História 50 tons de Kim - Taekook - Vkook - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 9.179
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá,
Carpe Noctem!
Boa leitura!

Capítulo 2 - O contrato.


Fanfic / Fanfiction 50 tons de Kim - Taekook - Vkook - Capítulo 2 - O contrato.

 

Uma semana depois

 

Faz uma semana que eu comecei na Kim Participações e Empreendimentos Inc., agora ninguém me encara como se fosse um estranho, o pessoal da portaria já me conhece, as moças da copa não me olham mais estranho. Até Kwan conversa mais comigo, ontem mesmo falamos como o preço do Dólar está caro, vai por mim, é um progresso.

 

O que não mudou é o jeito que Kim me trata, ele me chama sempre em sua sala e age daquela forma fria, sem humor algum, nos encontramos nos corredores mais vezes do que eu gostaria. O que é estranho é suas mudanças de humor repentinas, às vezes ele me trata com carinho e eu acho meio suspeito, ontem mesmo ele foi super gentil, colocou o elevador em espera para que eu subisse junto de si, às vezes ele me trata de forma protetora, e não sei, talvez, e bem talvez mesmo, de forma possessiva, ou será que estou ficando louco e vendo coisas? Tivemos uma reunião essa semana e, ele lançou olhares estranhos para Seunghyu quando o mesmo estava conversando comigo, no fim da reunião ele veio até nós e falou de forma rude com o mesmo, e pediu para falar comigo a sós. Conclusão: fiquei vários minutos em sua sala, ele ficou falando dos novos projetos que eram para as filiais dos outros países e pedira minha opinião a todo momento, fiquei feliz por poder opinar, mesmo não tendo certeza se isso valeriam de algo para ele.

 

Hoje ele tem uma reunião com um dos seus sócios, e adivinha? Ele pediu para que eu o acompanhasse, até aí nada de estranho, bom não totalmente, pois quem sempre o acompanha para essas reuniões é o Namsook, pois ele é o líder do setor de economia. Estamos em seu carro agora, me sento bem encostado a porta do carro, estou com falta de ar, é um local pequeno para nós dois sozinhos, mesmo o esportivo sendo espaçoso. O cheiro do banco de couro me acalma um pouco, está tocando uma música, algum rock antigo, não me recordo o nome da banda, vejo Kim sibilar algumas palavras da canção, ele me olha e sorri, aparenta estar de bom humor.

-Você conhece essa música? Ou é muito velha para você? - Sua voz está animada.

-Conheço, mas não me lembro o nome da banda. Eu murmuro distraído olhando para os carros à nossa frente.

Ele solta um riso abafado e um sorriso torto brinca em seus lábios.

-Se chama Metallica. Ele se vira rapidamente para mim e, mais uma vez seus olhos curiosos percorrem por toda minha face, sorrio levemente e me viro rápido sentindo meu rosto corar.- Você costuma ser vergonhoso sempre?

O encaro com a testa franzida.

-Ah..o que? - Murmuro envergonhado e tento não encará-lo nos olhos, pois é uma fraqueza para mim, não conseguiria montar um frase se quer sem gaguejar.

-Você me parece ser uma pessoa muito tímida. Ele tamborila os dedos no volante, e lá vamos nós de novo para um Kim misterioso e frio.

Me encolho no banco, que conversa é essa? Ele parece perceber meu constrangimento diante daquilo, não é nada muito invasivo em si, mas eu sou uma pessoa muito tímida, então tudo me deixa sem jeito e travado. Sua expressão suaviza e ele volta a cantar baixinho a nova música, essa eu conhecia muito bem a banda, a música Sweet child o’mine não é do meu tempo, e nem do dele, mas é a música que nunca sai das rádios.

-Por que  você pediu para eu vir ao invés de Namsook? - A pergunta sai automaticamente, me surpreendo por não ter gaguejando, sorrio bobo com essa conquista e ele me olha desconfiado.

Ele pensa por alguns instantes e reprimi um sorriso. O encaro confuso.

-É algo sobre sua área, Comércio Exterior, acho que pode ser uma aprimoração para você. Ele vira o carro para direita.- Você fala inglês?

-O b-básico. Eu gaguejo, droga!

-Teremos um sócio da inglaterra hoje. Sua voz muda para um tom profissional, esse jeito peculiar dele me assusta, quem me dera poder mudar assim o tom da minha voz.- De qualquer forma deixarei você por dentro da conversa. Ele se vira para frente.

Eu assinto e respiro mais calmo, acho que as interrogações dele se esgotaram.

-Você gosta de vinho? - E mais uma vez eu me engano eminentemente. Ele me encara de forma divertida, então crio coragem pra descontrair um pouco.

-Vamos beber em plena jornada de trabalho senhor Kim? - Deixo minha voz soar preocupada de propósito.

-É claro. Seu olhar é agradável.- Socialmente! - Ele completa como se estivesse me repreendendo, não consigo evitar de sorrir.- Não acha que fazer coisas proibidas é mais gostoso? - Sua feição muda drasticamente, ele eleva a sobrancelha de forma sugestiva e me encara de forma impassível, pisco atônito sem saber o que dizer, seu olhos seguram meu olhar rapidamente, meus batimentos cardíacos aceleram e minhas bochechas esquentam, ele para o carro no estacionamento e minha atenção se volta para suas belas e compridas mãos, ele as escorregam vagarosamente pelo volante até me encarar com um olhar satisfatório de vitória.- Chegamos! - Sua voz rouca me faz acordar, abro a porta e saio rapidamente do carro. Inalo o ar com força antes de reparar no ambiente em que estamos.

O local é muito bonito, imagino se o lado de fora é assim, lá dentro então…

 

A reunião foi muito boa, para o senhor Kim é claro, que conseguiu fechar um ótimo negócio e, ainda me deixar envergonhado de tanto elogios que ele me deu na frente do novo sócio, não sei qual é o joguinho dele, mas ele tem que parar com isso, ele tomou apenas uma taça do vinho caro, eu não tenho costume de beber, mas vinho é algo que não posso dispensar, ainda mais um vinho bom como aquele, acabei tomando duas taças e, não me arrependo, o efeito da segunda me ajudou a relaxar, me empolguei e até consegui me despedir do homem na língua dele. Tenho o pressentimento de que nunca mais virei aqui, é um lugar muito bonito, mas não é para mim, só tem engravatados ali dentro, pagando o olho da cara em vinhos mais caro que meu carro.

-Você está bem? - Kim me pergunta já dentro do carro.

-Sim. Falo naturalmente. Efeito do álcool.

Ele me estuda um pouco e liga o carro.

-Tem o costume de beber?

-Não, bom, a vezes Jimin me faz beber um pouco a mais, mas no geral? Não sou de beber. Ops!, uma falha, acabo me enrolando de novo, Merda! deveria ter bebido mais.

-Quem é Jimin? - Ele indaga de forma autoritária, aparenta estar bravo.

Franzo a testa confuso e tento o repreender com o olhar, quem ele pensa que é para querer saber da minha humilde vidinha?

-É meu amigo, nós moramos juntos. Respondo devagar e tento não me enrolar nas palavras, seus olhos atentos me encaram de forma ávida.

