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História 4 dias para A(mar) - Capítulo 12


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Notas do Autor


Olá leitores, sejam bem vindes a mais uma atualização da nossa fic. Capítulo final do jantar, então ele precisou ser mais compridinho tá? ♥️ Boa leitura

Capítulo 12 - A flor


Fanfic / Fanfiction 4 dias para A(mar) - Capítulo 12 - A flor

A voz de Suga ecoou pelo ponto nos ouvidos de Tanaka, que suspirou aliviado


— Tanaka! Tudo bem já estamos em posição. Consegue me ouvir? — Suga fitou o garoto do outro lado do restaurante, que balançou a cabeça positivamente, discretamente. 


— Ótimo. O problema é a falta de assunto? — Tanaka balançou a cabeça de novo, porém desta vez Kiyoko não deixou de perceber


— Tá tudo bem Tanaka? — Ela dizia enquanto olhava o cardápio


— Ahn?? A-Ah sim... Claro... Só tô pensando, em uma música — Deu um riso nervoso e a morena deu de ombros. No meio tempo, Suga ativou a outra chamada e pediu para que Noya ajudasse. 


— Tô na área — A voz de Noya ecoou 


— Tá bom, vamos ao que interessa. Tanaka, você precisa puxar um assunto que seja confortável para vocês dois. Nada de fingir interesse em algo que ela gosta, ou que você tem conhecimento de algo só para impressoná-la. Isso nunca dá certo! — Suga sugeriu 


— Isso! Tanaka lembra da vez que vocês estavam no mar? Sobre o que conversaram? — Nishinoya perguntou


— Como se ele fosse responder.... — Hinata riu baixinho e Nishinoya arqueou uma sombrancelha Impressionado


— Shoyo????? O quê você está fazendo nessa chamada? — Nishinoya disse em tom de surpresa e Suga arregalou os olhos, mesmo que o ruivo não pudesse ver sua expressão


— Ah, isso eu posso explicar, fui eu! — Tsukki surgiu rindo — O Hinata pediu porque queria ouvir a fofoca inteira, e eu não achei uma má idéia! Como eu estou com o transmissor foram só alguns ajustes e....


— Deixamos com você porque parecia o mais responsável dentre todos os outros, Tsukishima! — Suga Esbravejou 


— Aliás é claro que é! É uma péssima ideia! — Daichi rosnou — Agora o Tanaka está ouvindo todos vocês! 


— Acho que vou ficar louco! — Tanaka complementou para os amigos e em seguida, percebendo seu erro, arregalou os olhos 


— Ahn? O quê? — Kiyoko perguntou confusa 


— Tá vendo??? — Daichi praticamente gritou 


— Cala boca vocês, temos que responder rápido — Kageyama tentou manter o controle


— Nós Temos??? O tanaka que tem — Nishinoya foi diretamente, o primeiro a abandonar o plano por alguns poucos segundos


— Você tá aqui para ajudar ou não? — Asahi o cutucou com o pé, afinal estavam lado a lado em uma das máquinas da brinquedoteca. Pelo outro lado da chamada, os outros puderam ouvir o som da máquina de um clássico game over. Nishinoya começou a berrar, e seus gritos estourados machucavam os ouvidos de todos


— Ahn? — Tanaka tentou disfarçar a conversa por conta própria, ignorando a bagunça do outro lado da linha. Gritos como: "Seu babaca", "Gente pelo amor de Deus" "HINATA DO CÉU VOCÊ VAI CAIR DAÍ" "CAIR DA ONDE? HINATA??" "O meu café esfriou" "AAAAAAAAAAAA" "Santa Maria mãe de Deus..." que não facilitavam a concentração do Atacante. 


