História 7 dias para se apaixonar. - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Anos 80, Chanbaek, Fluffy
Visualizações 123
Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente! Cá estou eu novamente com uma fanfic nova. Essa será uma short fic com aproximadamente 4 capítulos, creio eu. Comentei no Twitter sobre ela e estou muito, mas muito empolgada mesmo! Espero que gostem tanto quanto eu dessa atmosfera dos anos 80. Já escrevi um pouco nessa ambientação em Boys Don't Cry e decidi que quero explorar mais. Fiquem com Chanyeol e Baekhyun e playlists infinitas de A-ha, The Jam, The Smiths, The Cure... Enfim, queria agradecer bastante ao anjo que fez essa capa maravilhosa pro meu bebê. Baobao, você é um anjinho, meu amor! Quem quiser me ver comentando sobre a história e mais algumas besteiras, me segue lá no twitter. Meu user é @firelightnai.
Enfim, sem mais delongas.
Boa leitura e até o próximo capítulo.

Capítulo 1 - Que os jogos comecem.


Chanyeol várias vezes pensou ter encontrado o fundo do poço, mas nem eu seus maiores momentos de desastre e no auge de sua desgraça se imaginou atravessando um local como aquele. Segurava um panfleto velho nas mãos e observava as cores chamativas que pareciam saltar aos seus olhos. Olhou a sala em que estava  e observou uma garota que também estava ali. Olharam-se por alguns segundos como se estivessem fazendo um silencioso pacto: “Nunca, em hipótese alguma diga que me viu aqui.” Desviaram a atenção um do outro somente quando um garoto saiu correndo da sala mais próxima. Os olhos inchados do que parecia ter sido choro recente.

- Próximo. – Gritaram da sala onde o garoto estava.

- É você. Estão te chamando. – Chanyeol disse, apontando com a cabeça em direção a sala.

- Não me importo em ir depois. Pode ir logo. – Disse, sorrindo amarelo.

- Não, obrigado. Damas primeiro. Além disso, você chegou antes. Não seria justo de maneira alguma.

- Muito gentil da sua parte, mas acho melhor você ir primeiro. Tá até mais perto da porta.

- PRÓXIMO! – A voz de dentro da sala retumbou novamente, assustando os dois.

- Tudo bem, tudo bem. Estou indo. Obrigada por me deixar ir primeiro. – Chanyeol disse, bufando em seguida.

Entrou na sala depois de passar por uns penduricalhos que achou bem esquisitos e respirou fundo ao sentar na cadeira em frente a quem deveria ser a tal cartomante e feiticeira. Era uma mulher mais velha vestindo um vestido longo vermelho berrante. Possuía um sorriso estranho no rosto e um olhar tão penetrante que Chanyeol sentiu-se despido por alguns segundos.

- Seja muito bem-vindo, Park Chanyeol.

Chanyeol colocou a mão no peito abismado. Pensou que a mulher realmente fosse boa e, ainda pasmo, começou a gaguejar.

- C-como v-v-ocê sabe meu nome?

- Não é o que está escrito no seu crachá, belezinha?

Chanyeol começou a rir descontroladamente depois disso. Observou seu crachá de trabalho na livraria e riu mais ainda.

 “Olá, sou Park Chanyeol. Posso ajuda-lo hoje?”

- Percebo que está nervoso, gracinha. O que você procura hoje? Novas perspectivas de trabalho?

- Então... é uma história bem engraçada, sabe? Meus amigos disseram que...

- Não quero saber quem disse que você poderia vir aqui, mas quero saber o motivo pelo qual agarrou com força a coragem que apareceu em algum momento. O que você quer vindo ao encontro da lendária Madame Mamá?

Chanyeol instantaneamente corou e, em seguida, estendeu o panfleto extravagante para a mulher. Um sorriso malicioso brotou em seus lábios de repente.

- A gracinha está procurando amor?

Chanyeol coçou a nuca, envergonhado. Achou que toda aquela situação estava sendo constrangedora demais e apenas assentiu, baixando a cabeça em seguida.

