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História 7 Ways To Be S/N (Imagine BTS One-Shot) - Capítulo 1


Escrita por: e shinws


Notas do Autor


(clarissskth)



Jeongguk era o filho mais novo do rei Príamo, e um dos príncipes de Tróia, e acaba por ir até Esparta, com seu pai e seu irmão, para declarar de vez o fim dos conflitos entre os gregos e troianos. Mas essa visita de Jeongguk acaba por dar começo a verdadeira guerra.

Inspirada no livro "a guerra de Tróia", de Homero, esta história mostra como foi dado início a guerra poética da literatura, que durou 10 anos.

Capítulo 1 - Jungkook: O Príncipe de Tróia


Fanfic / Fanfiction 7 Ways To Be S/N (Imagine BTS One-Shot) - Capítulo 1 - Jungkook: O Príncipe de Tróia

 

02:06 15/05 ⇔16:36 21/05

 

 

⇔ Jeongguk ⇔

 

Meu pai, Príamo, era o proclamado rei de Tróia. Meu irmão, Heitor, era um cara muito admirado. Por ser o mais velho e herdeiro do trono, Heitor sempre teve mais respeito do que eu. Na verdade, ele sempre teve tudo a mais que eu. 

Ele era incrível nas batalhas, sabia como manejar uma espada, e tinha força para segurar um escudo grande e pesado. Suas armaduras sempre foram as melhores, as mais bonitas, e as mais brilhantes. E desde pequeno, Heitor sempre teve aulas e mais aulas; ele tinha de estar bem preparado, já que Tróia ainda tinha alguns conflitos com a grécia. 

Enquanto eu... ah, eu era apenas o filho mais novo, que tocava harpa e pintava magníficos quadros. Eu não tinha muito para oferecer, não tinha músculos como Heitor, e não era tão esperto quanto ele — apesar de ter um conhecimento incrível, afinal, eu era um dos príncipes de Tróia. Eu gostava de ser artista, mas sempre me sentia muito de lado quando o assunto era meu pai e meu irmão. Não gostava de dizer, mas era verdade: eu tinha inveja da vida que Heitor levava. 

— Jeongguk, meu filho! Ainda está aqui? — Escutei meu pai me chamar, e logo notei que ele havia entrado no cômodo. 

— Olá, pai — Suspirei e deixei de lado os materiais que estava utilizando para pintar. 

— Não saíste daqui desde manhã, não estás cansado? — O mais velho perguntou, enquanto se sentava em um dos bancos que havia ali na sala de artes. 

— Há dois dias que tento terminar este quadro, mas os tons de tinta são complicados de se fazer — Lamentei. 

— Imagino — Respirou fundo, e continuou: — O jantar está quase pronto, teremos de conversar. 

— Aconteceu algo? 

— Não, meu prole. Apenas teremos de resolver algumas coisas, e irei precisar saber o que você acha sobre — Suspirei aliviado. 

— Tudo bem, então. Minha madre irá jantar conosco? — Perguntei esperançoso, fazia um tempo que meu pai não convocava a presença materna para vir até o castelo. 

— Creio que não terá necessidade. Será algo profissional — Nesse momento, me espantei. Arregalei os olhos e fiquei confuso. Eu nunca havia participado das conversas que eram relacionadas ao governo, afinal, eu nunca teria posse do trono, e nunca iria pode ajudar em nada. 

— Mas por que precisarão de mim nesta conversa? 

— Saberá quando descer — Ele sorriu e levantou-se, com um pouco de dificuldade por conta da idade. — Não demore! — Disse antes de sair e fechar a porta com cuidado. 

Suspirei pesado pensando em diversas possibilidades sobre o que esta conversa me traria de bom. E cheguei a uma conclusão: nada. Provavelmente não me traria nada de bom. 

Tirei o avental manchado que estava usando para pintar, guardei tudo em sem devido lugar, e logo me pus a fora da sala. Passei pelo corredor cheio de estátuas com armaduras, e com alguns soldados, um em cada canto. Não se atreviam em se curvar para mim, afinal, eu não tinha influência alguma sob eles. Finalmente desci a enorme escada principal do castelo, logo indo até a sala de jantar. A mesa estava como sempre, apenas meu pai e Heitor, sentados de frente um para o outro. 

Me sentei ao lado de Heitor, logo cumprimentei os dois, e desejei boa noite aos poucos funcionários que se retiravam da sala. 

— Meu herdeiro, pode dizer ao seu irmão o que está pretendendo fazer? — Meu pai se pronunciou. 

— Jeongguk, o que achas sobre a guerra? — Heitor perguntou, me encarando sugestivo. Suspirei, e percebi que de fato, a conversa não me traria nada de interessante. 

— Desnecessária. Os conflitos são poucos, nem sequer podemos chamar de guerra — Meu pai me encarava surpreso. — A Grécia está no seu auge. Os troianos deveriam deixar estas poucos coisas de lado.

