História 50 tons de Kim - Taekook - Vkook - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
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Palavras 8.444
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá,
Carpe diem!
Boa leitura!

Capítulo 3 - Playroom.


Fanfic / Fanfiction 50 tons de Kim - Taekook - Vkook - Capítulo 3 - Playroom.

 

Dominante:

 

12. O Dominante deve priorizar em todo momento a saúde e a segurança do Submisso. O Dominante em nenhum momento exigirá, solicitará, permitirá nem pedirá ao Submisso que participe das atividades detalhadas no Apêndice 2 ou em toda atividade que qualquer das duas partes considere insegura. O Dominante não levará a cabo, nem permitirá que se leve a cabo, nenhuma atividade que possa ferir gravemente ao Submisso ou pôr em perigo sua vida. As restantes sub-partes desta cláusula 15 devem ler-se atendendo a esta condição e aos acordos fundamentais das cláusulas 2-5.

13. O Dominante não emprestará seu Submisso a outro Dominante.

13.1 O Dominante não poderá ser tocado sem seu rápido consentimento.


 

Palavras de Segurança:

14. O Dominante e o Submisso admitem que o Dominante pode solicitar ao Submisso ações que não possam levar-se a cabo sem incorrer em danos físicos, mentais, emocionais, espirituais ou de outro tipo no momento em que lhe solicitam. Neste tipo de circunstâncias, o Submisso pode utilizar uma palavra de segurança. Serão incluídas duas palavras de segurança em função da intensidade das demandas.

15. Será utilizada a palavra de segurança “Amarelo” para indicar ao Dominante que o Submisso está chegando ao limite da resistência.

16. Será utilizada a palavra de segurança “Vermelho” para indicar ao Dominante que o Submisso já não pode tolerar mais exigências. Quando se dizer esta palavra, a ação do Dominante cessará totalmente, com efeito imediato.




 

(“O submisso já não pode tolerar mais exigências!“ Meu Deus! Acho que não posso fazer isso, é terrível, não sei se consigo. Sinto um frio na barriga ao me imaginar com Taehyung e ele fazer algo que me machuque, o pensamento me causa repulsa.)





 

CONCLUSÃO:

 

17. Os abaixo assinantes têm lido e entendido totalmente o que estipula este contrato.

 

Aceitamos livremente os termos deste contrato e com nossa assinatura damos nossa conformidade.

 

___________________________________________

Dominante: Kim Taehyung

 

Data:07/08/2018

 

___________________________________________

Submisso: Jeon Jungkook

 

Data:07/08/2018

 

APÊNDICE 1

 

NORMAS

 

Obediência:

O Submisso obedecerá imediatamente todas as instruções do Dominante, sem duvidar, sem reservas e de forma expedita. O Submisso aceitará toda atividade sexual que o Dominante considere oportuna e prazerosa, exceto as atividades contempladas nos limites infranqueáveis (Apêndice 2). O fará com entusiasmo e sem duvidar.



 

(- Aceitará todo atividade sexual que o Dominante considere oportuna. Repito e rio, como irei aceitar todas se nunca sequer tive minha primeira? Isso é hilário.)



 

Sono:

O Submisso garantirá que dorme no mínimo oito horas diárias quando não estiver com o Dominante.

 

Comida:

Para cuidar de sua saúde e seu bem-estar, o Submisso comerá frequentemente os mantimentos incluídos em uma lista. O Submisso não comerá entre horas, à exceção de fruta.

 

(- Não comerá entre horas, à exceção de frutas? Até parece, eu amo comer e vou comer a hora que quiser.Por que até isso ele quer controlar?)


 

Roupa:

Durante a vigência do contrato, o Submisso só vestirá roupa que o Dominante tenha aprovado. O Dominante oferecerá ao Submisso um orçamento para roupas, que o Submisso deve utilizar. O Dominante acompanhará ao Submisso às compras de roupas quando for necessário. Se o Dominante assim o exigir, enquanto o contrato esteja vigente, o Submisso ficará com os adornos que lhe exija o Dominante, em sua presença ou em qualquer outro momento que o Dominante considere oportuno.

 

Exercício:

O Dominante proporcionará ao Submisso um treinador pessoal quatro vezes por semana, em sessões de uma hora, a horas convencionadas pelo treinador pessoal e o Submisso. O treinador pessoal informará ao Dominante dos avanços do Submisso.

 

Higiene pessoal e beleza:

O Submisso estará limpo e depilado em todo momento. O Submisso irá a um salão de beleza eleita pelo Dominante quando este o ditar e se submeterá a qualquer tratamento que o Dominante considere oportuno. O Dominante concorrerá com todos os gastos.

Segurança pessoal:

O Submisso não beberá em excesso, não fumará, não tomará substâncias psicotrópicas, nem correrá riscos desnecessários.

 

Qualidades pessoais:

O Submisso só manterá relações sexuais com o Dominante. O Submisso se comportará em todo momento com respeito e humildade. Deve compreender que sua conduta influi diretamente na do Dominante.

Será responsabilizada por eventuais delitos, desmandos e os excessos cometidos quando não na presença do Dominante.

Ao descumprimento de qualquer das normas anteriores será imediatamente castigada, e o Dominante determinará a natureza do castigo.

 

APÊNDICE 2

 

Limites Rígidos

 

Sem atos com fogo.

Sem atos com urina, ou defecção e seus produtos.

Sem atos com agulhas, facas, perfurações e sangue.

Sem atos com crianças ou animais.

Sem atos que deixem marcas permanentes na pele.

Sem atos relativos ao controle da respiração.

Sem atividade que implique contato direto com corrente elétrica (tanto alternada como contínua), fogo ou chamas no corpo.



 

(Se eu não estivesse muito chocado com essas frases eu estaria rindo, de alguma forma isso me fez querer rir e muito, ato com fogo? Ato com urina? Sério,? Isso é nojento e desrespeita os direitos humanos.)



 

APÊNDICE 3

 

Limites Suaves

 

A discutir e acordar por ambas as partes:

1- Qual dos seguintes atos sexuais são aceitáveis para o Submisso?

• Masturbação

• Felação

• Penetração

• Fisting


 

(- O que diabos é felação? - Digito a palavra no teclado, Ah! É um boquete, por que ele não escreveu assim? Seria muito mais fácil, e agora Fisting, digito novamente.- É uma prática sexual que envolve a inserção da mão ou antebraço na vagina ou no ânus. Leio e fico atônito, inserção da mão ou antebraço? Engulo seco e desço para a próxima pergunta.)



 

2- A ingestão de sêmen é aceitável para o Submisso?


 

(Ingestão de sêmen? Parece meio nojento para mim, mas de toda as outras coisas é a coisa mais normal que um casal faz, rio pela ironia)



 

3- O uso de brinquedos sexuais é aceitável para o Submisso?

