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História 90's Love! - MarkHyuck - Capítulo 25


Escrita por: _moon_kitty_

Notas do Autor


é aqui que a merda toda começa heheheh o triste é que ainda falta muito pros problemas acabarem :")

Capítulo 25 - Problemas no paraíso


Fanfic / Fanfiction 90's Love! - MarkHyuck - Capítulo 25 - Problemas no paraíso

O dia da formatura foi algo estranhamente tranquilo. 

Hyuck só teve que ficar sentado no pátio do colégio, esperando a coordenadora chamar seu nome. Depois era só subir lá, receber o diploma e tirar uma foto. Apenas isso. 

As primeiras cadeiras eram apenas para os formandos, e mais atrás eram as dos familiares. Bem, nos familiares tinham bem mais que família. 

Lee Jihoon estava lá, com sua namorada. Os avós de Hyuck também, e uma tia que ele já não via tinha dois anos. Os amigos de Hyuck: Sicheng, Yuta e Jeno, já que os outros não puderam vir. E claro, seu namorado, Mark Lee. 

Ele estava nervoso, mas se sentia todo importante vestindo aquela capa azulada e a beca de formatura. Estava ansioso também, mas o nervosismo era maior. Ele só queria pegar seu diploma e ir embora, não desejava subir lá e olhar tantas pessoas que lhe fizeram mal. 

Mas... Ah, Move On Up! Siga em frente, Hyuck. Após hoje você não sofrerá mais, era o que pensava. 

— Lee Donghyuck, formando do Terceiro Ano C. — a coordenadora chamou. 

Ele ficou de pé, sua garganta secou. Foi até o palco e subiu, podendo escutar uns gritos. Achou estranho, mas ao olhar para aquela porção de gente que conhecia pôde ver seus amigos gritando por si. 

Hyuck sorriu envergonhado e caminhou até a coordenadora. Ela o entregou o diploma, e o garoto suspirou animado ao segurar. Era a sua chave para a liberdade. 

— Olha pra cá. — um fotógrafo disse, apontando a câmera em sua direção. 

Ele olhou para a câmera e colocou um lindo sorriso no rosto. Estava feliz também, mas ainda assim apenas queria sair correndo dali.

Voltou para a cadeira, vendo seus amigos acenando para si. Ele sorriu e acenou de volta, com as bochechas vermelhas. Olhou Mark, que tinha um leve sorriso no rosto, e um olhar de orgulho. 

Foram chamados mais alguns nomes e enfim aquilo acabou, então todas as famílias e os alunos saíram do pátio, indo para a entrada do colégio. 

Hyuck correu até seu pai e o abraçou com força, sorrindo grandioso. 

— Meus parabéns, garotão. — ele o apertou no abraço e beijou a testa do filho. 

— Ah! Bebezinho da vovó! Você cresceu tanto! — sua avó disse, chegando perto dele com um sorriso no rosto. 

Hyuck se soltou de seu pai e logo foi abraçar seus avós, sorrindo todo feliz pela presença deles. 

— Obrigado por terem vindo. — agradeceu, beijando a bochecha de cada um. 

— Nunca iríamos perder. Somos velhos, mas eu ainda sou um bom piloto. — seu avô falou, bagunçando seus cabelos. 

— E você é nossa preciosidade, não perderíamos por nada. — a avó beliscou a bochecha dele. — Coisinha fofa da vovó! 

Hyuck sorriu todo alegre. Se soltou deles e foi abraçar sua tia, que o parabenizou bastante e disse que ele tinha um longo e bonito futuro pela frente. Depois recebeu felicitações de Jihyo, e agradeceu por ela ter vindo também. 

Seus amigos se aproximaram dele, e Hyuck foi primeiramente até Mark, que o abraçou com força. 

— Obrigado por ter vindo, Mark. — sussurrou, cheirando seu pescoço. 

— Não precisa agradecer. — disse no mesmo tom. — Fico feliz por você ter conseguido, gracinha. 

