História 50 tons de cinza (Camren g!p) - Capítulo 20


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Categorias 50 Tons de Cinza, Camila Cabello, Fifth Harmony, Zayn Malik
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Zayn Malik
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camilag!p, Camren G!p, Dinah G!p, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Norminah, Norminah G!p
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Palavras 6.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Capitulo 20


Camila cruza como uma ciclone a porta de madeira da casa de embarcação e pausa para acender algumas luzes. As luzes fluorescentes cintilam e zumbem em silêncio em sequência enquanto luzes fortes inundam o grande edifício de madeira. Da minha visão de cabeça para baixo, eu conseguia ver uma lancha motorizada na doca flutuando gentilmente na água escura, mas eu apenas tive uma breve visão antes que ela estivesse me carregando para as escadas de madeira indo para o quarto acima.

Ela pausa na entrada e liga outro interruptor... halogênios desta vez, elas eram mais suaves, mais difusas... e nós estávamos no sótão com teto inclinado. Ele está decorado com um tema náutico da Nova Inglaterra: azul marinho e creme com listras vermelhas. Os móveis são esparsos, apenas dois sofás é tudo o que eu posso ver.

Camila me coloca de pé no chão de madeira. Eu não tenho tempo para examinar ao meu redor – meus olhos não podem deixá-la. Eu estou hipnotizada... assistindo-a como se ela fosse uma daquelas predadores raros e perigosas, esperando pelo ataque dela. A respiração dela é forçada, mas ela acabou de atravessar o gramado e subir um lance de escadas. Olhos cinzentos queimando com raiva, necessidade, e luxúria pura e inalterada.

Puta merda. Eu poderia entrar em combustão apenas com o olhar dela.

— Por favor, não me bata, - eu sussurro, implorando.

Suas sobrancelhas se franzem, seus olhos se arregalam. Ela pisca duas vezes.

— Eu não quero que você me dê palmadas, não aqui, não agora. Por favor, não faça.

A boca dela se abre levemente pela surpresa, e além da coragem, eu tento esticar meu braço e correr meus dedos pela bochecha dela, ao longo de sua costeleta, até seu queixo.

É uma mistura curiosa de suavidade. Lentamente fechando seus olhos, ela inclina o rosto no meu toque, e sua respiração se prende em sua garganta. Esticando com a minha outra mão, eu corro meus dedos pelo cabelo dela. Eu amo o cabelo dela. Seu gemido suave é quase inaudível, e quando ela abre os olhos, o seu olhar é preocupado, como se ela não entendesse o que eu estava fazendo.

Dando um passo para frente fazendo com que eu estivesse grudada nela, eu puxei gentilmente o cabelo dela, trazendo sua boca para a minha, e eu a beijei, forçando minha língua entre os lábios dela e dentro de sua boca. Ela geme, e seus braços vêm ao meu redor, me puxando para perto dela. Suas mãos encontram o seu caminho para o meu cabelo, e ela me beija de volta, com força e possessivamente. A língua dela e a minha se torcem e viram um, nos consumindo. Ela tem um gosto divino.

Ela se afasta repentinamente, as nossas respirações estão irregulares e misturadas. Minhas mãos caem para os braços dela e ela me olha feio.

— O que você está fazendo comigo? — ela sussurra confusa.

— Beijando você.

— Você disse não.

— O quê? Não para o quê?

— Na mesa de jantar, com as suas pernas.

Oh... então é sobre isso.

— Mas nós estávamos na mesa de jantar dos seus pais. — Eu olho para ela, completamente perdida.

— Ninguém nunca disse não para mim antes. E é tão... quente.

Seus olhos se abrem bastante com admiração e luxúria. É uma mistura inebriante. Eu engulo instintivamente. A mão dela se move para a minha bunda. Ela me puxa com força contra ela, e eu posso sentir sua ereção.

Oh meu Deus...

— Você está brava e excitado porque eu disse não? — Eu falo, atônita.

— Estou brava porque você nunca falou de Georgia para mim. Estou brava porque você foi beber com aquele cara que tentou te seduzir quando você estava bêbada e que te deixou quando você estava doente com uma quase completo estranha. Que tipo de amigo faz isso? E estou brava e excitado porque você fechou suas pernas para mim. — Seus olhos brilham perigosamente, e ela está lentamente alcançando a barra do meu vestido.

— Eu quero você, e eu te quero agora. E se você não vai me deixar te dar umas palmadas... que você merece... eu vou te foder neste sofá neste minuto, rapidamente, para o meu prazer, não seu.

Meu vestido mal está cobrindo a minha bunda nua. Ela se move repentinamente para que suas mãos estejam apalpando a minha buceta, e um de seus dedos se afunda lentamente dentro de mim. Seu outro braço me segura firmemente no lugar ao redor da minha cintura. Eu seguro um gemido.

— Isso é meu, — ela sussurra agressivamente. — Tudo meu. Você entende? — Ela desliza seu dedo dentro e fora da minha buceta enquanto ela me olha, analisando a minha reação, seus olhos queimando.

— Sim, sua, — eu sussurro enquanto meu desejo, quente e pesado, surge através da minha corrente sanguínea, afetando... tudo. Minhas terminações nervosas, minha respiração, meu coração está batendo forte, tentando deixar o meu peito, o sangue vibrando nos meus ouvidos.

Abruptamente, ela se move, fazendo diversas coisas de uma vez. Retirando seus dedos, deixando-me querendo, abrindo sua calça, e me empurrando no sofá para que ela esteja deitado em cima de mim.

