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História 8 coisas para NÃO se fazer com o meio-irmão - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


UM AVISO MUITO IMPORTANTE ANTES DE COMEÇAR: essa história contém o que muitos de vocês consideram como INCESTO, então se você não sente nenhuma curiosidade e vontade de ler sobre, não continue a partir daqui.

Capítulo 1 - Um: Flagra


Sakura Haruno

Qual foi a pior coisa estúpida que já aconteceu em toda a sua vida?

Passar por cima de uma nota de dinheiro sem o notar? Cair de bicicleta duas vezes no mesmo dia? Marcar a questão errada na prova depois de ter desmarcado a certa? Deixar o sanduíche cair no chão com a parte da geleia para baixo? Ou quem sabe, bater o dedo mindinho na dobradiça da mesinha de centro e o joelho em quina? 

Ah, isso não era nada comparado a pior coisa mais idiota que já me ocorreu. Já fazia mais de seis anos e eu ainda precisava lidar com aquele pesadelo dia após dia. Ele veio como um homem bem apessoado, de meia-idade, que conseguiu conquistar a senhora Mebuki, minha mãe, por ser bom com as palavras. Nah, ele não era o problema, fazia ela sorrir, então tinha meu apoio. A coisa ruim veio logo atrás, com um cabelo esquisito, o nariz em pé e roupinhas caras, se achando o dono do mundo.

Só com doze anos eu já tinha criado meu primeiro e mais intenso ranço, não pensem que eu sou tola, nada disso era gratuito, Sasuke Uchiha fazia minha vida um inferno desde o primeiro dia em que pisou na minha casa. Deus está de prova que eu tentei, mas suportar essa criatura abominável é uma tarefa muito, muito difícil.

Um bom exemplo é o fato de estar encarando meu relógio a mais de meia hora, quando foi finalizada a minha última aula do dia, encostada no Tesla preto, a espera daquele imbecil. A princípio, pensei que ele poderia ainda estar em aula, mas se eu bem o conhecia, o garoto devia ter fugido da mesma uma hora antes pra se esfregar com uma qualquer.

Eu ainda me perguntava como aquele idiota cursava medicina e passava semestre pós semestre com as notas verdes, sendo que mal comparecia as aulas.

Sim, não bastava ter passado o fim do fundamental e o ensino médio inteiro estudando com a praga, agora frequentávamos a mesma universidade. Pelo menos em cursos diferentes, assim eu poderia o ver somente no fim do dia, já era alguma coisa.

Bufei impaciente, ajeitando meu próprio óculos no rosto para então olhar ao redor, procurando algum sinal de que ele estava por perto. Para a minha mais profunda infelicidade, o encontrei, não vindo na minha direção como deveria estar fazendo, e sim aos beijos com uma ruiva aleatória em uma árvore que ficava a alguns metros dali, como eu suspeitava. Apenas não o notei antes porque estava de costas para o lugar, se não...

Cerrei meus dedos em punhos, deixando os livros em cima do teto do carro para que pudesse me dirigir até os dois idiotas. Quando já próxima o suficiente, toquei seu ombro, fazendo com que me olhasse totalmente confuso.

— Oh, céus — fingi a mais perfeita voz de tristeza que poderia. — É uma pena ter que atrapalhar, mas eu quero ir pra casa, podemos?

— Qual é... — resmungou. E ainda tinha a ousadia de reclamar?

— Qual é?! — grunhi. — Eu estou esperando a mais de meia hora pra você ficar se agarrando com essa daí!

Não, eu não me importava em manter o mínimo respeiro pela garota, amanhã ele sequer lembraria o nome dela, isso se soubesse agora, era sempre assim. Ela obviamente se sentiu ofendida, pois senti seu olhar me fuzilando.

— Essa daí? Garota-

— Karin — interrompeu. Oh, então ele sabia o nome dela, que surpresa. — Nem comecem.

Fiquem surpresos ou não, começaram a discutir bem na minha frente. Quem olhasse para minha cara naquele momento, veria minha total descrença e incredulidade. Só podia ser brincadeira.

— Olha, eu acho que vocês podem ter uma DR em outro momento.

— Está com tanta pressa assim? — Me cortou, para me encarar com certa arrogância. — Pode pegar um ônibus.

Naquele instante, me senti quente pela raiva que tomou conta do meu corpo, sabia que até mesmo tinha ficado vermelha. Entendem agora o motivo do meu ranço? Ele era um completo...

— Idiota.

