História 50 Tons de Preto - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags 50 Tons De Cinza, Hard Lemon, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!student, Jimin!uke, Jungkook!boss, Jungkook!seme, Jungkook!top, Lemon, Yaoi
Visualizações 18
Palavras 4.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


...

Capítulo 1 - I


Fanfic / Fanfiction 50 Tons de Preto - Capítulo 1 - I

Eu olho com frustração para mim mesmo no espelho. Maldito cabelo, ele simplesmente não se comporta, e maldito Kim Taehyung por estar doente e me sujeitar a esta provação. Eu devia estar estudando para meus exames finais, que será na semana que vem, mas estou aqui tentando escovar meus cabelos até que eles se submetam. Eu não devo dormir com ele molhado. Eu não devo dormir com ele molhado. Recitando esta ladainha várias vezes, eu tento, mais uma vez, deixá-los sob controle com a escova. Eu reviro meus olhos em exasperação e olho para o pálido menino de cabelos castanhos com olhos castanhos, olhando fixamente de volta para mim, e desisto. Minha única opção é conter meu cabelo rebelde em um vidro de gel e esperar que eu pareça meio apresentável.

Tae é meu companheiro de quarto, e ele escolheu justamente hoje para sucumbir à gripe.

Então, ele não podia comparecer a entrevista que ele agendou, com algum magnata mega industrial que eu nunca ouvi falar, para o jornal estudantil. Então eu tive que me voluntariar. Eu tenho exames finais para estudar, uma redação para terminar, e eu devia estar trabalhando esta tarde, mas não, hoje eu tenho que dirigir duzentos e sessenta e cinco quilômetros para o centro de Busan a fim de encontrar o enigmático CEO da Jeon’s Entertainment House. Como um empresário excepcional e benfeitor importante de nossa Universidade, seu tempo é extraordinariamente precioso, muito mais precioso que o meu, mas, ele concedeu a Tae uma entrevista. Um verdadeiro golpe de sorte, ele me disse. Maldita atividades extracurriculares dele.

Tae está encolhido no sofá na sala de estar.

— Minnie, eu sinto muito. Demorei nove meses para conseguir esta entrevista. Levará outros seis para reagendar, e nós dois vamos estar formados até lá. Como editor, eu não posso estragar isto. Por favor, — Tae me implora em sua voz rouca, de garganta inflamada. Como ele faz isto? Mesmo doente ele parecia atrevido e magnífico, com cabelos castanhos quase levados ao preto e olhos castanhos brilhantes, embora agora avermelhados e com coriza nasal. Eu ignoro minha pontada de simpatia indesejada.

— Claro que eu vou Tae. Você deve voltar para a cama. Você gostaria de um pouco de Nyquil ou Tylenol?

— Nyquil, por favor. Aqui estão às perguntas e meu mini gravador. Apenas aperte gravar aqui. Faça anotações e eu transcreverei tudo.

— Eu não sei nada sobre ele, — eu murmuro, tentando e falhando em suprimir meu pânico crescente.

— As perguntas virão ao seu encontro. Vá. É uma longa viagem. Eu não quero que você se atrase.

— Ok, eu estou indo. Volte para a cama. Eu fiz uma sopa para você aquecer mais tarde. — Eu olho para ele ternamente. Só por você, Tae, eu farei isto.

— Eu sei. Boa sorte. E obrigado Minnie, como sempre, você é meu salvador.

Juntando minha mochila, eu sorrio ironicamente para ele, então me dirijo porta afora para o carro. Eu não posso acreditar que eu deixei Tae me convencer disto. Entretanto, Taehyung pode convencer qualquer um de qualquer coisa.

Ele vai ser um jornalista excepcional. Ele é articulado, forte, persuasivo, argumentativo, bonito e ele é meu mais querido, querido amigo.

