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História 365 Dni - Yoongi - Capítulo 14


Escrita por: JeonPark500 e Mayon_

Notas do Autor


Oii! @Mayon_ Atrasada de novo bem aqui! Hein?
Me perdoeemmm ❤ ❤
Ó mas trouxe um beem recheado e beeeeem grande pra compensar ❤ 💕 😁

Espero que gostem! Esse é o meu cap favorito até hoje!

É isso! Não tem avisos! Só que a fic já está caminhando para o final! Beijosss nos encontramos lá embaixo!❤

Capítulo 14 - Capítulo 14


Anteriormente… 

— Já ouviu aquele ditado que a curiosidade matou o gato? — sem deixá-la responder, quebrou o pescoço dela como se fosse algo normal. 

Sorrindo como uma criança que recebeu um presente, colocou a foto da amada e do amigo no  quadro, onde tinha várias fotos da companheira. 

 — Falta pouco para lhe buscar, querida. — sussurrou.

 

[Uma semana depois…] 

— Calma, Yoongi! — Era a décima vez que ele me pedia calma, estava a ponto de mandar Hoseok tomar naquele lugar.

— Eu tenho mais três dias, Hoseok, três dias! disse a ela duas semanas, depois de duas semanas eu a levaria para o Max… e acho que não estamos nem perto de fazê-la melhorar — tentei de todas as formas lutar contra as lágrimas nos meus olhos, mas meu coração não deixava de encolher cada vez que eu entrava no quarto de S/n e via as marcas de risquinhos na parede contando os dias para voltar para ele. 

— Você não vai desistir assim Yoongi, eu não vou deixar. 

— Preciso de ideias, mas não sei o que fazer, é verdade que a Linda a está ajudando com a questão de ser psicóloga, e até está funcionando, mas ela ainda quer voltar… 

— Podemos tentar achar algo que a faça lembrar de você… Algo… não sei, tem fotos?

— Hum…

— Tive uma ideia! — Me assustei com Taehyung surgindo do nada atrás de mim.

— Topo qualquer coisa. — eu disse sem pensar.

— Max me contou algo quando eu o estava ajudando a se preparar para o casamento sobre algumas coisas que aconteceram na casa antiga.

— Casa antiga?

— Sim, depois que S/n ligou para você, ele achou que seria perigoso caso você encontrasse o celular e de alguma forma isso o levasse até a casa, ele decidiu se mudar, naquela época S/n ainda te amava, e conversando com a Silvia, vi que ela colocava no quarto dela várias coisas que lembravam você, talvez se ela voltasse lá…

— Arriscado, não quero correr o risco dela se encontrar com o Max, aí não terei saída senão deixá-la ir.

— Mas podemos ir — Hoseok disse, falando na conversa pela primeira vez.

— É… — eu pensei, de fato não era uma ideia ruim.

— Posso levá-los até lá. — Taehyung disse, olhei para Hoseok e assentimos, agarrei a minha mochila em um segundo e saímos.

[...] 

— É aqui? — perguntei enquanto os meninos terminavam de pular a janela.

— Sim, olha aquilo. — Taehyung apontou a parede, me arrepiei, era quase um santuário para a S/n, Max era mesmo doente. — Venham — Tae nos chamou — O quarto dela era lá em cima, vamos — eu e Hoseok assentimos e seguimos Taehyung escada acima, entramos em um quarto, sorri, era a cara da S/n, havia um guarda-roupa gigante, uma cama enorme, uma escrivaninha, uma penteadeira, a porta que dava ao banheiro, e um cavalete ao lado da cama.

— Tomara que achemos algo aqui — Hoseok comentou já começando a fuçar na penteadeira.

— Com certeza vamos, pelo menos, algo que a lembre o que Max fez com ela… 

Depois de duas horas, nada.

— Não é possível… — Hoseok resmungou.

— Será que é melhor procurarmos no quarto do Max? — eu perguntei.

— Não, Max me contou que ele colocou fogo em tudo que estava no quarto dele, não acharíamos algo lá.