• Vibradores

• Consoladores

• Plugues anais

• Outros brinquedos

 

4- O Submisso aceita o uso de Bondage?

• Mãos na frente

• Mãos atrás

• Tornozelos

• Joelhos

• Cotovelos

• Pulsos aos tornozelos

• Barras de amarração

• Amarrada ao mobiliário

• Vendar

• Colocação de mordaça

• Bondage com cordas

• Bondage com fita adesiva

• Bondage com algemas de couro

• Suspensão

• Bondage com algemas de metal/restrições.



 

(Puta merda! Ele realmente leva a sério essa coisa, eu nem sabia que tudo isso era possível.- Bondage. Digito a palavra por sílabas no campo de busca.- Bondage é um tipo específico de fetiche, seu prazer consiste em amarrar e imobilizar seu parceiro. Leio em voz alta, por que alguém sente prazer com isso? )



 

5- Quanto de dor o Submisso está disposta a experimentar?

Onde 1 equivale a que gosta muito e 5, a que lhe desgosta muito:

1 – 2 – 3 – 4 – 5



 

(- Nenhuma. Respondo como se alguém realmente tivesse feito a pergunta a mim, eu só queria uma relação normal com ele, por que tudo na minha vida tem que ser difícil? Oh Deus!)



 

6- Aceita o Submisso as seguintes forma de dor/castigo/disciplina?

Onde 1 é para nenhum e 5 é para grave: 1 – 2 – 3 – 4 – 5

• Açoites

• Açoites com pá

• Chicotadas

• Açoites com vara

• Mordidas

• Pinças para mamilos

• Pinças genitais

• Gelo

• Cera quente

• Outros tipos/métodos de dor



 

(1 para todas, Será que ele aceitaria essa resposta?)



 

Fecho o contrato e me jogo na cama exausto e o pior é que não sinto sono, amanhã tenho aula cedo e depois tenho que ir trabalhar, Merda! Como vou encara-lo depois de saber tudo isso? Sinto meu estomago revirar. Bom se eu não durmo, ele também não irá, afinal, foi ele quem me meteu nessa, puxo meu notebook novamente e abro minha caixa de e-mail.



 

Email:

 

De: Jeon Jungkook

Data: 07 de agosto de 2018 00:15

Para: Kim Taehyung

Assunto: Li o contrato e não consigo dormir.

 

Caro senhor Kim:

Não consigo dormir depois ler o contrato, que por sinal é grande e tenhos algumas dúvidas.

Atenciosamente,

Jeon Jungkook.”




 

Envio, e Oh! Ele é rápido, ele me responde minutos depois, sinto borboletas no estômago, pareço um bobo apaixonado, não que eu esteja é claro.


 

Resposta:

De: Kim Taehyung

Data: 07 de agosto de 2018 00:20

Para: Jeon Jungkook

Assunto: Seu novo ordenador

 

Querido senhor Jeon:

Imaginava que teria dúvidas. Estou impaciente para te ver amanhã.

Até então, estarei encantado em responder a qualquer pergunta via e-mail, se o desejar.

Kim Taehyung,

CEO, Kim Participações e Empreendimentos Inc.


 

Meu novo ordenador? Oras! Ele é muito convencido se acha que eu já topei essa ideia louca, é tentador, admito, mas minha integridade física e moral me diz que é errado, esperei dezenove anos para conhecer alguém que realmente me interesa, por que não posso esperar mais um pouco? Mas um sorriso bobo brota em meus lábios, ele quer me ver…




 

Email:

 

De: Jeon Jungkook

Data: 07 de agosto de 2018 00:26

Para: Kim Taehyung

Assunto: Você ainda não é meu ordenador.

 

Caro senhor Kim:

Ainda não assinei o contrato, então nada de “seu novo ordenador”,  posso tirar as dúvidas agora?.

Atenciosamente,

Jeon Jungkook.”




 

Resposta:

De: Kim Taehyung

Data: 07 de agosto de 2018 00:30

Para: Jeon Jungkook

Assunto: Ainda não sou seu ordenador.

Querido senhor Jeon:

Fico feliz que esteja pensando na possibilidade, já que escrevera AINDA, mas acredito que esteja tarde para conversarmos sobre o contrato, é quase uma hora da manhã, você tem faculdade às sete horas, já deveria estar dormindo Jeon.

Kim Taehyung,

CEO, Kim Participações e Empreendimentos Inc.



 

Email:

 

De: Jeon Jungkook

Data: 07 de agosto de 2018 00:35

Para: Kim Taehyung

Assunto: Já disse que não consigo dormir por causa do contrato?

 

Caro senhor Kim:

Eu li sobre a regras de sono de oito horas, mas a questão é, eu não assinei o contrato, você ainda não é meu ordenador, então eu ainda posso aproveitar meus momentos de autonomia sobre meu corpo.

Atenciosamente,

Jeon Jungkook.”




 

Rio e a envio, fico imaginando a cara dele ao ler, será que ficará bravo?



 

Resposta:

“De: Kim Taehyung

Data: 07 de agosto de 2018 00:40

Para: Jeon Jungkook

Assunto: Meu futuro submisso

 

Querido senhor Jeon:

Agora tenho plena certeza de que você realmente está cogitando a aceitar ser meu, pois você escreveu EU AINDA POSSO APROVEITAR meu momentos de autonomia….Tenho plena certeza também de que você é um garoto muito mau e está me desrespeitando, adoraria dar algumas palmadas em suas belas nádegas, pois é isso que garotos maus merecem.

Kim Taehyung,

CEO, Kim Participações e Empreendimentos Inc.



 

Oh! Que audácia!

 

Eu sempre me enrolo com as palavras, até mesmo para escrever, droga! Acho que bem lá no fundo eu realmente cogito a ideia, pois me sinto atraído por ele. Leio o e-mail de novo e de novo, sinto minhas bochechas corarem e um arrepio travesso percorrer por meu corpo, mas não e um arrepio ruim, ele me enche de calor e pensamentos promíscuos. Eu fecho o aplicativo e desligo o aparelho, jogo minhas coisas no chão e tiro minha roupa ficando apenas com minha cueca branca, apago a luz e me enfio debaixo dos edredons, tento tirar aqueles pensamentos pervertidos em minha mente, mas não consigo.


 

*-*-*-*-*-*-*-*


 

Acordo com o despertador, são seis horas da manhã, mal dormi noite passada e além de tudo, sonhei com os olhos castanhos penetrantes e uma voz grossa e sensual de um certo Kim. Piso no chão frio e me arrasto até o banheiro feito um zumbi. Já decentemente limpo e feito todas minhas necessidade eu sigo até meu guarda roupa. O encaro com os olhos semicerrados, esse sono era para ter vindo ontem, acho que ele está um pouco atrasado. Coloco meu pijama e me jogo novamente na cama, não tem condições, eu não posso ir pra faculdade assim, eu nem consigo ficar em pé, me enfio novamente debaixo dos edredons quentinhos, eles tem meu cheiro e isso é confortante.

