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História 60 dias com o Bieber.. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá. Capítulos novos entre dois ou três dias. Estou reescrevendo e da muito trabalho.

Capítulo 3 - Pista de skate.


Fanfic / Fanfiction 60 dias com o Bieber.. - Capítulo 3 - Pista de skate.


Estava com os pés enterrados no chão da sala de aula tentando digerir o ocorrido. Logo, o silêncio estava pairando sobre a Sweet. Caminho até o hall de entrada avistando Nicolas e Acker próximos. Ajeito minha mochila sobre o ombro e vou de encontro a eles.

- A advertência foi grande em. - Acker brinca assim que paro a sua frente. - O que ele queria?

- Só porque não quis fazer o dever. - Disse dando de ombros, Nicolas rir.

- Garota rebelde. - Ele vem para o meu lado e dobra seu braço na minha barriga.

- Vai começar os flertes. - Acker balbucia revirando os olhos.

- Olha quem fala. - Falo. - Quem é mesmo que estava recebendo crises de ciúme de Charles somers?

Acker abaixa a cabeça deixando que um sorriso sorrateiro corra em seus lábios.

- Com certeza era uma brincadeira. - Ela diz, passando a ponta do pé na grama como uma criança. 

Junto as sobrancelhas.

- Para de ser insegura. É claro que não foi por isso, e sim por esses seus cabelos de fogo poderosos. - Ela ri pelo nariz. - E pelo jeito o nosso novo monitor sabia disso.

Nicolas concorda pensativo, mudando para uma expressão maliciosa.

- Deve ser por isso que ele fez questão de escrever para você.

- Que heróico. - Ponho a mão no peito.

- Você não fica por baixo. O nosso novo monitor, aluno, não tirou os olhos de você. - Nicolas enrijeceu as costas, retirando devagar sua mão da minha cintura. Mas não disse nada.

Aceno para o estacionamento.

- Bem, - quebro o silêncio. - Vejo vocês na pista de skate.

- O que dirá a sua mãe? - Acker pergunta cobrindo o rosto com a palma da mão para apartar o sol.

- Que irei tomar chá com suas bonecas. - Subo na moto abrindo um sorriso para Acker que faz uma careta engraçada. Ela retira o capacete do guidão e me entrega. Ajeito sobre a cabeça soltando meus cabelos por baixo do mesmo e chuto o pedal para trás.

- Engraçadinha. - Nicolas mostra os dentes passando a mão sobre o ombro de Acker e ambos acenam paga mim quando faço a volta.


***

- O que achou? - Ryan pergunta. Tínhamos deixado o carro no estacionamento da escola, e ido encontrar com Chris na lanchonete próxima as rendondesas da Sweet.

- Irritante. - Respondo sem ânimo vendo Ryan se divertir.

- Você parece ter se divertido bastante. - Chaz comenta passando a mão no cabelo e enfiando um boné por cima dos fios castanhos escuros. - Principalmente com a minha cara.

Sorrio sacana para ele. Chaz era como uma criança birrenta quando se tratava de alguma coisa da qual ele gostava.

- Eu achei que ele mandou bem. - Ryan disse levando um tapa arrastado de Chaz na nuca. - O que? Até Endrya ele colocou na linha.

Levanto os olhos rapidamente abaixando a cabeça em seguida. Por motivos desconhecidos meus pensamentos foram levados até a sala da faculdade. Eu tinha me excedido. Não poderia dá tanto espaço para os estudantes, mas meu corpo foi impulsionado, como se a ideia de não perder a oportunidade voasse em minha mente.

Avistamos a média estrutura logo a frente. Era pintada de vermelha com duas entradas separadas por um ferro enferrujado. O piso branco era limpo e brilhante, e ao lado de fora, propagandas de fast-food enfeitavam as colunas do lugar. Senti um rebuliço no estômago. Odiava cheesburgue.

Chris estava parado logo a frente, checando as horas em seu relógio de pulso. Ele virou sua cabeça para o lado, e bateu no relógio fazendo uma careta, mas desviou quando um barulho ensurdecedor de motor sugando o ar, atingiu nossos ouvidos. Girei minha cabeça para trás, acompanhado com os olhos uma moto de porte grande passar como um furacão por nós. A medida que nós a seguiamos, ela ia diminuindo a velocidade até estacionar de frente para lanchonete. Fiquei surpreso ao ver um enorme cabelo se estender pelas costas cobertas por uma jaqueta. Chaz e Ryan não pareciam surpresos, mas os lábios estavam entreabertos e olhos paralisados sobre o mesmo local que eu. Chris fazia o mesmo. A motorista retirou seu capacete amarelo e pendurou no guidão da moto virando o rosto para Chris. Senti um leve choque atravessar minha barriga. Endrya pôs o pedal no chão de forma que a moto ficasse equilibrada e caminhou para dentro do estabelecimento, antes, deixando uma risada marota para Chris.