As estradas estão limpas quando eu parto de Busan, com acesso a Ulsan em direção a Daegu e a Incheon. É cedo, e eu tenho que estar em Seoul até às duas da tarde. Felizmente, Tae me emprestou seu desportivo Mercedes CLK. Eu não tenho certeza se Wanda, meu velho besouro VW, faria a jornada a tempo. Oh, o Merc. é uma diversão de dirigir, e as milhas escapam quando eu piso no pedal até o fundo. Meu destino é a sede global da empresa do Sr. Jeon. É um edifício comercial enorme de vinte andares, todo em vidro curvo e aço, uma estrutura arquitetônica fantástica, com Jeon House escrito discretamente em aço acima das portas de vidro dianteiras. É uma e quarenta e cinco quando eu chego, estou tão aliviado de não estar atrasado quando eu entro na enorme, e francamente intimidante portaria de vidro e aço, em arenito branco.

Atrás do balcão de arenito sólido, uma muito atraente, adestrada, jovem loira sorri agradavelmente para mim. Ela está vestindo um terninho carvão e camisa branca, mais elegante que eu já vi. Ela parece imaculada.

— Eu estou aqui para ver o Sr. Jeon. Park Jimin por Kim Taehyung

 — Com licença um momento, Senhor Park. — Ela arqueia sua sobrancelha ligeiramente quando eu permaneço conscientemente diante dela. Eu começo a desejar que eu ter pegado emprestado um dos ternos formais de Tae em lugar de vestir minha blusa branca normalzinha. Eu fiz um esforço e vesti minha única calça social, meus sapatos sociais preto, que tive que ilustrar de última hora e um terno azul. Para mim, isto é inteligente. Eu dou uma leve passada de dedos em meu cabelo os ajeitando de forma ligeira enquanto eu finjo que ela não me intimida.

— Senhor Kim é esperado. Por favor, registre-se aqui, Senhor Park. Você irá até o último elevador à direita, pressione para o vigésimo andar. — Ela sorri amavelmente para mim, divertida, sem dúvida, quando eu me registro.

Ela me dá um crachá de segurança que tem VISITANTE muito firmemente estampado na frente. Eu não posso evitar meu sorriso. Certamente é óbvio que eu estou só de visita. Eu não me encaixo aqui mesmo.

Nada muda, eu interiormente suspiro. Agradecendo a ela, eu caminho para o banco de elevadores passando os dois homens da segurança que estão muito mais bem vestidos do que eu estou, em seus ternos pretos bem cortados.

O elevador me leva rapidamente com máxima velocidade para o vigésimo andar. As portas deslizam abrindo, e eu estou em outra grande entrada, mais uma vez toda em vidro, aço e arenito branco. Eu sou confrontado por outra mesa de arenito e outra jovem loira vestida impecavelmente em preto e branco, que levanta para me saudar.

— Senhor Park, você poderia esperar aqui, por favor? — Ela aponta para uma área acomodada por cadeiras de couro branco.

Atrás das cadeiras de couro está uma espaçosa sala de reunião envidraçada, cercada por uma mesa de madeira escura, igualmente espaçosa e pelo menos vinte cadeiras harmonizadas ao redor dela. Além disto, tinha uma janela do chão ao teto com uma visão do horizonte de Seoul, que mostrava a cidade em direção ao Redemption. É uma vista deslumbrante, e eu fico momentaneamente paralisado pela visão. Uau.

Eu me sento, pesco as perguntas de minha mochila, e dou uma repassada nelas, amaldiçoando interiormente Tae por não me fornecer uma breve biografia. Eu não conheço nada sobre este homem que estou para entrevistar. Ele pode ter noventa anos ou pode ter trinta. A incerteza está me irritando, e meus nervos ressurgem, fazendo com que eu fique incomodado. Eu nunca fico confortável com uma entrevista em pessoa, preferindo o anonimato de uma discussão de grupo onde eu posso me sentar imperceptivelmente na parte de trás da sala. Para ser honesto, eu prefiro minha própria companhia, lendo um romance clássico britânico, enrolado em uma cadeira na biblioteca do campus. Não sentado se contorcendo nervosamente em um colossal edifício de vidro e pedra.

