História 365 - Capítulo 16


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Categorias Wanna One
Personagens Daehwi, Guanlin, Jaehwan, Jihoon, Jinyoung, Jisung, Kang Daniel, Minhyun, Seongwoo, Sungwoon, Woojin
Tags 2park, 2parklin, Guanwink, Hotshot, Jilin, Jinhwi, Laji, Ongniel, Panwink, Sungjin, Taewoon, Tripleh, Woosung, Woowoon
Visualizações 126
Palavras 3.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EAE POVÃO

EU VOLTEI ♡♡♡

JÁ AVISO QUE O CAPITULO 'TÁ FORTE PRA CORAÇÕES SENSIVEIS!!!!


Boa leitura!!!!

Capítulo 16 - Maldito seja John Green!


Fanfic / Fanfiction 365 - Capítulo 16 - Maldito seja John Green!

 [ G U A N L I N ]


-Eu acho que Sungwoon-ssi está doente.- Jihoon confessou, direto e reto.

-Por que acha isso?- O fitei confuso. Estavámos arrumando a cama naquele momento, fazia algumas horas que ele parecia disperso, mas, no geral, Jihoon é disperso, então achei que poderia ser um daqueles momentos que é melhor deixar a pessoa vegetar no seu próprio mundo.

-Ele...- O menor mordeu o lábio inferior, a expressão hesitante o entregava. -Ele tossiu sangue, Guanlin...

-Temos que levar ele ao hospital.- Declarei, um pouco surpreso pelo Park não ter contado isso antes. -Woojin já sabe...?

-NÃO!- Me olhou, parecendo assustado com a simples menção ao ruivo. -Sungwoon não quer que ele saiba... Eu prometi que não ia falar...- Explicou-me. -Eu queria leva-lo, mas ele não deixa. E não quer que falemos para o hyung sobre isso...

-Temos que falar pro dentuço.- Declarei sério. Sei que meu pequeno queria fazer o certo para os dois, mas, não tinha como ajudar um sem ''prejudicar'' o outro.

-Guanlin!- Ele choramingou. -Eu contei pra você por que achei que ia me ajudar!

-Eu 'tô te ajudando, Hoonie...- Suspirei. -O melhor que temos a fazer é contar pro Woojin.

-Mas... eu estaria traindo a confiança do Sungwoon... e talvez nem seja algo grave e estamos fazendo estardalhaço...- Falou esperançoso. Tão inocente... Como se tossir sangue fosse algo super natural. -Deviamos ter certeza antes de avisar Woojin. Mas ele não quer ir ao hospital...

-Ele não quer ir... mas, nada nos impede de trazer um médico aqui, né?- Arqueei a sobrancelha.

-Como assim...?- Me fitou confuso enquanto abraçava um dos travesseiros, apertando-o nas laterais, somente para ajeita-lo na cama.

-Eu tenho meus contatos.


[ . . . ]


-Tem certeza absoluta de que consegue manter Woojin afastado daqui o tempo necessário?- O loiro me fitou, a expressão de Ha Sungwoon era assustada. Seja lá o que estivesse acontecendo com ele, pelo jeito, Woojin não podia saber.

-Tenho.- Suspirei. -Jihoon e ele vão encontrar o Daniel.- Sorri. -Vamos ficar nós dois aqui, e ela vai vir e te examinar, e, depois, pela manhã os dois vão voltar.- Expliquei. -Woojin acha que é só para ajudar a escolher os ternos e umas flores.

-Ele vai desconfiar do por que de não irmos juntos!- Replicou, dessa vez descrente, provavelmente subestimando minha inteligência.

-Não vai. Eu estou com febre.- Declarei risonho. -E você, Daniel ainda não acha seguro sair andando por ai, afinal, não temos nenhum documento seu pronto, né?- Arqueei a sobrancelha. -Então, nada mais fácil do que Jihoon ir com ele.

-Como convenceu Daniel a participar disso...?- Me olhou desconfiado e apenas dei de ombros.

-Não fui eu, foi Jihoon. Agora, se me dá licença, vou ficar de cama.- Sorri.

Sungwoon suspirou e seguiu rumo à cozinha, fui correndo em direção ao quarto e coloquei a calça e a camisa que costumava usar para dormir, me enrolando nas cobertas, me encarei no espelho, percebendo que ainda parecia muito saúdavel. Baguncei meu cabelo e esfreguei bastante a região das bochechas e do nariz, fiz a melhor expressão de sofrimento o possível, e ai sim, parecia que estava doente.

Desci as escadas resmungando palavras aleatórias na minha lingua natal, eu sabia que nenhum deles falava mandarim -Pelo menos não de modo fluente.- então não fazia diferença se eu falasse algo serio ou que queria comer pão.

