História 50 tons de cinza (Camren g!p) - Capítulo 19


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Categorias 50 Tons de Cinza, Camila Cabello, Fifth Harmony, Zayn Malik
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Zayn Malik
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camilag!p, Camren G!p, Dinah G!p, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Norminah, Norminah G!p
Visualizações 460
Palavras 5.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pra quem achou eu não ia posta hoje estava errado aqui estou eu com mais um capitulo.
Desde já desculpe qualquer erro.

Capítulo 19 - Capítulo 19


O roçar de lábios através de minha testa, deixando beijos ternos e doces em seu rastro, faz parte de mim girar e responder, mas principalmente eu quero ficar dormindo. Eu gemo e me refugio em meu travesseiro.

— Lauren, acorde. — A voz de Camila é suave, bajulando.

— Não, — eu gemo.

— Nós temos que sair em meia hora para jantar com meus pais. — Ela está se divertindo.

Eu abro meus olhos relutantemente. É crepúsculo. Camila está debruçada sobre mim, olhando-me atentamente.

— Vamos dorminhoca. Levante-se. — Ela se inclina e me beija novamente.

— Eu comprei-lhe uma bebida. Eu estarei no andar de baixo. Não volte a dormir, ou você estará em apuros, — ela ameaça, mas seu tom é aprazível. Ela me beija brevemente e sai, deixando-me sonolenta, a piscar os meus olhos no quarto fresco.

Eu estou um pouco recuperada, mas de repente, nervosa. Caramba, eu vou conhecer a sua gente! Ela apenas me bateu com o chicote, me amarrou, usando uma algema que eu mesma lhe vendi, pelo amor de Deus, agora vou encontrar seus pais. Será a primeira vez de Mani encontrá-los também, pelo menos que ela estará lá para me dar suporte. Eu enrolo os meus ombros. Eles estão duros. Sua exigência por um instrutor particular de ginástica não parece tão estranha agora, de fato, parece obrigatório, se eu tiver qualquer pretensão de acompanhá-la.

Saio lentamente da cama e noto que meu vestido está pendurado fora do guarda-roupa e meu sutiã está na cadeira. Onde está a minha calcinha? Eu verifico embaixo da cadeira. Nada. Então, lembro-me, que ela colocou-a no bolso de sua calça jeans. Eu ruborizo com a lembrança, depois dela, eu não posso mesmo pensar sobre isso, ela é tão bárbara. Eu franzo a testa. Por que ela não me devolveu a minha calcinha?

Eu vou para o banheiro, perplexa com a minha falta de roupa íntima. Enquanto me enxugo, depois de minha agradável, mas extremamente breve ducha, eu percebo ela fez isso de propósito. Ela quer que eu me sinta envergonhada e peça a minha calcinha de volta, e ela pode dizer sim ou não. Minha deusa está rindo de mim. Inferno… duas podem jogar esse jogo em particular. Resolvendo não lhe perguntar por ela e não dar-lhe satisfação, eu decido encontrar seus pais sem calcinha. Lauren Jauregui! Meu subconsciente me repreenda, mas eu não quero escutar, quase abraço a mim mesma com alegria porque eu sei que isso o deixará louco.

Volto ao quarto, coloco meu sutiã, deslizo em meu vestido e calço os meus sapatos. Eu removo a trança e apressadamente escovo meu cabelo, eu então olho para a bebida que ela deixou.

É cor-de-rosa de pálido. O que é isto? Cranberry e água com gás. Hmm… o sabor é delicioso e extingue minha sede.

Voltando ao banheiro, eu me verifico no espelho, olhos brilhantes, bochechas ligeiramente coradas, o olhar um pouco presunçosa por causa de meu plano sobre a calcinha, e saio para o andar de baixo. Quinze minutos. Não é ruim, Lauren.

Camila aguarda ao lado da janela panorâmica, vestindo as calças de flanela cinza que eu amo, aquelas que penduram dessa forma incrivelmente sensual fora de seus quadris, e, claro, uma blusa de linho branco. Ela não tem alguma outra cor? Frank Sinatra canta suavemente nos alto-falantes de som surround.

Camila se vira e sorri quando eu entro. Ela olha para mim com expectativa.

— Oi, — eu digo baixinho, e meu sorriso se encontra com o seu.

