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História 50 Tons de Rosa - Capítulo 12


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Notas do Autor


Atualização toda segunda *u*

Capítulo 12 - Rosa Nude


Bip bip bip...

O som do despertador me acorda, que noite de sono mais bem dormida, olhei para o lado, e a cama estava vazia, somente eu havia dormido ali, será que Natsu foi embora aquela hora?

Levantei sem parar de pensar na noite de ontem, me diverti com um amigo se assim posso dizer, e nem me passou pela cabeça fazer sexo, acabou acontecendo, e nunca me senti tão viva assim, acho que estou gostando de ter feito o contrato com Natsu, ele era bom de cama, além de ser divertido e humilde.

Fui tomar meu banho, e uma sensação nova me tomou, a cada toque que eu dava em minha pele, me lembrava de ontem, como se a pele quente de Natsu tivesse ficado impregnada em cada parte do meu corpo, sorri e me senti uma boba pensando nisso, mas a sensação era boa.

Terminei meu banho e fui me arrumar, estava na hora de voltar para o meu trono, tinha muita coisa pra resolver. Vesti uma blusa branca, uma saia midi nude de comprimento até o joelho e sapatos da mesma cor. Coloquei meus acessórios e procurei por uma bolsa que combinasse, pronta fui até a mesa onde já estava posto meu café da manhã. Sentei no meu lugar e quando olho para o lado, tinha uma xícara usada.

_Bom dia Srta. Lucy. – Virgo entra trazendo café fresco.

_Bom dia. – respondi olhando gentilmente para ela, a mesma estava com a expressão cansada, como se não tivesse dormido noite passada. – está tudo bem Virgo?

_Ah sim... eu só não dormi bem esta noite, fiquei organizando uma papelada da família. – ela respondeu prontamente.

_Bom, faz quanto tempo que não tira férias? – questionei, a mesma franziu o cenho.

_Não sei se já tirei férias. – ela deu de ombros.

_Bom então acho que está na hora, você parece exausta, e eu sei com posso ser cansativa. – comentei. – Pegue a partir de hoje a tarde, o tempo que precisar, vou pedir pra contabilidade acertar com você das férias atrasadas também.

_Srta, não estou cobrando nada, tem certeza? – Virgo parecia duvidar.

_Claro que sim, eu posso me virar um tempo, você também precisa se cuidar e descansar. – acrescentei. – Só me responda uma coisa.

Ela me olhou atentamente antes de sair com a xícara vazia.

_Natsu dormiu no quarto de visitas? – perguntei séria.

_Acredito que sim, pois a cama estava desarrumada quando eu fui verificar. – ela respondeu achando graça minha pergunta, nunca comentei nada sobre os contratos com Virgo, mas ela devia suspeitar de algo.

_Obrigada! – olhei pra baixo e tomei um gole do meu café, acabei sorrindo sozinha, a atitude de Natsu de ir dormir no outro quarto era exatamente o que eu queria, por que quando duas pessoas dormem juntas depois da relação, parece que estão literalmente juntas, então, o gesto simples dele, foi muito certeiro.

Terminando meu café, fui escovar os dentes, e passar minha maquiagem, logo me despedi de Virgo e desci para a garagem, entrei no meu carro e dirigi até a minha empresa, chegando lá, já desci e fui recepcionada pelo manobrista que pareceu feliz em me ver, desejei bom dia e segui para a recepção.

_Bom dia Srta Lucy. – Wendy me cumprimenta com um sorriso quando passo por ela, retribui e segui até o elevador. Estavam todos felizes com minha volta ou era impressão minha?

_Lucy! – Levy veio correndo em minha direção quando me viu sair do elevador. – Como está?

_Bem. – respondi olhando em volta, parecia tudo em ordem. – Está tudo bem por aqui? Todos parecem felizes.

_Bom, talvez com tudo o que aconteceu você esteja por fora. – Levy me levou até minha sala e em cima da minha mesa tinha uma revista. Na capa estava uma matéria gigante comigo fazendo pose sentada numa poltrona rosa, com as pernas cruzadas e os braços apoiados nas mesmas.

_”Srta. Heartfilia consegue de novo”. – li em voz alta, mais a baixo estava um aparelho parecido com óculos. – Como assim?

