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História 90's Love! - MarkHyuck - Capítulo 26


Escrita por: _moon_kitty_

Notas do Autor


muita gente quis matar o mark no anterior, até eu KKKKKKK amei

Capítulo 26 - Confiança


Fanfic / Fanfiction 90's Love! - MarkHyuck - Capítulo 26 - Confiança

Hyuck acordou com a cabeça doendo após chorar tanto na noite passada. Seus olhos estavam inchados e a ponta de seu nariz avermelhada. 

Levantou da cama com preguiça, e sem animação para aturar mais um dia. Pra falar a verdade, ele não queria ter que olhar Mark após tudo o que houve na noite anterior. 

Estava com vergonha, estava com medo e com muita confusão em seu cérebro. Seu coração ainda estava machucado também, e doeu tanto na noite passada que eu quase não conseguiu dormir. 

Pela desconfiança, o medo de que suas teorias estivessem certas e a decepção ao perceber que Mark poderia estar o traindo mesmo. O coração estava despedaçado, e doía só em respirar. 

Poderiam dizer ser exagero de sua parte, talvez até drama. Ele chorou bastante, questionou toda a sua utilidade, se perguntou motivos para merecer aquilo, e se torturou psicologicamente quase a noite inteira. 

Se Mark estivesse o traindo, ele deveria ter motivos para fazer isso. Hyuck pensava na possibilidade de ter cansado dele, de não gostar mais dele daquela forma, de ter passado aquele sentimento. 

Se sentiu pra baixo, inútil, sem graça e feio. Ele talvez não fosse mais atraente ou legal aos olhos de Mark, e pensar naquilo era o que mais lhe machucava. 

Pois Mark era importante pra ele. Hyuck nunca amou ninguém além de Mark, e ele foi sua primeira vez pra tudo... Como não iria sofrer com a ideia de Mark estar o traindo? 

Também percebeu que não fez certo em gritar consigo e ignorar tudo o que Mark poderia o falar. Ele surtou de raiva naquele momento, acabou sendo histérico e não racional. 

Ele deveria ter ficado calmo e esperado explicações, talvez Mark pudesse o explicar tudo e esclarecer que aquilo não passava de paranóia da sua cabeça. 

Hyuck queria tanto acreditar que Mark não estava mesmo fazendo aquilo consigo, era tudo o que mais queria. Pois amava muito Mark, e iria se machucar tanto se seus pensamentos estivessem certos. 

Torcia para que não fosse aquilo, no fundo ele acreditava que Mark não seria capaz de o trair. Mark sempre dizia que o amava, que estava com ele, cuidava dele e fazia de tudo por si... Ele não seria capaz de o trair, não é? 

Mesmo assim, ele se sentia quebrado apenas em cogitar aquela possibilidade. Gostava tanto de Mark que doía só em pensar naquilo como a verdade, se machucava tanto internamente. 

Cruzou os braços, com o corpo tremendo um pouco de frio. A noite não foi nada boa, e ter que dormir sozinho era péssimo. Estava tão acostumado com o calor de Mark e seus abraços quentes e acolhedores, que uma noite sem aquilo era drasticamente diferente. 

E era ruim, ele não queria experimentar outra vez. 

Foi até a porta do quarto e hesitou antes de girar a chave e a destrancar. Tocou a maçaneta e soltou um suspiro, a girou e abriu a porta. 

Ele saiu do quarto em passos silenciosos, e foi para a cozinha. Viu uma garrafa de vinho pela metade encima da pia, ao lado de uma taça de vidro suja. Mark deve ter bebido na noite anterior. 

Viu também a garrafa de café sobre o balcão, e quando a segurou percebeu que havia café lá dentro. Deixou aquilo de lado e foi procurar Mark. 

Ele foi para a sala, onde ele provavelmente estava, e realmente o encontrou ali. Mark estava deitado no sofá, adormecido. 