E era verdade, Mark estava tão orgulhoso dele. Ficou feliz por ele ter seguido em frente e não ter feito o mesmo que ele. Hyuck ainda teria um futuro brilhante, e Mark seria feliz por o ver vencer na vida. 

Depois do abraço caloroso, ele foi até seus amigos, que o abraçaram também. Eles o parabenizaram bastante, e Sicheng disse que queria ver ele quando fosse em sua própria formatura, que ainda iria demorar uns anos para acontecer. 

Eles combinaram de sair para um bar, comemorar aquela data com Hyuck. Mas antes, ele foi até seus familiares e os seguiu até em casa, para um jantar em família após muito tempo. 

Mark disse que viria o buscar lá pelas nove, e assim se foi, junto com os outros. 




— Moço, traz mais cerveja, por favor! — Yuta falava, já um pouco alterado. 

— Yuta, pelo amor de Deus, se controla. — Sicheng falava, tentando o fazer sentar novamente na cadeira. 

— Legal que ele fica chapadão com três latinhas. — Jeno riu, bebendo sua sexta. 

— E daqui uns minutos você vai estar dançando no balcão do bar. — Mark riu. 

— Que nada! Eu não fico bêbado assim. — Jeno revirou os olhos, dando um tapa nele. 

O canadense riu outra vez e olhou o namorado. 

— Hyuck, você está bem? — lhe perguntou, segurando em seu ombro. 

Hyuck estava com o rosto muito vermelho, olhando uma latinha em suas mãos. Estava mais calado, e parecia levemente confuso com alguma coisa. 

— Hey. — Mark chacoalhou seu ombro. 

— Oi? — Hyuck o encarou. 

— Você tá' bem? 

Hyuck assentiu algumas vezes, e soltou a latinha. 

— Não quero mais beber. 

— Por que não? — Jeno perguntou. 

— Me sinto estranho... — suspirou, passando a mão na testa, estava suando. 

— Estranho como? — Mark se preocupou um pouco. 

— Quente. — disse. — Está quente aqui. — tirou sua jaqueta. 

Os amigos começaram a rir alto, Yuta gargalhou tanto que se engasgou. Hyuck não entendeu bem, mas ficou os encarando. 

— Mark, se prepara, a noite vai ser longa. — Sicheng disse, rindo. 

— Noite quente, né? Boa pra foder. — Jeno riu malicioso. 

— Ai, deu até um calor aqui. — Yuta abanou seu rosto com a própria mão, ainda rindo. 

— Idiotas... — Mark revirou os olhos e riu soprado. — Hyuck, esses são alguns dos efeitos dessa cerveja. Você está tomando pela primeira vez, então acho que tudo bem você se sentir assim. 

— Hum... — Hyuck segurou em seu braço. — Tudo bem, vou parar de beber. 

— Você quem sabe. — o canadense deu de ombros. 

— Oh, Mark Lee! — Jeno gemeu, brincando com a sua cara. — Isso, vai! 

— Mais forte! — Yuta entrou na brincadeira, recebendo um tapa de Sicheng. 

— Vocês não prestam... — Mark respirou fundo. — Eu vou matar vocês. 

— O que estão fazendo? — Hyuck os encarou com confusão. 

— São idiotas, Hyuck. Não liga. — Sicheng falou. — Chega, vocês dois. 

— Só pra acabar com a brincadeira. — Jeno fez beicinho. — Chato! 

— Os chatos aqui são vocês. — Mark revirou os olhos. — Bem, sem mais comentários. 

Mas os comentários não pararam ali, todos continuaram rindo e fazendo piadas internas sobre os dois. Hyuck até ficou diferente com o tempo... 

Ele começou a tocar mais Mark, sempre estando tão perto que poderia se fundir a ele. Mark tentava o controlar, pois estavam em um lugar público e não podiam fazer absolutamente nada ali. 