— Oi, — ela diz. — Como você está sentindo? — Seus olhos estão iluminados com diversão.

— Bem, obrigada. E Você?

— Eu me sinto bem poderosa, Senhorita Jauregui.

Ela está tão à espera que eu diga alguma coisa.

— Frank. Eu nunca imaginei que você fosse uma fã de Sinatra.

Ela levanta suas sobrancelhas para mim, seu olhar é especulativa.

— Gosto eclético, Senhorita Jauregui, — ela murmura, e ela dá alguns passos em minha direção, como uma pantera, até chegar na minha frente, seu olhar tão intenso que me tira o fôlego.

Frank começa a cantar… uma velha canção, uma das favoritas de Mike. “Witchcraft”. Camila passa vagarosamente a ponta do dedo pela minha bochecha, e eu sinto todo o caminho até lá embaixo.

— Dance comigo, — ela murmura, com voz rouca.

Tomando o controle remoto fora de seu bolso, ela aumenta o volume e mantém a sua mão para mim, seu olhar cinza cheio de promessas, desejo e humor. Ela é totalmente sedutora, e eu estou encantada. Eu coloco minha mão na sua. Ela sorri preguiçosamente para mim e me puxa em seu abraço, seu braço enrolando ao redor minha cintura, e ela começa a balançar.

Eu ponho minha mão livre em seu ombro e sorrio para ela, pego em seu humor, brincalhona, infecciosa. E ela começa a mover. Rapaz, ela sabe dançar. Nós cobrimos o chão, da janela até a cozinha e de volta novamente, girando e girando, no tempo da música. E ela faz isto tão fácil para mim.

Nós deslizamos em torno da mesa de jantar, para o piano, e de lá para cá na frente da parede de vidro, fora, Seattle piscava um mural escuro e mágico para nossa dança, e eu não posso evitar a minha risada despreocupada. Ela sorri para mim quando a música chega ao fim.

— Não existe nenhuma bruxa mais agradável que você, — ela murmura e então me beija docemente. — Bem, isso comprou um pouco de cor para suas bochechas, Senhorita Jauregui. Obrigado pela dança. Nós devemos ir e encontrar meus pais?

— De nada, e sim, eu não posso esperar para encontrar com eles, — eu respondo sem fôlego.

— Você tem tudo que você precisa?

— Oh, sim, — eu respondo docemente.

— Você tem certeza?

Concordo com a cabeça tão indiferente quanto eu posso administrar sob o seu escrutínio intenso, divertida. Seu rosto se divide em um sorriso enorme, ela balança a cabeça.

— Ok. Se esta é a maneira que você quer jogar, Senhorita Jauregui.

Ela agarra minha mão, recolhe a sua jaqueta que está pendurada em uma das banquetas, e me leva através da entrada para o elevador. Oh, as muitas faces de Camila Cabello. Será que jamais serei capaz de compreender esta mulher tão volúvel?

Eu espio para ela no elevador. Ela está curtindo uma piada privada, um vestígio de um sorriso que flerta com sua boca bonita. Eu temo que seja a minha custa. O que eu estava pensando? Eu vou conhecer os seus pais e eu não estou vestindo qualquer roupa íntima. Meu subconsciente me dá um inútil aviso, eu te disse. Na segurança relativa de seu apartamento, parecia uma ideia divertida. Agora, eu estou quase fora de mim sem calcinha! Ela olha para mim, e está lá, a tensão aumentando entre nós. O olhar divertido desaparece de seu rosto e suas linhas de expressão, a escuridão de seus olhos… oh meu Deus.

As portas do elevador se abrem no andar do térreo. Camila balança a cabeça ligeiramente como se para limpar seus pensamentos e gesticula para que eu saia antes dela, em gesto cavalheiresco.

Com quem ela está brincando? Ela não é nenhum cavalheira. Ela tem minha calcinha.

Taylor dirige o Audi grande. Camila abre a porta traseira para mim, e eu entro, tão elegantemente quanto posso, considerando meu estado de nudez lasciva. Eu sou grata pelo vestido ameixa de Mani ser comprido até os joelhos.

Nós aceleramos pela I-5, nós estamos em silencio, sem dúvida inibidos pela presença de Taylor, na frente. O humor de Camila é quase tangível e parece mudar. O humor está se dissipando lentamente enquanto nos dirigimos para o norte. El\ está pensativa, olhando para fora da janela, e eu posso senti-la deslizar para longe de mim. O que ela está pensando? Eu não posso perguntar a ela. O que eu posso dizer na frente de Taylor?

