História A acompanhante - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cara Delevingne, Jared Leto, Lana Del Rey, Margot Robbie
Tags Ação, Drama, Traição
Visualizações 145
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


vooooltei, amores se tiver algum errinho me desculpem tá?
Esse capitulo vai ter uma conversa entre a Margot e o Jared que ninguém vai saber de que dia eles estão falando, porque essa "cena" só aconteceu na outra versão que estou escrevendo. Mas não é nada que influencie a historia em si.
Bom, espero que gostem e mil descupa pela demora. Saibam que eu amo meus leitores maravilhosos e os comentários lindos q me motivam.

Capítulo 42 - Spending my time


Fanfic / Fanfiction A acompanhante - Capítulo 42 - Spending my time

 

Perdendo meu tempo, vendo os dias passarem, me sentindo pequena encarando a parede esperando que você também esteja sentindo minha falta..."

Eu fiquei estática olhando para o anel que ela praticamente esfregava na minha cara. Por um momento até o brilho que vinha dele me incomodou, era grande, com uma bela pedra de diamante mas não tão bonito quanto o meu. Amber ficou me olhando com sarcasmo, em seus olhos eu via o quanto ela estava gostando daquilo então eu não podia dar a ela o gostinho de me ver mal por isso.

Engoli em seco e limpei minha garganta.

-Espero que sejam felizes! – falei seca – estou aqui para ver minha filha.

Ela deu outro sorriso.

-Você está um pouco atrasada. – falou. – Jared saiu, provavelmente nós vamos nos mudar para nova York após o casamento. Acabou, Margot, eu venci.

E lá estava eu novamente estática, será que ela dizia aquilo simplesmente para me deixar mais desesperada? Porque era o que ela estava conseguindo mas eu não podia me entregar ao joguinho dela.

Passei a mão no cabelo.

-Por mim vocês podem morar no inferno, eu só quero saber da Dolores.

-Ela... – ela ia falar mais alguma coisa mas foi interrompida pela porta que se abriu. Jared entrou e encarou nós duas rapidamente. Amber abriu um sorriso e correu em direção a ele se jogando em seus braços. – Que bom que chegou meu amor! – falou alegre – eu estava contando para Margot sobre nosso noivado, mas ela não queria acreditar.

Ele olhou pra ela e franziu o cenho, não parecia nada feliz com o que ela acabara de dizer.

-Sai daqui, Amber. – falou soltando os braços dela de seu pescoço.

-Mas amor... – tentou dizer.

-Apenas saia daqui! Agora – ele aumentou um pouco a voz, ela deu um passo pra trás e sem olhar mais pra mim saiu da sala deixando entre nós dois um silencio de aproximadamente três minutos, apenas nos olhando, ele estava estranho, sério, olheiras, a blusa amarrotada, barba não feita, eu também não estava na melhor das minhas condições. Ficamos nos olhando, nos perguntando porque estávamos fazendo isso um com o outro, aliás, eu estava pensando isso e esperava que ele estivesse fazendo o mesmo.

-Você está bem? – foi o que ele disse. Meu queixo quase encostou o chão.

-Sério? – respondi rapidamente. – depois de tudo isso, é isso que você me pergunta? “Você está bem?”

Ele suspirou fundo e adentrou mais a sala, caminhou até a mesinha e pegou uma dose de whisky se jogando em seguida no sofá branco.

-Eu não quero brigar, Margot, hoje não! – falou e depois deu uma longa golada em seu whisky. Eu me aproximei e sentei perto dele e fiquei encarando-o por alguns segundos, até ele finalmente virar e me olhar.

-Eu não quero brigar. – falei – eu só estou cansada disso! Mas eu quero saber, por que você tirou minha filha de mim sabendo que ela é tudo pra mim.

Ele mordeu o lábio inferior me deixando apreensiva por uma resposta.

-Eu estava com raiva.

-Raiva? – falei – arrancou meu coração com as próprias mãos e vem me dizer que estava com raiva?

Então ele voltou a me olhar um tanto indignado.

