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História 365 dias - Capítulo 21


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Notas do Autor


Pessoal, as respostas que deram nos outros capítulos, respondo amanhã à tarde <3 O capítulo 21 iria sair ontem, mas eu estava com preguiça, por causa do dia corrido de ontem. Então fiquei com preguiça de revisar. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk O capítulo 22 será um capítulo da antiga versão. Aquele em que o Sasuke vai para a casa de Deidara. Porém, será mudado. Por exemplo, naquela versão tinha o Suigetsu, mas ele está morto. Então, ele será removido. E a Sakura não estava no corpo do corvo, nem exista esse limite de ela ficar longe dele. Então, terá certas coisas mudadas, removidas e acrescentada.

O 22 sairá segunda, 23 terça, e o 24 (que já está quase no fim) saieá quarta. XD

Capítulo 21 - Ciúme?


 

Eu não acredito que ele é aquele garoto. Eu me lembro que, depois daquele dia — na segunda, já que o vi no domingo, pois a mamãe costuma só ir no sábado e domingo por causa do trabalho. — ela me matriculou numa academia de muay thai, mesmo não querendo muito que eu fosse. No começo, eu me sentia muito cansada, já que eu estudava de manhã e fazia as aulas à tarde, fora que eu tinha começado a correr antes de ir para o colégio. Então, nas primeiras semanas, eu preferia ficar os sábados e domingos em casa, jogada no sofá e assistindo TV. Acho que só voltei a frequentar a igreja quase dois meses depois, mas poucos anos depois, deixei de frequentar. Acho que foi um ano após eu descobrir que aquele homem morreu na prisão...
 

 

***

 

Eu fiquei bastante impressionado com a revelação. A princípio, nem a reconheci, pois na época era mais nova, tinha os cabelos longos e mesmo por tudo o que passou, tinha o rosto mais vivo e mais alegre. O que será que aconteceu para ela ficar assim?

E como será que aquela garota está? Eu me lembro que no outro sábado que fui e não a vi, perguntei a mãe dela o motivo da filha não vir, e ela disse que estava cansada, pois tinha começado a fazer muay thai e a correr antes da escola. E poucas semanas depois, eu pedi a minha mãe pra não me levar mais, pois a Karin tinha dito em tom de deboche que não importava o quanto eu treinasse, eu jamais iria ser mais forte que ela. E como eu sou muito orgulhoso, além dos treinamentos nos dias de semana, à tarde que eu tinha com o avô dela, comecei também nos sábados e domingos, pois eu queria de todo modo ser mais forte que ela. Meu orgulho de homem estava ferido por uma mulher ser mais que eu, e ainda deixar nítido isso em palavras. Até mesmo nas lutas, já que o avô dela me fazia lutar contra ela, contra Suigetsu e outros alunos que ele tinha.

— Sua filha... Sakura, correto? — eu finalmente comecei após me recuperar da notícia que me dera. — Como ela está?

Notei um olhar melancólico brotar em seus olhos. Imediatamente senti um arrependimento por ter perguntado isso.

— Ela estava voltando do trabalho com a amiga dela... — arregalei um pouco meus olhos ao vê-la iniciar com um tom meio choroso. — Então viu um garoto correndo em direção à estrada. E... — não pode ser o que estou imaginando. — E como minha filha era uma boa garota, correu pra ajudá-lo e acabou sendo atropelada no lugar. — uma pontada bateu em meu peito. Eu não acredito... Ela morreu? E por que algo de uma pessoa que só vi uma vez na minha vida está me abalando tanto? — Ela agora está no hospital, em coma, e não sei quando ou se um dia ela vai acordar.

De certo modo, senti um pouco de alívio. Se está em coma, um dia pode acordar, correto?

— Me desculpe pela pergunta. Eu não queria fazê-la se sentir mal. — eu realmente estava me sentindo mal por tudo que ouvi e por ter a feito se lembrar de coisas ruins.

— Não se preocupe, e muito obrigada pela preocupação.

— Como a senhora veio trabalhar aqui? — estou muito curioso pra saber isso.

— A fábrica onde eu trabalhava teve que ter corte de funcionários e acabei sendo uma das despedidas. Por causa disso, eu fui para igreja, na quinta-feira, algo não comum da minha parte por causa do trabalho, para pedir a Deus que me ajudasse a arrumar um novo emprego. Então sua mãe me perguntou o motivo de eu estar lá naquele dia, já que nós só nos víamos sábado e domingo, e eu lhe contei tudo. E graças a Deus, ela me chamou para trabalhar com ela. Eu já estava desesperada, pois mesmo sendo uma boa quantia que vou receber, não sei quando estarei com ela em mãos. E na minha idade não é tão fácil conseguir emprego ultimamente. — após dizer isso, com a voz um pouco melancólica, direcionou seu olhar para minha mãe. — E isso eu agradeço a você, Mikoto. Muito obrigada por me ajudar no momento que mais preciso.