— Mãos na cabeça, — ela comanda através de dentes apertados enquanto ela se ajoelha, forçando as minhas pernas a se abrirem mais, e se esticando para alcançar o bolso interno de seu casaco. Ela tira um pacote de camisinha, olhando para mim, sua expressão obscura, antes de retirar seu casaco e deixando-o cair no chão. Ela rola a camisinha pelo seu pau já duro.

Eu coloco minhas mãos na cabeça, e eu sei que é para que eu não a toque. Eu estou tão excitada.

Eu sinto meus quadris se movendo para cima para encontrá-lo...  de seu membro querendo-o dentro de mim, desse jeito... áspero e duro. Oh... a antecipação.

— Nós não temos muito tempo. Isso será rápido, e é para mim, não você. Você entende? Não goze, ou eu vou te dar umas palmadas, — ela diz através de seus dentes cerrados.

Puta merda... como eu vou parar?

Com uma rápida estocada, ela está totalmente dentro de mim. Eu gemo alto, guturalmente, e me deleitando na plenitude de sua posse. Ela coloca as mãos em cimas das minhas, no topo da minha cabeça, seus cotovelos mantém meus braços abertos, e suas pernas me imobilizam por completo. Ela está em todo lugar, me sobrecarregando, quase sufocando. Mas é maravilhoso também, este é o meu poder, isso é que eu faço com ela, e é uma sensação triunfante, hedonista. Ela se move rapidamente e furiosamente dentro de mim, sua respiração árdua em meu ouvido, e o meu corpo responde, se derretendo ao redor dela. Eu não devo gozar. Não. Mas eu estou encontrando-a em cada estocada, um contra-ponto perfeito. Abruptamente, e muito cedo, ela se enfia dentro de mim e quando ela chega a seu clímax ela gozar, o ar sibilando entre seus dentes.

Ela relaxa por um momento, então eu sinto o peso delicioso inteiro dela em mim. Eu não estou pronta para soltá-la, meu corpo implorando alívio, mas ela é tão pesada, e naquele momento, eu não posso empurrá-la. Muito de repente, ela se retira, deixando-me dolorida e faminta por mais. Ela me olha carrancuda.

— Não se toque. Eu quero você frustrada. É isso que você faz comigo ao não falar comigo, ao me negar o que é meu. — Seus olhos estão ardendo novamente, com raiva novamente.

Eu concordo, ofegante. Ela fica de pé e retira a camisinha, fazendo um nó na ponta, e a coloca no bolso de sua calça. Eu olho para ela, minha respiração ainda errática, e involuntariamente eu aperto minhas coxas juntas, tentando encontrar algum tipo de alívio. Camila fecha sua braguilha e corre sua mão pelo cabelo enquanto ela se abaixa para pegar seu casaco. Ela se vira para me olhar, sua expressão mais suave.

— É melhor voltarmos para a casa.

Eu me sento, um pouco instável, atordoada.

— Aqui. Você pode colocar de volta.

De dentro de seu bolso, ela retira minha calcinha. Eu não sorrio quando a pego dela, mas por dentro eu sei... eu recebi essa foda de punição mas ganhei uma pequena vitória com a calcinha. Minha deusa assente concordando, um sorriso de satisfação em seu rosto... você não teve que pedir por ela.

— CAMILA! — Sofia grita do andar inferior.

Ela se vira e ergue as sobrancelhas para mim.

— Bem na hora. Cristo, às vezes ela pode ser tão irritante.

Eu faço uma careta para ela, apressadamente eu recupero minha calcinha e a coloca no lugar certo, e fico de pé com o máximo de dignidade que eu consigo juntar no meu de estado recém-foda. Rapidamente, eu tento ajeitar o meu cabelo de recém-foda.

— Aqui em cima, Sofia, — Ela chama. — Bem, Srta. Jauregui, eu me sinto melhor por isso... mas eu ainda quero te dar umas palmadas, — ela diz suavemente.

— Eu não acredito que eu mereça, Srta. Cabello, especialmente depois de tolerar o seu ataque sem motivo.

— Sem motivo? Você me beijou.

Ela se esforça para parecer ofendida.

Eu aperto meus lábios.

— Foi um ataque como melhor forma de defesa.

— Defesa contra o quê?

— Você e sua mão inquieta.

Ela inclina a cabeça para um lado e sorri para mim enquanto Sofia sobe a escada escandalosamente.

— Mas foi tolerável? — ela pergunta suavemente.

Eu fico vermelha.

— Por pouco, — eu sussurro, mas eu não consigo evitar o meu sorriso.

— Oh, aí estão vocês duas. — Ela sorri para nós.

— Eu estava mostrando o lugar para Lauren. — Camila estica sua mão para mim, seus olhos cinzentos intensos.

Eu coloco a minha mão na dela, e ela a aperta suavemente.

— Mani e Dinah estão prestes a ir embora. Você pode acreditar naqueles duas? Elas não conseguem tirar a mão uma da outra. — Sofia finge estar enojada e olha para mim e para o Camila. — O que vocês duas estavam fazendo aqui?

Meu, ela é direta. Eu fico mais vermelha ainda.

— Mostrando a Lauren a minha fileira de troféus, — Camila diz sem perder o passo, completamente com cara de paisagem. — Vamos dizer tchau para a Mani e a Dinah.

Fileira de troféus? Ela me empurra gentilmente na frente dela, e quando Sofia se vira para sair, Camila me dá um tapa no traseiro. Eu arquejo de surpresa.

— Eu vou fazer de novo, Lauren, e logo, — ela ameaça baixinho perto do meu ouvido, então ela me puxa para um abraço, minhas costas para o peito dela, e beija o meu cabelo.