Passa vinte minutos, escuto batidas na porta.

-Entra, Tento falar alto, mas acabo sussurrando.

-Jungkook! - Jimin chama, mas mesmo assim abre a porta.- Oi, achei que tivesse no banheiro.Ele me encara confuso.- O que aconteceu, não vai estudar hoje?

-Não, eu passei a noite toda estudando, mal consigo abrir o olho. Minto e, me sinto a pior pessoa do mundo, nunca menti para ele e nem ele para mim, sempre dividimos tudo.

-Por que?  Você deveria ter dormido e deixar para estudar hoje, na hora que é para estudar. Ele fala reprovativo.

-Eu sei, é que as provas estão chegando e eu fico meio sem tempo por causa do trabalho.

-Jungkook, você exige demais de si, tenho certeza que você nem precisa estudar, suas notas são ótimas.

-Eu sei, mas é sempre bom prevenir do que remediar. Eu sussurro.

-Tudo bem. Ele se aproxima e bagunça meu cabelo.- Descanse bem, até mais tarde. Ele fala terno, escuto sua voz longe e caio novamente no sono.

 

Acordo novamente, dessa vez com meu celular tocando.

-Alo! - Falo com a voz grogue por ter acabado de acordar.

-Jeon abra a porta para mim. Uma voz grossa familiar fala. Deus! Era ele! .- Jungkook, está aí?

-Sim, é…

-Estou aqui embaixo, te esperando na porta.

-Na porta?

-Sim Jungkook, tem certeza que está bem? Andou bebendo de novo? Por isso não foi a faculdade? -Sua voz é autoritária ao mesmo tempo que divertida.

-Não, já estou descendo.

 

O que ele está fazendo aqui? Como soube que eu não tinha ido a faculdade?

Arrumo meu cabelo correndo e desço rapidamente ao andar debaixo, Abro a porta e lá está ele, com sua roupa social impecável, o cabelo bem penteado e um leve sorriso no rosto.

-Kim?

-Jeon?

O encaro confuso.

-Por que está aqui? - Dou passagem para ele entrar.

-Por que não foi a aula? - Ele me analisa.- Fiquei preocupado, está doente?

-Não. Respondo simples e o encaro desconfiado.- Como sabia que não tinha ido a faculdade?

-Um passarinho verde me contou. Ele curte com minha cara.- Está bem mesmo?

-Sim. Afirmo impaciente, por que ele tinha que ser assim? Sempre querendo ter  controle de tudo.

-O que faz aqui? - Repito a pergunta.

-Você não me respondeu ontem. Ele me encara de forma crítica.- E eu queria te ver. Completa, um sorriso bobo surge em meus lábios.- Não dá para saber como você estava reagindo pelos e-mails, eu precisava te ver pessoalmente e, esperar até duas horas da tarde estava me irritando e como soube que você não tinha ido a faculdade eu resolvi vir aqui.

-Não vai mesmo me contar como descobriu isso? - Indago curioso.

-Não. Ele diz sério.- Você já comeu?

Ele e seu problema com a comida, vai entender!

-Ah..Não, vou fazer alguma coisa agora, me acompanha? - Ele assenti, eu o guio até a cozinha. Faço um café da manhã estilo inglês, minha tia se casou com um Inglês e o mesmo me ensinou um pouco da cultura dele, até mesmo cozinhar algumas coisas.

-Tem curso de culinária? - Kim me pergunta, ele está sentado na cadeira de frente para mim e me observa a todo instante.

-Não. Sorrio para ele.

-Você leva jeito para isso. Noto um leve sorriso em seus lábios.

-Será um café da manhã Inglês, tudo bem?

-É perfeito. Ele me encara, sinto meu rosto corar e me viro para a panela a minha frente.

Frito algumas linguiças, um pouco de bacon, dois ovos e black pudding. - Coffee or tea? -Tento soar o mais fluente possível. Ele me encara de forma divertida.

-Coffee honey! - Sua voz soa perfeitamente bem no idioma.

Assinto e me aproximo da torradeira para pegar nossas torradas, depois de alguns minutos está pronto, sento-me ao lado dele, e nos sirvo, assim como nosso último almoço, nosso café e feito cheio de conversas aleatórias e a todo momento ele fazia um comentário pervertido ou de duplo sentido e o pior dele, foi quando ele me disse que qualquer dias desses ele queria fazer um café da manhã para mim e que eu iria amar experimentar o leite dele. Minhas bochechas coraram num nível absurdo e mal consegui o encarar depois disso. Depois do café ele me ajudou com a louça, ele lavou e eu as enxuguei e guardei. Agora estamos dentro do meu quarto, fiquei muito envergonhado quando ele pediu para ver meu quarto, pois  o mesmo estava uma bagunça, com livros e apostilas pelo chão, junto do meu notebook.

Pego o contrato e me encosto na cabeceira da cama, ele fez o mesmo, mas antes tira seus sapatos sociais pretos, Kim Taehyung está no meu quarto, na minha cama e, eu estou ao lado dele, Dá para acreditar? Meu estômago gela e sinto o ar faltar com o cheiro do seu perfume, seu braço direito está encostado no meu esquerdo e isso me enche de tremeliques.

-Quais são suas dúvidas? - Ele levanta os olhos para mim e, Minha Nossa! Por que ele tem esse efeito sobre mim?

-Ah...Eu congelo, ele está tão perto.

Ele eleva a sobrancelha.

-Não fique envergonhado, é só me dizer o que não gosta na hora do sexo. Ele fala normalmente, fico vermelho, roxo, prata, dourado e não sei mais que cor.

-Então..é que..hum. eu não. Não consigo falar, ele me encara com intensidade, como se cada palavra proferida fosse importante.

-O que foi? - Sua voz é curiosa.- O que tanto te incomoda?

-É que eu não..eu nunca..Droga! Por que isso é tão difícil?

-Você nunca? - Ele pergunta, mas logo sua expressão muda e ele fica boquiaberto.- Meu Deus Jungkook, não me diga que você é virgem?

Eu aperto os olhos e enfio minha cara nos papéis a minha frente.

-Porra Jeon...meu Deus Jungkook, eu te dei este contrato, eu te mostrei o quarto...Ele parece ficar sem palavras.- Tinha que ter me dito antes. Sua voz é chateada.

-Desculpa. Sussurro e me ergo vagarosamente.

-Está tudo bem, nós só..Ele umedece os lábios e me encara de forma luxuriosa.-Temos que resolver este problema. Ele tira o contrato da minha mão e o joga no criado mudo.

-Que problema?