— Não é nada, Me. — minha mãe sorriu. — E eu estava precisando de uma nova empregada, pois fiquei sem uma das duas que eu tinha, e tudo culpa do cretino do meu filho que ficava dando em cima dela. — eu não sabia disso. O Itachi não toma jeito mesmo. E por que a mamãe tem essa mania de ir contando tudo que acontece na sua vida, para os outros? — É tão difícil achar uma pessoa de confiança pra colocar em casa, e aquele moleque safado me fez perder uma. Pra piorar, arrumou de brigar e foi parar na delegacia! Cada dia que passa, eu sinto vontade de matar aquele desgraçado na base da vassourada.

— Use uma faca. É mais eficiente e resolverá todos seus problemas. — falei, tentando não ligar muito para expressão confusa que a dona Mebuki fez para o que minha mãe disse.

— Você é muito engraçado. Me fez até esquecer meus problema. — ela falou entre as risadas. — por que as pessoas sempre pensam que estou fazendo piada?

— Filho, eu sei que seu irmão não presta, mas não me peça pra esfaqueá-lo. Isso é errado e é apologia ao crime. — ela falou com o tom sério em desaprovação.

— Mikoto, você não acha que seu filho está falando sé...?

— Ele está. — a cortou, e em seguida olhou para mim. — Filho, por que você veio apenas com a roupa do couro se vai passar alguns dias aqui?

Droga! Esqueci no porta-malas.

— Esqueci de tirar minha mala dos porta-malas. Vou lá buscar. — avisei, indo em direção à porta.

— Tão novo e já está assim, imagina quando ficar velho? — escutei a voz da minha mãe, seguido da risada da dona Mebuki. Decidi ignorar e continuei indo em direção a porta, estranhando a Sakura voar dos meus ombros. Virei pra olhar pra onde ela iria, e ela parou em seguida no ombro da dona Mebuki.

Que estranho...
 

 

***
 

Eu ouvia toda conversa, atentamente. Fiquei muito triste ao saber que ela tinha sido despedida. Ainda bem que a mãe do emo a contratou.

Ao ver o Sasuke indo em direção à porta, para ir à garagem pegar a mala, voei em direção a minha mãe, pois eu estava com saudade. E aonde o Sasuke iria, fica a menos de 200 metros onde estávamos.

— Parece que ela gostou de você, Mebuki. — eu estava esfregando minha cabeça no pescoço dela. Que saudades do seu cheirinho. Mesmo fazendo poucos dias que estou longe dela, para mim parecem anos...

 

***
 

 

Tcs! Que pássaro idiota! Dou de tudo a ele, banho e até deixo dormir na minha cama, e ele nunca fez carinho em mim. Já numa pessoa que nunca viu na vida, já foi se esfregando como se fosse um filhote se esfregando na mãe.

Decidi sair logo para pegar a droga da mala.

Ao tirá-la, voltei para a sala, encontrando aquela idiota no colo da dona Mebuki, que estava sentada agora no sofá, ao lado da minha mãe.

— Esse animal é adestrado, filho? Pois ele parece muito inteligente. — minha mãe estava com os olhos na Sakura que estava recebendo carinho da outra.

Eu fui me aproximando calado, parando em seguida à frente delas.

— Vou contar até cinco — levantei um pouco meu braço esquerdo, deixando na horizontal. Já o direto, segurava a mala. — para pousar no meu braço, senão será farofa, cachaça e um pouco de limão por cima. — olhei com olhar ameaçador pra ela, que no mesmo instante voou até o meu braço. — Já teve sua resposta. — fui seguindo em direção à escada, pra seguir para o meu antigo quarto.

— Que horror, filho! Você ameaçou a comer a coitada com farofa e cachaça? — como ela faz drama.

— E com limão também! — tudo que soltei após começar a subir os degraus. Depois disso, não falei mais nada, muito menos prestei atenção nos sermões que ela soltava.
 

 

***
 

 

Emo filho da...! Só não xingo a mãe dele, pois ela ajudou a minha.

Como eu queria socar aquele maldito — mesmo ele sendo aquele garoto legal daquele dia. Pena que não tenho mais mãos e a Rukia proíbe.

Quem diria que um garoto, parecendo ser uma pessoa tão legal, iria virar esse corno ranzinza, chato, idiota! Mas não vou me estressar... Preciso aproveitar cada segundo junto da minha mãe, pois não sei qual será a próxima vez que voltarei a vê-la.
 

 

***
 

 

Hoje é sexta-feira, e desde que cheguei que a Sakura está colada na dona Mebuki. Só não fica o dia todo com ela, pois a dona Mebuki larga por volta das cinco e vai pra casa.

— Que cara feia é essa, meu filho? — meu pai perguntou confuso ao fixar seus olhos em mim.