— Onde você aprendeu a dançar? — Eu pergunto como tentativa. Ela gira olhar em mim, seus olhos ilegíveis sob a luz intermitentes das lâmpadas das ruas no percurso.

— Você realmente quer saber? — Ela responde em voz baixa.

Meu coração afunda, e agora eu não quero, porque eu posso imaginar.

— Sim, — eu murmuro, relutantemente.

— A Sra. Robinson gostava de dançar.

Oh, minhas piores suspeitas confirmadas. Ela a ensinou bem, e o pensamento me deprime, não existe nada que eu possa lhe ensinar. Eu não tenho nenhuma habilidade especial.

— Ela deve ter sido uma boa professora.

— Ela era, — ela diz suavemente.

Meus couro cabeludo pinica. Será que ela teve o melhor dela? Antes dela se tornar tão fechada? Ou será que ela a trouxe para fora de si mesmo? Ela tem esse lado, divertido, brincalhona. Eu sorrio involuntariamente ao recordar de estar em seus braços enquanto ela girou comigo ao redor sua sala de estar, de forma inesperada, e ela tem minha calcinha, em algum lugar.

E depois há o Quarto Vermelho da Dor. Eu esfrego meus pulsos reflexivamente, as tiras finas de plástico fizeram o mesmo com outra menina. Ela lhe ensinou tudo ou a arruinou, dependendo do ponto de vista. Ou talvez ela teria encontrado o seu caminho de qualquer maneira, apesar da Sra. R.

Eu percebo, naquele momento, que eu a odeio. Eu espero nunca conhecê-la, porque eu não serei responsável por minhas ações se o fizer. Eu não posso me lembrar de sentir esta raiva sobre qualquer pessoa, especialmente alguém que eu nunca conheci. Olhando para fora da janela, eu medito sobre a minha raiva e ciúme irracional.

Minha mente voa de volta à tarde. Dado o que eu entendo de suas preferências, penso que ela tem pegado leve comigo. Eu faria isso novamente? Eu não posso fingir ter algum argumento contra isto. Claro que eu faria, se ela me pedisse, contanto que ela não me machucasse e se for à única maneira para estar com ela.

Essa é a linha divisória. Eu quero estar com ela. Minha deusa interior suspira aliviada. Chego à conclusão que ela raramente usa seu cérebro para pensar, mas outra parte vital de sua anatomia, e no momento, é uma parte bastante exposta.

— Não, — ela murmura.

Eu franzo a testa e viro para olhar para ela.

— Não faça o que? — Eu não a toquei.

— Não pense sobre as coisas, Lauren. — Alcançando-me, ela pega minha mão, ergue-a até seus lábios, e beija meus dedos suavemente. — Eu tive uma tarde maravilhosa. Obrigado.

E ela está de volta comigo, novamente. Eu pisco para ela e sorrio timidamente. Ela está tão confusa. Posso fazer uma pergunta que está me incomodando.

— Por que você usou uma braçadeira?

Ela sorri para mim.

— É rápido, é fácil e é algo diferente para você sentir a experiência. Eu sei que elas são bastante brutais, como dispositivo de contenção. — Ela sorri ligeiramente para mim.

— Muito eficaz para mantê-la em seu lugar.

Eu ruborizo e olho nervosamente para Taylor, que permanece impassível, com os olhos na estrada. O que eu deveria dizer sobre isso? Camila encolhe os ombros inocentemente.

— Tudo parte de meu mundo, Lauren. — Ela aperta minha mão e lá estava, olhando para fora da janela novamente.

Seu mundo realmente, e eu quero pertencer a ela, mas em suas condições? Eu simplesmente não sei. Ela não mencionou aquele maldita contrato. Minhas reflexões internas não fazem nada para me alegrar. Olho pela janela e a paisagem mudou. Nós estamos cruzando uma das pontes, cercados pela escuridão. A noite sombria reflete meu estado de espírito introspectivo, fechando, sufocante.

Olho brevemente para Camila, e ela está olhando para mim.

— Um centavo por seus pensamentos? — Ela pergunta.

Eu suspiro com tristeza.