Eu reviro meus olhos para mim mesmo. Mantenha o controle, Park. A julgar pelo edifício, que é muito clínico e moderno, eu imagino que Jeon está em seus quarenta: em forma, bronzeado, e de cabelos loiros para combinar com o resto do pessoal.

Outra elegante, impecavelmente vestida loira sai de uma grande porta à direita. O que é isso tudo com as loiras imaculadas? É como Seoul aqui. Respirando fundo, eu me levanto.

— Senhor Park? — A mais recente loira pergunta.

— Sim, — eu coaxo, e clareio minha garganta. — Sim. — Agora, isto soou mais confiante.

— O Sr. Jeon irá recebê-lo em um momento. Eu posso pegar seu casaco?

— Oh, por favor. — Eu luto para tirar a jaqueta.

— Já foi oferecido a você alguma bebida?

— Hum, não. — Oh Deus, a Loira Número Um está em problemas?

A Loira Número Dois franziu o cenho e olhou a jovem na escrivaninha.

— Você gostaria de um chá, café, água? — Ela pergunta, voltando sua atenção para mim.

— Um copo de água. Obrigado, — eu murmuro.

— Tiffany, por favor, vá buscar para o Senhor Park um copo de água. — A voz dela é grave. Tiffany foge imediatamente e se apressa para uma porta no outro lado do saguão.

— Minhas desculpas, Senhor Park, Tiffany é nossa nova estagiária. Por favor, sente-se. O Sr. Jeon levará mais cinco minutos.

Tiffany retorna com um copo de água gelada.

— Aqui está, Senhor Park.

— Obrigado.

A Loira Número Dois marcha para a grande escrivaninha, seus saltos clicando e ecoando no chão de arenito. Ela se senta, e ambas continuam seu trabalho.

Talvez o Sr. Jeon insista que todos os seus empregados sejam loiros. Eu me pergunto ociosamente se isto é legal, quando a porta do escritório abre e um alto, elegantemente vestido, atraente homem Afro-Americano com curtos dreads sai. Eu definitivamente vesti as roupas erradas.

Ele se vira e diz pela porta.

— Golfe, esta semana, Jeon.

Eu não ouço a resposta. Ele vira-se, me vê, e sorri, seus olhos escuros enrugando nos cantos. Tiffany salta e chama o elevador. Ela parece se destacar em pular de sua cadeira. Ela está mais nervosa que eu!

— Boa tarde, senhoras, — ele diz enquanto parte pela porta deslizante.

— O Sr. Jeon verá você agora, Senhor Park. Siga-me, — A Loira Numero Dois diz.

Eu estou bastante tremulo tentando suprimir meus nervos. Juntando minha mochila, eu abandono meu copo de água e faço meu caminho para a porta parcialmente aberta.

— Você não precisa bater, apenas entre. — Ela amavelmente sorri.

Eu empurro a porta aberta e cambaleio, tropeçando em meus próprios pés, e caio de cabeça dentro do escritório.

Merda dupla: eu e meus dois pés esquerdos! Eu estou em minhas mãos e de joelhos na porta de entrada do escritório do Sr. Jeon, e mãos gentis estão ao meu redor me ajudando a levantar. Eu estou tão envergonhado, maldita falta de jeito. Eu tenho que lançar meu olhar para cima. Puta que pariu, ele é tão jovem.

— Senhor Kim. — Ele estende uma mão com longos dedos para mim, uma vez que eu fico de pé. — Eu sou Jeon Jungkook. Você está bem? Você gostaria de se sentar?

Tão jovem, e atraente, muito atraente. Ele é alto, vestido em um fino terno cinza, camisa branca e gravata preta, com incontroláveis cabelos cor de cobre e intensos, luminosos olhos negros que me observam astutamente. Leva um momento para eu encontrar minha voz.

