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História A alegoria do destino - Drarry - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá meus amados leitores, como tem estado durante esse momento louco em que estamos vivendo? Espero que muito bem. No ultimo momento do aniversario do Harry, eu venho trazer o especial de 1000 visualizações como uma forma de agradecer vocês pelo imenso apoio que eu estou recebendo nessa história, justo a mais difícil de escrever vocês me dão esse mimo. Fiquem com esse capítulo, meus queridos.

Capítulo 6 - O super homem


Fanfic / Fanfiction A alegoria do destino - Drarry - Capítulo 6 - O super homem

- Nossa, que inferno! Como esses porcos ousam falar uma coisa assim?! Pai, olha isso aqui, mais uma igreja falando que o fogo de Deus vai castigar todos que não forem “fiéis” e que “saírem do caminho certo”. Eu não aguento mais essas merdas – Harry bebeu sua xícara de café em um só gole, suas sobrancelhas estavam franzidas e seus dentes rangiam de raiva. Desde sempre ele ouviu essas conversas, principalmente na mídia e em sua escola, onde sempre tiveram crianças e adolescentes fanáticos religiosos, pregando ódio e discriminação.

- Nossa, isso é tosco para caralho. Todo aquele papo de “amor ao próximo” e essas baboseiras, mas na hora do vamo ver é assim que eles sempre se posicionam, a melhor coisa que você pode fazer é se acostumar com isso, filhão – O homem de cabelos escuros e longos falou sorrindo e passando as mãos no cabelo do jovem, sorrindo para ele com orgulho – Aluado, imagina o horror que teria sido se a gente tivesse criado essa coisa fofa e ele tivesse virado um daqueles hetero-top?! Seria um erro horrível para nós enquanto casal mais maravilhoso do mundo.

Lupin, um homem de cabelos castanho claro e bem aparados, suspirou e logo após deu uma breve risada – Por sorte ele não virou um você e o James então, porque eu acho que teria infartado de trauma. Filho, não se engane com esse seu pai todo viadão não, foi um caos aguentar ele e o James, seu pai biológico, antes da Lilian. Tipo, o Sirius até acalmou um pouco depois deles começarem a namorar, mas só aquietou de vez quando percebeu que o grande amor da vida dele era eu.

- Amooor, se você ficar falando essas coisas eu vou ter que abrir o jogo também – Ele disse em tom ameaçador, sorrindo para o lado do filho que estava segurando para não cair na gargalhada – Harry, esse seu paizão todo sério e cuidadoso, quando adolescente todo dia arrumava briga e ficava todo machucado e quem tinha que ficar limpando feridas era eu... Moony, agora eu pensei uma coisa aqui, você sempre ficava com vergonha de tirar a roupa na minha frente e dava a desculpa de você ser gay e tudo isso, mas na verdade você se machucava para eu cuidar de você, né? – Ele perguntou enquanto aproximava o rosto do de seu marido. Sorrindo, ele beijou Sirius e colocou a língua para fora.

- Bem, digamos que as vezes eu me metia em brigas de propósito quando eu estava carente... Eu não me arrependo de absolutamente nada, suas mãos eram e ainda são o meu fraco. Bem, não só as mãos mas tem criança no cômodo então ficamos apenas com as mãos.

Harry, envergonhado, fingiu vomitar enquanto olhava os pais flertarem – Vocês poderiam, por favor, não me fazer vomitar todo o café da manhã? Eu estou de muito bom humor por conta de ontem para ver tais cenas horríveis – Ele terminou de comer e continuou na mesa, hoje nenhum de seus pais têm trabalho e nem ele precisa ir à faculdade, logo aquele seria um dia inteiro para aproveitar com eles.

- Você falou sobre estar apaixonado e tudo mais, mas você ainda não mostrou nenhuma foto do tal garoto, estamos muito curiosos para saber quem é – Falou o homem de cabelos longos, andando até uma das cadeiras ao lado do filho para poder cutucar seu braço – Mostra a foto dele, vai.

- Mas se você ainda não se sentir pronto para isso, querido, não precisa. Nós vamos te dar tempo para se acostumar com todo esse novo mundo que é estar amando – Como sempre, seu pai Remo era muito mais apolíneo e Sirius totalmente dionisíaco, a razão e emoção em duas pessoas que se amam. Desde que estudou sobre, Harry começou a perceber a tamanha genialidade de Nietzche e também como seus pensamentos se relacionam com o cotidiano.