— Tão ruim, hein?

— Eu gostaria de saber o que você estava pensando.

Ela sorri para mim.

— Idem, bebê, — ela diz suavemente, enquanto Taylor acelera na noite em direção a Bellevue.

É um pouco antes das oito, quando o Audi entra na calçada de uma mansão de estilo colonial. É de tirar o fôlego, até mesmo as rosas em torno da porta. Um perfeito retrato de livro.

— Você está pronta para isso? — Camila pergunta, enquanto Taylor para o carro na frente da porta impressionante.

Concordo com a cabeça, ela me dá a mão e eu a aperto  tranquilizante.

— Primeira vez para mim também, — ela sussurra, então sorri maliciosamente. —Aposto que você gostaria de estar vestindo sua roupa íntima agora, — ela brinca.

Eu coro. Eu tinha já esquecido da minha calcinha. Felizmente, Taylor saiu do carro e está abrindo minha porta, assim ela não pode ouvir nossa troca de palavras. Eu faço uma careta para Camila, que sorri amplamente enquanto eu giro e saio do carro.

Dra. Grace Trevelyan-Cabello está na porta esperando por nós. Ela parece elegantemente sofisticada em um vestido de seda azul claro, por trás dela está o Sr. Cabello, eu presumo, alto, loiro, e tão bonito ao seu próprio modo como Camila.

— Lauren, já conhece a minha mãe, Grace. Este é o meu pai, Alejandro.

— Sr. Cabello, que prazer conhece-lo. — Eu sorrio e agito sua mão estendida.

— O prazer é todo meu, Lauren.

— Por favor, me chame de Laur.

Seus olhos azuis são suaves e gentis.

— Laur, o quão adorável vê-la novamente. — Grace me envolve em um abraço caloroso. — Entre, minha querida.

— Ela está aqui? — Eu ouço um grito alto de dentro a casa. Eu olho nervosamente para Camila.

— Esta é Sofia, minha irmã caçula, — ela diz quase irritada, mas não completamente.

Existe uma subcorrente de afeto em suas palavras, a forma como sua voz cresce mais suave e seus olhos ondulam, quando ela menciona seu nome. Camila obviamente a adora. É uma revelação.

E ela vem correndo solta pelo salão, cabelos escuros, alta e curvilínea. Ela deve ter a minha idade.

— Lauren! Eu ouvi tanto sobre você. — Ela me abraça apertado.

Caramba. Eu não posso deixar de sorrir com o seu entusiasmo ilimitado.

— Laur, por favor, — eu murmuro enquanto ela me arrasta pelo grande casa. O piso é todo de madeira escura, com tapetes antigos e uma escadaria para o segundo andar.

— Ela nunca trouxe uma garota para esta casa antes, — Sofia diz, com seus olhos escuros brilhando de excitação.

Vislumbro Camila revirando os olhos, e eu levanto uma sobrancelha para ela. Ela estreita seus olhos para mim.

— Sofia, acalme-se, — Grace aconselha suavemente. — Olá, querida, — ela diz enquanto beija Camila em ambas as faces. Ela sorri para ela calorosamente, e então aperta a mão de seu pai.

Todos nós entramos na sala de estar. Sofia não soltou a minha mão. A sala é espaçosa, decorada com bom gosto em creme, marrom e azul claro, confortável, discreta e muito elegante. Mani e Dinah estão aconchegadas juntas em um sofá, segurando taças de champanhe. Mani salta para me abraçar, e Sofia finalmente solta a minha mão.

— Oi, Laur! — Ela sorri. — Camila. — Ela acena com a cabeça bruscamente para ela.

— Mani. — Ela é igualmente formal com ela.

Eu franzo a testa com essa troca. Dinah me pega em um abraço todo abrangente. O que é isto, a semana de abraçar Lauren? Esta deslumbrante exibição de afeto, eu apenas não estou acostumada com isso. Camila está ao meu lado, envolvendo seu braço ao redor de mim, colocando sua mão em meu quadril, ela estende seus dedos e puxa-me para perto. Todos estão olhando para nós. É enervante.

— Bebidas? — O Sr. Cabello parece se recuperar. — Prosecco?

— Por favor, — Camila e eu falamos em uníssono.

Oh… isso está além de estranho. Sofia bate palmas.

