História 50 Shades Of Klaroline - Capítulo 2


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson
Tags Final Alternativo, Hot, Klaroline, Romance, The Originals, The Vampire Diaries
Visualizações 218
Palavras 1.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie gente.
Peço desculpa pela demora.
Muito obrigada pelos comentários e por estarem acompanhando.
Um beijo na bunda
:)

Capítulo 2 - O inferno não era quente? Parte 2


Klaus Pov

- Bem vindo a minha humilde residência, Klaus, senti saudades. – o deboche claro na voz de Katherine chega a mim disfarçado pela sua falsa expressão de contentamento.

Nunca pensei que a veria de novo. Katherine caminha felina e sensualmente em minha direção, me encara de perto, olhos nos olhos, e se dá um momento para me contemplar como se eu fosse um doce proibido que ela não sabe por onde começar a atacar.

- Onde está Elijah? – ela começa a rir, genuinamente, como se eu estivesse louco. – Ele não está aqui, suponho.

- No inferno Klaus? Elijah? O nobre dos nobres, todas as coisas ruins que ele fez na vida foram por você, pra você, com você ou regadas de arrependimento e dor. Todos seus pecados foram motivados por amor, por que ele estaria aqui? Não seja ridículo. – noto um tom de amargura na sua voz.

- Decepcionada Katherine? Você esperava se reunir com ele aqui?

- Não mais do que você. – ela responde rápida e perdendo o sorriso cínico.

- Ele está bem então? – Katherine revira os olhos com a minha insistência.

- Tão bem quanto um bailarino de esquina pode estar. – responde com repudio e um pouco de, seria repulsa? Não tenho a certeza. Talvez desprezo.

- Você o viu?

- Sim. Ele está com sua preciosa Hayley do outro lado. Morrendo em paz. – seus olhos reviram de novo enquanto declara cada palavra pausada e teatralmente. O nojo estampado em seu rosto. Como se ela fosse vomitar a qualquer momento com a imagem em sua mente.

- Então você pode ver como estão as outras pessoas além do inferno?

- Sim. Posso ver, mas não tocar. – ela diz provocativamente. Como se tivesse tentado várias vezes.

- Por que você está aqui? Além de ter sentido saudades, é claro. – sigo com seu jogo. Ela está no inferno há mais tempo que eu. É melhor que eu descubra o funcionamento de tudo antes de descartar sua presença.

- Vim te buscar. Mas não resisti e comecei a me divertir sozinha. Todos nos aguardam, no entanto.

- Todos quem? – questiono desconfiado e um sorriso largo e cruel toma conta de toda sua boca, se abrindo como uma flor venenosa.

- Todos os seus inimigos. – posso sentir sua excitação em cada palavra.

- E você é um deles?

- Não. Eu não sou sua inimiga Klaus. Eu sou sua dona. Sua e de todo o inferno. E agora eu quero exibir meu novo brinquedinho a todos, venha.

Não movo um músculo, quase rindo da loucura de Katherine. Será que ela acha mesmo que pode falar comigo assim? Logo ela prova não só pode como vai.

- Venha. – ela diz simplesmente, suas pupilas largas e fundas, se movimentando em seus olhos escuros como a noite enquanto sua mente me diz coisas que eu não compreendo, mas meu corpo obedece, seguindo-a sem que eu dê ordens, como um autômato. Luto contra a ânsia repentina de obedecê-la com todas as minhas forças, mas é como se aquele corpo não fosse mais meu, e não respondesse aos meus comandos. Katherine por outro lado, segue calma e feliz a minha frente, como quem passeia um cachorro.

Passamos por várias portas, corredores, portas e mais corredores, e mais portas e mais corredores, até que finalmente ela abre uma delas e caímos rapidamente. O barulho é ensurdecedor, olho para baixo e vejo tanta gente que me sinto numa partida de futebol. Milhares de cabeças urrando e gritando em nossa direção. O ar quente e pesado.  Katherine altiva, me conduzindo para um espaço rochoso, finalmente sinto calor, não imaginei que fosse tão frio no inferno. Suponho que todos os mitos estavam errados. Seu controle sob mim não se quebra quando perco sua atenção. Ela me faz ajoelhar ainda que de costas pra mim, e com um movimento de mão cala as milhares de almas gritantes a nossa frente. Tento sem sucesso recuperar o comando dos meus sentidos. Frustrando-me mais uma vez.

- Hoje é um dia feliz. Para mim, e para todos vocês aqui reunidos. Um dia há muito esperado, e finalmente alcançado. Niklaus Mikaelson, senhoras e senhores! Podemos começar!

Começar o que? Pergunto-me sem de fato dizer uma palavra em voz alta. Katherine faz com que me levante e ande em frente. Algumas pessoas começam a se organizar em fila, muito excitados e com olhos demoníacos na nossa direção, teria medo se fosse capaz de sentir isso. Eles esperam me intimidar com caras feias e sorrisos cruéis? Eu sou Klaus Mikaelson caralho. Vão ter que fazer muito mais que isso para que eu ao menos pisque meus olhos em reação. Nem o controle de Katherine sobre mim me assusta de fato, algum truque esdrúxulo que em breve entenderei e bloquearei. Sou paciente e tenho todo o tempo do mundo. Farei com que se arrependa disso.

- Quem quer ser o primeiro? – ela grita, divertida. Olhando para mim com entusiasmo. – O inferno tem sido aborrecido ultimamente, estou tão feliz que está aqui. – ela só pode estar louca.