-Você. Ele passa rapidamente a língua pelo dentes superiores, isso é tão tentador.

-Eu sou um problema?

-Uhum. Ele sussurra contra meus lábios e penetra a língua em minha boca com voracidade, sinto meu corpo esquentar de forma selvagem, ele sobe em cima de mim e me puxa para baixo sem delicadeza alguma, me fazendo deitar na cama, com a perna esquerda entre as minhas seu corpo parece dançar em cima do meu, ele é tão quente, tão...gostoso.

-Ahh. Ele aperta minha nádega e eu ofego. Ele ri e desfaz o nó da gravata, logo tira a camisa às presa, depois puxa a minha pela barra até que a mesma saia do meu corpo, estou inebriado pelo cheiro e totalmente entregue, deixando-o fazer o que bem entender com meu corpo. Ele volta a me beijar e seu corpo se remexe deliciosamente em cima de mim, eu sinto sua ereção roçar contra a minha, e Merda! Isso é muito bom.

-Não sei como alguém nunca pode ter te tocado, você é uma tentação Jeon. Ele sussurra no meu ouvido e suga o lóbulo da minha orelha. Inalo com força o aroma amadeirado e sensual que é seu perfume. Ele agarra meus pulsos com apenas uma mão e os leva acima da minha cabeça.

-Não se mexa. Ele ordena e estica  a mão até sua camisa embolada no meu criado mudo.

Ele amarra meus pulsos com sua gravata preta, seus olhos brilham cheios de selvageria. Ele desce um pouco o corpo e termina de me despir, fecho os olhos quando chega a vez da minha cueca, sinto ela deslizando sobre minhas pernas e contraio ainda mais o olhos.

-Abra os olhos. Ordena novamente.- Jeon! - Sua voz grossa soa autoritária, então resolvo fazer o que me é mandado.- Bom garoto. Ele acaricia o bico do meu peito e deixa um leve beliscão, eu exclamo um ai! e contraio meu corpo.- Você é perfeito. Ele fala atônito e me encara de cima à baixo, Sinto meu rosto corar quando ele encara meu pênis ereto.- Tenho certeza que você é a melhor escolha de que já viz. Fala orgulhoso de si mesmo, Eu apenas desvio meu olhar envergonhado.

-Tem lubrificante e camisinha?

-Ah..Eu pisco rapidamente.- Só lubrificante. Ele tomba a cabeça para o lado.- Não uso camisinha, nunca usei.

Ele fica imóvel e pensativo.

-Mas acho que Jimin deve ter no banheiro dele. Ele se levanta.- É a segunda porta da direita.

Ele assenti e sai do cômodo.Depois de um minuto ele volta.

-É pequena, mas deve servir. Ele me dá um sorriso de canto, eu engulo seco e fico congelado. Ele passa o gel em meu penis, seus movimentos são ágeis, apertados e fazem um barulho incrivelmente sexy.

-Ahhh. Solto um gemido.

Ele me repreende com o olhar.

-Não gema, você estava sendo um bom garoto . Ele fala melodioso  e deixa um aperto mais forte em minha genital. Eu engulo seco e mordo o lábio com força, meu corpo ofega. Dessa vez ele aperta uma de minhas bolas.- Não ofegue! - Deus! Ele quer me matar. Ele aumenta os movimentos e me encara a todo momento com um cara libidinosa.- Não goze também. A fala sai com um sorriso de escárnio e um olhar cínico, ele sabe que não posso controlar isso, ainda mais com ele me tocando daquela forma, Jesus! Isso é muita tortura.

-Ohhh. Eu gemo de novo, droga! Droga! Droga!.

-Oh, você estava indo tão bem querido. Ele diz cínico. Ele aperta novamente meu pênis e num ato rápido vira meu corpo, agora estou de bruço, sinto o lençol ficar um umedecido abaixo de meu umbigo, provavelmente pela minha lubrificação natural, ele deixa um tapa estalado em minha bunda.

-Você foi um garoto muito mau Jeon, irei te mostrar o que garotos maus merecem. Me encolho, mas ele não faz nada, ele acaricia minha bunda, sinto o peso do seu corpo contra o meu, um misto de sentimento me preenche, medo, tesão, curiosidade…- Você está bem com tudo isso? - Sua voz muda do nada, sinto seu hálito quente em minha orelha, e estou tão entregue.

-Eu te quero Tae. Falo sôfrego.

Ele ri.

-Bom menino. Sua voz é animada, então ele introduz o primeiro dedo, está gelado e dói um pouco. Meu corpo dá um espasmo, ele o remexe dentro de mim, arde um pouco, ele introduz outro, aperto os olhos com força e mordo o lábio, ele os remexe novamente, um terceiro dedo é colocado, eu aperto o rosto contra o travesseiro, arde muito, merda! - Tudo bem? - Eu digo um “uhum” meio abafado, ele tira os dedos dentro de mim e, escuto um papel sendo rasgado. Engulo seco novamente, é agora! ele me vira novamente e Wow! Nossa! Ele é muito grande, estou gostosamente ferrado. Ele enche sua longa extensão de lubrificante, seus olhos se conectam com os meus e ele se introduz devagar, escuto-o gemer baixinho e sua respiração fica pesada.- Muito apertado. Ele sussurra de forma gutural contra meus lábios. Ele entra totalmente dentro de mim e eu mordo meu dedo indicador, ele parece se divertir com minha dor, Ah, é mesmo ele gosta disso.

Ele deixa seu membro dentro de mim por alguns instantes sem se mexer e, logo depois ele o puxa até quase sair da minha entrada, para então colocá-lo novamente, ele faz isso de novo e, de novo e, de novo. Eu gemo quando ele me acerta em um local sensível, então ele me encara  reprovador e desliza com força ainda mais fundo, mordo meus lábios com força e sinto o gosto de sangue invadir meu paladar.

-Não se machuque querido. Ele ergue minha cabeça pelo meu maxilar e continua com as estocadas, elas são ritimadas, fundas e fortes, sinto meu corpo estremecer mais a cada momento, a sensação do corpo dele em cima de mim, me faz sentir tontura e aumenta ainda mais minha libido. Eu sinto minha entrada o engolir todinho, ela se contorce toda vez que ele sai um pouco, está tão molhada e escorregadia.

-Ohh, ahh..Gemo novamente. Seu olhar é indecente, como se ele gostasse de me ver quebrar as regras só para me castigar. Ele deixa um beliscão no meu mamilo. E dói um pouco, mas só me faz sentir mais tesão, meu corpo começa a ficar mole, e sinto leves tonturas, é possível ouvir a respiração de Kim descompassada, seu cabelo castanho gruda-lhe a testa pelo suor. Minutos depois eu me contorço abaixo dele, ele não faz nada porque está tão esgotado quanto eu, seu corpo cai sobre o meu ao mesmo tempo que sinto meu orgamos me preenxendo a toda velocidade, meu corpo dá leves espasmos, aperto o lençol abaixo de mim com força e gemo baixinho próximo ao cabelo castanho do Tae, ele se levanta minimamente e sai de dentro de mim, se joga ao meu lado, vejo-o tirar a camisinha e amarrá-la, ele se levanta e caminha até o banheiro, quando volta ele se deita novamente.