— Pensamos em... selar a paz — Meu irmão disse, e aí sim me vi surpreso. Estávamos à muitos e muitos anos em meio a conflitos com a Grécia, e obviamente Tróia não precisava mais de tanta rivalidade. Porém, a rotina dos troianos era cheia de preocupações com esses conflitos, afinal, os gregos não eram nem de perto passivos. 

— Iremos até Esparta, atrás do rei grego — Meu pai informou, e novamente me surpreendi. 

— Irá até Agamemnon? — Perguntei com os olhos levemente arregalados. 

— Iremos — Heitor completou. — Eu irei também. Vosso pai disse que está na hora de agir como rei. 

Revirei discretamente os olhos, apesar de já estar acostumado com Heitor ser tão esnobe e soberba. 

— E por que fizeras tanta questão de que eu participasse do diálogo? — Me direcionei ao mais velho. 

— Acho que vosmecê poderia ir conosco para a viagem — Meu pai finalizou. 

Heitor me encarou confuso, e eu fiz o mesmo. Nem ele sabia dos planos de meu pai. Eu nunca participava dessas coisas, e não sabia ao certo o motivo para isto agora; talvez nem tivesse motivo. 

— Eu? Ir com o senhor? — Perguntei nervoso. Me imaginei falando e fazendo besteiras na viagem, como sempre fazia em qualquer lugar. 

— Pai, Jeongguk não fará nada lá, não vejo necessidade de sua presença — Estava demorando para Heitor começar com as suas implicâncias. 

— Quero que ele saia um pouco deste castelo — Explicou. — Imagine, Heitor: como você se sentiria se ficasse anos e anos dentro de um mesmo lugar, apenas praticando cantigas e pintando? — De certa forma, soou como um insulto. — Se sentiria mal, não é? 

Escutei Heitor rir soprado, e logo entendi o rumo daquilo. Eles queriam que eu visse o quanto eu era fraco. 

Meu pai sempre me disse que eu poderia treinar para lutar também, mas eu sempre me recusei, afinal, eu era baixinho comparado aos outros soldados, e eu era magro demais na frente deles. Sempre disse que “queria ficar apenas com a arte”. Talvez isso tenha chateado um pouco meu pai, e ele usava isso contra mim. 

— Iremos até Aquiles, pai? — Heitor me encarou e, de repente, seu sorriso sumiu. Eu sabia cutucar a ferida. 

Aquiles era o melhor herói grego. Ninguém nunca ousou enfrenta-lo, a não ser Heitor. Meu irmão se achava superior a tudo e todos, mas sabia que não podia se sentir assim em relação a Aquiles; nessa situação, Heitor era apenas igualável. 

— Iremos até Agamemnon — Meu pai pareceu levemente irritado, assim como o mais velho ao meu lado. 

— Sabem que ele mora com o irmão, não sabem? — Continuei comendo, e dando leves provocadas. Eu sabia jogar, também. 

— Sim. E Tróia não tem nada contra Menelau. Você pode ficar tranquilo — Heitor sorriu de maneira cínica. 

— Boa sorte com isso. 

Mais um ponto fraco: a esposa de Menelau. Heitor era de certa, completamente apaixonado por ela. E claro, quem não era. 

_______ era seu nome. E ela era a mulher mais linda da época. Mais bela que qualquer outra coisa existente. Era a única compatível com Afrodite, a deusa da beleza. 

Lembro-me bem do dia em que se casaram. Todos ficaram sabendo, e Heitor ficou com extrema raiva. Já havia se encontrado com _______ á alguns anos, e nunca passou por sua cabeça que ela se casaria logo com um dos reis gregos. Aquela mulher era incrivelmente linda, e tinha total direito de escolher com quem iria se casar. 

Após terminar meu jantar, me despedi apenas com um aceno, e fui até meu quarto. Tirei todas aquelas roupas pesadas, e por fim, fiquei apenas com uma calça de pijama. Me deitei na minha cama gigante e confortável, apenas refletindo sobre o que possivelmente aconteceria. 

Eu viajaria até Esparta, não sabia quando, mas iria até lá. Iria até a moradia de Agamemnon e Menelau, e obviamente, teria de cumprimentar _______. Nunca mais iria vê-la na minha vida, e nunca mais teria a oportunidade de ter uma boa conversa com a mulher mais bela. Eu poderia tentar ter um diálogo com ela, mas ela obviamente não ligaria muito. Eu era só o irmão de Heitor, aquele que não tinha nada de forte, o que só era inteligente; _______ de Tróia nunca sequer lembraria meu nome depois que eu saísse de seu castelo. 

 

 

Entramos no castelo de Esparta e me surpreendi pelo fato de ter uma arquitetura e decoração muito melhor do que o castelo de meu pai. As paredes tinham um tom bege muito bonito, algumas estátuas de deuses estavam espalhadas, e tinham bem mais soldados ali do que nos corredores que eu andava todos os dias. 

Um dos funcionários de Agamemnon nos atendeu. Ele disse que seu nome era Aksum, e que estaria a nossa disposição, caso necessário. O mesmo nos levou até uma sala, aparentemente uma sala de reuniões. Meu pai e Heitor pareciam estar nervosos e ansiosos; meu irmão deveria estar nervoso por causa de _______, pelo que eu imaginei. 