Ele assenti aparentando engolir o próprio orgulho. Senhor do autocontrole!

 

O trajeto é feito mais devagar já que o clima está pesado, nem o rádio ele ligou dessa vez, será que que foi por causa do meu olhar repreendedor? Hahaha! Meu subconsciente zomba de mim, você acha mesmo que o todo poderoso Kim Taehyung se abalaria com algo vindo de você? Ele me pergunta de forma grosseira, conto números primos e finjo que não estou ouvindo-o. Chegamos na empresa e ele me convence de que não preciso trabalhar o resto do dia, já que ele tinha me feito beber e isso quebraria uma das normas. Não discuto, não estava no clima de dirigir uma palavra sequer em contestamento.

Vou até minha sala e pego minha bolsa, me despeço dos outros e sigo para o elevador, me surpreendo ao vê-lo lá dentro, ele está com a postura ereta e segura uma maleta preta. Bem profissional! e lindo! Adentro o equipamento e fico ao lado direito dele, mas um pouco a frente, penso se deveria falar algo, mas resolvo o ignorar, ele não estava merecendo mina nobre atenção.

-Bela bolsa. Ele diz.

Hesito um pouco, mas  falo:

-Obrigado, foi um presente. O olho rapidamente. Maldito senhor Kim! Por que não posso simplesmente o ignorar?

-Dos seus pais? - Sua voz soa curiosa.

-Do Jimin. Falo simples, escuto sua respiração ficar pesada e ele parece inquieto.- Tenha uma boa tarde senhor Kim, até segunda. Me despeço assim que as portas se abrem no estacionamento, ele parece murmurar alguma coisa, mas quando me viro para ele, ele desiste e apenas diz tchau.

 

Chego em casa e encontro Jimin deitado no sofá, está tudo escuro e ele assiste um filme na TV, está bem concentrado, caminho devagar até ele e o assusto.

-Jesus! Jungkook! - Ele fala assustado com a mão no peito.- Você quer me matar? - Suas bochechas empalidecem rapidamente e, eu me perco em risos.

-Foi mal, não poderia perder essa chance. Falo tentando tomar fôlego e parar de rir.

-Idiota! - Ele acerta uma almofada em mim.- Por que chegou mais cedo? - Ele franze o cenho.

-Eu fui a uma reunião com o senhor Kim e, ele me liberou mais cedo. Falo simples e me jogo ao lado dele, é tão bom ficar em casa assistindo.

-Bom para você. Ele se arruma novamente.- Que tal fazer um lanchinho para gente, tô com fome. Ele fala manhoso.

-Só vou fazer porque também estou com fome. Me levanto e sigo até a cozinha.

-Jungkook! - Ele me chama.

-Hum. Respondo e pego os ingredientes.

-Você não acha estranho o Kim ser solteiro, tipo, ele é muito bonito e já está chegando nos trinta e ainda não tem uma noiva, ou namorada. Ele fala de forma curiosa.- Já se perguntou se ele não é gay também?

Eu engulo seco e dou graças a Deus por ele não estar no mesmo cômodo agora, com certeza ele perceberia minha inquietação.

-Jungkook! - Me chama mais uma vez.

-Oi. Respondo e termino de fazer os lanches.

-Está me ouvindo? - Escuto o volume da TV sendo reduzido.

-Sim. Me dirijo até a geladeira para pegar um pouco de refrigerante.- Quer refri?

-Pode ser. Ele grita.- Não vai responder minha pergunta? - Deus! Por que ele tinha que ser tão teimoso e curioso?

-Eu realmente não sei Jimin, não fico muito com ele. Arrumo as coisas numa bandeja e sigo para a sala.

-Wow, caprichou. Seus olhos brilham ao olhar os lanches.

Nos servimos e ele reajusta o volume da TV.

-Imagina o escândalo que seria se ele se admitisse gay. Jimin fala como se fosse a melhor fofoca que aconteceria no ano.

Apenas dou de ombros e peço aos céus para ele não tocar mais no assunto. Passamos a tarde toda assistindo, já estava escuro quando cansamos de ficar deitados e resolvemos desligar a TV, minha bunda já estava dormente.

-Vamos sair hoje. Ele fala, afirmando e não perguntando, franzo a testa e levanto meu olhar para ele.

-O que?

-Eu combinei com os meninos de sairmos hoje, sabe? Para quebrar um pouco o clima tenso da faculdade.Seus olhos grandes me encaram com empolgação.

-Ah Jimin eu…

-Nada de “Ah Jimin!”. Ele imita minha voz, muito mais fina é claro.- Vamos, vai ser divertido. Ele me puxa do sofá.- Faz tempo que não saímos, merecemos um dia de glória. Ele pisca os olhos rapidamente esperando por uma resposta.- Até comprei roupa nova para irmos.

-Jimin, você comprou roupa?

-Sim, é um presente, agora diz que vai, diz que vai. Ele se ajoelha na minha frente e junta as mãos em frente ao rosto.

-Ta. Reviro os olhos e ele se levanta num pulo comemorando.

-Beleza, vamos tomar banho então, eu levo a roupa no seu quarto, você vai amar. Ele diz entusiasmado.

-A onde vamos?

-Num barzinho novo que abriu semana passada, Hoseok diz que ele é muito bom.

Okay, mais bebida! Subo a escada e entro no meu quarto, minutos depois Jimin aparece com uma sacola.

-Tcharam! - Ele diz balançando a mesma em frente ao rosto, é notável o logo da marca cara estampado na sacola.

Ele me entrega o objeto e eu a abro, tiro de lá algumas peças, ele montou um look completo, fico estupefato.

-Obrigado Jimin, é lindo. Falo remexendo nas peças, elas são incrivelmente bonitas, Jimin tem um bom gosto. Ele comprou uma calça jeans preta com um rasgo no joelho esquerdo, aparenta ser um pouco pequena, mas acho que serve, uma blusa branca com uma frase em inglês, e um lenço cinza.

-Que bom que gostou. Ele sorri.- Bom, vou tomar meu banho, fique pronto as oito, ok?

-Ok capitão! - Faço sinal de contingência e ele revira os olhos antes de sair do cômodo.

Tomei um banho rápido e fui me arrumar, ainda de roupão sequei meu cabelo e fiz uma maquiagem, na verdade um pouco de base e um hidratante labial.

Saio do banheiro e sigo até as roupas jogadas em cima da cama, me visto com cuidado para não sujar a camiseta com a base, coloco um coturno preto e minha jaqueta preta, o lenço cinza dá um destaque na blusa branca, não está um clima frio, mas o lenço é mais como um acessório.

Sento na cama para esperar dar a hora, estico minha mão até o criado mudo e pego meu celular, faltam uns cinco minutos, noto uma notificação de mensagem. Quem era?

 

Kim Taehyung! O que diabos ele queria?

Abro apressadamente o aplicativo.

 

“ Boa noite senhor Jeon, peço desculpa por mais cedo, não quis ser invasivo...espero que me desculpe, Kim..”

 

Leio e releio aquelas duas linhas, sério? Ele está me pedindo desculpa por mensagens, rio em descrença, meu dedo clica no campo para responder, fico meio hesitante, mas começo a digitar.