— Vocês estão até falando ao mesmo tempo. Eu vou buscar. — Ela sai da sala.

Eu fiquei escarlate, e vendo Mani sentada com Dinah, ocorreu-me, de repente, que a única razão para Camila me convidar era porque Mani estaria aqui. Dinah, provavelmente, livre e alegremente pediu a Mani para conhecer seus pais. Camila estava presa, sabendo que eu descobriria via Mani. Eu fiz uma careta com o pensamento. Ela foi forçada ao convite. Uma compreensão triste e deprimente. Meu subconsciente acena com a cabeça sabiamente, um olhar ‘você finalmente entendeu sua estúpida’, apareceu em seu rosto.

— O jantar está quase pronto, — Grace diz, enquanto ela segue Sofia fora da sala.

Camila franze a testa e olha para mim.

— Sente-se, — ela comanda, apontando para o sofá de pelúcia, e eu me sento, cuidadosamente cruzando minhas pernas. Ela se senta ao meu lado, mas não me toca.

— Nós estávamos falando sobre férias, Laur, — o Sr. Cabello diz amavelmente. — Dinah decidiu seguir Mani e sua família para Barbados por uma semana.

Olho para Mani, ela sorri, seus olhos estão grandes e brilhantes. Ela está encantada. Normani Kordei, mostre alguma dignidade!

— Você está tomando uma pausa agora que você terminou a faculdade? — O Sr. Cabello pergunta.

— Eu estou pensando sobre ir para Geórgia por alguns dias, — eu respondo.

Camila olha para mim, piscando um par de vezes, sua expressão é ilegível. Oh merda.

Eu não comentei isso com ela.

— Geórgia? — Ela murmura.

— Minha mãe vive lá, e eu não a vejo há algum tempo.

— Quando você estava pensando em ir? — Sua voz é baixa.

— Amanhã, final da noite.

Sofia passeia em volta na sala abastecendo as taças de Prosecco rosa pálido.

— A sua boa saúde! — O Sr. Cabello levanta a taça. Um brinde apropriado para um marido de uma médica, que me faz sorrir.

— Por quanto tempo? — Camila pergunta, com sua voz enganosamente suave.

Puta merda… ela está com raiva.

— Eu não sei ainda. Dependerá das minhas entrevistas, amanhã.

Sua mandíbula apertou, e Mani fica com aquele olhar interferindo em seu rosto. Ela sorri excessivamente doce.

— Laur merece uma pausa, — ela diz intencionalmente para Camila. Por que ela é tão antagônica em relação a ela? O que é o seu problema?

— Você tem entrevistas? — O Sr. Cabello pergunta.

— Sim, para estágios em duas editoras, amanhã.

— Desejo-lhe boa sorte.

— O jantar está na mesa, — Grace anuncia.

Todos nós levantamos. Mani e Dinah seguem o Sr. Cabello e Sofia para fora da sala. Quando vou seguir, Camila agarra o meu cotovelo, trazendo-me para uma parada abrupta.

— Quando você ia dizer-me que estava partindo? — Ela pergunta com urgência. Seu tom é suave, mas ela está mascarando sua raiva.

— Eu não estou partindo, eu vou ver minha mãe, e eu estava só pensando sobre isto.

— Que tal o nosso acordo?

— Nós não temos um acordo ainda.

Ela aperta os olhos, depois parece lembrar-se. Soltando a minha mão, ela toma meu cotovelo e me leva para fora da sala.

— Essa conversa não terminou, — ela sussurra ameaçadoramente quando entramos na sala de jantar.

Ah, É. Não fique tão chateada e … e me devolva a minha calcinha. Eu olho para ela.

A sala de jantar me faz lembrar nosso jantar privado em Heathman. Um lustre de cristal pendurado sobre a mesa de madeira escura e há um espelho enorme e esculpido, na parede. A mesa está servida e coberta com uma toalha de mesa de linho branco, uma tigela de peonias rosas pálidas como o peça central. É impressionante.

Tomamos nossos lugares. O Sr. Cabello está na cabeceira da mesa, enquanto eu me sento no seu lado direito, Camila está acomodado ao meu lado. O Sr. Cabello agarra a garrafa aberta de vinho tinto e oferece um pouco para Mani. Sofia toma sua cadeira ao lado de Camila e pega a sua mão, aperta firmemente. Camila sorri calorosamente para ela.

