História 7 Days - Capítulo 22


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Notas do Autor


Olá olá

Me deu um gás de criatividade e inspiração aleatório, e finalmente terminei esse capítulo :3

Boa leitura! <3

Capítulo 22 - Verde


- Minho, deu merda. - Me levanto no mesmo momento, olhando para Bang Chan, esperando uma resposta. - Ele era funcionário do reino.

- Eu sabia! - Respiro fundo. Já era no meio da madrugada, depois do episódio, onde eu e Jisung apenas fomos comer e presenciamos um assassinato, não consegui mais dormir. - Aquele desgraçado quer me matar.

- Seu pai não faria isso, ele não quer que Felix ou qualquer outro assuma o trono. Apenas você.

- Claro, eu era o bonequinho dele, agora que eu saí dessa posição, ele ficou puto. Ele quer me matar, eu tenho certeza. - Começo a andar de um lado para o outro, enquanto Bang Chan tentava me acompanhar com os olhos.

- Para quem assumir o trono depois? Pense nisso, seu pai não é impulsivo, ele é extremamente calculista e frio.

- Por que ele mandaria alguém me matar? - Assim ele me para, levantando minha blusa, enquanto estava de costas para ele. - Que isso?! - Tento me virar, mas sinto ele segurar meu quadril, me fazendo parar.

- Calma... O que é isso nas suas costas? - Assim ele toca no final das minhas costas. - Parece um machucado que não foi tratado. Formou um calombo. O que aconteceu?

- Não sei, do nada eu senti uma... Ardência. Mas isso não é importante. - Respiro fundo, sentindo que tinha alguma coisa que não se encaixava. Me viro para ele, quase arrancando minhas unhas fora de tanto roer. - Como ele morreu?

- Alguém atirou nele antes, mas o alvo era você, já que ele morreu na mesma linha de tiro que você estava.

- Alguém?! Aí caralho porquê eu sinto que me falta algum estalo?!

- Pare com isso, não tem o fazer Minho, apenas esperar. Seu pai irá chegar em poucos dias... Ou horas... Não deram uma data exata.

Respiro fundo, deitando minha cabeça no ombro dele.

- Eu já cansei disso.

- Posso te dar um dica criança? Vai aproveitar com o seu namorado, não fique com isso tanto na cabeça. - Seus dedos fazem um leve carinho no início das minhas costas. - Deixa que eu lido com isso. Seu pai irá falar alguma coisa quando chegar. Só vamos... Reforçar a segurança. Tente não sair até ele chegar okay?

- Você bem que podia ser meu pai. - Ouço ele rir, e me afasto dele um pouco, apenas para poder abraçar ele forte. - Amo tanto você sabe? Você vai ser o Rei perfeito.

- Eu só tenho 30 anos okay? Não sou tão velho para ser seu pai. - Ele ri levemente, mas logo se afasta de mim, me olhando assustado. - O que?! Vou ser o que?!

- Deixa para lá. Durma com os anjos. - Sinto ele beijar minha testa, e sorrio para ele, sentia que ele era realmente como minha família.

- Boa noite, e se acalme okay? Estou aqui para tudo que precisar. - Assim que iria responder, sinto um cheiro de queimado, e olho para a porta se desfazendo. Aquilo não era nem fogo, parecia lava.

- Puta que me pariu. - Grito alto, vendo a porta derreter na minha frente, enquanto me agarrava a Bang Chan, sem saber se tinha como pular de vários metros de altura e não morrer ou ficar gravemente ferido.

Olho para a figura atrás dela, onde estava Jisung, tocando na porta, parecendo que iria matar alguém a qualquer momento.

- Jisung?! Essa porta foi cara. É meu escritório, sabe quanto tempo vai demorar para concertar?! - Falo bravo, vendo logo em seguida a pequena vela que iluminava um pouco o ambiente, explodir, e olho para ele indignado. - Você enlouqueceu?!

- Fica aí com ele, já que ama ele tanto. - Olho indignado para Bang Chan, vendo ele estar escondido atrás da minha mesa.