_Então, eu imaginei que pudesse ficar brava. – Levy engoliu em seco. – Foi lançado ontem, Mavis e Zeref ficaram até tarde todas as noites depois que você trouxe e de tão empolgados, testaram neles mesmo.

_Meu Deus. – me sentei chocada, achava que meus cientistas eram sensatos. – E eles estão bem?

_Mais do que bem, depois que Zeref não precisou mais usar óculos no dia seguinte, na empolgação, levou seu aparelho para a revista. – Levy explicou. – Espero que não o demita, ele fez um bom trabalho, mas com você fora, acho que pensou que poderia fazer isso. Sei que você normalmente leva seus projetos para apresentar ao mundo.

Suspirei, ela estava certa, parte do meu orgulho queria mostrar e explicar como funciona ao mundo algo que eu mesma planejei, mas agora foi. Olhei para a revista e fui ler a matéria, meu nome estava em todas as páginas, Zeref me colocou ali, e sequer seu nome aparecia.

_Chame Zeref e Mavis agora mesmo aqui pra cima. – ordenei, Levy pareceu suspirar, mas foi fazer o que mandei.

Já fui separando as pilhas que eu precisava organizar, várias para assinar, outras eram do marketing, para aprovação, e algumas coisas que Levy deixou anatado das reuniões, eu lia depois esses.

_Com licença. – Mavis falou adentrando meu escritório, com Zeref do lado. Ele parecia calmo como sempre, já sua mulher parecia querer roer as unhas.

_Acalme-se Mavis. – pedi a ela e indiquei que ambos sentassem. Os dois se olharam e sentaram juntos. – Não vou demitir ninguém se é o que estão pensando.

_Claro que não, nós realizamos com total sucesso seu aparelho. – Zeref exclamou.

_Sim, mas não pedi que ninguém o divulgasse ainda. – argumentei. – Por que fez isso?

_Por que deu certo e você estava fora. – Zeref respondeu simplório.

_Fiquei fora por dois dias apenas. – comentei. – Não dava pra esperar?

_Desculpe Lucy. – Mavis pediu olhando em meus olhos. – Acabamos nos empolgando. Deu tudo certo, Zeref não precisa mais de óculos graças a isso.

Ela apontou para a revista em minhas mãos, onde tinha a foto clara do aparelho que inventei.

_Não levaram em conta que pudesse dar uma reação tardia? – perguntei e eles se olharam um pouco em pânico.

_Não. – Mavis admitiu envergonhada.

_Saibam, que apesar de ter ficado um pouco chateada que levaram o projeto sem que eu permitisse, fico ainda mais preocupada que tenham testado em vocês mesmos e agora preciso ficar de olho que não aconteça nada com meus dois maiores cientistas. – expliquei. – Estou um pouco decepcionada por não terem tido paciência de averiguarmos os últimos detalhes antes de testarem.

_Sinto muito. – Zeref falou. – Eu fiquei tão orgulhoso que nem pensei direito.

_Tão orgulhoso que seus nomes não apareceram em nenhuma dessas vinte páginas que falam só sobre esse projeto. – joguei a revista na frente deles. – Por que? Por que só tem meu nome?

_Por que é seu. – Zeref respondeu imediatamente. – Queria que colocássemos o nosso nome em algo que não é nosso?

_É claro que é de vocês também, esse projeto pertence a Fairy Tail Tecnology, não a mim. – respondi seriamente. – por que então colocaram apenas o meu nome?

_Foi um erro bobo Lucy. – ele explicou. – se quiser podemos ir na revista e mudar.

_Estranho. – me encostei na cadeira e olhei fixamente para ele. – Você não é de cometer erros, muito menos vários em seguida.

Ele apenas me olhou sério, sem dizer uma palavra, levantou-se e saiu do escritório.

_Desculpe por isso Lucy. – Mavis falou e já ia levantando para ir atrás do marido.

_Sente. – ordenei, ela apenas parou e me fitou, então voltou a sentar-se. – O que está acontecendo?

_Eu não sei, ele anda mais nervoso ultimamente. – ela falou olhando para baixo, como se estivesse levando bronca no lugar de Zeref.

_Não estou lhe dando uma bronca nem suspensão, mas converse com Zeref que isso não se repita por favor. Aquele projeto era pra ser testado em voluntários sim, mas não esperava que vocês testassem sem minha autorização e muito menos levassem a uma revista. – expliquei a ela a gravidade da atitude deles.