 

“Tudo bem senhor Kim, nem sempre estamos no controle de tudo”

 

Penso um pouco, mas mesmo assim a envio, vamos ver no que vai dar, o senhor do autocontrole sendo chamado de sem controle. Coloco o celular na minha coxa e logo sinto o mesmo vibrar, Não! Será mesmo que ele respondeu tão rápido assim? Até parece! Meu subconsciente grita para mim.

 

“Caro senhor Jeon, não entendi muito bem o que quis dizer com aquelas palavras, mas penso que tenho sido desculpado.”

 

Meu cérebro se enrola um pouco em entender as palavras, ok, entendo, ele é inabalável, tento digitar uma nova resposta, mas Jimin adentra o quarto. Bloqueio o smartphone e me levanto da cama.

-Vamos? - Ele pergunta, assinto e caminho até ele, seu perfume invade minhas narinas.

 

*-*-*-*-*-*-*-*

 

O bar estava barulhento e agitado, noto alguns alunos da minha turma espalhados pelo local, Hoseok e Yugyeom se junta a nós. Nós quatros caminhamos em direção a uma mesa um pouco afastada, Yugyeom se habilita a pagar a primeira rodada, ele acena para uma garçonete e faz o pedido de algumas margaritas.

-Como foi o trabalho? - Ele sussurra para mim e Jimin me encara rapidamente, eu e Jimin sabemos que Yugyeom nutre sentimentos mais profundos do que uma amizade por mim, mas eu sempre deixo bem claro que quero apenas amizade com ele.

-Foi legal. Respondo simples.

-Deveríamos marcar de sairmos mais. Ele fala.

-Concordo, ultimamente só nos vemos na escola. Hoseok faz um bico entediado passando a mão pelo cabelo vermelho, ele e o Jimin amam uma festinha.

As margaritas chegam, a garçonete coloca um monte de copinhos bem decorados com uma fatia de limão na borda do copo. Bebo uma atrás da outra enquanto Jimin conversa animado com Hoseok, percebo que não é uma boa ideia quando sinto minha cabeça começar a girar. Jimin pede mais uma rodada.

-Minha exposição é amanhã, você vai né? - Yugyeom me encara apreensivo.

-É claro que vou, eu sei que é importante para você. Sorrio ternamente.

-Você quer mais uma margarita? - Ele aproxima o copo de mim.

-Kim Yugyeom você está querendo me embebedar? - Eu rio.

-Não é essa a intenção quando resolvemos vir para cá? - Ele brinca.

-Kook! - Hoseok me chama e eu me viro para ele.- Me ajuda aqui, aquele cara está dando várias olhadas no Jimin e, nosso amigo aqui não quer ir até lá falar com ele. Ele aponta para um cara loiro na pista de dança, ele realmente é muito bonito.

-Jimin dando um fora? - Eu pergunto alto pela quantidade de bebida que havia ingerido, já estou na quinta margarita.

-Não estou dando um fora, só não tenho certeza se os olhares são realmente para mim. Ele arruma o cabelo atrás da orelha.-Tem quatros pessoas aqui.

-Mas só você e Jungkook curte a praia dele. Hoseok brinca, eu noto Yugyeom desviar o olhar corado e Jimin sorri ao notar também.

-Eu sei, mas ele não sabe disso. Jimin fala como se fosse óbvio.

-Por isso você tem que falar com ele. Hoseok incentiva.

Jimin vira o copo e se levanta em direção ao rapaz, eu queria ter pelo menos um terço da coragem dele.

-Parou de beber Kook? - O ruivo pergunta para mim.

-Não, acho melhor beber uma cerveja. Me levanto.- Vou pegar algumas. Hoseok assenti, caminho entre a multidão meio zonzo, minha cabeça começa rodar, me apoio rapidamente assim que chego no balcão e espero alguém vir me atender, tento fazer uma anotação mental de nunca mais beber coquetéis a base de tequila. Desisto de fazer o pedido e cambaleio pra fora daqui até o banheiro, há uma pequena fila que chega no começo da porta, me encosto na parede sentindo meu corpo relaxar um pouco por estar imóvel. Estou entediado de ficar aqui esperando, puxo meu celular do bolso com um pouco de dificuldade, assim que o destravo ele abre  no aplicativo de mensagens e lá está a última mensagem de Kim. Sorrio de forma pacóvia e vejo que já é minha vez na fila, caminho em passos lentos para não perder a compostura, faço xixi e depois de me certificar muito bem que a tampa do vaso estava limpa eu me sento nela. Pego meu celular novamente e leio a mensagem de novo. Ao tentar digitar uma nova mensagem eu teclo para chamar o numero, me assusto e pela falta de reflexo que a bebida me causou não consigo parar a chamada a tempo e escuto a voz grossa do outro lado da linha.

-Jeon? - Ele pergunta.

Rio antes de começar a falar.

-Olá, caro s-senhor Kim. Falo enrolado.

-Jungkook você está bem? - Sua voz soa preocupada.

-Ah...agora não sou mais senhor caro Jeon? -  Pergunto sem lógica alguma.

-Você está bêbado? - Sua voz soa de forma reprovativa, eu não respondo.- Me diz onde está Jungkook! - Ele ordena.

-Não! - Falo aos risos.

-Com quem você está? - Diz ele.

-Com meu amigo Jimin. Eu abro a porta e sigo até a pia, Droga! Eu estou um bagaço, como pude ter ficado bêbado com algumas...seis ou sete margaritas?

-Ok, não saia daí. Ele fala sério e desliga, encaro o celular confuso com as últimas palavras dele e o guardo novamente no bolso.

Caminho para fora do bar, preciso tomar um pouco de ar, me encosto na parede gelada e olho para algumas pessoas ali, tem um pequeno jardim e alguns bancos, um grupo fuma um pouco distance e um casal se pega sem pudor algum há poucos passos de mim. Desamarro o lenço do meu pescoço, estou com calor. A brisa leve refresca minha pele quente, não sei por quanto tempo estou aqui parado.

-Kook! - Yugyeom aparece ao meu lado. - Estava te procurando. Ele se aproxima.- O que faz aqui em fora?

-Preciso de ar. Respondo aos risos, sinto meu estomago revirar.

-Ah...que isso? Você não bebeu muito. Ele sorri gentilmente e se aproxima, ele leva sua mão esquerda até minha cintura e acaricia meu rosto com a direita.

-O que você está fazendo? - Indago confuso e tento  me afastar.

-Kook, eu queria te falar uma coisa. Ele hesita, noto suas bochechas rosadas.- Faz tempo que venho procurando um jeito de me declarar para você. Ele sorri envergonhado.

-Declarar? - Pergunto, tentando me lembrar o significado da palavra

-É Kook, eu gosto de você mais do que como um amigo.

-Yugyeom eu...Reprimo uma ânsia, viro meu rosto e levo a mão a boca.

-Jeon! - Escuto uma voz familiar.

Me viro para frente e vejo Kim ali, ele está parado  e encara Yugyeom que ainda mantém as mãos em mim de forma ameaçadora, o encaro confuso, ele parece furioso. O que ele faz aqui? Ele tem o cabelo castanho perfeitamente penteado e usa um blazer preto, não está vestido de forma social, mas sua roupa ainda é bem elegante com um ar despojado.