O canadense não estava coberto, e Hyuck logo se sentiu culpado, nem ao menos tinha dado um lençol pra ele. Ao chegar mais perto de Mark, percebeu que ele segurava algo em sua mão. 

Tombou a cabeça para o lado, mas identificou ser uma camisa branca sua. Hyuck suspirou, amolecendo, Mark tinha dormido segurando uma camisa sua. 

Se abaixou perto dele e olhou seu rosto sereno e que parecia tão inofensivo naquele momento. Sorriu pequeno, pensando se tinha o julgado errado pela desconfiança e raiva. 

Levou sua mão aos cabelos dele, onde acariciou levemente. Mark abriu os olhos ao sentir o carinho, e só então Hyuck notou seus olhos inchados. 

Mark o olhou por alguns segundos que pareceram horas, Hyuck tentou não estremecer com seu olhar. Um pouco depois o canadense desviou o olhar e passou as mãos pelo rosto. 

Ele sentou no sofá, e Hyuck ficou de pé. Ele esperou que Mark o dissesse um bom dia, ou levantasse e o desse um abraço. Isso não aconteceu. 

Mark só pegou uma xícara de café que estava ao lado do sofá e levantou. Deixou a camisa lá mesmo e seguiu pra cozinha, deixando Hyuck pra trás. 

O coreano abriu e fechou sua boca inúmeras vezes, e no fim só conseguiu abaixar a cabeça e suspirar. Ele deveria imaginar, Mark era alguém muito difícil mesmo. 

Decidiu não desistir, e foi até ele, o encontrando na cozinha colocando mais café em sua xícara. Hyuck se aproximou dele e segurou em seu braço. 

— Podemos conversar? — perguntou baixinho. 

— Agora você quer conversar. — Mark ironizou, levando a xícara até a boca e bebendo um gole. 

— Desculpa, eu estava com raiva naquela hora e só consegui gritar. — suspirou. — Vamos conversar, por favor. 

Mark ficou um tempo em silêncio. Ele olhou o café em sua mão, depois olhou a parede, e por fim deixou a xícara de lado. 

Agarrou Hyuck pela cintura, o assustando pelo ato repentino, e o levou até o balcão, o sentando ali. Hyuck o encarou um pouco espantado, mas Mark não fez nada além de ficar entre suas pernas e o abraçar. 

— Desculpa. — pediu baixinho, afundando o rosto no tórax de Hyuck. 

O coreano suspirou em alívio ao escutar aquela palavra, um peso pareceu sair de seus ombros. Ele abraçou o pescoço de Mark e tocou seus cabelos. 

Hyuck esperou que Mark falasse mais algo, e repousou o queixo sobre a cabeça dele.

— Eu fui um idiota em mentir pra você. — sussurrou. — Mas não te traí, Hyuck. 

E Hyuck acreditou em suas palavras, ele sentia que Mark estava sendo sincero. Fechou seus olhos, sentindo o coração mais tranquilo com aquela negação. 

Ele ainda tinha muitas dúvidas, e as mentiras ainda lhe rodeavam pensamentos, mas ele estava mais feliz por Mark ter negado aquilo de uma vez e sem rodeios. 

— Eu acabei falando o que não devia e... Eu também te escondi coisas, mas... Eu não traí você, não tenho essa coragem. — acariciou sua cintura. — E eu não acho que você é egoísta, eu só estava com raiva. 

— Tudo bem, eu também estava... — Hyuck suspirou. — Acho que erramos um com o outro. 

— Sim... 

Eles ficaram um tempo em silêncio, cada um absorto em seus próprios pensamentos. Era bom terem se acertado finalmente. 

— Precisamos ter mais confiança um no outro. — o coreano disse, brincando com os fios negros de Mark. 

— Sim, claro. — Mark suspirou e ergueu a cabeça, o encarando. — Eu quero que confie mais em mim, amor

Hyuck sentiu o coração acelerar. Mark não costumava o chamar de "amor", sempre era gracinha. 

— Eu quero confiar. — o respondeu, acariciando o maxilar do mais velho. — Mas... Quem é Lee Taeyong e por que eu não posso saber sobre ele? 