Yuta ficava mais bêbado com o passar do tempo também, ele ficava abraçando Sicheng e cantando todas as músicas que tocavam no rádio do bar. Jeno também não ficou pra trás, estava bem animado e rindo muito. 

Os únicos sóbrios eram Mark e Sicheng, que beberam poucas e não fez efeito algum, o que era bom já que iriam dirigir. 

— Sabe, se Chittaphon estivesse aqui eu aposto que ele estaria dançando com uma garrafa de soju na não. — Jeno comentou, risonho. 

— Sungchan estaria no canto repetindo "eu não bebo". — Hyuck acrescentou. 

— Yang provavelmente estaria na cola de Chittaphon pra impedir ele de fazer besteira. — Mark riu baixinho. — Ele sempre se comportou como irmão mais novo que toma conta do mais velho barulhento. 

— É... — Sicheng riu em um sopro. — Eles fazem falta. 

— Totalmente. — Yuta suspirou. 

Jeno percebeu como o clima ficou mais tenso, então riu nervoso e ergueu uma outra latinha. 

— Mas vamos nos encontrar outra vez. Os Dinosaurs nunca vão chegar ao fim. — disse, descontraído. — Aos Dinosaurs! 

Os outros sorriram, meio desanimados pela saudade, mas concordaram e levantaram suas latinhas também. 

— Aos Dinosaurs. 

Eles esperavam que em breve pudessem estar saindo e curtindo daquela forma em oito pessoas. Sentiam falta dos amigos. 

Ficaram naquele bar até pouco mais de uma da manhã, pois Sicheng disse que era melhor irem embora. Então todos seguiram para suas casas, Sicheng carregando Yuta até o carro pelo seu estado embriagado. 

Mark levou Jeno de carona, e o deixou na porta de casa. Desejou uma boa noite e disse pra ele ir dormir, cuidando dele como se fosse uma criança. Jeno riu, mas concordou e entrou em casa. 

Depois ele e Hyuck seguiram juntos pra casa. Mark escutava Hyuck ficar o fazendo provocações, como tocando seu próprio corpo ou comentando coisas impróprias. 

Mark guardou o carro na garagem do prédio, e os dois foram subindo as escadas até o andar do apartamento. Hyuck continuava a falar coisas pervertidas perto dele, e por sorte eram baixas, cairia mal se alguém os ouvisse. 

Ao que entraram em casa, Mark nem teve tempo de respirar após fechar a porta, pois Hyuck o agarrou com pressa e começou a o beijar. 

O canadense segurou o riso, percebendo o quão animado ele estava. Sentia que tinham colocado viagra na cerveja de Hyuck. 

Agarrou sua cintura também, e correspondeu ao beijo. Hyuck se apressou em ajudar a tirar o terno, despiu Mark quase que completamente. O mais velho o levou até o sofá, o empurrou ali e ficou por cima dele. 

O coreano abraçou seu pescoço, e o puxou novamente para um beijo. Mark abriu o zíper da calça de Hyuck, e enfiou a mão lá dentro, conseguindo tocar seu membro por cima da boxer. 

Ele o apertou, e Hyuck parou o beijo apenas para suspirar. Mark acariciou aquela região, e abaixou a cueca dele, conseguindo tocar melhor seu pênis. 

Hyuck gemeu quando Mark o apertou, e gemeu um pouco mais alto ao que o canadense iniciou uma masturbação lenta. Eles se beijaram outra vez, e Mark ficou bombeando seu pênis, intercalando entre rápido e devagar. 

Naquele apartamento só foi possível ouvir os suspiros e gemidos de Hyuck, e ao longo da madrugada um barulho peculiar de corpos se chocando também foi ouvido. 

Hyuck estava animado, e Mark queria satisfazer todos os seus desejos. 




Com duas semanas desde sua formatura, Hyuck ficava em casa sem fazer nada. Iriam descansar por um mês inteiro, depois estudar para conseguir entrar em uma faculdade. 