De volta na casa, Mani e Dinah estão se despedindo de Grace e do Sr. Cabello. Mani me abraça forte. — Eu preciso falar com você sobre antagonizar a Camila, — eu sibilo baixinho em seu ouvido enquanto ela me abraça.

— Ela precisa ser antagonizada, então você pode ver como realmente ela é. Tenha cuidado, Lern... ela é tão controladora, — ela sussurra. — Vejo você depois.

EU SEI COMO REALMENTE ELA É... VOCÊ NÃO!... eu grito com ela na minha cabeça.

Eu estou totalmente ciente que as ações dela vêm de um lugar bom, mas algumas vezes ela ultrapassa a linha, e nesse momento ela ultrapassa tanto até o estado vizinho. Eu faço uma careta para ela, e ela mostra a sua língua para mim, fazendo-me sorrir contra a minha vontade. Mani brincalhona é uma novidade, deve ser influência da Dinah. Nós acenamos para elas da porta, e Camila se vira para mim.

— Nós devemos ir também... você tem as entrevistas amanhã.

Sofia me abraça carinhosamente quando nós nos despedimos.

— Nós nunca pensamos que ela encontraria alguém! — ela se emociona.

Eu fico vermelha, e Camila afasta seu olhar novamente. Eu aperto meus lábios. Porque ela pode fazer isso e eu não? Eu quero desviar meu olhar também, mas eu não ouso, não depois da ameaça dela no ancoradouro.

— Se cuide, Laur, querida, — Grace diz carinhosamente.

Camila, envergonhada ou frustrada pela ampla atenção que eu estou ganhando dos Cabellos, pega a minha mão e me puxa para o lado dela.

— Não vamos assustá-la ou estragá-la com muita atenção, — ela resmunga.

— Camila, pare de provocar. — Grace chama a atenção dela indulgentemente, seus olhos brilhando com amor e afeição por ela.

De alguma forma, eu não acho que ela esteja provocando. Eu sorrateiramente vejo a interação delas. É óbvio que a Grace a adora como um amor incondicional de mãe. Ela se abaixa e a beija duramente.

— Mãe, — ela diz, e há uma corrente inferior em sua voz... reverência talvez?

— Sr. Cabello... obrigada e adeus. — Eu estico minha mão para ele, e ele me abraça também!

— Por favor, me chame de Alejandro. Eu espero que nós a vejamos novamente, logo, Lauren.

Com as nossas despedidas feitas, Camila me leva para o carro onde o Taylor está esperando. Meu, que dia. Eu estou exausta, fisicamente e emocionalmente. Depois de uma breve conversa com Taylor, Camila sobe no carro ao meu lado. Ela se vira para mim.

— Bem, parece que a minha família gosta de você também, — ela murmura.

Também? O pensamento depressivo de como eu fui convidada aparece sem ser solicitado e indesejado na minha cabeça. Taylor liga o carro e segue para longe do círculo de luz da entrada da garagem para a escuridão da rua. Eu olho para a Camila, e ela está me encarando.

— O quê? — ela pergunta, sua voz baixa.

Eu hesito momentaneamente. Não... eu vou contar para ela. Ela sempre está reclamando que eu não converso com ela.

— Eu acho que você se sentiu obrigado a me trazer para conhecer os seus pais. — Minha voz é suave e hesitante. — Se Dinah não tivesse chamado Mani, você nunca teria me chamado. — Eu não posso ver o rosto dela no escuro, mas ela inclina a cabeça, boquiaberta comigo.

— Lauren, eu estou encantada que você tenha conhecido os meus pais. Por que você é tão cheia de insegurança? Isso nunca deixa de me surpreender. Você é uma jovem tão forte e independente, mas você tem pensamentos tão negativos a respeito de você. Se eu não quisesse que você os conhecesse, você não estaria aqui. É assim que você se sentiu no tempo inteiro que você esteve lá?

Oh! Ela me queria lá... e é uma revelação. Ela não parece desconfortável em me responder como ela estaria se ela estivesse escondendo a verdade. Ela parece genuinamente feliz que eu estou aqui... um brilho quente se espalha pelas minhas veias. Ela balança a cabeça e alcança a minha mão. Eu olho nervosamente para o Taylor.

— Não se preocupe com Taylor. Fale comigo.

Eu dou de ombros.

— Sim. Eu pensei nisso. E outra coisa. Eu apenas mencionei Georgia porque Mani estava falando sobre Barbados... eu ainda não me decidi.

— Você quer ir ver sua mãe?

— Sim.

Ela olha estranhamente para mim, como se ela estivesse tendo alguma luta interna.

— Eu posso ir com você? — ela pergunta eventualmente.

O quê?

— Hum... eu não acho que isso seja uma boa ideia.

— Por que não?

— Eu estava esperando dar um tempo em toda essa... intensidade e tentar pensar em algumas coisas.

Ela me encara.

— Eu sou muito intensa?

Eu caio na risada.

— Isso é para falar o mínimo!

Na luz dos postes de luz que passar, eu vejo os lábios dela se curvarem.

— Você está rindo de mim, Srta. Jauregui?

— Eu não ousaria, Srta. Cabello, — eu respondo numa seriedade de mentira.

— Eu acho que você ousa, e eu acho que você ri de mim, frequentemente.

— Você é bem engraçada.

— Engraçada?

— Oh sim.

— Engraçada estranha ou engraçada Rá Rá?

— Oh... um monte de um e um pouco do outro.

— Qual que é qual?

— Eu vou deixar para você descobrir isso.

