História 3337-5g - Capítulo 6


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Categorias EXO
Tags Baekyeol, Chanbaek, Filosofia, Poesias
Visualizações 5
Palavras 1.361
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá caros amigos

Capítulo 6 - 6


Fanfic / Fanfiction 3337-5g - Capítulo 6 - 6

Terça-feira, 14 de julho

22:30

Chanyeol e Baekhyun estavam deitados, o mais alto estava deitado no chão com cobertas e um colchão, ambos estavam com a cara enfiada nos tablets da escola, terminando suas pesquisas.
Baekhyun fez sua pesquisa sobre DDM, e acabou descobrindo que DDM significava "distúrbio depressivo maior", ou depressão e, que em 2040, foi considerada uma epidemia que trazia junto de si muitos suicídios.

Já Chanyeol, bom, ele pesquisou muito sobre Byun Naomi, em sites sobre GZV, descobriu que a doença era famosa por causar alucinações e sangramento –tanto interno, quando externo – nos infectados. Também descobriu que a maioria das pessoas com GZV era da parte norte do planeta, do distrito 2, exatamente onde Naomi vivia na época. Distritos já não existiam faz tempo, e o distrito norte agora era onde o centro comercial ficava. Também descobriu que a bebê que ela deu a luz era chamada de Yumi, pois seu pai era japonês.

Tudo isso escaneando a foto dela, que estava no aplicativo da escola, aonde deveria estar fazendo sua pesquisa.
Mas ele fez, na verdade.
Estudou os sintomas, o que eles tinham em comum, como começou, imagens e etc.
Agora, ele precisava perguntar a Baekhyun o nome de sua mãe, mas como chegaria a este assunto sem parecer esquisito? Ele não tinha tanta intimidade com o garoto, e sabia que o fato de estar dormindo em sua casa não era nada mais que um favorzinho.

–Hm, Baekhyun, sabe o motivo de eu precisar tanto de um lugar pra passar a noite?

O mais baixo finalmente tirou os olhos do aparelho, desligando-o para poder dar total atenção ao que o Park iria dizer, afinal, estava curioso desde o dia que o convidou, porém não fez questionamentos por respeito.

–Por quê? – disse coçando seus olhos, que ardiam pela irritação de ter ficado tanto tempo olhando para o aparelho com o brilho no máximo à noite.

–Porque meu pai é um idiota viciado em antidepressivos, e hoje, o dia em que minha mãe morreu em um afogamento, ele fica mais drogado do que nunca, mistura os antidepressivos com um monte de coisas que nem mesmo eu sei o que são. — deu uma pausa para respirar fundo, coçar os olhos cansados e voltar a falar. Aquilo deixou o coração de Baekhyun doendo, pois nunca viu o mais novo tão... inofensivo. – então, todo ano, no mesmo dia, eu saio de casa e passo a noite com meu irmão em algum lugar, normalmente na casa de um amigo. Já faz cinco anos que eu faço isso, quando ele me bateu pela primeira vez eu tinha 12 anos, Baekkie. É difícil, sabe? Hoje, eu tive a sorte de que meu irmão foi passar a semana na casa de um amigo, mas ele é pequeno e tenho que protegê-lo – Chanyeol terminou de falar, e se controlou para não chorar. Era a primeira vez que falava tanto e não se emocionava, quando disse aquilo para Junmyeon e Sehun, os mesmos disseram coisas como "ele é um filha da puta, então!" e "denuncia ele". Chanyeol chorou tanto que ficou com vergonha e não falou sobre o assunto novamente com os amigos. Mas, para a surpresa de Chanyeol, BaekHyun não disse nada daquilo. Ele apenas levantou da cama de modo robótico e o abraçou de lado no chão.
–Tudo bem. Ele é seu pai, você não deve querer fazer nada, não é? – O mais alto concordou com a cabeça, estava quase chorando e seu rosto era escondido pelo travesseiro, mas, subitamente, uma pergunta se fez em sua cabeça.

–Você me entende bem demais, Baekhyun. O que aconteceu com você? – Era aquela pergunta que queria fazer desdo começo, porém, para uma pessoa contar algo provavelmente traumatizante, confiança era algo necessário.

–Minha mãe se matou por minha culpa. Ela tinha depressão pós-parto.

Os olhos do garoto mais novo se arregalaram, e ele virou o corpo de frente a BaekHyun para poder encará-lo. Era isso. A forma a qual Chanyeol se entendia com o mais velho, talvez fosse por ambos terem tido conhecimento de tal de tal perda. Não era algo tão comum nos dias de hoje.