_Na verdade foi ele só. – ela contou. – Não estou me livrando da carga, até por que o não impedi, mas foi ideia dele, irei falar com ele, por favor não dê a conta a Zeref, ele ama trabalhar aqui, com você.

_Jamais faria isso, só espero que entenda o que fez. – falei calmamente. – Mavis, se puder traga o aparelho pra mim. Quero analisar antes de mandar pra produção. Estou vendo uma pilha gigante em cima da minha mesa de várias empresas querendo comprar pra fabricar.

_Sim, imediatamente. – ela levantou-se depressa. – Obrigada Lucy.

Sorri pra ela, sim, ainda acho que tem algo estranho acontecendo com nosso cientista, mas isso a mulher dele tinha que descobrir, se fosse pessoal, agora se ele colocar em risco minha empresa, daí eu entro em ação.

Comecei a assinar a pilha necessária para as folhas de pagamento, também tinha as de compras e logo terminei, quando dei por mim, olhei para o lado e vi meu aparelho, Mavis deve ter me visto focada e não quis me atrapalhar.

Levantei e fui até ele, os acabamentos estavam impecáveis como sempre, as fiações corretas, eu só precisaria dar uma olhada no chip e na placa mãe, sim, eu entendia disso.

_Lucy. – Levy me chamou da porta enquanto eu analisava o aparelho. Olhei para ela e a mesma entendeu que podia entrar. – Com licença. Tem muitas ligações chegando sobre compra do projeto.

Ela apontava para o aparelho ocular.

_Certo, por isso que não se deve ir até uma revista sem antes estar completamente pronto. – exclamei um pouco irritada.

_O que devo responder? – ela perguntou receosa.

_Passe as ligações para mim, eu resolvo. – sentei na minha cadeira novamente e olhei para meu notebook, vários e-mails solicitando orçamento também, de relance olhei a hora, eram quase meio dia. Dane-se não irei almoçar.

Meu telefone tocou, era Levy avisando que o dono da Medicine Green estava do outro lado da linha.

“Alô? Sim é Lucy Heartfilia, ela mesma.”

Passei praticamente cinco horas a fio atendendo telefonemas e respondendo e-mails. Tive que inventar uma desculpa dizendo que o aparelho ainda não estava pronto, faltava um pequeno ajuste aí sim iríamos lançar para fabricação. Daí eu retornaria para cada uma das empresas que solicitou o orçamento.

_Aqui está. – Levy entrou no meu escritório e trouxe consigo um pratinho com cookies e um café preto passado. – acho que vai precisar. Desculpe, por tudo, teve que passar por tanta coisa e agora isso.

_Como se você não tivesse ajudado. – respondi revirando os olhos e pegando um cookie, já tomando um gole de café atrás. – Obrigada, estava precisando.

Voltei a digitar um último e-mail, ela aguardou enquanto eu terminava, isso quer dizer que a mesma queira falar comigo sobre algo importante. Assim que terminei olhei para ela e fiz sinal que se senta-se.

_Desculpe tomar mais o seu tempo, é um assunto trivial, mas requer uma resposta imediata. – ela balançava as pernas mostrando ansiosidade.

_Diga. – incentivei ela a falar.

_Gageel me chamou pra sair hoje. – ela contou ficando um pouco vermelha. – Eu disse que ia pensar, eu quero aceitar, mas antes queria ver se está tudo bem por você, ele é seu amigo e eu sua colega de trabalho, queria saber se você não acha estranho?

_Claro que não, de forma alguma. – sorri pra ela. – Vai em frente se é isso que quer. Boa sorte.

_Obrigada Lucy. – ela levantou empolhada e sorrindo, quando estava saindo da sala já pegava seu celular e escrevia uma mensagem de texto, provavelmente já estava confirmando o encontro de hoje.

Que coisa, agora que percebi que meus amigos formam belos casais. Jellal e Erza, se eu conseguir falar com ele, provavelmente ele gosta dela, mas tem medo depois do que houve, Cana e Laxus, mas ainda não engrenou, Gray e Juvia seriam um bom par, e agora Gaggel e Levy, opostos, mas quem sabe?

Meu celular vibrou, peguei e vi que era uma mensagem de texto de Natsu. Sim trocamos nossos números ontem, afinal como iríamos trocar nossos encontros.

