e disseram que esse informante ouviu uma conversa entre Yoongi e o seu chefe de segurança que tratava da prestação ou não de queixa por estupro da minha parte. Também disseram que o chefe deles e mais homens do grupo chegariam aqui depois de amanhã.

— Nada bom. — rugiu Jin. — Yoongi e eu tivemos essa conversa.

Os braços de Taehyung se apertaram em volta dela. S/N olhou para ele. Seus olhos estavam estreitos quando ele a olhou com uma expressão magoada em seu rosto bonito, ainda que assustador.

— Não olhe para mim assim. Eu nunca disse a palavra estupro. Falei que não havia me estuprado.

— Ela nunca o acusou de forçá-la. — concordou Jin. — Deixou claro que não havia nada pelo qual você devesse ser punido, mas eu não tinha certeza se acreditava ou não em suas palavras. Você a carregou, Taehyung. Não era você mesmo naquele dia e estava agindo com agressividade. Considerei que ela pudesse estar mentindo. Algumas mulheres que são estupradas negam o estupro. Yoongi e eu tivemos uma conversa, mas obviamente alguém a escutou e passou a informação para aqueles grupos terroristas.

Taehyung ainda parecia zangado, mas seus braços em volta dela relaxaram, quando a puxou ainda mais perto. Ele suspirou.

S/N fechou os olhos e descansou a bochecha em seu peito novamente. Estava cansada, mas conseguiu se manter acordada.

O Jipe parou quando alcançaram os portões principais da Reserva. Ela levantou a cabeça e fitou os muros altos que protegiam a propriedade de intrusos. Sabia que todos em sua cidade e nas cidades próximas tinham ficado empolgadíssimos porque eles haviam contratado inúmeros trabalhadores para levantarem os muros. Guardas estavam posicionados no topo da muralha com armas em mãos. Um posto de guarda ficava próximo ao portão e dois homens altamente armados saíram dele para estudarem S/N abertamente.

— Está tudo bem, Jin?

— Sim. A Srta. Shasta vai ser nossa convidada por um tempo.

O oficial assentiu.

— Ligarei para a habitação dos convidados e pedirei que preparem um quarto e que designem um oficial para fazer a segurança.

— Ela vai para a minha casa. — declarou Taehyung com firmeza.

Jin sacudiu a cabeça.

— Não pode ficar com ela em sua casa.

— Ela vai para a minha casa. — rugiu Taehyung.

Jin hesitou.

— Taehyung, não pode levá-la para lá. Pode ficar no hotel se quiser ficar com ela. Aqueles imbecis a tornaram um alvo específico e como chefe de segurança, estou te dizendo que está mais segura no hotel com todos os seguranças por perto do que estaria em sua casa remota. O xerife também quer um depoimento dela e eu tenho certeza que Yoongi pode querer falar com ela. Também precisa de assistência médica. Assim que as coisas se acalmarem, e se ela quiser ir para a sua casa, discutiremos o assunto. No momento, eu dou as ordens. Ela fica no hotel e isso está fora de questão. Pode calar a boca e ficar com ela ou pode ir sozinho para casa.

— Tudo bem. — rugiu Taehyung. — Nós ficamos no hotel.

Jin voltou sua atenção para os oficiais que aguardavam no portão.

— Não a quero perto de outros humanos. Ela vai ficar em uma das suítes com Taehyung. Precisará de roupas e de assistência médica.

— Os médicos estão bem ocupados. — Os oficiais estudaram S/N. — Ela pode esperar? Um daqueles imbecis está correndo risco e os médicos estão lhe operando.

— Ela não vai ficar esperando porque um dos homens que a machucaram vem em primeiro lugar. — rosnou Taehyung. — Deixe que morra.

Jin levantou as mãos para fazer um gesto para que Taehyung se acalmasse.

— Ligarei para Jimin e pedirei que traga Trisha para cuidar dela. Tudo bem, Taehyung?

Ele assentiu.

— Iria preferir que Trisha desse uma olhada nela de qualquer forma. Confio nela com a minha mulher.

Sua mulher? S/N arqueou uma sobrancelha.

Taehyung a olhou com raiva.

— Você é minha.

— Somos um pessoal bem possessivo. — Jin a informou em voz baixa.

— Sério? — S/N rolou os olhos. — Eu nunca teria adivinhado.

O oficial ao portão bufou.

— Taehyung arrumou uma mulher humana. Achei que elas eram frágeis demais, Tae.

Taehyung rugiu para ele e o oficial deu um passo para trás.