Mark soltou um outro suspiro, e o deu um selinho demorado. 

— Ele é um amigo. — disse. 

— Então por que tanto mistério? 

— Porque... Taeyong é um amigo do meu trabalho e eu não queria que você soubesse dele. 

— Por que não? 

— Pra você não desconfiar, e foi o que aconteceu. — riu soprado. — Mas não se preocupe, ele é só meu amigo e gosta de mulheres. 

— Hum... — ele se sentiu mais tranquilo, e acreditou novamente em suas palavras. — Então tudo bem. 

— Confia em mim agora? 

Hyuck concordou com a cabeça e Mark sorriu pequeno. Ele deu outro selinho no coreano, que o puxou para um beijo cheio de saudade. 

Um alívio preencheu seus corações com aquele beijo, era como a forma de expressar que estava tudo bem agora. Era um beijo tão afoito, eles quase engoliam um ao outro. 

Mark se afastou apenas para começar a beijar seu pescoço. Hyuck o abraçou pelos ombros e fechou seus olhos. Ele soltou suspiros e fez carinho na nuca do canadense. 

— Sonhei com você a noite toda. — Mark sussurrou contra seu pescoço, o fazendo se arrepiar em instantes. — Eu não queria acordar. 

Hyuck o entendia, também teve uns sonhos com Mark na noite anterior, todos ocasionados pela saudade dele ao seu lado. 

— Eu também... — disse no mesmo tom, e juntou as sobrancelhas ao sentir Mark chupar aquela região. — Ah, eu te amo... — arfou. 

— Eu também te amo. — Mark respondeu de imediato, nem ligou para o seu dilema de "não fale muito pois perde a graça". — Eu te amo muito. 

Hyuck se permitiu corar e tentou não ter um ataque cardíaco. Ele adorava quando Mark era romântico com palavras, por mais que ele fosse mais com atos. 

O coreano deslizou seu indicador pelo pescoço de Mark, e ele levantou a cabeça, voltando a o encarar. Mark sorriu pra ele, e baixou o olhar para seus lábios. 

— Não podemos mais dormir separados. — disse, acariciando sua cintura. — Eu não aguento. 

Hyuck soltou um risinho e assentiu, ele também não queria ter que dormir longe de Mark nunca mais. 

— Eu te amo. — Mark sussurrou, deixando um beijo estalado na bochecha do outro. — E nunca seria capaz de fazer nada com você. 

O mais novo assentiu, pois acreditava que era verdade. Mark sorriu satisfeito e se afastou um pouco. 

— Hoje não tem trabalho, mas tenho que fazer as compras do mês. — o canadense avisou. 

— Eu vou com você. — disse, segurando sua mão. 

Mark tocou seu rosto, e analisou os olhinhos inchados e sonolentos. Sabia que Hyuck não tinha dormido muito na noite anterior, ele próprio não tinha conseguido adormecer por muito tempo, pois sempre acordava assustado com alguma coisa. 

— Você precisa descansar. — falou em um tom baixo. — É melhor ficar aqui e dormir. 

— Mas... — tentou contestar, mas um bocejo entregou seu sono. 

— Está cansado, gracinha. — sorriu um pouco. — Ainda é cedo também, mas é o melhor horário pra fazer as compras pois não tem muito movimento. Eu vou e você fica dormindo um pouco, está bem? 

Hyuck assentiu, mesmo querendo o acompanhar, mas ele também precisava dormir. Mark se afastou dele, mas continuou segurando sua mão e a puxou delicadamente. 

O coreano desceu do balcão e Mark começou a o levar até o quarto dos dois. Eles entraram no cômodo e foram até a cama, Hyuck foi o primeiro a deitar. 

— Pode ficar comigo até eu dormir? — perguntou, sem soltar a mão do mais velho. 

— Claro. — Mark assentiu e deitou ao seu lado. 

