História 78 - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hunter x Hunter, Naruto
Personagens Alluka Zoldyck, Chrollo Lucilfer, Feitan, Franklin, Gon Freecss, Hisoka, Illumi Zoldyck, Isaac Netero, Kalluto Zoldyck, Killua Zoldyck, Kortopi, Kurapika, Leorio Paradinight, Mãe do Kurapika, Maha Zoldyck, Nobunaga Hazama, Pai do Kurapika, Personagens Originais
Tags Lemon, Naruto, Romance, Yaoi
Visualizações 20
Palavras 2.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo! Olha eu postando de novo! :3

Capítulo 4 - Treinamento


Fanfic / Fanfiction 78 - Capítulo 4 - Treinamento


Quando algum estranho falar que vai te fazer forte em um mês, acredite no que eu vou dizer, corra. Mas corra para bem longe, se esconda no primeiro lugar que aparecer e só sai de lá três dias depois. Deveria ter feito isso mas...

- Anda logo! - gritou me apressando.

... Ao invés disso eu estou correndo pela milésima vez, sem exagero, em volta de uma pedra imensa, quando, na verdade, deveria estar correndo para longe desse velho maldito, cretino, filha da...

- Para de corpo mole! - gritou de novo.

Bom, eu deveria mesmo ter corrido dele quando tive a chance.

- Meu Deus! - gritei, sentindo minhas pernas tremendo e queimando - Já chega! Cansei! - me joguei no chão de barriga para cima.

- Já chega nada! Levanta! - gritou.

- Mas eu tô correndo a manhã toda! - protestei.

- Você quer ficar forte? - perguntou, apenas o encarei com uma cara de "Dãã" - Então... - ele se agachou um pouco e chegou perto do meu ouvido - Corra! - gritou, e eu tenho certeza que pude ouvir meu ouvido fazer um estralo estranho.

- Filha da... - não continuei pós seu olhar amessador me encarando me impediu - De uma bela e maravilhosa mãe. - completei sorrindo, falsamente, amigável e logo depois o vi sorrir também.

Me levantei e comessei a correr de novo, enquanto ele subiu na pedra e ficou me vendo correr.

- Cretino, canalha, idiota... - murmurei muitos nomes criativos.


• • •


Eu fiquei correndo naquela pedra por muitas e muitas horas, até que ele me disse para parar, sem discutir nada me joguei no chão de joelhos. Um formigamento estranho e dolorido se alastrava do meu pé até a canela, sem falar que minhas pernas queimavam.

Logo pude ver ele descer da pedra maldita e vir na minha direção com um sorriso divertido nos lábios.

- Nunca mais... vou correr... na minha vida. - falei ofegante me jogando para trás e deitando, de novo, de barriga para cima. Encaro o céu, mas logo boto a mão encima dos meus olhos por conta do sol forte.

- Do você está falando? Você só esta fazendo uma pausa. - ele tá de brincadeira, levantei meu olhar para encarar ele. E não, ele não tá de brincadeira.

Soltei uma pequena risada.

- Me obriga. - desafiei me deitando novamente. E segundos depois me arrependi terrivelmente de o desafiar.

Senti suas mãos pegando os meus tornozelos e me levantando sem muita dificuldade, logo eu estava de ponta cabeça encarando os olhos castanhos dourados.

- Desculpe, pode repetir? - perguntou, com um sorriso irônico nos lábios.

- Cretino! Me sol... Ugh! - gemi de dor após ele apertar fortemente meus tornozelos - Entendi! Entendi! - gritei.

- Oh, que bom. - folou e logo depois me soltou. Caí lindamente de cara no chão.

- Delicadeza é o que menos falta em você, não? - murmurei, esfregando meu nariz dolorido pela colisão com o chão, mas ele ouviu.

- Eu sempre sou delicado. - falou, botando a mão no peito fingindo estar ofendido.

Revirei os olhos. Logo depois ele começou a empilhar gravetos, fiquei encarando curioso.

- O que tá fazendo? - perguntei me aproximando.

- Uma fogueira para esquentar a carne da besta mágica que peguei hoje cedo. - falou simplista. Logo pude ouvir meu estômago roncar, ainda não estou totalmente recuperado da minha "dieta" por assim dizer.

- Ainda bem, estou morrendo de fome. - falei e ele me encarou, percebi que ele estava me encarando com pena nos olhos - Que foi? - indaguei com a voz levemente irritada.

- Nada. Mas logo depois que você se recuperar daqueles dias sem comer você próprio irá caçar a sua comida. - falou, eu o encarei abismado - Que foi? - foi a vez dele perguntar, mas com indiferença.