— É que você disse que ia ficar louco.... — Kiyoko o fitava séria


— Fala dos jogos.... rápido, as próximas partidas!!! — Kageyama interferiu gritando no meio de ainda mais gritos, sem chegar a um consenso prévio com o resto do grupo 


— Ahn sabe? É sobre os próximos jogos, acho que vou ficar louco até lá, de tanta ansiedade. — Tanaka riu constrangido e ainda nervoso, tentava passar veracidade. Aos poucos, a expressão de Kiyoko se suavizou em compreensão, e ele prosseguiu — Sei que o time tem potencial, mas sempre sinto um frio na barriga. Você não?


Kiyoko encostou na cadeira, sorrindo e Tanaka sentiu o peito apertar enquanto o estômago congelava. Ela era tããããoooo linda.


— Ah eu sinto sim. Acho que nada comparado a vocês mas... Mas sei que a Karasuno, tem potencial para vencer — Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha 


— Ótimo trabalho Amor — Hinata Sussurou e todos puderam ouvir seus lábios se colando. 


— Que coisa mais bre- — Tanaka desligou a ligação, cortando a voz de Tsukki antes de ser completa e de toda aquela confusão que possivelmente podia tirar sua concentração da mulher a sua frente. 


— É você tem razão. Afinal não tem atacante melhor que eu! — Tanaka apontou para si mesmo, confiante, e Kiyoko riu mais uma vez. — Mas e aí, sobre a parte chata do vôlei... Sem querer te ofender, claro! — Tanaka fez pose de redenção — Mas, é muito difícil administrar o time? 


Kiyoko deu de ombros e colocou o cardápio na mesa 


— Na verdade, O Ukai-san e Takeda-san cuidam da maior parte das coisas difíceis... Eu fico mais com relatórios, agendas e essas coisas — Ela cruzou as pernas e Tanaka baixou o cardápio também


— Entendo, sem você o time não funciona — Ele sorriu brevemente


— Por aí... Escolheu o quê vai pedir? 


— Já. Você também?


— Também. 


Tanaka acenou com a cabeça e ergueu a mão esperando pelo garçom. Alguns segundos depois, um garoto de aparentemente 20 anos, apareceu com um bloco em mãos 


— Boa noite, o que o casal deseja? — Kiyoko corou e Tanaka arregalou os olhos, ambos engasgando com a língua

— Err... não é..  


— Não somos um....


— É! isso! não.... — O garçom confirmou com a cabeça se desculpando e Tanaka limpou a garganta


— Ahm... Eu quero um Okonomiyaki de carne de porco e repolho, por favor. Quanto a moça.... — Tanaka direcionou o olhar para ela com um breve sorriso 


— Um Abura Soba por favor — Ela sorriu e o garçom confirmou com a cabeça 


— Algo mais? 


— Por enquanto não


— Certo. — O garçom guardou o bloco no bolso — Em breve trarão as bebidas e a entrada — Ele se afastou e Tanaka arregaçou as mangas 


— Quer dizer então que é isso que você come quando vem em um restaurante? — Kiyoko o encarou e ele direcionou o olhar para ela com um sorriso


— Eu deveria pedir de vegetais por causa da rotina de atleta, eu sei.... Que tal esse ser um segredinho nosso? — Tanaka segurou o riso — Mas espero que daqui seja tão bom quanto os que eu costumo comer...


— Não vou contar — Kiyoko colocou os cotovelos na mesa e apoiou o rosto com um sorriso tímido — E então Tanaka? Nervoso com o seu primeiro encontro?


Tanaka levou a mão na nuca


— Não. Sei lá, sair com a garota que você gosta desde pirralho não é uma coisa que acontece todo dia — Sorriu


— Você está se saindo bem para uma primeira vez, se isso serve de consolo! — Taanaka fez bico com o comentário da mulher, que sorriu e o garçom se aproximou, enchendo suas taças de vinho. Ele tentou protestar, mas Kiyoko segurou a taça e levou até os lábios antes que ele pudesse dizer alguma coisa relacionada a serem menores de idade. Deu um sorriso cínico enquanto Kiyoko o olhava como se dissesse: "Eu não vou contar seu segredo, idiota, então faça o mesmo". 