Eles ficaram deitados de frente um para o outro, olhando nos olhos, com uma sensação melhor que a da noite anterior. Mark levou sua mão ao rosto do coreano e começou a acariciar com cuidado. 

Mark tinha um instinto de o proteger do que fosse, fazendo de tudo para que estivesse confortável pra ele. Gostava tanto dele, por isso se sentiu tão mal ao perceber que suas mentiras tinham causado algo ruim ao mais novo. 

Hyuck ficou o olhando por um longo tempo, e Mark não desviou o olhar do seu também. Suas pálpebras se tornaram pesadas, e ele teve que as fechar. 

O canadense não parou com os carinhos, e em alguns minutos percebeu que Hyuck tinha adormecido ali. Ficou o encarando dormir por um tempo, e sentiu vontade de não sair dali nunca mais. 

Queria ficar ao seu lado e adormecer também, recuperar as energias da noite anterior. Mas ele já era um adulto, e tinha suas obrigações também. 

Quando parava pra refletir mas mudanças que ocorreram em sua vida, ele quase não conseguia acreditar em sua evolução. Era um adulto, tinha uma casa, um trabalho, contas para pagar e coisas necessárias para compras. 

Não ganhava muito, mas aquilo era suficiente para ele e Hyuck, e estava tudo bem, eles estavam vivendo bem juntos. Quando olhava para o Mark de 1993 o achava um desastre, e percebia que tinha crescido bastante em apenas dois anos. 

Se curvou sobre Hyuck e cheirou seus cabelos, depois depositou um beijo em sua testa e sorriu. 

— Eu te amo. — sussurrou, antes de levantar da cama. 

Mark o cobriu com um cobertor, e o encarou por alguns segundos. Ele trocou de roupa em silêncio, pegou sua carteira e suas chaves. 

Foi até a cozinha, e rapidamente preparou um omelete para Hyuck tomar café caso acordasse antes dele chegar. 

Saiu de casa e fechou a porta, indo fazer suas compras. 

A casa ficou silenciosa por um longo tempo, mais de uma hora. Hyuck estava com sono, e não queria acordar tão cedo, precisava repor suas energias. Mas claro que sempre há algo para atrapalhar. 

Houveram alguns toques na porta do apartamento, batidas insistentes que fizeram Hyuck acordar atordoado. Ele sentou na cama, e pensou ainda estar dormindo. 

As batidas continuaram, e ele levantou mesmo a contragosto. Murmurou um "já vai" preguiçoso, e foi pra fora do quarto. Caminhou pelo corredor, ainda escutando as batidas incessantes. 

Ao chegar na porta ele a abriu, já com uma carranca de estresse por ter sido acordado. Ele viu Yuta em sua porta, segurando um toca fitas familiar. 

— Bom dia, Hyuck! — ele falou animado e sorridente. Hyuck não conseguiu se animar daquela forma. 

— Bom dia. — murmurou, ainda com a feição preguiçosa. — O que foi? 

— Eu vim devolver o toca fitas. — estendeu em sua direção. 

Hyuck o segurou, nem sabia que Yuta estava com ele. Nem tinha notado o sumiço, pra falar a verdade. 

— Você estava com ele? — perguntou, meio confuso. 

— Sim, Mark me emprestou ontem de manhã. — ele coçou a nuca e sorriu de canto. — O meu quebrou e ontem eu queria fazer um jantar especial pro Winko junto com música e... Bem, eu pedi emprestado. 

— Ah, sim. — concordou com a cabeça. — Entendi. 

— É... Desculpa se tiver te acordado. — ficou envergonhado. 

— Não, tudo bem. — forçou um sorriso. 

— Okay, então eu vou nessa. Tchau, Hyuck. — acenou e sorriu pra ele. 

— Tchau. — acenou também e Yuta se foi pelo corredor. 

Hyuck fechou a porta e a trancou. Andou de volta pro quarto, determinado a dormir outra vez pois ainda estava com bastante sono. 