“Oi, tudo bem? Vai estar em casa hoje à noite?”

“Oi, sim e você? Se eu conseguir sair do meu escritório, sim.”

“Me avisa então, que daí se você topar eu dou uma passada lá �� “

“Aviso sim.”

Quando deixei meu celular de lado, me peguei sorrindo, o que será que ele iria inventar hoje?

Bom, depois de responder todos os e-mails e telefonemas, finalmente me encostei na cadeira e olhei para cima, fechei meus olhos e por pouco não caio no sono. Olhei meu celular eram oito da noite, será que Natsu ainda iria querer ir lá em casa?

Apertei no botão para ligar para ele.

“_Alô?” – atendeu prontamente.

“_Oi, estou saindo agora da empresa.” – contei a ele.

“_A legal, é vou tentar dormir mais cedo hoje, mas temos umas 3 ou 4 horas, quer fazer algo?” – ele pediu brincando, senti um certo tom de malandragem em sua voz.

“_Precisa que eu te passe te buscar?” – perguntei.

“_Não, estou te esperando aqui fora loira.” – ele respondeu cochichando e desligou.

Quando saí do elevador, e passei pela porta da frente, meu carro já estava ali me esperando, e encostado nele, estava a beldade de Natsu. Vestia uma calça jeans, uma camiseta normal, seu tênis all star e a mesma jaqueta de couro.

_Subordinou o manobrista? – perguntei chegando perto dele.

_Não. Já estava aqui quando cheguei. – ele me deu espaço e entrei no carro, esperei ele entrar no carona e dei partida.

_E se eu tivesse mentido pra você? – perguntei olhando para ele que olhava a estrada.

_Sobre o quê? – ele me olhou confuso.

_Sobre estar na empresa até tarde, você iria até lá e iria ficar esperando até amanhã? – olhei pra ele incrédula.

_Por que você mentiria? – ele enrugou a testa.

_Se eu não quisesse ver você, ou sei lá. – comentei.

_Não pensei nessa hipótese. – ele deu de ombros. – Eu só confiei.

Fiquei em silêncio, Natsu poderia ser enganado facilmente, será que ele é vulnerável assim como aparenta?

Chegamos no estacionamento do meu prédio, e quando fui sair do carro, sua mão me segurou. Vi em seu olhar pervertido que ele queria fazer algo no estacionamento. Bom seria minha primeira vez no carro, mas por que não?

Vendo que baixei a guarda, ele sobe sua mão pelo meu ombro e vai até meu pescoço, me causando um arrepio leve, ele chega mais perto e me puxa até ele, selando nossos lábios, sua língua me invadiu de forma faminta, eu me senti desejada, retribui com o mesmo fervor, logo eu passei pelo câmbio e pelo freio de mão e já estava no colo dele, ele colocou sua mão por baixo da minha saia e foi tirando devagarinho minha calcinha. Enquanto nos beijávamos loucamente, ele baixou o banco do caroneiro, fazendo ficar deitado. Com sua ajuda, tiramos sua jaqueta e ficou apenas com a camiseta, tentei empurrá-lo para que o mesmo deita-se, mas ele resistiu, ainda não queria, me puxou mais para perto e senti o volume crescendo em sua calça encostar na minha virilha nua. Ele beijou meu pescoço, quando ouviu que soltei um gemido, ele baixou sua calça, e sua cueca, revelando meu melhor amigo já pulsando.

Natsu parecia saber que eu já estava pronta, pois com o pênis mesmo sentiu que estava lubrificada e adentrou com vontade. Agora com mais força o empurrei para traz e ele deitou sobre o banco, assim eu tinha o controle da situação. Rebolei bastante antes de subir de descer, queria provoca-lo um pouquinho, ele soltava uns gemidinhos de ansiedades, estava bom, mas queria mais. Então com velocidade e força, comecei a subir e desce, suas mãos foram para minha bunda e segurando com firmeza me ajudou, logo eu senti meu corpo explodir num choque intenso que me percorreu inteira e minhas pernas amoleceram, juntamente com Natsu, ele havia jogado sua cabeça para traz enquanto ejaculava dentro de mim.

Sai de cima dele, recoloquei minha calcinha e deitei meu banco também, nos olhamos, suados e sorrimos, Natsu tinha belos dentes brancos e alinhados, ele poderia sim ser um modelo se quisesse.