— Eu não tenho certeza se eu posso descobrir qualquer coisa ao seu redor, Lauren, — ela diz sarcasticamente, e então continua baixinho, — Sobre o que você precisa pensar em Georgia?

— Nós, — eu sussurro.

Ela me encara, impassiva.

— Você disse que tentaria, — ela murmura.

— Eu sei.

— Você está reconsiderando? — Possivelmente.

Ela se mexe como se estivesse desconfortável.

— Por quê?

Puta merda. Como isso se tornou uma conversa intensa e significativa? Foi jogado para cima de mim, como uma prova que eu não estou preparada para fazer. O que eu falo? Porque eu acho que te amo, e você apenas me vê como um brinquedo. Porque eu não posso te tocar, porque eu estou muito assustada para te mostrar qualquer tipo de afeição no caso de você recusar ou me dizer para ir embora ou pior... me bater? O que eu posso dizer?

Eu encaro por um momento para fora da janela. O carro está seguindo pela ponte. Nós duas estamos envolvidas na escuridão, mascarando nossos pensamentos e sentimentos, mas nós não precisamos da noite para isso.

— Por que, Lauren? — Camila me pressiona por uma resposta.

Eu dou de ombros, presa. Eu não quero perdê-la. Apesar de todas as suas exigências, sua necessidade de controle, seus vícios assustadores. Eu nunca me senti tão viva como eu me sinto agora. É uma emoção estar sentada ao lado dela. Ela é tão imprevisível, sexy, inteligente, e engraçada. Mas seus humores... oh... e ela quer me machucar. Ela diz que ela vai pensar sobre as minhas reservas, mas isso ainda me assusta. Eu fecho meus olhos. O que eu posso dizer? Bem lá no fundo eu apenas gostaria de mais, mais afeição, mais da Camila brincalhona, mais... amor.

Ela aperta minha mão.

— Fale comigo, Lauren. Eu não quero te perder. Esta última semana... — Ela vai parando de falar

. Nós estamos chegando perto do fim da ponte, e a rua mais uma vez é banhada na luz neón das lâmpadas dos postes então seu rosto fica intermitentemente no escuro e no claro. E é uma metáfora tão apropriada. Esta mulher, que eu já pensei como sendo uma heroina romântico... uma cavaleira branca, ou uma cavaleira obscura, como ela disse. Ela não é uma heroina, ela é uma mulher com falhas emocionais profundas, e ela está me arrastando para a escuridão. Será que eu consigo trazê-la para a luz?

— Eu ainda quero mais, — eu sussurro.

— Eu sei, — ela diz. — Eu vou tentar.

Eu pisco para ela, e ela abandona a minha mão e puxa o meu queixo, liberando meu lábio preso.

— Por você, Lauren, eu vou tentar. — Ela está radiando sinceridade.

E esse é o meu sinal. Eu solto o meu cinto de segurança, vou para o outro lado, e subo no colo dela, pegando-a totalmente de surpresa. Colocando meus braços ao redor da cabeça dela, eu a beijo, por um longo tempo e com força, e em um nanosegundo, ela está respondendo.

— Fique comigo esta noite, — ela sussurra. — Se você for embora, eu não te verei a semana inteira. Por favor.

— Sim, - eu cedo. — E eu vou tentar também. Eu vou assinar o seu contrato. — E é uma decisão feita no calor do momento.

Ela olha para mim.

— Assine depois de Georgia. Pense sobre isso. Pense bem, bebê.

— Eu vou. — E nós sentamos em silêncio por um quilômetro ou dois.

— Você realmente deveria usar o seu cinto de segurança, — Camila sussurra desaprovadoramente no meu cabelo, mas ela não faz nenhum movimento para me tirar do colo dela.

Eu me aconchego nela, olhos fechados, meu nariz está no pescoço dela, absorvendo a fragrância sexy de Camila: sexy-picante-almiscarado e loção de banho, minha cabeça está no ombro dela. Eu deixo a minha mente flutuar, e eu me permito fantasiar que ela me ama. Oh, e é tão real, quase tangível, e uma parte pequeníssima do meu subconsciente desagradável se comporta de forma usual e ousa ter esperança. Eu tomo cuidado para não tocar no peito dela, mas apenas me acomodo em seus braços enquanto ela me abraça apertado.

Logo, eu sou tirada do meu sonho impossível.

— Estamos em casa, — Camila murmura, e é uma fantasia tão provocadora, cheia de tanto potencial.

Em casa, com a Camila. Exceto que o apartamento dela é uma galeria de arte, não um lar.

Taylor abre a porta para nós, e eu o agradeço timidamente, consciente que ela estava ouvindo a nossa conversa, mas o sorriso gentil dele é confortante e não entrega nada. Quando saímos do carro, Camila me observa criticamente. Ah não... o que eu fiz agora?

— Porque você não está com um casaco? — ela franze para mim enquanto ela tira o dela e coloca por cima dos meus ombros.

Um alívio me inunda.

— Está no meu carro novo, — eu respondo sonolenta, bocejando.

Ela sorri para mim.

— Cansada, Srta. Jauregui?

— Sim, Srta. Cabello. — Eu me sinto envergonhada sob o seu escrutínio provocante. No entanto, eu sinto que uma explicação está em ordem, — eu fui dominada hoje de uma maneira que eu nunca achei que fosse possível.

— Bem, você está com azar, porque vou te convencer a fazer umas coisinhas a mais, — ela promete enquanto ela pega a minha mão e me leva de volta para o prédio. Puta merda... De novo?!