Ao longo das duas semanas que se passaram, me senti um pouco estranho, só de imaginar que estaria perto de uma moça tão bela. Nunca tive contato com ela, mas, observei-a de longe nas pouquíssimas vezes que ela, seu marido e cunhado foram até o castelo de meu pai. Heitor vivia comentando sobre ela quando estávamos jantando ou almoçando, e pude perceber que ela era uma mulher muito educada e gentil — apenas pelas coisas que meu irmão dizia sobre a mesma. 

Enquanto meu pai e meu irmão discutiam baixo sobre algo que não me interessava, percebi que fora da sala — onde estávamos — alguns funcionários conversavam. Logo deram espaço para dois homens muito bem vestidos entrarem. 

Eles tinham rostos parecidos, apesar de um ter a feição mais jovial que o outro. Os dois sorriam para nós, e logo cumprimentaram apenas meu pai. Suspirei baixo e me sentei, sem nem esperar que alguém falasse um “sentem-se”. Meu pai me repreendeu com o olhar e apenas dei de ombros, percebi que aquele dia seria extremamente sem graça ao meu ver. 

— Olá — Finalmente escutei a voz doce e suave de _______ ecoar no local. Levantei meu olhar rapidamente e me deparei com a garota mais bela que já havia visto na vida. Usava um vestido branco e longo, e possuía uma espécie de tiara na cabeça. Seu sorriso era encantador, e automaticamente me contagiou. 

Meu pai e meu irmão se curvaram para a mesma, que logo dispensou a honra. Suspirei, ainda sorrindo, e finalmente ela me encarou. 

Meu sorriso foi sumindo aos poucos, assim como o dela. Nós nos encaramos de maneira séria, e depois de algum tempo, finalmente soltei o ar que nem percebi que estava prendendo. 

— Olá, minha querida — Heitor disse, e se pôs a dar um beijo leve na mão de _______. 

— Rei Príamo, vosmecê prefere conversar em outro lugar, ou aqui mesmo? — Escutei a voz do temido Agamemnon pela primeira vez.

— Não há necessidade de sairmos daqui, meu caro — Meu pai respondeu, e vi Heitor apenas colocar as mãos para trás. Estava com cara de tédio. 

— Apresentas seus filhos para convosco — Menelau disse. Eu odiava quando a conversa era formal demais, odiava usar aquela linguagem, apesar de ser necessário. Revirei discretamente os olhos. 

— Este é Heitor, meu herdeiro — É claro que meu pai apresentaria-o dizendo que ele era o futuro rei. — E este, é o meu filho mais novo, Jeongguk — Dei um sorriso forçado, logo me levantando preguiçosamente e me curvando. 

— Podemos iniciar nossa reunião — Agamemnon disse de maneira calma. — Por favor, sentem-se — Me sentei novamente, sendo acompanhado por todos os presentes da sala. 

— _______, querida — Menelau chamou a esposa. — Pode sentar-se no sofá da sala principal para esperar o fim da reunião. 

Nesse momento, encarei Menelau, confuso pelo jeito que havia tratado sua amada. Havia sido grosso, porém, ainda tinha um sorriso na cara. _______ suspirou, e acabou por fazer o que o marido disse. Se levantou e se curvou novamente, logo saindo do cômodo. 

Me senti incomodado, era nítido no olhar dela que havia se sentido intimidada. E ela era tão linda... 

Queria sair daquela sala, chamá-la para conversar. Sabia que não poderia fazer isso sem ser dispensado por qualquer um dos mais velhos ali presentes. 

— Não deixes a moça sozinha, Jeongguk. Pode se retirar, também — Meu pai disse de maneira provocativa, mas ao invés de me provocar, apenas me fez um favor. Eu queria mesmo fazer isso. 

— Obrigado, Pai — Sorri enquanto me levantava, vendo meu pai perceber que não havia me afetado, afinal, eu sabia que não faria nada de interessante nessa reunião. 

Me curvei satisfeito e me pus a fora da sala também. 

Haviam muitos soldados bem vestidos ali no corredor. Sorri para todos enquanto o cruzava, enquanto fiz o mesmo caminho por onde vim. O sofá era na sala principal, e eu havia entrado por lá. Quando cheguei, observei a linda moça sentada de maneira educada. Ela olhava para um ponto fixo no chão, e parecia estar pensativa. 

Eu devo te passado longos minutos observando a mesma, pois quando menos percebi, ela estava a me encarar, com um sorrisinho nos lábios bonitos. 

— Olá — Eu disse assim que despertei do meu transe, balançando a cabeça diversas vezes para voltar completamente a realidade. 

— Olá — Apontou com as mãos para o sofá vermelho, indicando que eu me sentasse. —  O que estás a fazer aqui? 

— Eu não tinha nada para fazer nesta reunião, meu pai disse-me que poderia acompanhar-te e lhe servir companhia — Expliquei e me sentei um pouco afastado dela. 

Era inevitável não admira-la a cada movimento que fazia. Seu rosto era tão delicado, eu poderia compará-la com um anjo. Era incrivelmente perfeita. 