_Estou faminto. – ele comentou colocando suas roupas de volta.

Subi meu banco e dei partida no carro. Ele franziu o cenho.

_O que? – perguntei achando engraçado o jeito que ele me olhava enquanto eu dirigia.

_Onde vamos? – ele perguntou.

_Comer algo. – respondi simplesmente.

_Você não vai querer tomar um banho antes? – ele me perguntou como se tivesse algo errado comigo. Sim costumo tomar banho depois do sexo, mas eu também estava faminta.

_Relaxa, não vamos entrar num restaurante nem nada assim. – pisquei pra ele, se essa era sua preocupação.

Ele assentiu e então virei numa esquina e parei num food truck, baixei meu vidro e o rapaz sorriu pra mim.

_Srta. Heartfilia. O que vai querer hoje?

_Dois hamburgueres especiais, os de sempre. – pisquei pra ele, e o mesmo me fez sinal positivo e foi buscar no interior no veículo.

_Costuma pegar muitos lanches? – Natsu me olhou curioso.

_Bem, às vezes, quando acontecem coisas como hoje, sim. – respondi.

_Como assim? – ele me olhou intrigado.

_Ficar até tarde na empresa e Virgo saiu de férias. – expliquei calmamente.

_Vai ficar sozinha então? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha.

_Sim. – respondi já pegando minha bolsa. Mas fui impedida por Natsu.

_Eu pago hoje. – ele falou convicto. Franzi o cenho e ele percebeu. – Eu tenho dinheiro, e me sinto mal se você pagar toda vez.

Guardei minha bolsa e deixei que o mesmo pagasse, não era exatamente o tipo de coisa que costumo fazer, mas acho que ele se sentiria mal se eu pagasse pra ele de novo, como ele mesmo disse.

O rapaz entregou os lanches, Natsu pagou e então dei partida, dirigi até o parque da cidade, estavam começando a colocar luzes natalinas, acho q faltava alguns dias para o natal. Não me ligava muitos nessas datas.

_Apesar de ser rica a beça, você é bem simples. – Natsu comentou enquanto me observava dar abocanhadas no hamburguer. – Me enganei mesmo sobre você.

_Bom, posso dizer o mesmo. – comentei dando de ombros, ele fez sinal pra mim prosseguir. – Achei que fosse um playboy metido a besta, que não valorizava nada.

_Caramba. – ele exclamou me olhando surpreso. – Isso tudo por causa do colégio?

_Acho que sim. – respondi. Era verdade. Não tinha muitas notícias de Natsu.

_E o que a fez exatamente mudar de ideia? – ele perguntou e mordeu um pedaço do seu lanche pra me escutar.

_Suas atitudes. – respondi sem pensar muito. – Por exemplo: Fiquei sabendo que você dava dinheiro a pessoas pobres durante o colegial.

Ele me olhou intrigado.

_Andou me pesquisando?

_Não, minha mãe me contou. – contei rindo da expressão dele.

_Andou conversando sobre mim com sua mãe? – ele comentou achando graça. – Achei que isso era mais reservado.

_E é, mas chegamos em você por outro assunto. – expliquei finalizando meu lanche.

_Sua mãe conhece os pais de Lisanna. – ele concluiu ficando sério.

_Desculpe, vamos falar sobre outra coisa. – exclamei. – Como foi o seu dia?

_Foi maneiro Lucy. – ele falou dando de ombros, Lisanna ainda o incomodava muito.

_Natsu, quer falar sobre isso? – eu coloquei minha mão sobre seu ombro.

_É que me sinto um idiota. – ele desabafou e eu o escutei. – Eu acho que namorei com a pior pessoa da face da terra, e não via isso.

Apenas esperei que ele continuasse.

_Ela era, não sei se ainda é, deve ser, extremamente egoísta, eu acho que posso ter ficado babaca por influência dela, por que minha mãe me criou pra ser romântico, cavalheiro, um homem de verdade. – ele me olhava suplicando por uma resposta, mas infelizmente eu não tinha. – Digamos, se eu tivesse namorado você no colegial.

Ergui uma das minhas sobrancelhas e esperei que ele continuasse.