- Eu já tentei de várias formas mas não adiante muita coisa. Todo relacionamento em que eu entro é furada. Eu já tentei até aquele Timber...

- Tinder.

- Isso. E na minha lista do desespero, uma feiticeira vinha por último logo depois do Tinder. Sem ofensa.

- Tudo bem. Já disseram coisas piores. Então você quer que eu traga seu amor em 7 dias? Não é tão simples quanto parece...

- Eu sei. Não consegui trazer nem em 25 anos, mas já pensei em alguns detalhes e queria que a senhora analisasse. Eu quero um garoto legal e que...

A feiticeira apenas sorriu e mais uma vez aquele olhar penetrante surgiu. Chanyeol sentiu um arrepio e sorriu, envergonhado.

- É por isso que está sozinho esse tempo inteiro. É seletivo demais.

- Algum problema em ser exigente?

A senhora assentiu.

- Todos. Você perde toda a diversão se exigir demais. Tente olhar as coisas boas de cada um, garoto. Tenho certeza que ganhará amor dos outros e também será até melhor de viver sem essa carga toda.

- Ok, ok. Isso está parecendo a minha terapia. Paguei por amor rápido e sem esforço e é isso que eu quero.

- Já disse que não é assim tão fácil. Alguns amores estão longes demais, outros estão perto demais... Alguns se conhecem há pouco tempo e outros demoram uma vida inteira para trocar o primeiro olhar.

- Hm. E em qual deles eu me encaixo?

- Não faço a mínima ideia, querido Chanyeol. Isso nós descobrimos com o tempo.

- Tempo? Eu não tenho mais tempo. Além disso, no folheto estava bem claro! 7 dias. São apenas 7 dias.

- 7 dias pra se apaixonar. Não parece fantasioso demais? – A feiticeira apenas ria do desespero contido nos olhos do garoto. Pegou o panfleto que ele segurava em mãos e analisou-o minuciosamente por alguns minutos. Tratava-se de um papel roxo com dizeres em dourado.

 

MADAME MAMÁ TRAZ SEU AMOR EM 7 DIAS.

Cansado de estar sozinho sem alguém pra te esquentar ou dividir conta na Netflix? Não se preocupe pois Madame Mamá tem a solução. Prometo trazer seu amor em 7 dias. Prepare-se para a semana mais louca da sua vida pois você tem 7 dias para se apaixonar. “

– Aqui, meu amor. Você leu a observação no final? – Disse, apontando para letras minúsculas contidas no fim da página.

Chanyeol, incrédulo, leu palavra por palavra várias vezes. Achou até estranho pois havia lido aquele panfleto milhares de vezes e em nenhuma delas havia visto aquele, quase imperceptível, lembrete.

“ 7 dias ou o tempo que precisar para a magia acontecer. “

- Ah, fala sério! Isso não estava aqui quando eu li. Eu tenho certeza! Reli esse panfleto várias vezes antes de vir aqui apelar.

- Deveria ter tido mais atenção então, docinho. Espero que entenda que primeiro preciso sondar suas possibilidades para que eu tenho um bom panorama das suas zonas de amor. – A mulher falou, pegando dois incensos e espalhando o aroma no ar. Chanyeol engasgou imediatamente.

- Olha, se eu precisasse se uma agência de namoro, eu teria pagado, mas realmente preciso de algo mais efetivo.

- Não se apressa o amor, docinho. Terá de esperar se quiser um trabalho digno. Madame Mamá não trabalha sob pressão.

Chanyeol respirou fundo numa tentativa falha de segurar toda a sua frustração. Falha porque minutos depois o garoto explodiu, levantando na mesa e rasgando o panfleto tão repentinamente que Madame Mamá levou um susto.

- Pois deixe pra lá. Não acredito nessa porcaria mesmo. Só vim a desencargo de consciência. Passar bem, Madame Lalá!

- É MAMÁ!

- QUE SE DANE!

O garoto saiu rápido se enroscando nos penduricalhos que separavam os dois espaços do local. A garota que ainda estava na sala de espera assustou-se, olhando toda a confusão se desenrolar.