–Não foi sua culpa! E, mesmo que você queira se culpar, seria culpa da sua irmã também. Coisa que, por sinal, não é! – Chanyeol colocou suas mãos nas bochechas do Byun, fazendo o mesmo levantar a cabeça e lhe olhar nos olhos.

–É, sim. Minha mãe gostava da Bo-Young, ela a amava, mas sempre teve medo de me pegar no colo, ela tem fotos com minha irmã mas não comigo!

–E isso importa? São fotos! Ela te amava, BaekHyun.

Esse foi o estopim, as lágrimas foram inevitáveis para o baixinho que chorava compulsavelmente na blusa azul fina de Chanyeol, que, por acaso, já estava encharcada. O mais novo passou os braços ao redor da cabeça apoiada em sua blusa, na região do peito, e fez um carinho ali. Continuaram assim, até o Byun se acalmar. Ele ainda tinha soluços, mas tentava não demonstrar o quanto seus olhos ardiam e sua cabeça doía.
Chanyeol segurou o garoto pelo queixo, levantando sua cabeça. Os olhos estavam avermelhados, junto com todo o resto do rosto do menino mais velho.

–Talvez você devesse ir para sua cama, será meio estranho caso nos encontrem... assim. –BaekHyun concordou, e estava pronto para se levantar, mas Chanyeol tornou a falar. – Baekkie, se não se importa, qual o nome da sua mãe?

O mais baixo fungou, e logo sua voz baixa foi ouvida pelo Park.

–Hana, por quê?

Um idiota. Era isso que Chanyeol era. Onde estava com a cabeça ao pensar que aquela maluca era parente de BaekHyun? E, além do mais, já haviam dito que a avó de BaekHyun foi para o exército e deixou seu marido com sua filha. GZV era uma doença genética de acordo com o sexo, se a pessoa que a contraiu for uma mulher que deu à luz a um menino, o menino não irá contrair a doença, porém, se for com uma menina, ela mostrará sinais de loucura cedo e terá que tomar antipsicóticos, junto com muitos outros remédios. Bo-Young deveria ser louca, e ela não era, era uma menina normal que pegava qualquer um no ensino médio. Chanyeol era estúpido em pensar essas coisas, estúpido e paranoico.

O mais alto murmurou um "ah" para Baekhyun, que ainda tinha os olhos vermelhinhos focados em si.

–E o da sua avó? Eu fiquei curioso, sabe, pela sua família.

–Ah, eu não sei. A gente não fala muito sobre minha família aqui. – O menor se aconchegou na camisa de Chanyeol, apoiando sua cabeça ali. O mais alto continuou encarando a parede branca do quarto de Baekhyun, realocando os fatos em sua cabeça.

Bo-Young não era louca, e mesmo se fosse, já deveriam ter descoberto por exames de sangue.

A mãe de Baekhyun não poderia ser filha de Naomi, pois seu nome não estava em nenhum arquivo relacionado a mesma.

Mesmo assim, a avó de Baekhyun foi ao exército e continuou enviando cartas para sua família, Naomi não poderia enviar cartas mesmo que quisesse.

Quando o maior percebeu, a respiração de Baekhyun estava mais calma, e ele dormia pacificamente.
Sem querer acordá-lo, Chanyeol tirou o braço de Baekhyun de sua cintura, se levantando devagar.
Uma vez de pé, Chanyeol decidiu beber um copo de água antes de voltar para a cama. Sua garganta estava seca, aquela conversa antes não tinha sido fácil para nenhum dos dois.
Abriu a porta azul devagar, olhando para atrás em todo segundo para ter certeza que o mais velho continuava acanhado no acolchoado.
Ao colocar seu pé descalço para fora do quarto de Baekhyun – este que tinha um carpete, ao contrário do corredor e dos outros cômodos – sentiu seu corpo se arrepiar. O chão estava frio como nunca, e o pé de Chanyeol estava tão quentinho emaranhado com o de Baekhyun nas cobertas...

Esperava ter que tomar cuidado para não tropeçar em alguma estante de livros ou outro móvel, mas as luzes da cozinha estavam acessas, e os pais de Baekhyun estavam sentados na mesa de madeira. Chanyeol pensou em voltar para o quarto, mas algo que o pai de Baekhyun disse fez seu corpo gelar.

–Yumi, não fale tão alto, vai acordá-los...



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