História A Aberração e o Ninguem - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Aventura, Élfa, Elfo, Fantasia, Magia, Mistério, Romance
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Palavras 1.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa história faz parte de um úniverso bem maior que eu ainda estou escrevendo.

Capítulo 1 - Confusão


Fanfic / Fanfiction A Aberração e o Ninguem - Capítulo 1 - Confusão

- Ozires? Ozires!  

 

Alguém chacoalha um garoto atordoado que estava caído em meio a grama. Ele se levanta e leva a mão a uma das orelhas. Ozires sentiu algo viscoso e decidiu não olhar. O jovem olha fixamente para a pessoa que o segurava.  

- Quem é você?... O quê...  

O mundo começou a girar e ele sentiu as pernas fraquejar. A pessoa o segura.  

 

- Está tudo bem – A voz era abafada. Como se Ozires estivesse de baixo d’água. – Vamos sair daqui.  

- Não... Espera...  

- Ozires, olha para mim.  

Ela o segura deixando o rosto do jovem a alguns centímetros do dela. Só então Ozires percebe que era uma mulher.  

- Quem é você? O quê sou eu?  

- Ozires, você...?  

O jovem desmaia.  

Ozires despertar no meio da noite. Ele se senta e olha para frente. Na entrada, a mulher estava sentada abraçada a o que parecia ser uma espada. Só agora ele nota que estava em uma espécie de cabana improvisada que ficava escorada em uma grande árvore.   

- Quem é você? – Ele pergunta.  

A mulher suspira espantada e olha para trás. Quando o olhar dela encontra o dele, a mulher deita a arma no chão e engatinha até Ozires.    

- Você salvou minha vida... – Ela diz abraçando fortemente o jovem. – Obrigada...  

Relutante, Ozires retribui o abraço.  

- O que está acontecendo? Por que você parece tão estranha e familiar?  

A mulher desfaz o abraço.  

- Meu nome é Valavë. Você não se lembra de nada?  

Ozires faz uma careta de quem estava se esforçando para lembrar de algo. No fim, ele deixa os ombros rosto caírem e balança a cabeça.  

- De nada até acordar com você me balançando.  

Valavë senta-se de costas para a árvore.  

- Você é... Meu escudeiro, Ozi. Fomos atacados por humanos hoje de manhã.  

- Humanos...?  

Vários flashes começam a passar pela mente do jovem. Humanos, Elfos, Anões, Ogros, Dragões e muitas outras criaturas. Ozires nota as orelhas pontudas de Valavë. Mais do que isso, os olhos quase prateados, o cabelo branco e liso, pele pálida e rosto pontudo. Ela era uma elfa.   

Ele leva a mão às suas orelhas e sente o formato pontudo delas. Logo, ele também era um elfo.  

- Entendi. Eu acabei de lembrar das outras raças...  

- Que bom. Você era esquecido mas, nem tanto.  

- O que aconteceu hoje de manhã, Valavë?  

- Essa história pode ficar para outro dia. – A elfa pousa a mão na cabeça do escudeiro. - Você precisa descansar.  

Ozires percebe que estava realmente cansado. Mas, a vontade de acabar com as dúvidas era maior do que o cansaço.  

- Antes, me diga uma coisa. – Valavë senta em posição de lótus de frente para o garoto. – Como eu salvei sua vida? Quantos sobreviveram?  

- Tivemos uma luta muito intensa. Eles atacaram de repente. Eu era... Uma das sentinelas da cidade. Era esse meu cargo e você era meu escudeiro. Lutamos lado a lado contra vários inimigos. Porém, no foi o bastante. Quando... Você aparentemente percebeu que não iríamos conseguir. Então, teletransportou a gente para longe.  

- Eu sei usar magia!? – O jovem diz espantado olhando às próprias mãos. Então, uma pergunta se formou em sua mente: "O que é magia, exatamente?"  

A guerreira faz uma de suas pausas analisando Ozires. Era muito estranho ele não se lembra de absolutamente nada.  

- Sim, foram seus pais que lhe ensinaram. Mas, você nunca foi bom. Por isso, se tornou meu aprendiz.  

- Ah... – O jovem diz meio decepcionado.   

- Quanto aos sobreviventes, não sei ao certo.  