— Hum hum. Perfeitamente — eu murmuro. Se este cara está acima dos trinta então eu sou o tio Macaco. Em uma confusão, eu coloco minha mão na dele e nós levamos um choque. Quando nossos dedos se tocam, eu sinto um estimulante e estranho calafrio, correndo através de mim. Eu retiro minha mão apressadamente, envergonhado. Deve ser estático. Eu pisco rapidamente, minhas pálpebras harmonizando minha frequência cardíaca.

— O Senhor Kim está indisposto, então ele me enviou. Eu espero que você não se importe, Sr. Jeon.

— E você é? — Sua voz é morna, possivelmente divertida, mas é difícil dizer por sua expressão impassível. Ele parece ligeiramente interessado, mas acima de tudo, educado.

— Park Jimin. Eu estudo Literatura coreana com Tae, hum… Taehyung… hum… Senhor Kim do Estado de Busan.

— Entendo, — ele simplesmente diz. Eu penso ver um fantasma de um sorriso em sua expressão, mas eu não estou certo. — Você gostaria de se sentar? — Ele acena em direção a um sofá de couro branco em forma de L.

Seu escritório é muito grande para um homem só. Na frente das janelas que vão do chão ao teto, há uma enorme escrivaninha moderna de madeira escura, que seis pessoas poderiam comer confortavelmente ao redor. Combinando a mesa de café com o sofá. Todo o resto é branco, teto, pisos e paredes, exceto, a parede perto da porta, onde estava um mosaico pendurado de pequenas pinturas, trinta e seis delas dispostas em um quadrado. Elas são primorosas, uma série de objetos mundanos esquecidos, pintados com tal detalhe preciso que eles parecem com fotografias. Exibidos juntos, eles são de tirar o fôlego.

— Um artista local. Trouton, — Jeon diz quando ele pega meu olhar.

— Elas são adoráveis. Elevando o ordinário para o extraordinário, — eu murmuro distraído, tanto por ele como pelas pinturas. Ele vira sua cabeça para um lado e me fixa atentamente.

— Eu concordo plenamente, Senhor Park, — ele responde, sua voz suave e por alguma razão inexplicável eu me encontro corando.

Além das pinturas, o resto do escritório era frio, limpo e clínico. Eu me pergunto se isto reflete a personalidade do Adônis, que afunda graciosamente em uma das cadeiras de couro branco á minha frente. Eu agito minha cabeça, transtornado com a direção de meus pensamentos, e recupero as perguntas de Tae da minha mochila. Em seguida, eu instalo o mini gravador e sou todo dedos e polegares, o deixando cair uma segunda vez na mesa de café à minha frente. O Sr. Jeon não diz nada, esperando pacientemente “eu espero” enquanto eu me torno cada vez mais envergonhado e frustrado. Quando eu tomo coragem para olhá-lo, ele está me observando, uma mão relaxada em seu colo e a outra embaixo de seu queixo e arrastando o seu longo dedo indicador através de seus lábios. Eu acho que ele está tentando conter um sorriso.

— D-desculpe-me, — eu gaguejo. — Eu não estou acostumado a isto.

— Leve o tempo que você precisar, Senhor Park, — ele diz.

— Você se importa se eu gravar suas respostas?

— Depois que você teve tantas dificuldades para instalar o gravador, agora que você me pergunta?

Eu coro. Ele está tirando sarro de mim? Eu espero. Eu pisco para ele, sem saber o que dizer, e acho que ele fica com pena de mim porque ele cede.

— Não, eu não me importo.

— Será que Tae, eu quero dizer, o Senhor Kim, explicou para o que é a entrevista?

— Sim. Para aparecer na edição de graduação do jornal estudantil quando eu outorgar o diploma na cerimônia de graduação deste ano.

Oh! Isto é novidade para mim, e eu estou temporariamente preocupado pelo pensamento de que alguém não muito mais velho do que eu, Ok, talvez uns seis anos mais ou menos, e ok, mega bem sucedido, mas, ainda assim, vai me apresentar em minha licenciatura. Eu franzo a testa, arrastando minha teimosa atenção de volta à tarefa à mão.

