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História 310 - Kim Taehyung - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction 310 - Kim Taehyung - Capítulo 7 - Capítulo 7

— Vou tomar um banho. — S/N pôs as mãos no quadril. — Saia da frente.

Taehyung grunhiu baixinho para ela.

— Permita que Trisha dê uma olhada em você primeiro. Ela deve chegar logo.

— Quero me limpar primeiro. Posso sentir o meu cheiro e está horrível. Eu tenho — ela soltou o quadril e tocou a cabeça. — coisas no meu cabelo, talvez até coisas vivas, e não aguento mais. Poderia ficar limpinha e decente antes da médica chegar aqui se saísse da minha frente. Aposto que ela agradeceria a gentileza. Agora, saia.

— Você está machucada e mancando. Vou ficar no boxe com você se insiste em tomar banho.

— Ele tocou o cós da calça.

— Não! — Ela o olhou com raiva. — De jeito nenhum. Fique com a calça fechada. Agora, se comporte e pare de ficar mandando em mim. Eu sei que pensa que sou sua, mas me deixe te dizer uma coisa. Não sou muito boa em aceitar ordens. Vou tomar banho sozinha e você vai ficar aqui. Agora me deixa passar.

Ele urrou outra vez, mas saiu do caminho para o banheiro.

— Também não sou muito bom em aceitar ordens.

— Não vou ficar mandando em você se não fizer o mesmo comigo. É justo. — Ela parou na porta do banheiro. — Por favor, poderia ver se consegue umas roupas para mim?

— Eu vou fazer uma ligação e verei se podem trazer agora.

— Obrigada. — S/N entrou no banheiro, ligou a luz e fechou a porta. Tinha uma tranca e ela a pôs no lugar.

— Destranque isso! — Urrou Taehyung.

Ela apertou os dentes ao virar a maçaneta, destrancando-a, e escancarou a porta.

— Sabe o quanto fala alto? Está no meio da noite e eu aposto que algumas pessoas estão tentando dormir por aqui. Pode falar baixo?

— Nunca mais tranque uma porta entre nós ou irei arrombá-la.

Ela levantou as sobrancelhas ao encarar os olhos dourados e exóticos, lembrando-a de que ele não era completamente humano. Provavelmente lhe daria uma liçãozinha se ele fosse um cara normal e dissesse aquilo para ela. Teria fugido o mais rápido possível achando que era um maníaco. Mas Taehyung não pensava como a maioria dos homens.

— Poderia se machucar se caísse e uma tranca me retardaria.

Ela respirou fundo para se acalmar ao ouvir suas palavras. Tinha acabado de salvar a sua vida, sabia que ele arriscou a dele pela sua, e não tinha que ter ido atrás dela em primeiro lugar. Talvez ele temesse que desmaiasse ou algo do gênero. Podia lidar com as suas ordens se elas se originavam de sua preocupação. Não tinha certeza da razão verdadeira, mas estava disposta a suportar aquilo.

— Tudo bem. Não trancarei a porta se você não entrar. — Ela fechou a porta antes que ele pudesse dizer alguma coisa, mas não voltou a trancá-la. Caminhou até o espelho e fez uma careta. — Oh, cara. — suspirou. — Estou horrível. Olha só o que o gato trouxe pra casa.

Estremeceu instantaneamente assim que as últimas palavras passaram pelos lábios, percebendo o trocadilho infeliz. Olhou para a porta, mordeu o lábio e esperou que ele não tivesse escutado o que disse. Voltou o olhar para o espelho quando ele não fez nenhum som irritado que pudesse ouvir dali. Graças a Deus. Ele perdeu aquele deslize. Esse era outro ditado popular que precisava esquecer. Cortar todos os ditados inapropriados com referências a gatos.

Seu cabelo estava um ninho, com terra e folhas secas por todo lugar. Tinha terra no rosto e desde que chorou, linhas mais claras marcavam as bochechas. O único ponto limpo de verdade era o corte, a área roxa atingida pelo retrovisor. Os paramédicos a limparam. Ela virou a cabeça e viu que o corte não era tão ruim, mas a área roxa, definitivamente, iria adquirir umas cores bem feias nos próximos dias.

Tirou o suéter enorme do corpo e o largou na bancada da pia para estudar o resto do corpo, quase chorando outra vez. Tinha hematomas se formando no quadril, em um lado das costelas e nos ombros quando um daqueles otários a empurrou. Levantou o queixo e soltou um palavrão. Quase conseguia ver a marca de uma mão sob o queixo em um machucado que se formava. Baixou o olhar para os seios sensíveis e apertou os dentes quando notou a aparência inchada dos mamilos por terem sido quase arrancados. Arranhões também a marcavam por ter corrido e batido no que tinha no caminho.

— Está tudo bem? — Taehyung falou contra a porta.

— Só estou checando os machucados no meu corpo e reclamando comigo mesma. Estou bem, mas fula da vida. — Ela tirou os curativos dos pulsos para que não molhassem.

— Posso entrar?

— Não. Eu serei breve. — Ela se virou do espelho e tentou desamarrar a espécie de “fralda” que Taehyung fez com a camiseta. Tentou puxá-la, mas praguejou baixo. Ele tinha dado nós no tecido rasgado e ela não conseguia desatá-los.

— Taehyung? Preciso de ajuda.

Tapou os seios com as mãos quando a porta se abriu de repente antes que terminasse de falar e ele entrou no banheiro. Seu olhar se prendeu imediatamente em suas mãos, cheias de carne. S/N mordeu o lábio. Bem, ele podia não se parecer com um homem comum, mas com certeza agia como se fosse um.

— Não consigo tirar essa coisa que você fez para mim. Os nós estão muito apertados.