- Quando você foi parar ali? Medroso. - Me viro para Jisung novamente, me aproximando lentamente, vendo seus olhos vermelhos, puramente de raiva. Piso em cima daquele resto de porta, e entrelaço minhas duas mãos com as dele, vendo elas estarem queimando, mas logo ficar em temperatura normal.

Senti algumas lágrimas se acumularem pela dor da provável queimadura nas minhas mãos, mas é isso que dá namorar - ou quase - uma criatura mágica. Não recomendo.

- Não precisa ser ciumento. Bang Chan não toma banhos o suficiente, não gosto dele dessa forma, já te disse. Ah, ou foi no futuro? - Faço os pequenos cálculos, vendo que tinha falado isso no futuro que nunca aconteceu.

Esse assunto era complexo, nem eu entendia o que aconteceu exatamente. Entendia que basicamente vivi em um universo paralelo por um tempo, e agora que eu voltei para o passado, mudei toda aquela realidade. Então, ela nunca aconteceu.

Isso era confuso demais para meu cérebro, e doloroso demais para o meu coração. Saber que todo o amor e felicidade que eu senti, teoricamente nunca aconteceu. Apenas na minha memória.

- Tudo bem. Normalmente eu não sinto ciúmes. - Seguro o riso, sentindo ele bater com força no meu ombro. Logo seus olhos normalizam, e ele parece voltar a respirar normalmente. - Para! Já disse desculpa. Depois do que a sua mãe falou, fiquei sentido. E vi ele beijando sua testa, achei muito afeto.

- Ele já quase usa fralda geriátrica de tão idoso. - Vejo ele mostrar o dedo do meio para mim, e sorrio de volta. - Agora eu acho que preciso urgentemente enfiar minhas mãos no gelo. - Falo tirando minhas mãos da dele, vendo nós dois gritar ao ver ela em carne viva.

Okay, talvez não tenha sido uma boa ideia.

✯✯✯✯✯

- Desculpa tá?

- É a décima vez que você diz isso. - Reviro os olhos. Estava de pijama, com as duas mãos enfiadas em um balde cheio de gelo, sentado na cama do meu quarto.

- Eu fui ver porque você estava demorando tanto, daí ouvi umas palavras estranhas e vi aquela cena. Não sou de sentir ciúmes, é sério. Depois de tudo que você fez por mim, tenho certeza que me ama. - Jisung deita a cabeça no ombro, fazendo um breve carinho em um dos meus braços.

- Tudo bem, mas você tem que achar um jeito melhor de demonstrar suas emoções. Preferia que tivesse me batido, não precisava destruir minhas coisas.

- Essa magia é difícil de controlar. - Ele sorri para mim, se sentando rapidamente. - Assim como meus sentimentos.

- Que?! - Pergunto assustado, vendo ele rir.

- Você é um namorado muito assustado.

- Que?!? - Exclamo mais uma vez, vendo ele revirar os olhos.

- Estamos namorando, idiota.

- Quando que eu concordei com isso?

- Não precisa concordar, eu quero namorar com você, então... Estamos namorando. - Assim ele beija minha bochecha, me fazendo sorrir feliz, sentindo toda aquela agonia ir embora rapidamente.

Não conseguia ficar surpreso, afinal, para mim, nunca tínhamos nos afastados. Até porque, tenho certeza que ele copiou meu pedido de namoro. Essa cena é bem vivida na minha memória.

Surpreso não estava, mas muito feliz, com certeza.

- Queria poder te beijar apropriadamente, mas você queimou minhas mãos.

- Tudo bem, temos muito tempo para isso. - Sorrio sentindo um castro selinho, onde vejo ele sorrir aberto logo em seguida.

- Com certeza. - Ficamos em um silêncio confortável por um certo tempo, até que vejo Jisung se virar para mim, como se tivesse de lembrado de algo importante.

- Minho, nós já estivemos naquela restaurante, não?

- Como você sabe? - Olho para ele, vendo franzir o cenho, como se estivesse pensando.