Woojin estava falando no telefone -Com o Kang, suponho.-, Jihoon estava sentado bebendo café e trovando alguma coisa sobre o Calabresa com o Ha. Me sentei junto à eles e fiz minha melhor cara de ''Eu vou morrer''.

-O que 'tu tem, moleque?- Woojin perguntou assim que encerrou a ligação.

-Eu 'tô morrendo.- Falei, forçando a voz para que ficasse nasalada.

-Realizando seu sonho.- Ironizou, só mostrei o dedo do meio pra ele mesmo, se eu ficasse discutindo, ia estragar minha atuação. -Acho que vamos ser só nós dois então.- Falou diretamente para Jihoon.

-Vocês dois o que?- Fiz minha melhor cara de ciúme. Não que a ideia de eles dois sozinhos não me incomodasse, mas, era por uma boa causa, então, eu iria aguentar o ciúme descomunal e a pequena vontade que eu tinha de estourar a cabeça do Woojin com um tijolinho.

-Daniel pediu para irmos ajudar na escolha dos ternos pro casamento...- Jihoon disse, com uma falsa cautela admiravel.

-Eu vou junto.- Declarei.

-Você 'tá com febre, Guanlin!- Jihoon bufou, como se já tivessemos discutido isso antes. Sungwoon nos encarava com certa surpresa, como se estivesse impressionado por estar dando certo.

-Por que não leva seu namorado?- Falei com a voz um pouco mais elevada, me direcionando apenas ao ruivo.

-Por que Sungwoon não tem um documento sequer, idiota!

E foi assim que Park Woojin caiu na cilada que nós planejamos.


[ . . . ]


Admito que ver Jihoon entrando no carro com Woojin e indo rumo à Gangnam não foi nem de longe agradável, mas, okay. A campainha não tardou a tocar logo depois que eles sairam.

-É bom te ver, Guanlin.- A menina à minha frente sorriu, e eu retribui o gesto. -Sabe que ela ainda não se formou, né?

-Sei, Tzuyu.- Ri. -Mas a Momo se forma daqui há um mês, né? então já é praticamente médica. Falando no diabo, onde ela anda?

- Pegando as coisas dela no carro.- Suspirou.

Era bom ver que ela e Momo já haviam se entendido de novo, depois daquela palhaçada de nossas familias tentarem armar um casamento arranjado, as duas tinham rompido o namoro, coisa que francamente me fez ficar meio mal, já que elas pareciam tão felizes juntas.

-E ai, Lai.- Vi a loira subindo as escadas. -Quem eu tenho que operar?- Brincou.

Fechei a porta e seguimos rumo à sala, eu estava nervoso sobre a reação das meninas, mas sabia que podia confiar nelas, então as levei direto ao menino loiro que aguardava ansioso no comodo enquanto segurava Calabresa como se fosse um bicho de pelúcia.

-Esse é Ha Sungwoon.

Não precisei contar toda a história do baixinho, Tzuyu tinha uma base de quem ele era, é óbvio que saberia, a garota estuda jornalismo e tem um fraco por histórias de genocidios e massacres, e francamente, não é todo o dia que uma familia inteira é morta dentro de casa, ainda mais quando essa familia é totalmente querida pelos vizinhos, trabalha em vários projetos sociais, é frequentadora assidua da Igreja, nenhum objeto de valor é levado, e o único filho, menor de idade e completamente perfeito, some da face da terra sem deixar rastros. É lógico que tivemos de explicar e contar em detalhes o que realmente havia acontecido.

A morena parecia impressionada. E repetiu diversas vezes enquanto a namorada fazia o exame que era por esse motivo que nunca haviam encontrado os restos mortais do garoto, e que ela sempre soube que não havia sido ele que tinha assassinado os pais, bem, isso até a japonesa mandar ela calar a boca, dizendo que a garota estava constragendo o outro...

...não que isso fosse dificil de notar.

-Guanlin, posso falar com você?

Fiz que sim com a cabeça e ela seguiu rumo à cozinha, olhou para o Ha da porta e me encarou, ela não parecia encontrar palavras, o que me preocupava mais ainda, já que essa puta vesga sempre tinha algo na ponta da língua.

-Ele tem uma dependencia muito grande...

-O que...?

-Sungwoon tomava muitos remédios para continuar vivendo, Guanlin.- Declarou. -Ele mesmo disse que tomava com frequencia os medicamentos recomendados pelo médico daquele verme nojento... Isso está fazendo falta no organismo dele.

Agora tudo estava claro...