— Bem, — eu engulo nervosamente. — Eu tenho algumas perguntas, Sr. Jeon. — Eu aliso um fio de cabelo que caía por minha testa para trás.

— Eu achei que você teria, — ele diz, impassível. Ele está rindo de mim. Minhas bochechas esquentam com a percepção, e eu me sento reto e enquadro meus ombros em uma tentativa de parecer mais alto e mais intimidante. Apertando o botão iniciar do gravador, eu tento parecer profissional.

— Você é muito jovem para ter acumulado tal império. Há que você deve seu sucesso? — Eu olho para ele. Seu sorriso é arrependido, mas ele parece vagamente desapontado.

— Negócios é tudo sobre pessoas, Senhor Park e eu sou muito bom em julgar as pessoas. Eu sei como elas marcam, o que as faz florescer, o que não faz, o que as inspira, e como incentivá-las. Eu emprego um time excepcional, e eu os recompenso bem. — Ele pausa e me fixa com seu olhar negro. — Minha convicção é de alcançar o sucesso em qualquer esquema, alguém tem que se fazer mestre deste esquema, conhecê-lo de dentro para fora, saber todos os detalhes. Eu trabalho duro, muito duro para fazer isto. Eu tomo decisões baseadas em lógica e fatos. Eu tenho um instinto natural que pode localizar e nutrir uma boa idéia sólida e boas pessoas. O resultado final é sempre estabelecido para as boas pessoas.

— Talvez você seja apenas sortudo. — Isto não está na lista de Tae, mas ele é tão arrogante. Seus olhos chamejam momentaneamente em surpresa.

— Eu não acredito em sorte ou azar, Senhor Park. Quanto mais duro eu trabalho mais sorte eu pareço ter. Realmente é tudo sobre ter as pessoas certas em seu time e dirigindo suas energias neste sentido. Eu acho que foi Harvey Firestone quem disse “o crescimento e desenvolvimento das pessoas é a maior vocação de liderança.

— Você soa como um maníaco por controle. — As palavras saíram de minha boca antes que eu possa detê-las.

— Oh, eu exerço controle em todas as coisas, Sr. Park, — ele diz sem rastro de humor em seu sorriso. Eu olho para ele, e ele segura o meu olhar continuamente, impassível. Meu batimento cardíaco acelera, e meu rosto fica corado novamente.

Por que ele tem tal efeito irritante sobre mim? Sua beleza opressiva talvez? O modo como seus olhos brilham para mim? O modo como ele acaricia com o dedo indicador seu lábio inferior? Eu gostaria que ele parasse de fazer isto.

— Além disso, o imenso poder é adquirido assegurando-se em seus devaneios secretos, que você nasceu para controlar as coisas, — ele continua, sua voz suave.

— Você sente que tem imenso poder? — Maníaco por controle.

— Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Sr. Park. Isso me dá certo sentido de responsabilidade.... poder, se assim prefere. Se decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de telecomunicações e vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades em pagar suas hipotecas no final do mês então.

Minha boca abriu. Eu estou espantado pela sua falta de humildade.

— Você não tem um conselho ao qual responder? — Eu pergunto, repugnado.

— Eu possuo a minha empresa. Eu não tenho que responder para um conselho. — Ele levanta uma sobrancelha para mim.

Eu ruborizo. Claro, eu saberia disto se eu tivesse feito alguma pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.

— E você tem algum interesse fora de seu trabalho?

— Eu tenho interesses variados, Sr. Park. — A sombra de um sorriso toca seus lábios. — Muito variado. — E por alguma razão, eu estou confuso e inflamado por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados com algum pensamento mau.

— Mas se você trabalha tão duro, o que você faz para relaxar?

— Relaxar? — Ele sorri, revelando dentes brancos perfeitos.

Eu paro de respirar. Ele realmente é lindo. Ninguém devia ser tão bonito.