Até que era tedioso em algumas horas do dia, pois Mark nem sempre estava com ele. 

Ah, Mark... Uau, Hyuck sentia falta dele. 

Mark tinha mudado drasticamente nos últimos tempos, ou melhor, estava estranho. Muito estranho. 

Ele parecia guardar algum segredo, sempre estava desconfiado e escondendo suas coisas a sete chaves. Além de sempre desviar algumas perguntas que Hyuck lhe fazia. 

Ele trabalhava a tarde inteira no lava jato, e o turno durava até as seis, mas ele ficava fora muito além disso. Já tinham uns dias que estava chegando lá pelas nove da noite, às vezes até dez. 

Hyuck sempre estava dormindo quando ele chegava, mas ficava o esperando na sala. Mark sempre o levava para cama quando chegava, e Hyuck não tinha energias o suficiente para o fazer perguntas. 

Porém, sempre no dia seguinte ele perguntava. Mark sempre o respondia com um "estava com Jeno", apenas isso. Nunca especificava nada, muito menos o lugar no qual estava com ele. 

Ele também mudava o rumo da conversa sempre que Hyuck perguntava sobre seu dia no trabalho, ou como andavam as coisas com Jeno. Ele parecia não saber responder bem as perguntas. 

Hyuck estava desconfiado, achando tão estranho aquele seu comportamento. E era ainda mais estranho as ligações que faziam para a sua casa, essas que Mark sempre corria para atender antes dele. 

Era tão estranho que ele não conseguia confiar fielmente no que Mark falava. Aquilo era algo peculiar e que ele nunca tinha vivido antes. 

Mark sempre era presente, sempre o levava para jantar em algum lugar, o beijava e abraçava, via filmes com ele e escutavam música juntos. Passavam tanto tempo juntos que só se separavam na hora das obrigações. 

Mas nos últimos tempos Hyuck percebeu certo afastamento de Mark. 

Ele sempre estava longe, no trabalho ou "com Jeno". Chegava tarde, e quando chegava cedo sempre dizia que estava cansado. Nem o tocava mais direito, pelo menos não sexualmente. 

O abraçava e beijava, mas quase sempre apenas na hora em que iam dormir. No resto do dia Mark estava afastado. Até mesmo estressado, algumas vezes levantou a voz para Hyuck quando foi cobrado de algo. 

Hyuck queria pensar que era apenas estresse do trabalho, talvez estivesse tendo desavenças com alguém, talvez só fosse o cansaço físico e emocional. Mas cada vez mais ele começava a pensar em outras possibilidades. 

Mark poderia estar tendo um caso com alguém. E aquilo era o que mais o deixava inseguro e preocupado. 

Confiava em Mark, o amava e sentia que ele lhe amava também, mas... Quem ele queria enganar? Mark estava tão estranho que o deixava desconfiado também. 

Okay, Mark poderia ter encontrado alguém melhor que ele. Um cara mais legal, mais bonito, mais interessante... Quanto mais pensava nisso, mais inseguro e com baixa autoestima ele ficava. 

Era autodestrutivo pensar que Mark poderia ter o trocado por alguém. 

Ele não queria acreditar naquilo, mas sabia que infelizmente era uma possibilidade. 

Os dois almoçavam juntos na varanda, e naquele momento tudo parecia muito bem. Mark estava falando normalmente, parecia bem relaxado. Hyuck até pensou que o estresse da semana tinha acabado e que ele tinha voltado ao normal. 

Ambos riam, até o momento em que o telefone tocou. Mark deixou a comida de lado e levantou com pressa. 

— Hey, termina de almoçar. — Hyuck o chamou, arqueando uma sobrancelha. 

— Ahn, não, pode ser alguém importante. — o respondeu, indo até a sala.

Hyuck respirou fundo, sentindo um tiquinho de raiva. Ficou de pé também e deixou o almoço de lado, a curiosidade foi maior. 

