História 50 Tons - O lado Grey da história. - Capítulo 1


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Categorias 50 Tons de Cinza
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey
Tags Drama, Grey, Revelaçoes, Romance
Visualizações 80
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, tive uma ideia meio louca e resolvi botar no papel. Acho que a maioria dos fãs de 50TDC sentem vontade de saber o que acontece naquela cabecinha confusa de Christian Grey por isso escrevi a fic. Vocês podem achar meio confuso no começo mas quero que "transpareça" como o Christian é e pensa. Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Acabei de despachar Claude Bastille, ele está de pé na porta e diz "Golfe essa semana, Grey?", esfregando na minha cara o fato de que ele pode chutar minha bunda no campo de golfe. Ele é um dos melhores instrutores de artes marciais que existe e treina-me muito bem desde que eu lhe pague bem por suas instruções. Ele chuta minha bunda muitas vezes como se esperasse que apostasse que sou melhor que ele por dinheiro. Ele era um candidato olímpico. Eu tenho trabalhado com ele todos os dias nos últimos dois meses, já que tenho que gastar minha energia em excesso. Embora ele use essa oportunidade para acabar comigo durante os cinco dias da semana, reservo sempre meus fins de semana para outros tipos de exercício. Apesar de não gostar do ritmo do golfe, é o jogo dos empresários e eu me esforço para fazer isso certo, e como isso acontece muitos dos negócios são fechados em campo de golfe.

Faço uma carranca e olho pelas janelas que vão do chão ao teto, para fora do meu escritório no vigésimo andar. O tempo é cinza como meu humor, intragável. Eu tenho tudo sob controle, mas tem sido uma existência comum. Não tive nenhum desvio nos últimos dois meses, nenhum desafio emocionante e nada capturou meu interesse. Tudo está em ordem, e todos os assuntos sob controle.

O zumbido do telefone. “Sim, Andrea?”

- “Sr. Grey, Srta. Anastasia Steele para Srta. Katherine Kavanagh está aqui”.

Eu odeio surpresas. Não deveria ter concordado em dar uma entrevista para a revista WSU, mas Srta. Kavanagh tem sido bastante persistente e vêm de uma grande família de negócios, cujo pai pode me oferecer um acordo em troca deste favor. Mas alguém se mostra em seu lugar? Respondo como uma criança petulante para Andrea.

- “Eu não estava esperando uma Srta. Steele. Eu estava esperando Katherine Kavanagh!”.

- “É a Srta. Steele que está aqui senhor”.

- “Ótimo! Mande-a entrar!” – Resmungo.

Menos de um minuto depois a porta se abre e um emaranhado de cabelos castanhos e braços pálidos, indistintamente vestida com as pernas pálidas em botas marrons, rola e entra em meu escritório esparramando a cabeça no chão. Embora eu odeie a falta de jeito, minha cortesia exige que eu vá ajuda-la a se levantar e coloque-a em pé segurando seus ombros magros. Enquanto ela se levanta eu me encontro com os mais brilhantes e claros olhos azuis. Seus olhos envergonhados capturam os meus e uma pancada de eletricidade me detém em minha pegada. Ela olha para mim, através de mim, como se alcançasse a minha alma, me enervando, como se um foco de luz me puxasse das minhas profundezas até a superfície.

Ela pisca, corando, depois de perceber minha cara. Eu fazia uma careta, mas rapidamente sorri. É sempre a mesma coisa. Mulheres reagem a minha cara, mordendo a língua. Eu estendo minha mão, decidindo me divertir.

- “Srta. Kavanagh. Sou Christian Grey. Espero que esteja bem. Gostaria de se sentar?”.

Ela cora, sua pálida pele muda de cor em direção à linha dos cabelos, fazendo-a olhar para baixo, seu rabo de cavalo quase desfeito pelo tombo que levara, sua voz gagueja brevemente quando percebo sua mão na minha. Eu sinto mais um choque de eletricidade com o seu toque! Wow! Ela deve ter sentido também, porque ela parece chocada e retira sua mão com um leve suspiro.

-“Srta. Kavanagh está indisposta. Ela me enviou. Peço desculpas pela mudança de ultima hora Sr. Grey.”.