***


— Será que tá tudo bem? — Suga mastigava preocupado, tentando enxergar algo na mesa de Tanaka — Ele desligou a chamada faz mais de meia hora! 


— Fica tranquilo amor — Daichi tocou sua mão, esticada na mesa — Se ele tiver problemas, ele vai ligar! 


— Tem razão — Suga acariciou sua mão de volta e levou mais comida a boca, enquanto Daichi bebericava da Taça com suco natural. — Desculpa se eu estou estragando nosso jantar Daichi, é que- 


Daichi limpou a boca e balançou a cabeça negativamente


— Amor, claro que não, que bobagem. Você só está preocupado, e eu te entendo. Tá tudo bem ok? — Ele deu um daqueles sorrisos encantadores que tiravam Suga de órbita, um dos tantos motivos que fizeram o levantador se apaixonar pelo capitão do time. 


— Eu amo você sabia? — Suga apoiou a cabeça no próprio ombro e Daichi segurou o riso


— Eu também te amo meu bem. Agora come, vai esfriar — Suga concordou e levou uma garfada generosa até a boca. — E sobre aquilo que você estava me contando mais cedo? — Daichi o fitou, e Suga cortou o ar com a mão, como se aquilo não fosse tão relevante, enquanto mastigava mais rápido, apressado para engolir e poder falar


— Sobre a gerente? Sério amor! Eu achei ela tão rude — Suga lambeu os próprios lábios e Daichi sorriu, tanto pela imagem do namorado que ele não conseguia deixar de admirar, quanto pelo hábito dos dois de fofocarem com absolutamente tudo. Pareciam completamente responsáveis e sérios para as pessoas ao redor, mas normalmente, Daichi pedia para Suga fazer companhia a ele no banheiro, enquanto tomava banho, para fofocarem. Desde os feitos daquele dia, até a criancinha que levou uma bronca da mãe no supermercado, nada passava ileso das conversas do casal. — Depois que você adiantou a reserva, ela me mandou um e-mail dizendo que não tinha mesas disponíveis


— E nós adiantamos com antecedência né? 


— Exatamente. Ela me fuzilou quando eu liguei para cá para esclarecer. Imagina se chegássemos de última hora? — Suga girou a taça na mesa e apoiou o rosto na outra mão. — Inclusive... Eu te contei da mulher que estava na fila quando a gente chegou? 


— Eu acho que não, amor. 


Suga prendeu o riso. 


— Foi assim, ela tava ali na entrada, Sabe perto daqueles bancos, que tem as plantinhas?... 


***


Hinata estava deitado entediado, observando as estrelas, enquanto Kageyama com os binóculos, observava todo movimento do restaurante. A barriga do ruivinho roncava, ele estava com fome, e Yachi não agilizava o processo de levar comida para eles, conforme o combinado. 


— Kags e se a gente entrar? — Hinata Sussurou


— Ótima ideia Sho. Você prefere pular a catraca por que não tem uma reserva ou quebrar esse vidro e descer como um espião infiltrado? — O moreno ironizou e Hinata revirou os olhos, segurando o riso 


— É sério Tobio! Eu estou com fome 


— Você sempre está. 


— É..... — Hinata começou a pensar no contraargumento do namorado, que riu e beijou sua bochecha.


— Relaxa amor, Já já a Yachi vai trazer. 


Hinata concordou e fitou o céu mais um vez. Perdido no brilho das estrelas, e em alguns vários pensamentos aleatórios do seu futuro. Próximos jogos, medos, inseguranças, e anseios. Em seguida, sentou-se e abraçou os ombros do namorado, cobrindo os dois corpos com a manta fina que trouxeram do hotel. Kageyama observava pelos binóculos enquanto Hinata tentava enxergar alguma coisa a olhos nús. 