— Onde você conheceu Laur? — Sofia pergunta a ela.

— Ela me entrevistou para a revista estudantil da WSU.

— A que Mani edita, — eu adiciono, na esperança de desviar a conversa para longe de mim.

Sofia sorri para Mani, sentada em frente, ao lado de Dinah e elas começam a conversar sobre a revista dos alunos.

— Vinho, Laur? — O Sr. Cabello pergunta.

— Por favor. — Eu sorrio para ele. O Sr. Cabello levanta para encher o resto dos copos.

Eu olho para Camila. Ela se vira para olhar para mim, sua cabeça está inclinada para um lado.

— O que? — Ela pergunta.

— Por favor, não fique brava comigo, — eu sussurro.

— Eu não estou brava com você.

Eu fico olhando para ela. Ela suspira.

— Sim, eu estou louca com você. — Ela fecha seus olhos brevemente.

— Louca a ponto de dar palmadas? — Eu pergunto nervosamente.

— Sobre o que vocês duas estão cochichando? — Mani interrompe.

Eu coro e Camila olha para ela em um olhar ‘tire o seu rabo fora do caminho’ Kordei, de modo que até Mani murcha sob o seu olhar.

— Apenas sobre a minha viagem para a Geórgia, — eu digo docemente, com a esperança de encerrar a hostilidade mútua.

Mani sorri, com um brilho perverso em seu olhar.

— Como estava Justin quando você foi para o bar com ele na sexta-feira?

Puta merda, Mani. Eu arregalo meus olhos para ela. O que ela está fazendo? Ela arregala seus olhos para mim de volta, e eu percebo que ela está tentando deixar Camila ficar ciumenta. Como ela sabe pouco. Eu pensei que tinha conseguido acabar com isso.

— Ele estava bem, — eu murmuro.

Camila se inclina.

— Louca de dar palmadas, — ela sussurra. — Especialmente agora. — Seu tom era calmo e mortal.

Oh não. Eu me contorço.

Grace reaparece carregando dois pratos, seguida por uma mulher muito jovem, com tranças loiras, vestida elegantemente de azul claro, carregando uma bandeja de pratos. Seus olhos imediatamente acham Camila na sala. Ela cora e olha para ela sob seu rímel nos longos cílios.

O que!

Em algum lugar na casa o telefone começa a tocar.

— Com licença, — O Sr. Cabello levanta novamente e sai.

— Obrigado, Gretchen, — Grace diz suavemente, franzindo a testa com a saída do Sr. Cabello. — Só deixe a bandeja no console. — Gretchen acena a cabeça, e com outro olhar furtivo para Camila, ela parte. Então, os Cabellos tem empregadas, e a empregada está de olho em cima da minha pretende a Dominante. Pode esta noite conseguir ficar pior? Eu franzo a testa e olho para minhas mãos no meu colo.

O Sr. Cabello retorna.

— Ligação para você, querida. É do hospital, — ele diz para Grace.

— Por favor, comece, todo mundo. — Grace sorri enquanto me dá um prato e parte.

Cheira delicioso, – chouriço e vieiras com pimentões vermelhos assados e cebolinhas, polvilhado com salsa. Apesar de ter meu estômago revolto com as ameaças veladas de Camila, os olhares sublinhar da bonita e pequena Senhorita Maria Chiquinha e a perda da minha roupa íntima, eu estou com fome. Eu coro quando percebo que o esforço físico desta tarde me deu tamanho apetite.

Momentos depois Grace retorna, com a sobrancelha franzida. O Sr. Cabello vira a cabeça de um lado... como Camila.

— Tudo bem?

— Outro caso de sarampo, — Grace suspira.

— Oh não.

— Sim, uma criança. O quarto caso este mês. Se as pessoas vacinassem as suas crianças. — Ela agita sua cabeça tristemente, e então sorri. — Eu estou tão contente que nossas filhas nunca tiveram isso. Elas nunca pegaram qualquer coisa pior que catapora, ainda bem. Pobre Dinah, — ela diz enquanto ela senta-se, sorrindo com indulgencia para a filha. Dinah franze a testa e se torce desconfortavelmente. — Camila e Sofia tiveram sorte. Elas tiveram isto tão suavemente, que dividiram apenas uma mancha entre elas.