— Acho que somos os excluídos — Fez piada, apesar de ser verdade. 

— Já estou acostumado — Suspirei.

— Eu também. 

— Vosmecê? Acostumada com exclusão? — Dei um sorriso de lado. Aquilo não poderia ser verdade. 

— Acontece... — Arqueou as sobrancelhas. — E não use essas formalidades comigo, vai — Pediu de maneira completamente informal e risonha. Sorri com seu jeito simples, que era totalmente ao contrário do que imaginei. 

— Por que se sente excluída? 

— As coisas aqui são um pouco diferente do que vocês todos imaginam, Jeongguk — Ela me encarou profundamente. 

— E qual o motivo para que eu esteja errado? 

— Me conte sobre você primeiro. Você disse que se sente assim, me diz o porquê — Seus olhos estavam me prendendo cada vez mais, eram hipnotizantes. 

— Não gosto de falar sobre isso — Era tecnicamente verdade, em parte, mas eu queria pular as minhas falas para escutar mais a voz suave dela. 

— Eu também não gosto muito, mas acontece que eu não tenho ninguém que também se sinta assim, e queria poder conversar sobre isso com alguém que entendesse — Ela disse com um tom sincero; senti um pouco de dó. 

— Ninguém aqui tem o mesmo sentimento que você? — Perguntei surpreso. — Nossa, e eu achava que era algo bem comum. 

— Penso que deve ser algo comum, mas acontece que eu não converso com ninguém, então não tenho como saber — Como assim ela não conversava com ninguém? 

_______ abaixou a cabeça e juntou suas duas mãos delicadas em seu colo, soltando um suspiro baixinho. Talvez, ela se sentisse muito sozinha, apesar de estar rodeada de várias pessoas. Mas eu não podia deduzir sua forma de vida sem ter certeza de algo.

Me senti um pouco nervoso por estar conversando com ela, porém, o fato de ela ser uma pessoa simples estava me tranquilizando. 

— Não conversas com ninguém? — Perguntei e me mexi no sofá, me aproximando dela, mas não tanto. 

— Não converso — Ela respondeu. — Nem mesmo com meu esposo — Complementou baixinho.

Arregalei os olhos com sua confissão, e logo a encarei, procurando resquícios de que houvesse sido uma piada ou mentira. 

— Eu também não converso com muitas pessoas — Eu disse, numa tentativa de consola-la. — O meu pai é muito próximo apenas de meu irmão, e Heitor é muito implicante comigo. E aí eu acabo evitando conversar com eles para evitar discussões.

— O meu caso é um pouco mais... sério — Suspirou antes de continuar: — Não sei se posso confiar em ti. 

Suspirei decepcionado. Todas as minhas esperanças de conversar gentilmente com ela foram frutadas naquele momento. 

— Mas acho que podemos ir a um lugar mais reservado do castelo — Ela disse, e eu logo sorri. 

— Como você quiser — Concordei. 

Ela se levantou e foi andando por um extenso corredor. Os funcionários e soldados que nos cruzavam se curvavam levemente em direção a _______, que apenas sorria em agradecimento. Com aquele belo sorriso... 

No fim do corredor, nos deparamos com uma porta de vidro imensamente larga e alta. Fiquei observando-a, até a mais baixa me chamar para ir até lá fora, onde havia um jardim enorme, cheio de rosas e macieiras. Havia uma estátua de Zeus em volta de uma fonte. Haviam alguns bancos — aparentemente de ferro — espalhados; era um lugar muito bonito. Com certeza, se eu morasse neste castelo, eu passaria horas do meu dia apenas tocando minha harpa ali. 

Ela foi em direção á um caminho de pedras, por onde foi andando com cautela, e por fim, se sentou em um banco. Percebi que estávamos cercados de arbustos, e então, deduzi que fosse um labirinto. 

— Poderei dar-te minha confiança? — Ela perguntou, enquanto eu sentava ao seu lado. Sorri para a mesma, logo assentindo com a cabeça. — Ainda me sinto um pouco desconfortável em falar sobre isso. É que eu nunca conversei intimamente com alguém... 

— Nossa, você é tão solitária assim como diz? 

— Eu sou — Suspirou. — Eu queria ter me casado com alguém que... — Sua voz sumiu, assim como as palavras. 

— Pode confiar em mim, _______. 

— Eu queria ter me casado com alguém que me amasse — Ela disse rápido, mas eu consegui entender perfeitamente. 

Menelau não a amava? Como seria possível? Eu me sentia completamente apaixonado por ela sem ao menos ter um dia de convivência. 

— Por que sentes que ele não te ama? 

— Não é que eu sinta isso, é que ele realmente não me ama, Jeongguk. Não percebeste o jeito que ele falou comigo na sala de reuniões? 

— Percebi, sim. Mas por quê? 

— Te contarei tudo, mas me prometa que não irá dizer nada a ninguém — Ela pediu e logo me encarou séria. 

— Como contarei a alguém se nem ao menos tenho alguém para contar? 