Parei para respirar um pouco, já estava até suando, até que parei e olhei o cavalete, ué…

Cheguei e o analisei mais de perto. 

— O que foi, Yoon? — Hoseok veio até mim.

— Não acham também que há algo de estranho nesse cavalete?

Hoseok e Taehyung se entreolharam.

— Não… é um cavalete normal de pintura… não é? 

 — Max me disse que a S/n sempre foi apaixonada por desenho e pintura, não é estranho que ele tenha lhe comprado um cavalete, não?

— Não, não isso, mas tem algo estranho…

— Tipo?

— Vocês viram pela casa qualquer quadro?

— Não…

— A tinta está gasta, cadê os quadros que a S/n pintou?

— Podemos dar uma olhada pela casa, talvez haja algo.

Saímos do quarto e passeamos pela casa, de fato não achamos nenhuma pintura, mas se Max amava tanto a S/n assim, não penduraria todos os quadros que ela pintasse?

Chegamos na ala dos quartos dos empregados, mas achamos que não haveria nada e Hoseok e eu resolvemos voltar, mas espera aí… Um, dois… cadê o Taehyung??

— Ele não estava aqui? 

— Estava… pelo que eu me lembro ele andou pela casa conosco… 

— Taehyung! — chamei pela casa.

— Pessoal! — ele correu até nós.

— Onde você estava??

— Eu tive uma ideia, mas queria ter certeza que daria certo antes de contar a vocês.

— E deu?

— Sim, liguei para Silvia, ninguém conhece essa casa melhor do que ela. 

— Que ótima ideia! 

— E o que ela disse? — Perguntei.

— Perguntei se havia algo nessa casa que poderia nos ajudar, ela disse que foi ótimo eu ter ligado para ela, ela disse para irmos ao quarto dela e abrir o guarda-roupa.

— Ela disse o que tem lá?

— Não, só disse que tínhamos que ver por nós mesmos para entender, o quarto dela é a segunda porta, vamos. 

Eu assenti e corremos novamente até a área de serviço, entramos no quarto e corri até o guarda-roupa e o abri, fiquei confuso.

— Uma tela quebrada ao meio e um tablet?

Hoseok praticamente deitou em cima das minhas costas para alcançar o tablet e logo começou a fuçar, eu e Taehyung pegamos as partes da pintura quebrada, será que tinha sido o Max? Mas por que ele quebraria o que a S/n tinha pintado? Resolvemos montar a pintura, e eu perdi o ar.

— Yoongi… — Taehyung disse sorrindo quando olhou a pintura montada.

— Ela… ela… 

— Ela te pintou Yoongi… 

— Por que… por que ela não me disse nada?

— Será que ela se lembra? 

Vi uma das lágrimas que escorriam das minhas bochechas cair em cima da bochecha do Yoongi pintado, acariciei meu cabelo na pintura, uau… ela tinha melhorado muito! Meu retrato estava perfeito, e dava pra ver que ela ainda tinha sentimentos por mim quando pintou, está claro. Ela pintava tão bem…

Taehyung acariciou meus ombros sorrindo, eu sorri pra ele, iria demorar, mas eu não gostaria de jogar essa amizade fora, talvez demorasse… mas eu gostaria de tentar que começássemos de novo. 

— Gente… — escutei Hoseok falando baixinho atrás de mim.

— O que foi, Hobi?

— Achei muitos vídeos seus, Yoongi, muitos.

Franzi a testa e fui até ele.

— Mas o que…

— São quase os mesmos vídeos… todos você chega na mesma sorveteria.

— De fato, todos os sábados eu vou à mesma sorveteria, mas por que Max teria isso? E por que Silvia achou que isso iria nos ajudar?

— Por via das dúvidas… melhor levarmos o tablet também.

Eu assenti, peguei com cuidado os dois pedaços da tela, mesmo se não adiantasse muito, eu iria querer guardá-lo mesmo assim.

Saímos da casa e colocamos as coisas no banco de trás do carro que tínhamos pegado.

— O que vocês estão fazendo aqui?! — escutei uma voz atrás de mim e me virei vendo Max e mais dois capangas, é a minha chance. — Traidor! — ele apontou para Taehyung.