O olhar dele continuou preso em seus seios cobertos. Ela virou, presenteou-o com as costas, mas olhou por cima do ombro para observá-lo. Ele imediatamente franziu o cenho, obviamente não gostando de ter escondido aquela parte dele.

— Preciso de ajuda com a fralda. Não preciso que seque os meus peitos com os olhos.

Ele grunhiu ao caminhar para ficar detrás dela. Uau, ele é grande, ela notou mais uma vez, com certeza nunca se acostumaria a fitar um homem de quase dois metros de altura. O foco dele desceu para o seu traseiro coberto e as pontas dos dedos roçaram sua pele bem na cintura quando as deslizou para dentro.

— Eu tentei empurrar para baixo, mas você amarrou muito forte e ela não passa pelos ossos do meu quadril.

Ela ouviu o tecido rasgar conforme ele desfazia cada nó que fez dessa maneira. Os restos da camiseta caíram ao chão. Ela se virou um pouco, olhando para os dedos dele e para a camiseta esfarrapada no chão. Soltou um seio e segurou o dedo dele. Teve cuidado para pegar e evitou a unha afiada. Levantou a mão dele para fitar em choque as suas unhas.

Elas não eram compridas, mas levemente pontudas e obviamente afiadas o bastante para cortarem pano.

— Você devia mesmo cortas às unhas.

Ele grunhiu outra vez.

Ela soltou sua mão e levantou os olhos para ele.

— Obrigada.

O olhar dele desceu pelo seu corpo e ele rugiu outra vez.

— Eu quero você.

Ela se afastou rápido até o boxe do chuveiro.

— Obrigada, mas saia logo. Eu vou me limpar e a médica não está chegando?

Entrou na banheira e fechou firmemente o boxe quase transparente. Ele fez um som parecido com um ronronar quando ela se abaixou para ligar as torneiras. Ajustou a temperatura, decidindo ignorá-lo se estava determinado a observá-la.

— Preciso de roupas, Taehyung. Por favor?

— Está bem. — concordou em voz alta, mas soou irritado já que sua voz saiu mais grossa que o de costume. Algo que notou que ele fazia quando ficava com raiva ou excitado.

Ele saiu do banheiro e S/N relaxou. Impressionava-a que ele a quisesse na condição em que se encontrava. Virou a torneira do chuveiro e ficou surpresa quando olhou para a prateleira cheia de opções. Virou-se para olhar.

Tinha se hospedado em muitos hotéis para esperar amostras individuais. Os Novas Espécies forneciam os produtos completos. Examinou os dois tipos de xampu, dois de condicionador e eles até tinham sabonete líquido. Havia duas lâminas de barbear —uma rosa e outra azul — creme de barbear e pedra-pomes com cabo. Sorriu ao vê-la.

Eles realmente se importavam com os seus hóspedes.

Banhou-se rapidamente e infelizmente achou um corte atrás da cabeça quando o xampu fez arder. Barbeou os pelos das pernas com a lâmina rosa para se demorar mais um pouco e não ter que ficar sozinha com Taehyung por muito tempo antes da médica chegar. Sabia que ele a queria e não tinha muita certeza de como lidar com isso.

Secou-se e amarrou uma tolha em volta da cabeça e outra no corpo. Ficou parada por um segundo e suspirou. Estava limpa e não podia se esconder dentro do banheiro para sempre. Abriu a porta e agarrou a toalha com mais força quando entrou no quarto.

— Alguém já conseguiu roupas para mim?

S/N congelou instantaneamente ao ver que Taehyung não estava mais sozinho no quarto. Ela olhou o enorme macho Nova Espécie e a fêmea menor com cabelo loiro e comprido. A mulher era humana e obviamente estava grávida. Três pares de olhos encontraram os seus.

A loira sorriu, aproximando-se.

— Oi. Eu sou Trisha.

— Uma médica. — o homem ao lado dela disse rapidamente. — Eu sou um oficial de segurança. Ela é uma humana visitante que se candidatou ao emprego de médica aqui e é amiga de Yoongi.

A mulher franziu o cenho enquanto o olhava com raiva antes de voltar a atenção para S/N.

— Ouvi falar que você teve uma noite difícil. Lamento se demorou muito para que eu chegasse aqui, mas Jimin teve que me acordar e tive que me trocar.

— Eu a acordei porque durmo no quarto ao lado do dela. — o homem alto com os olhos realmente azuis rosnou. — Eu faço a segurança dela quando está aqui.

A mulher o olhou outra vez com o cenho franzido.

— Este é Jimin e ele é muito protetor comigo. — A mulher parecia estar se divertindo bastante. — Ele é o meu guarda-costas.

Ele ficou tenso.

— Oficial de segurança.

A médica riu.

— Tanto faz.

S/N olhou para o homem de olhos azuis. Estava ali vestindo nada a não ser uma toalha e nem era uma das grandes. Mas ele marcou pontos por não ficar olhando para ela naqueles trajes. Voltou toda sua atenção para Trisha.

— Obrigada por concordar em me ver tão tarde ou devo dizer tão cedo, já que é o mais correto.

— O prazer é meu. Os homens vão nos deixar sozinhas enquanto checo os seus ferimentos.

Taehyung rugiu.

— Eu não tenho que sair. Já a vi nua. Mande Jimin ir embora. Ele não pode vê-la assim.

S/N olhou com raiva para Taehyung.

— Por favor, saia. Não me faça discutir com você na frente dessa médica gentil e grávida e do cara protegendo-a. Ela saiu da cama para vir até aqui me examinar e a última coisa que precisa é nos ouvir lutando outro round.

Taehyung rugiu para ela outra vez.