Ozires passa a refletir por um tempo. Mas, dá de ombros e deita. A elfa vira-se e apanha sua arma.  

- O que é um escudeiro?  

- Amanhã, Ozires – Valavë fala num tom ríspido. Era evidente que ela tinha autoridade sobre ele.  

- Por que você não vai dormir?  

- Deixa de ser criança.   

- Tudo bem.  

 

Algumas horas se passaram deis de que Ozires adormeceu. Valavë estava sentada sobre os calcanhares, com sua espada repousada a sua frente. Ela aparentava estar dormindo ou até mesmo rezando. Mas, a guerreira estava com todos os sentidos afiados. Ela escutava o movimento das árvores, a correnteza calma de um rio, pássaros despertando alguns minutos antes do amanhecer, o cheiro de algum animal e de suas fezes. Este último tirou a concentração dela.  

Valavë levanta-se e caminha em direção ao rio que estava há uma breve caminhada de distância. Ela agacha em sua margem e retira da cintura, em baixo de sua vestimenta, um recipiente em formato de copo, feito de bambu. Ela o enche e bebe a água do rio. Só uma criatura com os sentidos tão apurados quantos ao de um elfo teria escutado o som produzido por algo se arrastando pela grama. E só um guerreiro bem treinado iria reprimir os instintos de se virar em direção ao som. Valavë era mais do que os dois.  

A elfa enche seu copo, tampa e o amarra novamente na cintura. Em seguida, começa a lavar o rosto. Dessa vez ela escuta pequenos estalados e o conhecido som de uma corda sendo tencionada.  

"São pelo menos três" A guerreira conclui.  

Num único movimento, Valavë agacha, apanha sua arma, e desvia-se da flecha que passa a centímetros de sua nuca, entre seus cabelos. Ela se levanta girando e correndo em zigue-zague desviando de novas flechas enquanto aparentava dançar. A elfa corre para atrás de uma arvore, protegendo-se do arqueiro e ficando de frente para um novo agressor. O inimigo encapuzado vinha correndo empunhando dois sabres. Antes que o agressor pudesse realizar o primeiro ataque, Valavë desfere um golpe lateral, pegando o inimigo de surpresa. Ele utiliza às duas lâminas para se defender, exatamente o que a guerreira queria. Sua arma, que ela chamava de Isil, ainda era desconhecida por outras pessoas. Descrevendo de forma simples, ela começava reta nos primeiros cinco centímetros e tomava o formato de um grande anzol. Tal formato era ideal para "fisgar" ás armas da mão dos inimigos.  

O agressor estava surpreso com a velocidade que tudo aconteceu. Num instante, ele estava com suas armas na mão. No outro, a arma de formato estranho estava cortando seu pescoço. Após decapitar a primeiro inimigo, Valavë fica de frente para o segundo enquanto o terceiro vinha pelas suas costas.  

O inimigo da frente vinha correndo girando uma espécie de lança. Ele desfere uma sequência de estocadas veloz seguida de golpes laterais pela esquerda e direita. A guerreira os rebatia girando sua arma pelo corpo e desferindo golpes em formato de arco. Arma e guerreira pareciam um só.  

 Enquanto a elfa girava o corpo, ela desviava dos golpes de espada do inimigo que tentava atingi-la pelas costas. Quase que em sincronia, os dois inimigos se afastam dela e param de atacar. Analisando-a ofegantes.  

Valavë não aparentava cansaço. Ela respirava regularmente e observava seus oponentes com um sorriso no rosto. 

- Aberração... - Um dos encapuzados diz.  

O sorriso da guerreira se desfaz em fúria. Ela corre na direção dele e realiza um golpe de sua lâmina com um salto, de cima para baixo. O agressor que empunhava a lança da alguns passos para o lado saindo da trajetória da espada.  

 Valavë já imaginava que seu inimigo iria desviar desse ataque. Ela pousa sobre a perna esquerda flexionada e gira o corpo com a perna direita estendida. Emendando o ataque que vinha de cima em um golpe lateral no inimigo que veio por trás. A Isil cortou lateralmente a barriga do guerreiro de trás que caiu num grito engasgado.  

