História 99 Dias - Fillie - Capítulo 4


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Categorias Stranger Things
Tags Eleven, Fillie, Finn Wolfhard, Mike, Mileven, Millie Bobby Brown
Visualizações 10
Palavras 943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Dia 5


Dia 5

 

Finn chega na hora marcada e aperta duas vezes na buzina de perua para me avisar que está lá fora. Desço a escada mais depressa do que fiz qualquer outra coisa desde que cheguei aqui, as botas rangendo no assoalho de madeira. O cabelo solto e mediano está cobrindo uma parte das minhas costas.

-Vai sair? - pergunta minha mãe do escritório. A voz dela parece surpresa, o que é compreensível, acho, já que meu círculo social consiste, até agora, de Vita, Oscar e o robozinho da Netflix que sugere coisas com base no que a gente já assistiu. - Com quem?

Quase não falo a verdade, o impulso de mentir é como um reflexo. Não quero ir parar no Clube do Livro da Oprah mais uma vez. Mas decido que não me importo. 

-Com o Finn - anuncio com um tom de desafio. Não espero pela resposta dela.

Finn está na entrada da garagem com o motor ligado e um CD do Bob Dylan no player. Os pais dele foram hippies, O pai dele - Eric - manteve o cabelo comprido até Noah e Maddie terem cinco anos, e nós dois crescemos ouvindo esse tipo de música na casa deles.

-Oi, sumida - diz quando entro no carro. - Já destruiu algum lá hoje?

-Ainda não - respondo, revirando os olhos enquanto prendo o cinto de segurança. Só quando solto o ar que nem sabia que estava prendendo eu percebo que passei o dia todo ansiosa por esse momento. Mas não era necessário, é claro; era só o Finn, alguém que eu conhecia desde a pré-escola; Finn, meu cúmplice no crime, literalmente. - Mas, sabe com é, ainda está cedo.

[...]

Saímos da cidade e continuamos por mais quinze minutos até chegarmos ao Frank´s Franks, um trailer de cachorro-quente em um estacionamento no acostamento da estrada onde os pais dele costumavam nos levar quando éramos bem pequenos. A área estava toda enfeitada com luzes de Natal, e havia mesas de piquenique grudentas de umidades e muitas camadas de tinta brilhante. Famílias tomam sorvetes em grupos barulhentos. Um bebê se agita no carrinho. Um menino e uma menina brincam em um escorregador ao anoitecer. O braço de Finn encosta no meu quando estamos na fila esperando para pagar. Ele ficou mais bonito, penso, notando que se alargou desde que o vi pela última vez , há dois anos, antes de ele ir para a Notre Dame. Ficou tão alto que chega a ser assustador.

Sentamos em uma mesa livre, e minhas botas ficam lado a lado com os tênis vans dele. Finn tem um um barco de papel enorme cheio de anéis de cebola, e o cheiro de massa frita e da grelha se misturam no ar. Seu corpo quente ao lado do meu é o máximo que me aproximei de um garoto desde que Noah disse que não queria me ver nunca mais. Em Tempe eu não tinha exatamente um namorado.

-E aí, o que veio fazer aqui? - Finn me pergunta.

Bebo um pouco do meu refrigerante e balanço a mão para espantar um mosquito que se aproxima do meu joelho nu.

-Terminei o colégio - respondo. - Não tinha para onde ir depois da formatura. Dava pra fugir, eu acho, mas...

-Não dava pra se esconder - completa ele, repetindo a conversa que tivemos no dia anterior no posto de gasolina. Sorrio. Ficamos sentados em silêncio confortável por cerca de um minuto. É estranho estar assim com Finn. Eu era menos próxima dele do que de todos os outros Wolfhard antes de tudo acontecer. Ele não era a pessoa para quem eu contava meus segredos, não até tudo desmoronar com Noah, pelo menos. Nunca foi Finn quem soube de todas as minhas coisas. Deve ser por isso que ele agora é o único que ainda fala comigo.

Comemos nosso cachorros´quentes e ele me conta sobre a faculdade em Indiana, onde cursa música, como veio passar o verão em casa e que está trabalhando na pizzaria para ajudar sua mãe.

-Como ela está? - pergunto, me lembrando do rabo de cavalo e do sorriso largo de Mary, e de como, em vez de se dobrar sobre si mesma feito um origami depois da morte de Eric, ela ergueu ainda mais a cabeça. O pai de Finn, Noah e Maddie teve um infarto á mesa da cozinha da casa deles quando eu tinha quatorze anos e estava jantando com eles, bem no meio de uma discussão ente Finn e Noah sobre de quem era a vez de lavar o barco, o Sally Forth. Mary vendeu a embarcação no verão seguinte. E cuida da pizzaria sozinha.

- Está bem - responde Finn, e eu sorrio. Falamos sobre coisas bobas. Uma festa à fantasia à qual ele foi duas semanas atrás, onde todos os caras foram vestidos como suas mães, e o que víamos na televisão.

-Uau. - Finn ri quando conto vários fatos realmente interessantes sobre a Lei Seca e a Ferrovia Transcontinental, coisas que aprendi em todos os documentários a que tenho assistido. - Está realmente desesperada por contato humano, não é?

-Cala boca - respondo, rindo, e ele me oferece o último anel de cebola com um sorriso culpado. Faço uma careta, mas aceito mesmo assim. Afinal, ele não está errado.

-Bem - diz Finn ainda sorrindo. Seus olhos são negros como carvão que te hipnotizam no estante que você olha para eles. Do outro lado da área do trailer, um carro ronca e sai do estacionamento, a luz dos faróis cortando uma faia radiante na escuridão do verão. -Estou muito feliz por você ter voltado, Millie Bobby Brown.


Notas Finais


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XOXO, Nadi <3


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