-E o que você fez comigo? – falou olhando diretamente nos meus olhos – hein? O que você fez comigo, Margot Robbie? – falou pausadamente.

Ele se aproximou um pouco e foi então que senti o cheiro de bebida forte. Não o Whisky que ele havia tomado ah poucos minutos, porém, algo mais forte.

Ele estava bêbado.

-Está bêbado? – falei.

-É assim que eu fico todas as tardes depois que você resolveu ir embora! Depois de você decidir me abandonar. Quer saber porque eu tirei a Lolla de você?

Então ele se aproximou mais e puxou eu braço.

-Por isso eu tirei ela de você! – ele apontou para as marcas de seringa e depois para o copo de Whisky – ela não precisa ficar perto de um pai bêbado e uma mãe que se droga para fugir dos problemas. Tudo que ela precisa é de uma família única, sólida, que vai dar a ela o que ela merece.

-E por isso que você pediu a Amber em casamento? – falei segurando as lágrimas. Aquelas palavras que ele acabara de dizer bateram em mim com tamanha força que agradeci mentalmente por estar sentada ou teria caído no chão. Como eu nunca desconfiei disso? Que ele estava se apoiando na bebida?

Ele balançou a cabeça.

-Não, eu pedi ela em casamento porque ela acabou de perder um filho. É o mínimo que posso fazer para confortar ela.

-Ela não perdeu filho algum, como você ainda acredita nisso?! – dessa vez eu peguei a garrafa de Whisky e virei em um grande gole. Ele balançou a cabeça. – Isso não importa mais, não é? Onde está minha filha?

Ele virou para mim novamente e ficou quieto.

-Jared! Onde está minha filha? – quase gritei.

-Eu não vou deixar você ver a Lolla ainda. E não adianta vim nessa casa porque ela não vai estar aqui.

Eu arregalei os olhos. Ele só podia estar ficando louco!

-Você perdeu o juízo? Você quer me matar? – me aproximei mais dele e apertei seu braço. – depois de tudo o que você fez comigo, ainda não é o suficiente?

Ele passou os olhos pela minha mão que apertava seu braço com força, depois subiu pelo meu rosto olhando cada detalhe dele, especialmente minha boca e meus olhos. Despois suspirou fundo.

-É o melhor para ela, ela não vai assistir você se matar. – respondeu.

-É o que você quer, não é? Me matar. Porque eu não sei se aguento tanta dor. – respondi em seguida rapidamente.

-Eu nunca quis te ferir. – falou calmo.

Eu estava estranhando tanta calmaria, eu esperava que ele fosse gritar comigo como sempre fez, que fosse quebrar as coisas, jogar elas contra a parede. Estava esperando que ele fosse ficar louco, que iriamos dizer coisas horríveis um para o outro mas não, ele estava calmo. Ou pior, ele estava triste, cansado, exausto e frustrado. Eu também.

-Mas você fez mesmo assim. – falei, instantaneamente seus olhos se encheram de lágrimas mas eu não queria acreditar nelas, aliás eu não podia acreditar que o homem que tirara minha filha de mim estava ali na frente calmo, e com lagrimas nos olhos.

-Se recomponha, Margot, e talvez nós possamos entrar em um acordo em relação a Lolla.

-E você? – falei – vai continuar bebendo? Se acabando? Ou vai mudar pra nova York e começar uma vida nova ao lado da sua nova esposa?

Ele balançou a cabeça, puxou o braço com força e se levantou.

-Eu cuido da minha vida da maneira que eu bem entender. Nosso assunto agora é sobre a Lolla!

-Eu sei, desculpe. – falei antes que ele se alterasse, pois era só tocar no nome dela que ele enlouquecia – eu só queria entender.

-Não tem o que entender. Acabamos. Estamos separados.

Ele falou de uma maneira que fez meu corpo todo se arrepiar, como se um vento frio tivesse passado sobre ele.