Ele deixou o toca fitas sobre a mesa do quarto, no seu local de sempre. Fez o movimento de se virar e ir para a cama, mas seu braço acabou batendo na mochila de Mark e ela caiu no chão. 

Hyuck praguejou baixinho, vendo a mochila caída no chão e com alguns papéis fora dela. Bufou, Mark deveria aprender a fechar a mochila pra não cair tudo o que tiver dentro dela. 

Se abaixou e começou a recolher aqueles papéis, mas um deles lhe chamou a atenção. Estava atrás de uma conta de água, e parecia uma espécie de poema. 

Olhou com mais cuidado e começou a ler, deixando a conta de lado. 


"Vivo correndo da escuridão 

Com medo que ela me consuma

Vivo me escondendo de meus medos 

Pois eles me assustam 


Abraço meus joelhos

Choro como criança 

Grito pela dor 

E me afogo em minhas lágrimas 


O medo me sufoca 

Me quebra em pedaços 

Me consome e acaba comigo 

Sem que eu possa impedir 


É como um trauma passado 

Que não me deixa viver

É como o medo do escuro 

Que me faz querer morrer"


Hyuck juntou as sobrancelhas, e até sentiu um aperto no peito com aquilo. Mark tinha escrito aquilo? Era de algum autor famoso? 

Era como uma carta depressiva, um poema cheio de dor. Mark tinha escrito aquilo por não estar bem? 

Ele deixou aquela folha de lado e segurou a bolsa, começando a tirar tudo de dentro, e só tinham mais e mais papéis. 

Sentou no chão e achou outra folha com uma espécie de poema. 


"Me assombre

Me mantenha em sua prisão 

Eu sou seu prisioneiro particular 

Eu nunca vou conseguir escapar 


Você é como um fantasma 

Que nunca me abandona 

Que me consome totalmente 

E me mata lentamente 


Não se preocupe 

Eu não posso ir embora 

Você não me deixa sair 

Eu não posso fugir 


Me assista sangrar aos seus pés

Eu sei que gosta disso 

Me aperte até que eu perca a respiração 

Eu sei que quer me ver morrer"


Ele começou a ficar preocupado com aquelas palavras. Pegou outro papel e se pôs a ler. 


"Você é como sol de verão 

Quente e enlouquecedor 

Faz meus nervos fritarem 

E meu sangue ferve quando me toca 


Me toque a noite inteira

Me mantenha acordado 

Me faça ficar chapado com seus toques 

Me beije até meus lábios doerem


Você me deixa louco 

Louco por você 

Louco pelo seu corpo

Louco pelo seu sorriso 


Faça nosso quarto esquentar

Enquanto brincamos entre quatro paredes 

Faça meu corpo ferver 

Enquanto você me beija até perder o ar"


Suas bochechas ficaram vermelhas dessa vez, o coração faltou sair pela boca. Ele até se sentiu um tanto quanto excitado com aquelas estrofes. 

Procurou por mais, e ele encontrou outros. 


"Você grita comigo 

Eu não presto atenção 

Só consigo olhar seus lábios 

Eles se mexem tão lindamente 


Cale a boca 

Por que não apenas ignora tudo 

E me beija? 

Você precisa calar a boca 


Você é bonito falando

E ainda mais lindo me beijando 

Seus lábios são uma perdição 

Meu maior e eterno vício


Se gosta tanto de mover seus lábios enquanto fala

Por que não move eles contra os meus? 

Cale essa boquinha 

E me beije de uma vez"


Por algum motivo ele lembrou da primeira vez que saíram em seu carro, quando ficou brigando com Mark sobre a suspensão e ele o calou com um beijo. 

Então começou a ler os outros que tinham ali, e eram muitos, tantos que ele poderia demorar um pouco para ler todos. 

Mark teria escrito cada um deles? Se sim, ele era um escritor nato.

Quase meia hora depois, Mark chegou em casa com as mãos cheias de sacolas de compras. Ele as deixou sobre a pia da cozinha, e ao notar o silêncio em casa pensou que Hyuck ainda estava dormindo. 