— Pare com isso. — disparou. — Pare de rugir para mim. Eu tive uma noite longa, estou cansada e com dor. Não pode fazer nada que não me leve a discutir com você? Por favor?

Ele saiu do quarto como uma bala. O homem Nova Espécie riu e uma expressão de alegria cruzou as suas feições.

— Só isso já valeu a pena ter o trabalho de me vestir e vir até aqui. — Sorriu um segundo antes de girar nos calcanhares e também deixar o quarto. A porta se fechou atrás dele.

— Obrigada. — disse S/N. — Eu agradeço. — Ela olhou para a doutora, sabendo que suas bochechas estavam um pouco coradas de vergonha. — Desculpe.

Trisha sorriu.

— Nem se incomode. Eu teria pago para ver alguém desafiar Taehyung. — Ela carregava uma bolsa que colocou aos pés da cama. — Por que não me diz onde está doendo e veremos o que eu posso fazer? O que aconteceu com você especificamente?

S/N se aproximou da cama, hesitou e soltou a toalha.

— Acho que dá para ver. Quatro homens me levaram, meio que me bateram um pouco na caçamba de uma caminhonete, e me arrastaram para a floresta. Eles também me torturaram, mas Taehyung e os seus amigos vieram me resgatar. — Girou lentamente para mostrar todos os ferimentos.

— Meu ombro dói e estou mancando. Meu quadril bateu no chão da caçamba quando dois dos imbecis se empilharam em cima de mim. Fiquei presa, então o peso deles piorava tudo quando passávamos por qualquer buraco. — Ela exibiu os pulsos. — Isso é de um cinto que usaram para amarrar minhas mãos nas costas.

A mulher não estava mais sorrindo. Ela deixou S/N de pé enquanto permanecia sentada na cama e abria a bolsa.

— Me deixe tratar alguns desses arranhões e fazer um curativo neles. — A mulher tocou o quadril de S/N, tentando sentir alguma coisa. — Desculpe se dói. Eu só quero ter certeza que não tem nada quebrado.

— Não está quebrado, mas com certeza dói.

S/N ficou lá enquanto a médica colocou algum tipo de pomada nos cortes e fez curativos nos piores. A médica deu alguns sacos de gelo e disse a S/N que os sacudisse para que ficassem gelados. Trisha se levantou e pediu que S/N virasse para que pudesse girar seu ombro. S/N estremeceu.

— Isso é o que mais dói.

— Você tem uns hematomas feios. A sua garganta dói?

— Está desconfortável, mas não acho que tenha ocorrido algo sério. Está dolorida como quando tenho uma gripe leve.

— Vou te dar alguns analgésicos que trouxe para caso de necessidade. Quero que tome dois quando sentir dor e se ficar sem, mande Taehyung me ligar. Quero que vá até a clínica médica em alguns dias se a dor no seu quadril ou ombro piorar ou não diminuir. Vamos tirar alguns raios-x.

S/N assentiu.

— Obrigada. — Ela pegou a toalha e se cobriu. — Eu agradeço de verdade.

Trisha sentou na cama.

— Então, tinha visto Taehyung desde o incidente na casa dele?

S/N quis fazer uma careta, mas suprimiu a vontade.

— Ficou sabendo daquilo?

Trisha assentiu.

— Sim. Jimin, Jin, Yoongi e eu sabemos que você transou com ele, mas somos os únicos.

— Não. Hoje foi a primeira vez que o vi desde aquele dia. Não posso acreditar que tenha me perdoado por tê-lo apagado com o abajur e ele já fez demais indo atrás de mim hoje.

A voz de Trisha diminuiu drasticamente de volume.

— Você o apagou com um abajur? Achei que ele tinha deixado você ir embora. Jin não nos contou isso.

— Eu fiz com que desmaiasse.

Um sorriso separou os lábios da mulher.

— Obrigada. — ela sussurrou. — Vou rir muito disso quando for seguro. A audição deles é incrível então sempre tenha isso em mente.

— Obrigada pelo aviso. — S/N sussurrou de volta.

Ela baixou os olhos para a barriga de Trisha.

— Aposto que o seu marido está muito feliz. É o seu primeiro bebê?

A mulher tocou a barriga com um sorriso e sua voz ficou alta quando falou.

— Eu não sou casada. O cara me engravidou e simplesmente deu o fora.

Um rosnado soou do corredor e alguém bateu na porta.

— Ela está decente? Estou entrando.

Trisha piscou para S/N.

— Entre, Jimin.

Jimin parecia furioso quando disparou um olhar raivoso na direção de Trisha. Taehyung o seguia de perto. Trisha riu.

— Só estava falando com S/N sobre o bebê. — Ela deu tapinhas na barriga.

— Quando ele nasce? — S/N agarrou a toalha com mais firmeza em volta do corpo, tentando não se sentir muito desconfortável por Jimin também estar no quarto.

A mulher hesitou.

— Não tenho certeza. Só vou descobrir quando ele decidir nascer.

S/N tentou entender.

— Eu quis dizer, para quando é?

A mulher hesitou outra vez.

— Estou com cinco meses.

O olhar de S/N desceu mais uma vez para a barriga enorme da médica. — Uau. Tem certeza que não são gêmeos? Uma das minhas amigas está grávida de oito meses e ela… — S/N fechou a boca e corou. — Desculpe. Você não está gorda nem nada. Acabei de perceber que o que eu disse poderia ser interpretado de maneira errada. É só que você é tão pequena e sua barriga parece de uma gravidez bem mais avançada. Eu...

Trisha explodiu em risos.

— Pare! Eu não estou insultada nem ofendida. Sei que estou enorme e pareço pronta para explodir a qualquer momento. O pai é enorme e o bebê também.