Ele seguiu Mark de forma silenciosa, o vendo ir até o telefone na sala e o atender. Ficou o espionando do corredor, cuidando para que ele não lhe visse. 

— Alô? — perguntou. — Oi, sou eu... Eu te disse, não liga muito pro telefone daqui. Hyuck pode atender em algum momento e vai dar muito errado... — abaixou o tom. — É, não liga pra cá... Eu sei lá, só não ligue pra cá. Eu sei onde é sua casa, quando puder vou te encontrar... Estava almoçando e você?

"E você?", desde quando Mark tinha todo o cuidado de perguntar algo assim para alguém? E outra, por que Hyuck não poderia atender o telefone quando essa tal pessoa ligasse?

Por que tanto mistério e cuidado? 

— Hum, olha, apenas não ligue pra cá... Hyuck não pode descobrir sobre isso, sobre nós e o que estamos fazendo. É arriscado até eu falar disso com ele a um cômodo de distância... — suspirou. — Eu sei, vou te encontrar em uma hora, não se preocupe... Organize tudo enquanto eu não chego, quem sabe até um vinho cairia bem... — riu soprado. — Eu sei... Te vejo em breve, mas agora eu vou terminar de almoçar. 

Hyuck sentiu um nó na garganta, pois Mark falava de uma forma tão leve que parecia estar falando com ele. 

Mark até riu ao telefone! Mark nunca ria ao telefone! 

— Até mais. — e colocou o telefone de volta no gancho. 

O coreano se apressou em voltar para a varanda. Sentou na cadeira novamente e pegou o prato, voltando a comer como se nada tivesse acontecido. 

Mark chegou um tempo depois, e sentou novamente. 

— Quem era? — perguntou, vendo qual seria a desculpa da vez. 

— Jeno. — disse, voltando a comer. Hyuck sabia que era mentira. 

— O que ele queria? 

Mark hesitou antes de responder. Hyuck percebeu que ele pensava em uma mentira. 

— Me chamou para o ajudar com uns assuntos do trabalho dele. — respondeu. 

— E por que você saberia sobre o trabalho dele? — tombou a cabeça para o lado. 

— Porque... Ah, um colega de trabalho meu já trabalhou com isso. Então eu vou o pedir uma ajuda e ajudar Jeno também. — explicou. Que desculpa esfarrapada, Hyuck pensou. 

— Hum... — murmurou, decepcionado. 

Por que Mark queria tanto o esconder algo? Por que continuava a mentir? Hyuck sabia que aquele não era o intuito da ligação, e sabia também que não era Jeno do outro lado da linha. 

Um silêncio estranho preencheu o espaço, Hyuck perdido em pensamentos e Mark só comendo mesmo. 

Mark estava o traindo? Estava se encontrando com alguém às escondidas? Estava inventando mentiras estúpidas para o enganar? 

Hyuck sabia que Mark não estava sendo verdadeiro daquela vez.

Após almoçar, Mark levantou e lavou seu prato e talheres. Depois foi para o quarto com pressa. Hyuck também levantou, deixou seu prato na pia e foi pro quarto. 

Viu Mark trocando de roupa, e era algo bem mais apresentável que as que ele normalmente usava. Hyuck comprimiu os lábios ao ver ele colocar um bom perfume. 

Mark não costumava usar perfume quando ia se encontrar com Jeno, muito menos se vestir melhor para o ver. 

Mark guardava segredos que Hyuck queria desvendar, mas tinha em mente que se machucaria quando encontrasse a verdade. 

Ele tentava se enganar dizendo que era coisa da sua cabeça, mas, cada vez mais a ideia de Mark estar o traindo lhe vinha à mente. 

Não tinha certeza, mas tudo apontava que sim. 

— Já vai se encontrar com ele? — perguntou, cruzando os braços. 

— É, provavelmente isso vai demorar então é melhor eu ir cedo. — disse, passando a mão pelos cabelos e pegando uma mochila. 