Taehyun estava indo em direção ao Inferno, e queria arrastar Sungwoon.


[ J I H O O N ]



O silêncio pesado no carro só me fazia lembrar da última vez que fiquei completamente sozinho com Woojin, e, francamente, pensar nisso não me fazia bem à sanidade.

Já cheguei à conclusão de que eu devo sentir algo por ele, mas que o que sinto por Guanlin é mais forte... eu acho. Não sei ao certo, quer dizer, a única coisa de que tenho certeza é de que amo Lai Guanlin, mas, que às vezes, quando vejo Park Woojin... meu coração parece apertadinho e prestes a estourar, como um balão d'água.

Sequer imagino o por que dessas sensações; segundo tudo que aprendi com os grandes autores da minha geração, quando encontramos o grande amor de nossa vidas, ou é oito, ou é oitenta, assim dizendo, ou essa merda funciona ou eu morro sozinho. Mas, mesmo com os grandes ensinamentos de Jojo Moyes e John Green, eu não sei o por que de sentir que Woojin tem um papel imenso na minha vida.

Achei que ele seria o Jacob da minha Bella, sacas? Aquele amigo bonito, fofo, forte e sexy, que você beija uma vez e nota que vê ele só como um irmão de coração... mas, não! Ele parece... parece... ah, sei lá, ele parece o Sehun no nosso Baekyeol, sabe? É como se eu quisesse ele conosco mas tivesse medo de assumir.

-De todo o modo, Guanlin continua sendo o meu Edward...- Resmunguei para mim mesmo.

-O que?- O outro me fitou confuso.

-Nada, estava falando sozinho...- Suspirei. -Falta muito para chegarmos?

-Vinte, vinte e cinco minutos. Acho que não mais que isso.- Sorriu. -Ei, loirinho.

-Hm?

-O que o seu namorado tem?- Disse ainda com os olhos fixos na estrada. A pergunta aqui, senhor, é: O que o seu namorado tem?

-Ele só está gripado...- Menti. -Andamos na praia outro dia e ele inventou de andar na água... acabou se resfriando.- Isso era verdade, realmente tinhamos andado na água.

-Entendi...

Conhecendo Woojin do jeito que conheço, ele não estava nem ai para o que Guanlin tinha, mas, não sabia como puxar assunto, admito que meu coração bondoso de jovem sentiu pena dele, então decidi fingir que não havia notado o falso interesse dele no taiwanes.

-Ele é muito teimoso. Eu disse que não, por que estava frio, sabe?- Bufei.

-Fico feliz que as coisas entre vocês estejam dando certo.- Sorriu fraco. Lá no fundo do meu coração senti um aperto ao ouvir isso, não sei por que, mas não era exatamente isso que esperava ouvir; nem mesmo sei o que queria escutar, só sei que não era isso.

-Estamos tentando.- Retribui o sorriso. -E você e Sungwoon?- Aquilo era um assunto delicado, então perguntei tentando soar o mais vago o possível. Woojin ficou um bom tempo em silêncio, e até mesmo cheguei a pensar que talvez não tivesse me escutado, mas então, ele tornou a falar.

-Não sei... Sungwoon anda estranho.- Suspirou e um nó se formou na minha garganta no mesmo instante. -Parece saber de algo que eu não sei... Eu me sinto estranho em relação à algumas coisas, e ele sabe o que é, mas não me conta... como se tivesse certeza que eu vou descobrir na hora certa, essa parada de destino, sabe? Mas... aish... é tão frustrante, Jihoon!

-Hyung, ele deve estar te protegendo. Confie nele, pelo menos um pouco, hm?


[ . . . ]


Depois que chegamos, apenas largamos as mochilas -Com duas únicas mudas de roupas, escovas de dente, meias e cuecas em cada uma delas.- e fomos direto ajudar Ongniel com as tais funções do casamento deles.

Mano do céu, é sério, eu nunca vou entender como duas pessoas com gostos e escolhas tão diferentes se amam tanto, ao mesmo tempo que brigam com a mesma intensidade. Esses dois discutem à cada seis minutos, e o negócio é pra valer, e dali uns onze minutos, já estão se amando, se chamando de mozão e de viadagem de novo.

O pior de tudo é que são brigas que, na boa, nem sentido biológico tem. Cara, eu vi eles discutirem por uns trinta minutos sobre o tom de verde das folhas que os vasos deveriam ter, e o louco é que o Kang escolheu as mais escuras, enquanto o Ong escolheu as mais claras... no final, foi decidido que seriam as escuras por que Daniel ganhou a discussão, mas, com os vasos claros de tom branco perolado, como Seongwoo queria... E na boa, o noivo dele meio que o induziu a querer esses.