-Kim! - Sinto meu olhos marejarem e meu estômago contrai dentro de mim, um gosto de azedo se faz presente em minha boca.

-Solte-o, ele não está bem. Ele ordena e assim Yugyeom o faz, o empresário se aproxima rapidamente de mim e coloca uma mão nas minhas costas.

E eu? Apenas coloco pra fora todas aquelas margaritas que havia tomado. Ele me leva até um banco próximo e sua expressão é raivosa e eu vomito de novo, e de novo, acho que isso nunca mais vai parar.

-Eu vou te levar embora. Fala decidido ficando em pé a minha frente.

-Me levar embora? - Pergunto desentendido e volto a vomitar.

É a pior sensação que já senti na minha vida, sinto que não tem mais nada no meu estômago, mas mesmo assim as ânsias continuam.

-Não posso ir sem o Jimin.

Ele se vira para Yugyeom e eleva a sobrancelha.

-Ele está lá dentro. Falo com a voz trêmula. Ele me olha confuso e caminha até um cara a poucos metros dali, não tinha o visto, ele era menor que  Kim e tinha lindos cabelos platinados. Sua pele é muito pálida, ou minha visão que está muito ruim? - Eles conversam algo apressadamente e o menor adentra o bar. Kim anda até Yugyeom e fala algo para o mesmo, sinto minha cabeça doer tentando imaginar o que ele fala.

-Está tudo certo, vamos! - Ele me puxa gentilmente pelo braço e cola meu corpo no dele.- Pegue. Me estende um lenço branco.

Eu pego o pedaço de pano macio e limpo o canto da minha boca, ainda sinto o gosto de amargo.

-Mas e o Jimin? - Olho ao redor e Yugyeom não está mais lá.

-Yoongi já foi avisá-lo. Ele fala com a voz suave.

Franzo o cenho.

-Quem é Yoongi?

-É meu irmão. Ele me leva até a porta do carona e me arruma no banco passando o sinto por meu corpo.

 

Fecho os olhos.


 

*-*-*-*-*-*-*-*


 

Acordo em um local estranho, é um teto branco, mas as molduras de gessos é diferente das do meu quarto, me sento rápido na cama, Deus! Esse não é meu quarto, onde estou? Vasculho rapidamente com olhos e tento achar uma pista. Olho ao meu lado e me deparo com um copo de água e um comprimido, próximo ao copo contém um bilhete, me beba, próximo ao comprimido outro bilhete, me engula. Faço o que quem quer seja manda e me lembro. Merda dupla! Kim, ele é a última pessoa que me lembro, o que aconteceu depois que ele apareceu no bar? Não consigo me lembrar.

Me levanto e sigo para uma porta dentro do cômodo. É o banheiro, há outro bilhete na pia,

 

“Pode tomar  banho e usar as toalhas e a escova de dentes desse banheiro, são todos novos. A uma nova muda de roupa para você na poltrona, Kim”

 

Nova roupa? Me questiono confuso, mas resolvo tomar meu banho, claro que tudo isso é obra dele, acho que ele tem obsessão por controle. O banho foi rápido, agora estou me vestindo, as peças são muito parecida com as que estava ontem, acho que ele comprou assim com medo de que eu não gostasse.

Saio do quarto e me deparo com um corredor enorme, ele é branco e tem mais algumas portas para trás do quarto em que estava, desço a escada devagar para não chamar atenção. Chego no ultimo degrau e noto um piano preto próximo a escada, ele brilha para mim, me aproximo e toco em alguma teclas.

-Você toca?

Eu sobressalto ao ouvir aquela voz grossa. Me viro, Kim está a minha frente, ele usa uma camisa leve branca que se destaca em sua pele bronzeada e uma bermuda de moletom cinza.

-Ah...não. Falo desviando meu olhar.

-Como está se sentindo?

-Bem, ainda sinto um pouco de enjoo, mas estou muito melhor, obrigado. Meu olhos se conectam com os dele, eu tento desviá-los, mas não consigo, estou preso.

-Você não pode beber desse jeito Jeon , vem, você precisa comer. Diz ele.

-Muito obrigado, mas eu preciso ir embora, você já fez muito por mim. Minha voz sai baixa.

-Por favor, não faça desfeita. Ele eleva a sobrancelha.- Poderíamos conversar um pouco mais, sem profissionalismo, como amigos, apenas Jungkook e Taehyung. Sua voz é serena.

Ah, agora ele quer ser meu amigo?

-Tudo bem. Falo simples, vejo a sombra de um sorriso em seus lábios, mas ele não concretiza o ato, sigo-o até a sala de jantar, é muito bem decorada, com uma grande mesa de jantar e um belo lustre de cristal, nada muito exagerado.

 

O café estava ótimo, Kim parecia ser outra pessoa, estava mais calmo que o normal, e não parecia ser meu patrão, conversamos sobre coisas que nunca imaginei que conversáriamos, até descobrimos coisas em comum, ele era atenciosos todo momento, me senti um pouco infantil, pois ele ficava sempre me alertando que não podia beber do jeito que bebi e como aquilo afetaria  minha vida.

-Muito obrigado pelo café. Agradeço novamente e me levanto, ele me imita.

-Sem problemas, deixa que eu te levo. Ele me encara como se pedisse permissão, penso em negar, mas ele me encara de uma forma...sensual? Sim, eu tenho certeza, ele percorre os olhos rapidamente pelo meu corpo, as roupas ficaram mais justas que o normal, será que ele comprou assim  de propósito? Sinto minhas bochechas corarem e assinto caminhando para saída da sala, ele me segue. Kim estava flertando comigo? Era isso mesmo? Sinto as borboletas no estômago, achei que tivesse as matado ontem com tanta tequila. Rio pelo pensamento tolo.

Ele me guia pelo edifício, pegamos o elevador e descemos até a garagem, seguimos para seu esportivo cinza, a lataria do R8 parece imaculada, me pergunto se é um carro novo.

Saímos da garagem e vou indicando as ruas pra ele.

-Ah...eu esqueci minha roupas. Falo preocupado, havia ganhado do Jimin, não poderia perdê-las.

-Está na lavanderia. Ele responde simples, eu franzo a testa.- Estavam cobertas de vômito.

Meu rosto cora.

-Desculpe por ontem. Peço com um fio de voz.

-Está tudo bem, não é sempre que estamos no controle de tudo. Ele diz vitorioso, Touché! Meu subconsciente que até então achei que tinha matado com o álcool, acorda. Passo a língua pela bochecha de forma irritada e rolo os olhos, ele nota.

-Essa é uma atitude muita feia senhor Jeon, rolar os olhos? - Ele indaga cético.

Eu me viro para ele e seus olhos castanhos encaram meus lábios, fico paralisado por alguns segundos, ele percebe o efeito que tem sobre mim e sorri satisfeito, o sorriso mais sórdido possível. Maldito!

-E o que você pode fazer? - Eu provoco, ele me encara descrente e eu mordo o lábio apreensivo por sua resposta.

-Se você fosse meu, não ia sentar por dias. Sua voz é sacana e ele aperta o volante com um pouco mais de força.

