1. Spirit Fanfics >
  2. 7 Minutos No Paraíso (Alex G!P) >
  3. Separações

História 7 Minutos No Paraíso (Alex G!P) - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Oiee gente.

Voltei meu amores 😚heheh

Ainda tem uma continuação do outro capítulo. E não é que aconteceu Piper deu para Alex kkkkk

Capítulo 13 - Separações


Fanfic / Fanfiction 7 Minutos No Paraíso (Alex G!P) - Capítulo 13 - Separações

— Você está bem? —perguntei depois de um tempo, ainda dentro dela, porque aquele lugar simplesmente estava bom demais.

— Estou — Piper respondeu com um pequeno sorriso, parecendo também não fazer questão nenhuma de sair dali.

Eu sabia que ela não tinha gozado com a penetração, mas sabia também que isso seria quase impossível na sua primeira vez. Mas seu sorriso de felicidade era tão evidente que eu sabia ainda mais que ela não tinha ficado chateada por eu ter feito sua primeira vez acontecer numa bancada de cozinha.

Devagar me afastei, deixando meu membro sair do seu interior quente e apertado, vestindo a cueca e o short em seguida e peguei a calcinha de Piper que estava ao seu lado, lhe entregando. Ajudei-a a descer, vendo meu líquido escorrendo por suas pernas junto com um pouco de sangue e ela rapidamente tentou vestir a calcinha, mas seu equilíbrio estava um tanto comprometido, então tive que ajudá-la. Só depois que estávamos decentes, ela já tendo vestido também sua camiseta, reparei no prato espatifado no chão junto com seu sanduíche.

— Acho que bati nele sem querer em algum momento — ela comentou seguindo a direção do meu olhar, num tom de quem pede desculpas.

Sorri com aquilo, me dando conta de que estivera tão perdido no prazer e concentrado em Piper que sequer tinha ouvido o som da louça quebrar no chão logo ao meu lado.

— Depois eu limpo isso — falei apenas, pegando a mão de Piper e a conduzindo ao andar de cima, até o nosso quarto. — Quer um banho de banheira para relaxar um pouco?

— Você vai entrar comigo? — ela perguntou com uma voz baixa, me fazendo olhá-la por sobre o ombro.

— Só se você quiser — respondi, parando com ela na porta do banheiro.

— Eu quero — Piper se apressou a responder, corando de leve.

Esperava que um dia Piper parasse de ter vergonha de ficar nua na minha frente quando não estivéssemos transando, mas não falei nada naquele momento, apenas entrando com ela no banheiro e colocando a banheira para encher. Joguei um pouco de sais e sabonete líquido para fazer espuma e só então comecei a tirar a roupa, vendo que Bella fazia o mesmo.

Quando ela tirou a calcinha, a peça estava tão molhada com meu líquido que tinha escorrido, que vi seu rosto corando novamente, e a tirei da sua mão, jogando-a dentro da pia enquanto puxava Bella contra o meu corpo, cobrindo sua boca com a minha.

Logo a sentia relaxar, enquanto o meu próprio corpo reagia de forma contrária, se empolgando com o contato do seu corpo nu contra o meu. Mas me limitei a levá-la para debaixo do chuveiro, deixando a água morna nos lavar por alguns minutos. Tomamos um banho rápido, trocando o sabonete pela vez de usar o chuveiro e então saímos, andando molhados mesmo pelo banheiro, até a banheira que já estava quase completamente cheia. Desliguei a água e entrei primeiro, me apoiando bem antes de estender uma mão para Bella, ajudando-a a entrar e então deitamos juntos, nossos corpos cabendo com facilidade na banheira espaçosa. Deixei Bella sozinha um pouco, sentindo a água quente relaxando seus músculos, mas logo a puxava para perto, deitando-a sobre meu peito e apenas ficamos ali juntos e abraçados sem falar nada.

Naquele momento, palavras não eram necessárias.

Apenas quando a água já estava esfriando, saí da banheira, deixando Bella ainda um pouco ali enquanto me secava e então voltei com uma toalha para ela, ajudando-a a sair.

Enquanto Bella secava os cabelos com o secador, ainda enrolada na toalha, fiz a barba, depois de ver que o pescoço dela tinha ficado mais vermelho que o normal com os meus beijos. E apenas quando estava enxugando o rosto, meio de cabeça baixa sobre a pia, que olhei com atenção para meu reflexo e vi uma marca vermelha num ponto entre meu pescoço e ombro. Virei de costas para o espelho e tive a surpresa de ver minhas costas, meu pescoço e nuca cobertos de pequenos arranhões.