— Tens razão... — Sorriu. — Certo, posso começar? — Perguntou e eu assenti. — Meu pai, Zeus, disse que eu seria o prêmio de algum dos reis da Grécia, e então, todos os reis gregos decidiram entrar em um consenso para decidir quem me “ganharia” — Ela estava triste, e eu me surpreendia mais a cada palavra que saía de seus lindos lábios. — Todos discutiram muito, mas no fim, decidiram que Menelau se casaria comigo. No início, ele me tratava muito bem, e conversava comigo como se fôssemos bons amigos; não existia nenhum sentimento além de um breve afeto — Esperei que ela continuasse, mas ela estava prestes a chorar. — Nunca nos tocamos como marido e mulher, nem sequer dormimos no mesmo quarto, a mandado dele. 

Eu nunca havia passado por isso — eu acho — mas entendia como ela estava se sentindo. Ela se sentia um objeto, usada. Se sentia útil apenas para ser o “prêmio” de Menelau. 

 

⇔ _______ ⇔

 

Ele parecia perdido. Seu olhar estava no meu rosto, mas sua mente estava distante. Parecia que ele estava procurando as palavras certas para me consolar, e é claro que não ajudaria. Nada faria esse sentimento passar; o sentimento de inutilidade. Ninguém me enxergava como um ser humano. 

Jeongguk era tão bonito... 

— Não é bem assim que eu me sinto — Era de se imaginar que ele não saberia o que falar. 

— Eu sei que não. 

— Eu me sinto inferior — Ele disse baixinho, olhando para o céu. — Me sinto um inútil perto do meu irmão. Ele é forte, inteligente, canta bem, sabe tocar instrumentos, é o herdeiro do trono de Tróia, e é o melhor guerreiro troiano. Como eu não me sentiria inferior á ele? — Suspirou. — Eu não faço nada que preste. Eu só...sei tocar harpa e pintar uns quadros. E isso não é nada perto do Heitor. 

Naquele instante, lembrei de todos os meus poucos momentos com o irmão de Jeongguk. 

— Você tem coisas que ele não tem, Jeongguk — Ele me encarou surpreso. — Você sabe escutar as pessoas. Mas tenho certeza de que não é só isso. 

— Como assim? — Arqueou uma das sobrancelhas, e se sentou de frente para mim no banco. 

— Heitor não sabe falar de nada que não seja ele mesmo. 

— E você. Ele também sabe falar de você — Confessou. — Sempre que se encontravam, há alguns anos, ele falava de você. 

— Eu sempre tentava conversar com ele sobre a minha vida, que naquela época não era como hoje, e ele sempre mudava o assunto e voltava a falar de si mesmo — Revirei os olhos — Era um saco. 

— Sei como é. Eu nem conto nada pra ele, porque além de não acontecer nada demais na minha vida, ele é assim. 

— De onde você tirou que tocar harpa e pintar são coisas simples? — Perguntei e me virei para ele, da mesma forma que ele havia se virado para mim. 

— Ah, comparado às coisas que Heitor sabe fazer, isso não é nada. 

— Eu não sei tocar harpa, e muito menos pintar — Consolei. 

— Mas você é linda — Segundos depois de falar, Jeongguk pareceu arrependido. Ele havia arregalado os olhos e desviado o olhar, aparentemente envergonhado. 

— Você também. 

Ele me encarou novamente, e parecia mais confuso do que antes, com suas bochechas levemente coradas e a boca entreaberta. Jeongguk não devia ser tão mais velho que eu, mas eu sabia que não deveria perguntar sua idade. Os seus cabelos estavam devidamente penteados, e sua mão estava muito perto da minha. 

Olhei para baixo, vendo nossos dedos a poucos centímetros de distância no banco. Hesitei muito, e quase desisti da ideia, mas, em questão de segundos, já estava entrelaçando nossas mãos. O rapaz suspirou, e logo o encarei novamente. Ele estava mais vermelho ainda, e isso me fez sorrir um pouco. 

— Obrigada por conversar comigo — Agradeci, ainda sorrindo, vendo ele fazer o mesmo. 

— Obrigado você também por ter me escutado falar “mal” do meu irmão — Deu um leve aperto em minha mão, e eu acabei por rir alto de sua fala. 

— Não tem problema. Cá entre nós, eu falaria também. 

— Você não gostava da companhia dele? 

— Não muito. Eu gosto mais de pessoas que sabem conversar — Ele me encarou, ainda mais envergonhado. Ele entendeu o que eu queria dizer. 

Vi que ele ficou envergonhado, e não soube o que responder, então apenas abaixou a cabeça sorrindo de leve. Fiz carinho em sua mão, e ele se assustou um pouco, mas não reclamou. 

— Jeongguk... 

— Pode falar. 

— Você já beijou alguém? — Fiquei com vergonha de perguntar isso, porém, eu queria muito que ele me ensinasse a beijar. 

Tá certo, que eu era casada já fazia um tempo, mas meu esposo nunca sequer me deu um beijo na bochecha. Era uma relação completamente sem sentimentos e afeto. 