Meu rosto cora o mais forte que pode, acho que consegui ficar roxo, ou até transparente, devo estar me camuflando no couro preto do banco. Tenho arritmia e busco pelo ar de forma estarrecida.

Pronto! Chegamos em casa, ela estaciona o carro e se vira para mim, parece meio hesitante e apreensivo.

-Está entregue. Sua voz soa confiante, Droga! Nunca sei seu estado de espírito.

-Obrigado. Eu o encaro, minhas bochechas coram novamente, e por algum motivo desconhecido por minha pessoa, eu sinto vontade de rir. Nervosismo!

Ele se aproxima um pouco, seus olhos estão brilhantes, ele umedece os lábios e alterna o olhar entre meus olhos e minha boca, ele está tão perto, consigo sentir seu perfume amadeirado.

-Tenho vontade de lhe morder os lábios. Ele sussurra, seus lábios estão a centímetros do meu. Meu coração pulsa a toda velocidade

-Por que não o faz? - O desafio e sorrio de forma travessa. Como fiz isso? Não sei, mas ele me provoca e me faz sentir coisas que nunca pensei que sentiria.

-Porque não vou te tocar, Jungkook...não até que tenha seu consentimento por escrito. Ele esboça um ligeiro sorriso, minha feição muda para uma completamente confusa, o que ele quer dizer com isso? Por que ele tem esse sorriso estranho de “Eu tenho um segredo”?

-Foda-se a papelada! - Ele sorri de canto e leva a mão até minha nuca, cola os nossos lábios com pressa e desejo, sua outra mão aperta minha cintura com possessividade, ele suga minha língua antes de parar o beijo. Sinto uma leve ardência na nuca, o encaro extasiado, como ele podia ser tão...intenso?

-O que vai fazer hoje a tarde? - Ele indaga.

-Na..Lembro da exposição de foto e por um segundo me martirizo por isso, Yugyeom é meu amigo, mas eu sinto que Kim irá pedir algo para mim, e bem lá fundo eu quero continuar perto dele, mentira, lá no fundo não, em toda parte do meu corpo, eu sinto uma vontade enorme de ficar ao lado dele, seu corpo é muito atraente, sua voz faz meu corpo estremecer, é a primeira vez que sinto isso, sou virgem e nunca me interessei por ninguém desse jeito, não estou apaixonado, mas sinto esse calor no meu corpo quando estou perto dele, e agora mais do que nunca eu o quero, sinto que estou preparado.- Tenho um compromisso a noite. A expressão dele muda.

-E amanhã? - Ele pergunta rápido.

Fico pensativo.

-Ah..nada.

-Ótimo, passo aqui às oito. Seu cheiro é inebriante.

-Ah..por que? - O interrogo curioso.

-Eu quero te mostrar uma coisa. Ele fica pensativo.- Você precisa ter certeza se realmente vai querer ficar comigo. Ele fala confiante e me encara.

Engulo seco sem entender o que ele fala.

-Até amanhã. Seu tom de voz é animado. Ele movimenta a cabeça.

-Até. Desço rapidamente do veículo e me dirijo a passos longos até a casa.

 

 

-Jimin! - Exclamo e me viro rapidamente, ele está aos pegas com alguém no sofá.

Ele e o homem riem alto e escuto um barulho de zíper se fechando.

-Pode se virar. O Park fala risonho.- Jungkook, esse é Yoongi. Ele diz.

-Prazer! - O platinado estende a mão, ele ainda está arrumando a roupa no corpo, pego em sua mão corando e logo me viro na direção do meu amigo.

-Ele é irmão do senhor Kim.

-Tô sabendo. Sorrio pequeno para ele e caminho até a cozinha.

 

Pego um copo de água e me encosto na pia, meu coração começa a se acalmar. “Você precisa ter certeza se realmente vai querer ficar comigo...Não até que tenha seu consentimento por escrito”. As frases martelam em minha mente. Por que ele é assim? Toda vez que estou perto dele eu sinto uma tensão sexual exalar de nós dois, no começo achei que era coisa da minha cabeça, mas agora eu tenho certeza que não é, ele me provoca nas entrelinhas e me controla de uma forma insana, acho que preciso dormir mais um pouco, mais tarde tenho que sair e eu quero estar com a mente limpa, volto para sala e Jimin está ajeitando algumas almofadas no sofá, Yoongi não está mais aqui.

-Jimin eu vou dormir um pouco. Falo.- Mais tarde temos a exposição do Yugyeom para irmos.

-É, eu sei, mas por que vai dormir? - Ele franze a testa.- Não me diga que passou a noite inteira acordado fazendo outra coisas? - Ele sorri de forma maliciosa.

-Não...eu. Me enrolo com as palavras.- Na verdade eu dormi a noite inteira, eu não me lembro de quase nada depois que saí do bar. Ao falar lembro da conversa que tive com Yugyeom.

-O que foi? - Ele indaga preocupado, provavelmente pela minha cara assustada.

-É que...Yugyeom te disse alguma coisa antes de Kim me levar embora?

-Ah..ele disse que você estava indo embora com seu patrão. Ele dá de ombros.

-Nada mais? - Ele nega.- É que ontem, eu acho que...ele se declarou para mim.

Ele abre a boca espantado.

-Sério? Mas em que momento isso aconteceu? - Sua voz é curiosa, como se ouvisse a melhor fofoca.

-Um pouco antes do Taehyung chegar. Falo a meia voz.- Eu não tenho muita certeza porque não me lembro muito bem das coisas, mas lembro dele dizer algo como faz “tempo que estou procurando um jeito para falar com você”. Mas não tenho certeza se foi isso mesmo.

-Nossa! - Ele exclama.- Jungkook está arrasando corações. E dois Kim de uma vez. Ele me lança um sorriso travesso.

-O que está dizendo? - Me faço de sonso, algo que consigo fazer muito bem por sinal, deveria ganhar um oscar.

-Ah Jungkook, você não é tão inocente assim. Eu ruborizo.- Tenho certeza que Kim sente algo por você, você acha mesmo que ele iria num bar por causa de um funcionário bêbado? - Ele eleva a sobrancelha.

-Ele é uma boa pessoa e preza pela vida de seus funcionários. Dou de ombros.

-Sei! - Ele me olha de forma desconfiada.- Não rolou nada entre vocês mesmo?

-Não. Falo rápido.

-Não minta para mim! - Ele me encara e finge estar bravo.

-Ok, só foi um beijo. Minhas bochechas coram.

Ele fica boquiaberto e pisca atônito.

-Você beijou Kim Taehyung o empresário mais gostoso de Seoul?

-É Jimin, agora vou dormir. tchau. Começo a subir as escadas com pressa.

-Não, calma aí, achei que fossemos falar sobre isso, foi bom? Quantos centímetros eram? Vocês estão se cuidando? - Ele ri alto.

Eu apenas o ignoro e corro até meu quarto.