— Desculpa — Bella murmurou ao meu lado, quando me viu acompanhando as marcas com as pontas dos dedos e a encarei através do reflexo do espelho.

— Não peça desculpas por isso, pequena. Não quando ainda estou lembrando de como os consegui — falei, abrindo um sorriso para ela.

— Mas se sua esposa vir isso–

— Eu posso lidar com isso. Não se preocupe — tranquilizei-a, terminando de enxugar meu rosto e então a peguei no colo assim que ela desligou o secador. Saí quase correndo para o quarto e joguei-a em cima da cama sem cuidado algum, fazendo-a rir durante todo o processo, então fui para cima dela, cobrindo seu corpo de cócegas.

— Para, Alex. Para! — ela gritava embaixo de mim sem parar de rir, se contorcendo, mas eu só parei quando, no meio da brincadeira, nossas toalhas deixaram nossos corpos e me vi nua com Piper embaixo de mim.

Não transamos novamente aquele dia, mas isso não nos impediu de brincar. E novamente dormimos abraçados e nuas, mas acordamos de outra forma. Ou melhor, eu acordei de outra forma.

Estava no meio de um sonho sem sentido algum, quando comecei a sentir um calor anormal, concentrado mais em um ponto. Logo pensei: "vou acabar assustando Piper por acordar todo dia com uma ereção", mas então percebi que tinha algo diferente. Um movimento no meu quadril, quase como num sonho, que estava me deixando naquele estado. Quando abri os olhos, no entanto, encontrar Piper ajoelhada ao meu lado, sua mão batendo uma para mim lentamente, foi muito melhor do que qualquer sonho.

— Porra! Eu quero acordar assim todos os dias — murmurei ainda com a voz grogue de sono e o prazer contribuindo para deixá-la rouca.

Só então Piper percebeu que eu estava acordada e sorriu para mim, sem interromper os movimentos.

— Bom dia.

— Bom dia, pequena — sussurrei, levando uma mão para puxar o lençol que ela usava para cobrir seus seios. Ela não fez força alguma para segurar o tecido, mas seu rosto corou de leve quando seu corpo ficou completamente exposto aos meus olhos. — Como você pode corar assim só porque está nua, quando acaba de me acordar com a mão ao redor do meu pau?

Mas Piper não respondeu, corando ainda mais e baixou o rosto, deixando uma cortina de cabelos bloquear a visão dos seus olhos.

— Saiba que eu vou tentar te vencer pelo cansaço — avisei, levando uma mão até seus cabelos e os coloquei atrás da sua orelha, liberando seu rosto das mechas. —Talvez um dia você se acostume com o fato de que eu sempre vou querer te ver nua.

Mais uma vez ela nada falou, se limitando a continuar os movimentos da sua mão que ficavam ainda mais rápidos.

— Isso está tão gostoso, pequena — murmurei novamente, deslizando a mão que ainda estava no seu rosto, até chegar aos seus seios e tocar seus mamilos já túmidos. — Senta aqui — pedi, batendo com a mão livre nas minhas pernas e Piper prontamente atendeu, sentando sobre minhas coxas. Apoiei o corpo em um cotovelo e me ergui um pouco, descendo a mão que estava nos seus seios até o seu sexo.

Encontrá-la molhada e tão pronta para mim era algo que sempre me deixaria extasiada.

— Se toca para mim — sussurrei o comando, deslizando a mão até a sua coxa para deixar o caminho livre. Quando a vi se tocando ali na minha frente, sentada na minha perna enquanto continuava a me tocar, por muito pouco não tombei para trás, mas permaneci na mesma posição, observando cada mínimo movimento.

Suas duas mãos trabalhavam com afinco agora, indo tão rápido que logo me faria gozar. E pelo seu estado trêmulo, ela também não estava tão longe.

— Espera. Para um pouco — pedi no meio de um gemido. — Porra! Você adora me deixar assim à beira da loucura com essa mão gostosa, não é? — Sentei na cama, deixando-a ainda sobre meu colo, segurando-a pela cintura e a vi rindo do meu comentário. — Mas eu não quero gozar na sua mão hoje, pequena. Eu quero gozar dentro de você. Você quer isso?

— Uhum — ela murmurou, assentindo de leve, enquanto eu a posicionava no lugar certo, suas mãos indo para os meus ombros em busca de mais apoio.

— Fala para mim. Fala o que você quer.

Sabia que Piper não estava acostumada a falar aquelas coisas, por isso foi normal vê-la corando novamente, mas ela se esforçou.

— Eu quero... quero que você venha dentro de mim.