— Só estava brincando. — Ele olhou para Jin. — Você sabe as regras. Todos os humanos que entram são revistados. Preciso que ela saia do veículo.

Taehyung rosnou novamente.

— Não vai tocar nela.

Jin interveio.

— Ela não precisa ser revistada. Tudo o que ela tem é o suéter de Taehyung e… — Sua atenção desceu até a cintura de S/N. — E um lençol com a camiseta de Taehyung cobrindo sua calcinha. Eu me responsabilizo pela entrada dela. Tenho certeza que Taehyung já fez uma busca completa nela para garantir que não estivesse muito machucada. Ela está carregando alguma arma, Taehyung?

— Não.

O oficial do portão suspirou.

— Entendido. Certo. Entre, Jin. Ligarei para o hotel e para o prédio de mantimentos para pedir algumas roupas.

Jin passou pelos portões quando eles abriram. Pegou o celular e fez uma ligação.

— Oi, Jimin. Taehyung quer que Trisha venha dar uma olhada na namorada dele. Estou levando eles para o hotel. Ela está ferida. — Pausou. — Humana. — Pausou outra vez. — É uma longa história. — Ficou calado ouvindo por alguns segundos. — Obrigado. — Desligou.

— Jimin vai trazer Trisha. Ele disse que normalmente não a levaria a essa hora, mas que não iria perder isso de jeito nenhum.

Taehyung mostrou os dentes afiados, demonstrando o seu desagrado.

S/N franziu o cenho pelo comentário incomum, mas decidiu deixar passar. Não tinha certeza se queria as respostas para as perguntas que flutuavam em sua mente. Não tinha ido àquela parte da Reserva, então estudou cuidadosamente os seus arredores. Viu um prédio pequeno de dois andares.

— Ali é a habitação dos hóspedes. — disse Jin. — É onde os visitantes humanos ficam. Têm seis quartos duplos lá dentro. Costumava ser a habitação dos funcionários quando esse lugar era um resort, mas nós remodelamos. Lá na frente fica o hotel onde a maioria do nosso pessoal fica quando está aqui. Também foi reformado. Na maior parte são quartos individuais, mas há algumas suítes duplas e triplas. Vamos colocá-los em uma delas e vocês devem ficar confortáveis lá. Todas as refeições são servidas na cafeteria, mas a de vocês será servida no quarto. Não será permitido que deixem a suíte sem escolta. Têm alguma pergunta?

Mais do que algumas, na verdade.

— Por que não me quer perto de outros humanos e por que se referem a nós dessa maneira? Você também é humano, só tem umas coisas extras que eu não tenho.

Jin riu.

— Coisas extras tipo partes do corpo ou o meu DNA modificado?

— Seu DNA.

— Nos referimos ao seu povo como humanos porque queremos ser chamados de Novas Espécies. Fomos separados pela vida toda. É difícil para todo mundo, incluindo nós, nos considerarmos puramente humanos. De qualquer forma, não seria verdade. Não somos puramente nada.

— Obrigada. Por que eu não posso deixar a suíte sem escolta?

— Você vai viver dentro de um prédio inteiramente de Novas Espécies e vai deixar alguns deles nervosos. A maioria de nós acha bem difícil confiar na sua espécie. Fará com que se sintam melhor se a virem menos e você estará mais segura. Alguns Espécies não são muito fãs de humanos.

Taehyung rugiu.

— Pode ter algo a ver com termos sido aprisionados por eles a maior parte das nossas vidas e lidar com os tipos de homens que a levaram hoje à noite.

S/N encontrou o olhar raivoso.

— Você soa como se odiasse humanos.

— Ela mordeu o lábio. — Parte de você me odeia por eu não ser Nova Espécie?

Ele franziu o cenho.

— Eu não a odeio.

— Mas...

— Só consigo pensar em dois humanos que não odeio e você é um deles.

— Por que se sente atraído por mim?

— Porque você é minha.

Ela piscou os olhos.

— Por que eu sou sua?

— É melhor apenas aceitar. — Jin suspirou e disse. — Confie em mim. Não vai fazer muito sentido. Ele está atraído por você, gosta de você, e inferno, eu ficaria feliz em não questionar nada disso. lembra do dia que o conheceu quando ele não parecia gostar de você? Compare as diferenças em sua mente e vai achar que tenho razão.

Ela assentiu, olhando para Taehyung.

— Realmente, prefiro você gostando de mim mesmo.