— Você que me traiu me dizendo que a S/n estava bem com você! — Taehyung berrou de volta.

— Cadê a S/n?! 

— Está a salvo — respondi com um sorriso no rosto — comigo, e longe de você, seu doente!

Mal vi quando Max saltou em cima de mim e começamos a brigar, ouvi outros socos logo concluí que os capangas e os meninos estavam brigando.

— Vamos, Yoongi! — escutei Taehyung gritar batendo no carro já com o motor ligado.

— Me falem onde está a S/n! — ele gritou, lhe dei um soco no estômago e outro na cara, ele caiu meio desorientado e entrei no carro, enquanto punha o cinto de segurança, Taehyung pisou fundo no acelerador. 

— Vocês estão bem? — eu perguntei, estávamos todos ofegantes e com o coração a mil. 

— Só uns hematomas no braço — Hoseok disse, fui me dobrar para amarrar meu tênis e soltei um grito.

— O que foi?! Você está bem?! — Taehyung perguntou.

— Ai… só minha costela que está doendo um pouco, ele acabou conseguindo me jogar no chão. 

— Aguenta aí, já estamos chegando.

[...] 

Depois de 10min chegamos em casa, guardamos o carro e entramos com as nossas coisas. 

— Meninos! — Silvia exclamou preocupada, eu sorri, enquanto ela estava lá ela nos tratava quase como se fosse nossa mãe.

— Não se preocupe, acabamos encontrando Max e dois capangas, acabamos brigando. — ela revira os olhos.

— Era isso? — eu mostrei a tela quebrada, ela sorriu, doce, e assentiu.

— Ela pintou você, eu disse a ela enquanto ela estava sã que seria mais fácil se ela se concentrasse em alguém que ela ama, para aguentar tudo aquilo até que eu a tirasse da casa, ela queria ter você lá de alguma forma, e como não tinha fotos, ela pintou um retrato seu, iríamos pendurar na parede do quarto, mas Max viu, fez o maior escarcéu, e o quebrou.

Assenti, já imaginava, mas pelo fato de que eu era um pouco pelo menos o porto seguro dela a chama de esperança que eu mantinha acesa dentro do meu coração se agitava.

— E isso? — escutei Hoseok perguntar agitando o tablet com um dos meus vídeos rodando.

— S/n e Max tinham um trato, ela não o rejeitaria e nem tentaria fugir, em troca Max não machucaria Yoongi, e para provar que Yoongi estava bem, ele tinha que trazer para ela todos os sábados um vídeo do Yoongi chegando na mesma sorveteria.

Arregalei os olhos, ah se eu soubesse disso quando encontrei o Max…

— Venham meninos, vou ajudar com os machucados.

— Não… eu… vou ver a S/n primeiro… — eu disse, ela assentiu sorrindo, os meninos seguiram para o banheiro para ajeitarem os machucados, Silvia veio até mim e cochichou no meu ouvido.

— Boa sorte com ela — ela sussurrou, eu sorri, ela deu duas batidinhas de leve na minha bochecha e saiu.

Respirei fundo e bati na porta da S/n, mas ela não respondeu, abri a porta devagar.

— Toc-toc — eu disse sorrindo, ela estava deitada na cama de costas para mim — S/n-ah?

— Sai.

Fiquei confuso, ela não gostava mais que eu a chamasse de “S/n-ah”?

— Você… não quer falar comigo?

— Você brigou com o Max, bateu nele! — Ela se virou para mim.

— Como?

— Escutei falando com a Silvia! Vocês já estavam planejando isso, não é? 

— Claro que não! Encontrei ele por acaso!

— E onde?!

— Na casa antiga onde vocês estavam.

— E o que vocês foram fazer lá?

Droga, o que eu digo?

— Eu… a Silvia pediu para ver se uma das roupas que ela perdeu tinha ficado lá.

— O que é isso? — ela apontou para a tela que eu segurava, vamos lá, Yoongi, você consegue. 

— Eu… achei no quarto da Silvia, eu trouxe, não sei se gostaria de tê-lo, ela me disse que o Max quebrou mas mesmo assim-

— Ele teve motivos para quebrar.