— J-já, por quê? — Ele puxou sua mão da minha e levou até a nuca, esfregando alguns fios de cabelo que haviam ali. 

— Porque eu não — O encarei. — Me mostra como é? 

— Você nunca beijou? Nunca beijou Menelau, e nem ninguém? — Ele ficou surpreso. 

— Não. 

— Mas você é...casada, e eu não posso fazer isso — Ele era tão correto, e tão bonito. 

— Mas eu não queria me casar, e agora não tenho escolha, Jeongguk — Expliquei. — Me ensina, por favor. 

— Eu não sei, querida. 

— Para de me chamar de querida — Vociferei. Era tão estranho quando ele me chamava assim.  

— Certo, linda, mas acho isso tão errado... 

— É bem errado, na verdade. 

— Você não está ajudando... — Ri alto com sua fala, e ele acabou por fazer o mesmo. 

— Vem aqui — Segurei sua mão novamente e fui andando rápido até dentro do castelo. 

Quando passei pela porta de vidro, soltei sua mão para que os guardas não ficassem confusos. Subi as escadas com agilidade, e vi ele me seguindo. Cruzei o extenso corredor, com poucos funcionários. E enfim, cheguei ao meu quarto. 

Jeongguk ficou olhando em volta, analisando cada detalhe do cômodo, enquanto eu apenas observava seu rosto perfeitamente desenhado. Sua boca estava entreaberta e suas mãos estavam em suas costas, enquanto ele rolava os olhos pelo local. Até que finalmente pararam. E pararam nos meus. 

— Você é tão bonito, Jeongguk — Sussurrei me aproximando dele devagar. 

— Você é linda — Encarou meus lábios antes de continuar: — És a mulher mais bela que já vi na vida, e creio que vai continuar sendo, até que eu não seja sã. 

— Você é lindo, é muito lindo — Beijei sua bochecha. — E é educado, gentil, sabe conversar, e me chama muita atenção... nunca vi alguém como você — Dei-lhe mais um beijo no mesmo lugar. 

— Queres me beijar?

— Quero — Senti suas mãos segurarem as minhas. 

— E acha isso certo? 

— Nem um pouco — Ele me encarou com suas orbes escuras, penetrando minha alma. 

— Não consigo pensar em nada que não seja sua beleza — Jeongguk raspou seu nariz pela pele da minha bochecha. — Você é muito linda. 

— Você não quer? 

— Eu quero sim, _______, quero muito. Mas é errado. Imagina o que vai acontecer de descobrirem — Suspirei. — Sabe que tu és uma das coisas mais preciosa que a Grécia tem, não sabe? — Concordei com a cabeça. — Imagina o que Agamemnon e Menelau farão ao descobrir. Irão querer entrar em guerra com Tróia, só pela sensação de ter perdido você para um troiano. Você tem noção do quanto você é valiosa, meu bem? 

— Jeongguk, eles me valorizam por eu ser bonita; esse é meu valor. Eles não ligam para o que eu quero, nem para quem eu sou — O homem a minha frente fez carinho em minhas mãos, que estavam entrelaçadas nas suas. — Eu quero tanto ir embora daqui...

— Eu queria te levar comigo — Confessou. — Mas sei que isso traria problemas até demais para nós dois. Imagina a confusão que daria. 

— Eu imagino, sim. Mas por favor, seja a primeira pessoa a ligar para meus sentimentos e meus quereres, Jeongguk. Eu te imploro — Senti vontade de chorar, e vi que ele havia ficado abalado com o que eu falei. 

— Saiba que me importo muito com isso, não pense que sou como eles. Mas entenda, não podemos fazer Grécia e Tróia entrar em guerra por um simples beijo. 

— Mas ninguém vai descobrir, Jeongguk. Não contarei a ninguém, e você sabe o motivo para isso, então creio que você também não contará — Soltei suas mãos apenas para levar as minhas até seu rosto delicado. — Por favor. 

— Ah, meu bem... — Ele fechou os olhos enquanto eu acariciava suas bochechas. 

— Vai ser rápido — Prometi. 

Jeongguk abriu os olhos, e me encarou. Me encarou nos olhos, de novo. Olhei para sua boca, e senti que ele estava olhando para a minha. Estávamos com um clima tenso nos cercando, e eu queria muito beija-lo naquele exato segundo, e foi o que eu fiz. 

Juntei nossos lábios de maneira calma e carinhosa, e logo voltei a fazer carinho no rosto de Jeongguk. Pedi passagem com a língua, ele cedeu bem devagar, dando início a um beijo, onde um tentava passar o máximo de paz e confiança para o outro. Era incrível estar beijando-o, seus lábios eram deliciosamente inexplicáveis, e possuíam um gosto maravilhosamente bom. Senti seus braços rodeando minha cintura, me mantendo coladinha em seu corpo. Abracei seu pescoço, aprofundando nosso ósculo, deixando tudo mais excitante. Nossas línguas pareciam entrar em uma briga, e ao mesmo tempo, pareciam se encaixar perfeitamente bem. Aos poucos, senti Jeongguk me empurrar em direção á parede atrás de mim, logo me deixando presa entre ela e seu corpo. 