Interrompendo o silêncio confortável do casal, um rangido ecoou nas proximidades. Hinata e Kageyama se levantaram, sabendo do que se tratava e caminhaeam até a beirada no terraço:


— Se você tiver trazido frio eu vou avaliar no aplicativo — Hinata brincou, esticando a mão para ajudar Yachi a escalar o Terraço, já que não tinha tanta habilidade para isso. 


— Quieto Sho — Ela subiu no terraço, colocou uma sacola de papel no chão cheia de embalagens descartáveis e perdeu o fôlego olhando a paisagem — Nossa, aqui é lindo! 


— É sim! — Hinata levou a sacola até o cobertor onde estava anteriormente e se sentou — O que você trouxe de bom? 


— Um pouquinho de tudo Sho, não sabia o que vocês gostavam... 


— Você não precisava se incomodar Yachi, eu e o Hinata comemos até pedra — Kageyama deu um sorriso sem humor e abriu um dos descartáveis, com Yakisoba. 


— Espero que esteja bom — Yachi acariciava os próprios braços, tentando aquecê-lo contra aquela névoa gelada. Estava pensativa, em relação a ela, ao plano que ela mesma elaborou e é claro, a aquela garota. Kanoka não saia dos seus desvaneios desde a primeira vez que se falaram, o que fazia apenas algumas horas. 


— Yachi.... isso está divino... — Shoyo disse com as bochechas cheias, como um esquilo, devorando uma porção de tempurá. Kageyama estava mais ao lado, concentrado no Yakisoba e também em uma porção de churrasco. Yachi suspirou aliviada e acariciou os braços mais uma vez


— Yachi pega meu moletom — Kageyama indicou com a cabeça, o casaco jogando a alguns metros em cima da toalha de mesa e a loira balançou a cabeça agradecida


— Eu não posso Kageyama, por causa do uniforme, e também, duvido que caiba! 


— Quando descer você tira! — Shoyo limpou a boca com um guardanapo e interferiu — E você pode pegar o meu! Vai Yachi!


A loira sorriu agradecida e vestiu o casaco, que não tinha tanta diferença de tamanho. Shoyo sorriu animado e voltou a atenção a refeição 


— O Tanaka deu algum sinal? — Yachi dizia olhando pelo vidro do teto


— Nenhum. Agora o papo entre eles parece ótimo — Kageyama soltou os binóculos e colocou no chão 


— Ah gente, menos mal. Isso significa que está tudo dando certo — Yachi comentou e os garotos concordaram


— Pois é, eu até ouvi o Tsukki dizer que você está de romance lá em baixo, é isso mesmo Yachi? — Shoyo deu risada e empurrou o corpo da garota com seus pézinhos cobertos pela meia estampada. Yachi riu e balançou a cabeça


— Claro que não, ela é só uma amiga — Yachi olhou para cima, pensativa


— Essa história é velha Yachi — Kageyama cerrou os olhos segurando o riso — Esse aqui também era só o meu melhor amigo, né Hinata Shoyo? — Ironizou e o ruivo riu — Agora ele rouba minhas roupas e invade minha casa de madrugada.


— Apenas melhores amigos, Brothers... — O ruivinho completou e deitou a cabeça no ombro do namorado rindo, que engasgou com refrigerante e socou o braço do namorado, tossindo enquanto tentava parar de rir 


— Parem de ser bobos! — Yachi segurou o riso e corou


— Vocês podem ser amigas que dão uns beijinhos — Hinata sugeriu 


— Melhores amigas que usam aliança — Kageyama completou


— Nenhum dos dois. Agora se me dão licença, preciso voltar para o turno — Ela se levantou sorrindo e desmassou as roupas com a mão, após tirar o moletom


— Ah claro, sem problemas — Hinata se levantou junto para ajudá-la a descer — Bom turno falso de novo, beijoqueira! 


— Obrigada Chato!! — Ela tirou o moletom e entregou nas mãos do menor — Tchau Kageyama!