Respirei profundamente, não esperando para ouvir nem mais uma palavra sequer antes de dar as costas para aquele casal meia-boca, se ele realmente imaginou que eu imploraria por uma carona, estava mais do que enganado. Aliás, em algo ele tinha razão, o que mais tinha naquele horário eram ônibus.

Voltei até o carro somente para pegar os livros que havia deixado ali, logo seguindo meu caminho sem olhar pra trás. Aquele... Estupido. Eu já perdi as contas de quantas vezes quis me bater por ter desejado um irmãozinho quando mais nova, eu de fato sempre quis, só não imaginei que viria em forma de demônio.

Quando estava na metade do caminho, senti meu braço seu puxado. Nem precisava olhar para saber, aquele toque bruto só poderia vir de um ogro como o Uchiha. O que as meninas viam nele, afinal? Ele até poderia possuir beleza externa, mas as desmerecia o tempo inteiro, eu jamais me prestaria a correr atrás de alguém assim.

— Espera, Sakura — a força com a qual me puxou não só me fez parar, como também me fez dar a volta nos calcanhares e ficar de frente para ele. — Se você aparecer a pé em casa, vai acabar sobrando pra mim — ah, então era isso. Sem pedido de desculpas? Okay. — Vamos logo.

Também não me faria de rogada, né? A nossa casa ficava a mais de uma hora da faculdade, me sentia exausta por conta da quantidade de aulas e não suportaria nem dois minutos em pé dentro de um ônibus lotado. Fui com ele, em silêncio como de costume. Não trocávamos muitas palavras, passamos a nos evitar com o tempo, diferente do que fazíamos a alguns anos, em que andávamos sempre brigando pelos cantos. Porém, não me entendam mal, eu ainda o xingo sempre que tenho a oportunidade.

Quando chegamos, cada um seguiu seu rumo, como sempre, o Uchiha jogou seus pés sujos no sofá para jogar videogame enquanto eu fui para a cozinha preparar algo. Para a nossa surpresa, nem minha mãe e nem o pai dele estávam, o que não era normal naquele horário. A explicação estava em um bilhete na geladeira, algo com terem ido visitar os Hyūga, nada muito importante.

Subi para o meu quarto alguns minutos mais tarde, com um omelete no prato. Me entregaria a um fim de tarde com maratonas de filmes e séries, e ai de quem ousasse me interromper no meu momento sagrado e precioso. 

As horas e horas passaram arrastadas, com filme após filme. Meu olhar entediado estava preso a uma cena de Como Eu Era Antes de Vocêera um de meus filmes favoritos, mas naquele momento, não despertava nem um pouco do meu interesse. Tudo que eu queria era dormir e acordar só no dia seguinte, quando eu faria exatamente tudo de novo, a minha rotina era mesma desde a entrada na faculdade de biologia

Contudo, faltava algo. O sono.

Qual é, eu tenho dois semestres de Biologia cursados, não tem nada mais básico do que saber que para dormir, você precisa estar bastante cansada, com sono, ou bem relaxada. É, eu sei que isso é a resposta para muitas coisas. As duas primeiras alternativas eram descartadas logo de cara.

Quem nunca, vai? É uma tremenda hipocrisia negar. Todo e qualquer ser humano depois de certa idade, experimenta o sono pós-orgasmo, que por sinal, é dos mais maravilhosos que existem. Existem poucas coisas melhores do que dormir depois de gozar, isso era um fato incontestável.

Me revirei na cama, apertando minhas coxas uma contra a outra. Só pensar em determinado tipo de coisa já me afetava, eu poderia dizer que era bastante sensível a isso; palavras, pensamentos, toques...

Suspirei baixinho, passeando minha língua pelos meus lábios para umidecê-los. Eu não precisava de muito gatilho para fazer aquilo, minha imaginação bastava, e eu tinha de sobra, assim como tinha alguém que sempre era o protagonista de tais. 

Sasuke?

O que? 

Que ideia era aquela? 

Por que esse idiota está vindo para os meus pensamentos em um momento como este? Claro que não era ele, era outro.

O capitão do time de basquete da universidade, veterano, inteligente, lindo e com um beijo de tirar o fôlego de qualquer uma. O filho mais velho das pessoas quais estavam recebendo meus pais naquele exato momento. Neji Hyūga.

Nunca havíamos passado de meros beijos, eu nunca tinha passado dos beijos com ninguém, mas não é como se eu fosse algum tipo de madre Teresa, se eu tivesse que escolher alguém para fazer isso, seria ele, já havia até mesmo cogitado na última vez que o garoto esteve aqui. 