S/N ficou feliz por não tê-la ofendido.

— Você ao menos falou com o pai? Deveria forçá-lo a pagar uma pensão. Crianças dão muita despesa nos dias de hoje.

Jimin rosnou outra vez. Trisha riu.

— Nós resolvemos as coisas e ele percebeu que foi um idiota em me deixar. Vou fazer com que se case comigo. Eu amo bastante o imbecil, mas ele é meio cabeça-dura, sabe? Trouxe a palavra casamento à tona algumas semanas atrás e ele disse que não era necessário já que já éramos uma família.

— Homens. — S/N sacudiu a cabeça. — Eles simplesmente não entendem nada.

Trisha riu.

— Verdade. Acho que vou fazer uma greve de sexo.

S/N sorriu para ela.

— Isso pode funcionar. Também poderia dizer a ele que, se não se casar com você, outra pessoa vai. Você é linda. Tenho certeza que outro homem ficaria feliz de casar com você se ele não for esperto o bastante para selar o acordo.

Jimin rosnou novamente. S/N olhou para ele preocupada. Seu olhar foi para Trisha.

— Tudo bem com ele?

Trisha passou para S/N um pote de remédios.

— Ele fica mal humorado quando o acordam, mas vai ficar bem. Mandarei ele para o quarto de hóspedes quando voltarmos para onde estou hospedada e ele pode tirar um cochilo lá. Foi ótimo te conhecer, S/N. Peça para Taehyung me chamar se precisar de qualquer coisa. Talvez um dia essa semana possa vir almoçar. Será muito bom conversar com outra mulher.

S/N sorriu.

— Eu gostaria se ainda estiver aqui. Obrigada outra vez, Trisha. Foi muito bom mesmo te conhecer.

Trisha se virou para estudar S/N.

— A propósito, Jin interferiu com o seu depoimento desta noite. O xerife virá pela manhã. Espero que esteja tudo bem, mas eu disse a ele que você precisava descansar. Pedi que dissesse ao xerife que você já foi medicada e ele voltará às nove da manhã para falar com você.

— Isso é ótimo. Obrigada. Estou meio exausta.

Trisha parou ao lado de Taehyung.

— Ela tem uns hematomas feios. Seja gentil com ela e garanta que descanse bastante. Ela precisa de dois analgésicos a cada quatro ou seis horas, dependendo de com quanta dor estiver. Faça com que coma antes de tomá-los.

— Obrigado. — Taehyung hesitou antes de abrir os braços.

Trisha riu quando o abraçou.

— Está aprendendo.

Ele recuou.

— Não é tão ruim. Você ainda tem um cheiro bom.

Aquelas pessoas eram muito esquisitas. S/N observou quando a mulher deixou o quarto. O seu oficial de segurança a estapeou de repente no traseiro quando saiu com ela no corredor. Trisha pulou, virou a cabeça e riu para o homem enorme que a seguia antes que sumissem de vista. S/N olhou Taehyung de boca aberta. Ele se moveu de repente, bloqueando sua linha de visão.

— O cara da segurança acabou de dar um tapa na bunda dela?

Taehyung sorriu.

— Sim.

S/N sacudiu a cabeça.

— O namorado dela pode não gostar que ele faça isso.

Taehyung encolheu os ombros, sorrindo.

— Não acho que vá achar ruim. Ele e Jimin são muito próximos. — riu.

S/N deixou aquela declaração passar, sem querer fazer perguntas indiscretas demais.

— Já tenho roupas?

— Elas estão no outro quarto.

— Poderia me trazê-las, por favor?

— Não precisa delas. — Taehyung foi até a cama e tirou os cobertores de cima. — Solte a toalha e venha para a cama. Está tarde e precisa dormir. Vou pegar um copo d’água para que tome o seu remédio. Você comeu hoje à noite ou devo pedir que tragam comida?

— Eu comi. — Ela hesitou. — Poderia ao menos se virar?

Ele virou. S/N soltou a toalha e subiu na cama. Puxou as cobertas até os ombros.

— Acabei.

Taehyung caminhou até o banheiro. Voltou com um copo d’água. S/N ainda segurava o pote de remédios. Engoliu dois analgésicos com a bebida. Taehyung colocou o copo no criado-mudo.

— Está cansada?

— Sim. Acabada.

Ele piscou.

— Acabada significa cansada?

Ela assentiu.

— Gíria não é muito a sua não é?

— Estou aprendendo. Cresci cercado por médicos, técnicos de laboratório e guardas. Temo que o meu vocabulário seja limitado ao que me ensinaram. Não fui muito exposto a eles como alguns dos outros foram. Eu era diferente.

Ela franziu o cenho.

— Sabe ler?

— Sim. Aprendi depois que me libertaram nos meses que passamos nos escondendo e esperando que o nosso lar fosse arrumado.

Ele sentou aos pés da cama.

— A maior parte do meu povo foi ensinada antes, mas eu era proibido de qualquer interação com humanos. Era uma perda de tempo de acordo com eles. Só queriam me manter vivo por eu ser muito forte e mais parecido com um animal que a maioria.

S/N o olhou sem falar nada. Estava chocada demais para sequer responder. Taehyung parecia um pouco triste quando olhou em seus olhos.

— Quanto você sabe sobre Novas Espécies?

— Só o que vejo na TV e que leio de vez em quando nos jornais. Sei que uma companhia farmacêutica fez pesquisas ilegais em vocês e que finalmente foram descobertos. Sei que eles fizeram vocês parte humanos e parte animais. Bem, basicamente isso, além de que vocês têm uma Homeland ao sul, perto de Los Angeles e que abriram esse local aqui recentemente. — Ela encolheu os ombros.