-Você está feliz? – eu sabia que não deveria perguntar, todo o meu interior havia gritado para ficar calada mas não consegui. Ele se virou pra mim com as sobrancelhas juntas e mordue o lábio inferior com força, em menos de um segundo ele já havia agarrado minha cabeça com as palmas das mãos e me beijado com tanta força que tirou todo ar dos meus pulmões e encheu meus olhos de lágrimas.

Assim que nossos lábios se soltaram eu respirei fundo pela falta de ar e o encarei, estupefata, Jared era realmente impossível de entender.

-Você acha que é fácil viver sem isso pra sempre? – falou, mas ainda parecia um tanto nervoso.

Não, não era fácil, eu ainda estava tentando lidar com essa ideia.

 

 

Algumas semanas se passaram depois da última vez que o vi. Aliás, da última vez que eu vi Lolla também, Jared ao menos a colocava no telefone para conversar comigo, ainda era cruel mas eu podia ouvir a voz dela. As coisas pareciam mais calmas, Jared e eu não brigávamos mais, a agencia estava cada vez mais crescendo, tudo parecia finalmente bem, mas eu ainda vivia com um buraco dentro do meu coração com a falta que eu sentia da minha família. E quase toda noite eu tentava preencher esse vazio com uma garrafa nova de tequila ou Whisky.

Todos me olhavam e se diziam “Que mulher forte!” “Grande Margot Robbie! Sobreviveu a tudo isso!” mas eu não concordava com isso, eu não me sentia como alguém que tivesse sobrevivido. Eu havia perdido tudo, eu me sentia morta. E apesar de estar namorando oficialmente Leo, eu ainda amava Jared Leto desesperadamente e não conseguia arrancar ele do meu coração apesar de todas as tentativas. Então tudo que decidi fazer foi dar tempo ao maldito tempo, que parecia ter parado.

-Margot, como estou? – perguntou Marina balançando os cabelos escuros e rodando o vestido branco.

-Você está linda! – falei.

-Ah não! – ela bateu o pé – você não vai ficar com esse semblante triste no dia do meu casamento. Pode agora colocar o maior sorriso nesse rosto, seu sorriso é lindo demais para ficar escondido!

Ela praticamente gritou comigo e me empurrou para o vestuário, rindo. Bom, apesar de me sentir mal, ainda havia minhas amigas que me faziam felizes em alguns momentos. Marina estava entusiasmada com o casamento, eu estava feliz por ela de verdade mas só de saber que Jared também estaria lá provavelmente com Amber, já me dava um nó no estomago e uma grande vontade de vomitar.

Eu coloquei o vestido preto com rendas na manga, cor diferente para ser madrinha de um casamento mas o vestido era lindo de qualquer forma

 -Meu deus! Quanto tempo eu não te vejo assim?! – disse quando me viu, olhos arregalados e queixo caído.

-Pois é, e eu pensei que nunca te veria assim – zombei. Ela riu e me abraçou.

-Estou tão feliz de te ver assim.- ela disse e então seguimos para a igreja.

-Eu estou feliz por te ver assim – segurei em suas mãos. – você sabe que eu não sou disso, mas, Mary, estou feliz pra caralho você merece ser a mulher mais amada desse mundo e ninguém melhor que Shannon para fazer isso. Quando te conheci éramos duas adolescentes bêbadas trabalhando em uma agencia, e agora você está aqui, uma adulta bêbada – rimos – mas a melhor bêbada que alguém pode ter ao lado.

Os olhos dela se encheram de lagrimas. Voltou a me abraçar.

-Para! Você vai me fazer chorar.

-Essa é a intenção – rimos de novo.

-Mag, quero te pedir uma coisa.

-Peça.

-Entra comigo? – fiquei surpresa.

-O quê?

-Mag, se o papa entrar comigo não vai fazer diferença, mas se você entrar comigo eu vou me sentir como quando fomos presas a primeira vez, eu estava com medo mas ai eu olhei pro lado e lá estava você, e você me disse que tudo ia ficar bem e tudo ficou. Eu estou com medo Mag, mas quando você está comigo eu me sinto tão segura. – então meus olhos que se encheram de lagrimas.