— Hmmm... E quer que eu te foda até te fazer gozar? — perguntei num tom rouco, meus olhos nunca desviando dos seus enquanto eu pincelava meu membro na sua entrada molhada. Dessa vez Piper apenas assentiu.

Devagar, entrei nela, ainda sentindo dificuldade, mas bem menos dessa vez. E Piper pouco pareceu sentir também, não demorando muito para que ela começasse a estremecer quando passei a massagear seu clitóris. Comecei a guiá-la, subindo e descendo seu quadril em cima de mim, fazendo meu membro quase sair por completo para então entrar de novo, cada vez mais fundo. Logo Piper passava a me acompanhar, fazendo quase tudo sozinha.

Apesar de ainda ter um certo receio de machucá-la, o desejo passou a falar mais alto e eu agora arqueava meu quadril contra o seu, junto com seus próprios movimentos, indo mais fundo e mais rápido.

— Rebola, vai — gemi alto, apoiando uma mão no colchão enquanto a outra se mantinha no seu quadril. — Rebola para mim.

E quando ela o fez, girando o quadril apenas de leve no começo, um gemido ainda mais alto escapou da minha boca. Piper sem dúvida também gostou da fricção que aquele movimento causava, porque passou a gemer mais, rebolando de novo e de novo.

— Porra! Não para! — praticamente ordenei, me apoiando melhor para ir ainda mais rápido, tão rápido que logo senti o orgasmo se aproximando novamente. Mas eu queria que Piper gozasse também. Precisava que ela gozasse no meu membro para senti-la me apertando com força. Então segurei um pouco aquele gozo que teimava em vir e levei a mão até seu sexo, masturbando-a com pressa.

Piper me abraçou com força, enterrando o rosto na curva do meu pescoço e vários pequenos gemidos estrangulados passaram a escapar da sua boca como se ela se sentisse torturada, mas estivesse adorando aquela tortura.

— Você gosta disso?

— Go-gosto — ela murmurou, sua voz saindo abafada. — Não para.

E eu, é claro, não parei. Nem mesmo quando seus gemidos ficaram ainda menos coerentes e mais altos, seu corpo se contraindo com violência contra o meu, até que ela enrijeceu por completo, seu sexo dando um forte aperto ao redor do meu membro. E quando o aperto diminuiu e as contrações começaram, como se mordendo meu membro, estoquei ainda mais rápido, precisando apenas de poucos movimentos para me fazer gozar, tão forte que me deixou fora do ar por alguns instantes.

Quando voltei a mim, estava abraçado à Piper com tanta força que temi estar lhe machucando. Mas quando tentei me afastar, foi ela quem me impediu, seus braços ao meu redor me apertando com força.

Continuamos ali por não sei quanto tempo, nossas respirações aos poucos voltando ao normal enquanto nossos corpos paravam de estremecer e então deitei, levando-a comigo, deixando seu corpo sobre o meu. Sabia que ela podia ouvir os batimentos erráticos do meu coração, com sua cabeça apoiada no meu peito e fiquei apenas acariciando seus cabelos, sentindo meu líquido escorrer dela para mim.

Apenas quando a senti relaxar por completo, girei nossos corpos, deitando-a na cama e beijei seus lábios de leve antes de levantar da cama para ir ao banheiro. Limpei o gozo que tinha escorrido em cima de mim e vesti uma calça de pijama e uma camiseta também , antes de sair do quarto para fazer nosso tardio café da manhã. Já passava das dez da manhã.

De repente comecei a odiar o tempo por passar tão rápido e por aquele feriado já estar chegando ao fim. Tínhamos que voltar para Nova York e eu teria que ficar três dias sem ver Piper. Cheguei até a pensar em marcar encontros noturnos em algum hotel afastado, mas as chances de Piper conseguir sair sem ser notada e de Sylvia também não perceber as minhas escapadas eram zero, então logo descartei aquela ideia absurda. Voltei para o quarto com nosso desjejum numa bandeja, ainda sem encontrar uma solução para aquele problema, encontrando Piper quase cochilando.

Comemos sem pressa, conversando entre uma torrada e outra e começamos a arrumar as malas para voltar. É claro que não estávamos nada ansiosas por voltar, mas sabíamos que tínhamos que fazer isso mais cedo ou mais tarde. Por sorte, quando sugeri a Piper que o fizéssemos mais tarde, ela prontamente aceitou. Então, assim que as malas estavam prontas e a casa organizada, voltamos para a cama, não para transar, porque Piper reclamou dizendo que estava dolorida demais para fazer de novo. Culpa minha, eu sabia. Tinha ido muito forte no final da última vez. Mas ainda assim ficamos nuas na cama, apenas nos acariciando e nos beijando, sem pressa nenhuma para voltar.