Taehyung suspirou.

— Nós fomos modificados com DNA de animais diferentes. Alguns mais que outros, como eu. Eles cometeram erros e eu sou um deles. — Raiva endurecia a sua expressão enquanto a avaliava, parecendo esperar uma reação.

S/N fitou os seus olhos exóticos.

— Um erro? Eu não entendo.

— Sou diferente. — meus traços animais são mais dominantes do que os humanos.

Ela olhou para seu rosto, checando seus olhos, nariz, boca e maçãs.

— Você parece mais com um Nova Espécie do que a maioria.

— Não é apenas a minha aparência. Meus instintos são mais fortes que os da maioria do meu povo.

— O que isso quer dizer? — Ficou feliz por estar sentada, pois quase temia ouvir o que ele queria compartilhar com ela.

— Sou mais animal do que homem. É o único jeito que posso explicar. Os “erros” das instalações de pesquisas como eu eram treinados para serem agressivos, para lutarem e suportarem bastante dor. Éramos considerados descartáveis e, portanto, éramos altamente abusados em seus experimentos com drogas novas. Eles testavam as mais perigosas em nós. Éramos inúteis para qualquer outro propósito que tivessem.

Ela teve um daqueles raros momentos onde não conseguia formas palavras. Taehyung tinha um talento para deixá-la sem palavras.

— Eles fizeram vários testes de drogas na maioria dos Novas Espécies. Esperavam obter lucros enormes com drogas que aumentam o desempenho físico ou que deixariam atletas e soldados mais fortes, mais rápidos e melhores. Eles os treinavam para demonstrar o que as suas drogas podiam fazer. Eles eram valiosos. As falhas não. Tentaram umas experiências de procriação comigo, mas decidiram depois de algumas tentativas sem sucesso que não queriam mais reproduzir mais dos nossos.

— Experiências de procriação? — Ela verbalizou a pergunta, mas não tinha certeza se queria mesmo ouvir a resposta.

— Eles traziam algumas fêmeas para a minha cela para procriarem comigo para ver se eu conseguia emprenha-las. Os outros machos não tinham produzido resultados. As experiências falharam comigo também.

S/N tentou com todas as forças esconder seu horror. Sabia que não tinha feito um bom trabalho quando Taehyung baixou o olhar e os ombros. A tristeza em seu rosto rasgou seu coração. Ele não teve escolha alguma, foi horrivelmente abusado, foi uma vítima.

Taehyung se recusava a continuar a olhar para os lindos olhos de S/N. A repulsa que viu neles o magoou profundamente. Queria ser honesto com ela contando-lhe tudo sobre sua vida. Sua companheira precisaria saber. Não seria justo pedir que passasse a vida com ele se tivesse segredos. Olhou para o cobertor cobrindo o seu colo.

— Temos sentidos mais elevados, olfato, audição, e a nossa visão é melhor do que a da maioria dos Espécies. Somos mais fortes, mais rápidos, e até a nossa inteligência era mais elevada em alguns casos. Éramos protótipos experimentais que falharam e para compensar suas perdas eles até tentaram nos transformar em máquinas de matar perfeitas. Queriam aniquilar a nossa humanidade para que pudéssemos ser treinados como animais puros que seguiriam as suas ordens. Não funcionou muito bem para eles quando não cedemos. Ao invés disso, lutamos contra eles, matávamos quando tínhamos chance e nos recusávamos a fazer sua vontade. Ainda estavam trabalhando conosco quando fomos descobertos e libertados.

— Tentaram converter você em um assassino? — Ela sussurrou as palavras.

Ele levantou os olhos e a fitou.

— Por favor, não me olhe assim. Eu sei como lutar e matar. Não significa que sou uma máquina de matar. Eles tentaram salvar as falhas nos tornando lutadores em sua maior parte e já que éramos tão impressionantes de se ver, acreditavam que isso poderia gerar algum lucro. Eles queriam que eu fosse o… — Ele pausou. — O modelo Nova Espécie das falhas que pretendiam vender. Eu não aceitei.

— Modelo?

— Para nos vender. — A voz de Taehyung se apertou. — Países de terceiro-mundo, exércitos privados de ricos fanáticos, ou para quem quer que estivesse disposto a pagar uma fortuna por um animal que podia falar e matar de maneira eficiente sob comando. Para a nossa sorte, nunca aceitamos ordens muito bem. Tínhamos defeitos demais para que, de fato, nos colocassem no mercado à venda. — Ele deu de ombros. — Pelo menos a maioria de nós. Descobrimos agora que algumas das nossas mulheres foram vendidas.

S/N o olhou com horror.

— Então algumas das suas mulheres estão por aí sendo forçadas a matar pessoas?

Ele sacudiu a cabeça.

— Eu não sei exatamente que DNA foi usado em mim. Pode ter sido o de múltiplas espécies de felinos grandes devido à minha aparência e habilidades, mas achamos que o de leão é o mais óbvio. Os registros deles que tinham a ver com o modo com que éramos criados foram destruídos. A maioria dos nossos protótipos experimentais foi alterada com DNA de espécies conhecidas por serem bons rastreadores, caçadores fortes e lutadores. Caninos. Felinos. Primatas. Descobrimos que algumas das nossas fêmeas foram misturadas com um DNA animal mais fraco para torná-las menores e menos agressivas. Elas foram vendidas para fornecer o capital para continuar com os testes.

— Vendidas para quem e para quê?

Taehyung parecia furioso.

— Vendidas para quem quer que desejasse fazer doações generosas para as Indústrias Mercile. Eles as chamavam de Presentes e em troca a grandes somas de dinheiro e ajuda no encobrimento do que estavam fazendo para evitar serem pegos, eles as entregavam a humanos. Eles deram as nossas mulheres àqueles bastardos como escravas sexuais. Recuperamos alguns corpos e algumas fêmeas ainda vivas.