-Eu entro com você até o inferno, se isso te fizer se sentir melhor.

Ela sorriu.

-Obrigada.

Cruzei meus braços no dela, ela mordeu o lábio inferior e apertou forte o meu braço.

-Estou tão nervosa.

-Não se preocupe, você só está em um dia especial, que vai se lembrar pelo resto da sua vida. Está casando com o homem que ama, na frente de muitas pessoas, amigos, familiares e até mesmo pessoas que não conhece. Cuidado para não tropeçar no salto, aliás, andará um pouquinho antes de chegar ao altar...

-Ta! Margot Robbie, obrigada por me tranquilizar.

Quando a porta se abriu e o som dos violinos tocaram, eu pensei que ela cairia para trás. Demos o primeiro passo então toda a igreja se virou para nos olhar e todos ficaram surpresos quando me viu ao seu lado, mas não ligamos para isso. Quando olhei para Mary, ela estava exatamente como eu quando me casei, olhos fixados em Shannon e eu sabia que ela só queria estar ao lado dele naquele momento, as lagrimas que ela segurara já não estavam mais presas, pois escorria sobre seu rosto, seus passos eram leves porém apresados. Eu não me sentia nervosa, estava relaxada, mas quando olhei em direção ao altar eu vi Amber com braço cruzado no dele, vestia um vestido preto igual ao meu, assim como as outras madrinhas, e Jared, Jared estava tão lindo. Elegante, bonito, parado naquele altar, foi inevitável lembrar do dia em que nos casamos.

-Você cuida bem dela – disse ao entregar Mary para Shannon – ou eu quebro sua cara. – ele sorriu e me abraçou.

-Acho que deveria dizer isso pra ela também.

Soltei eles e ela pediu para que eu ficasse perto dela, no altar. Eu fiquei.

A cerimonia não demorou tanto. O Padre disse tudo o que deveria dizer, Mary e Shannon fizeram as juras de amor e eu tentava ao máximo não encontrar os olhos azuis que ficaram fixados em mim o tempo todo. Era desconcertante. Ele me olhando daquela maneira com outra garota ao seu lado, em frente à um bando de gente que achava que eu era uma louca que não cuidava da própria filha. Quando a cerimonia acabou fui uma das primeiras a sair, corri para o salão da festa com Lizzy para prepararmos a chegada de todo mundo que não demorou mais de uma hora. E a meia noite, quando a festa teve início o local já estava lotado e eu tentava ao máximo não beber muito. Teve declarações, choro, danças e Marina muito louca.

-Essa aqui é a melhor, melhor amiga que alguém pode ter – disse com os braços em volta do meu pescoço, segurando uma garrafa de champanhe. – Por causa dela eu conheci Shannon e agora eu sou a Sra. Leto – começou a rir descontroladamente.

Eu ri junto com ela. Estava tentando ficar sóbria a noite toda, então fui conversar com Shannon.

-Hey, você adora ser meu cunhado, não é? Teve que casar com Marina para continuar sendo. – rimos juntos.

Cara apareceu por trás me abraçando com força.

-E com quem eu preciso casar para continuar sendo sua cunhada? Lizzy? Olha que ela é gostosa. – brincou fazendo uma careta engraçada.

-Você é mais que cunhada, é minha irmã, minha irmã mais nova. – falei rapidamente.

-Acho que temos a mesma idade, Margot – falou fingindo estar ofendida.

-É que você ainda parece uma adolescente. – brinquei.

-haha, idosa. – falou caindo na gargalhada novamente.

-Qual é, Margot, você sabe que sempre vai ser da família para nós. – Shannon me abraçou.

-Você acha que é qualquer vadia loira interesseira que vai tomar seu lugar? Até minha mãe já disse “Jared! Aqui na minha casa eu só quero a Margot!”

Eu não havia entendido porquê cara disse aquilo até eu olhar para o lado e ver Jared e Amber parados próximos a gente.

-Cara, você precisa ser sempre assim? – Jared falou olhando para ela diretamente.