— Bem, para “relaxar” como você diz, eu velejo, eu vôo, eu desfruto de várias atividades físicas.

Ele desloca-se em sua cadeira.

— Eu sou um homem muito rico, Sr. Park e tenho passatempos caros e absorventes.

Eu olho depressa as perguntas de Tae, querendo sair deste assunto.

— Você investe em fabricação. Por que, especificamente? — Eu pergunto. Por que ele me faz tão desconfortável?

— Eu gosto de construir coisas. Eu gosto de saber como as coisas funcionam: o que torna as coisas marcantes, como construir e destruir. E eu tenho um amor por navios. O que eu posso dizer?

— Isso soa como seu coração falando, em lugar da lógica e fatos.

Ele faz trejeitos com a boca, e olha de forma avaliadora para mim.

— Possivelmente. Embora existem pessoas que diriam que eu não tenho coração.

— Por que eles diriam isto?

— Porque eles me conhecem bem. — Seu lábio enrola em um sorriso irônico.

— Seus amigos dizem que você é fácil de conhecer? — E eu lamento a pergunta assim que eu falo. Não está na lista de Tae.

— Eu sou uma pessoa muito privada, Sr. Park. Eu percorro um caminho longo para proteger minha privacidade. Eu não costumo dar entrevistas, — ele vagueia.

— Por que você concordou em fazer esta aqui?

— Porque eu sou um benfeitor da Universidade, e para todos os efeitos, eu não consegui tirar a Sr. Kim de minhas costas. Ele insistiu e insistiu com meu pessoal de Relações Públicas, e eu admiro esse tipo de tenacidade.

Eu sei o quanto Tae pode ser tenaz. É por isso que eu estou sentado aqui me contorcendo desconfortavelmente, sob o seu olhar penetrante, quando eu tinha que estar estudando para meus exames.

— Você também investe em tecnologias agrícolas. Por que você está interessado nesta área?

— Nós não podemos comer dinheiro, Sr. Park, e existem muitas pessoas neste planeta que não tem o suficiente para comer.

— Isso soa muito filantrópico. É algo que você sente apaixonadamente? Alimentar os pobres do mundo?

Ele encolhe os ombros, muito reservado.

— É um negócios astuto, — ele murmura, entretanto eu penso que ele não está sendo sincero. Isso não faz sentido, alimentar os pobres do mundo? Eu não posso ver os benefícios financeiros disto, só a virtude do ideal. Eu olho para a próxima pergunta, confusa por sua atitude.

— Você tem uma filosofia? Nesse caso, qual é?

— Eu não tenho uma filosofia como essa. Talvez um princípio do orientador Carnegie: “Um homem que adquire a habilidade de tomar posse completa de sua própria mente, pode tomar posse de qualquer outra coisa a que ele por justiça tem direito”. Eu sou muito peculiar, impulsivo. Eu gosto de controlar, a mim mesmo e aqueles ao meu redor.

— Então você quer possuir coisas? — Você é um maníaco por controle.

— Eu quero merecer possuí-las, mas sim, no resultado final, eu quero.

— Você soa como o consumidor irrevogável.

— Eu sou. — Ele sorri, mas o sorriso não toca seus olhos. Novamente isto está em conflito com alguém que quer alimentar o mundo, então eu não posso evitar pensar que nós estamos conversando sobre outra coisa, mas eu estou absolutamente confuso sobre o que é isto. Eu engulo em seco. A temperatura na sala está subindo ou talvez seja apenas eu. Eu só quero que esta entrevista termine. Seguramente Tae tem material suficiente agora? Eu olho para a próxima pergunta.

— Você foi adotado. Até que ponto você acha que isto formou o que você é? — Oh, isto é pessoal. Eu fico olhando para ele, esperando que ele não se ofenda. Sua testa enruga.

— Eu não tenho como saber.

Meu interesse é despertado.

— Que idade você tinha quando você foi adotado?