- Encontrei a mulher da minha vida. - Chris diz afobado. Nós tínhamos parado de andar. Agora estávamos a sua frente.

- Então trate de ganhar a aposta, se não vai perder para Ryan. - Chaz diz fazendo Chris arregalar os olhos castanhos.

- Tá de brincadeira né? Essa é a tal garota da aposta? - Ele quase grita. - Se for, ganhei na loteria.

Passo por eles com uma impaciência imperceptível, adentrando o lugar. Eu tinha me esquecido completamente dessa aposta. Mas não era como se me interessasse. Dou de ombros para os meus próprios pensamentos.

O cheiro de limpo atinge meus nariz, quando procuro umas das poucas mesas no lugar apertado para sentar. Endrya está no balcão de costas batendo o pé no chão como se estivesse impaciente com a demora do atendente. Fixo meus olhos nela me encaminhando para o mesmo lugar. O longo cabelo pendia sobre as costas como cortina negra sobre a parede. Quando seus olhos encontraram os meus, penso ter visto uma fagulha de surpresa passar por eles, mas desaparece rapidamente quando o atendente chega.

- Me trás o maior copo de coca cola que você tiver. - Observo seu perfil. Ela usava calças largas e jaqueta, e eu me perguntava como poderia cair tão bem em seu corpo?Chaz, Ryan e Chris estavam parados no meio da lanchonete como três patetas sem direção. Ela vira-se rapidamente enfiando a mão dentro da mochila, depois sobe seus olhos para os três. - Vão ficar aí me olhando? - Ela parece se divertir quando os três esmurecem os ombros sentando em uma das mesas vazias.

- Droga. - Exclama baixo, ainda revirando o material na mochila. Puxo minha carteira, e ponho sobre o balcão dinheiro suficiente para pagar o refrigerante. Ela levanta a cabeça e observa a nota enrolada me olhando.

- Fico te devendo. - Diz pegando com cuidado o copo de 500ML de refrigerante. O atendente sorri desleixado e ela puxa o bloco de anotações de cima do balcão rabiscando alguma coisa. - Só me ligue depois das 9. Fecha o zíper da sua mochila ajeitando sobre os ombros e da longo gole no refri. Se despedi dos meninos com um aceno e sai disparada na moto deixando apenas poeira. Volto meus olhos para o atendente pálido de cabelos cacheados sobre a testa e olho curiosamente para o caderninho em suas mãos. Ele contemplava a mini folha como se tivesse acabado de receber um convite para a festa do ano.

- três cheesburgue e um milk shake. - O garoto afirma com a cabeça e deixa o caderno sobre o balcão indo preparar os pedidos.

Os meninos estão sentados falando de esportes logo atrás de mim. Puxo a folha e dígito o número no meu celular substituindo os dois últimos número por zero. Logo abaixo da numeração, o nome Bruna estava circulado. Sorrio ao ver. Ela gostava de truques, e eu sabia muito bem como fazê-los.

- Pode tirar o olho da minha garota. - Chris fala assim que sento a mesa.

Ecoou uma risada.

- Ela é toda sua.

Ryan faz uma careta. Finjo checar o celular quando eles voltam a tagarelar sobre jogos. Uma sensação de calor atingia meu estômago, e meus pensamentos eram levados ao acontecimento de minutos atrás. Talvez eu só tivesse me deixado levar pelos comentários de Chris e Chaz.


**

Abro a porta da sala lentamente e olho em volta. Ninguém ou qualquer ruído parecia próximo. Exceto pelo barulho da cozinha, que nunca parava. Minha casa era moderna e ampla, pintada em tons de brancos com sofás longos e aconchegante. Menos para mim. Nada ali, parecia tão aconchegante aos meus olhos. 

Subo as escadas suspirando aliviada ao estar de frente para porta do meu quarto.