Para seus pais ele nunca foi uma pessoa errada e ele teve a segurança de ter o apoio deles, então sair do armário não foi problema algum e nunca foi abertamente julgado por isso, mas ele conhece muito bem como a sociedade é e a forma com que o cristianismo tenta a todo custo destruir ele e todos os que fogem da lógica padrão, os que lutam diariamente por um espaço no mundo tem esse grande empecilho, pessoas que se dizem ser de bem, dizem fazer o que fazem em nome de um suposto Deus – Mas Nietzche já falava sobre isso em meados do séc.XIX (século dezenove), as atrocidades feitas pelo homem ao longo do tempo em nome do ser superior matou Deus, pois ele era para ser uma ideia bela e pura, mas as guerras, as mortes em nome dele, cada homem que foi morto em seu nome também matou ele.

- Sabe, ainda não sei se a gente vai ter alguma coisa ou não, mas eu quero muito. Aqui ele, muito fofo – Ele sorria enquanto mostrava uma foto de Draco para os pais. Os dois se entreolharam por um momento, viraram os olhares em direção ao moreno e, em uníssono, disseram para ele trazê-lo para que apresentá-lo. Harry ficou muito envergonhado ouvindo aquilo, mas ao mesmo tempo a felicidade enchia todos os poros de seu corpo.

- Ele se parece muito com alguém, mas não consigo me lembrar direito. Amor, você também percebeu? – Sirius questionou o marido, curioso com a familiaridade que aquele garoto trouxe.

- Meu amor, você conhece tanta gente que eu já perdi a conta, semelhanças são inevitáveis com o passar do tempo. Ele parece ser um garoto adorável, Harry, tomara que tudo dê certo entre vocês. Eu e seu pai queremos muito sua felicidade, filho – Ele argumentou enquanto passava a mão na cabeça do garoto, se levantando logo após e sorrindo – Finalmente vamos colocar aquela série em dia, não estava me aguentando mais ter que esperar nós três termos um dia vago ao mesmo tempo para ver hahahaha.

Eles se sentaram os três ao sofá para começar a ver a série, sendo que o filho foi o encarregado de pegar o sorvete e avisar aos empregados que eles estavam dispensados por hoje, voltando em seguida para ficar junto de seus pais, uma cena bem rara por conta do pouco tempo livre que os três têm atualmente, por isso aquilo era tão precioso para eles – Deixar a vida Apolínea de lado por algum tempo e aproveitar o afeto dionisíaco que os mantém unidos. Desde pequeno Harry já tinha noção de que Sirius e Lupin não eram seus pais biológicos, e quando os questionou sobre isso por conta da discriminação que sofria na escola, os pais lhe contaram toda a história de como James e Lilian, seus pais, morreram quando ele era criança e que por conta da amizade entre eles, os dois decidiram adotá-lo e o quanto isso os tornou o casal mais feliz de todos, e após ouvir isso ele nunca mais se importou com nada dito sobre sua família não usual ou falta de parentesco sanguíneo, pois para ele o laço de amor vai muito além da biologia.

Perdido em seus pensamentos por um bom tempo enquanto assistia a série, o rapaz demorou a perceber que era o único acordado ali, então vendo aquela cena deles dormindo abraçados e aparentemente cansados, ele desligou a TV e trouxe uma coberta para os dois, saindo com cuidado da sala de tv. Agora ele estava sozinho naquela enorme casa, sequer os empregados estavam ali para que o silêncio não fosse absoluto, e isso muito incomodava Harry, o silêncio sempre fora um de seus inimigos, sua cabeça começa a gritar naqueles momentos.

Para poder evitar isso, o rapaz pegou seu celular e mandou uma mensagem para Draco, perguntando se o garoto estaria livre após o horário de escola para que os dois tivessem um encontro, recebendo sua resposta após 30 torturantes minutos de ansiedade, porém todos os sentimentos ruins se foram ao ler a resposta, uma afirmativa seguida de um emoji de coração e em seguida a pergunta de onde eles iriam se encontrar.

# Me manda o endereço do seu colégio que eu passo para te buscar, eu to bem feliz de você ter aceitado. Hoje eu estou livre então finalmente tive uma oportunidade para te convidar para a gente se ver em algum lugar fora da ágora#

# Tudo bem então, Harry, eu vou te mandar agora mesmo# e então o rapaz recebeu o link com o endereço, dando um sorriso largo, aquele era o começo do que poderia ser um lindo relacionamento entre os dois. O moreno então manda um áudio rápido, apenas dizendo que estava ansioso para vê-lo. Seu coração estava acelerado, era bom sentir aquilo novamente, poder mais uma vez estar totalmente vivo, o sangue correndo por suas veias e a felicidade enchendo seu peito.