-Como está se sentido? - Sua voz é preocupada.

-Bem. Eu respondo envergonhado.- Isso foi muito bom. Admito corado e ele sorri, um sorriso carinhoso e pela primeira vez sincero. Levo minha mão até seu cabelo, é macio, ele fecha os olhos rapidamente e logo tira minha mão de sua cabeça.O encaro confuso.

-Não Jungkook. Ele diz baixo.

-Por que não? - Eu sussurro triste.

-Eu não sou assim. Então ele se levanta.

 

*-*-*-*-*-*-*-*


 

Terça-feira, graças ao senhor! Ontem depois que Kim foi embora eu fiquei uns vinte minutos sentado na cama encarando o nada, e me senti um idiota, como se tivesse sido usado e depois jogado fora, ele deixou bem claro que sexo, era a única coisa que ele queria comigo, bom, não só comigo, mas com qualquer pessoa, não entendo o que levou ele a ser assim, minha mente ficou martelando isso a manhã toda, depois que consegui me levantar, fui tomar um banho quente, meu corpo estava dolorido, principalmente lá. Fui para o trabalho sem almoçar, pois não tive fome, passei a tarde toda meio fora de mim, estava sem vontade para tudo, Fiquei sabendo que Taehyung não tinha ido trabalhar, a curiosidade me tomou conta, queria muito saber o porquê.

Hoje estou um pouco melhor, ainda não vi ele pelo prédio, me pergunto se tenha faltado hoje também. Trocamos mais e-mails ontem, ele parece estar desesperado para que eu assine o contrato, mas eu ainda não tenho certeza, não sei se quero me submeter aquelas coisas, mas eu topei fazer um teste, e ele começa neste fim de semana, meu corpo estremece só de pensar.

 

Alguém bate na porta.

-Entra! - Namsook diz.

Oh! Era ele, estranho, Haecha é quem vem aqui, não ele.

-Oh, senhor Kim, você por aqui. Namsook se levanta e caminha até ele.- Em que posso ajudar?

-Oi, boa tarde Kang! - Ele responde com a voz profissional.- Boa tarde pessoal. Seu olhar percorre a todos ali, e num gesto ritmado todos respondem boa tarde para ele.- Na verdade eu queria falar um pouco com o Jeon, ele está me ajudando um pouco com os novos projetos, é importante a opinião de alguém que esteja estudando, ele está mais ligado nos assuntos da nova era. Ele diz calmo, noto sua língua acariciar meu nome enquanto ele falava, Namsook assenti e sorri.

Eu me levanto e sigo até ele.

-Senhor Kim. Aceno com a cabeça.

-Não estou atrapalhando, certo? - Ele pergunta cinicamente e me encara de forma estranha.

-Claro que não. Namsook responde rápido.

-Ok, até depois. Kim fala rapidamente e fecha a porta atrás de nós.

Ele me analisa.

-Achei que já tivesse concluído os novos projetos? - Indago confuso.

-Tenho outros novos projetos. Ele começa a caminhar, eu aperto os passos para segui-lo, subimos de elevador até sua sala.

 

Eu me sento na poltrona de frente para a dele, e espero ele se sentar, mas o mesmo fica em pé e me encara com seus olhos brilhosos.

-Sério que você achou que fossemos trabalhar? - Ele indaga cético.

-O que vamos fazer então? -  Eu balanço a cabeça.

-Me pergunto se você é tão inocente assim mesmo Jeon, ou esteja apenas brincando com a minha cara. Ele cerra os olhos e gira a cadeira me deixando de frente para ele. Ele dobra o corpo e apoia ambas as mãos nos encosto de mãos na poltrona, sinto sua respiração leve contra minhas bochechas, seus olhos castanhos estão brilhosos e sedentos, meu corpo se arrepia por inteiro.- Vamos brincar um pouco. Ele estende a mão para mim, eu a pego, ele me guia até em frente a sua grande mesa.

-O que você vai fazer? - Questiono curioso, sentindo meu coração bater na garganta.

-Te treinando mais um pouco, para que quando você assine o contrato esteja mais experiente. Ele me empurra até que eu sente na mesa.

-Não podemos fazer isso...aqui na sua sala. Eu falo descrente.

-Claro que podemos. Diz impassível.

-Aguém pode entrar e…

Ele me interrompe.

-Ninguém irá entrar, a porta está trancada, e a única que tem permissão de vir até minha sala é a Haecha e, ela não está. Ele fala convencido e tira o paletó, seus olhos percorrem por todo meu corpo com fome, engulo seco e tento manter o controle, a gente não poderia transar na sala dele, isso já era demais.

-Acho melhor não. Me obrigo a falar mesmo não querendo, eu o queria muito, muito mesmo. Ele me reprova com o olhar e sobe as mangas da camiseta branca até o cotovelo, e droga! por que isso tem que ser tão sexy?  Seu olhar sacana está de volta.- Eu não assinei o contrato, então você não pode me obrigar. Falo vitorioso e desço da mesa.

-E quem disse que vou, eu nem preciso. Ele aperta minhas nádegas e me vira de costa para si  rapidamente. Me tira a parte de cima do uniforme, sinto suas mãos quentes percorrer por minhas costas, ele joga sua camiseta branca no chão, não vejo sua gravata, Merda! Ele desabotoa minha calça e a puxa para baixo, deixando na altura de meus joelhos, empurra meu corpo de encontro a mesa, eu apoio os antebraços na mesma, meu rosto cora, pelo menos ele não pode ver.

Ele movimenta minhas pernas, deixando um pequeno espaço entre elas, suas mãos desliza pelo meu torso nu até chegar nos meus mamilos, ele belisca os bicos e os mesmos endurecem rapidamente, ele volta para meus ombros e desliza as mãos vagarosamente pela minha pele até chegar em minhas mãos e, num movimento rápido ele as puxa para trás, como se fosse um policial ele me algema com as mãos para trás, mas ele usa sua gravata preta.- Está preso. Sua voz grossa soa incrivelmente sexy e eu começo a me sentir molhado. Minha nossa!

Ele bate em minha bunda, fecho os olhos pela ardência, ele bate de novo, não é tão forte, mas arde um pouco.Ele adentra a mão em minha cueca, e toca em meu membro já ereto.