Eu olho para ela no elevador. Eu presumo que ela gosta de dormir comigo, e então eu me lembro de que ela não dorme com ninguém, apesar de ela ter dormido comigo algumas vezes.

Eu faço uma careta, e abruptamente seu olhar escurece. Ela alcança e pego o meu queixo, liberando meu lábio do dente.

— Um dia, eu vou, te foder neste elevador, Lauren, mas nesse momento você está cansada... então eu acho que nós devemos ficar com a cama mesmo. Abaixando, ela prende seus dentes ao redor do meu lábio inferior e puxa gentilmente. Eu me derreto contra ela, e a minha respiração para, enquanto minhas entranhas se soltam de desejo. Eu respondo, acelerando meus dentes por cima do lábio superior dela, e ela geme. Quando as portas do elevador se abrem, ela pega a minha mão e me puxa para dentro da sala de estar, passa pelas portas duplas, e entra no corredor.

— Você precisa de uma bebida ou algo?

— Não.

— Bom. Vamos para a cama.

Eu ergo minhas sobrancelhas para ela.

— Você vai se contentar com baunilha?

Ela inclina a cabeça para um lado.

— Não tem nada de ruim sobre baunilha... é um sabor bem intrigante, — ela sussurra.

— Desde quando?

— Desde sábado passado. Por quê? Você estava esperando algo mais exótico?

Minha deusa ergue sua cabeça acima do parapeito.

— Ah não. Eu tive o bastante de exótico por um dia. — Minha deusa faz beicinho para mim, falhando miseravelmente em esconder o seu desapontamento.

— Certeza? Nós satisfazemos todos os gostos aqui... pelo menos trinta e um sabores. — Ela sorri para mim de maneira lasciva.

— Eu notei, — eu respondo secamente. Ela balança a cabeça.

— Venha, Srta. Jauregui, você tem um grande dia amanhã. Quanto mais cedo você estiver na cama, mais cedo você será fodida, e mais cedo você poderá dormir.

— Srta. Cabello, você é uma romântica incurável.

— Srta. Jauregui, você tem uma boca esperta. Eu posso ter que dominá-la um dia. Venha. — Ela me leva pelo corredor para o seu quarto e chuta a porta para fechá-la.

— Mãos no ar, — ela comanda.

Eu faço o que ela pede, e em um movimento incrivelmente rápido, ela tira o meu vestido como uma mágica, pegando-o na barra e puxando suavemente e rapidamente pela minha cabeça.

— Ta Da! — ela diz brincalhona.

Eu dou uma risadinha e aplaudo. Ela se curva graciosamente sorrindo.Como eu posso resisti-la quando ela está assim? Ela coloca o meu vestido na cadeira solitária ao lado de sua cômoda.

— Qual é seu próximo truque? — eu encorajo-a, provocando.

— Ah minha querida, Srta. Jauregui. Venha para a minha cama, — ela rosna. — E eu te mostro.

— Você acha que pelo menos uma vez eu devo bancar a difícil? — eu pergunto coquetemente.

Seus olhos se arregalam com surpresa, e eu vejo um brilho de excitação.

— Bem... a porta está fechada. Não tenho certeza de como você pode me evitar, — ela diz sarcasticamente. — Eu acho que é um trato feito.

— Mas eu sou uma boa negociadora.

— Eu também. — Ela me encara, mas quando ela faz isso, sua expressão muda, confusa inunda-a, e a atmosfera no quarto muda repentinamente, ficando tensa. — Você não quer foder? — ela pergunta.

— Não, —eu sussurro.

— Oh. — ela faz uma careta.

Ok, lá vai... respire fundo.

— Eu quero que você faça amor comigo.

Ela fica parada e me encara sem expressão. Sua expressão escurece. Oh merda, isso não parece bom. Dê a ela um minuto! Meu subconsciente dá bronca.

— Lern, eu... — ela corre a mão pelo cabelo. Duas mãos. Meu, ela realmente está atordoada.

— Eu pensei que tínhamos feito? — ela diz eventualmente.

— Eu quero te tocar.

Ela dá um passo involuntário para trás, sua expressão parece amedrontada por um momento, e então ela se recompõe.

— Por favor, — eu sussurro.

Ela se recupera.

— Ah, não Srta. Jauregui, você teve o bastante de concessões de mim por uma noite. E eu estou dizendo não.

— Não?

— Não.

Ah... eu não posso argumentar com isso... posso?

— Olha, você está cansada, eu estou cansada. Vamos apenas ir para cama, — ela diz, me observando cuidadosamente.

— Então te tocar é um limite para você?

— Sim. Essa é velha.

— Por favor, me diga o por que.

— Ah, Lauren, por favor. Só deixa quieto por enquanto, — ela murmurou exasperado.

— É importante para mim.

De novo ela passa as duas mãos pelo cabelo, e ela profere um juramento sob a sua respiração.

Virando o seu calcanhar, ela segue para a cômoda, puxa uma camiseta, e a joga para mim. Eu a pego, confusa.

— Coloque isso e vá para cama, — ela vocifera, irritada.

Eu faço uma careta e decido agradá-la. Virando de costas, eu rapidamente removo o meu sutiã, colocando a camiseta o mais rápido possível para cobrir a minha nudez. Eu deixo a calcinha, eu não a usei em grande parte da noite.

— Eu preciso usar o banheiro. — Minha voz é um sussurro.

Ela faz uma careta, confusa.

— Agora você está pedindo permissão?

— Errr... não.

— Lauren, você sabe onde é o banheiro. Hoje, nesse ponto em nosso estranho arranjo, você não precisa de permissão para usá-lo. — Ela não consegue esconder sua irritação. Ela tira a sua camiseta, enquanto eu corro para o banheiro.