— Tchau Gata — Ele dizia enquanto conferia algumas mensagens no celular. Ela sorriu e com a ajuda do braço esticado de Hinata, desceu e voltou para dentro do restaurante.  


***


Tanaka afastou o prato de sua frente quando estava satisfeito e limpou a boca. Kiyoko já tinha terminado de comer a alguns minutos e por isso, verificava algumas mensagens no celular. Pediram sobremesa enquanto riam e conversavam sobre seus sentimentos, planos, e é claro coisas que se identificavam, além do vôlei. Tanaka descobriu que a garota também gostava dos filmes da Marvel, e Kiyoko se surpreendeu ao descobrir que Tanaka gostava de ler fantasia, como Harry Potter. 


A essa altura, Kiyoko se sentia levemente mal por julgar o garoto de maneira errada, mas nada que a preocupasse a ponto de se entrister, afinal, estava feliz por ter tido a oportunidade de conhecer um pouco mais de Tanaka. Enquanto ele, se antes era apaixonado, agora pensava seriamente em ajoelhar em sua frente e pedí-la em casamento. Além de linda, esforçada e simpática, eles tinham gostos em comum, que Tanaka jamais imaginou ser uma possibilidade. 


O garçom se aproximou da mesa trazendo a conta e ele fez questão de pagar toda conta, mesmo que Kiyoko insiste em rachar o valor. "É o nosso primeiro Jantar Kiyoko! Quero causar uma boa impressão" Foi seu argumento de defesa.


— Você já causou — Ela sorriu e Tanaka sentiu suas bochechas corarem. — Antes de irmos, vou até o banheiro! — Ela se levantou e ele acenou com a cabeça em resposta.


Assim que Kiyoko sumiu de vista Tanaka apertou o botão do ponto e gritou animado 


— CARAAALHOOOO!!! 


— ESSE É MEU GAROTO! — Nishinoya berrou de volta


— Olha a boca menino! — Suga apertou os olhos, tentando recuperar a audição perdida de seu ouvido depois do grito e sorriu levemente


— Como foi? Onde ela está? — Hinata se apressou enquanto Tanaka tremia as pernas animado


— Ela foi no banheiro. O assunto simplesmente surgiu sabe? Eu tô apaixonado gente! — Tanaka tombou a cabeça na mão e sorriu bobo


— Conta algo que a gente não sabe, bobalhão — Nishinoya sorriu com o comentário de Asahi, curioso para saber de mais novidades 


— A gente gosta de vôlei, Harry Potter, Marvel e mais uma porção de coisas — Ele sorriu mais uma vez 


— É agora que vocês se beijam né? — Nishinoya sugeriu


— Ei Nishinoya, calma aí né? Não! acho qu- 


— Kageyama pega o binóculo — Hinata Sussurou


— Pera, o quê? 


— Gente grava aí pelo amor de Deus — Asahi resmungou apressado ignorando a manifestação de Tanaka


— Ei.. — Tanaka interviu confuso


— Sem pressão Tanaka, Estamos brincando. Jamais faríamos isso — Daichi sugeriu tentando tranquilizar o outro, enquanto contradizia tudo que disse, balançando a cabeça negativamente e sugerindo com as mãos para Suga pegar o celular


— Tá bom, valeu gente, ela tá voltando — Tanaka se despediu, vendo Kiyoko sair do banheiro 


— Tchau parceiro — Nishinoya disse animado — VAZA ASAHI — gritou nervoso quando o namorado encostou o carrinho bate bate no seu, e tentou retornar para forçar uma batida ainda mais forte


— Bom fim de jantar — Hinata se despediu ouvindo o capô do carrinho bate bate de Noya chocar com o de Asahi, seguidos por centenas de palavrões por segundo


Tanaka desligou o ponto sorrindo e balançou a cabeça negativamente, observando Kiyoko se aproximar da mesa, se levantando logo em seguida


— Podemos ir? — Ele sorriu 


— Qual foi Tanaka?? — Kageyama bufou — O beijinho cadê? 


