História 7:25 Am - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kai
Tags Chankai, Kaichan
Visualizações 20
Palavras 1.100
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Único


Faz um mês que me mudei para essa cidade, todos os dias vejo um homem passando de bicicleta entregando flores para todos que sorrisem ou o cumprimentassem. Estava sempre sorrindo, usando roupas fofas e uma coroa de flores.


Dias foram se passando e as flores eram mais esperadas por mim do que os jornais que eram entregues diariamente.


Todos os dias, eu acordava, fazia os mesmo atos que talvez já tivessem virado rituais , como acordar, se arrumar para o trabalho, fazer o café, e esperar até às  sete e vinte e cinco , parado em frente a minha janela , esperando as flores e seu belo sorriso.


Estava tomando coragem para falar com ele, porém não havia conseguia nem o  desejar um simples bom dia. Seu sorriso me tirava o ar , ele sabia que eu estava ali, atrás da cortina de minha janela como uma adolescente boba e apaixonada, passava todos os dias, sorria em direção a janela e deixa uma flor em minha caixinha de correspondência.


Foram quase dois meses , dois meses apenas o observando pela janela e aguardando suas flores até que as mesma murcharem e eu ser obrigado a me desfazer dela.


Havia acordado diferente naquele dia, determinando, estava de folga do escritório , ficaria em casa e finalmente, falaria com o florista.


Fiz meu café e me sentei em uma das cadeiras nunca usadas de minha varanda, esperei e esperei, mas ele passou...


Nem naquele dia , no outro e nem depois.


As manhãs se tornaram sem graça sem suas flores para alegrá-las.


Setes dias sem flores e sem seu sorriso.


E mais uma manhã eu estava o esperando, algo que dizia que ele não viria mas a força e a esperança que me mantia ali eram mais forte.


— Fiquei sabendo que o florista já está melhor... — Ouvi umas velinhas que faziam caminha a esta hora falar.


— Que bom, é tão triste saber que coisas assim acontecem , tão novo . — A outra moça que a acompanhava respondeu.


Me levantei desajeitadamente e corri na direção da moça.


—Bom dia! Desculpe atrapalhar a conversa de vocês mas vocês poderiam me dizer o que aconteceu com o entregador de flores ? Faz tempo que ele não passa e ... — Disse sem jeito e envergonhado.


—Ele está no hospital, pelo que dizem, ele tentou suicídio. Por que fazia aquilo ? Parecia tão feliz.


— Oh! — A surpresa me impossibilitou de dizer qualquer coisa, a preocupação estava tomando conta do meu corpo. — Vocês sabem onde ele mora ou está internado?


—Infelizmente não, apenas sabemos que ele mora na casa com um grande jardim e variedade de flores. Espero ter ajudado meu jovem, boa sorte! — Desejou antes de voltar a conversa com sua amiga e seguir com sua caminhada.


Corri para dentro de casa e me troquei, peguei as chaves do carro e sai em busca da casa, sabia que ainda era cedo mas precisava saber ao menos onde era o local. Depois de muito procurar e pedir informações,estava perdido , porém parado em frente a uma casa com um jardim cheio de flores e uma casinha , muito parecida com uma casinha de bonecas.


Havia uma moça saindo do local, corri até a cerca que separava a rua de seu quintal e a chamei.


Perguntei se ela sabia sobre o tal florista, sua expressão ficou mais triste que antes e uma lágrima solitário caiu de seus olhos.


O garoto era seu filho.


Mesmo relutante, a perguntei sobre o florista,a mais velha me disse que o encontrou com os pulsos abertos dentro de sua banheira com água gelada.


Nunca imaginaria que por trás daquele lindo sorriso havia tanta tristezas.


Mesmo não o conhecendo, chorei quando a mais velha me contou o ocorrido. Já estava pronto para lamentar a sua perda, quando ela perguntou:


— Gostaria de o visitar querido?! Ele ficaria feliz em saber que alguém sente sua falta...


A respondi que sim e também expliquei que não o conhecia, e mesmo assim ele havia tornado minhas manhãs mais belas, contei que todos os dias contava os minutos para o ver chegar e deixar uma linda flor em minha porta, disse também que nunca tive coragem para o chamar para conversar e quando finalmente tive ,ele não passou.


Ela chorou, dizendo que apesar de sempre ser gentil e "feliz" , mas pessoas o achavam estranho e não gostavam muito de sua presença. O julgavam sem saber se sua história.


Eu havia sido o primeiro a me preocupar com o florista , o primeiro a me importar com seu sumiço , o primeiro a sentir sua falta.


Passei a tarde conversando a mais velha , marcamos de visitá-lo juntos no mesmo horário que ele deixava as flores em minha casa.


Sua mãe havia me contado sua história, descobri que o florista não era não novo assim , já possui seus vinte e cinco anos, igual a mim, já havia tido uma filha, essa que apaixonada por flores. O homem havia perdido sua filha as quase um ano, quando voltavam de uma praça, muito conhecida pela vizinhança por possuir linda flores, estava atravessando a rua quando a garota deixou uma de sua lindas e amadas flores cair, o pai até tentou correr mas o sinal havia sido mais rápido e aberto antes que pudesse chegar perto de sua menina.


Ao terminar de ouvir toda a história, pedi perdão a mais velha, por a incomodar e lhe fazer lembrar de toda a tragédia. Fui direto para a casa e lá esperei até o dia seguinte chegar, foram menos de vinte e quatro horas que mais pareceram anos.



Chegamos no hospital antes das oito, não consegui esperar mais que isso e logo pedi para entrar em seu quarto hospitalar.


O florista estava com os braços enfaixados e presos na cama, estava mais magro, com olheiras e olhando para baixo com uma expressão vazia.


— O que está fazendo aqui?— Foi a primeira coisa que disse ao se surpreender com a minha presença. —Como me achou aqui?


— Senti falta de suas flores e principalmente de seu sorriso todas as manhãs, sai em busca de informações suas e acabei encontrando sua casa, conversei com sua mãe e ela me contou tudo... Não pude deixar de vim ver a pessoa que dá cor à todas as minhas manhãs cinzas.— Disse me aproximando e soltando seus braços que estavam bem amarrados pelos panos que o prendiam na cama. — Agora é minha vez de lhe entrar flores e sorrisos! — Disse sorrindo e lhe estendendo uma rosa com um cartão.



De: Park Chan-yeol,o homem que te observava todas as manhãs .




Para: Kim Jong-in, o florista com o sorriso mais lindo e que passou a dar cor e vida a todas as minhas manhãs



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...