Ninguém se oferece para ser o primeiro de seja lá o que for que ela tem em mente. Ela dá de ombros e a escuridão se instala no amplo espaço. Quando um novo feixe de luz chama minha atenção vejo Katherine sentada num trono de ferro e fogo em chamas. O fogo consumindo seu corpo como um vestido, mas sem a afetar. Todos a olham com admiração e medo. E penso no que ela fez para ganhar isso. Doze pessoas andam até ela formando uma muralha entre nós dois. A luz magicamente aumenta no lugar aquecendo mais o espaço, agora sim começa a parecer inferno como imaginei que era. O frio inicial não combinava com o espaço.

- Posso? – uma das mulheres se aproxima de mim, pedindo permissão a Katherine que concede com um olhar animado. Algo me diz que eu sou o novo bobo dessa corte infernal. E a certeza vem em forma de dor.

Meus ossos começam a sair do lugar dentro do corpo, me fazendo gritar alto com a surpresa, na mão esquerda da mulher que me inflige dor, uma esfera parecendo feita de névoa que ela manipula sem tocar, suponho que a esfera seja o que lhe dá controle sobre mim, embora não tenha visto nenhuma nas mãos de Katherine anteriormente.

Não há muito tempo para me aprofundar em teorias, minhas costelas perfurando minhas costas e sendo retorcidas requerem toda a minha atenção.  Tento controlar meus gritos. Eu sou um híbrido, meus ossos se quebraram diversas vezes e sempre aceitei com prazer sabendo que quando acabasse seria livre. Aqui é quase a mesma coisa, nunca serei livre, mas não darei a essas marionetes de Katherine o prazer de me fazer gritar. E o meu silêncio os atinge em cheio, dando combustível ao seu ódio, e mais pessoas se aproximam com esferas, a dor é tanta que nem consigo discernir o que fazem comigo, meu corpo é agora apenas uma massa de dor e fogo. Acho que uma das esferas frita minha pele em óleo ou algo semelhante. Sou levantado perante todos sem que ninguém me toque e flutuando no ar como um cometa ardente ganho consciência que meu corpo se divide em camadas. E como se meus limites deixassem de existir, e fizesse parte do ambiente. Será que fui vaporizado, como continuo consciente e pensante?  Várias coisas passam pela minha cabeça até que ouço um estrondo. Acho que fui eu que caí. Um homem caminha na minha direção agora manuseando duas esferas, sem sequer olhar na minha cara. Meu corpo começa a voltar para o lugar, os ossos e a pele sendo restaurados como um pequeno quebra cabeça montado em velocidade num vídeo, e percebo que minha boca tinha sido queimada para fora do corpo apenas quando sinto meus lábios voltarem formigando e meus olhos se abrindo de novo, não reparei que estavam fechados, ou que nem estavam mais em minha cabeça, continuava consciente de tudo a minha volta, talvez no inferno se use outros sentidos que ainda desconheço.

As doze cabeças que se juntaram para me torturar anteriormente se afastam com calma. Uma calma que eu conheço bem. A calma da caça. Começo a pensar que era melhor ter gritado, e dado a eles esse pequeno prazer momentâneo de me ver sofrer em público.

Katherine sai do trono e as esferas voam em sua volta, todas elas, pequenas nuvens de névoa verde a orbitando como se a própria fosse o núcleo de um átomo. E quando seu olhar cruza o meu sei que estou perdido. Katherine sabe que a maior dor que se pode provocar nunca é física. Isso é para os fracos. Amadores. E antes que comece já sinto os gritos se formando na minha garganta ansiosa.

Caroline POV

Acordo assustada, os gritos de Klaus misturados aos meus. A respiração totalmente alterada, boca seca, minha cabeça dói de tanto gritar tentando acordar. Estava presa num pesadelo horrível. Odeio quando isso acontece. Levanto em direção ao banheiro e entro no box sem nem tirar minha camisola. Abro a água no frio e fico debaixo do jato forte tentando me acalmar. Minha mente foge mais uma vez por um caminho conhecido, revendo meus últimos momentos com Klaus, comparando com os primeiros, me apaixonando de novo a cada novo detalhe que minha memória me faz ver de outra forma. Um pequeno sorriso brota no meu rosto e meu coração se aperta. Eu nunca pensava em céu e inferno antes. Obvio que sei que há mais do que só a morte, mas não me preocupava com isso. Bonnie e Jeremy não costumam falar disso, mas sei que é doloroso, e também sei que pode ser bom e pacifico quando você vai em paz.

Nunca dediquei muito do meu tempo pensando em que tipo de sentimento eu ficaria aprisionada para sempre, porque pra mim céu e inferno são meio que isso, sua consciência presa para sempre aos sentimentos e sensações que dominaram ao longo da sua vida. Agora com a morte de Klaus esse pensamento me persegue e me assombra mais do que eu gostaria. Me pego várias vezes, dia e noite tentando me convencer que ele está em paz, e seu histórico lutando contra minha lógica me sugerindo que não. Não tê-lo no meu caminho ainda arde no meu peito, acho que vai arder para sempre. Sempre soube que terminaria do seu lado, nunca tive pressa, só certezas, agora me sinto meio solta no mundo. Avulsa. Minhas filhas vão crescer ter suas vidas longas e felizes, e eu vou continuar sendo imortal, acompanhando as gerações sozinha. Klaus era meu porto seguro, minha última parada. E agora ele não está mais lá.

Saio do chuveiro gelada e sabendo que o meu pesadelo vai me acompanhar o dia inteiro. Klaus sendo torturado, ardendo no fogo do inferno, meu maior medo se tornando realidade. Que o inferno seja assim, e que uma hora ou outra todas as pessoas que amo vão acabar lá. 


Notas Finais


E por hoje é isso gente! Espero que tenham gostado. Nos vemos nos comentários, no twitter @psicoshipper ou no próximo capítulo. Obrigada por acompanharem até aqui. :)


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