— Por que você defende ele, S/n?!

— Porque desde o começo ele só quer o meu bem e esse quadro não tem nenhuma importância.

Um balde de água gelada na minha cara.

— Não…?

— Não. 

— Você não quer nem ver? Eu acho que ele ficou muito bonito.

— Não quero nem ver, e você só o acha bonito porque é você nele.

— Claro que não, eu acho que você melhorou muito na pintura. 

— Obrigada.

— Por que não quer vê-lo? 

— Porque ele não significa nada para mim.

— Não significa… ou você não quer que signifique…?

— … 

— Não quer vê-lo? Tem medo de que ele signifique algo para você?

— …

— S/n, por favor…

— Eu amo o Max, e com ele que eu quero ficar e só existe um jeito de contar essa história.

— Não, há outras formas de contar essa história. 

— …

Esse foi o recado, entendi. 

Encostei a tela na escrivaninha perto da porta.

— Não vou insistir mais.

— Ótimo.

— Não precisa completar as duas semanas, amanhã cedo eu te levo até ele. Sejam felizes para sempre! Se é que isso existe! — gritei saindo pela porta.

— Ótimo! — escutei-a gritar antes que eu fechasse a porta. Desabei no chão chorando desesperadamente. 

[POV. S/n]

— Não vou insistir mais.

— Ótimo.

— Não precisa completar as duas semanas, amanhã cedo eu te levo até ele. Sejam felizes para sempre! Se é que isso existe! — ele gritou saindo pela porta.

— Ótimo! — eu gritei de volta enquanto ele fechava a porta.

Por que? Por que eu estava sentindo lágrimas me escorrendo as bochechas? Por que eu estava mentindo daquele jeito? Já faz tempo que eu me sentia bem naquela casa como não me sentia antes. Já faz tempo que eu já não enxergava só a direção que me levava até Max, mas por que eu parecia querer continuar mentindo para todos e para mim? 

Decidida a superar aquilo, me levantei trêmula, já não me lembrava tanto do quadro, como ele era mesmo? 

O virei e o montei no chão, cobri a boca enquanto chorava e enquanto meu coração se enchia de lembranças e sentimentos, mas eles nunca foram embora, sempre estiveram lá, por que eu o tinha feito sofrer? 

Acariciei o rosto feliz do Yoongi no meu quadro, fala S/n, fale, você pintou o Yoongi porque o ama. E quer continuar mentindo. 

Meu coração queimava, eu não sabia o que queria e nem o que eu queria fazer. Nem sabia se eu tinha esse direito, não queria que ele sofresse mais, a mágoa dele ter estragado meu casamento me subiu à cabeça de uma forma que eu quase enlouqueci. Ele não tinha culpa, ele queria me ajudar e eu estraguei tudo. Abri a porta decidida a pedir desculpas para ele quando escutei um choro, ele estava chorando por minha causa, de novo, eu não merecia ele. Segui o choro em silêncio, escutei Silvia falando com ele.

— Calma, Yoongi, eu sei que deve ser difícil, mas…

— Não, Silvia — escutar a voz dele chorosa era a pior coisa — Disse a ela que amanhã a levaria para o Max…

E tinha mais essa ainda, fechei com força meus olhos, deixando mais lágrimas caírem.

— O QUÊ? Por quê??

— Ela ama ele Sílvia… não adianta… não tem mais o que eu faça… e se ela o ama… ela fará tudo que ele mandar… fazendo tudo que ele mandar, ele não a machuca. — sentia a voz dele cada vez falhando mais. Como nenhum dos dois disse mais nada, espiei, e Silvia tinha o abraçado, abafando o choro dele, voltei para o meu quarto, me deixei cair ajoelhada perto da minha cama e chorei, ele deve estar morrendo de raiva e tristeza, não sei se de fato ele me perdoaria depois do trabalho que eu dei, ali eu tive a certeza que ele desistiu de mim. Sinto que a qualquer momento posso desmaiar, ou vomitar, ao pensar nisso, me levantei e corri para o banheiro a tempo de colocar todo o jantar pra fora, dei descarga e chorei.