— Hum... Eu posso ir com você? — sua boca secou. 

Mark pareceu nervoso com a pergunta, mas foi até ele com um sorriso pequeno. 

— É melhor não, gracinha. — segurou em seus ombros. — Lá só vão ser assuntos chatos de trabalho. — se aproximou mais e beijou sua testa. — Mas você poderia passar a tarde com Sicheng e Yuta, aposto que não estão fazendo nada. 

— Hum... — olhou seus olhos, que não demonstravam nada. — Sinto sua falta, Mark. 

— Mas eu estou aqui com você. — riu soprado e tocou seu rosto, fazendo um carinho sutil em sua bochecha. 

— Eu sei, mas... Você anda tão distante e... Não sei, acho que só sinto falta de passarmos um tempo juntos como casal. — sorriu pequeno. 

— Não se preocupe, gracinha. — beijou seus lábios. — Amanhã podemos passar o dia inteiro juntos. Podemos sair pra tomar sorvete, ir no drive-in, passear no carro... O que você quiser. — sussurrou, sorrindo pra ele. 

Hyuck se forçou a sorrir. Esperava que aquilo fosse verdade. 

— Promete? — estendeu seu dedinho. 

— Prometo. — Mark juntou seu dedo ao dele, se curvou e deu um beijinho neles. — Agora eu preciso ir. 

Mark o deu um selinho rápido e seguiu para fora do quarto. Hyuck saiu também, e ficou o olhando do corredor. O canadense foi até a porta e abriu, acenando para ele. 

— Diga que eu mandei um oi pro Jeno. 

O mais velho assentiu e se foi. Hyuck suspirou frustrado. 

Ele não o falou a verdade.

Hyuck foi pra sala, pegou uma agenda telefônica ao lado da TV e foi até o telefone. Ele procurou o número de Jeno, e discou ali. Foram alguns segundos até ele atender. 

Oi? — ele perguntou do outro lado da linha. 

— Oi, Jeno. Tudo bem? — Hyuck começou a enrolar o fio do telefone com seu dedo. 

Ah, oi, Hyuck. Tudo bem, e com você? 

— Estou bem... Er, você e Mark vão se encontrar? 

Eu e Mark? Pelo que eu saiba, não. Eu não vejo Mark tem mais de uma semana, até iria ligar pra saber se está tudo bem. 

Então quando disse que estava com Jeno, era uma mentira. 

— Mas não foi você que ligou pra cá tem alguns minutos? 

Não, eu não liguei. Por que essas perguntas? Aconteceu alguma coisa com Mark? — seu tom se tornou preocupado. 

— Não, eu só pensei que vocês iriam se encontrar. — riu sem humor. 

Está tudo bem aí, Hyuck? 

— Sim, tudo perfeitamente bem. 

Ele suspirou, e abaixou a cabeça. 

— Bem, de qualquer forma, desculpa te incomodar. 

Você não incomoda. — Jeno riu. — Ah, e vamos nos encontrar qualquer dia durante essas suas férias. 

— Claro, vamos... — sorriu pequeno. — Tchau, Jeno. 

Tchau, Hyuck. 

A ligação foi finalizada, e Hyuck colocou o telefone de volta no gancho. 

Seu coração doeu tanto que teve que engolir as lágrimas. Ele confirmou, Mark estava mesmo mentindo pra ele. 




Os dias que seguiram não foram dos melhores, Mark ainda estava distante. Com excessão do domingo, quando passaram o dia inteiro juntos passeando. 

Foi bom, e ele pôde sentir como se todo aquele seu sumiço fosse esquecido por um dia completo. 

Até o dia seguinte, quando Mark voltou a ficar distante e mais quieto. 

Eram por volta de sete da noite, Hyuck assistia TV com desinteresse. Esperava Mark chegar, e pra ser sincero nem se importava mais com sua demora. 

Ele estava se acostumando com a ausência dele durante a tarde e a noite. Simplesmente o esperava, mesmo sabendo que ele só chegaria quando já estivesse dormindo. 