Os flashbacks daquele dia inundaram minha mente como um tsnunami, e cada gota era aquela mesma cena se repetindo várias vezes, em que ele me beijava ferozmente na cama em que eu estava agora, falando coisas que arrepiavam até meu último fio de cabelo.

Fechei meus olhos, entreabrindo os lábios para deixar que um suspiro longo saísse enquanto minha mão adentrava a barra da minha calcinha. Um gemido baixo e fraco escapou assim que meus dedos se arrastaram pela minha intimidade, e só um pouco daquele movimento fez com que eu ficasse molhada. 

Separei minhas pernas, arqueando um pouco as costas a medida que aumentava o ritmo. Eu não tinha o hábito de me masturbar, por isso que sempre quando o fazia, vinha rápido e forte, por isso era tão sensívelMordi meu próprio lábio inferior, sufocando um gemido que viria um pouquinho mais alto quando penetrei um de meus dedos. Só tinha eu e o Uchiha em casa, ele estava ocupado jogando aquela coisa estupida na sala, minha televisão estava ligada em um volume considerável, eu poderia gemer o quanto quisesse sem nunca ser descoberta.

A seda da camisola começou colar em meu corpo conforme o tempo passava e o suor se fazia presente. Meus quadris se moviam de forma circular, ao que a tonalidade dos meus gemidos aumentavam e eu rebolava em meus próprios dedos.

Em apenas alguns minutos, senti que estava perto, e a sensação me fez morder o lábio inferior com tal força que consegui sentir o gosto metálico do sangue em minha língua. Lembrar da voz melodiosa de Neji sendo sussurrada ao pé do meu ouvido naquele dia estava acabando comigo, literalmente.

Senti uma onda de calor percorrendo meu corpo ao que o orgasmo se aproximava, de pouco em pouco em ficava mais perto, até estar quase láUm gemido manhoso cortou minha garganta quando os sintomas do ápice começaram a surgir. 

Eu estava tão perto...

— Testa de marquise, pode fazer um omelete daqueles pra mim? Eu- Ah, caralho! 

O som da porta do quarto se abrindo em conjunto com a voz dele o invadindo foi como um balde de água fria. Não, pior que isso, foi como um balde de gelo sobre meu corpo. Todo o calor e tesão que eu estava sentindo se dissparam em um só segundo, enquanto meus olhos se abriam para encarar aquele sonho, é, só podia ser um sonho, eu me negava a acreditar que era realidade.

— Puta merda... 

Sendo realidade ou não, meu corpo reagiu de forma rápida, fazendo com que eu me cobrisse com o lençol. Meus olhos arregalados fitaram o moreno parado na porta do meu quarto, parecia tão em choque quanto eu. Seu olhar se desviava de um canto para o outro, totalmente desconcertado, foi nesse momento que uma onda de raiva caiu sobre mim. Será possível que esse imbecil vai atrapalhar todos os meus momentos bons da vida?

— Qual o seu problema, seu idiota?! — Esbravejei, atraindo seu olhar. — Por que entrou no MEU quarto sem bater?!

— E por que diabos você estaria se masturbando com a porcaria da porta destrancada?!

Corei. É, fazia sentido. Eu tinha sido pega... Me masturbando, esse é o tipo de coisa que você jamais deve fazer com o seu irmão, meio-irmão ou o que quer que seja. Nem uma batida bem forte na minha cabeça me faria esquecer daquela vergonha, que só poderia, claro, ser camuflada pela raiva.

— NÃO INTERESSA, SAI DO MEU QUARTO! — Berrei, segurando o lençol com força para ter a plena certeza de que ele, sob hipótese alguma, sairia dali.

Pela primeira vez, o vi assentir para um pedido meu, não contrariando e nem nada, até porque se o fizesse eu seria capaz de matá-lo ali mesmo. O Uchiha me deu as costas, virando em direção a porta novamente, só que hesitou antes de sair.

— E o omelete? — Olhou por cima do ombro. Aquilo só podia ser piada.

— SASUKE!

Só assim ele saiu, sendo escorraçado aos berros. Meu olhar agora estava fixo na porta de carvalho do quarto, enquanto eu me perguntava quando diabos acordaria daquele pesadelo. Joguei meu corpo deitado na cama novamente, encarando o teto. Depois de algum tempo, levei as mãos ao rosto. Eu não estava dormindo, era real.

Meu meio-irmão, literalmente, me flagrou me masturbando.


Notas Finais


ai ai sakura, eu te entendo


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