Sua voz soa musical, seus longos cílios lançam uma sombra sobre seus olhos azuis que são abatidos novamente por sua timidez. “E você é?” – Eu pergunto induzindo sua resposta.

- “Ah, eu sou Anastasia Steele. Estou estudando com Kate... Uhm... Katherine... Uhm... Srta. Kavanagh em WSU.”.

Ela gagueja e tropeça em suas palavras. Eu estou achando graça. Há algo sobre morenas, há algo sobre ela. Como ela lança os olhos para baixo de novo, posso ver que está nervosa e extremamente tímida. Ela sequer olhou nos meus olhos, ela só olha em volta, ou melhor, olha para qualquer coisa menos eu. Eu fixo meu olhar sobre ela, já sentindo um desgosto sobre sua saia indistinta, blusa disforme e botas baratas. De repente eu a imagino em seda e cetim, eu mesmo não sei de onde veio esse pensamento, assim como não posso imaginar que ela seja uma jornalista com essa sua timidez excessiva. Ela é muito tímida, muito complacente, indulgente demais... Muito submissa. Eu respiro profundamente. Minha mente está pensando e antes que eu possa a indicar um assento ela avalia meus quadros, olha para eles com admiração. Sinto me compelido a explicar.

- “Um artista local, Trouton.” - Eu não sabia o que me fez explicar sobre o quadro, normalmente eu não me importo.

- “Adoráveis” – Ela fala devagar. - “Elevam o ordinário ao extraordinário.”.

Fiquei surpreso ao ouvir essas palavras de modo simples e eloquente, esse era exatamente o meu pensamento quando os comprei. De certa forma, ela também é extraordinária e fora do comum. – “Sim” – Eu me vejo dizendo, enquanto a olho atentamente, e ela cora mais uma vez como pensei. Que maravilha como sua cor mudaria com uma batida de uma de minhas palmatorias. Novamente não sei de onde esse pensamento veio. Balanço minha cabeça levemente, e a vejo fazendo uma tentativa de arrumar seu mini gravador de disco desatualizado em minha mesa de café extremamente cara, deixando-o cair repetidamente. Normalmente esse tipo desajeitado me irrita, mas o dela me parece agradável, e agora escondo meu sorriso atrás de meu dedo indicador.

Mas que merda! Como não percebi esse lábio antes? Ela o morde por culpa de sua frustação em tentar fazer aquela maquina antiquada funcionar. O que eu não adoraria fazer com esse lábio? Eu não consigo parar de olhar para ele, minha mente esta pensando em todas as direções, me deixando louco! Eu só quero liberar aquele lábio de sua mordida e coloca-lo em minha boca! Eu fecho meus olhos, respiro lentamente, ela finalmente monta seu gravador, e eu estou me criticando mentalmente por agir como um adolescente. Ela murmura um pedido de desculpas por não estar acostumada a usar o gravador. Eu não me importo, pois estou muito entretido olhando seu lábio inferior.

Digo-lhe para não ter pressa, me dando tempo para reunir meus pensamentos errantes. Uma vez que ela termina com seu gravador, me deixa decepcionado com as perguntas que esta fazendo. Elas são mundanas, ordinárias. Porque estou gastando meu tempo para responder essas perguntas?

Ela cora novamente, percebendo meu desagrado e decepção. Depois de ouvir minha resposta a sua pergunta ela murmurou:

- “Você soa como um maníaco por controle.”.

Que porra é essa? Como você está certa, baby! Se você soubesse... - “Oh, eu exerço controle em todas as coisas senhorita Steele” – Eu digo a olhando atentamente. Eu adoraria dominar sua boca inteligente agora mesmo.

Ela me faz uma pergunta sobre o poder, eu posso dizer que ela me acha arrogante. Eu dou-lhe uma resposta que a deixa de boca aberta. Ela então, pergunta sobre meus interesses fora do trabalho, para “relaxar”. Eu digo sobre eles, exceto sobre dois, meus favoritos que a incluiriam agora. Na verdade estou a imaginando amarrada em minha cama no meu quarto de jogos. Mas que merda! De onde foi que essa imagem veio? Ela faz então outras perguntas que são de informação publica. Será que ela não fez o dever de casa antes de vir me entrevistar? Ridículo!