Mas, enfim, depois de toda essa putaria exaustiva, finalmente jantamos, nos limpamos e fomos aos nossos respectivos quartos. Woojin e eu ficamos no quarto de hospedes, era bem grande -Assim como o resto da casa dos Ong.-. Meu hyung estava mexendo no celular e eu já me preparava para ir dormir, quando finalmente o outro Park decidiu puxar conversa.

-Jihoon, posso te pedir um conselho?- Perguntou acanhando. -É tudo uma hipotese...

-Claro, hyung.- Sorri, indo me sentar ao seu lado. -O que foi?

O mais velho suspirou, parecia buscar palavras para expor o que estava pensando, mas pelo visto, não encontrava-as. Ele ficou um bom tempo naquilo de suspirar e me encarar, até finalmente quebrar o silêncio, mesmo que seu tom fosse baixo.

-O que você faria se estivesse confuso sobre quem ama...?

-Como assim, Woojin?- O fitei sem entender.

-Sabe... se você gostasse demais de alguém a vida inteira, e, de repente, sentisse que tem algo errado, como se... sei lá... se outra pessoa tivesse tomado esse lugar, entende? O que você faria?- Ele finalmente me encarou, os olhos negros cintilando de uma forma que ao meu ver parecia no minimo devastadora.

-Não sei.- Foi tudo o que consegui dizer. Estava sem palavras diante daquela pergunta; onde Woojin queria chegar?

-Eu também não.- Riu soprado. -É horrível estar perdido desse jeito, Jihoon. Você não entende, né? O que é amar uma pessoa mas estar com os pensamentos em outra.

Pensei em lhe dizer que sabia, que isso acontecia desde que conheci ele e Guanlin, que me sentia frustrado daquele jeito o tempo todo, e que, se soubesse como parar isso, falaria para ele sem hesitar.

-Eu entendo, hyung....- Suspirei. -Mas, não sei como te ajudar.

-Entende?- Riu com certo deboche. -Eu odeio isso, Jihoon!- Se ergueu irritado, parecia que finalmente ia explodir. -Odeio! Odeio ter passado dez anos da minha vida apaixonado por Ha Sungwoon, e de repente, você e aquele chinês miserável aparecerem e me confundirem!- Finalmente reparei que haviam lágrimas acumuladas em seus olhos. -Detesto fingir que esta tudo bem quando eu estou completamente confuso! E a culpa é sua! Sua e daquele imbecil!

Isso era como um soco direto no estômago.

-Woojin!- Falei firme, tentando ao máximo não fazer escandalo, até por que estavamos na casa de outra pessoa. -Acha que pode simplesmente despejar toda essa merda e achar que vou ouvir calado?- Grunhi, naquele momento eu sentia até mesmo minhas orelhas arderem, tamanha a raiva que estava sentindo. -Vai me dizer que a culpa é minha se você não ama mais o Sungwoon? O que eu tenho haver com isso? Acha que é o único que se sente confuso?! Como pensa que eu me sinto quando estou com Guanlin e fico pensando que seria bom se você estivesse conosco?! Você não é o único que esta confuso aqui, droga!

Falei tudo de uma vez, já não aguentava guardar tudo aquilo para mim, era insuportavel ter tanto à dizer e ficar segurando como se fosse um assunto que me levaria direto para a fogueira ou algo assim.

-Jihoon...- Antes que pudesse erguer o rosto para o ver, tive meu queixo puxado, preso entre os dedos do mais velho.

Senti meu coração falhar. Estava acontecendo de novo. Os lábios do mais velho tocavam o meu em um singelo selar. Esse simples gesto foi capaz de me deixar sem reação alguma, confuso, com os olhos arregalados enquanto notava o quão bonito o Park ficava com os olhos fechados.

-Hyung...- Murmurei, controlando a vontade de chorar. Colocar as mãos no peito do outro e afasta-lo foi a única opção que vi. -Não faça isso de novo...

-Mas, Jih...

-Não.- Respirei fundo, tentando controlar-me o máximo possível. -Eu... eu amo o Guanlin, e quero que continue assim. Não brinque com os meus sentimentos, por favor.


[ . . . ]


Não consegui dormir, mesmo que tentasse esvaziar minha mente o máximo possível. Nem percebi quando comecei a chorar, mas tinha plena noção de que estava fazendo isso baixinho, tentando o máximo possível impedir que Woojin escutasse.

Meus pensamentos pareciam cada vez mais embaralhados, logo agora que eu estava tão seguro e confiante do que sentia... mesmo que eu não quisesse, mesmo que isso tivesse sido descartado anteriormente, agora, eu só via uma opção: Acabar com tudo de uma única vez.