S/N engoliu em seco e lágrimas encheram os seus olhos.

— Nunca vi nada disso nos jornais. Meu Deus. Isso é terrível. Essas pobres mulheres.

— Não iria ver isso nos jornais. Yoongi acha que se a imprensa tornar isso público, os homens que estão com elas lhes matarão imediatamente para destruir qualquer evidência de que já mantiveram uma. Yoongi e o seu governo estão rastreando registros financeiros e cumprindo mandados de busca e apreensão para encontrar as que estão faltando. Não sabemos os números devido à destruição dos registros, mas encontramos mais uma há poucas semanas atrás.

Ela estendeu o braço e seus dedos tocaram as costas da mão dele.

— Isso é horrível. É simplesmente doentio, não é? Coitadas dessas mulheres. — Fez uma pausa. — Espero que todas sejam encontradas.

Ele assentiu seriamente.

— Também esperamos. Estamos livres e nos incomoda saber que alguns dos nossos ainda estão sendo atormentados e confinados.

— Não tem como recuperar as informações para encontrá-las?

— Quando as instalações de testes foram invadidas pelos oficiais do seu governo, alarmes onde ficávamos escondidos foram acionados. Os funcionários começaram a atear fogo nas salas de registros e a destruir os computadores que continham informações. Também começaram a matar o nosso pessoal. Alguns morreram, mas a maior parte sobreviveu. Pouquíssimos registros foram salvos.

— Odeio dizer isso, mas provavelmente isso é uma coisa boa. Você sabe como funciona. Alguém poderia se apoderar dessas informações e usá-las para começar tudo isso de novo. Vocês são muito impressionantes. Aposto que aquela empresa ficaria tentada a recomeçar em novas instalações com novas pessoas de cobaias.

Ele estremeceu.

— Um médico que foi preso nos disse que a pesquisadora-chefe que nos criou destruiu essa informação. Ela não concordou com o que a Mercile planejava fazer conosco depois que teve êxito em nossa criação e desapareceu, levando o conhecimento consigo. É por isso que eles começaram as tentativas de procriação. Espero que ninguém nunca consiga repetir o que foi feito conosco. Pensar nisso já nos dá pesadelos suficientes. Estamos tentando destruir financeiramente as Indústrias Mercile. Ganhamos em suas cortes várias vezes em questões financeiras e o seu governo já colocou vários deles na cadeia.

— Também é o governo de vocês. Vocês são Americanos, não são?

Ele assentiu.

— Sempre estivemos separados. É difícil tentar pensar de outra forma. É por isso que Yoongi e o nosso conselho lutaram tanto pela nossa independência adquirindo Homeland e usaram o dinheiro que ganhamos nos processos judiciais para comprarem a Reserva.

— Ouvi falar que vocês têm algo parecido à imunidade diplomática em Homeland e aqui também. Um cara novo disse que era similar a um consulado e que vocês têm suas próprias leis e sistema de justiça.

— Acredito que sim. O seu governo não pode nos invadir nem nos forçar a nos submetermos às suas leis. Não nas nossas terras.

— Então, eu meio que estou em outro país agora, hã?

Ela sorriu de repente.

— E sequer tenho um passaporte. Pode ficar mais legal que isso?

Ele lutou contra um sorriso. Ela ficava adorável quando sorria e ele resistiu à vontade de estender a mão e tocar o seu rosto. Estudou o machucado em sua bochecha e lutou para conter a raiva pelo que os humanos a fizeram.

— Isso é legal?

— Acho que sim.

Prendeu seu olhar.

— Quero beijar e tocar você. Deixe-me fazer isso, S/N.

O sorriso dela morreu quando ela o fitou, mordendo o lábio.

— Eu não sei.

— O que você não sabe? Machuquei você da última vez? Não gostou do meu toque? Eu sei que gostou. — Esperança ardia dentro dele de que estivesse tentada a ceder. Ansiava tocá-la novamente.

S/N não podia negar. O tempo que passou no quarto de Taehyung tinha lhe assombrado por cinco semanas. Ele a virou do avesso. Quando a tocava, ela perdia a habilidade de pensar. Ele pareceu aceitar o seu silêncio como concordância quando se aproximou lentamente. Estendeu a mão e acariciou o lado não machucado do seu rosto.

— Eu nunca a machucaria.

Ela acreditava nele. Tinha a aterrorizado quando se conheceram pela primeira vez, mas depois do que ele contou sobre os Novas Espécies, entendia que aquilo não foi sua intenção. Ele tinha instintos e necessidades que a maioria das pessoas não tinha. Tinha lhe desejado e possuído. Era meio sexy.

As mãos de Taehyung se afastaram quando ele se levantou para tirar os sapatos. A próxima coisa que fez foi desabotoar a calça. S/N não protestou quando o viu tirá-la. Outra vez sem cueca. Fitou um Taehyung nu com um pouco de medo. O cara era tão grande. Baixou os olhos. Grande em todos os lugares. Forçou o olhar para o seu rosto.

Taehyung se abaixou, agarrou o cobertor que a cobria e o puxou para os pés da cama. S/N ficou tensa, mas não tentou usar o travesseiro para esconder o corpo. Os olhos de Taehyung varreram cada pedacinho de pele exposta, que era toda a parte que não estava em contato com o colchão. Ele rugiu de repente de modo violento. Fez com que arregalasse os olhos e seu coração acelerasse.

— Eu quero matar todos os que te atacaram. Olhe o que fizeram com o seu corpo lindo. Isso me enfurece. Quero rasgá-los com as próprias mãos e vê-los morrerem uma morte dolorosa.