-Preciso. – respondeu levando a garrafa de cerveja até a boca. – babaca!

Jared respirou fundo, ele amava Cara demais para responder a ofensa dela, que até ele mesmo sabia que ela estava certa.

-Cara, eu sei que você não gosta de mim... mas se você me der uma chance...

-Margot, vai terminar esse champanhe? – Cara perguntou interrompendo Amber e apontando para minha taça.

-Ah, acho que não.

-Ótimo. – Então ela pegou a taça da minha mão e com rapidez jogou todo champanhe em Amber que ficou estática com as mãos pra cima, sem acreditar que Cara realmente havia feito aquilo. – você gosta tanto dos restos da Margot, fica com isso também, vagabunda traiçoeira.

E saiu andando se enfiando no meio das pessoas que estavam dançando. Eu não pude segurar a risada e nem fiz questão. Amber estava tão irritada que travou a mandíbula para falar, olhou para Jared.

-Sua irmã me odeia.

Então Shannon também começou a rir, o que me fez rir mais e até mesmo Jared não conseguiu segurar.

-Cara é assim... o que eu posso fazer? – ele falou tentando se controlar.

-Você poderia... Poderia... Ah quer saber que se dane! – e ela saiu batendo o pé e empurrando as pessoas que estavam a sua frente.

Então Marina, bêbada demais, apareceu puxando Shannon para uma dança me deixando sozinha com Jared, depois de muito tempo. E com certeza aquilo não foi uma coincidência.

-Você não deveria ficar rindo da sua noiva. – falei, ele respirou fundo parando de rir.

-Ela está sempre de mau humor, então tenho que aproveitar os momentos engraçados.

Eu ri também.

-E onde está seu namorado? – ele perguntou.

-Quem?

-Leo... – falou rapidamente.

-Ahhh – levei a mão a cabeça – eu não sei, acho que deveria ter chegado... ou o voo atrasou. De qualquer forma, logo ele estará aqui.

Jared sorriu.

-O que foi? – perguntei.

-Você esquece que tem namorado e eu dou risada da Amber, estamos empatados?

Então eu também ri.

-Você foi mais cruel – respondi enquanto riamos.

-Um pouco- ele falou também rindo, fomos parando de rir lentamente enquanto nossos olhares se encontravam, ele ainda conseguia me deixar sem jeito como se fosse a primeira vez juntos, de novo.

Respiramos fundo juntos, sincronizados.

-Está um pouco quente aqui dentro, quer dar uma volta lá fora? – ele perguntou, eu senti tentada a dizer não mas muito mais tentada a dizer sim. Aliás, não tinha motivo para ter medo, ou tinha?

-Claro. – e então fomos juntos, caminhando pelo jardim do salão onde estava tendo a festa.

Depois de alguns passos ele parou, próximo a uma arvore.

-Isso te lembra alguma coisa? – perguntou olhando para frente, olhei para a mesma direção que ele.

-Acho que não. – falei estranhando, ele me olhou e sorriu.

-Por que estamos no lugar errado. – respondeu rapidamente, então me puxou e me encostou na arvore e apoiou sua mão sore ela, ficando na minha frente, meu coração bateu rápido, bem mais rápido. Então eu me lembrei.

-Aquela noite, que Mark nos pegou se beijando... a segunda vez que eu te beijei, eu me senti como uma adolescente sendo pega pelo próprio pai. – falei olhando em seus olhos.

-Você estava assustada, nervosa, e ao mesmo tempo linda.

-E você estava com outra mulher, acho que voltamos para o início. – eu tentei fazer soar engraçado, mas não, na verdade aquilo soou triste.

-É, Margot, é exatamente como no início. – ele disse, eu não sei se pensei ou desejei que ele me beijasse, mas achei que fosse, então ele simplesmente desviou o olhar e retirou um papel do bolso. – Isso é pra você.

-O que é isso? – peguei o papel sulfite dobrado.

-É da Lô, ela me fez prometer que te entregaria.