Harry começou a caminhar calmamente até seu quarto, olhando atentamente para a quantidade de quadros e fotos havia pelas paredes da casa, muitas coisas de bandas, algumas camisetas autografadas por grandes famosos e no centro da casa, exposto para todos verem, está uma foto onde o garoto aparece ainda criança no colo de Sirius, que estava sentado em uma cadeira ao lado de Remo, mas ao contrário do que se vê em muitas ficções eles estão sorrindo, todos realmente felizes e interagindo. Ele lembra de estar bastante animado naquele dia porque seus pais haviam falado que seria um retrato enorme, pensar nisso deixou o coração do rapaz ainda mais aquecido.

Entrando no quarto, ele foi direto para o banheiro e tirou suas roupas, colocando-as no devido lugar e então se olhando no espelho. Por algum motivo ele sempre gostou de olhar o próprio corpo e se tocar, não de forma sexual, ele apenas gosta de sentir a textura da própria pele e ver as diferentes reações de acordo com cada uma. Seus olhos verdes sempre tiveram muito destaque por conta do tom de sua pele, o claro contrasta lindamente com o escuro e ele sempre admirou essa característica em si. Após esse rápido devaneio, ele liga o chuveiro e se coloca embaixo da água morna e sentiu a tensão de seus músculos se esvaindo.

Dentro do carro e na porta do colégio do loiro, Harry esperava pacientemente enquanto ouvia música no fone de ouvido, logo sequer percebeu quando Draco bateu na janela de seu carro, só se dando conta quando o garoto ligou para seu número e o tirou do transe musical, então pedindo muitas desculpas por estar distraído ele desceu do carro, abriu a porta do passageiro para o garoto e sorriu ao vê-lo completamente sem jeito.

- Como foi seu dia, fofo? – Ele já estava olhando para a tela do celular pela resposta – Ai, eu não sinto a menor falta do ensino médio. Foi um período bem estranho para mim, ainda bem que o Cedric estudou na mesma sala que eu todos os anos ou teria sido mais tóxico que Chernobyl e Goiânia juntos.

Harry estranhou não estar recebendo mensagens do rapaz, porém algo deixou ele muito surpreso – As aulas foram boas, principalmente depois da sua mensagem. E você, passou bem essas primeiras horas do dia? – A voz macia e doce de Draco soou e ecoou, no carro, nos ouvidos e em seu coração. Era bom finalmente ouvi-lo, aquilo significava que ele estava mais perto de finalmente superar o trauma que tanto assolava sua vida, e isso realmente deixava o moreno contente.

- Foi bom sim, eu passei um tempo com meus pais e então eu vim ver um garoto muito bonito e que tem uma voz linda. Ele é loiro, magrinho e tem olhos azuis tão lindos que me hipnotizam desde a primeira vez que o vi – Draco sorriu ouvindo aquilo e o beijou rapidamente, colocando o cinto em seguida – Parece que Você tem mais iniciativa que eu, afinal de contas. Você sabe que acabou de me beijar na porta do seu colégio, certo? Espero que esteja ciente das consequências disso.

Com um sorriso confiante, o loiro repetiu o beijo e acariciou os lábios do mais velho – Eu não me importo nem um pouco com o que esse bando de burguês tosco, que sequer sabem o que foi o holocausto, pensam de mim, eu só quero poder aproveitar seus lábios macios – A atitude daquele Draco estava deixando-o muito excitado, era bom ver a confiança em seus olhos e ações.

- Eu gostei desse novo você, todo falante e confiante, fico bem feliz de você confiar em mim – Ele puxou a mão do garoto e deu um beijo nela antes de ligar o carro e colocar toda sua atenção no trânsito. O rádio estava tocando um rock com letra romântica, o vocalista tinha a voz profunda e um pouco rouca, o que de certa forma arrepiava os pelos de Draco por conta da letra, batida e todo o resto – Espero que você goste de rock, essa música é uma das novas do meu pai, é um single de teste para essa pegada, eles estão querendo iniciar uma fase mais romântica.

- A música é muito bonita... – ele comentou, os dedos batendo mas coxas ao ritmo da canção, bem absorto nela – Qual é o nome da banda dele? Acho que já ouvi esse cantor antes...- Após a resposta, ele sorriu e comentou já ter ouvido algumas músicas e estar surpreso por aquele ser seu pai, recebendo uma rápida explicação sobre a história de vida do moreno. Draco se sentia bem em falar com Harry, ele se sentia um garoto normal novamente, e saber parte as história dele fez com que a confiança entre os dois aumentasse, aos poucos o rapaz estava entrando em seu coração e tomando conta de tudo nele.