Tirou seus sapatos e as roupas de cima, ficando com seu tronco nu. Seguiu para o quarto, talvez dormiria um pouco até o almoço. 

Ao abrir a porta, ele viu Hyuck no chão perto de vários papéis. O mais novo deu um pulinho de susto e o olhou. Mark encarou os papéis, e pareceu entrar em pânico ao ver o que era. 

— Que porra você tá' fazendo?! — perguntou, se abaixando pelo dele e arrancando as folhas de sua mão. 

— Ahn, nada. — Hyuck ficou de pé, um pouco assustado ainda. 

— Quem te deu o direito de mexer nas minhas coisas? — o encarou com certa raiva e começou a recolher os papéis. 

— Eu não tava' mexendo, sua bolsa caiu e eu fui recolher. — ficou confuso. 

— Você estava lendo isso! — bufou. — Não era pra ter mexido nisso, Hyuck. 

— Qual o problema? Por que está tão nervoso? O que tem demais nesses poemas? 

Mark o encarou, então olhou novamente as folhas e suspirou. Ele os colocou em sua mochila e a fechou. Depois sentou na cama e passou as mãos pelos cabelos. 

— Mark...? 

— Não são poemas. — disse. — São músicas. Trechos de músicas inacabadas. 

Hyuck foi até ele e sentou ao seu lado. 

— Você que escreveu? 

Mark assentiu lentamente e suspirou. 

— Mark... É sério? — ficou impressionado. 

— Sim. — abaixou a cabeça. — Mas nunca acabei, e são ruins, não vale a pena ler. 

— Ruins? — ironizou. — Mark, você tem uma mina de ouro! Essas composições são cheias de sentimento e profundidade! 

— Você não precisa falar isso pra fazer eu me sentir melhor. — riu soprado. 

— Não estou. É a verdade. Você escreve tão bem e... Caramba, dariam ótimas músicas. Eu amei ler, elas são lindas. — falou sincero. 

Mark pensou um pouco antes de responder, ele olhou Hyuck e estendeu a mão para ele. Hyuck segurou sua mão mesmo sem entender. 

— Eu... 

Estava envergonhado e inseguro de falar aquilo. 

— Okay. — suspirou. — Eu não fui totalmente sincero mais cedo. 

Hyuck tombou a cabeça para o lado, e Mark acariciou seus dedos. 

— Tenho mentido pra você nos últimos tempos pois estava preparando uma surpresa. Mas... Não posso mais continuar fazendo isso. 

O coreano suspirou, com um pouco de medo do que ele diria. 

— Estive escrevendo uma música pra você há uns meses. 

Hyuck sentiu o coração acelerar, ele não esperava aquilo. 

— Lee Taeyong é um produtor musical que gostou das minhas composições, ele está me ajudando a gravar uma música pra você. Essas últimas semanas fiquei com ele pra criarmos uma melodia pra música. — começou a batucar seu pé no chão, nervoso. — Não te contei por ser um presente, mas não posso mais mentir pra você. 

O outro se culpou por ter estragado a surpresa com seu chilique, ao mesmo tempo que se sentiu a pessoa mais especial do mundo por ganhar uma música. 

— Você... Estava fazendo uma surpresa pra mim? 

Mark assentiu e sorriu um pouco. 

— Ainda estamos em um processo pra terminar essa surpresa, mas talvez em breve a gente consiga gravar. Estive dedicando boa parte do meu tempo pra isso. 

Hyuck se sentiu mais culpado, e abaixou a cabeça. Seus olhos marejaram. 

Poxa, Mark estava gastando seu tempo pra preparar uma surpresa pra ele, e Hyuck lhe agradece o chamando de traidor. 

— Hyuck? — Mark perguntou ao escutar um fungar. — Ei, gracinha, está chorando? 

— Não, é só... — mas ele estava. — Desculpa. 

— Ei... — segurou em seu rosto, vendo lágrimas deslizando pelas bochechas dele. — Hyuck, pare. — mandou, ficando preocupado. 