- Não acredite nela. É uma farsante. – Disse, por fim, saindo porta afora.

Madame Mamá apenas respirou fundo. Um sorriso malicioso passando pelos lábios manchados pelo batom vermelho. Visto que a única cliente que a esperava tinha dado no pé depois de ver toda aquela confusão, a mulher apenas relaxou, sentando novamente e observando a velha bola de cristal no meio da mesa.

- Park Chanyeol, você não perder por esperar...

                                                                     ***

Aos 17 anos, Chanyeol costumava espalhar aos quatro ventos que o amor era apenas uma invenção do capitalismo e que só servia para fazer com que pessoas gastassem sua grana mais rapidamente. Aos 23, costumava dizer que não queria casar, nem ter filhos e muito menos constituir família alguma porque tudo isso dava trabalho demais e cuidar de si próprio já trazia dor de cabeça suficiente para uma vida inteira. Aos 25, porém, ao chegar todas as noites cansado do trabalho observando o velho apartamento bagunçado e vazio sentia o coração apertar e um sentimento de solidão contínuo. Seus melhores amigos já tinham planos de casamento e Chanyeol nem ao menos conhecia os prazeres de um bom namoro e continuava se entretendo ao assistir o amor dos outros florescer em filmes de comédia romântica sempre acompanhados por pipoca, refrigerante, lenços de papel para ciscos que provavelmente cairiam em seus olhos e um pote de sorvete jumbo de flocos. Percebeu que estava no fundo do poço quando sua playlist no Spotify estava completamente lotada de músicas melancólicas e resolveu que deveria tentar alguma coisa. Primeiramente, tentou o famigerado Tinder e falhou miseravelmente ao conhecer os piores caras possíveis. Por fim, no auge de seu desespero encontrou o panfleto de Madame Mamá no chão da livraria onde trabalhava e quando comentou com os amigos a decisão foi unânime.

“ Você deveria tentar.” – KIM, Junmyeon. 2018.

“ Não aguentamos mais a sua choradeira.” – OH, Sehun. 2018.

 “ Você precisa transar. “ – ZHANG, Yixing. 2018.

Era por esse motivo que havia chegado tão desolado naquele dia em casa. Mesmo que tivesse tentado não lidar com expectativas altas demais, não tinha como evitar que o mínimo de esperança brotasse em seu peito e como nada havia dado muito certo, Chanyeol apenas assentiu como se aquela fosse mesmo a verdade final do destino. Era fadado a assistir o sucesso dos outros e esperar por um seu que, aparentemente, não viria tão cedo. Foi com esse pensamento que fechou os olhos para dormir naquela noite. Ele só não esperava que o inesperado pudesse acontecer naquele dia que parecia ser tão comum.

                                                            ***

 

                                                           Dia 1

 

Chanyeol costumava acordar cedo aos sábados mas naquele dia parecia estranhamente estar com mais sono. O garoto sentia o corpo inteiro meio mole e os olhos pareciam não querer abrir de maneira alguma. Quase que decidido a levantar, já que a casa não se limparia sozinha, o garoto abriu os olhos devagarinho e franziu o cenho imediatamente ao perceber que, aparentemente, não parecia estar em sua casa, o que era extremamente estranho visto que não lembrava de maneira alguma de ter ido dormir na casa de nenhum de seus amigos. Tinha até conversado com Sehun pelo telefone, mas em nenhum momento havia saído de casa e também não tinha bebido nada. Olhou ao redor, ainda meio zonzo, e percebeu a diferença daquele quarto para o seu.