Eles ficaram em silêncio por algum tempo, aproveitando o raro momento em que eles conseguem ficar juntos, lado a lado e dessa vez como mais que simples amigos. Não são namorados, sequer amantes, mas a relação dos dois não era uma simples amizade, o amor ia além da simples vontade de estar com o outro, eles desejavam entrar profundamente na vida alheia e se tornar tão necessário e querido que estar longe por muito tempo é a mesma coisa que a morte, mas onde o entendimento da realidade irá prevalecer entre eles, saber que a distância muitas vezes é necessária e saudável.

Olhando para o moreno, o garoto questionou mudo sobre o destino para o qual ele dirigia, recebendo um sorriso infantil e a palavra “surpresa”, deixando-o instigado sobre aonde ele estava sendo levado, a adrenalina da surpresa disparando por suas veias e a empolgação com tudo aquilo. Não demorou até eles chegarem em um restaurante cujo nome era uma frase “cogito, ergo sum”, frase famosa do matemático e filósofo René Descartes, e isso logo fez com que o loiro colocasse seus lábios no ouvido do parceiro e questionasse – Você é mesmo real, Harry?

Sorrindo, ele beijou o loiro e estacionou o carro em uma vaga em frente ao restaurante, descendo em seguida – Sua dúvida é louvável, mas infelizmente eu sou real, sua mente não é tão apurada ao ponto de me criar – Ele arqueou as sobrancelhas em um tom de provocação e como resposta levou um tapa em seu ombro e um rosto de desaprovação, segurando ao máximo a risada. Os dois adentraram o estabelecimento, o loiro ficou encantado por conta da quantidade de quadros de grandes pensadores, frases deles e algumas pequenas maquetes de cenários históricos, um restaurante que alimenta o corpo e a alma.

- Draco, essas semanas de contato com você têm sido tão maravilhosas, eu acho que foi o melhor acontecimento do meu ano, eu falo realmente sério, ouvir sua voz no primeiro dia por engano, depois seu discurso enquanto víamos a chuva de meteoros e também aquele beijo ontem – ele tocos os próprios lábios e um sorriso tímido se formou – Eu me senti como um adolescente no começo da puberdade, como se fosse o primeiro beijo. Eu acho que eu sou aquela garota de comédia romântica, que está apaixonada pelo garoto e qualquer coisa faz ela ficar toda boba.

Um sorriso e uma mensagem, 3 palavras que fizeram o coração do moreno disparar, suas mãos se encontraram e suas bochechas coraram na mesma hora. Eles levantaram um cardápio e se beijaram, os olhares diziam muito mais que qualquer palavra poderia dizer, nem mesmo a razão explicaria precisamente o que era aquilo, suas almas estavam tão unidas naquele curto momento de união entre seus lábios e línguas que qualquer explicação poderia ser apenas dada ao inteligível. A alegria deles era indescritível, o moreno estava tão apaixonado que quase nada poderia estragar, mas a vida é engraçada.

- Não acredito!!! Harry, faz tanto tempo que eu não te vejo – Uma garota de sorriso dissimulado apareceu e os olhos do garoto se arregalaram, seus braços perderam a força e ele forçou um sorriso, cumprimentando a garota – Você tem uma nova companhia, hein? Que bom que finalmente deixou de lado o Cedric, era uma péssima influência – Com rapidez, a mulher sussurrou algo ao garoto e então saiu com o mesmo sorriso de antes.

Draco, muito preocupado, pegou a mão do parceiro e lhe perguntou em voz baixa quem era a mulher e o como aquelas poucas palavras tinham deixado ele daquela maneira. Em resposta aos questionamentos, ele apenas conseguiu falar uma frase curta – Foi ela – tudo que o rapaz conseguiu emitir, sua mente recordando de cenas que há muito ele tenta esquecer, apagar todas as imagens e sensações daquele dia tão distante mas que o assola desde então.

 Continua...


Notas Finais


Então gente, esse capítulo foi lindo né? Eu amei cada parte do processo de desenvolvimento dele, desde a etapa de estudo que eu faço sobre o filósofo ao processo de escrita mesmo, levar a história para seu clímax.
Lembrem de deixar comentários caso tenham gostado, compartilhem e deem aquele favorito maroto para ajudar na divulgação da história, até o próximo capítulo.
Kissus do Bon-kun


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