— Eu sou idiota... — fungou. — Você estava fazendo algo pra mim, e eu... Eu... 

— Ei, calma. Não chora. 

Mark não sabia como fazer alguém parar de chorar, por isso se desesperava quando Hyuck começava. 

Ele abriu os braços, sem saber bem o que fazer. Hyuck subiu em seu colo e o abraçou, ainda chorando um pouco. 

— Me desculpa. — pediu, afundando o rosto em seu pescoço. 

— Está tudo bem, Hyuck, não chore. — acariciou suas costas. — Eu também fiz errado em mentir tanto pra você. Me desculpa também. 

— Tudo bem. — fungou novamente. — Eu estraguei a surpresa. 

— Não, eu que não soube esconder bem. — riu soprado. — Você não tem culpa, está tudo bem. 

Hyuck continuou agarrado a ele, e conseguiu se acalmar, estava mais sensível desde a noite anterior pelo choque de emoções. Mark o fez carinhos e o beijou algumas vezes, tentando o mostrar que estava tudo bem. 

Ele também se arrependia das mentiras, e por ter sido um idiota tentando o culpar sendo que era o único culpado. Hyuck tinha razão em estar com raiva e desconfiar. 

— Me perdoa por ter sido um babaca. — Mark pediu. 

— Sim. — Hyuck o encarou. — Me desculpa por ter estragado a surpresa. 

— Está tudo bem. — sorriu. 

Hyuck sorriu também e passou as mãos pelo rosto. Mark ficou o encarando por um tempo, e sentiu dó do rostinho inchado e cansado. 

— Okay, agora vamos tomar um banho, depois comemos e vamos dormir pra recarregar as energias. 

— Juntos? 

— Sim. — o deu um selinho. — Sempre juntos. 

Hyuck sorriu e concordou com a cabeça. Saiu de seu colo e segurou a mão de Mark, assim eles seguiram para o banheiro. 




Passaram a tarde inteira dormindo agarradinhos na cama, e mesmo ao acordar ainda estavam com preguiça. 

Prepararam pipoca e ficaram vendo filmes na sala. Hyuck abraçava o tronco de Mark, que o dava comida na boca e acariciava suas costas.

Eles riam de um filme de comédia que passava, e o clima estava muito agradável. Era bom estar pertinho um do outro, eles adoravam ficar daquela forma. Já estavam até de pijama, e provavelmente iriam já pra cama quando aquele filme acabasse. 

Já passava das onze quando batidas na porta foram ouvidas. Eram batidas fortes, pareciam desesperadas.

— Quem será? — Hyuck perguntou, ao se assustar um pouco com as batidas repentinas. 

— Vou ver. — Mark disse, deixando um selar em sua bochecha. 

Hyuck se desfez do abraço e deixou Mark ir, ele estava com preguiça de levantar. Mark ficou de pé e foi até a porta. 

— Já vai. — falou alto, tentando fazer aquelas batidas pararem. 

Ele destrancou a porta, e a abriu, fazendo os toques cessarem. Mas a visão que teve não era nada boa. 

— Me ajuda, Mark. Me ajuda, por favor! 

Era Jeno ali, com a feição assombrada e os olhos vermelhos. Ele parecia ter chorado, e aparentava estar com medo. 

E ao Mark o olhar melhor, percebeu haver sangue em suas roupas e também nas mãos dele. 

Jeno tremia, e começava a soltar lágrimas de desespero. 

— Por favor, me salva... 


Notas Finais


supresakk
quero teorias sobre o jeno :) coloque sua cabeça de coxinha pra pensar KKKKKKKKK

Playlist 90's Love↓
https://open.spotify.com/playlist/7CNwiTeG4hCNEiA8FVqusX?si=5op7Xx0qSUWDsP_AWrISzQ
https://youtube.com/playlist?list=PLFvcs0ccEr8PAKTfnIgB8niYfGLSR1B0x


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