— Pronto — Ele disse ofegante. — Dei o que você queria. 

— Você não quer parar, e nem eu... 

— Não mesmo. 

Ele atacou meus lábios novamente, mas dessa vez, de maneira rápida e quente, onde suas mãos apertavam minha cintura, e eu puxava levemente seus cabelos. Ele afastou nossas bocas, apenas para levar a sua de encontro com meu pescoço, onde deixou beijos molhados; e foi descendo-os até minha clavícula. 

O calor que eu sentia era inexplicável, e seu corpo grudado no meu só piorava minha situação. O quarto estava silencioso, com apenas os sons dos beijos que ele distribuía-me e meus gemidos baixinhos. 

Jeongguk tirou as alças fininhas do meu vestido, e o abaixou um pouco, deixando o vão entre meus seios amostra; local onde ele distribuiu mais beijos. 

— Você é perfeita — Sorri envergonhada, mas logo gemi novamente quando o mesmo deixou uma leve mordida em meu pescoço. — Quero te ouvir gemer, linda. 

Ele me beijou mais uma vez, e puxou meus cabelos levemente, fazendo minha cabeça se inclinar para trás. Logo seu rosto foi de encontro com meus seios novamente, e ele lambeu mais uma vez o vale entre eles, me fazendo gemer um pouco mais alto. A risada dele foi abafada por minha pele, o que me fez ter mais vontade de tê-lo. 

— Eu quero você, Jeongguk. 

— Você me quer? — Concordei com a cabeça. — Então você me terá, meu bem. 

Nós nos beijamos de novo, enquanto suas mãos passeavam por meu quadril, e em sequência, apertaram meus seios, me fazendo gemer. 

Senti ele abaixar mais ainda meu vestido, deixando meus seios totalmente a mostra. Por reflexo, levei meus dois braços a frente deles, cobrindo-os. Jeongguk me encarou de maneira carinhosa. 

— Deixe-me vê-los — Pediu, e eu ruborizei. Ele segurou meus pulsos, e fez com que meus braços se abrissem devagar. 

Fiquei com extrema vergonha na hora, mas, a vergonha passou quando Jeongguk começou a passar sua língua por meus mamilos. Deixou leves mordidas no biquinho, e me fez gemer mais ainda. Eu puxava seus cabelos, na intenção de descontar o prazer que ele estava me proporcionando. 

O ponto entre minhas pernas piscavam, e eu sentia que iria gritar a qualquer momento. A visão de Jeongguk me “mamando” era algo tão excitante. Meus gemidos eram altos, e ecos eram transmitidos por estarmos em um local abafado, já que a janela estava fechadas. 

Senti meu outro seio sendo sugado pela boquinha gostosa de Jeongguk, e mais um gemido alto escapou de meus lábios, fazendo-o rir. 

— Vamos para a cama, Jeongguk — Pedi e ele logo assentiu, me puxando pela mão e me deitando delicadamente na cama. 

— Tira o vestido, meu amor — Me assustei com seu pedido, mas fiquei hipnotizada quando vi o mesmo retirar as blusas pesadas que estava usando. Seu abdômen era bonito, e me fazia clamar por contato. 

Levantei novamente da cama e fiquei de pé, apensas para deixar o vestido descer pelo meu corpo. Tirei o short fininho de renda que eu estava usando por cima da calcinha, e me deitei novamente. Jeongguk veio para cima de mim, e se apoiou com seus dois braços ao lado de minha cabeça. 

Nos beijamos mais uma vez, com mais voracidade ainda. Meu corpo estava em chamas, e tudo pareceu mais quente depois de ele deixou sua barriga ir de encontro com a minha. Ele estava da mesma forma que eu, estava caloroso. 

Ele me encarou, e o encarei de volta. Estávamos ofegantes, e com os lábios vermelhos e inchados. O homem se levantou rápido e tirou o resto de suas peças de roupa. Em seguida, veio até mim e tirou lentamente minha calcinha, enquanto me encarava nos olhos. Minhas bochechas estavam quentes, mas não me importei. Eu estava ligando apenas para Jeongguk, que tirou de vez minha última peça de roupa e a jogou de encontro com as outras. Seu membro estava visivelmente duro, e isso era completamente para mim. 

Minha respiração falhou levemente quando ele se deitou em cima de mim, da mesma forma que antes. Eu o desejava muito, mas eu estava com medo, e estava nervosa. Nunca havia tido este tipo de contato com ninguém. 

— Tomarei todo cuidado com você, meu amor.

Ele sussurrou, enquanto fazia carinho em minha cintura nua. Eu o fitei e senti meus batimentos cardíacos se acelerarem. Mas apenas sorri, demonstrando que confiava nele. 

Jeongguk tomou meus lábios para si mais uma vez, e abriu minhas pernas com uma das mãos. Rodeei meus braços em seu pescoço e logo senti uma leve pressão em minha entradinha. Jeongguk tirou seu membro novamente de perto da minha intimidade, por estar com receio e medo de me machucar — eu acho.