Passar tanto tempo perto do ruivo estava me confundindo ainda mais. Nunca imaginei que essa pequena saída -Planejada únicamente para ajudar Sungwoon.- fosse me deixar tão sem rumo, mas, aqui estou eu, chorando por algo que ao menos consigo compreender bem.

-Jihoon...- Ouvi o mais velho me chamar, mas apenas continuei deitado e com a cabeça coberta. -Ainda está acordado...?- Não respondi. -Tudo bem... se não quiser falar, eu entendo. Só me escuta, por favor.- Uma longa pausa em seu monólogo foi dada. -Não sei o que eu sinto por você, eu só sinto... Guanlin também me deixa confuso... Sei que não devia ter te beijado, principalmente quando seu namorado esta doente em casa...- Um suspiro. -Mas... o que eu quero dizer é.... é... me desculpa. Não me odeie, por favor...

Eu não odeio.


[ W O O J I N ]


Às vezes eu me supero.

Ter escutado Jihoon chorar por boa parte da noite foi como enfiar uma estaca no próprio peito, mas, eu não sabia o que fazer.

Não sei por que o beijei. Não, na verdade, eu sei. Mas... o problema é, não sei por que o beijei mesmo sabendo que não deveria. ''Foi o calor do momento'' não seria nem de longe uma desculpa aceitavel dadas as circunstâncias... mas, é possível que tenha sido algo parecido com isso. O que sei é que no momento em que o vi naquele estado, tão frágil e sentimental, tudo o que tive vontade de fazer era beija-lo e abraça-lo.

O pior de tudo é que de manhã, ele levantou como se absolutamente tudo estivesse perfeito, como se aquela conversa cheia de acusações e confissões nunca tivesse acontecido, como se não tivesse passado a madrugada inteira chorando, como se o beijo sequer tivesse acontecido.

Eu não sabia como agir diante disso, então apenas me calei, deixei que ele conversasse animadamente com Daniel e Seongwoo durante o café da manhã, depois arrumasse suas coisas e me esperasse no carro enquanto eu terminava de arrumar as minhas.

-Sua cara 'tá um lixo.

-Ela já é assim, valeu por me lembrar.- Brinquei, mas o Kang sequer riu, apenas se sentou na cama e ficou me encarando. -O que é, Daniel?

-Nada.- Sorriu. -Só queria saber se já descobriu o que se passa nessa sua cabecinha de ovo... Nada à ser dito?

-O mesmo que nessa sua de ameba.- Dei de ombros, tornando a dobrar minhas peças de roupa. -Não tem nada à ser dito. Não consigo entender o que acontece, então nada acontece.

-Aish, Woojin...- Bufou. -Quando vai aprender que o amor não tem que ser compreendido, ele deve ser sentido.

-Eu amo o Sungwoon.

-Nunca duvidei disso. Mas esta na hora de entender que você não o ama do mesmo jeito de antes, Park.

E foi assim que ele saiu, me deixando com a cabeça cheia de questões que eu queria destruir e fingir que nunca existiram.

O lado ruim de crescer é perceber que nada do que você espera realmente vai acontecer, que a vida é uma vadia cruel que vai ferrar o máximo que conseguir contigo. Eu sei o que é isso, por que nesse momento me sinto o mais fodido do mundo.

Notar que nada vai ser como em um maldito livro de romance é o que mais fode, por que, não importa como, os romances acabam, os finais ficam em nossa imaginação, enquanto a vida, nós apenas temos que continuar, sendo assombrados por pensamentos nem um pouco satisfatórios.


[ . . . ]


Quando chegamos em casa, admito que fiquei com medo do loirinho contar o que havia acontecido para Guanlin.

Mas, Jihoon continuou agindo como se absolutamente nada tivesse acontecido, então decidi que aquilo devia mesmo ser o melhor a se fazer... Eu não sabia como agir diante de tal situação, então simplesmente escolhi o meio mais fácil.

É dificil saber o que se passa na mente dos outros, ainda mais se tratando de alguém tão imprevisivel como Park Jihoon; Apesar de Guanlin já estar melhor e Sungwoon estar extremamente sonolento, jantamos todos juntos, algo que é bem dificil de acontecer, achei que seria um silêncio desconfortavel, mas não, foi tudo como se vivessemos felizes o tempo todo.

Agora é oficial, realmente tem algo errado.


Notas Finais


E POR HOJE É ISSO ♡


Espero que tenham gostado, não esqueçam dos comentários, elogios, vaias, sugestões e reclamações!!!

Kissus!!!


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