Eu me encaro no espelho gigante, chocada que ainda pareço à mesma. Depois de tudo o que eu fiz hoje, ainda sou a mesma garota comum olhando boquiaberta de volta para mim. O que você esperava? Que nascessem chifres e um pequeno rabo pontudo, em você? O meu subconsciente vocifera para mim. Que acha que está fazendo? Tocar é um limite para ela. Isso está muito claro, sua imbecil. Ela precisa ter primeiro confiança, para depois falar. Meu subconsciente está furioso, parecendo à medusa em sua raiva, o cabelo voando, suas mãos apertando ao redor de seu rosto igual O Grito de Edvard Munch. Eu o ignoro, mas ela não quer voltar para seu lugar. Você está deixando-a brava – pense sobre o que ela disse, tudo o que ela concedeu. Eu faço uma careta para a minha reflexão. Eu preciso ser capaz de mostrar para ela afeição – então talvez ela possa retribuir.

Eu balanço minha cabeça resignada e pego a escova de dente de Camila. O meu subconsciente está certo, claro. Eu estou apressando-a. Ela não está pronta e nem eu também. Nós estamos equilibradas nessa delicada gangorra, que é o nosso estranho arranjo – em lados diferentes, vacilando, e vai e volta entre nós duas. Nós duas precisamos estar mais próximas do meio. Eu só espero que nenhum de nós caíssemos em nossas tentativas em fazer isso. Isso tudo é tão repentino. Talvez eu precise de um pouco de distância. Georgia parece mais atraente do que nunca. Quando eu começo a escovar os dentes, ela bate na porta.

— Entra, — eu falo com a boca cheia de pasta.

Camila fica parada no batente da porta, seu pijama largo nos quadris – daquele jeito que faz com que cada célula no meu corpo acorde e fique atenta. Ela está sem camiseta, e eu a bebo como se eu estivesse louca de sede e ela é uma fonte de água limpa e fria na montanha. Ela olha para mim impassível, então sorri e vem ficar ao meu lado. Nossos olhares se prendem no espelho, cinza para o azul. Eu termino de escovar, lavo a escova, e a entrego para ela, meu olhar nunca deixando o dela. Sem palavras, ela pega a minha escova de mim e a coloca na boca. Eu sorrio de volta para ela, e seus olhos estão de repente dançando com humor.

— Por favor, sinta-se a vontade para usar a minha escova. — O seu tom é de gentil escárnio.

— Obrigada, senhora, — eu sorrio docemente, e eu saio, seguindo de volta para cama.

Alguns minutos depois ela se junta a mim.

— Você sabe que não era bem assim que eu imaginava como seria essa noite, — ela murmura petulante.

— Imagine se eu dissesse para você que você não poderia me tocar.

Ela sobe na cama e senta de pernas cruzadas.

— Lauren, eu te disse. Cinquenta Sombras. Eu tive um começo duro na vida... você não quer essa merda na sua cabeça. Por que você iria querer?

— Porque eu quero te conhecer melhor.

— Você me conhece o suficiente.

— Como você pode dizer? — Eu me esforço para ficar de joelhos, encarando-a.

Ela afasta seu olhar de mim, frustrada.

— Você está desviando seu olhar do meu. Da última vez que eu fiz isso, eu terminei em cima do seu joelho.

— Ah, eu gostaria de colocá-la lá de novo. Inspiração veio a mim.

— Conte-me e você pode.

— O quê?

— Você me ouviu.

— Você está negociando comigo? — Sua voz ressoa com uma descrença espantada.

Eu assinto. Sim... é dessa forma.

— Negociando.

— Não funciona desse jeito, Lauren.

— Ok. Conte-me, e eu viro meus olhos para você.

Ela ri, e eu recebo um raro vislumbre da Camila despreocupada. Eu não a vejo faz um tempo.

Ela fica séria.

— Sempre tão ansiosa e ávida por informação. — Seus olhos cinzas brilham com especulação.

Depois de um momento, ela graciosamente desce da cama. — Não vá embora, — ela diz e sai do quarto.

Lanças me perfuram, e eu me abraço. O que ela está fazendo? Será que ela tem algum tipo de plano maligno? Merda. Imagine se ela volta com uma vara, ou algum tipo de instrumento bizarro? Puta merda, o que eu farei então? Quando ela volta, ela está segurando algo pequeno em suas mãos. Eu não consigo ver o que é, e eu estou queimando de curiosidade.

— Quando é a sua primeira entrevista amanhã? — Ela pergunta suavemente.

— Às duas.

Um sorriso perverso lento se espalha em seu rosto.

— Bom. — E perante os meus olhos, ela sutilmente muda. Ela está mais duro, rebelde... gostosa. Esta é a Camila dominante.

— Saia da cama. Fique lá. — Ela aponta para o lado da cama, e eu me atrapalho para sair da cama rapidamente. Ela me encara atentamente, seus olhos cintilando com promessa.

— Confia em mim? — ela pergunta suavemente.

Eu assinto. Ela estende a mão, e em sua palma estão duas bolas prateadas redondas e brilhantes, ligadas por um grosso fio negro.

— Estas são novas, — ela diz enfaticamente.

Eu olho questionadoramente para ela.

— Eu vou colocar elas dentro de você, e então eu vou te dar umas palmadas, não para punir, mas para o seu prazer e meu. — ela pausa, observando os meus olhos arregalados.

Dentro de mim! Eu perco o fôlego, e todos os meus músculos lá dentro da barriga ficam tensos. Minha deusa está fazendo a dança dos sete véus.