— Eu estou bem.

— Ainda assim quero matá-los. Teria me banhado no sangue deles se tivessem estuprado você.

Ela o fitou. Nojento. Mas a intenção era doce. Acreditava nele. Bem, na parte de que queria matar aqueles homens. Taehyung colocou os joelhos na cama e se agachou lentamente em cima de S/N. Ela levantou os olhos. Ele prendeu o seu olhar, mas não tocou nela.

— Você ficará comigo para sempre e ninguém nunca mais lhe fará mal.

Ela não o corrigiu. Não poderia ficar com ele indefinidamente. Teria que voltar para a vida que levava em breve. Lambeu os lábios. Taehyung observou sua língua e grunhiu. Ele se mexeu, recuando na cama em direção aos seus pés. Perguntou-se se ele tinha mudado de ideia sobre querer transar com ela até que ele parou quando o rosto ficou no nível da sua barriga.

— Abra as coxas para mim.

Ela as abriu. Taehyung agarrou seus tornozelos, tirou-os do caminho e recuou mais até sentar-se nas pernas no lugar onde as delas tinham acabado de estar. Desceu suas pernas até as costas de suas coxas descansarem em cima das dele. Alguns centímetros separavam seu quadril do dele enquanto a estudava com o olhar da cabeça até a boceta.

— Você é tão pequena comparada a mim. Sempre tenho medo de te machucar sem querer.

Sim, ela concordou em silêncio, entendo esse medo. Ele tinha o dobro do seu peso e era trinta centímetros mais alto. Seu peitoral era maciçamente amplo e quando olhou para os braços musculosos, sabia que se os comparasse às suas coxas, sairiam ganhando por alguns centímetros.

— Confie em mim que não vou machucá-la.

Ela decidiu usar humor.

— Eu estaria gritando agora se achasse que fosse.

Ele sorriu.

— Quero que grite, mas não de terror por mim.

S/N de repente usou os cotovelos para levantar o corpo e dar uma olhada melhor nele. Apreciou a visão sexy da sua pele bronzeada e do seu corpo belamente esculpido. Ele grunhiu outra vez antes que um ronronar baixo saísse de sua garganta.

— Esses sons são bons ou maus?

Ele lhe deu um sorriso.

— Estou decidindo o que quero fazer com você primeiro.

— Quais são as opções disponíveis?

Seu sorriso aumentou, revelando mais dos seus dentes afiados.

— Eu rugi quando pensei em virá-la de bruços e montá-la por trás. Montá-la rápido e com força faz o meu sangue ferver. Ronronei porque senti vontade de te comer. Gostaria de lamber a sua boceta até ter outra vez o seu gosto na minha língua.

Seu coração martelou e seu corpo esquentou.

— Podíamos fazer os dois.

Ele assentiu.

— Ótimo plano.

S/N o olhou quando se levantou e trocou sua posição para se deitar de bruços até suas pernas ficaram penduradas para fora da cama. Ele ajustou seus pés para que descansassem nos ombros largos, seus joelhos dobrados. A língua dele saiu e os olhos se prenderam aos dela. Lambeu o ossinho do seu quadril.

Ela respirou de forma entrecortada. A língua do cara não parecia humana. Era macia, mas meio áspera. A sensação era estranha, mas de um jeito muito, muito bom que a deixava mais excitada ainda. Ele abriu a boca e raspou os dentes afiados na curva do seu quadril com gentileza. S/N respirou de maneira instável outra vez quando o desejo começou a queimar dentro dela. Realmente queria que descesse mais, a lembrança da boca dele era algo que jamais iria esquecer.

Taehyung de repente pôs as mãos debaixo dela e agarrou seu quadril para coloca-la na posição que queria. Inclinou-se para frente. Os ombros dele eram largos e abriram suas coxas mais ainda, dando-lhe espaço para a boca.

— Estou ficando impaciente. Paciência não é o meu ponto forte. — rugiu ele. — Eu sei que você merece mais preliminares, mas eu a desejo demais.

— Ok. Não estou reclamando e quero mesmo que vá logo com tudo. — Ela sabia que corava por ser tão direta, mas realmente queria que ele tocasse o seu clitóris latejante, que parecia ter criado um coração.

Ele levantou seu traseiro da cama. Ela caiu para trás e sua cabeça atingiu o travesseiro. Ele a abriu mais ainda e sua língua maravilhosa começou a lambê-la. S/N apertou os olhos com força e gemeu de prazer. Taehyung não provocava. Ele mirava direto no lugar gostoso. Nada de se aventurar ao redor. Nada de provocar e lambê-la em qualquer outro lugar que não fosse no feixe sensível de nervos. A língua dele o pressionou com força e começou a se mover, esfregando-o com força suficiente que a assegurava que não aguentaria por muito tempo. Ele parecia saber o ponto exato que enviava um prazer indefinível diretamente ao seu cérebro.

S/N enterrou as unhas nos lençóis, seus mamilos endureceram e gemidos rasgavam de sua garganta. Taehyung rugiu quando ela gemeu mais alto. Meu Deus! A língua dele é um vibrador. Os lábios se fecharam sobre o seu clitóris e ele começou a chupá-la com a língua vibrando. Seu corpo ficou tenso até que ela se perguntou se suas costas rachariam. Um grito emergiu dela quando gozou tão forte que quase desmaiou.

Taehyung levantou a cabeça. S/N ofegava. Nem conseguia abrir os olhos. Seu corpo tinha aquela sensação de flutuar, mole como um espaguete cozido, impossível de se mover nem se a cama pegasse fogo quando espasmos do orgasmo ainda contraíam os músculos da sua vagina. As mãos dele a agarraram e então ela ofegou quando a virou facilmente de bruços.

