História 500 Dias Com SprinterKombi - Capítulo 8


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Julinho da Van, Maurílio dos Anjos, Personagens Originais, Renan, Rogerinho do Ingá
Tags Choque De Cultura, Sprinterkombi
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Palavras 543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - (176) Porra, Julinho


Fanfic / Fanfiction 500 Dias Com SprinterKombi - Capítulo 8 - (176) Porra, Julinho

Capítulo 8

Porra, Julinho

(Dia 176)

- Porra, Julinho. Não acredito que você fez isso.

O piloto da Sprinter, sentado em um velho banco de madeira, levantou a cabeça e olhou para Maurílio, sem ter o que falar. O rapaz, a cerca de 3 metros de distância, encostado na parede do estúdio, estava nitidamente emocionado e irritado. Decepcionado, como Julinho pode ver em seu olhar.

- Eu vesti aquela camiseta ontem, na tua cama! – disse Maurílio, apontando o dedo para o namorado e tentando falar em tom baixo, apesar de querer gritar. – E hoje você vem oferecer ela pra sortear no programa? Não fode, Julinho!

- Foi o Rogerinho que pediu um...

- FODA-SE ROGERINHO! – gritou o palestrinha, colocando a mão na boca imediatamente. Julinho já o tinha visto irritado, mas nunca explodindo daquela forma. – Eu estava com ela quando a gente transou. A camisa ainda tá com meu cheiro!

- Maurílio, meu anjo. É só uma camisa. – disse Julinho, levantando-se do banquinho e aproximando-se do namorado. Maurílio balançava a cabeça e colocava a mão no peito do companheiro, impedindo-o de se aproximar. – É só uma regata. Eu tenho outras pra você usar.

- Não é pela camisa, Julinho. – disse o rapaz, com os olhos marejados. Olhava para baixo, onde os cabos de câmera e outros equipamentos elétricos passavam, para disfarçar as lágrimas que teimavam em escapar. – É pelo o que ela representa. O mesmo valor que você dá a elas você dá pra mim também!

- Ei, ei, ei. De onde tirou isso? – indagou Julinho, segurando o namorado pelo braço. – Você sabe o que sinto por você! Depois de tudo que a gente passou até aqui? Esses meses juntos.

- E isso é bastante pra você? – perguntou, Maurílio, de olhos molhados e nariz vermelho.

- Me diz você, meu anjo. E aproveita e me conta qual o problema. – respondeu Julinho, limpando o rosto molhado do piloto com seus dedos. O rapaz fechou os olhos, derramando algumas gotas a mais que corriam em direção à sua barba. – É por a gente não ter contado pra eles? Lembra que isso foi escolha sua.

- Você não entende nada, Julinho... – murmurou Maurílio, encostando-se na parede conforme o namorado encostava cada vez mais o corpo junto ao seu.

- Então me diz, vai... o que você quer que eu faça, Maurílio... pede... que eu te dou... – seus lábios estavam tão próximos que podia sentir o sabor daquele beijo. Como se a eletricidade de sua pele atraísse cada molécula de seu corpo.

- Não! – respondeu o palestrinha, empurrando Julinho e caminhando em outra direção. – Enfia essa camisa no cu e não vem atrás de mim!

O piloto da Sprinter ficou ali, olhando o namorado desaparecer em direção a saída do estúdio. Deveria segui-lo ou deixar a poeira baixar? Tentar entender onde havia errado ou preparar uma boa desculpa? Julinho suspirou fundo e sentou-se novamente, puxando um cigarro do seu bolso pra relaxar.

Na pequena sala ao lado, Rogerinho e Renan estavam boquiabertos com o que haviam escutado. As engrenagens de suas cabeças estavam quase soltando fumaça enquanto tentavam processar as informações que aquela briga havia revelado. Não à toa, Rogerinho precisou externar sua opinião para Renan enquanto o piloto de Sprinter deixava o estúdio.

- Porra, Julinho!



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