- Fica sossegada, eles não estão em casa. - Salto para trás com a mão atracada ao peito. Charlotte não pareceu se impressionar com meus susto. Estava parada na porta do seu quarto, usando uma camisola de ceda vinho. O olhar estava baixo e perdido, e por um momento quis abraça-la e perguntar o que estava acontecendo. Mas não o fiz.

Charlotte era minha irmã mais velha, e a única também. Estava no auge dos seus 19 anos. Tínhamos aparências completamente diferentes. Charlotte era alta, esguia e loira. Tinha uma constante mudança de humor, e fixação por peso. E eu, estava no auge do meu 1.64 de altura, grandes cabelos pretos, pele parda e peso médio.

- Estava chorando? - Notei seus olhos vermelhos e inchados. Ela abaixou a cabeça e os esfregou.

- Não, poeira.

Mordo o lábio dando de ombros sem que ela percebesse. Me perguntava porque todo mundo usava essa desculpa. Ninguém acreditava de fato.

- Onde estava ontem? Nem conheceu Alfredo. - Ah, você sabe né fugindo da polícia por aí.

- Desculpe, acabei dormindo.

Ela parece abalada mas não diz nada em resposta.

Esse era o primeiro diálogo longo da gente. Costumávamos ser mais próximas quando pequenas, mas Charlotte cresceu e foi me deixando de lado. Com os anos ela foi ficando mais reclusa, mais calada, e mais distante. Ela me lançou um sorriso entrando em seu quarto. Fiz o mesmo. Troquei minhas roupas rapidamente e me joguei sobre os lençóis na cama.

**

Puxei meu celular debaixo do travesseiro e chequei as horas. 3:30. Hibernei. Coloco minas pernas para fora da cama me espreguiçando.

Faço um rabo de cavalo despojado no cabelo, e giro a chave do baú encostado em minha cama, levantando a tampa. Minhas roupas estavam alinhadas e limpas, colocadas de forma organizadas. A caixa de jóias estava lá. Posta de forma singelar em um canto. Abby era minha fada madrinha. Com cuidado para não desarrumar, pego um short jeans e uma camiseta preta. Retiro meu pijama e me visto. Enfio meus pés sobre um supra preto e retiro da caixa de jóias um colar que Nicolas me dará de presente. Era uma corrente que ficava abaixo dos meus seios, com um singelo pingente de um tênis preso a uma argola. Lembrava-se do dia em que Nicolas dissera que queria me dar algo mais delicado, mas que esse, tinha minha essência estampada. Era um fato que todos que me conheciam deveriam saber. Eu amava tênis.

Coloco em meu pescoço, depositando a caixa no mesmo lugar onde estava. Pego o celular de cima da cama e enfio no bolso de trás dos jeans surrados. Assimque sair do quarto tranquei a porta atrás de mim e guardei o molho de três chaves no meu outro bolso.

- Onde está sua irmã? - A voz enjoada da minha soa através das paredes que separava a sala da sala de jantar. Não era horário de almoço, mas todos estavam em volta da mesa larga.

- Aqui senhora Mirtes. - Ela quase engasgou-se quando os olhos castanhos claros pararam subitamente sobre a minha roupa. Sempre o mesmo drama. Meu pai bateu levemente na mesa com os cotovelos. Ignorei. Voltei minha visão para Charlotte que catava ervilhas do prato de cabeça baixa como se não estivesse no mesmo ambiente que estávamos. Sento na cabeceira de frente para o meu pai. A mesa estava ocupada por bandejas prateadas. Suco, pães, bolo e macarrão se empolgação ao meio.

Abby apareceu secando as mãos no pano que amarrava sua cintura. Ela estava se preparando para me servir, mas dispensei com um aceno e um sorriso ensolarado.

- Onde estão suas roupas? - Minha mãe pergunta, ao recuperar o fôlego.

Arqueei minha sobrancelha.

- No meu corpo? - Respondo óbvia. Meu pai repreende com os olhos, mordiscando uma fatia de pão integral como se fosse a coisa mais gostosa que comerá. Fiz um ar entendiado para ele, abocanhando um pedaço de bolo. - Não vou usar aquelas roupas. - Fiz aspas com os dedos.