O guerreiro da lança hesita por alguns segundos. Um erro fatal. Valavë levanta-se e desfere uma sequência de golpes de cima para baixo girando sua lâmina da direita para esquerda de seu corpo. O homem encapuzado rebate cada golpe soltando arfadas pesadas deixando evidente seu pânico. Em um momento de vacilo, a lâmina da Elfa corta os dedos que segurava a lança. O guerreiro larga a arma e ergue o braço num sinal de rendição. Antes que ele pudesse pronunciar qualquer coisa, a lâmina de Valavë desce sobre a cabeça dele rachando seu crânio.  

Ela retira a espada da cabeça de seu inimigo e a limpa. Permitindo relaxar um pouco. Em meio ao silêncio, a elfa escuta alguém correndo. Ela olha em direção a cabana e vê mais um encapuzado se aproximando.  

- Ozires...!  

Ela começa a correr, mas logo percebe que não iria dar tempo. A elfa para e concentra-se no inimigo. Linhas brilhantes surgem de suas mãos e vão até os olhos. Era possível notar o mesmo brilho vindo por de baixo de sua roupa. Num instante, Valavë estava de frente para o inimigo.  

Antes que o guerreiro pudesse pensar em algo, a Elfa o segura pelo pescoço erguendo ele do chão com apenas uma mão. Ele segura o braço de Valavë e começa se debater tentando gritar e se soltar.  

Aberração!!!  

A pressão no pescoço do guerreiro aumenta e ele para de lutar. Por fim, um estalo podia ser ouvido por quem estava próximo o suficiente. A elfa pousa o corpo do guerreiro no chão. Ela senta-se ofegante segurando sua mão.  

Aberração  

Valavë não precisava confirmar. Mas, queria ter certeza de quem era seus agressores. Ela retira o capuz do cadáver e vê às orelhas pontudas e o rosto da elfa que ela acabou de matar. Todos os inimigos eram menores do que a guerreira, magros, rápidos e ágeis, porém, não o suficiente.  

Todos eram elfos.   

 

Ainda é cedo... 

 

  

Os primeiros raios de sol começaram a surgir e a iluminar o bosque. Ozires desperta olhando os arredores ainda meio confuso. Ele se senta e vê a elfa encostada na arvore, aparentemente dormindo.  

- Valavë...?  

A elfa abre os olhos e vira a cabeça em direção ao jovem. Ela sorri levemente.  

- Pode me chamar de "Val", se quiser.  

- Tá... Val, o que faremos agora?  

Ozires estava sem rumo. Completamente a mercê da guerreira. Mas, isso não era ruim. De alguma forma, era bom estar ao lado dela.  

- Eu tenho um plano. Vamos, temos que ir andando.  

- Para onde?  

Valavë não responde. Assim que Ozires sai da cabana, ela derruba os galhos e os espalha pelo chão. Em seguida, ela começa a andar. Ozires começa a seguir.  

- Toma... - A guerreira empurra sua espada para o jovem. - Você queria saber o que era um escudeiro? Vamos ver se você se lembra.  

Ozires para de andar e segura arma percebendo o quanto ela era grande e pesada. Era quase três palmos menor do que ele. O escudeiro olha para a elfa e percebe o quão alta ela era. Pelo menos, vinte centímetros maior.  

"Ou será que eu sou pequeno?" 

- Algum problema? - Ela pergunta.  

- Não, eu só estou com cede. - A elfa apanha o copo de sua Cintura e retira a tampa, oferecendo para o jovem. - Você tem um plano? - Ele diz bebendo a água.  

- Sim...  

- Para onde estamos indo?  

- Não sei...  

- Sabe onde estamos?  

- Oz, se continuar perguntando, eu faço você carregar umas pedras!  

Eles caminham sem silencio por vários metros.  

- Sabe de uma coisa Val. - Ele espera até que ela olhe para ele. O que não acontece. - Eu não lembro como é meu rosto.  

Isso fez Valavë parar de andar. Ela olha para Ozires e ele olha para ela.  

- O que foi? - Ele diz.  

- Tem... um rio a nossa esquerda. Passamos lá daqui a pouco e você vê seu reflexo nele. Pode ser?  

- Pode...  

Eles continuam a andar reto. Quanto mais tempo demorasse para ir até o rio, mais tempo Valavë teria para falar sobre Ozires quando ele fosse ver seu próprio reflexo.



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