O sol já estava começando a se por quando entramos na rodovia que nos levaria de volta à cidade. Piper acabou cochilando no meio do caminho. Eu queria até poder levá-la até o seu apartamento, subir as escadas com ela nos braços e colocá-la na cama, mas sabia que isso seria completamente impossível. Então quando estávamos chegando toquei de leve nos seus braços, despertando-a devagar.

Deixei-a no mesmo lugar onde nos encontramos no sábado, ao lado da estação de metrô, mesmo eu insistindo muito para ao menos deixá-la mais perto de casa, mas Piper estava irredutível, com medo que sua mãe a visse chegando num carro estranho. Talvez por conta de tudo que acontecera naquele final de semana, mas aquela despedida foi uma das piores que já enfrentamos. Eu não queria deixá-la ir e Piper tampouco queria ir. A cada vez que trocávamos um beijo que deveria ser o último daquela noite, eu a puxava de volta, ou então era ela que o fazia. Apenas quando o locutor no rádio anunciou que ia dar onze da noite nos obrigamos a encerrar aquilo e a deixei ir.

Quando cheguei em casa, a maioria das luzes estavam apagadas, com exceção das luzes do hall e do quarto de Tyler, e eu ignorei a voz feminina que ouvi lá dentro quando passei na frente da sua porta. Reconheci facilmente a voz de Isadora e sorri, vendo que pelo visto Nicky não era a única que estava começando um relacionamento sério. Ou ao menos eu esperava que o de Tyler fosse sério, já que uma das regras da casa era não levar qualquer garota para dormir lá.

Entrei no quarto com cuidado, evitando fazer barulho para o caso de Sylvia estar dormindo, mas ela estava bem acordada, apoiada na cabeceira da cama com o laptop sobre as pernas.

— Chegou tarde — ela comentou, parando o que estava fazendo para me encarar.

— Evitei sair cedo para não pegar trânsito muito pesado nas estradas — falei apenas, passando direto para o closet, separando um pijama para ir tomar banho.

— Como foi a viagem? — Sylvia perguntou, aparecendo de repente à porta e ficou parada ali, apoiada no portal de madeira.

— Tranquila.

— E a casa? É mesmo tão bonita quanto nas fotos?

Parei o que estava fazendo e a encarei, franzido o cenho diante da sua atitude tão gentil e calma.

— Se você estivesse mesmo interessada em saber isso, teria ido comigo.

— Você ainda está pensando nisso? — ela murmurou com uma careta. — Eu já falei que não tinha como ir com você.

— Certo, Sylvia. Tanto faz. Mas não venha agir como se nada tivesse acontecido.

Tentei passar por ela, mas Sylvia me deteve, segurando meu braço.

— Me desculpe, está bem? — ela pediu, tentando me abraçar e repousou sua cabeça no meu peito. Sabia que o perfume de Piper ainda estava em mim, tanto na minha roupa quanto no meu corpo e naquele momento eu quase enrijeci de medo de que ela falasse algo a respeito, mas Sylvia nem mesmo pareceu notar. — Eu prometo que da próxima vez eu vou. Sem falta.

— Não prometa o que você não vai cumprir — falei num tom duro, afastando-a de mim e saí do closet, mas ela me seguiu.

— Você não pode ficar com raiva de mim para sempre por causa disso, sabe? Foi uma coisa tão pequena.

— E ainda assim aqui está você interrompendo seu precioso trabalho para pedir desculpas.

— Você sabe que meu trabalho é importante. Eu não poderia simplesmente deixar tudo para ir com você, quando tinha prazos para cumprir e pessoas esperando respostas e resultados — ela quase gritou numa voz angustiada. — Mas você poderia ao menos ter sido um pouco solidária e ficado aqui. Passei esses três dias sozinha nessa casa e–

— Solidária, Sylvia?! — gritei, perdendo completamente a paciência. — Quantas vezes eu fui solidária? Quantas vezes você precisou cancelar uma viagem e eu fiquei aqui como uma idiota, enquanto você passava o dia enfiada naquele escritório. Você quer que eu fique com pena porque ficou sozinha esses três dias?! Por acaso você esqueceu que eu viajei sozinha para um lugar que nunca tinha ido antes? Que eu também fiquei sozinha por todo esse tempo naquela casa?!

É claro que o final era uma completa mentira, mas o que mais eu poderia falar?

— Ok, me desculpe, mas é que eu–

— Chega, está bem?! — interrompi-a, controlando um pouco minha voz para tentar parar de gritar. — Não quero falar sobre isso hoje. Consegui relaxar muito durante a viagem e não quero estragar meu bom humor com você.