Sofia deu uma risadinha e Camila revirou os olhos.

— Então, você pegou o jogo dos Marinheiros, Pai? — Dinah claramente estava interessada a mudar de assunto.

Os aperitivos são deliciosos, eu me concentro em comer enquanto Dinah, o Sr. Cabello e Camila conversam sobre beisebol. Camila parece relaxada e tranquila conversando com sua família. Minha mente está trabalhando furiosamente. Porra Mani, que jogo ela está jogando? Ela vai me punir? Eu me acovardo com o pensamento. Não assinei aquele contrato ainda. Talvez eu não o faça. Talvez eu fique na Geórgia onde ela não pode me alcançar.

— Como você está se estabelecendo em seu novo apartamento querida? — Grace pergunta educadamente.

Sou grata por sua pergunta, distraindo-me de meus pensamentos discordantes, e eu conto a ela sobre nossa mudança.

Como nós terminamos nossos pratos iniciais, Gretchen aparece, e não pela primeira vez, eu queria me sentir capaz de pôr minhas mãos livremente em Camila só para a deixar saber que, ela pode ter cinquenta tons de ruim, mas ela é minha. Ela começa a limpar a mesa, escovando demasiado perto de Camila para o meu gosto. Felizmente, ela parece alheia a ela, mas minha deusa interior está queimando sem chama e não em um bom caminho.

Mani e Sofia estão encerando líricos sobre Paris.

— Você esteve em Paris, Laur? — Sofia pergunta inocentemente, distraindo-me de meu devaneio de ciúmes.

— Não, mas eu adoraria ir. — Eu sei que sou a única à mesa que nunca deixou os EUA.

— Nós fomos a Paris na lua de mel. — Grace sorriu para o Sr. Cabello que devolveu o sorriso para ela.

É quase embaraçoso testemunhar. Eles obviamente se amam profundamente, e pergunto-me por um breve momento como deve ser crescer com ambos os pais.

— É uma bela cidade, — Sofia concorda. — Apesar dos parisienses. Camila, você devia levar Laur para Paris, — Sofia declara com firmeza.

— Eu penso que Lauren prefere Londres, — Camila diz baixinho.

Oh… ela lembrou. Ela coloca sua mão em meu joelho, seus dedos que viajam até a minha coxa. Meu corpo inteiro aperta em resposta. Não… não aqui, não agora. Eu coro e endureço, tentando ficar longe dela. Sua mão em minha coxa me acalma. Eu procuro o meu vinho, em desespero.

A pequena senhorita Maria Chiquinha europeia retorna, toda com olhares tímidos e balançando os quadris, com nossa reentrada, um Beff Wellington, eu acho. Felizmente, ela nos dá os pratos e então parte, embora ela demore dando a Camila o seu. Ela olha intrigada para mim enquanto eu assisto-a fechar a porta da sala de jantar.

— Então, o que havia de errado com os parisienses? — Dinah pergunta a sua irmã. — Eles não ligaram para suas maneiras encantadoras?

— Ugh, não eles não fizeram. E Monsieur Floubert, o ogro com quem eu estava trabalhando, ele era um tirano dominador.

Eu engasguei com meu vinho.

— Lauren, você esta bem? — Camila perguntou solicita, mantendo a sua mão em minha coxa.

O humor retornou a sua voz. Oh graças a Deus. Quando eu concordo com a cabeça, ela bate levemente em minhas costas suavemente, e só retira sua mão quando ela vê que eu me recuperei.

A carne estava deliciosa, servida com batatas doces assadas, cenouras, nabos e feijões verdes. E estavam mais saborosas desde que Camila conseguiu apresentou seu bom-humor para o resto da refeição. Eu suspeito que é porque eu estou comendo com tanto gosto. A conversa flui livremente entre os Cabellos, quentes e carinhosos, suavemente provocando uns aos outros. Durante a nossa sobremesa de limão syllabub, Sofia nos presenteia com suas façanhas em Paris, passando a um ponto de falar em francês fluente. Todos nós olhamos para ela e ela olha de volta confusa, até Camila dizer a ela, também em francês fluente, o que ela tinha feito, então ela explode em um ataque de risos. Ela tem uma risada muito contagiante e logo todos estamos às gargalhadas.