- Deveria. - Foi a vez do meu pai dizer. Os poucos fios de cabelo loiro escuro se amontoavam nas laterais e no topo da cabeça, deixando que duas covinhas se fizessem na testa. As sobrancelhas grotescas estavam juntas e curvadas para baixo. Seu corpo era uma mistura de pernas magras malhadas e barriga empinada para frente. Olhando dele para minha mãe, era como um casal pitoresco de aves de raça diferentes. Minha mãe era alta e esguia seus cabelos eram pretos e curtos presos a bobbes, o nariz era grande e pontiagudo, não havia volume em suas bochechas eram totalmente magras e pálidas. Não se parecia nada comigo, já que Charlotte parecia com meu pai ao menos nós cabelos.

Uma música baixa soou indicando que algum celular tocava. Meu pai retirou seu aparelho de dentro do bolso e olhou para minha mãe antes de levantar para atender.

- Para alegria de vocês estou de saída. - Levanto da cadeira, cruzei a sala de jantar, marchando até a cozinha. Lá, encontro Abby, com a barriga próxima a pia, terminando de secar os últimos talheres que se empilhavam.

- Comprei um enorme refrigerante para você. - Sussurrei em seu ouvido. Ela saltou para trás, espremendo os olhos em sinal de surpresa.

Dou risada.

- Coloquei na geladeira. - Concluo. - Abby era simplesmente viciada em refrigerantes. Costumáva contar, que antes de vir para Nova York, colecionava alguns em sua geladeira para beber com amigos.

- Não precisava. - Ela diz docemente como uma barra de chocolate ao leite. - Vá, antes que sua mãe venha até aqui. Se cuide, amo você. - Ela deposita um beijo rápido na minha bochecha voltando para os afazeres.

- Mas eu havia mandando jogar fora. - Minha mãe dizia. Sua voz poderia atravessar até a parede mais impermeável.

- Eu sempre consigo de volta. - Redondo com impeto de raiva acumulada. Observo ela abrir e fechar a boca várias vezes para dizer algo. Mas descarta, quando meu pai volta para sala de jantar. Ele tem dois nós de tensão no ombro, senta-se de volta na cadeira, e descansa os braços sobre a mesa. Então diz:

- Finalmente apagaram a pichação do muro da empresa.

Meu estômago embrulha.

- Só queria saber quem é esse vândalo. - Ele reclamou.

Estou bem aqui. Me contenho dando passadas leves para trás. Charlotte parece se interessar pelo assunto, deixando as ervilhas de lado. Ela olha para o meu pai atenciosa, parecendo procurar algo para dizer.

Aproveito a distração deles e saio de fininho. O sol estava perfeitamente calmo aquela tarde, então decido caminhar um pouco. O caminho não é tão longo, e o caminho que escolho é repleto de casas e árvores enfileiradas. Penso o quanto queria estar sentada naquela mesa, em volta de uma família comum. Sem ambições. Com Abby ao nosso lado sorrindo ao comer conosco. Parecia-se um sonho impossível. Eu era uma Blecker, e deveria aceitar isso. O bairro nobre não era tão frequentado. A maioria das pessoas ficavam dentro de dias casas, recebendo visitas agendadas. Mas naquela tarde, algumas crianças jogavam bola de um lado para o outro no meio da rua. Um menino de cabelos loiros mirrados e grandes óculos de grau, tentava a rodo custo tirar a bola do pé ligeiros do seu amigo. O chumaço de cabelo do menino, me fez lembrar de outro cabelo loiro. Justin Bieber. O monitor novato que tinha conseguido me deixar sem ação alguma.

Senti meu celular vibrar e retirei ele do bolso, fitando a tela. No visor, brilhou número desconhecido.

- Alô. - A linha emudece, mas logo uma risada baixa ecoa.

- Brunna não faz muito seu estilo, em particular, prefiro Endrya. - Antes que pudesse responder a ligação foi encerrada.

Suspiro confusa olhando a tela por longos minutos como se fosse me ajudar a indentificar quem fosse. O garoto da lanchonete? A voz não parecia estar de acordo. Balanço a cabeça negativamente, devolvendo o celular para o bolso.

O barulho de skates batendo no chao era como músicas para os meus ouvidos. Apesar de eu não ser nenhuma profissional. Nicolas estava sem camisa mostrando todo seu peitoral definido. Os cabelos bagunçados pendiam da cabeça colados a testa. Quando os olhos água encontraram os meus, ele parou a manobra batendo o pé no skate para agarrar com a mão.

- Não veio com seu bebe!? - Sua respiração estava falha, o que significava que eu estava atrasada, e que ele tinha praticado bastante.

- Deixei ela descansar. - Disse sorrindo. Ele estendeu o skate para mim.