Em seguida, ela abre a boca e faz uma pergunta que nem mesmo minha família se atreveu a fazer, que esta na cabeça de todos, mas ninguém tem tal coragem de perguntar:

- “Você é gay, Sr. Grey?”.

Meus olhos se arregalam em choque com esta questão. Mas que porra? Como ela ousa? Eu gostaria de trazê-la ate meus joelhos agora e açoita-la ate ela se arrepender dessa merda que saiu dela. Mas eu me recomponho e respondo com firmeza:

- “Não Anastasia, não sou!”.

Ela tem a decência de ficar dolorosamente envergonhada. Ela cora.

- “Eu sinto muito Sr. Grey; É... Uhm... Está escrito aqui...” - Ela aponta suas anotações.

- “Você não conhece suas próprias perguntas?” - Ela parece envergonhada.

- “Não, Sr. Grey. Kate... Uhm... Srta. Kavanagh as fez”. – Ela responde corando.

- “Isso explica as perguntas. Diga-me, como você acabou me entrevistando se essas perguntas são de Kavanagh?”.

- “Uhm... Eu estava redigindo. Ela é minha companheira de quarto e esta muito doente.”.

Andrea chega depois de bater na porta – “Sr. Grey, seu próximo compromisso é em dois minutos”.

- “Cancele meu próximo compromisso Andrea!” – Eu digo e ela congela em seu lugar.

- “Senhor?”

- “Eu disse que cancele!” – Viro a cabeça para os olhos arregalados e rosto corado de Anastasia que está se arrumando para sair, guardando suas coisas e dizendo:

- “Eu não quero atrapalhar sua programação, Sr. Grey!”.

Pelo menos Andrea tem a decência de finalmente realizar meu comando, e diz: “Sim, Senhor!”.

- “Você não tem que sair imediatamente Srta. Steele. Podemos dar um passeio pela empresa, se quiser.” – Ela esta pronta para fugir.

- “Você não tem que fazer isso por mim Sr. Grey” – Ela murmura.

- “Srta. Steele, quais são seus planos para depois da graduação?”.

- “Não fiz nenhum plano, Sr. Grey. Só preciso passar nos exames finais.”.

Encontro-me oferecendo-lhe um emprego – “Você pode se candidatar a um estagio aqui.” – Eu nunca faria isso, o que há de errado comigo? Ela é muito jovem, e eu tenho uma politica de nunca foder conhecidos pessoais... Mas ela ainda não é do meu pessoal.

Ela rejeita minha oferta. O que há de errado com a minha empresa?

- “Por que não?” - Eu pergunto-lhe.

- “É obvio, não é?”.

Ela pergunta como se fosse de conhecimento comum, pega sua bolsa e levanta-se – “Não pra mim” – Lhe digo levantando e caminho ate a porta suavemente, abrindo- a para ela. Eu não quero que ela tropece em próprios pés em seu caminho para fora, indicando a minha intenção, ela agradece a contragosto, eu sorrio.

Tanto Andrea quanto o estagiário estão com a boca aberta me vendo sair com Anastasia. Pergunto se ela trouxe um casaco e o estagiário corre para busca-lo. Eu agarro-o de sua mão e o coloco sobre Srta. Steele. Minha mão esta em seu ombro em apenas um segundo muito largo e eu sinto o choque de eletricidade de novo.

- “Adeus Anastasia!” - Eu digo.

-“Christian!” - Ela diz e a porta do elevador se fecha.

Giro em meus calcanhares e dou uma ordem a Andrea – “Coloque Welch na linha!” – Um minuto depois ele está lá.

- “Welch! Eu quero que você faça uma verificação de antecedentes para mim.”.

- “Sim senhor! Nome?”.

- “Anastasia Steele. Preciso disso o mais rápido possível!”.

Eu desligo. Agora só me resta esperar. Eu não posso esperar. Eu tenho que ter tempo de ver se ainda estarei interessado daqui alguns dias... Ela é muito jovem e parece muito inexperiente, mas como seria divertido ensiná-la. Eu odeio esperar.


Notas Finais


É isso, espero que gostem! Não sei quando volto, mas planejo soltar um capítulo por semana. Beijinhos!


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