- Não, nada. É que... - falei calmo me esforçando para levantar - Você acha mesmo segura uma criança de três anos caçar a sua própria comida!? - gritei. Ele apenas soltou uma gargalhada bem alta para o meu gosto.

- Desculpe, mas você achou que eu iria ficar para sempre caçando comida para você? - perguntou divertido ainda rindo um pouco, o encarei pasmo, mas logo vi que ele falava sério.

- Eu vou morrer... - falei me jogando no chão - De novo. - sussurrei. E outro ataque de risos foi ouvido.

Depois de um tempo ele esquentou a carne e nóis comessamos a comer, mas um silêncio estranho se estalou no local, comessei a ficar nervoso.

- Então... - indaguei chamando sua atenção - Você não me contou porque está nesta floresta, o que veio fazer aqui? - perguntei, é o clima piorou mais ainda. Me desesperei - Bom, se você não quer dizer tudo bem, quer dizer, não quero ser intrometido ou algo assim, eu só achei estranho uma pessoa andando do nada no meio da floresta e tudo mais, não que eu julgue, porquê bom, eu estava andando nesta floresta. - um sorriso nervoso saiu de meus lábios.

- Eu tenho que fazer um trabalho aqui por perto. - falou, mas não pude ver seus olhos, pois seu cabelo caía sobre ele e uma sombra se pôs ali. Um arrepio subiu a minha espinha, não entendi o porquê.

- Ahn, tá... Err... Do que você trabalha? - ele se remexeu desconfortáveleu, e a tensão só aumentava.

"Cara, eu devia calar a minha boca." - pensei.

Depois de comer ele me obrigou a correr de novo em volta da pedra, uma coisa que eu não entendo e nunca entenderei é como que correr em volta de uma pedra me fará mais forte. Para resumir o meu dia eu fiquei correndo em volta da pedra. Apenas isso.

- Já pode parar! - gritou após o sol sumir no horizonte.

Caí sem forças no chão.

- Até que você foi bem. - falou sorrindo.

- Vê se morre logo. - falei e ele soltou uma gargalhada, ele se sentou no meu lado enquanto eu tentava normalizar minha respiração.

- Mas sério, você foi bem. - falou e eu virei para o encarar - Bom, quer dizer, para alguém que tem apenas três anos e acabou de sair de uma desnutrição alimentar, você foi ótimo. - sorriu mostrando todos os dentes alinhados e brancos - E sem falar que você não parou nenhuma vez para recuperar o fôlego e continuou no mesmo ritmo. Isso me surpreendeu. - citou, soltei um leve risinho.

- Fico honrado por seu elogio mestre, mas... - vi ele rir divertido pelo seu apelido, mas me encarou - Eu estou com fome, e se eu não comer nada, tipo, agora, eu tenho certeza que irei virar canibal. - falei, e ele riu mas ainda de mim, apenas revirei os olhos. Estava cansado de mais para retrucar.

- Você é muito engraçado. - falou limpado uma lágrima falsa no canto dos olhos. O encarei intensamente e ele pareceu ficar um pouco desconfortável com isso.

- Fo-me. - falei pausadamente, ele riu mais ainda, mas parei de encarar ele e voltei minha atenção ao céu.

As estrelas pareciam brilhar muito mais que o necessário, chegavam a ofuscar um pouco a lua, essa estava mas cheia que o comum e bem mais brilhante.

- Eu gosto daqui. - falei como um sussurro chamando a sua atenção - Me lembra a algum lugar, mas não lembro onde. - ri sem graça.

- Eu também gosto daqui, quando eu termino o meu trabalho eu venho aqui para relaxar ou esquecer. - podia perceber seu olhar distante assim como suas palavras.

- Porquê não quer me contar sobre o seu trabalho? - arrisquei perguntar, e vi, mesmo que pouco, uma estremecida em seu olhar.

- É complicado... - falou levantando, o segui com o olhar me sentando - Não é coisa que crianças devem se preocupar. - ele levantou lentamente seu mão e afagou meu cabelo. O olhei irritado.

- Sabe, meu cabelo já é bagunçado o suficiente, não precisa fazer isso. - falei tirando sua mão do meu cabelo rudemente, ele pareceu não gostar disso pois logo depois um de seus braços rodeou meu pescoço, e antes de eu perceber, o apertavam, enquanto o outro braço fazia um afago violento em minha cabeça que ardeu - Me solta, idiota! - gritei, ele riu e logo depois me soltou. Fiquei emburrado por um tempo.

- As vezes eu penso... - comessou chamando a minha atenção - Você nem tem idade para falar, muito menos saber tantas... - ele pareceu pensar -... Palavras. - me encara atento.