[...] 

[14 horas depois…]

Assoprei o restinho de ponta de lápis assim que terminei de esfumar, acho que tinha sido meu tempo recorde, não ficou totalmente perfeito, devido á minha presa, uma tela não daria tempo e seria mais trabalhoso, mas logo eu pintaria outra, não escutei mais barulhos na casa, decidi antes que ao menos eu pediria desculpas, desenhei outro retrato dele se ele quisesse guardar caso não quisesse que eu ficasse por perto. Saí do meu quarto e bati de leve na porta do quarto dele.

— Entre. 

— Yoon? — entrei, ele estava sem camisa com uma bolsa de gelo na costela.

— Ah, é você. 

Abaixei a cabeça, ele nunca tinha falado frio assim comigo, mas também eu não podia esperar nada diferente depois do show que eu tinha dado.

— Eu… quero te pedir desculpa.

— Você viu a tela?

— Vi… — eu disse baixinho, lutei mas não adiantou, uma das lágrimas caíram dos meus olhos. 

Eu pude ver uma esperança surgir nos olhos dele quando viu que eu tinha chorado.

— Você estava chorando? — ele perguntou confuso.

Eu ia responder, mas parei para ver que ele tinha um roxo na costela, me aproximei e toquei com cuidado. Ele fez uma careta de dor.

— Ah meu Deus Yoongi, o que aconteceu? Quem fez isso com você?

— Está preocupada comigo? — notei um sorriso malicioso de canto, acabei sorrindo ao ver que talvez ele não estivesse tão furioso comigo. 

— Claro que estou preocupada com você, por que não estaria?

Ele sorriu mas logo desmanchou o sorriso.

— Quem fez isso?

— Seu namorado — ele resmungou.

— Max não é meu namorado.

— Ah é mesmo, é seu noivo.

Respirei fundo, como eu ia contar pra ele? Ele vai achar que estou brincando com a cara dele.

— Max não é mais nada meu — eu disse enquanto ajeitava a bolsa de gelo na costela dele, ele fez outra careta de dor. E respirou fundo.

— Quando foi que vocês terminaram a relação? — ele perguntou com deboche, eu revirei os olhos.

— Ah, foi ontem, saímos em um jantar, mas ele acabou estragando minha maquiagem, aí para mim não deu, terminei tudo.

Ele me olhava com curiosidade e doçura. Tentando entender o que eu queria dizer por trás das minhas palavras.

 — Fiz isso para você, caso queira guardar algo de mim se não me quiser por perto daqui pra frente… — entreguei a ele o desenho, ele o pegou e observou. 

— Eu não te quero por perto? Você está contando os dias para sair daqui, não pense que eu não vi os risquinhos na parede. 

Eu abaixei a cabeça e peguei o frasco de remédio de dentro da maletinha que ele tinha ao lado da cama e passei com um algodão no corte ao lado do roxo, ele fez outra careta de dor.

— Gostou do desenho? 

Ele sorriu maroto.

— Seus desenhos são perfeitos, S/n… 

— “S/n”? Não tenho mais direito a “S/n-ah”? 

Ele me olhou fixamente.

— O que está querendo dizer?

— Só estou tentando descobrir se ainda está com raiva de mim.

— Quanto a isso fique tranquila, S/n-ah, não estou com raiva de você. Mas é melhor você ir dormir, amanhã temos que ir cedo.

Mas está difícil de ele entender alguma coisa. 

Coloquei mais um pouco do remédio para o machucado no algodão e sentei no colo dele para passar o remédio na bochecha, ele ficou vermelho.

— O-o que está fazendo? 

— Ajudando meu amigo com os machucados. — respondi inocente.

— Se está brincando comigo é melhor parar.

— Não estou, Yoon. Nunca brincaria com o seu coração.  — ele me olhou nos olhos e soube que eu não estava mentindo, ele não conseguiu esconder um sorriso. 

— S/n, S/n… — eu ri.