 

*-*-*-*-*-*-*-*

 

A exposição durou uma três horas, estava muito bonita, a decoração era em roxo e preto, com várias flores roxas adornando o local, teve um belo coquetel, com bebidas suaves e alguns aperitivos, Yugyeom estava muito bonito vestido no terno preto, ele estava sorridente, mas quando Jimin, Hoseok e eu nos aproximamos ele pareceu ter congelado, ele sorriu de forma vergonhosa e nos cumprimentou rápido, nós o elogiamos pela exposição e o parabenizamos, quase não conversamos porque a todo instante tinha alguém o chamando para uma foto.

Um pouco antes de irmos embora ele veio falar comigo, Jimin e Hoseok haviam se afastado então ficamos sozinhos, ele perguntou se eu estava melhor e perguntou se eu me lembrava de tudo que havia acontecido, eu falei sobre algumas coisas que ele me disse, e o mesmo corou instantaneamente,  ele me encheu de desculpas, porém eu apenas afirmei novamente que nós seriamos apenas amigos e que nada além disso iria acontecer. Nunca o vi mais sem jeito em todo nosso tempo de amizade quanto naquele momento, mas depois dessa conversa constrangedora, o clima melhorou um pouco, mesmo ele estando envergonhado e um pouco quieto nós comemoramos sua conquista, ele estava desde o ano passado tentando um contrato com esta galeria, ela era muito famosa e expor ali era algo grandioso para todo fotógrafo de Seoul. Eu estava muito feliz por ele, fomos embora no carro de Jimin, ele deixou Hoseok na casa dele e depois seguimos para nossa, eu estava animado para o dia seguinte, minha curiosidade estava me matando.



 

*-*-*-*-*-*-*-*


 

Acordo assustado com o som do despertador, coloquei a música Fire do grupo BTS para tocar ontem a noite, queria uma música alta que me despertasse rápido, que idéia idiota! Me levanto e sigo para o banheiro, ainda são sete e meia, ele disse que passaria aqui as oito. Enquanto escovo meus dentes penso no que ele pode querer me mostrar, mas nada vem a minha mente, enxaguo minha boca e penteio o cabelo com a mão mesmo.

Paro em frente ao meu pequeno guarda roupa, o que posso vestir? Pego uma calça jeans e uma blusa simples branca, não sei o que vamos fazer, mas penso que se fosse algo mais importante ele me avisaria antes. Coturno ou tênis? Encaro os dois calçados, sou uma pessoa muito indecisa, Escolho o tênis preto, é bom variar de vez em quando. Pego minha jaqueta de couro e Wow! Até que não ficou tão ruim. Meu celular apita, corro até o mesmo e o desbloqueio.

 

“Já estou indo Jeon, espero que esteja pronto.”


 

Sinto meu coração acelerar e minhas pernas fraquejarem, como isso é possível? Ele nem está aqui é apenas uma mensagem.

Rolo os olhos frustrados, eu estava completamente perdido. Borrifo um pouco de perfume e saio em direção da cozinha, me aproximo do nosso mural de mensagens e escrevo para Jimin que eu sai com  o senhor Kim, Com certeza quando eu chegar ele vai me encher de perguntas e fazer brincadeirinhas maliciosas, conheço muito bem a peça.

Sento no sofá e fico o esperando, penso em esperar lá fora, mas eu não quero mostrar a ele minha ansiedade. O tempo passa rápido e logo escuto a buzina em frente  a casa, saio e tranco a porta, coloco as chaves no bolso da minha calça junto do meu celular, lá estava ele dentro do esportivo cinza, caminho devagar até o carro.

-Bom dia! - Ele me encara apreensivo.

-Bom dia! - Respondo simples, seus olhos ainda estão vagando sobre mim, mordo o lábio e desvio o olhar para rua. Ele liga o carro.

Estamos quietos, ele continua apreensivo, noto seu corpo tenso, me pergunto o que estaria errado, ele liga o rádio e deixa num volume baixinho, suas mãos comprida tamborilam o volante vez ou outra.

Depois de alguns minutos nós chegamos.

Ele estaciona o carro na garagem, me sinto um completo idiota pelo silêncio, ele desce primeiro então eu o sigo.

-Olha Jeon..Ele fala e aperta o botão chamando o elevador.- Eu quero que saiba que eu não sou alguém que namora. Sua voz é calma e ele ainda está inquieto, meu corpo estremece sem entender o que ele quer dizer, sua mão me puxa para dentro o equipamento, acho que estou em transe, minhas bochechas ardem e eu queria estar em casa nesse exato momento. Seus olhos castanhos estão curiosos para cima de mim.

-Ah..você só se relaciona casualmente? - Questiono sem pensar.

Ele franze a testa e o brilho dos seus olhos mudam para algo terno, fico sem entender.

-Depois que você ler os termos podemos falar melhor sobre isso. Sua expressão muda drasticamente, seu olhar está cheio de desejo e ele me penetra com eles, engulo seco e colo as costas na parede de aço do elevador, ele se aproxima a passos devagar e estratégicos como um animal selvagem atrás de sua presa. Ele pega as minhas mãos com delicadeza e às sobem um pouco mais alto que minha cabeça. Estou preso! Ele me imobiliza contra as paredes com o seus quadris e posso sentir sua ereção, Oh Deus! Ele me deseja, Kim Taehyung, o magnata mais cobiçado de Seoul me deseja!  

Seus olhos pecaminosos miram em minha boca e ele cola seus lábios aos meus. Oh,minha nossa!, nunca senti nada assim, sinto cada célula do meu corpo entrar em chamas, sinto o gosto de menta do seu hálito e seu dente puxa de leve a pele inferior do meu lábio, as portas de aço se abrem e ele pega minha mão novamente.

-Tomara que podemos passar disso. Ele sorri para mim, sinto minhas pernas falharem.- Não sei o que acontecerá comigo se ficarmos só por esse beijo.

Franzo a testa.

-O que? - Indago desentendido.

Ele destrava a porta com uma senha, a mesma se abre rapidamente.

-Vamos tomar café primeiro. Ele me guia até a cozinha sua mão ainda segura a minha e eu sorrio abobalhado.

A comida dessa vez é diferente, tem panquecas, sucos, café e salada de frutas.

-Café da manhã Americano, eu gosto de variar o café da manhã. Ele fala e me encara.- O que acha de no próximo fim de semana ser Europeu?

Fico confuso, o que ele quer dizer com isso? Puxo a cadeira para sentar.

-Desculpa, mas não entendo o que você está falando! - Minha voz soa irritada.- O que você queria me mostrar?

-Você é direto, gosto de pessoas assim. Diz ele.- Falamos disso depois de comermos.

Eu rolo os olhos impaciente.

Ele cerra os olhos em minha direção e me encara de forma reprovativa.

Sem entender a postura dele eu o ignoro e me sirvo, estou curiosos para saber o que ele quer me mostrar, então me apresso, pego um pouco da sala de fruta e uma panqueca, como a panqueca e bebo o suco de laranja para ela descer mais rápido, Kim me encara de forma insegura, o que diabos ele tem para me mostrar, algo fora da  lei? Meu corpo gela. Engulo o último pedaço de panqueca e vou para a sala de fruta. Me delicio com os pedaços de manga e morango, são meus preferidos. Taehyung me encara de novo.

-Terminei. Limpo minha boca com o guardanapo.- Muito obrigado, agora podemos ver?

Sua expressão é neutra, ele termina de beber seu suco e limpa a o canto da boca.