-Está tão molhado. Sua voz sussurra em minha orelha.  Ele abaixa minha cueca e, eu congelo, estou totalmente exposto para Kim Taehyung e estamos em sua sala, mesmo envergonhado a situação me deixa com tesão. Escuto o barulho de sua calça sendo baixada, respiro com dificuldade.- Vou te mostrar o que garotos maus recebem quando não segue as regras Jeon. Ele fala dominador e imita uma estocada. Wow! - Você não pode me desobedecer, em nada. Ele me bate novamente.

-Mas não te desobedeci. Sussurro.

-Você contrariou um de meus pedidos Jeon. Ele acaricia minha cintura.- Agora irei lhe dar o que merece. Ele me penetra com força, sem camisinha mesmo, sinto seu pênis me rasgar e minha entrada começa a arder, mas sem cerimônia ele continua. Eu gemo alto. O som do seu corpo se chocando com o meu deixa tudo ainda mais gostoso, ignoro a ardência e deixo me levar por essas estocadas.



 

*-*-*-*-*-*-*-*

 

Os dias passaram rápidos, agora é sexta-feira à noite e, como o combinado eu estou na casa do Kim, o motorista dele, Seung, me trouxe até aqui, Kim me garantiu que ele é de muita confiança, estou me martirizando por ter mentido para o Jimin, disse que sairia em uma viagem a negócios com o meu patrão, Droga! Isso é tão errado.

 

Minha nova cama é super macia, não percebi isso na primeira vez, Tae foi tomar banho, ele me pediu para esperá-lo na sala de jogos, meu estômago embrulha só de pensar, ele já deixou a porta aberta e me instruiu como eu deveria estar vestido, nu, e como eu deveria estar na hora em que chegasse, me pediu para esperar próximo à porta, sentado sobre os calcanhares, virado para cama e com as mãos para trás e que apenas podia chamá-lo de senhor, e falar sim senhor, ou não senhor. Sinto um pouco de medo, pois o que leva alguém sentir prazer com coisas assim, é meio bizarro, realmente não entendo. Saio do quarto apenas de roupão e caminho até a biblioteca, a cada passo que dou meu coração acelera mais e mais, tenho medo de infartar a qualquer momento, ele me assegurou que seria só uma pequena mostra de como funcionaria, eu não devo ter tanto medo...ou devo?

Adentro o quarto vermelho, o cheiro de couro rapidamente adentra minhas narinas. Tiro o roupão e o jogo num canto, caminho até meu devido lugar e me ajoelho de frente para a cama e de costa para porta, como ele havia me instruído, cruzo as mãos atrás do corpo, me sinto um idiota. Meu corpo começa a tremer quando escuto passos próximos, noto a sombra dele ao meu lado, ele está em silêncio, será que devo desistir? Minhas mãos estão geladas e começam a suar, a adrenalina percorre meu corpo, eu realmente irei fazer isso. Sinto o toque suave dele em minha mão direita, ele a solta da  mão esquerda e a traz para frente do meu corpo, depois a puxa para cima para que eu me levante, meu coração falha uma batida, assim como minha respiração parece perder o ritmo. Ele me guia até o sofá.

-Senta! - Sua voz é séria, seu olhar é duro e impassível. Eu obedeço. Ele anda pelo cômodo e logo depois volta.- Estenda a mão direita. Eu o faço. Ele  vira a palma para cima e a acerta com um chicote, estremeço.

-Tudo bem?

-Sim senhor. Engulo seco. Merda! isso arde.

-Vem. Ele estende a mão e me guia até a grade no teto.- Erga os braços. Obedeço sem hesitar. Ele me algema naqueles punhos de couro, sinto algumas cordas se desenrolando próximas a meu ombro, minutos depois estou apenas com as pontas do pé no chão. Meu estômago se contrai em nervosismo. Ele pega uma palmatória, ela tem o cabo preto e a ponta tem o formato de coração, meio cômico não? Ele circula meu umbigo com ela, meu corpo todo se arrepia. Ele a desce até minha intimidade e, deixa uma leve palmada, meu corpo treme, eu aperto os olhos com força.

-Quieto! - Ele diz caminhando em volta de mim, a calça de moletom cinza lhe cai bem, seu peito está nu e ele está descalço. Ele bate em minha bunda, em meus mamilos, um pouco abaixo do meu umbigo e lá novamente, meu corpo convulsiona, seu olhar é duro e penetrante. Ele troca o objeto por um chicote preto, fico boquiaberto, sinto minha boca ficar seca. Ele passa as tiras vagarosamente pelo meu corpo, pescoço, peito, barriga, penis e acerta uma chicotada nele, a ardência toma conta de mim, seus olhos castanhos me encaram curiosos.

-Tudo bem?

-Sim senhor. Sussurro a contra gosto. Por que ele é assim? A pergunta me toma a mente, quando ele me bate de novo, de novo e de novo.

-Eu devo te foder agora?- Sua voz é quente e faz meu corpo entrar em chamas.

Não respondo, apenas olho sua pele bronzeada com desejo.- Penso que sim. Ele diz cético, se aproxima de mim e se ajoelha a minha frente, em suas mãos tem um objeto cinza, o encaro confuso.- É um anel peniano. Ele o coloca em mim e aperta um pequeno botão, então o mesmo começa a vibrar. Eu arfo jogando a cabeça para trás. O chicote bate em minhas nádegas novamente. Wow! Eu o desejo tanto.

Ele veste o preservativo e se aproxima rapidamente com um olhar picante,se arruma atrás de mim e me penetra sem aviso prévio, sinto uma leve ardência, mas o anel vibrador em meu membro me deixa entorpecido. Deus! Isso é muito bom, suas investidas são rápidas e fundas, sinto meu corpo cansado, meu braços estão doloridos.

-Ohhh - Eu gemo.

-Quieto. Ele deixa um tapa estalado em minha bunda, sua mão vai até meu membro e ele desliga o aparelho. Seus movimentos continuam ritmados e sinto meu corpo se esquentar mais e minha respiração perde totalmente o controle.- Ainda não Jeon. Ele sai de dentro de mim.

Droga! Praguejo, eu estava quase lá.

Ele me solta das algemas e me guia até a cama.

-Deite-se! - Ele ordena e assim o faço, sinto meu corpo relaxar com o colchão macio.- De bruço. Exige, me viro rapidamente e sinto o cheiro limpo do lençol de seda. Ele me prende com as amarras, estou imóvel! Prende os bicos dos meus peitos com alguns grampos e coloca uma coleira de couro em meu pescoço, ela possui uma corda e ele puxa a mesma para trás, logo levantando minha cabeça. Ele se ajeita entre minhas pernas e começa uma nova penetração, dessa vez vagarosa, Deus! Ele está me torturando. Tento me mexer, mas sem sucesso, ele puxa a corda e sinto um leve incômodo em meu pescoço. Ele acelera o ritmo indo até o fundo, sinto minha entrada se contrair, ela começa a dar leves espasmos junto de meu membro, começo a sentir as pernas fracas. Oh! Eu ofego, sinto meu liquido sair a jatos fortes e logo o lençol fica umedecido, Kim vem logo em seguida se derramando dentro de mim. Seu corpo cai em cima do meu por breves instantes, mas logo ele se levanta, me desamarra e tira a coleira e os grampos de mim, estico meu corpo dolorido e grunho de dor.