— Não rolou? — Nishinoya disse em tom dramático


— Não, ela tá segurando a bolsa já — Suga bateu a mão na testa 


— Vou seguir eles, cadê meu skate? — Nishinoya disse indignado


— Noya pelo amor de deus não! — Asahi puxou seu braço


— Segura ele aí Asahi — Daichi sugeriu e o menor bufou contrariado


— Eles tão saindooo! — Hinata respirou fundo — Meu espírito de fofoqueira vai morrer sem saber o desfecho! 


— Quem elaborou esse plano ein? — Noya disse indignado


— Ei!!! — Yachi protestou


— GENTE CALMA! 


— Vamos! — Ele exibiu um sorriso meigo e deu passagem para ela caminhar a sua frente. Até o momento, Tanaka foi um completo cavalheiro como fora durante toda noite; Abriu a porta para ela sair, deu passagem para que andasse na frente e afins. Não estava fazendo aquilo para ganhar algo em troca como um beijo ou um segundo encontro (por mais que torcesse para a segunda opção dar certo), de qualquer forma, estava fazendo tudo aquilo unicamente por admiração à Kiyoko, mas como se lesse seus pensamentos, Kiyoko se aproximou e selou um beijinho em sua bochecha, caminhando mais a frente sem dizer nada


— QUASE — Suga disse em tom um pouco alto demais e algumas pessoas no restaurante se viraram confusas, incluindo Kiyoko. Daichi arregalou os olhos e abaixou a própria cabeça, em seguida empurrando a do namorado para que os dois ficassem abaixados


— Você ouviu isso? — Kiyoko cerrou os olhos, olhando ao redor, procurando a fonte da voz que conhecia muito bem


— Agora pronto, a casa caiu — Tsukki apareceu na chamada 


— Agora a bela adormecida apareceu? — Noya Esbravejou — Onde você estava?? 


— Ahm..... — Yamaguchi silabou 


Flashback on


— Yama essa é a sua terceira porção de batatas fritas sabia disso? Você joga vôlei, deveria ser o exemplo — Tsukki disse rindo 


— Agora você é meu personal trainer é? — Yamaguchi devorou algumas batatas e deu um gole no milkshake. A meia luz do ambiente deixava tudo com ar de filmes de suspense, seus favoritos, enquanto a Jukebox tocava baixinho um Jazz arranhado de um disco de vinil


— Você é rebelde demais, credo Yama! — Tsukki sorriu e roubou o milkshake do esverdeado, que se apoiou no banco e girou o notebook do namorado em sua própria direção


— Senta aqui, vamos assistir juntos!! — Yamaguchi bateu no estofado vazio ao seu lado, chamando o namorado. O loiro obedeceu, e juntos, abraçados, maratonaram documentários de serial killers, se desligando do mundo e até esquecendo do plano do jantar. 


Flashback off


— Não importa, só prestem atenção — Tsukki interveio 


— I-isso o quê? — Tanaka não sabia de estava mais trêmulo pelo Beijinho involuntário ou a sensação de acobertar seus amigos 


— Caramba Suga, não esperava essa mancada de você — Hinata apertou o ponto e Sussurou 


— Cala boca — O platinado respondeu escondendo o próprio corpo na altura da mesa 


— Eu jurava que tinha ouvido a voz do Suga — Ela insistiu, coçando a cabeça enquanto pensava


— Bobagem. Foi só impressão, se ele estivesse aqui, viria falar com nós.


— Tem razão. Vamos? 


— Claro, você primeiro. 


Suga Suspirou aliviado e se ajeitou na cadeira enquanto o mais novo casal abandonava o restaurante. 


— Agora é com ele gente — Hinata disse olhando pelo terraço os dois se afastando.