-Ok. Ele se levanta e me espera.

Caminhamos até seu sofá branco na sala, ele pega alguns papéis na mesa de centro e me entrega.

-Contrato de confidencialidade. Leio alto e o encaro.- Para que isso?

-Meu advogado me recomendou isso. Ele senta ao meu lado, seu perfume invade minhas narinas.- Quero te mostrar uma coisa, mas preciso da sua confiança para isso, então você deve assinar para mostrar que não vai contar a  ninguém o que verá aqui. Ele explica calmo e me entrega uma caneta.

-Não é nada fora dos limites da lei né? - Indago e ele me encara de forma divertida.

-Você acha que estou colecionando corpos no meu closet por acaso? - Sua voz soa brincalhona o encaro perplexo, é a primeira vez que ele brinca desse jeito.- Não Jungkook, não é nada fora de lei. Sua voz continua divertida, eu sorrio de volta e assino o papel sem hesitar.- Bom garoto. Um sorriso sapeca brinca em seu rosto.- Vem? - Ele estende a mão para mim.

Subimos a escada e seguimos pelo corredor branco, ele para na ultima porta e a destranca, é uma biblioteca, andamos junto até as estantes de livros, ele caminha até a última estante.

-Você pode ir embora quando quiser, se você não aceitar o que eu tenho para te oferecer é só pedir para ir embora e te levarei na hora. Ele me encara, sinto meu corpo estremecer e assinto, que Deus esteja comigo!

Ele pressiona um pouco a parede então uma leve lufada de ar sai atrás da mesma, uma passagem secreta! Fico animado, sinto as borboletas no meu estômago voarem eufóricas.

-O que tem aí atrás? - Questiono curioso.

-Minha sala de jogos. Ele movimenta a cabeça.

-Onde você guarda seus games?

Ele ri de forma gostosa.

-Não Jungkook. Sua expressão fica séria.- Como eu disse, não hesite se quiser ir embora, nada mudará em questão do seu estágio na empresa. Ele diz, sinto meu corpo tremer, mas a curiosidade fala mais alto.

-Só abra a maldita porta, Taehyung.

Ele abre a porta e dá passagem para eu entrar primeiro e meu Deus! Estou pasmo, parece que tinha voltado no tempo para o século XVI, na inquisição espanhola, o que é isso, um quarto escondido? Mas não é um quarto normal, Tem cheiro de couro, madeira e cera, as paredes são vermelhas, tem uma cama no meio com dossel, ela é bem chamativa de forma pecaminosa é claro, os lençóis de seda vermelha dá um ar mais sensual para ela, na frente dela um sofá de couro vermelho. Na parede direita há vários objetos pendurados e uma bancada cheia de coisas, desço o degrau e caminho até elas, meus olhos estão trêmulos, me viro para Kim e ele me encara apreensivo com as mãos nos bolsos. Tem chicotes, algemas e vários outros utensílios que nunca vi na vida, há duas cristaleira uma ao lado da outra, me aproximo da cama, contém quatro amarras fixadas nela, duas em cima e duas embaixo, ao lado da esquerdo da cama no teto tem uma grade suspensa com no mínimo dois metros, da qual se pendurava várias cordas, engulo seco.

-Diga alguma coisa Jeon? - A voz grossa dele me traz de volta a realidade.

-O que é tudo isso? - Viro em sua direção.- Você é sádico?

-Sou um amo. Seus olhos castanhos ficam intenso.

-O que quer dizer isso?

-Significa que quero que se renda a mim, em tudo, voluntariamente.

-Por que?

-Para me satisfazer. Diz simples.

Fico boquiaberto, ele quer que eu o satisfaça!

-Por que eu?

-Por que me atrai por você Jungkook. Sua voz é suave.

-Ah quanto tempo faz isso?

-Desde minha adolescência. Fico ainda mais chocado.

-Quantas pessoas já tiveram aqui? - Sinto a boca seca e caminho pelo quarto.

-Você é a quinta. Ele pressiona os lábios.

Fico em silêncio sem saber o que mais falar.

Ele é tão intenso, lindo e pela primeira vez na vida eu quero me entregar para alguém, mesmo que esse alguém seja um sádico. Droga Jungkook!

-Como isso funcionaria? - Sua expressão suaviza, ele solta um suspiro aliviado.

-Bem, eu fiz um contrato, são normas e, quero que as aceite, elas te beneficiam e me dá prazer, se você as segue, eu te recompenso, se as quebra, eu te castigo.

-Me castiga? Com o que?

Ele caminha até a bancada e pega um chicote com tiras.

Meu corpo estremece, ele me entrega o objeto, o mesmo é de couro com o cabo revestido de pelúcia, tem umas nove tiras eu acho.

-E, o que eu ganho se eu topar isso? - Levanto os olhos para ele.

-A mim. Diz simples.

O encaro desorientado.

-Vamos descer, lá embaixo conversaremos melhor. Ele pega o chicote em minha mão e o joga na cama.- Jungkook eu não vou te machucar. De alguma forma eu confio nele, pego sua mão e sigo para fora do cômodo.

 

Já fora do corredor ele me guia, paramos em frente ao quarto que fiquei noite retrasada.

-Este quarto será seu se topar. Ele abre a porta.- Poderá mudá-lo se quiser, trocar a mobília, o papel de parede, qualquer coisa.

Dinheiro! Muito dinheiro!

-Você espera que eu venha morar aqui?- Questiono apreensivo.

-Não, apenas de sexta a noite a domingo a noite.

Fico quieto.

-E você?

-Meu quarto é a segunda porta da esquerda. Ele dobra sua cabeça para o lado.

-Não dormirá comigo? - Fico vermelho.

-Não, não durmo com ninguém. Ele diz sério.- Vem, vamos descer.

Sinto um frio desagradável no estômago e sinto minha cabeça rodar e, olha que dessa vez nem bebi.

 

Passamos o resto do dia jogando conversa fora, momento o outro eu perguntava sobre o contrato, aquilo não saia da minha mente e, eu sentia uma vontade enorme de poder tocá-lo e de sentir o toque dele como no elevador horas mais cedo, depois fomos almoçar num restaurante muito elegante, a comida era italiana e era muito boa, ele explicou como funcionaria um pouco das coisas caso eu topasse, disse que meu emprego estaria a salvo caso minha resposta fosse não, eu me sentia nas nuvens perto dele, ele era uma pessoa muito inteligente e tinha resposta para tudo, muitas vezes ele fazia um comentário de duplo sentido que me deixava vermelho de vergonha.

Agora estamos em seu carro, já está escuro e ele está me levando de volta para casa.

-Até a amanhã Jeon. Sua voz é amigável.

-Boa noite Kim! - Eu o encaro, ele se aproxima e esbarra sua mão no meu joelho, sinto um choque percorrer por meu corpo, ele abre o porta luvas e tira de lá um envelope marrom.

-Pegue. Ele o estende para mim.- Este é o contrato, me mande um e-mail caso tenha alguma dúvida.

Pego o envelope e assinto com a cabeça.

-Espero que aceite. Ele deixa um beijo rápido em meus lábios.-Tchau.

-Tchau. Saio do carro e adentro a casa.