— E então nós vamos foder, e se você ainda estiver acordada, eu vou repartir um pouco de informação a respeito dos meus anos de formação. Concorda?

Ela está pedindo minha permissão! Ofegante, eu aceno. Eu sou incapaz de falar.

— Boa menina. Abra sua boca.

Boca?

— Abra mais.

Muito gentilmente, ela coloca as bolas na minha boca.

— Elas precisam ser lubrificadas. Sugue, — ela ordena, sua voz suave.

As bolas são frias, suaves, surpreendentemente pesadas, e têm um gosto metálico. Minha boca seca se enche de saliva enquanto a minha língua explora os objetos estranhos. O olhar cinzento de Camila não deixa o meu. Infernos, isso está me excitando. Eu me contorço de leve.

— Fique parada, Lauren, — ela avisa.

— Pare. — Ela as tira da minha boca. Se movendo para frente, ela joga a coberta para o lado e senta-se na beirada.

— Venha aqui.

Eu fico de pé na frente dela.

— Agora vire-se, abaixe-se, e agarre os seus tornozelos.

Eu pisco para ela, e sua expressão se escurece.

— Não hesite, — ela censura baixinho, um sobre tom em sua voz, e ela coloca as bolas em sua boca.

Porra, isso é mais sexy do que a escova de dente. Eu sigo as ordens dela imediatamente. Meu, eu posso tocar os meus tornozelos? Eu descubro que posso, com facilidade. A camiseta desliza pelas minhas costas, expondo meu traseiro. Graças aos céus eu fiquei de calcinha, mas eu suspeito que não será por muito tempo.

Ela coloca sua mão reverentemente no meu traseiro e muito suavemente acaricia com toda a sua mão. Com meus olhos abertos, eu posso ver as pernas dela através das minhas, nada mais. Eu fecho meus olhos com força enquanto ela gentilmente remove a calcinha para o lado e lentamente percorre seu dedo para cima e para baixo no meu sexo. Meu corpo se prepara em uma mistura inebriante de antecipação selvagem e excitação. Ela desliza um dedo dentro de mim, e ela circula-o deliciosamente devagar. Ah, que gostoso. Eu gemo.

A respiração dela para, e eu o escuto gemer enquanto ela repete o movimento. Ela retira seu dedo e muito lentamente insere os objetos, uma bola, lenta e deliciosa de cada vez. Oh uau.

Elas estão na temperatura do corpo, quentes por causa das nossas bocas. É uma sensação curiosa. Quando elas estão dentro de mim, eu não posso realmente senti-las... mas, no entanto, eu sei que elas estão lá.

Ela endireita a minha calcinha e se inclina para frente, e seus lábios beijam suavemente o meu traseiro.

— Fique de pé, — ela ordena, e trêmula eu fico de pé.

Ah! Agora eu posso senti-las... mais ou menos. Ela pega os meus quadris para me endireitar enquanto eu restabeleço o meu equilíbrio.

— Você está bem? — ela pergunta, sua voz preocupada.

— Sim. — Minha resposta está leve como uma pena.

— Vire-se. — Eu viro e a encaro.

As bolas puxam para baixo e involuntariamente eu aperto ao redor delas. A sensação me atordoa, mas não de uma maneira ruim

— Como é a sensação? — ela pergunta.

— Estranha.

— Estranho bom ou estranho ruim?

— Estranho bom, - eu confesso, ficando vermelha.

— Bom. — Há um traço de humor perambulando em seus olhos.

— Eu quero um copo de água. Vá e pegue um para mim, por favor.

Ah.

— E quando você voltar, eu devo te colocar no meu joelho. Pense sobre isso, Lauren.

Água? Ela quer água – agora – por quê?

Quando eu saio do quarto, se torna abundantemente claro o motivo que ela quer que eu ande – enquanto eu faço isso, as bolas fazem um peso dentro de mim, me massageando internamente. É uma sensação tão estranha e não inteiramente desconfortável. Elas me deixam necessitada, necessitada por sexo.

Ela está me assistindo cuidadosamente quando eu retorno.

— Obrigado, — ela diz enquanto pega o copo de mim.

Lentamente, ela dá um gole e então coloca o copo ao lado da mesa de cabeceira. Há um pacote de camisinha, pronto e esperando, como eu. E eu sei que ela está fazendo isso para aumentar a antecipação. Meu coração aumentou o ritmo. Ela virou o seu olhar brilhante cinzento para o meu.

— Venha. Fique ao meu lado. Como da última vez.

Eu fico ao lado dela, meu sangue tamborilando pelo meu corpo, e desta vez... estou excitada.

Acesa.

— Pergunte para mim, — ela diz baixinho.

Eu faço uma careta. Pergunta a ela o quê?

— Pergunte para mim, — sua voz está uma pouco mais áspera.

O quê? Como está a sua água? O que ela quer?

— Pergunte-me, Lauren. Eu não vou dizer de novo. — E há uma ameaça implícita em suas palavras, e eu me toco. Ela quer que eu peça para ela me bater.

Puta merda. Ela está me olhando ansiosamente, seus olhos ficando mais frios. Merda.

— Me bata, por favor... senhora. — eu sussurro.

Ela fecha seus olhos momentaneamente, saboreando as minhas palavras. Esticando a mão, ela pega a minha mão esquerda e ela me puxa para os joelhos dela. Eu caio instantaneamente, e ela me firma quando eu caio em seu colo.