- Vamo? - Peguei o skate verde de sua mão e fui até a pista com Nicolas atrás de mim. Na rampa alguns garotos tentavam impressionar o grupo de meninas sentadas sobre a calçada vestindo jeans e blusas curtas. Outros, pareciam-se mais focados. Subi a rampa colocando meu pé sobre o skate, e descendo de uma vez a rampa. O frio atingia minha barriga toda vez que o skate subia e descia de forma veloz. Nicolas me ajudava, ensinando uma maneira melhor de fazer as manobras. Ele treinava desdo onze anos, mas nunca pensou em competir. Seu foco era o futebol americano. encontrei Acker sentanda em um banquinho de pouco espaço. Nicolas estava logo ao lado, devorando o líquido da água mineral. Sento no colo de Acker.

- Preciso virar menina pra você fazer isso comigo? - Olhei entretida para Nicolas, roubando a pastilha de menta que ele carregava pronto para pôr na boca.

- Não queira, eu tô quase morrendo. - Acker reclamou remexendo-se no banco. Dei um pulo no colo dela fazendo a mesma soltar um grunhido de desconforto.

- O que você disse amiga?

- Que você é leve como uma pluma. - Ri satisfeita ficando de pé novamente. Ela colocou a mão no peito e soltou um longo suspiro de alívio.

- Olha se não é meu presente. - Nicolas apontou para o cordão no meu pescoço. Brinco com pingente entre os dedos.

- Graças a minha fada madrinha Abby ele está salvo. - Os dois fazem uma expressão confusa e eu prossigo. - Minha mãe tentou de novo jogar minhas roupas fora.

- Fico imaginando como ela era na juventude. - Acker comentou. Ela usava um rabo de cavalo e um vestido florido que deixava parte do seu ombro desnudo de forma sexy.

Fiquei imaginando isso por um segundo, minha mãe sempre teve essa petulância de querer ser madame. Será que ela sempre fora assim? Saí dos devaneios ao ser puxada repentinamente por Acker de volta ao seu colo.

- Achei que eu era pesada.

- Shh. - Olhei confusa para Nicolas que sorriu apontando para frente.

Chaz, Ryan, e o garoto bonitinho que estava de frente para lanchonete mais cedo, estavam vindo em nossa direção. Eles pareciam aqueles badboy que andavam na rua e chutavam latinhas de refrigerante.

Quando seus pés pararam a nossa frente, Acker encolheu-se ainda mais. Chaz realmente era bonito, cabelos bagunçados de forma atraente, jeans rasgados e camisetas largas.

- Nicolas. - Chaz comprimenta com um aperto de mão. Ele desvia os olhos para mim e franze o cenho quando ver apenas uma parte dos cabelos ruivo de Acker, descerem pelo meu braço. Escorrego para o seu lado, ocupando o cando que era de Nicolas. Ele cambaleia, e cai de bunda no chao, me olhando incrédulo. Tendi disfarçar a risada dando de ombros de forma divertida.

- Sorry. - Cantarolei.

- Oi Acker. - Chaz diz entortando a cabeça para o lado.

- oi. - Ela responde baixo.

- Esse é Christian, ele vai estudar conosco. - Ryan apontou para o garoto que me comprimentou com um aceno. - Queríamos convidar vocês para uma social que vai rolar lá em casa.

O tilintar do meu celular, faz os olhos de todos se voltarem para mim. Alcanço no bolso e verifico a tela. Uma nova mensagem estava destacada sobre o visor.

Jantar em família.

Resmungo baixo guardando ele no bolso novamente.

- O que foi? - Nicolas peguntou, ele tinha se acomodado no chão mesmo. O suor de sua testa parecia ter desaparecido.

- não vai dá. - Disse chateada. - Jantar em família. - Os meninos fizeram expressões desapontadas.

- Quebro essa pra você - Acker avisa. - Posso ir junto.

Pude ver Chaz encarar ela pelo canto do olho.

- Não precisa. Vai com Nicols será divertido. - Ela me repreende com os olhos. - Bem tenho que ir.

Levantei do banco e dei um breve abraço em Acker. Antes de solta-la cochichei em seu ouvido.

- Só não transa com ele. - Assim que soltei ela, suas bochechas estavam vermelhas como dois pimentões amadurecidos. Aceno para o restante soltando uma piscadela para Nicolas, e caminho até a saída do parque.



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