O telefone da sala tocou, e ele levantou da poltrona, indo até lá em passos preguiçosos.

— Alô? — atendeu. 

— ... — houve um silêncio ali. — Quem está falando? — era uma voz masculina. 

— Eu que pergunto. — Hyuck cruzou os braços. — Quem é você? 

Licença, Mark Lee está? — perguntou. 

— Não, ele está trabalhando. Quem quer falar com ele? — franziu o cenho. 

Ah... Bem... É que combinamos de nos encontrar e ele até agora não chegou. Imaginei que já deveria estar aqui pois o trabalho dele termina seis da tarde. 

— Perdão, mas como sabe disso tudo? 

Eu só sei. — o homem riu em um sopro. — Se ele chegar em casa, avise que Lee Taeyong ligou. Boa noite. 

— Lee Taeyong? 

Perguntou, mas a ligação caiu. Hyuck colocou o telefone de volta ali e juntou as sobrancelhas. 

— Quem diabos é Lee Taeyong?!

Então ele se encheu de raiva, ele não aguentava mais aquela situação. 

Mark estava combinando de se encontrar com um tal de Lee Taeyong, mentindo dizendo que era Jeno, indo até ele para fazer sabe-se lá o quê. Eram tudo mentiras. 

Ele voltou para a poltrona, o sangue fervendo em ódio e frustração. Ah, mas dessa vez Mark não iria escapar de suas perguntas, muito menos evitar com aquelas mentiras idiotas. 

Hyuck ficou sentado ali por bastante tempo, e só iria levantar quando Mark estivesse de volta. 

Sua cabeça estava cheia de muitos pensamentos e teorias, infelizmente a maioria delas não era boa. 

Uma hora. Duas horas. Três horas. 

Foram três horas para Mark voltar pra casa. Eram quase onze da noite quando ele chegou. 

Ele entrou em silêncio, pensando que Hyuck estava dormindo. Tamanha foi sua surpresa ao o ver sentado na poltrona. 

— Hyuck? Não está dormindo? — perguntou, deixando seus sapatos no tapete. 

Hyuck ficou de pé, e respirou fundo. Mark se aproximou dele, estranhando aquilo. 

— O que foi? Não conseguiu dormir? 

— Quem é Lee Taeyong? 

Mark congelou, ele não soube como lhe responder aquela pergunta. 

— O que? — perguntou, os olhos assustados. 

Hyuck se virou de frente pra ele, a feição não era feliz. 

— Quem é Lee Taeyong? — repetiu. 

O canadense engoliu em seco. 

— Não sei do que está falando. — tentou mentir. 

— Você sabe sim! — gritou. — Você sabe muito bem quem ele é! 

— Hyuck, vamos ter calma. — tentou o tocar, mas Hyuck se afastou com pressa. 

— Não! Eu não vou ter calma! Você está mentindo pra mim, Mark! 

— Eu não estou mentindo pra você. — respirou fundo. Mas ele sabia que aquilo era outra mentira. 

— Claro que está! Você sai demais, fica a maior parte do tempo fora, diz que sai com Jeno mas é tudo mentira! Ainda tem esse Taeyong que eu não faço a menor ideia de quem seja, e você está mentindo pra mim agora também! 

— Eu não estou. — negou outra vez. — Vamos conversar com calma, por favor. 

— Agora você quer calma, não é? Pra me enganar você está tendo muita calma, não acha? — riu com sarcasmo. 

Mark respirou fundo. 

— Hyuck, já está tarde, os vizinhos estão dormindo. Vamos conversar de forma pacífica, é melhor. 

— Não, Mark, eu não quero. Sabe o que eu quero? Eu quero que me fale a verdade ao menos uma vez! 

— O que quer saber? Eu não estou mentindo pra você. — o canadense ficou na defensiva. 

— Está me traindo, Mark? 