E Dinah fala sobre seu projeto de edifício mais recente, uma nova comunidade eco amigável ao norte de Seattle. Eu olho para Mani, e ela está pendurada em cada palavra que Dinah diz, seus olhos ardem com luxúria ou o amor. Eu ainda não descobri. Ela sorri para ela, e é como se uma promessa não dita passasse entre elas. Mais tarde, bebê, ela está dizendo, e é quente, assustadoramente quente. Eu coro só de assisti-las.

Eu suspiro e espio a Cinquenta Sombras. Ela é tão bonita, eu podia olhar para ela para sempre, e meus dedos coçam para arranhar se queixo isso e senti-lo contra meu rosto, contra meus seios… entre minhas coxas. Eu coro com a direção de meus pensamentos. Ela olha para em mim e levanta sua mão para puxar meu queixo.

— Não morda seu lábio, — ela murmura com voz rouca. — Eu quero fazer isto.

Grace e Sofia tiram as louças da sobremesa e seguem para a cozinha, enquanto o Sr. Cabello, Mani, e Dinah discutem os méritos dos painéis solares no Estado de Washington. Camila, finge interesse na conversa, põe sua mão mais uma vez em meu joelho, e seus dedos viajam pela minha coxa. Minha respiração está aos trancos, e eu aperto minhas coxas juntas em uma tentativa para deter seu progresso. Posso vê-la sorrir maliciosamente.

— Eu devo dar a você uma excursão pela propriedade? — Ela pergunta para mim bastante abertamente. Eu sei que estou querendo dizer sim, mas eu não confio nela. Antes de eu poder responder, porém, ela está em pé e estendendo a sua mão para mim. Eu coloco minha mão na sua, e sinto todo o aperto dos músculos no fundo do meu ventre, respondendo aos seus escuros e famintos olhos cinza.

— Com licença, — eu digo para o Sr. Cabello e sigo Camila para fora da sala de jantar.

Ela me leva pelo corredor e pela cozinha onde Sofia e Grace estão empilhando os pratos na máquina de lavar. Maria Chiquinha europeia não está em nenhum lugar visível.

— Eu vou mostrar a Lauren o quintal, — Camila diz inocentemente para sua mãe.

Ela nos acena com um sorriso, enquanto Sofia volta para a sala de jantar.

Nós saímos para uma área de pátio de laje cinzenta, iluminado por luzes embutidas.

Há uns arbustos em vasos de pedra cinzenta e uma mesa de metal e cadeiras chiques em um canto.

Camila passa por eles, em mais alguns passos, estamos sobre um vasto gramado que leva até a baía… oh meu, é lindo. Seattle cintila no horizonte, é fresca, brilhante, a lua de maio abre um caminho de prata cintilante através da água em direção a um cais onde dois barcos estão atracados. Ao lado do cais está uma casa de barcos. É tão pitoresco, tão pacífico. Eu olho e bocejo por um momento.

Camila me puxa atrás dela, e meus saltos afundam na grama macia.

— Pare, por favor. — Eu estou tropeçando em seu rastro.

Ela para e olha em mim, sua expressão é insondável.

— Meus saltos de sapatos. Eu preciso tirar meus sapatos.

— Não se preocupe, — ela diz, e ela se abaixa e coloca-me por cima de seu ombro. Eu grito ruidosamente com surpresa chocada, e ela me dá um tapa no traseiro.

— Mantenha sua voz, — ela rosna.

Oh não… isso não é bom, meu subconsciente está tremendo nos joelhos. Ela está louca sobre algo, poderia ser Justin, Geórgia, sem calcinha, mordendo lábio. Merda, ela é fácil irritar.

— A onde nós estamos indo? — Eu respiro.

— Casa de barcos, — ela responde.

Eu agarro-me em seus quadris, por que estou de cabeça para baixo, ela anda a passos largos de propósito, no luar, através do gramado.

— Por quê? — Eu soo ofegante, saltando sobre seu ombro.

— Eu preciso estar só com você.

— Por quê?

— Porque eu vou espancar e então foder você.

— Por quê? — Eu suavemente choramingo.

— Você sabe por que, — ela fala.

— Eu pensei que você era uma mulher que age conforme o momento? — peço sem fôlego.

— Lauren, eu estou agindo conforme o momento, confie em mim.

Puta merda


Notas Finais


Até qualquer dia.


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