_Eu certamente seria mais complacente, digo você ajuda todos em sua volta, é inteligente e meiga, as vezes pira a cabeça, mas ainda assim é uma das pessoas mais generosas que conheço. – ele falou olhando pra mim. – Sem falar que é bem mais linda que ela, onde eu estava com a cabeça de lhe tratar mal?

_O que você quer dizer com “pira a cabeça”? – perguntei achando graça no seu comentário.

_Que você é difícil. – ele tentou explicar. – Não aceita muita coisa dos outros.

Era verdade.

_Mas enfim. – ele balançou a cabeça. – Você nunca fez nada pra mim, e eu simplesmente achava você insuportável. Lisanna me botou na cabeça que você era assim, acho que ela tinha ciúme.

_Por que ela teria ciúmes de mim? – perguntei.

_Ah, os rapazes não tiravam os olhos de você, até eu me peguei várias vezes te olhando, sempre séria, era notável seu corpo já com quinze anos, éramos garotos tentando beijar alguém. – ele contou rindo. – E você sempre estava em primeiro lugar nas nossas listinhas que corriam pela escola.

_O quê? – exclamei. – Que lista?

_Ah, quem você beijaria, quem você levaria pra uma ilha pra ficar sozinho, quem é a mais bonita da escola. – ele explicou.

_Caramba. – comentei rindo bastante. – Hahahaha, não tinha ideia que isso estava acontecendo. Eu só pensava em estudar e fazer projetos.

_Bom, é assim ainda, não é? – ele me olhou seriamente.

_Sim. – respondi honestamente. – Acha que tem listas por aí?

_Hahaha, se tivesse tenho certeza que estaria em primeiro lugar. – ele falou sorrindo de canto para mim, não puder conter, meu rosto esquentou um pouco, me senti levemente envergonhada.

_Bom, agora que você já está melhor, vamos embora? – tentei desviar do assunto.

_Pode ser. – ele concordou.

Durante o trajeto ele ficou calado, até chegarmos perto de onde ele morava, parei o carro na frente do prédio e desliguei.

_Diga. – falei pra ele. O mesmo me olhou estranhando minha atitude. – Você está quieto e suspira cada pouco, tem algo que queira falar.

_Bem... – ele se ajeitou no banco do carro. – Você já se apaixonou?

_Já namorei alguém, se é isso que quer saber. – respondi.

_Mas, você estava apaixonada por essa pessoa? – ele ergueu uma sobrancelha.

_Não. – respondi, com certeza nunca fui apaixonada por Loki. – Acho que apenas estava com ele pra não ficar só.

_Agora você não se importa em ficar sozinha? – Natsu perguntou, ele me olhava curioso, como se tentasse me entender.

_Olha Natsu, como eu já disse e você mesmo notou, tudo o que importa pra mim é meus projetos. – expliquei a ele. – Não tente me entender.

_Por que eu não tentaria? – ele sorriu com meu comentário. – Estou passando bastante tempo com você, estamos íntimos, eu quero saber como você pensa pra mim não fazer merda e te magoar, ou sei lá.

_Por que se preocuparia com isso? – perguntei não entendo a lógica de Natsu. – Nós só estamos transando.

_É só isso pra você? – ele franziu o cenho.

_O que você achou que fosse? – perguntei já perdendo a paciência.

_Que estávamos nos tornando amigos pelo menos. – ele exclamou.

_Chame como quiser. – falei olhando pra frente e ligando o carro, isso era uma deixa pra ele sair. – Preciso ir.

_Viu, é isso que eu quis dizer com pira a cabeça. – ele soltou o sinto e abriu a porta do carro, antes de fechar falou. – Você não aceita nada diferente, já fica emburrada se alguém fala algo que não é do seu agrado. Nem tenta nos entender.

Ele fechou a porta do carro e entrou no prédio, eu acelerei e fui pra casa.

O que ele queria que eu entendesse, o que é se apaixonar? Por que? Se eu não quero, eu não preciso entender. Ele estava errado, eu sempre ouço os outros, mas eu decido o que filtro do conselho, se uma conversa não me agrada, eu não preciso continuar conversando.

Cheguei em casa, estava silenciosa, fui direto para meu quarto, tomei um banho e fui separar minhas roupas, quando peguei minha saia nude, senti o cheiro do perfume de Natsu, droga esse homem está em todos os lugares agora.



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