O lugar era pequeno, mas havia uma cama de casal, na qual estava deitado por ora. Nas paredes, vários pôsteres de bandas. A-ha, The Smiths,The Jam e até um pôster dos Beatles. Chanyeol gostava bastante daquelas bandas, mas obviamente lembrava que não possuía nenhum daqueles pôsteres em sua parede. Desesperado, ele sentou na cama, ainda meio que sem entender o que estava acontecendo. Estava sem camisa e vestia apenas uma cueca que não cobria muita coisa. Mesmo estando aparentemente sozinho no quarto, levantou o lençol que achou na cama para se esconder. Resolveu não entrar em pânico ainda até olhar para um jornal que encontrou na escrivaninha ao lado da cama. Aparentemente era um jornal produzido em alguma universidade, já que havia o timbre do local e um título destaque com o nome abaixo. Na capa, uma banda. 4 garotos. Um deles possuía cabelos lisos e segurava um baixo, o outro tinha olhos grandes e uma boca em formato de coração e estava na bateria. O vocalista usava mullets segurava um microfone e olhava sorrindo para o quarto integrante que... Chanyeol quase teve uma síncope. Ali, segurando uma guitarra estava uma versão fiel de si mesmo utilizando roupas estranhas e aparentemente meio velhas. O garoto franziu o cenho, meio desesperado e percebeu que, em letras garrafais, o título da matéria referia-se ao sucesso que a banda de garagem Black Wings estava fazendo no campus. Apesar de tudo aquilo ser estranho demais, o pior estava por vir. Ali, no cantinho da página, tão pequeno quanto o lembrete do folheto de Madame Mamá residia a data de publicação.

                                                     Seul, 18 de Agosto de 1985.

 

- Isso não pode estar acontecendo. Isso não pode estar acontecendo. Isso é só um sonho. Park Chanyeol, isso é só um sonho. – O garoto dizia, já em pé e andando de um lado para o outro no quarto.

No auge de seu desespero, quando já havia avistado o quarto e o jornal milhares de vezes, ouviu alguém quase derrubar sua porta. Um ser baixinho de cabelos pretos com mexas vermelhas e mullets usando uma roupa pra lá de estranha cruzou seu campo de visão. A única reação de Chanyeol ao constatar a presença do outro foi gritar e puxar os lençóis da cama para cobrir o corpo.

- Que porra você tá fazendo, Chanyeol? A gente vai atrasar, seu merda!

Chanyeol franziu o cenho, desconfiado. Desde quando conhecia aquele baixinho? Desde quando estava atrasado pra alguma coisa em pleno sábado de manhã e, por último, mas com toda certeza não menos importante, POR QUE RAIOS ESTAVA NOS ANOS 80?

- Eu por acaso conheço você? – O garoto disse, incerto.

- Tá tirando uma com a minha cara, Park? Comeu bosta ontem no jantar?

- De maneira alguma.

- E desde quando tu fala assim? Cara, cê tá estranho. Vai lavar essa bunda e depois come pra gente sair. Não podemos nos atrasar pro ensaio.

Chanyeol ponderou. Ok, era completamente estranho estar em um lugar desconhecido, com um cara que parecia conhecê-lo, mas obviamente não o conhecia. Além disso, ele estava estampando a capa de um jornal! Um puta jornal! E agora não sabia o que fazer de maneira alguma por isso apenas assentiu devagar.

- Por acaso poderia me dizer para qual ensaio estamos indo?

O garoto de cabelo estranho apenas gargalho e mostrou o dedo do meio, empurrando a porta com força.

- Vá se foder, Park. Toma teu banho e não me faz te arrancar daí. Te dou dez minutos.

O garoto apenas assentiu, ainda sem entender muita coisa e sentou na cama, ainda meio que indignado, meio que surpreso. Passou a olhar fixamente para os pôsteres do quarto ainda meio abobalhado até que algo vibrasse na cama. Franziu o cenho e depois de procurar por alguns minutos encontrou seu celular. A data ainda estava a mesma da qual se lembrava e a foto de capa permanecia igual também. O que destoava era uma única notificação. Abriu rapidamente o que parecia ser o único aplicativo restante em seu celular. Chamava-se Amor Verdadeiro e possuía apenas uma mensagem de um destinatário com o nome MM.

                              “Boa sorte, docinho. E que os jogos comecem.

                                                    Dia 1: Iniciado.”

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, meus amores. Até mais!


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