S/N se forçou a abrir os olhos quando Taehyung agarrou o seu quadril e o ergueu. Ele a colocou de joelhos na cama. Sua força provavelmente deveria tê-la assustado, mas não teve receio quando a cama afundou com o peso dos joelhos dele assim que se mexeu atrás dela, abriu as pernas além das suas e as prendeu para mantê-las no lugar.

Ela tentou se posicionar para se segurar nas mãos, mas não tinha energia para isso. Taehyung rosnou. Um som selvagem e animalesco quando a crista grossa do pênis dele pressionou a entrada da sua vagina. Uma das mãos continuou segurando o seu quadril para firmá-la no lugar enquanto ela assumia que a outra segurava a ereção para garantir que não deslizasse por estar tão molhada do orgasmo que lhe deu.

Seu corpo sacudiu quando Taehyung entrou devagar nela, avançando, forçando as paredes da sua vagina a estirarem para recebê-lo. Ela gemeu com a sensação maravilhosa de ser preenchida. Não tinha certeza se conseguiria suportar a intensidade daquilo com o orgasmo ainda vibrando pelo seu corpo, mas ele não lhe deu chance quando afundou mais dentro dela. Um arrepio de tesão a surpreendeu. Não tinha percebido como ficava excitada ao se sentir indefesa enquanto ele assumia total controle da situação.

Seu clitóris estava um pouco hipersensível depois do que fez, mas ele não lhe deu tempo para se recuperar. A mão em seu quadril deslizou por sua pele para segurá-la em volta da cintura. A outra agarrou seu seio e apalpou. Ela gritou de surpresa com o quanto os seus mamilos estavam sensíveis do abuso que sofreu mais cedo. Mas ele não os beliscou, ao invés disso os dedos massagearam o montículo.

— Sensíveis. — ofegou ela.

Ele o soltou instantaneamente e agarrou seu quadril com as duas mãos. Retirou-se quase que totalmente de sua vagina, mas deslizou devagar dentro outra vez, bem fundo. Ela gemeu, encorajando-o enquanto ele trabalhava com o pênis para dentro e para fora, fazendo com que o tomasse cada vez mais. De repente ele tirou uma mão do seu quadril e se apoiou no colchão ao se pôr acima dela. O quadril dele espancava a sua bunda quando ele pareceu perder o controle. Investiu nela mais rápido, com força e bem fundo. Rosnados que combinavam com os seus gritos ofegantes de prazer saíam de sua garganta.

S/N perdeu a habilidade de pensar. A sensação dele dentro dela tinha que ser a melhor do mundo, superior até do que a língua lambendo-a até gozar. Apreciou cada pedacinho duro que nem rocha dele entrando e saindo de sua vagina enquanto emitia sons que nunca emitiu antes.

A mão de Taehyung em volta da sua cintura se moveu e ele deslizou o polegar entre os seus grandes lábios, pressionando o lado dele em seu clitóris e fodendo-a com mais força. O atrito em seu clitóris já supersensível e inchado foi demais.

Outro orgasmo se formou, seus músculos internos apertaram o pênis em movimento e a sua mente explodiu quando o prazer rasgou outra vez. Gritou o nome dele, gozando forte, e Taehyung rugiu devido ao seu próprio gozo. Ele esfregava o quadril em sua bunda, enterrou o pênis nela fundo e um calor se espalhou em seu interior quando ele continuou gozando.

Taehyung grunhiu baixinho com cada sacudida que seu corpo vivenciava enquanto seu sêmen explodia dentro dela, até cair na cama com ela ainda nos braços.

S/N ofegava, os olhos fechados, e um sorriso curvando os lábios enquanto seus músculos ainda o apertavam, contraindo-se ao redor do seu membro. Ele se aconchegou mais perto, beijou-lhe a curva do ombro e aquela foi a última coisa que se lembrou.

Taehyung abraçava S/N, envolveu o corpo ao redor do dela para dormir de conchinha, e correu os dedos por sua pele para garantir que não estava com frio.

A respiração dela diminuiu o ritmo, ele sabia que tinha dormido, e tentou não se sentir culpado. Ela passou por muita coisa, mas não conseguia se arrepender de tê-la possuído.

Ela é minha e nunca permitirei que me deixe. Não poderia sobreviver sem ela. Aquela compreensão o atingiu em cheio. A mulher em seus braços significava aquilo tudo para ele. Ela conseguiu a única coisa que alguns dos humanos mais cruéis e maldosos com quem tinha lidado jamais foram capazes de conseguir. De repente conheceu o terror ao pensar em perder algo com que se importava tanto assim. Apertou os braços em volta dela e jurou que lhe mostraria que o seu lugar era com ele.

Ele a faria feliz. Daria o que comer, preencheria todas as suas necessidades e teria que ver o quanto significava para ele. Enfiou o nariz em seu cabelo molhado, apreciando tê-la tão perto de si.

Mostraria a ela que ele era o macho certo. Um bom protetor, um amante que procuraria o seu prazer, e queria lhe fazer sorrir o tempo inteiro. Amava quando ela ria, o jeito que os seus olhos azuis cintilavam, e o som era contagioso. Deixava-o feliz. Ela o fazia feliz.

Não posso perdê-la. Simplesmente não posso. 


Notas Finais


Povo hoje eu tô com pressa kk não vou poder enrolar aqui, mas queria muito agradecer pelos comentários nas minhas histórias autorais, eu realmente achei que ninguém iria lá ver, mas vcs me surpreenderam! Obrigada de coração, vcs são maravilhosas 💜💜💜
Até a noite!!


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