— Esta é uma questão de registro público, Sr. Park. — Seu tom é duro. Eu ruborizo, novamente. Merda.

Sim claro que, se eu soubesse que eu faria esta entrevista, eu teria feito algumas pesquisas.

Eu continuo depressa.

— Você teve que sacrificar uma vida familiar por seu trabalho.

— Isto não é uma pergunta. — Ele é conciso.

— Desculpe. — Eu me contorço, e ele me faz sentir como uma criança errante. Eu tento novamente. — Você teve que sacrificar uma vida em família por seu trabalho?

— Eu tenho uma família. Eu tenho um irmão e uma irmã e pais amorosos. Eu não estou interessado em estender minha família além disto.

— Você é gay, Sr. Jeon?

Ele inala bruscamente, e eu me encolho, mortificado. Merda. Por que eu não empreguei algum tipo de filtro antes de eu ler em voz alta a pergunta? Como eu posso dizer a ele que eu estou só lendo as perguntas?

Maldito Tae e sua curiosidade!

— Sim Jimin, eu sou. — Ele levanta suas sobrancelhas, um brilho frio em seus olhos. Ele parece contente.

— Eu peço desculpas. Isto está hum… escrito aqui. — É a primeira vez que ele disse meu nome. Meu batimento cardíaco acelera, e minhas bochechas estão aquecendo novamente. Nervosamente, eu puxo meu cabelo para trás.

Ele dobra sua cabeça para um lado.

— Estas não suas próprias perguntas?

O sangue drena de minha cabeça. Oh não.

— Éee… não. Tae, o Sr. Kim, ele compilou as perguntas.

— Vocês são colegas no jornal estudantil? — Oh Merda. Eu não tenho nada a ver com o jornal estudantil. É a atividade extracurricular dele, não minha. Meu rosto está em chamas.

— Não. Ele é meu companheiro de quarto.

Ele esfrega seu queixo em deliberação calma, seus olhos negros me avaliando.

— Você se voluntariou para fazer esta entrevista? — Ele pergunta, sua voz mortalmente calma.

Espere, quem deveria estar entrevistando quem? Seus olhos queimam em cima de mim, e eu sou obrigado a responder com a verdade.

— Eu fui sorteado. Ele não está bem. — Minha voz é fraca e apologética.

— Isso explica muita coisa.

Há uma batida na porta, e a loira Numero Dois entra.

— Sr. Jeon, perdoe-me por interromper, mas sua próxima reunião será em dois minutos.

— Nós não terminamos aqui, Taeyeon. Por favor, cancele minha próxima reunião.

Taeyeon fica boquiaberta, sem saber o que falar. Ela parece perdida. Ele vira a cabeça lentamente para encará-la e levanta sua sobrancelha. Ela ruboriza escarlate. Oh bem. Ainda bem que eu não sou o único.

— Muito bem, Sr. Jeon, — ela murmura, depois saí. Ele franze a testa, e volta sua atenção para mim.

— Onde nós estávamos, Sr. Park?

Oh, nós voltamos a “Sr. Park” agora.

— Por favor, não gostaria de atrapalhar suas obrigações.

— Eu quero saber sobre você. Eu acho que isto é justo. — Seus olhos negros estão acesos de curiosidade. Duas vezes merda. Onde ele está indo com isto? Ele coloca seus cotovelos nos braços da cadeira e coloca seus dedos na frente de sua boca. Sua boca tão… dispersiva. Eu engulo seco.

— Não existe muito para saber, — eu digo, ruborizando novamente.

— Quais são seus planos depois que você se formar?

Eu encolho os ombros, seu interesse me desconcerta. Ir para Seoul com Tae, achar um lugar, achar um emprego. Eu realmente não pensei além dos meus exames finais.

— Eu não fiz quaisquer planos, Sr. Jeon. Eu só preciso passar nos meus exames finais.

Para o qual eu devia estar estudando no momento, em lugar de me sentar em seu palaciano ostentoso, seu escritório estéril, sentindo-me desconfortável sob seu penetrante olhar.