-Você foi muito bem. Ele fala orgulhoso.- Venha, vamos se limpar. Eu me viro, ele me puxa até o final da cama e me pega no colo, eu coro com o ato.

 

Depois de tomar um belo banho quente na hidromassagem e tomar um advil eu senti meu corpo mais descansado. Era mais ou menos umas dez da noite quando saímos do quarto de jogos, não parecia que tínhamos ficado tanto tempo lá, Kim fez um lanche para nós, comemos junto na cozinha e depois nos despedimos seguindo cada um para seu quarto. Eu ainda o questionei novamente sobre dormir comigo, mas o mesmo permaneceu com a mesma resposta de “Eu não durmo com ninguém”, sua voz soara rude comigo,  senti um pouco de angústia nas palavras dele, algo o incomoda e eu não sei o que é. Já são uma hora da manhã, não consigo dormir, sinto meu olhos marejados, queria muito estar com ele agora, dormir ao seu lado, sentir seu toque, o calor do seu corpo, isso realmente me entristece, ele é a primeira pessoa por quem me interesso de forma que resolvo me entregar e, é tudo desse jeito...torto. Fungo baixinho e enxugo meu olhos, choro sozinho no quarto escuro, isso é o mais triste, se estivesse em casa teria Jimin para me acalmar. Escuto passos vindo em direção ao quarto, limpo meu rosto novamente e me viro para o outro lado, a porta abre e alguém entra, sinto o colchão se afundar e a pessoa se arruma embaixo dos edredons, conheço esse cheiro, é ele! Kim veio dormir comigo! Por quê?  Ele deixou bem claro que não fazia isso, meu corpo gela quando ele deixa um beijo na minha cabeça e cola o corpo ao meu, eu fico imóvel e finjo que estou dormindo.


 

*-*-*-*-*-*-*-*

 

É sábado, estou animado, Kim dorme no quarto que provavelmente seria meu se assinasse o contrato, isso me deixou um pouco animado, talvez eu possa mudá-lo. Estou fazendo nosso café da manhã, já fiz o café do jeito que ele gosta, fiz algumas panquecas e agora estou fritando ovos e o bacon. Ele tinha dito algo sobre café Europeu essa semana, mas eu não sei fazê-lo e ele ainda dorme. Oh Deus! Quase derrubo o prato de minhas mãos, ele me encara do batente da porta com seus olhos castanhos penetrantes, seu cabelo está bagunçado, ele só veste uma calça, aquela maldita calça de moletom cinza! Meu rosto cora ao lembrar de ontem a noite.

-Dormiu bem? - Ele pergunta, aceno que sim. Ele senta numa banqueta próximo a bancada de mármore.- Está um cheiro bom. Ele sorri.

-Panquecas, ovos com bacon e café. Eu arrumo tudo a frente dele.

-Venha, sente-se. Ele me puxa delicadamente.- Também precisa se alimentar. Sua voz é suave.

Fizemos a refeição com conversas agradáveis, ele parecia diferente, havia um brilho diferente em seu olhar, ele estava mais risonho e recepitível e, a todo momento eu queria tocá-lo, mas não o fiz em momento algum.

 

No almoço fomos a um restaurante chinês, conversamos mais sobre o contrato, tirei mais algumas dúvidas que vinham me consumindo esses dias e ele passou toda a refeição implorando para que eu assinasse o contrato logo, isso me assustava um pouco, pois se ele queria apenas sexo comigo ele poderia desistir de mim já que eu estou o enrolando como o mesmo falou e, eu fiquei muito irritado, pois ele poderia pedir há outra pessoa, ele é lindo, extremamente lindo, aposto que arrumaria outra pessoa facilmente, não tinha motivos para perder tempo comigo, já que estava o enrolando. Fomos passear num parque um pouco distante da cidade, ainda não o conhecia, era um lugar muito belo, ele contou um pouco de sua história, sobre ser adotado, como sua infância  foi difícil, com um pai ausente e, uma mãe prostituta e drogada. Eu fiquei chocado com algumas coisas que ele passou pela negligência de sua mãe. Talvez por isso ele tenha se tornado essa pessoa fria.

 

Agora estamos em sua casa, em sua sala para ser mais preciso, ele tem uma cópia do contrato em mãos e me explica sobre como funcionam alguns apetrechos. É tipo uma aula de sadomasoquismo, Rio pelo pensamento.

-Entendeu? - Ele questiona.

-Um pouco, isso vai na minha boca?

-Você não ouviu nada do que falei né?

Eu cerro os lábios.

-Está sendo um garoto mal, acho que devo lhe castigar. Seu olhar é sério e divertido.

Eu fico pensativo por alguns segundos.

-O que foi? - Ele me analisa.

-Eu queria saber...Eu baixo os olhos meio hesitante, não tenho certeza de como isso pode ser, mas o que mais me amedronta neste contrato são as punições. Eu tomo fôlego e o encaro.

-Saber o que Kook? - Seus olhos estão curiosos para cima de mim.

Sorrio pelo apelido, mas não perco o foco, eu tinha que saber como isso funcionaria na prática, não posso tomar uma decisão se não souber disso.

-Ah..ontem nós fizemos um teste de como funcionaria. Eu engulo seco.- Mas foi apenas na parte de que se eu me comportasse bem. Sua expressão muda, ele joga os papéis de lado.- Eu quero saber como funcionaria se eu me comportasse mal.

Ele abre a boca pasmo e chacoalha a cabeça levemente.

-Jeon eu não acho que…

Interrompo-o.

-Por favor, eu não consigo decidir se não souber como será.

Ele fica pensativo com a cabeça baixa.

-Tudo bem. Ele diz simples.

- Eu quero saber...como é de verdade.

Sua expressão é neutra, ele já é acostumado, ele teve outras pessoas para ver as dores delas, acho que não se importará com a minha.

-Tudo bem, mas você tem que saber que isso só ocorrerá caso você quebrar uma regra.

-Eu sei Tae, mas eu tenho que saber no que estou me metendo. Me levanto.

-Tudo bem, me espera lá. Ele se levanta.

Subo a escada atrás dele, ele caminha até seu quarto sem falar nada, eu adentro o meu quarto emprestado, tiro toda minha roupa e visto o roupão. Saio devagar e vou até o quarto de jogos, a chave está na porta, a destranco e sigo até o local onde devo esperá-lo.