Era meio-dia e meia, e a Sakura estava com a dona Mebuki, na cozinha. Minha mãe tinha a pedido pra comer conosco, mas ela disse que prefere comer na cozinha mesmo.

— Provavelmente é ciúme, por a nova namorada estar o trocando por uma mulher de meia idade. — meu irmão idiota soltou, me deixando muito mais puto do que eu estava.

— Itachi, vai dar esse teu cu e me deixa em paz! E não vá pensando que eu me esqueci do que você fez! — resmunguei para o cretino que voltou a rir.

— Se você não fosse minha cara e do seu pai, eu iria jurar que foi trocado na maternidade, pois oh, moleque filho da puta que você é. — ela reclamou com ele após eu lembrar o episódio do WhatsApp. Minha mãe ficou tão puta quanto eu, pois ela não gosta dessas palhaçadas.

— Vocês são muitos estressados. — rolou os olhos.

— Estressado vai ser a surra que vou lhe dar, se você me fizer perder a paciência mais uma vez, seu moleque irresponsável. — ele voltou a rolar os olhos com os sermões da minha mãe.

Por que é tão divertido ver nossos irmãos levar sermões de nossos pais?

— Aliás, — ele me fitou animado. O que será dessa vez? — hoje à noite terá a noite dos machos. Você vai, né?

— Provavelmente é uma festa ridícula, com cachaça e puta, né?! — minha mãe perguntou raivosa pra ele, assim que eu ia falar algo.

— Que isso, mãe! Eu sou anjo. — soltou meio risonho.

— O diabo também! — me segurei pra não rir. — Olha, moleque idiota, se tu engravidar alguma mulher, eu vou quebrar a minha panela de pressão na tua cabeça!

— Calma, mãe! Eu sempre me protejo.

— Menos mal! Se quer estragar teu fígado, que estrague e vá pra puta que o pariu! Mas não ouse fazer uma criança ter um pai irresponsável como você.

— Nossa! A senhora fala como se eu fosse o pior homem do mundo.

— Não se faça de garota injustiçada! Eu conheço as pragas que pari!

— Praga, mamãe! Não me coloque no meu. — avisei.

— Você acha que não sei das merdas que você vive fazendo?! Sai duas ou três vezes na semana, sempre enchendo a cara e saindo com uma e com outra, como se fosse um cachorro no cio igual ao teu irmão.

— Isso foi o fofoqueiro do Naruto, não foi?! — só pode ter sido aquele loiro maldito. O Itachi não é de contar essas coisas, pois ele não acha errado e sabe que se dissesse, eu contaria coisas piores dele.

— Não importa quem me disse, Sasuke; o que importa é que eu não criei meus filhos para agirem como cachorros no cio.

— Para de drama, coroa! Somos homens e nascemos pra comer cu e buceta a vonta... — eu não pude segurar o riso com a enorme tapa que ela deu na cabeça dele. Foi tão forte que a cabeça dele foi quase no prato. E como sempre, o nosso pai ficava comendo calmamente sua comida, ignorando toda confusão na mesa. — Puta merda, mãe!  Minha cabeça quase pulou fora! — falou raivoso.

— Cala a boca e come calado, ou a próxima será na sua boca para quebrar todos seus dentes! — fiquei vendo o machão calar a boca e começar a comer, calado. Eu segurava meu riso, pois do jeito que a fera estava brava, se eu ficar rindo, irei apanhar também, pois dona Mikoto sempre foi assim: se desse em um e o outro risse, iria apanhar apenas pelo fato de rir. E isso ela faz até hoje...
 

 

***
 

 

Eu estava agora no meu quarto, mexendo no meu notebook que coloquei na minha mala — para minha sorte, na casa do meu pai tem wi-fi. Eles deixam aberto, para todos da casa, até os empregados, usarem sem problemas. E pela a casa ficar um pouco longe do muro, dificilmente alguém iria conseguir conectar lá fora.

Eu ouvia Slipknot no YouTube, quando minha atenção foi para a porta, sendo aberta bruscamente — tinha que ser meu irmão idiota.

— A porta do meu quarto não é à entrada da bunda pra tu já ir arrombando! — gritei irritado.

— Você vai hoje à noite para a noite dos machos, né, Sasuke?

— Não estou viçando para perder tempo com porcarias como tu, Itachi. E por que não voltou para empresa após o almoço?! Vai trabalhar, seu vagabundo preguiçoso!

— Calma, velho! Por não ter muito trabalho, e por hoje ser sexta-feira, o papai nos dispensou as 12, por isso viemos para o almoço. — agora eu entendi o motivo dele almoçar em casa. — E aí: vai ou não?

— Já disse que eu tenho mais o que faz...

— Nos reuniremos as sete, — me cortou.  — na casa do Deidara. Até mais tarde. — foi saindo rapidamente sem me deixar completar.

Filho da puta! 

 



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