- Eu apenas lembro, tenho claras lembranças disso. Você usava uma capa azul, certo?

- Você realmente lembra? - Pergunto assustado, tentando entender como ele sabia de coisas que nunca aconteceram, pelo menos na realidade dele.

- Sim, me veio assim que chegamos lá. E sobre o assassinato, acharam que foi?

- Que estranho... - Suspiro, tirando a mão do gelo um pouco, vendo elas extremamente vermelhas. - Não, mas sabem que ele tentou me matar, e era da guarda real. Não temos ideia de porque ou como, e claro, quem matou ele antes.

- Mas eu sei quem matou. - Me viro imediatamente para o Jisung, colocando o balde de gelo no chão.

- Quem?! Como sabe?

- Um menino de capa. Eu consegui ouvir ele atirando, parecia como uma batida do meu coração, sentia como se tivesse saído de mim. Foi estranho. Vi ele atirando, consegui sentir uma sensação de culpa, e logo que olhei na direção dele, vi ele se meter no meio do nada.

- Primeiro de tudo, como você viu ele?! Segundo, como sabe que é um menino? - Me arrumo na cama, olhando para ele intrigado.

- Senti a presença dele. Não sei, foi uma sensação estranha. Sei lá Minho, eu apenas sei.

- Puta merda Jisung. - Respiro fundo, sentindo todas as extremidades do meu corpo ficarem inquietas.

- O que foi?

- Você é um idiota. Como que eu não pensei nisso antes?!

- Você que percebeu agora e eu que sou o idiota?! Okay então, vou fingir que nem estou ofendido.

- Deixa quieto. Eu... Preciso dormir. - Me deito na cama, com cuidado para não bater com as minhas mãos na cama, vendo Jisung me olhar extremamente confuso, mas se deitando de costas para mim.

Parecia que as peças estavam se encaixando agora.

Dormi extremamente mal a noite toda, e assim que pude ver um pouco de sol sair pela janela, me levantei sem pensar muito. Peguei algumas ataduras, enrolando minhas duas mãos, com uma extrema dificuldade.

Assim que termino, deixando as duas enfaixadas, saio do quarto quase me arrastando, indo em direção ao quarto do nosso futuro rei. Precisa esclarecer algumas coisas sobre esse novo caso.

Ouço uma movimentação estranha vindo de um corredor. Okay, era muito cedo para qualquer coisa assim.

Me aproximo vendo alguém usando uma capa, correr e dobrar em outro corredor. Apenas fui atrás, com pijamas ridículos e com o cabelo para cima. Queria que isso parecesse com um filme de ação, mas eu estava muito sem graça.

Ouço um tiro, e abro a porta do quarto onde vi essa cena.

- Ei! - Grito assustado, vendo o menino da capa com a arma apontada para uma guarda real, onde identifiquei pela roupa, esta já morta.

- Não gosto disso. Mas é o melhor que posso fazer. - Ouço sua voz extremamente rouca, e ouço outro tiro.

Me atiro no chão assustado, vendo que o tiro tinha sido no teto, a pouca distância de mim.

Assim que olho de volta, a janela estava aberta, e ele tinha sumido de vista. Não acredito que estava jogando com ele. Não deveríamos estar no mesmo time?

Me aproximo da guarda, me sentando ao seu lado.

- Número 0019. O que aconteceu hein? - Procuro em seus bolsos alguma pista, tirando de lá uma pequena lista, com informações pessoais sobre mim. - O que você quer de mim, pai?

Respiro fundo, passando a mão e levantando o rosto da menina já morta.

- Por que vocês insistem em obedecer aos autoridades? Não sabem o destino de vocês? - Largo o rosto dela, soltando a lista no chão, vendo ela se manchar com o sangue.

Me levanto do chão, vendo minhas calças manchadas de sangue, e respiro fundo, me retirando dali.

A capa dele era verde.


Notas Finais


Gente, as coisas estão ficando tensas KDKSKDKS A M O
E estamos oficialmente na reta final, apenas mais três capítulos :(

Espero que tenham gostado! Obg por ler!


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