— Por que você simplesmente não admite que é louco por mim? — perguntei passando meus braços pelo pescoço dele. Ele me olhava nos olhos, tentando ver se eu estava falando sério mesmo.

— Eu nunca disse que não era, gatinha… — não tive tempo de reagir ao novo apelido quando senti ele segurando a minha nuca me envolvendo em um beijo forte, abracei seu pescoço e ele aumentou o ritmo quando viu que de fato eu não estava brincando, senti a respiração dele acelerando e o quarto parecia abafado. Sentia ele sorrindo, e tudo estava indo muito bem até escutarmos um barulho na cozinha. Nos separamos, e ficamos em alerta.

— Não é nada, não é nada — ele disse passeando com o nariz pelo meu pescoço, mas eu ainda estava em alerta.

— E se for, Yoon?

— Se for, será a Silvia pegando um copo d'água. — eu resmunguei, tentei fazê-la olhar pra mim — Venha, gatinha… Esperei tanto por isso… 

Eu sorri com meu novo apelido. Dei-lhe um selinho e me levantei.

— Vamos ver o que é! — puxei-o pela mão, ele sorria, mas meio decepcionado por eu interromper nosso momento.

— Você é inacreditável, S/n… 

Eu ri, e saímos do quarto, e fomos até a cozinha.

Estávamos atrás da parede da cozinha observando se o barulho não se repetiria, senti o corpo do Yoongi prensar o meu e o encarei a centímetros de mim.

— Como? — ele perguntou baixinho.

— Você… Viu a tela? Você… Lembrou? — Vi que tinham lágrimas nos seus olhos.

Assenti.

— Desculpa… — eu sussurrei quase sem voz. — desculpa… Por ter te magoado… Eu não sei o que deu em mim… e-eu não sei o que ac-

Ele acariciou a minha bochecha, ele me olhava com tanto amor que eu entendi que o passado não importava mais pra ele, mas ainda tinha uma coisa, eu tinha que me perdoar ainda.

— Está tudo bem… — ele disse enquanto escorriam lágrimas tanto do meu rosto quanto do dele. — O que importa é que você está bem agora… 

— Eu não me perdoei ainda pelo que eu te fiz passar, não que isso me impeça de ficarmos juntos, claro, mas você entende?

Ele assentiu, e passou os dedos carinhosamente secando minhas lágrimas.

— Lembrou mesmo do que sentia antes? — eu sorri assentindo sem parar — desculpa é que… Parece tão surreal que finalmente conseguimos te trazer de volta… Eu sonhei tanto com isso…

— Lembrei de tudo Yoon… — ele ainda chorava e ainda escorriam lágrimas pelo meu rosto — Lembrei tudo, tudo o que você fez por mim, tudo que me fez te amar tanto…

Ele me encarou sério. Depois sorriu deixando escorrer mais lágrimas ainda.

— O que disse?

— Eu disse que te amo, muito.

Ele sorriu mais.

— Pode repetir mais uma vez? 

— Eu te amo, muito, muito. — sussurrei baixinho como se fosse um segredo e sequei as lágrimas dele. — Não chore Yoon...

Ele sorriu.

— Desculpa, você não sabe o quanto o meu amor se multiplicou agora, eu te amo tanto, tanto…

Eu sorri enquanto ele segurava delicadamente o meu rosto para me beijar, sentia nós dois chorando durante o beijo, não era nem um pouco parecido com o outro, não tinha pressa, nem fogo, era doce, e eu me sentia amada como nunca tinha me sentido, era a melhor sensação do mundo.

Mas minhas interpretações do beijo tiveram que parar por causa de um grito do lado de fora da casa.

— O-o que foi isso? — eu perguntei, ficamos parados por uns segundos. 

— Fica aqui. — ele disse e foi até a janela. — Ué não tem ninguém…

— Mas essa parece a voz da… Não… Yoon, vocês viram se Max conseguiu seguir vocês? — minha espinha gelou, ele cobriu a boca.

— NÃO! NÃO! — Corri já chorando até o quarto da Silvia, ela não estava lá.

E nem em nenhum outro cômodo.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Até a próxima! ❤ ❤


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