Meu coração está na boca quando a mão dela gentilmente acaricia o meu traseiro. Eu estou posicionada em seu colo novamente para que o meu torso descanse na cama ao lado dela. Desta vez ela não joga a perna dela em cima da minha, mas acaricia o meu cabelo e o tira do meu rosto e o enfia atrás da orelha. Quando ela termina, ela pega o meu cabelo na nuca e me segura no lugar. Ela puxa gentilmente e a minha cabeça vai para trás.

— Eu quero ver o seu rosto enquanto eu te dou umas palmadas, Lauren, — ela murmura o tempo inteiro enquanto ela está esfregando suavemente o meu traseiro.

A mão dela se move entre as minhas nádegas, e ela empurra contra o meu sexo, e a sensação é... eu gemo. Ah, a sensação é maravilhosa.

— Isso é para o seu prazer, Lauren, meu e seu, — ela sussurra suavemente.

Ela ergue a mão e a traz para baixo em um tapa ressoante na junção das minhas coxas, minha bunda e minha buceta. As bolas vão para frente dentro de mim, e estou perdida em um pântano de sensação. O ardor no minha bunda, a plenitude das bolas dentro de mim, e o fato de que ela está me segurando. Eu contorço o meu rosto enquanto as minhas faculdades tentam absorver todos estes sentimentos estrangeiros. Eu noto que em algum lugar no meu cérebro ela não me bateu com tanta força como da última vez. Ela acaricia a minha bunda de novo, trilhando sua palma pela minha pele e por cima da minha calcinha.

Por que ela não tirou a minha calcinha? Então sua palma desaparece, ela a traz para baixo novamente. Eu gemo quando a sensação se espalha. Ela começa um padrão: esquerda para direita e então para baixo.

As que vão para baixo são as melhores. Tudo se move para frente, dentro de mim... e entre cada palmada ela me acaricia, me massageia... para que eu possa ser massageada de dentro para fora. É uma sensação tão erótica e estimulante, e por alguma razão, porque isso é nos meus termos, eu não me importo com a dor.

Não é tão doloroso... bem é, mas não insuportável. De alguma forma manejável, e sim prazerosa... até. Eu gemo. Sim, eu posso fazer isso.

Ela pausa enquanto ela lentamente tira a minha calcinha pelas pernas. Eu me contorço nas pernas dela, não porque eu quero escapar os golpes, mas eu quero... mais, liberação, algo. O toque dela contra a minha pele sensível tudo era um formigamento sensual. Era irresistível, e ela começa de novo. Alguns tapas suaves novamente e então aumentando, esquerda para direita e para baixo. Ah, para baixo, eu gemo.

— Boa garota, Lauren, — ela geme, e sua respiração está entrecortada.

Ela me dá mais dois tapas, e então ela puxa os pequenos fios presos nas bolas e as tira de dentro de mim repentinamente. Eu quase chego no clímax – a sensação é fora deste mundo. Movendo-se rapidamente, ela gentilmente me vira. Eu escuto ao invés de ver o rasgar do pacote da camisinha, e então ela está deitada ao meu lado. Ela pega as minhas mãos, erguendo-as acima da minha cabeça, e ela se aconchega em cima de mim, deslizando lentamente, me preenchendo onde os globos prateados estavam. Eu gemo alto.

— Ah, bebê, — ela sussurra enquanto ela se move para trás, para frente, em um ritmo lento e sensual, me saboreando, me sentindo.

Ele anunca havia sido tão gentil, e não demora nem um pouco para eu cair do precipício, espiralando em um orgasmo delicioso, violento e exaustivo. Enquanto eu aperto ao redor dela, isso incita sua própria liberação, e ela desliza dentro de mim, parando, falando meu nome de maneira ofegante com uma admiração desesperada.

— Lern!

Ela fica em silêncio e ofegante em cima de mim, suas mãos ainda interligando nas minhas acima da minha cabeça.

Finalmente, ela se inclina para trás e me encara.

— Eu gostei disso, — ela sussurra, e então me beija docemente.

Ela não se prolonga para mais doces beijos, mas se levanta, me cobre com a coberta, e desaparece dentro do banheiro. Na sua volta, ela está carregando uma garrafa de loção branca. Ela senta ao meu lado na cama.

— Vire-se, — ela ordena, e relutantemente eu me viro.

Honestamente, toda essa bagunça. Eu me sinto sonolenta.

— O seu traseiro está com uma cor gloriosa, — ela diz aprovadoramente, e ela carinhosamente massageia a loção refrescante no meu traseiro rosa.

— Abre o jogo, Cabello, — eu bocejo.

— Srta. Jauregui, você sabe como estragar um momento.

— Nós temos um trato.

— Como você se sente?

— Sendo passada para trás

. Ela suspira, desliza ao meu lado, e me puxa para os seus braços. Com cuidado para não tocar o meu traseiro dolorido, nós estamos de conchinha novamente. Ela me beija bem suavemente ao lado da minha orelha.

— A mulher que me trouxe para este mundo era uma puta viciada em crack, Lauren. Vá dormir.

Puta merda... o que isso significa?

— Era?

— Ela está morta.

— Há quanto tempo?

Ela suspira.

— Ela morreu quando eu tinha quatro anos. Eu realmente não me lembro dela. Alejandro me deu alguns detalhes. Eu apenas me lembro de certas coisas. Por favor, vá dormir.

— Boa noite, Camila.

— Boa noite, Lern.

Enquanto eu deslizo para um sono exausto e confuso, sonhando com uma garotinha de quatro anos de idade, com olhos cinzentos em uma casa escura, assustadora e miserável.


Notas Finais


Falta 6 capítulos para terminar a primeira temporada.
Até


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