Chegaram no resort que estavam hospedados admirando a paisagem. A lua alta e o reflexo, juntamente com o barulho da água da piscina traziam paz ao ambiente. Foram conversando sobre o jantar, sobre os gostos em comum, e vira e mexe o assunto surgia com facilidade, comentando até mesmo da previsão do tempo. As mãos de Tanaka suavam, afinal o encontro estava chegando ao fim, e ele não sabia como reagir a isso. 

Tanaka então, olhando para o gramado, avistou e colheu uma florzinha perto de uma das piscinas, se aproximando da acompanhante

— Kiyoko? Posso? — Estendeu a margarida rosa em direção a cabeça dela. A morena deu um sorriso leve e balançou a cabeça positivamente. Tanaka se aproximou, colocando delicadamente a flor presa em seus cabelos, apoiada em sua orelha. Os dois se fitaram por alguns instantes e Tanaka sentiu a barriga congelar, enquanto levemente acariciava seus fios negros. Iam aproximando os rostos devagar, e o maior estava prestes a segurar o queixo da garota e guiar até seus lábios. Não sabia de onde tinha tirado tanta coragem, mas estava disposto a tentar se ela quisesse.


Até que algumas crianças apareceram no meio deles, correndo, empurrando e gritando em um pega-pega noturno. Seguraram o riso tentando retomar o equilíbrio e  disfarçam o rosto corado, caminhando até o quarto da garota, onde Tanaka fez questão de deixá-la 


— E então, qual nota você daria para o seu acompanhante hoje? — Tanaka sorriu saindo do elevador em um rodopio, ao lado de Kiyoko


— Acho que eu consigo arredondar para 8 — Ela riu caminhando até a porta 


— 8? Sério Kiyoko? Que mão de vaca você é — Ele fez bico e logo em seguida caíram no riso. A garota passou o cartão na porta e destravou o trinco, segurando a maçaneta ainda de costas


— Mas sério, obrigada por isso, foi ótimo Tanaka. — Ela disse fitando o chão e se virou, o olhando


— Eu que agradeço. — Levou as mãos no bolso e deu um sorriso — Estou aqui se quiser repetir — Sugeriu


— Claro! Podemos marcar — Ela passou a mão nos fios onde estava a florzinha rosa e deu um sorriso — Boa noite Tanaka!


— Boa noite Kiyoko — Ele sorriu, esperando ela adentrar o quarto e fechar a porta. A garota entrou, e enquanto fechava a porta, apertou a maçaneta, abrindo-a mais uma vez e caminhando até Tanaka. 


— Kiyoko? aconteceu alguma co- — Tanaka arqueou a sombrancelha confuso vendo a garota abandonar o quarto, e se surpreendeu mais ainda quando ela levemente selou seus lábios. Um toque suave, calmo, mas que instantaneamente fez o corpo inteiro de Tanaka amolecer. Não sentia as pernas, nem os braços, nem sabia como ainda conseguia sustentar o peso e permanecer em pé. A única coisa que ele sabia, é que essa foi a melhor experiência de toda sua vida. Acariciou os cabelos da garota e separaram os olhos, se fitando de perto


— Agora sim, boa noite — Ela sorriu e adentrou o quarto, acenando para ele, levemente. Tanaka ficou estático, só conseguiu dar um sorriso leve e acenar de volta já que não sabia exatamente como se sentir.


A única coisa que ele sabia era que definitivamente, tinha uma queda por garotas que o desprezavam.


Principalmente as que davam boa noite e depois o surpreendiam com um beijo. 


Principalmente, ela. 


Principalmente, a garota da Margarida rosa.



Notas Finais


Oii meus amores, muito obrigada por acompanharem mais uma atualização! Espero que tenham gostado do capítulo, mais uma vez peço desculpas pelo tamanho dele, mas queria finalizar a operação Tanakiyo ainda nesse capítulo tá? Beijinhosss e até a próxima ♥️


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