Assim que abri meus olhos se encheram de lágrimas, e eu as deixei cair. Era um desenho bobo, de criança, daqueles que elas fazem na escolinha, mas pra mim era uma obra de arte. Ela tentou desenhar nós três, e um cachorro. Provavelmente um cachorro que Jared dera a ela, e uma tentativa de escrever “i love you, mom”.

-É pra você saber que ela não esquece de você, e pergunta sobre você todos os dias.

-Sério? – perguntei pra ele com um sorriso enorme no rosto.

-Ela quer saber Margot, quando ela vai ver a mãe dela de novo. – ele disse um tanto sério.

Eu franzi o cenho sem entender direito o que ele estava querendo dizer, já que ele tinha a resposta pra aquilo.

-Você me diz. – falei.

-Não, você me diz! Eu disse pra você que só voltaria a ver ela quando estivesse sóbria.

-Mas eu estou! – falei tentando convence-lo – Jared, eu estou.

-Não, você não está. – ele respondeu rapidamente. – eu sei que você ainda bebe, sei que ainda está usando drogas, sabe como eu sei? – ele não me esperou responder – você é dependente, Margot, precisa de ajuda profissional.

Eu não estava acreditando no que meus ouvidos estavam ouvindo.

-Eu não sou dependente, Jared! Tenho tudo sobre controle.

Ele balançou a cabeça.

-E você, vai me dizer que está sóbrio também? – falei tentando reverter aquela situação.

-Estou, Margot. Você me conhece, não sou dependente de álcool ou de outras coisas. Eu sou forte e consigo enfrentar meus problemas sóbrio.

-Está me chamando de fraca? – já estava me alterando.

-Estou dizendo que você precisa de um refúgio. – ele falou calmo, eu virei para o lado porque não queria que ele me visse chorando mais – eu sei que tem ido toda terça, quinta e domingo comprar bebidas e deixar estocadas, quando elas acabam você volta e compra de novo, sempre as mesmas. Seu traficante leva cocaína pra você quase todos os dias na esquina do seu apartamento, me diz, Mag, como posso deixar minha filha ver a mãe dela nesse estado? Você precisa de ajuda, e eu posso te ajudar, mas não me peça pra assistir você morrer sem fazer nada, porque não vou.

Ele falou quase sussurrando em meu ouvido. A voz dele me arrepiou, tanto que quase me fez esquecer de me questionar como ele sabia daquilo? Como ele sabia daquelas verdades? Mas eu o conhecia e ele sempre sabia e tinha tudo o que queria.

-Eu não preciso da sua ajuda. – falei – eu só preciso da minha filha.

Ele suspirou e balançou a cabeça.

-Margot, sabe o que me faz lembrar do meu pai? Uma garrafa de Whisky, um bar, qualquer merda alcoólica, quando você chegava perto de mim cheirando a álcool, tudo o que me vinha na cabeça era um pai bêbado que não reconhecia os próprios filhos, e mulher a ponto de bater na minha mãe até sangrar. Você entende o porquê de eu sempre abominar isso? Você entende o porquê de tudo isso? Eu não vou dar isso pra minha filha, ela merece mais. Ela merece a mãe que você era antes de Bradley aparecer.

Caramba! Ele parecia ter enfiado um monte de coisa na minha boca fazendo impossível de engolir. Ele nunca tinha me contado aquilo, nunca tinha me falado assim do pai dele, só que ele havia os deixado, mas mesmo assim, será que teria sido diferente se ele tivesse me contado antes?

-Eu não consigo mais lutar. – falei voltando a olhar pra ele sem me importar com as lagrimas.

-Eu perdi você, minha filha. Eu não tenho forças. – me desabei a chorar.

Então ele me agarrou e me abraçou com força, onde chorei mais em seu peito, como uma criança.

-Eu sinto falta dela... Eu sinto falta de... – tentei falar em meio aos soluços.

-Quem disse que você me perdeu? – ele sussurrou em meu ouvido. – eu quero te ajudar, me deixa te ajudar. 


Notas Finais


espero que tenham gostado ♥


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