Voltei para o closet e peguei a mala que tinha deixado no chão, voltando logo para o quarto.

— Aonde você vai? — ela perguntou quando já começava a me afastar, indo em direção à porta.

— Vou dormir no quarto de hóspedes.

Na quinta feira ainda não tinha feito as pazes com Sylvia. Nos falávamos à mesa do café da manhã e do jantar quando os dois estavam em casa, mas apenas o essencial. Provavelmente aquela briga ia acabar caindo no esquecimento como todas as outras e aos poucos retomaríamos a rotina normal. No entanto, continuei dormindo no quarto de hóspedes, mas o fiz apenas porque os arranhões que Piper tinha deixado em mim ainda estavam um pouco evidentes.

Por esse motivo, porém — o de estar dormindo no quarto de hóspedes — na noite de quinta, quando cheguei do trabalho encontrei meus dois filhos à minha espera, sentados à mesa do jantar.

Não que aquilo fosse assim tão estranho, porque sempre que eles estavam em casa jantávamos juntos, mas suas expressões logo me alertaram que algo viria.

— Estou em apuros? — perguntei de brincadeira, enquanto sentava à cabeceira da mesa, tendo um de cada lado meu. — Onde está a mãe de vocês?

— No trabalho — Nicky respondeu. — Ela avisou que vai chegar mais tarde.

Para variar.

— Mãe , você e a mamãe vão se divorciar? — Tyler perguntou, direto como sempre.

Só não me engasguei com aquela pergunta porque, levando em conta tudo que tinha acontecido e ainda vinha acontecendo nos últimos dias, pensar isso não era assim tão absurdo.

— Não — respondi apenas, enchendo minha taça de vinho.

— Então por que vocês estão dormindo separadas?

— Porque quando se é casada há tanto tempo, às vezes uma das duas ou as duas precisam de um pouco de espaço.

— Mas vocês brigaram — Nicky lembrou.

— Sim, nós brigamos, mas isso não quer dizer que vamos nos divorciar.

— Eu sei disso, mas–

— Escutem, vocês dois — interrompi-o, achando melhor esclarecer logo aquele assunto para que não restasse nenhuma dúvida entre eles. — Sim, Sylvia e eu brigamos na sexta por conta da viagem e brigamos novamente quando voltei, pelo mesmo motivo. Mas casais brigam. Seria impossível que eu concordasse com tudo que ela pensa e que ela também concorde comigo o tempo todo. Mas eu amo a mãe de vocês e não é uma briga como essa que vai nos separar.

— A senhora não está falando isso só para nos tranquilizar, está?

— Sim, eu estou, mas isso não quer dizer que seja mentira. — Percebi que eles ainda queriam falar alguma coisa, talvez apenas insistir no assunto, mas com um simples olhar os dois deram de ombros quase ao mesmo tempo e começaram a comer. — Você já resolveu o seu problema da escola, Nicky? — perguntei depois de um tempo em que ficamos apenas comendo sem falar nada.

— Já — ela respondeu de boca cheia e se apressou a engolir antes de continuar. — Quer dizer, eu falei com o professor e ele me passou um trabalho extra para fazer. Vou entregar amanhã. E acho que dei um jeito de tirar uma nota boa nas provas no final do mês.

— Eu espero que esse "jeito" não envolva colar.

— De jeito nenhum! Tenho amor à minha vida — ela falou rápido, fazendo Tyler rir. — Mas organizei um grupo de estudos. Tem um pessoal que também está com notas ruins e resolvemos estudar juntos. Ia até falar com a senhora sobre isso para saber se pode ser aqui em casa.

— Por que não na biblioteca da escola?

— Porque a biblioteca é muito formal, mãe. E já basta passar a semana toda naquele lugar. George tinha oferecido a casa dele, mas ali não rola.

— George Mendez ? — Tyler perguntou com o cenho franzido, e quando Nicky confirmou, ele riu alto. — A mãe dele é uma tarada maluca que fica andando pela casa quase nua, se oferecendo para todo mundo que chega perto. Lembra daquele dia que ela começou a se esfregar no técnico da televisão?

Nicky riu junto, lembrando da ocasião e eu acabei aceitando que aquele grupo de estudos fosse ali, contanto que eles estudassem de verdade e que nenhuma bebida alcoólica estivesse envolvida.




Notas Finais


Proximo tem elas fazendo 1 mês que estão juntas, e aquele hot que vocês gostam ne kkkk

Bjss. Até o próximo capítulo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...