Jimin não está aqui na sala, dou graças a Deus, ele me encheria de perguntas e, perguntaria sobre o envelope, subo a escada de dois em dois degraus e adentro meu quarto às pressas. Exalo o ar com força e me jogo em minha cama, eu abro o envelope, minhas mãos estão suadas de ansiedade.


 

CONTRATO

No dia 07 de agosto de 2018  (“data de início”)

ENTRE

O SR. KIM TAEHYUNG, com domicilio no Escala 301, Seoul,

(“o Dominante”)

E O SR. JEON JUNGKOOK, com domicilio no SW Green Street 1114, Seoul,   

(“o Submisso”)


 

(-Submisso? - Me pergunto mentalmente, não sei o que isso significa, não no sentido literal é claro, mas na questão de “DOMINANTE E SUBMISSO”, porém algo me diz que deve ter o mesmo sentindo que o literal. Pego o notebook com dificuldade do criado mudo e ajeito os travesseiros atrás de mim e espero o eletrônico ligar.- Submisso. Escrevo na barra de busca e clico em imagens. Deus! Fico boquiaberto, sério que pessoas se submetem a coisas assim?  Eu congelo um pouco observando as imagens, não sei se tenho coragem de fazer algo do tipo, é muito agressivo...e sensual também...parece bom, mas sei lá, não gosto de sentir dor e eu sou uma pessoa romântica daquelas que imagina sua primeira vez com velas aromáticas e pétalas de rosas e não uma mordaça em minha boca com meus braços e pernas amarrados. Continuo a ler o contrato.)



 

AS PARTES ACORDAM O SEGUINTE

1. A seguir estão os termos de um contrato vinculativo entre o Dominante e o Submisso.

TERMOS FUNDAMENTAIS:

2. O propósito fundamental deste contrato é permitir que o Submisso explore sua sensualidade e seus limites de forma segura, com o devido respeito e cuidar de suas necessidades, seus limites e seu bem-estar.


 

(- Com o devido respeito? - Repito em voz alta e me pergunto mentalmente como isso tudo poderia ser respeitoso?)


 

3. O Dominante e o Submisso acordam e admitem que tudo o que aconteça sob os termos deste contrato será consensual e confidencial, e estará sujeito aos limites acordados e aos procedimentos de segurança que se contemplam neste contrato. Podem acrescentar-se limites e procedimentos de segurança adicionais.

 

4. O Dominante e o Submisso garantem que não padecem de infecções sexuais nem enfermidades graves, incluindo HIV, herpes e hepatite, entre outras. Se durante a vigência do contrato (como se define abaixo) ou de qualquer ampliação do mesmo, uma das partes for diagnosticada ou tiver conhecimento de padecer de alguma destas enfermidades, compromete-se a informar à outra imediatamente e em todo caso, antes que se produza qualquer tipo de contato entre as partes.

 

FUNÇÕES:

 

5. O Dominante será responsável pelo bem-estar e pelo treinamento, a orientação e a disciplina do Submisso. Decidirá o tipo de treinamento, a orientação e a disciplina, e o momento e o lugar de administrá-los, atendendo aos termos acordados, os limites e os procedimentos de segurança estabelecidos neste contrato ou acordado ainda nos termos da cláusula 3 acima.

 

6. Se em algum momento o Dominante não mantiver os termos acordados, os limites e os procedimentos de segurança estabelecidos neste contrato ou acordados na cláusula 3, o Submisso tem direito a finalizar este contrato imediatamente e a abandonar seu serviço ao Dominante sem prévio aviso.


 

INÍCIO E VIGÊNCIA:

7. O Dominante e o Submisso assinam este contrato na data de início, conscientes de sua natureza e comprometendo-se a acatar suas condições sem exceção.

8. Este contrato terá efeito durante um período de três meses a partir da data de início (“vigência do contrato”). Ao expirar a vigência, as partes comentarão se este contrato e o disposto por eles no mesmo, são satisfatórios e se estiverem satisfeitas as necessidades de cada parte. Ambas as partes podem propor ampliar o contrato e ajustar os termos ou os acordos que nele se estabelecem. Se não se chegar a um acordo para ampliá-lo, este contrato concluirá e ambas as partes serão livres para seguir sua vida separados.

 

DISPONIBILIDADE:

9. O Submisso estará disponível para o Dominante desde sexta-feira à noite até o domingo pela tarde, todas as semanas durante a vigência do contrato, com as horas a especificar pelo Dominante (“horas atribuídas”). Podem acordar mutuamente por mais horas, atribuídas como adicionais.

10. O Dominante se reserva o direito a rechaçar o serviço do Submisso em qualquer momento e pelas razões que sejam. O Submisso pode solicitar sua liberação em qualquer momento, liberação que ficará a critério do Dominante e estará exclusivamente sujeito aos direitos do Submisso contemplados nas cláusulas 2-5 e 8.

 

LOCALIZAÇÃO:

11. O Submisso estará disponível às horas atribuídas e às horas adicionais, nos lugares que determine o Dominante. O Dominante concorrerá com todos os custos de viagem que incorra o Submisso com este fim.


 

(Escuto um barulho vindo lá de baixo, acho que Jimin chegou, me levanto às pressas e espalho um pouco dos livros e apostilas da faculdade pela cama, para qualquer efeito, estou estudando, volto para meu lugar e coloco o contrato debaixo do notebook, Jimin jamais pode saber disso ele surtaria. Ele bate na porta.

-Pode entrar! - Eu grito.

Ele aparece risonho e caminha até minha cama.

-Onde estava? - Questiono curioso.

- Com yoongi. Ele suspira de forma calma.- Jungkook ele é demais, nós fomo num motel, acho que o mais caro de Seoul, e...nossa, você não imagina o que ele pode fazer..ele…

-Jimin! - O repreendo com as bochechas quentes.- Não preciso saber dos mínimos detalhes.

Ele ri.

-Calma, eu só ia falar que ele faz muito bem. Ele sorri malicioso.- E você? Passou o dia todo fora. Sua feição é pervertida.

-Nem começa e pare de pensar essas coisas. Eu rolo os olhos.- A gente só saiu para conversar sobre um projetos novos da empresa e depois fomos almoçar. Falo simples.

-Sei! - Ele me encara desconfiado.- Ele veio te buscar antes do café da manhã para falar sobre negócios? - Seu tom é acusador.

-Sim. Minto na cara dura.

-Não menti para mim Jungkook. Ele cerra os olhos.

-Não estou mentindo. Tento não rir.

-Ok, estou muito cansado para te encher de perguntas, Yoongi me fez esgotar todas minhas energias. Ele sorri de canto e eu faço careta.- Boa noite, amanhã quero saber de tudo viu? E sem mentiras. Ele beija o topo da minha cabeça e sai do quarto saltitante.

Suspiro aliviado e olho as horas no canto inferior da tela,  Puta merda! Já são meia noite e eu nem terminei de ler o contrato ainda.)


Notas Finais


Espero que tenham gostado :)
Deculpe-me caso haja algum erro!
Amanhã sai o último capítulo..

-OBS: O contrato presente neste capítulo foi totalmente retirado do livro "50 tons de cinza".


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