Piscou para ela e o gesto fez com que o olhasse de boca aberta. Nunca esperou que fizesse isso e com aqueles olhos de gato o gesto tinha um efeito espantoso. Ele franziu o cenho.

— Eu fiz errado? Tentei te deixar à vontade. Você deu um pulo e tinha essa expressão que nunca vi no seu rosto. Não posso dizer que é atraente.

— Nunca mais pisque para mim. — Ela sorriu. — Por favor?

— O que eu fiz de errado?

Jin estacionou na frente do hotel. Cerca de quinze Novas Espécies homens e mulheres saíram do lugar, fitando-os abertamente, e alguns rostos eram extremamente hostis. S/N imediatamente se sentiu desconfortável e se agarrou um pouco mais a Taehyung.

As mulheres tinham a aparência durona, eram altas e musculosas. Ela conseguia ver cada um deles, homens e mulheres, de figurantes em um filme em que interpretavam terríveis vilões. Pior de tudo, eles pareciam absolutamente furiosos por vê-la ali.

— S/N? O que eu fiz de errado quando pisquei para você?

Ela forçou a atenção para longe das pessoas enormes e com caras de más que a olhavam com raiva e virou a cabeça para encarar Taehyung.

— Pisque para Jin.

Taehyung virou a cabeça e piscou novamente. Jin riu.

— Estou com ela. Não faça mais isso. Parece esquisito demais em Espécies felinos. Fica bem em humanos, mas não em nós.

Taehyung suspirou.

— Está bem. Não piscarei mais para você.

Ele moveu o corpo enorme e saiu do Jipe com S/N nos braços. Reposicionou seu corpo facilmente, segurando-a mais firme contra o peito.

O medo rastejou pela espinha de S/N. Só tinha conhecido alguns Novas Espécies, mas agora estava cercada por pelo menos quinze deles que nunca tinha visto antes e que pareciam bastante irritados com a sua chegada. Eles bloqueavam as portas duplas do hotel e seu pavor aumentou junto com as batidas do coração. Odiava sentir medo, mas não conseguia evitar.

Jin se colocou na frente de Taehyung e S/N.

— Não tem nada para ver aqui. Esta é S/N e ela está com Taehyung. Eles ficarão no hotel em uma das suítes do terceiro piso. Ela foi atacada hoje por um desses grupos de Ódio que têm nós como alvo.

Ninguém saiu do lugar. S/N se mexeu nos braços de Taehyung, agarrando-o com mais força. Teria feito com que ele a pusesse no chão, se fosse capaz, e se colocado atrás dele. Ele definitivamente era grande o bastante para se esconder atrás. Os braços de Taehyung ficaram tensos ao seu redor. Ela o olhou e viu que tinha exposto os dentes outra vez. Baixou o olhar para ela.

— Cubra os ouvidos agora.

Ela soltou seu pescoço e levantou os braços para fazer como ordenou quando ele respirou fundo. Olhou para os homens e mulheres de pé em seu caminho com ódio e rugiu. S/N virou a cabeça para ver Jin saltar uns dois metros após se assustar com o barulho.

— Saiam da frente! — urrou Taehyung. — Agora!

S/N viu os Novas Espécies se espalharem enquanto Jin ria. S/N voltou a passar os braços ao redor do pescoço de Taehyung. Nenhuma pessoa permaneceu no lobby quando Jin segurou a porta para que eles entrassem.

— Me lembre de levar você da próxima vez que precisar esvaziar um lugar. — Jin parecia se divertir bastante. — Pegarei a chave da suíte e encontro vocês no elevador.

— Obrigado. — Taehyung virou e cruzou o lobby a passos largos.

Ninguém estava por perto. S/N se perguntava como quinze pessoas poderiam simplesmente desaparecer daquele jeito, supondo que teriam que correr para se afastarem de Taehyung tão rápido assim.

Seu olhar voltou para o homem aninhando-a nos braços e estudou as suas feições zangadas, entendendo como o seu próprio povo poderia temê-lo. Nunca esqueceria o dia em que o conheceu e que ele a havia deixado completamente muda de terror. Isso era algo que ninguém tinha sido capaz de fazer durante toda sua vida.


Notas Finais


A Trisha é a S/N da história do Jimin.

Galera leiam também minhas histórias autorais, minha outra conta aqui é ssSabrina, tenho várias histórias legais kk.
https://www.spiritfanfiction.com/historia/message--min-yoongi-18350481

Amanhã de manhã tem mais, meus amores.
Boa noite, durmam bem e sonhem com o Taehyung selvagem kkk.
Bjoos


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