Hyuck temeu a resposta, e torcia para que ele negasse de todas as formas possíveis. 

Mark paralisou, a feição se tornou mais pálida, como se o sangue de seu rosto escapasse. 

— Você hesitou... — Hyuck exclamou, soltando uma lágrima. — Puta merda, Mark! 

— Hyuck... Não é bem assim. — tentou segurar suas mãos. 

— Não, sai de perto de mim. — se afastou bruscamente. — Você está me traindo... Esteve me fazendo de idiota esse tempo todo. 

— Claro que não! Eu... Eu não te traí! Como pode pensar isso de mim? — o olhou perplexo.

— Você não para de mentir! Como quer que eu confie em você assim? — o olhou cheio de mágoa. 

— Hyuck, eu não te traí. Confie em mim, eu não estou mentindo. — se aproximou novamente. — Qual é, eu sou seu namorado, eu faço tudo por você. Como pode pensar algo assim? 

— Então me explica o porquê de mentir tanto. Me explica essas mentiras, me explica quem é Taeyong. Fala tudo, Mark. — disse, firme. 

Mark o encarou, e suspirou frustrado. Como iria explicar aquilo? 

Hyuck negou com a cabeça, começando a chorar em silêncio. Ele correu para o quarto, o coração se apertando. 

— Hyuck, espera! — Mark gritou, indo atrás dele. 

O coreano entrou no quarto e bateu a porta na sua cara, logo a trancou. Mark tentou abrir, e começou a bater nela. 

— Hyuck, abre essa porta! 

— Só quando me disser a porra da verdade. — Hyuck limpou suas lágrimas. 

— Hyuck! 

— Fala, Mark! Me explica tudo isso! — gritou também. 

Ele só queria que Mark parasse de mentir. Era melhor aguentar a ideia de ter sido traído que suportar aquelas mentiras. 

— Eu... 

Mark hesitou novamente e suspirou. 

— Eu não posso te contar. 

Hyuck riu sem humor, quebrado. 

— Tudo bem, Mark, tudo bem. Sendo assim, dorme no sofá, se quiser chama o Taeyong também. 

— Pare de ser infantil. — rangeu os dentes. — Abre essa porta! 

— Não! Você está mentindo pra mim e ainda por cima me traindo, como quer que eu aceite isso bem, Mark? Eu tenho cara de idiota, é isso? 

Mark respirou fundo, seu rosto começou a ficar vermelho, e ele ficou com raiva. 

— Quer saber? Eu não vou me humilhar pra você, Hyuck. — bateu na porta. — Se quer ficar com raiva, fica! Se quer acreditar que eu sou um mentiroso, então acredita! 

Ele gritou com tanta fúria que Hyuck se assustou mesmo estando do outro lado da porta. 

— Você é um egoísta, Hyuck. Está se comportando como uma criança que não consegue tudo o que quer. É um mimado! — esmurrou a porta com mais força, ganhando um ferimento que logo começou a sangrar. 

Hyuck começou a chorar ainda mais. Escutar aquelas palavras não era bom, muito menos vindo de Mark. 

— Quer acreditar que eu te traí? Então pronto, acredita nisso. Nada importa pra você, não é? Então okay, fica aí com raiva, seu injusto. 

Mark se afastou da porta e respirou fundo, tentando se acalmar. 

Ele abaixou a cabeça e olhou aquele sangue deslizando pelas costas de sua mão. 

— E quando eu penso que você é um único que acredita em mim, você me vem com essa... É, Hyuck, você tem medo de mim. 

Hyuck colocou a mão sobre os lábios, o coração se partindo em mil pedaços. 

— Você não confia em mim. 

Mas ele tinha motivos para desconfiar, e muitos. 

Mark foi pra cozinha, limpar o ferimento e depois dormir no sofá. Ele não queria mais discutir. 

Hyuck sentou na cama e começou a chorar com mais força. 

Com toda certeza aquela seria um das piores noites de sua vida. 


Notas Finais




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