— Nós temos um excelente programa de estágio aqui, — ele diz calmamente. Eu levanto minhas sobrancelhas em surpresa. Ele está me oferecendo um emprego?

— Oh. Eu vou pensar nisto, — eu murmuro, completamente confuso. — Ainda que eu não tenha certeza se me encaixaria aqui. — Oh não. Eu estou refletindo em voz alta novamente.

— Por que você diz isto? — Ele dobra sua cabeça para um lado, intrigado, uma sugestão de um sorriso toca seus lábios.

— É óbvio, não é? — Eu não tenho coordenação, sou desleixado e não sou loiro.

— Não para mim, — ele murmura. Seu olhar é intenso, todo o humor tinha desaparecido, e estranhos músculos profundos em minha barriga apertam de repente. Eu desvio meus olhos do seu olhar minucioso e olho cegamente para baixo em meus dedos atados. O que está acontecendo? Eu tenho que sair, agora. Eu me inclino para frente para recuperar o gravador.

— Você gostaria que eu mostrasse ao redor? — Ele pergunta.

— Eu estou certo que você está extremamente ocupado, Sr. Jeon, e eu tenho uma longa viagem.

— Você vai dirigindo de volta para a PSU em Busan? — Ele soa surpreso, ansioso até. Ele olha para fora da janela. Está começado a chover. — Bem, é melhor você dirigir com cuidado. — Seu tom é severo, autoritário. Por que ele deveria se importar? — Você conseguiu tudo o que precisa? — Ele adiciona.

— Sim senhor, — eu respondo, embalando o gravador em minha mochila. Seus olhos se estreitam, como se estivesse pensando.

— Obrigado pela entrevista, Sr. Jeon.

— O prazer foi todo meu, — ele diz, cortês como sempre.

Quando eu me ergo, ele se levanta e estende sua mão.

— Até a próxima, Sr. Park. — E isso soa como um desafio, ou uma ameaça, eu não estou certo de qual. Eu franzo a testa. Quando será que nós vamos encontrarmos novamente? Eu aperto sua mão mais uma vez, surpresa que esta estranha corrente entre nós ainda está lá. Deve ser meus nervos.

— Sr. Jeon. — Despeço-me dele com um movimento de cabeça.

Ele se dirige a porta com graça e agilidade. E abre a porta totalmente.

— Só assegurando que você passe pela porta, Senhor Park. — Ele me dá um pequeno sorriso.

Obviamente, ele está referindo-se a minha entrada nada elegante, mais cedo em seu escritório. Eu coro.

— Muito gentil de sua parte, Sr. Jeon, — lhe digo bruscamente.

Seu sorriso se alarga. Eu estou contente que você me ache divertido, eu penso furioso interiormente, caminhando para o hall de entrada. Eu fico surpreso quando ele me segue. Tanto Taeyeon, quanto Tiffany me olham, igualmente surpresas.

— Você tem um casaco? — Jeon pergunta.

— Sim. — Tiffany salta e recupera minha jaqueta, que Jeon tira dela antes que ela possa dar para mim. Ele a segura e me sentindo ridiculamente tímido, eu coloco os ombros nela.

Jeon coloca suas mãos por um momento em meus ombros. Eu ofego com o contato. Se ele nota minha reação, ele não dá pistas. Seu longo dedo indicador pressiona o botão chamando o elevador, e nós permanecemos esperando, eu sem jeito, e ele sereno e frio.

As portas se abrem, e eu me apresso desesperado para escapar. Eu realmente preciso sair daqui. Quando eu viro para olhá-lo, ele está debruçando contra a entrada ao lado do elevador com uma mão na parede. Ele é realmente muito, muito bonito. Seus flamejantes olhos negros olhando para mim. Desconcerta-me.

— Jimin, — ele diz como uma despedida.

 

— Jungkook, — eu respondo. E misericordiosamente, as portas fecham.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Comentem se querem que eu continue ^^.


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