- Cala a boca. - falei apenas isso, ele enrrugau a testa e me encarou intensamente - Você aprende a falar muita coisa quando se está vendo. - falei, não era bem uma mentira já que eu não tinha esse acustume de falar essas palavras rudes mas logo com o tempo eu aprendi.

- Ah. - foi apenas o que saiu dele, sua face se suavizou e ele se levantou - Vamos, amanhã o dia vai ser cheio. - estendeu a mão, segurei sem hesitar.

- Preciso saber? - perguntei.

- Melhor não. - sorriu perverso.

- É. - falei, e continuei andando meio torto na sua frente - Eu vou morrer. - completei. E mais uma das suas gargalhadas estrondosas foram ouvidas.

- Ei! - gritou, me virei para encara-lo - Não ande assim na minha frente, como eu disse, as bestas mágicas estão bem ativas ultimamente. - se posicionou ao meu lado parecendo em grarda.

No caminho para a caverna eu peguei um galho um pouco maior que eu para me apoiar e acabar não caindo de cara no chão.

Não sei quanto tempo a gente ficou andando, para mim pareciam horas mas eu tenho quase certeza que não se passaram nem dez minutos.

- Já estamos chegando? - perguntei com meu corpo todo apoiado no galho.

- Estamos quase. - falou sério e atento a cada barulho.

- Quantas bestas mágicas você já matou? - perguntei tentando puxar um pouco de assunto com ele, a tensão pairava no ar.

- Bastante. - falou sem nem ao menos me encarar.

Quando chegamos na caverna eu fui andando até o canto onde eu dormia e, literalmente, me joguei no chão e dormi.

• • •

Acordei com os raios do sol batendo em minha cara.

- Acorda. - senti um cutucão em minha buchecha, resmunguei alguma coisa não coerente e me virei para o outro lado - Tch! - ouvi a pessoa resmungar e logo passos foram ouvidos - Acorda, se não eu juro que irei acordar de um jeito bem mais criativo. - uma risada gélida saiu de sua garganta me fazendo abrir os olhos na mesma hora.

Encarei o sol que brilhava, o céu azul junto com nuvens branquinhas.

- Odeio manhãs. - resmunguei me levantando, antes que o homem a minha frente resolvesse pegar minhocas ou outros bichos para me acordar.

- Nem me fala. - sussurrou mas não passou despercebido por mim.

- Oh. - dei meu melhor sorriso sarcástico - Acordou de mão humor, mestre? - perguntei com um som zombateiro.

- Cala a boca, pirralho. - falou me encarando sério, parei de sorrir no mesmo instante e me sentei incostando as costas na parede gelada reclamei um pouco, mas logo fiquei meus olhos no castanho dourado.

- Porquê tanto mau humor? - perguntei sério.

Uma coisa que percebo em Kogami era que ele sempre, sempre sorria. Só não o vi sorrir duas vezes desde que o conheci, a primeira foi quando ele estava lutando com uma besta mágica - tamanha era a sua concentração. - a segunda foi quando ele me disse para não sair a noite, que as bestas estavam agitadas de mais.

- Eu não vou poder ficar tanto tempo quanto pensei que ficaria nesta floresta. - desviou o olhar, fiquei surpreso - Desculpe.

- Ah. - foi a única coisa que conseguiu sair de meus lábios no momento da surpresa - Tudo bem. É só você me dizer o que eu vou tenque fazer nesses dias. - tentei forçar um sorriso, mas acho que ele não engoliu - Mas, afinal, por que você vai tenque ir? - tentei mudar de assunto.

- Umas pessoas acima de mim disseram para mim fazer rápido o que vim fazer aqui. - seu olhar não encarava mais o meu, e eles pareciam levemente vazios. Fiquei o encarando, até que seu rosto pareceu clarear como se ele tivesse lembrado de algo - Pirralho. - se agachou para ficar do ao meu alcance - Você sabe o que é um Hunter? - perguntou, apenas balancei a cabeça negativamente. Nessa hora um sorriso nasceu em seus lábios, mas um sorriso diferente, um sorriso sincero - Os Hunters são as pessoas que ajudam...

Nesse dia ele não me treinou ou me obrigou a correr em volta de uma pedra milhares de vezes. Ele apenas ficou contando histórias sobre os Hunters, e me falou que era um também, e que admira todos eles.

Eu fiquei fascinado por esses tão falados Hunters.

Mas, infelizmente, ele não pode ficar para contar mais sobre. Ele partiu, no amanhecer do dia seguinte e me deixou uma carta dizendo o que eu precisaria fazer nesses últimos dias em diante. E no final da carta dizia que era para eu virar forte e quando eu encontra-lo de novo, a gente teria uma boa partida de luta. Eu ri.


Notas Finais


Desculpa pelos erros

:33


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...