Separei nossos lábios e fechei os olhos com força quando senti seu membro entrando em mim devagar. Gemi de dor e apertei mais ainda meus braços em volta de si. Senti lágrimas descendo por meus olhos quando ele entrou em mim por inteiro. Soltei o ar com dificuldade, e senti um selar rápido ser desferido em meus lábios. Ele ainda estava parado, apenas esperando que a dor passasse. 

Abri meus braços e levei minha boca até seu pescoço, onde deixei beijos molhados, da mesma forma que ele havia feito comigo. Quando lambi a área, ouvi um gemido gostoso sair de seus lábios. Repeti aquele movimento, enquanto ele ainda gemia em meu ouvido, e eu sentia sua pele se arrepiar. Eu me embriagava cada vez mais com aquele som erótico. 

Jeongguk beijou mais uma vez minha boca e logo começou a se mover, de maneira devagar. Eu sentia meu interior ser invadido, e aquilo era gostoso demais, que eu não conseguia descrever em palavras. A lentidão dos movimentos estava me agoniando, e logo remexi o quadril, para que ele aumentasse a velocidade, e assim foi feito. 

— Isso é tão gostoso — Gemi alto quando ele começou a me estocar com força e velocidade. 

— Você é tão apertada, _______. 

Os movimentos só aumentavam, e iam cada vez mais forte. Jeongguk dava leves reboladas, deixando tudo mais prazeroso e gostoso. Ele acertava meu ponto mais fundo, e eu gemia cada vez mais alto quando isso acontecia. Eu puxava seus cabelos com força, tentando descontar aquele prazer imenso. Jeon segurou minha cintura e jogou a cabeça para trás, me dando a visão de seu pescoço branquinho. 

— Eu sinto seu pontinho, linda — Ele gemeu, e eu ri em resposta. Estava tudo tão provocativo.

Meu corpo esquentou mais, como se assoprassem uma fogueira. Uma sensação ainda mais gostosa me invadiu, e meu interior começou a dar leves fisgadas. 

— J-jeongguk — Gemi e olhei para baixo, tendo uma visão maravilhosa de seu membro entrando e saindo de dentro de mim. 

As estocadas foram diminuindo, e Jeongguk saiu de mim, se sentando na cama, encostado na cabeceira. 

— Senta aqui, meu amor — Ele pediu, dando tapinhas em suas coxas. 

Enquanto eu engatinhava até ele, vi o mesmo segurar seu membro e esfrega-lo de cima para baixo, dando leves arfares. 

Sentei em seu colo e senti o mesmo se  encaixar em mim novamente. Gememos alto e eu logo comecei a quicar em seu membro. Ele segurava minha cintura, me ajudando, e eu me apoiava em seus ombros. 

Meu interior se contraiu e comecei a sentar mais rápido e com mais força, ele gemia cada vez mais alto, e me apertava com mais força. Uma espécie de líquido saiu de dentro de mim, me fazendo gritar e apertar os ombros do moreno. Ele levantou o quadril e começou a me estocar de novo. Minha intimidade o acolhia com mais facilidade. Beijei seus lábios de maneira desajeitada, e senti o mesmo morder o meu inferior com força, e em sequência, senti jatos quentes me invadirem, e os gemidos de Jeongguk se fizeram presentes no cômodo. 

Me joguei na cama enquanto ele se deitava ao meu lado, me abraçando. Ficamos em silêncio, escutando a respiração ofegante um do outro, esperando elas se regularizarem. Eu me sentia vazia sem tê-lo dentro de mim. 

Após alguns minutos, ele se pronunciou: 

— Você foi perfeita, meu bem. 

— Eu gostei muito — Me deitei virada para ele, fazendo carinho em seu peitoral nu. 

— Acha que alguém ouviu? Fizemos muito barulho — Riu. 

— Acho que não, se não, teriam batido na porta. As pessoas aqui enchem minha paciência — Revirei os olhos enquanto ele se aproximava mais de mim, deixando nossos corpos grudadinhos. 

— Volta pra Tróia comigo. 

Me levantei rapidamente e o encarei surpresa. Estava feliz demais para acreditar que aquilo era um pedido de verdade. Fazia tanto tempo que eu queria ir embora daqui, em questão de horas, conheci e conversei com Jeongguk, fizemos amor, e agora, eu queria ir embora com ele. Queria fugir com ele, sem dar explicações a ninguém. Parecia surreal a ideia de que eu finalmente teria a oportunidade de ir embora. Eu sabia de todas as consequências; sabia que daria uma tremenda confusão, que Agamemnon e Menelau iriam atrás de mim; mas eu não me importava, e pelo visto, Jeongguk também não. Ele queria ser feliz, assim como eu. 

 

— Volto. 


Notas Finais


Esta história foi inspirada no livro “A guerra de Tróia”, de Homero. Nele, diz que a guerra durou 10 anos, e a causa foi o rapto de Helena, que foi sequestrada por Páris, um dos príncipes de Tróia. Mas, no final do livro, entende-se que Helena foi com Páris porque quis, por conta própria, e não porque foi sequestrada.

Espero que tenham gostado! ♥


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