 

Novamente ele pega em minha mão e me levanta, ele me guia até o sofá, sua expressão é neutra, eu queria que ele desistisse, que ele dissesse que não poderia me machucar, não depois de ter dormido comigo na mesma cama, e ele nem sequer havia falado nisso o dia todo, ele poderia quebrar as regras, eu não. Meu corpo congela, ele tem uma cinta em mãos.

-Sente-se de joelhos e apoie os braços aqui. Ele bate na cabeceira do sofá.- Apoie a cabeça entre os braços. Ele explica, assim o faço, estou de joelhos no sofá, meu braços estão um a cada lado da minha cabeça, apoio minha testa na cabeceira e posso vê-lo se movimentando pelos seus pés, ele parece meio inquieto, penso que vá desistir.

-Não hesite para pedir para parar. Ele fala. Engulo seco sentindo meu estomago se revirar, acho que terei um revertério. Eu assinto, mesmo não querendo. Ele se afasta um pouco.- Eu irei te bater sete vezes, quero que conte comigo, ok? - Eu assinto novamente, Deus!

Ele faz a primeira vez, dói e, dói mundo, eu estremeço e aperto com força o sofá.

-Um! - Sua voz soa normal.

-Um. repito num sussurro. Por que? Por que ele não pode ser normal, com chocolates e flores?

Ele me bate mais algumas vezes e a cada uma meus olhos se marejam, mais e mais, minha bunda está ardendo, muito mesmo. O choro está entalado em minha garganta, estou segurando para que ele não saia.

-Cinco! - Sua voz parece soar distante.

Eu me obrigo a acalmar, suspiro fundo.

-Cinco. Minha voz sai trêmula, sua respiração parece ficar pesada, sinto meu interior se aquecer, acho que ele vai parar, mas me engano quanto sinto a dor e o barulho estalado do cinto em minha pele de novo.

-Seis! - Ele fala novamente.

Meus lábios tremem, eu quero chorar, queria estar em casa, embolado nos cobertores assistindo a algum filme ou alguma série, depois Jimin bateria na porta do meu quarto e se juntaria a mim. Sinto saudade de meus pais, dos abraços confortáveis que eles me davam quando criança e eu tinha medo de algo, eles me encorajavam com um abraço caloroso que dizia que eles estavam me protegendo, mas agora estou aqui, nu, de joelhos apanhando de um homem rico porque isso lhe dá prazer, não tem nada mais humilhante.

-Jeon! - Ele me chama, sua voz é preocupada.- Eu disse seis.

-Seis. Repito.

Então ele bate de novo. Uma lágrima escapa.

-Sete! - Sua voz não muda, ele continua impassível. Eu não repito, apenas permito as lágrimas caírem.- Jungkook! - Ele chama.

Eu me viro e sento. Seus olhos percorrem meu rosto com curiosidade e preocupação, ele solta o cinto e se ajoelha a minha frente.

-Você está bem?

Sério!?  Estou me debulhando em lágrimas e, ele ainda pergunta.

Sua mão vem até meu rosto, mas eu desvio, ele me encara atônito.

-Jungkook, o que foi?

-Não encoste em mim, você é um monstro. Eu me levanto com certa dificuldade. Ele me encara perplexo e segura em meu braço.

-Jungkook por favor! - Ele pede triste.

-Não. Eu chacoalho a cabeça.- Como você pode gostar disso?

Ele apenas nega com a cabeça.

-Eu...quero ir embora. Falo com a voz embargada.

Seus olhos paralisam.

-Não, por favor Jungkook, você não está pensando direito.- Ele se aproxima, mas eu o empurro para longe.- Isso foi apenas um teste, você sabe que se obedecer...

-Não Tae, eu não posso fazer isso, eu não...Engulo seco e tento acalmar as lágrimas.- Eu quero mais de você...eu queria que fosse algo normal...não assim. Eu saio do cômodo ele me segue.

-Por favor não vá. Ele implora.- Só fique aqui, até se acalmar, mais tarde a gente conversa com calma, mas não vai embora.

-Não, eu não posso. Caminho para fora da biblioteca, ele não me segue.

 

Adentro meu ex futuro quarto e, me encaro no espelho do guarda-roupa, meus olhos estão avermelhados, minhas bochechas rosadas, me viro…

Deus!!! É horrível, as marcas vermelhas em minhas nádegas ardem como o inferno, elas parecem estar vivas e queimam muito minha pele. Como ele pode? Me visto e arrumo minhas coisas na minha mochila preta, sento na cama com muita dificuldade, ainda sai soluços de minha boca, o nó em minha garganta permanece aqui, é uma sensação ruim. Eu encaro minhas mão e choro novamente, o som é audível, pareço uma criança, meu coração dói tanto, parece que algo foi arrancado de mim, meus ombros se chacoalham a medida que o choro aumenta…. minutos depois alguém bate na porta, meu coração pula.Limpo o rosto rapidamente.

-Entra. Falo meio hesitante.

Era o Seung.

-O senhor Kim disse que quer  ir embora. Ele fala simples, será que ele sabe?

Assinto e coloco a mochila nas minhas costas.

-Deixe que eu a leve senhor Jeon. Ele pede gentilmente.

-Está tudo bem. Sorrio pequeno e limpo uma lágrima.

Ele caminha à minha frente, sinto minhas pernas vacilarem ao descer a escada. Caminhamos até a porta e nada dele, sinto um alívio, não quero voltar a vê-lo, eu sei, eu sabia como ele era e, sabia onde estava me metendo, mas eu pensava que poderia mudá-lo, mas agora eu sei que não posso e descobri da pior forma, eu sou uma pessoa muito boa para ele, ele não me merece. Acho que eu fiz o certo em pedir para ele fazer isso, caso o contrário até quando ficaria me martirizando com o pensamento de que um dia poderia apanhar do Kim caso quebrasse uma regra, enquanto ele transava comigo onde bem queria na hora em que queria. Era errado.

Saio do apartamento dele, e eu sinto minhas pernas bambearem, lá estava ele próximo ao elevador, seu olhar é triste, ele parece perdido, eu perco o ar, a gravidade parece aumentar e sinto meus pés mais pesados, quase não consigo os erguer, Seung chama o elevador.

-Jeon! - Ele me chama, eu adentro o equipamento junto de Seung, meus olhos se conectam com os dele.

-Kim! - Falo amargurado, então as portas de aço se fecham, meu estômago se embrulha.

Adeus! Sussurro no lugar mais sombrio de minha mente.

 


Notas Finais


Desculpem a demora, estava ocupada, só pude postar agora...
Desculpe-me caso haja algum erro.
Espero que tenham gostado desse capítulo e da fic toda, como disse, elá e curtinha e, é uma adaptação do livro "50 tons de cinza" para a versão Taekook, então sim, muitas frases, descrições e o enredo da fic é igual ao livro. mudei poucas coisas.


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